# Yogyakarta: mapa turístico, o que fazer e quando ir

Palácio do sultão, banhos reais, batik e gamelão, com o Borobudur, o Prambanan e o Merapi a uma manhã de estrada.

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## Resposta direta
- **Yogyakarta: como ir do aeroporto ao centro?** O aeroporto internacional é o YIA (Yogyakarta International Airport), em Kulon Progo, a oeste da cidade; todos os voos a jato usam esse aeroporto, e o antigo aeroporto Adisutjipto (JOG), a leste, ficou com poucos voos domésticos.
- **Yogyakarta: preciso de visto para entrar na Indonésia?** As regras de visto dependem da nacionalidade, e a imigração indonésia usa a declaração de chegada digital All Indonesia, preenchida antes do desembarque: confira no portal oficial (allindonesia.imigrasi.go.id) e no site de vistos (evisa.imigrasi.go.id) o que vale para o seu passaporte.
- **Yogyakarta: quando abre o kraton e que roupa usar?** O palácio do sultão continua sendo residência da família real e centro das cerimônias da corte, e só uma parte, a unidade chamada Kedhaton, é aberta à visita, de terça a domingo, das 8h30 às 14h30 (fechado às segundas).

## O kraton, o Taman Sari e a Malioboro
Este é o dia para começar de terça a domingo: às segundas, o kraton, o Srimanganti e o Wahanarata fecham. Se a viagem começar numa segunda, faça nesse dia o Borobudur ou o Prambanan e deixe a cidade para o dia seguinte.
- Taman Sari
- Jalan Malioboro
- Pasar Beringharjo
- Museum Sonobudoyo
- Masjid Gedhe Kauman
- Museum Benteng Vredeburg

## Borobudur, Mendut e Pawon
Compre na véspera, no site oficial, o ingresso de estrutura do Borobudur para uma das primeiras sessões; em dias normais, as subidas começam às 8h30.
- Keraton Ngayogyakarta Hadiningrat
- Alun-alun Kidul
- Tugu Yogyakarta
- Kotagede
- Candi Mendut
- Museum Ullen Sentalu
- Museum Affandi

## Prambanan, Plaosan e Ratu Boko
Chegue a Prambanan cedo, de aplicativo ou pela linha 1A da Trans Jogja, e percorra os templos de Shiva, Vishnu e Brahma e os relevos do Ramayana.
- Candi Plaosan
- Situs Ratu Boko
- Sendratari Ramayana Prambanan
- Gunung Merapi

## Keraton Ngayogyakarta Hadiningrat
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Yogyakarta · Uma a duas horas
O palácio do sultão continua sendo residência da família real e centro das cerimônias da corte, e só uma parte, a unidade chamada Kedhaton, é aberta à visita, de terça a domingo, das 8h30 às 14h30 (fechado às segundas). Pavilhões abertos de teca e salas de exposição mostram objetos da corte, o ciclo de vida segundo a tradição javanesa e uma sala de pinturas com obras de Raden Saleh. Na Patehan, servidores do palácio ainda preparam o chá do sultão. De terça a domingo, das 9h às 11h, grupos de arte da província se apresentam no pavilhão de Srimanganti, com um programa diferente a cada dia: na terça, uyon-uyon (música de gamelão) e dança clássica; na quarta, wayang golek menak, o teatro de bonecos de madeira; na quinta, wayang kulit, o teatro de sombras; na sexta, macapat, poesia javanesa cantada; no sábado, um trecho de wayang wong, o drama dançado; e no domingo, o gladhen beksan, ensaio aberto da dança da corte. O museu das carruagens reais, o Wahanarata, fica ao lado, na rua Rotowijayan, abre de terça a domingo, das 9h às 15h, e aos sábados tem um programa com os cavalos da corte. A entrada exige roupa com mangas, sem bermuda nem saia, e não se usa chapéu na área do museu. Há guias em indonésio, inglês e espanhol.
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## Taman Sari
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Uma a duas horas
O jardim aquático construído por Hamengkubuwono I entre 1758 e 1765, a poucos minutos a pé do kraton. O Umbul Binangun conserva as três piscinas de banho da família real, com fontes em forma de cogumelo; mais adiante, um túnel leva ao Sumur Gumuling, uma mesquita circular em dois andares, com escadas que se cruzam no centro. O terremoto de 1867 drenou os tanques, e o complexo foi ocupado pelas casas de Kampung Taman, um bairro conhecido pelo batik e pela pintura tradicional. Abre todos os dias, das 9h às 15h.
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## Jalan Malioboro
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Yogyakarta · Uma a duas horas
A avenida comercial de Yogyakarta vai por cerca de 2 km da estação Tugu até a praça norte do palácio, com centenas de lojas e bancas de batik, artesanato e roupas, num trecho parcialmente reservado a pedestres e sem estacionamento de motos. À noite, bancas montam o lesehan, refeição servida em esteiras na calçada. É o trecho mais agradável para caminhar na cidade, e também o mais cheio nas férias escolares indonésias.
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## Pasar Beringharjo
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Yogyakarta · Até meia hora
O maior mercado tradicional da cidade, no extremo sul da Malioboro, ao norte do forte Vredeburg. Vende de verduras e especiarias a batik e artesanato, em corredores apertados onde se pechincha.
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## Museum Sonobudoyo
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Yogyakarta · Uma a duas horas
Inaugurado em 1935 a partir da coleção do Java Instituut, junto à praça norte do kraton, guarda a coleção mais completa de objetos javaneses depois do Museu Nacional de Jacarta: bonecos de wayang, máscaras, punhais keris, tecidos, cerâmicas e bronzes do século VIII. O museu também programa apresentações noturnas de teatro de sombras com gamelão; confira a agenda no local.
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## Masjid Gedhe Kauman
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Yogyakarta · Até meia hora
A grande mesquita do palácio, a oeste da praça norte, onde o sultão realiza seus ritos e cerimônias religiosas. O bairro em volta, Kauman, é o berço da Muhammadiyah, fundada ali em 1912.
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## Alun-alun Kidul
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Até meia hora
A praça ao sul do kraton, com duas figueiras-de-bengala antigas no centro. À noite, moradores e visitantes tentam o masangin: atravessar o espaço entre as duas árvores de olhos vendados, o que quase ninguém consegue em linha reta.
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## Tugu Yogyakarta
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Yogyakarta · Até meia hora
O obelisco branco que marca o extremo norte do eixo cosmológico, num cruzamento movimentado a poucos minutos da estação Tugu. O monumento original, chamado Tugu Golong Gilig, deu lugar à forma atual, conhecida como Tugu Pal Putih. É uma parada rápida a caminho da Malioboro, e o cruzamento tem trânsito pesado: atravesse pela faixa.
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## Kotagede
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Yogyakarta · Uma a duas horas
Primeira capital do Sultanato de Mataram, entre 1587 e 1613, hoje um bairro do sudeste da cidade. A grande mesquita, associada à fundação do reino, e o cemitério real a oeste dela, onde está o túmulo de Panembahan Senopati, conservam a arquitetura javanesa antiga. As ruas estreitas têm casas de antigos mercadores de batik e as oficinas de prata que fizeram a fama do bairro; a filigrana chegou por volta de 1950, com artesãos de Kendari, em Sulawesi.
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## Candi Borobudur
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Magelang · Meio dia ou mais
O maior monumento budista de Java, construído pela dinastia Sailendra entre os séculos VIII e IX, a cerca de 40 km a noroeste da cidade, em Magelang. São nove plataformas sobrepostas, seis quadradas e três circulares, com 2.672 painéis em relevo e 504 estátuas de Buda na origem; 72 delas ficam dentro de estupas vazadas em volta da cúpula central. O operador vende dois ingressos: o do pátio (Temple Ground), que não dá direito a subir, e o da estrutura (Temple Structure), com a subida acompanhada por guia, as sandálias de proteção upanat e uma cota diária de visitantes, informada em 1.200 pessoas. As escadas leste e norte estão cobertas por estruturas de madeira desde 2014 para reduzir o desgaste. Compre a subida com antecedência no site oficial.
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## Candi Mendut
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Mungkid · Até meia hora
Templo budista a leste do Borobudur, alinhado com ele e com o pequeno Candi Pawon numa linha reta leste-oeste, como mostrou o arqueólogo Theodoor van Erp. Na lua cheia do Waisak, em maio ou junho, a procissão budista sai de Mendut, passa por Pawon e termina no Borobudur. A visita aos dois é curta e completa a manhã no monumento.
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## Candi Prambanan
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Prambanan · Meio dia ou mais
O maior conjunto hindu de Java, a cerca de 17 km a nordeste da cidade, na divisa com Java Central. Os três templos principais são dedicados a Shiva, Vishnu e Brahma; o de Shiva, consagrado em 856, tem 47 metros e balaustradas com o Ramayana esculpido em relevos. O complexo chegou a ter 240 estruturas, e o terremoto de 2006 deslocou muitas pedras. Ao norte fica o Candi Sewu, um conjunto budista mais antigo que o templo hindu. O ingresso tem tarifas diferentes para visitantes indonésios e estrangeiros, vendidas no site oficial.
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## Candi Plaosan
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Klaten · Até meia hora
Conjunto budista do século IX a cerca de 1 km a nordeste de Prambanan, entre arrozais, atribuído a Pramodhawardhani, da dinastia Sailendra. Dividido em Plaosan Lor e Plaosan Kidul, separados por uma estrada, é muito mais tranquilo que o vizinho famoso.
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## Situs Ratu Boko
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Prambanan · Uma a duas horas
Ruínas num platô a 196 metros de altitude, cerca de 3 km ao sul de Prambanan, com portões, piscinas de banho, muralhas e um fosso seco. Ao contrário dos templos da região, parece ter sido um palácio fortificado, e o pavilhão no ponto mais alto tem vista para Prambanan com o Merapi ao fundo.
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## Sendratari Ramayana Prambanan
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Uma a duas horas
O balé Ramayana, encenado ao lado do Prambanan às terças, quintas e sábados, conta em dança e gamelão a história de Rama e Sita que os relevos do templo de Shiva mostram em pedra. Na estação seca, a apresentação é no palco ao ar livre; no resto do ano, no palco coberto Trimurti. Confira o horário e compre o ingresso no site do operador.
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## Gunung Merapi
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Java Central · Meio dia ou mais
O vulcão mais ativo da Indonésia, com erupções regulares registradas desde 1548, domina o horizonte ao norte da cidade. Em 19 de outubro de 2026, o MAGMA, sistema oficial de monitoramento de vulcões, mantinha o Merapi no nível III (Siaga), o que exclui subir ao cume. As encostas mais baixas são visitadas em passeios de jipe pelas áreas atingidas pela erupção de 2010, a partir de Kaliurang e dos povoados de Sleman, desde que fora da zona de perigo definida pelas autoridades.
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## Museum Ullen Sentalu
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Yogyakarta · Uma a duas horas
Museu em Kaliurang, na encosta sul do Merapi, dedicado à cultura e à vida das cortes javanesas, com galerias integradas a jardins e esculturas. Combina bem com a manhã no vulcão.
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## Museum Affandi
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Yogyakarta · Uma a duas horas
O museu do pintor Affandi ocupa o terreno onde ele viveu e trabalhou, na margem oeste do rio Gajah Wong, na avenida Laksda Adisucipto, 167, a leste do centro e no caminho de Prambanan. O prédio, desenhado pelo próprio Affandi com um telhado que lembra uma folha de bananeira, ficou pronto em 1962, e o museu foi inaugurado em 15 de dezembro de 1973. São três galerias: pinturas, esculturas, esboços e objetos pessoais do artista; esboços de paisagem e o arquivo da carreira; e um espaço de exposições temporárias. O ingresso pode ser trocado por uma bebida no café do museu. Confira o horário no site oficial antes de ir.
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## Museum Benteng Vredeburg
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Yogyakarta · Uma a duas horas
O forte holandês no extremo sul da Malioboro, diante do palácio presidencial Gedung Agung, é apresentado pelo portal oficial de turismo da Indonésia como o legado colonial mais antigo da cidade. Hoje é o museu da luta nacional, com mais de 7.000 peças que contam a história do país de Diponegoro à Nova Ordem, e espaços verdes abertos ao público. Reabriu em 2024 depois de uma revitalização, com funcionamento estendido até a noite; confira o horário atual antes de ir. Encaixa no fim da tarde da caminhada pela Malioboro.
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**Yogyakarta: como ir do aeroporto ao centro?**
O aeroporto internacional é o YIA (Yogyakarta International Airport), em Kulon Progo, a oeste da cidade; todos os voos a jato usam esse aeroporto, e o antigo aeroporto Adisutjipto (JOG), a leste, ficou com poucos voos domésticos. Do aeroporto, a forma mais prática de chegar ao centro é o trem operado pela KAI, que liga o YIA à estação Yogyakarta (Tugu), ao lado da Malioboro; o serviço expresso, sem parada em Wates, leva cerca de 35 minutos. Horários e tarifas foram reajustados em 1º de julho de 2026: confira no aplicativo Access by KAI e compre com antecedência, porque os trens lotam. Há também ônibus Damri entre o aeroporto e a cidade.

**Yogyakarta: preciso de visto para entrar na Indonésia?**
As regras de visto dependem da nacionalidade, e a imigração indonésia usa a declaração de chegada digital All Indonesia, preenchida antes do desembarque: confira no portal oficial (allindonesia.imigrasi.go.id) e no site de vistos (evisa.imigrasi.go.id) o que vale para o seu passaporte.

**Yogyakarta: quando abre o kraton e que roupa usar?**
O palácio do sultão continua sendo residência da família real e centro das cerimônias da corte, e só uma parte, a unidade chamada Kedhaton, é aberta à visita, de terça a domingo, das 8h30 às 14h30 (fechado às segundas). A visita ao palácio exige roupa sóbria com mangas, sem bermuda nem saia, e não se usa chapéu dentro do museu. Visitantes também não podem entrar com os padrões de batik awisan, reservados à família real, nem vestidos com kebaya ou beskap, os trajes tradicionais da corte.

**Yogyakarta: como visitar o Borobudur e subir ao monumento?**
O operador vende dois ingressos: o do pátio (Temple Ground), que não dá direito a subir, e o da estrutura (Temple Structure), com a subida acompanhada por guia, as sandálias de proteção upanat e uma cota diária de visitantes, informada em 1.200 pessoas. Compre a subida com antecedência no site oficial. O Borobudur fica a cerca de 40 km: muita gente contrata carro com motorista ou usa aplicativo para chegar à primeira sessão de subida, e há um ônibus de turismo da Damri (Shuttle Damri Wisata) que parte da rua KH Ahmad Dahlan, perto do Bank Indonesia; confirme os horários na véspera.

**Yogyakarta: quantos dias ficar?**
Eu ficaria três dias inteiros em Yogyakarta: o primeiro para o kraton, o Taman Sari e a Malioboro; o segundo para subir ao Borobudur pela manhã e passar por Mendut e Pawon; e o terceiro para Prambanan, Plaosan e Ratu Boko, terminando com o balé Ramayana se cair numa terça, quinta ou sábado. Com um quarto dia, eu sairia cedo para as encostas do Merapi e Kaliurang e passaria a tarde em Kotagede. Dá para juntar os dois grandes templos num dia só, como fazem muitas excursões, mas aí a subida ao Borobudur vira corrida e Prambanan fica para a hora mais quente, e a cidade, que merece um dia próprio, fica sem nenhum.

**Yogyakarta: qual a melhor época para ir?**
Yogyakarta tem clima tropical de monção, com médias anuais entre 26 °C e 27 °C, e o que muda ao longo do ano é a chuva. De junho a setembro, os meses mais secos têm menos de 100 mm por mês, e é quando o balé Ramayana usa o palco ao ar livre em Prambanan. A estação chuvosa vai de novembro a março, com o pico em janeiro, quando chovem 392 mm em média; os templos continuam abertos, mas a chuva pode encurtar a visita e atrapalhar os passeios no Merapi. Abril, maio e outubro são meses de transição. A lotação segue o calendário indonésio: as férias escolares do meio do ano e os feriados do Lebaran, o fim do Ramadã, cuja data muda a cada ano, enchem a Malioboro e os templos e congestionam o trânsito. No Lebaran de 2026, o operador do Borobudur previu entre 7.000 e 8.500 visitantes por dia.

**Yogyakarta: quando é o balé Ramayana em Prambanan?**
O balé Ramayana, encenado ao lado do Prambanan às terças, quintas e sábados, conta em dança e gamelão a história de Rama e Sita que os relevos do templo de Shiva mostram em pedra. Na estação seca, a apresentação é no palco ao ar livre; no resto do ano, no palco coberto Trimurti. Confira o horário e compre o ingresso no site do operador.

**Yogyakarta: dá para visitar o vulcão Merapi?**
Ao norte da cidade, em Sleman, a vila de Kaliurang é a mais próxima do vulcão na encosta sul. Saindo cedo de Yogyakarta, de carro ou aplicativo, dá para fazer um passeio de jipe pelas áreas atingidas pela erupção de 2010 e visitar o museu Ullen Sentalu, e voltar a tempo de passar a tarde em Kotagede. Com o Merapi no nível III, os passeios ficam fora da zona de perigo, e o roteiro pode mudar conforme os avisos do BPPTKG; confirme com o operador na véspera.

**Yogyakarta: dá para pagar com cartão ou é melhor levar dinheiro?**
Cartões são aceitos em hotéis, shoppings e restaurantes de mais estrutura, mas warungs, bancas da Malioboro, becaks, andong e estacionamentos funcionam em dinheiro, e notas pequenas evitam a falta de troco. Muitos comércios aceitam pagamento por QR Code no padrão nacional QRIS, que exige uma carteira digital indonésia; é também o meio de pagamento dos passes da Trans Jogja no aplicativo. Os principais ingressos têm tarifas diferentes para indonésios e estrangeiros: no Borobudur e no Prambanan, o site oficial do operador separa os dois públicos e, no Borobudur, o ingresso do pátio do da estrutura. Como os preços mudam, confira o valor no momento da compra, nos sites oficiais dos templos e do kraton.

**Yogyakarta: é seguro?**
Yogyakarta é uma cidade tranquila para visitantes, e os problemas mais comuns são pequenos. Há batedores de carteira nos ônibus e na Malioboro quando está cheia, e golpes ligados ao batik, em que alguém aborda o turista em inglês perto do kraton ou da Malioboro e o conduz a uma loja que paga comissão. O maior risco cotidiano é o trânsito: atravessar a rua exige atenção, as calçadas são irregulares e mal iluminadas à noite. O Merapi está no nível de alerta III (Siaga) segundo o MAGMA, consultado em 19 de outubro de 2026; siga apenas os roteiros autorizados nas encostas e acompanhe os avisos do BPPTKG, o órgão que monitora o vulcão. A região é sísmica, como mostrou o terremoto de 2006. Na costa sul, não entre no mar em Parangtritis por causa das correntes, e evite fazer de moto à noite o trecho entre a cidade e a praia, onde já houve assaltos. A dengue ocorre em Java: use repelente, sobretudo na estação chuvosa.


## No app do Nilo
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## Guia editorial completo (português)
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