# Fez: mapa turístico, o que fazer e quando ir

Na medina de Fez, com 9.400 becos e nenhum carro, quem entra pela porta de cima chega a quase tudo descendo a ladeira. Antiga capital do Marrocos, fundada em 789, guarda a Qarawiyyin, de 857–859, considerada a instituição de ensino em funcionamento contínuo mais antiga do mundo.

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## Resposta direta
- **Fez: como chegar ao riad dentro da medina?** De táxi até uma das portas da muralha, e dali a pé: combine com o riad a porta (Boujloud, Rcif, Ftouh ou Guissa) e alguém esperando no portão, porque os últimos 200 a 600 metros são por becos sem placa; um carregador leva a mala por 20 a 50 DH.
- **Fez: há voo direto do Brasil?** Não.
- **Fez: como chegar a Meknès e o que ver lá?** Meknès fica a 60 km, 35 a 40 minutos de trem por cerca de 25 DH, com a porta Bab Mansour, os celeiros e cavalariças de Moulay Ismail e o mausoléu do sultão.

## A descida da medina
Entre por Bab Boujloud às 9h e visite a madrasa Bou Inania logo à direita; do lado de fora, olhe o relógio de água na Talaa Kebira.
- Mesquita e universidade Qarawiyyin
- Madrasa Bou Inania
- Madrasa al-Attarine
- Curtume Chouara
- Zaouia de Moulay Idriss II
- Praça Seffarine
- Bab Boujloud

## Fes el-Jdid, mellah e a vista de cima
Comece com bissara e pão numa barraca perto de Bab Semmarine e atravesse a Grande Rue de Fes el-Jdid, a cidade merínida de 1276.
- Dar Batha e Jnan Sbil
- Túmulos merínidas e Borj Nord

## Mesquita e universidade Qarawiyyin
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Fez · Até meia hora
Fundada em 857–859 com a herança de Fátima al-Fihri e ampliada pelos almorávidas em 1135; é tida pela UNESCO e pelo Guinness como a instituição de ensino em funcionamento contínuo mais antiga do mundo, integrada à rede universitária estatal em 1963. Não muçulmanos não entram, mas as portas abertas ao longo da rua deixam ver o pátio, a fonte e o telhado verde. A biblioteca, uma das mais antigas do mundo, foi restaurada pela arquiteta Aziza Chaouni e reaberta em 2016.
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## Madrasa Bou Inania
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Fez
Construída entre 1350 e 1355 por Abu Inan Faris, é a única madrasa de Fez com minarete e mesquita de sexta-feira, e por isso a maior de todas. Está aberta a não muçulmanos: pátio de mármore, zellij até a altura do peito, gesso rendado acima e cedro esculpido no teto. Do lado de fora, na Talaa Kebira, ficam os treze blocos de madeira do relógio de água do século XIV, cujo mecanismo ninguém reconstituiu. Ingresso da ordem de 20–30 DH.
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## Madrasa al-Attarine
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Fez · Até meia hora
Madrasa de 1323–1325 encostada no souk dos perfumistas e especieiros, que lhe deu o nome. O pátio é pequeno e coberto de mosaico até o alto, com pia de mármore no centro; do terraço se vê o telhado da Qarawiyyin logo ao lado, o que ajuda a entender a escala real do conjunto.
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## Curtume Chouara
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Fez · Até meia hora
O maior dos três curtumes da medina, em atividade desde por volta do século XI, com dezenas de tanques de pedra encaixados num pátio. Os brancos levam cal e excremento de pombo, que amaciam a pele; os coloridos usam papoula, índigo, açafrão e hena. Vê-se de graça dos terraços das lojas de couro em volta, que entregam um ramo de hortelã na entrada e esperam 20–50 DH de gorjeta na saída; os tanques foram reformados em 2015–2016.
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## Zaouia de Moulay Idriss II
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Fez · Até meia hora
Túmulo de Idris II, que em 808–809 fundou al-Aliya, a cidade da margem esquerda que depois se uniu à do pai, Idris I. Redescoberto em 1437 e reconstruído no século XVIII sob os alauitas, fica num horm, zona sagrada antigamente marcada por barras de madeira na altura da cabeça, que impediam a entrada de animais carregados. Não muçulmanos ficam na soleira e conseguem ver a sala do túmulo de fora; o movimento de peregrinos não para.
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## Funduq al-Najjarine
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Fez · Até meia hora
Hospedaria de mercadores de 1711, com três andares de galerias de cedro em torno de um pátio quadrado onde se guardavam mercadoria e animais. Virou o Museu Nejjarine das Artes e Ofícios da Madeira em 1998, e o terraço serve café com vista para os telhados. Ao lado ficam a fonte Nejjarine, com painel de zellij do século XVIII, e a praça dos carpinteiros.
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## Praça Seffarine
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Fez · Até meia hora
Praça dos caldeireiros, ao lado da biblioteca da Qarawiyyin, onde bacias, bandejas e caldeirões de cobre são martelados a céu aberto desde a Idade Média. O barulho é o ponto: dez martelos em cadências diferentes é a referência sonora da medina, e as peças ainda saem dali para casamentos e hammams do bairro.
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## Bab Boujloud
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Fez
Porta monumental erguida em 1913 pela administração francesa no lugar de um portão medieval, e por isso mais nova do que parece. A face externa é azul, a cor da cerâmica de Fez, e a interna é verde, a cor do islã; a passagem enquadra dois minaretes ao mesmo tempo. É onde começa a descida pelas duas Talaa.
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## Dar Batha e Jnan Sbil
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Fez · Até meia hora
Palácio começado sob Hassan I no fim do século XIX e transformado em museu de artes marroquinas em 1915, com a principal coleção de cerâmica azul de Fez, bordado fassi e madeira esculpida, além de um pátio andaluz que recebe concertos. A cem metros fica o Jnan Sbil, jardim real do século XIX com 7,5 hectares, reaberto em 2011 após longo restauro. O museu passou por obras recentes: confirme a situação na data da visita.
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## Túmulos merínidas e Borj Nord
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Fez
Ruínas de uma necrópole do século XIV na encosta norte, de onde se vê a bacia inteira da medina, com os minaretes saindo do telhado contínuo; melhor no fim da tarde, e a subida leva 20 a 30 minutos a pé de Bab Guissa. Duzentos metros abaixo está o Borj Nord, forte saadiano de 1582 mandado erguer por Ahmad al-Mansur, que abriga o museu de armas: confirme se está aberto.
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**Fez: como chegar ao riad dentro da medina?**
De táxi até uma das portas da muralha, e dali a pé: combine com o riad a porta (Boujloud, Rcif, Ftouh ou Guissa) e alguém esperando no portão, porque os últimos 200 a 600 metros são por becos sem placa; um carregador leva a mala por 20 a 50 DH.

**Fez: há voo direto do Brasil?**
Não. A conexão costuma ser em Casablanca, Madri ou Paris, e o aeroporto Fès-Saïss (FEZ) fica 15 km ao sul da cidade.

**Fez: como chegar a Meknès e o que ver lá?**
Meknès fica a 60 km, 35 a 40 minutos de trem por cerca de 25 DH, com a porta Bab Mansour, os celeiros e cavalariças de Moulay Ismail e o mausoléu do sultão.

**Fez: o que saber sobre o dirham antes de viajar?**
O dirham marroquino (DH) é moeda fechada: não se compra fora do país, a entrada e a saída de dinheiro vivo são limitadas a 2.000 DH, e vale guardar o comprovante de câmbio para reconverter no aeroporto.

**Fez: qual é a melhor época para ir?**
O melhor período vai de março a maio e de setembro a novembro, com máximas de 20 a 28 °C.


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