
Portugal
Ilha da Madeira
Levadas, picos acima das nuvens e o Funchal como base para a ilha inteira
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
O primeiro é da cidade a pé: o Mercado dos Lavradores, a Zona Velha, a Sé e uma prova de vinho na Blandy's. O segundo sobe de teleférico ao Monte, com o jardim do Monte Palace e a descida de carro de cesto (no domingo, que não tem carro de cesto, a volta é de teleférico), e termina em Câmara de Lobos e no Cabo Girão. O terceiro é a Vereda do Areeiro, do Pico do Arieiro ao Pico Ruivo, com reserva feita assim que as datas da viagem estiverem fechadas e táxi combinado para buscar em Achada do Teixeira. O quarto pede carro: as 25 Fontes no Rabaçal pela manhã e as piscinas de Porto Moniz à tarde. Com um quinto dia, eu iria à Ponta de São Lourenço, a península de basalto no extremo leste, com o mar dos dois lados. Eu deixaria um dia de folga se a viagem dependesse do PR1, porque o mau tempo fecha a montanha e a taxa não é devolvida por desistência.
4–5
Quando Abril a junho e setembro a outubro; de junho a agosto quase não chove no Funchal, e as chuvas voltam em outubro e seguem até março
Como o guia chega a este número
O Funchal tem clima ameno o ano inteiro: as máximas médias vão de 20,0 °C em janeiro a 26,8 °C em agosto, e as mínimas, de 13,9 °C em fevereiro a 20,7 °C em agosto (normais do IPMA, 1991–2020). A chuva concentra-se de outubro a março, com mais de 60 mm por mês e o máximo em dezembro (94,8 mm), enquanto julho e agosto ficam abaixo de 2 mm. O mar varia de cerca de 18 °C em fevereiro e março a 24 °C de agosto a outubro. A montanha é outra história: no maciço central o tempo muda de repente, a caminhada pode atravessar as nuvens, e as trilhas podem fechar por chuva forte, vento ou obras; alerta meteorológico não fecha tudo automaticamente, e o estado de cada percurso sai na página do IFCN. Abril a junho combinam pouca chuva com a Festa da Flor; setembro e outubro têm o mar mais quente e a Festa do Vinho. Dezembro traz as luzes de Natal e o fogo de artifício da passagem de ano.
Por pessoa/dia Econômico cerca de 49 EUR; médio cerca de 116 EUR; confortável cerca de 248 EUR por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria quatro dias, dormindo sempre no Funchal. O primeiro é da cidade a pé: o Mercado dos Lavradores, a Zona Velha, a Sé e uma prova de vinho na Blandy's. O segundo sobe de teleférico ao Monte, com o jardim do Monte Palace e a descida de carro de cesto (no domingo, que não tem carro de cesto, a volta é de teleférico), e termina em Câmara de Lobos e no Cabo Girão. O terceiro é a Vereda do Areeiro, do Pico do Arieiro ao Pico Ruivo, com reserva feita assim que as datas da viagem estiverem fechadas e táxi combinado para buscar em Achada do Teixeira. O quarto pede carro: as 25 Fontes no Rabaçal pela manhã e as piscinas de Porto Moniz à tarde. Com um quinto dia, eu iria à Ponta de São Lourenço, a península de basalto no extremo leste, com o mar dos dois lados. Eu deixaria um dia de folga se a viagem dependesse do PR1, porque o mau tempo fecha a montanha e a taxa não é devolvida por desistência.Na Madeira, a água desce da montanha por canais de pedra abertos desde o século XV para regar as encostas do sul, e quem visita a ilha anda ao lado deles. As levadas atravessam a laurissilva, a floresta de loureiros que a Unesco protege, passam por túneis e terminam em lagoas e cascatas. Acima delas, o Pico do Arieiro e o Pico Ruivo passam dos 1.800 m, e a vereda entre os dois pode correr dentro ou acima das nuvens. Embaixo, o Funchal junta as heranças do açúcar e do vinho: a Sé de 1514, o Mercado dos Lavradores, as adegas de vinho Madeira da Avenida Arriaga e o teleférico que sobe ao Monte, de onde se desce em cestos de vime empurrados por dois carreiros.
Ficha rápida
- População
- Cerca de 105.800 moradores no município do Funchal (Censos 2021); 266,1 mil na Região Autónoma da Madeira, contando Porto Santo (estimativa INE/DREM para 31 de dezembro de 2025)
- Fundação
- Povoamento português a partir de cerca de 1420 a 1425; vila entre 1452 e 1454 e cidade em 1508
- País e região
- Portugal, Região Autónoma da Madeira, no Atlântico; o Funchal fica na costa sul da ilha da Madeira
- Idioma
- Português
- Moeda
- Euro (€)
- Fuso horário
- WET, UTC+0; UTC+1 no horário de verão (WEST)
- Melhor época
- Abril a junho e setembro a outubro; de junho a agosto quase não chove no Funchal, e as chuvas voltam em outubro e seguem até março
- Custo médio por dia
- Econômico cerca de 49 EUR; médio cerca de 116 EUR; confortável cerca de 248 EUR por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Quando ir
Abril a junho e setembro a outubro; de junho a agosto quase não chove no Funchal, e as chuvas voltam em outubro e seguem até março
janeiro
fevereiro
março
abril
Melhor épocamaio
Melhor épocajunho
Melhor épocajulho
agosto
setembro
Melhor épocaoutubro
Melhor épocanovembro
dezembro
O que muda ao longo do ano
O Funchal tem clima ameno o ano inteiro: as máximas médias vão de 20,0 °C em janeiro a 26,8 °C em agosto, e as mínimas, de 13,9 °C em fevereiro a 20,7 °C em agosto (normais do IPMA, 1991–2020). A chuva concentra-se de outubro a março, com mais de 60 mm por mês e o máximo em dezembro (94,8 mm), enquanto julho e agosto ficam abaixo de 2 mm. O mar varia de cerca de 18 °C em fevereiro e março a 24 °C de agosto a outubro. A montanha é outra história: no maciço central o tempo muda de repente, a caminhada pode atravessar as nuvens, e as trilhas podem fechar por chuva forte, vento ou obras; alerta meteorológico não fecha tudo automaticamente, e o estado de cada percurso sai na página do IFCN. Abril a junho combinam pouca chuva com a Festa da Flor; setembro e outubro têm o mar mais quente e a Festa do Vinho. Dezembro traz as luzes de Natal e o fogo de artifício da passagem de ano.
Dicas do Nilo
Reserve a primeira hora do PR1 e o táxi de volta
O PR1 completo custa €10,50 e só se compra online, no SIMplifica, com hora de entrada. Eu escolheria uma das primeiras horas do dia, porque a vereda tem cerca de 3 horas até o Pico Ruivo e mais 2,8 km de descida até Achada do Teixeira, que eu somaria à parte ao marcar a hora do táxi. Como o regresso não é assegurado pelo IFCN, eu deixaria o táxi combinado antes de sair do Funchal.
Leve lanterna para os túneis
O PR1 e o Caldeirão Verde passam por túneis cavados na rocha, e as recomendações oficiais incluem lanterna. Eu levaria uma de cabeça, para ficar com as mãos livres nas escadarias.
Junte várias levadas na mesma reserva
Com dois ou mais percursos no mesmo dia, o SIMplifica aplica sozinho a tarifa diária de €9, e com três ou mais ela sai mais barata que as taxas avulsas de €4,50. Para quem vai caminhar em três dias, há a tarifa de €22,50. No Rabaçal, eu juntaria as 25 Fontes e a Levada do Risco, que saem do mesmo ponto. O PR1 fica fora dessas tarifas.
Vá de teleférico e desça de cesto
Eu compraria só a ida do teleférico (€16) e desceria do Monte nos carros de cesto, que funcionam de segunda a sábado e vendem o bilhete só no local, para o mesmo dia. Com três pessoas, o carro sai a €60, €20 por pessoa, mas com chuva ou piso molhado não levam três; e podem fechar mais cedo por fila ou mau tempo. No domingo, eu compraria o teleférico de ida e volta (€22).
Chegue cedo a Porto Moniz no inverno
Fora do horário de verão, as piscinas naturais fecham às 17h. Eu faria o Rabaçal de manhã e chegaria às piscinas depois do almoço, com tempo para o banho.
Use o Aerobus na chegada
O Aerobus custa €6,70 a bordo e faz o trajeto do aeroporto ao Funchal. Eu só pegaria táxi chegando de madrugada ou com muita bagagem.
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Abrir o appO que ver
Ilha da Madeira: Uma ilha vulcânica com a espinha no meio
A ilha da Madeira tem 740,7 km² e é o topo de um vulcão extinto. O centro do Funchal, com a Sé, a Avenida Arriaga e a Blandy's.

Pico do Arieiro
Terceiro pico mais alto da ilha, com 1.818 m, a cerca de 18 km de estrada do Funchal, com miradouro, café e uma estação de radar da Força Aérea. É o ponto de partida do PR1, a Vereda do Areeiro, que liga o pico ao Pico Ruivo por cristas, túneis cavados na rocha e escadarias. Até o Miradouro da Pedra Rija a vereda é de ida e volta; daí em diante, só no sentido do Pico Ruivo. A reserva com hora de entrada no SIMplifica é obrigatória.
É o começo da caminhada mais conhecida da ilha, do Pico do Arieiro (1.818 m) ao Pico Ruivo pelas cristas e túneis do PR1. A reserva por hora no SIMplifica é obrigatória; depois da Pedra Rija, o percurso só segue no sentido do Pico Ruivo. Saia cedo e planeje a volta sem contar com retornar pelo mesmo caminho além desse ponto.
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Pico Ruivo
O ponto mais alto da Madeira, com 1.862 m, no município de Santana. Chega-se pelo fim do PR1, a partir do Pico do Arieiro, ou pelo PR1.2, a Vereda do Pico Ruivo, que sai de Achada do Teixeira e tem 2,8 km por trecho, passando pela formação rochosa chamada Homem em Pé e por abrigos para as mudanças repentinas de tempo. Perto do topo fica a casa de abrigo do Pico Ruivo, onde as veredas se cruzam.
O ponto mais alto da Madeira, a 1.862 m, é o fim do PR1 e a razão do dia na montanha; quem não faz a vereda inteira chega pelos 2,8 km do PR1.2 desde Achada do Teixeira.
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Levada das 25 Fontes
O PR6 sai do Rabaçal, na estrada regional 105, e acompanha a levada por 4,3 km pela laurissilva, com vista para o vale da Ribeira da Janela, até uma lagoa alimentada por água que brota do Paul da Serra em 25 pontos. A volta é pelo mesmo caminho, em cerca de 3 horas no total. Começa no mesmo ponto do PR6.1, a Levada do Risco, de 1,5 km até uma cascata.
É a levada que mostra a laurissilva com menos esforço: 4,3 km por trecho até a lagoa das 25 nascentes, cerca de 3 horas no total, com reserva e taxa de €4,50.
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Sé do Funchal
A catedral começou a ser erguida por volta de 1493, por ordem de D. Manuel I, e ficou pronta em 1514, quando o Funchal recebeu o bispado. É gótica, com o cadeiral da capela-mor entalhado com santos e apóstolos em trajes do século XVI, e guarda uma cruz processional de prata oferecida pelo rei. Está no centro, a poucos passos da Avenida Arriaga, e a visita é curta.
A catedral terminada em 1514, com o cadeiral do século XVI e a cruz de prata de D. Manuel I, é o edifício que conta o ciclo do açúcar, e fica no caminho entre a Blandy's e a Zona Velha.
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Mercado dos Lavradores
Inaugurado em 1940, com projeto de Edmundo Tavares e painéis de azulejo de João Rodrigues, o mercado reúne bancas de fruta, flores e bancas de peixe em volta de um pátio central. É o melhor lugar da cidade para ver de perto o que a ilha produz. Nas bancas de fruta, alguns vendedores oferecem prova e cobram caro depois: pergunte o preço por quilo antes.
O mercado de 1940, com azulejos de João Rodrigues, mostra numa visita curta a fruta e o peixe-espada da ilha; vale de manhã, quando as bancas estão cheias.
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Zona Velha
O núcleo histórico de Santa Maria, entre o mercado e o mar, é uma das primeiras áreas povoadas do Funchal. A Rua de Santa Maria guarda um passo processional datado de 1733, e no fim dela fica o Forte de São Tiago, começado em 1614 como parte das muralhas e usado como quartel até 1992. É também onde fica a estação de baixo do teleférico do Monte.
O núcleo de Santa Maria junta uma das primeiras áreas povoadas da cidade, o Forte de São Tiago de 1614 e a estação do teleférico, e se percorre a pé no mesmo passeio do mercado.
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Blandy's Wine Lodge
A adega da família Blandy, na Avenida Arriaga 28, guarda mais de 650 barris e cubas de vinho Madeira num prédio histórico do centro. A visita mostra a tanoaria e as salas de envelhecimento em canteiro, onde o vinho amadurece só com o calor natural do sótão. O Premium Tour custa €23, dura 45 minutos e termina com três vinhos; há horários em inglês, português, alemão, francês e espanhol.
É a forma mais direta de entender o vinho Madeira: a visita de 45 minutos passa pelas salas de canteiro e termina com três vinhos, por €23, com horários por idioma.
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Teleférico do Funchal
Aberto em novembro de 2000, sobe do Parque Almirante Reis, na Zona Velha, até o Monte, vencendo 560 m de desnível em cerca de 15 minutos sobre os telhados da cidade. Custa €16 só de ida e €22 ida e volta, funciona das 8h45 às 17h45 e fecha só no dia de Natal; até 6 anos não paga, e dos 7 aos 14 paga metade.
Sobe 560 m em cerca de 15 minutos sobre a cidade e é o jeito prático de chegar ao Monte; de segunda a sábado basta a ida, porque a volta pode ser nos carros de cesto.
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Monte Palace Madeira
Um jardim de cerca de 7 hectares no Monte, com cicas africanas, camélias, jardins orientais e uma recriação de laurissilva, além de um museu com mais de mil esculturas e mais de 700 minerais, ligados à coleção de José Berardo. A entrada custa €18, e crianças de até 14 anos acompanhadas não pagam. Abre das 9h às 18h de outubro a março e até as 19h de abril a setembro.
Sete hectares de jardim com laurissilva recriada, jardins orientais e um museu de esculturas e minerais, por €18; é a razão para passar a manhã no Monte.
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O roteiro do Nilo
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Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O centro do Funchal a pé
Comece no Mercado dos Lavradores de manhã, quando as bancas de fruta e o pavilhão do peixe estão cheios, e pergunte o preço por quilo antes de aceitar provas.
Desça pela Rua de Santa Maria, na Zona Velha, até o Forte de São Tiago, junto ao mar.
Volte pela marginal até a Sé, terminada em 1514, e repare no cadeiral da capela-mor.
À tarde, faça a visita Premium da Blandy's, na Avenida Arriaga 28 (€23, 45 minutos, com três vinhos); confira no site o horário no seu idioma.
Jante na Zona Velha com espetada e bolo do caco.
Dia 2 · O Monte, os carros de cesto e Câmara de Lobos
Suba no teleférico a partir da Zona Velha (€16 só de ida, cerca de 15 minutos; abre às 8h45).
Visite o jardim do Monte Palace (€18) e reserve pelo menos duas horas para os jardins e o museu.
Entre na Igreja de Nossa Senhora do Monte, onde está a capela de Carlos I da Áustria-Hungria.
Desça nos carros de cesto até o Livramento (€30 para uma pessoa, €40 para duas, de segunda a sábado; bilhete só no local, para o mesmo dia) e siga de táxi ou ônibus até o centro. No domingo, volte de teleférico.
À tarde, vá a Câmara de Lobos, a cerca de 9 km, e siga até o miradouro do Cabo Girão, a 580 m sobre o mar, para o fim do dia.
Dia 3 · Do Pico do Arieiro ao Pico Ruivo
Assim que as datas estiverem fechadas, reserve no SIMplifica o PR1 completo (€10,50) para uma das primeiras horas de entrada, porque as horas lotam, e combine o táxi de volta em Achada do Teixeira.
Suba cedo ao Pico do Arieiro, a cerca de 18 km de estrada do Funchal, de táxi ou no ônibus da Horários do Funchal que sai às 6h00 do Teleférico, na Zona Velha, e chega às 6h45 (€3 a bordo; lugar reservado por telefone, 291 705 555, entre sete e dois dias úteis antes). Leve impermeável, agasalho, água e lanterna para os túneis.
Faça os 6,1 km da Vereda do Areeiro até o Pico Ruivo, em cerca de 3 horas; depois da Pedra Rija o sentido é único.
Do Pico Ruivo, desça pelo PR1.2 os 2,8 km até Achada do Teixeira, incluídos no bilhete do PR1 completo; o Visit Madeira dá 1h30 para esse percurso de ida e volta, então conte a descida à parte das 3 horas do PR1 ao marcar a hora do táxi.
Em Achada do Teixeira, encontre o táxi combinado para voltar ao Funchal, a cerca de 50 km de estrada.
Dia 4 · Rabaçal, 25 Fontes e Porto Moniz, de carro
Reserve no SIMplifica a Levada das 25 Fontes e, se quiser, a do Risco, na mesma manhã; com dois percursos no dia, o sistema aplica a tarifa de 1 dia, de €9.
Saia cedo do Funchal para o Rabaçal, a cerca de 43 km de estrada, e caminhe os 4,3 km até a lagoa das 25 Fontes e de volta, em cerca de 3 horas.
Siga para Porto Moniz e nade nas piscinas naturais (€3); no inverno elas fecham às 17h.
Pare no Seixal, 9 km a leste, a caminho de São Vicente.
Volte ao Funchal pelo interior, a partir de São Vicente.
Se ficar mais
Dia 5 · Ponta de São Lourenço
Bate-volta
A cerca de 33 km de estrada do Funchal, a leste. O PR8 tem 4 km por trecho entre a Baía d'Abra e a Casa do Sardinha, cerca de 2h30 de ida e volta, com desvios temporários sinalizados em outubro de 2026. Reserva no SIMplifica e taxa de €4,50.
Comida
Espetada
Carne de vaca marinada com alho, sal, louro, vinho Madeira, vinagre e azeite e assada espetada em pau de louro. Costuma vir com bolo do caco.
Bolo do caco
Pão chato de farinha de trigo e batata-doce cozido sobre o caco, uma chapa aquecida. Serve-se quente, como entrada, untado com manteiga de alho e salsa, ou recheado com carne ou peixe.
Espada com banana
O peixe-espada preto, de águas profundas, frito empanado e servido com banana frita, às vezes com molho de maracujá. É a pesca principal de Câmara de Lobos.
Lapas
Moluscos de concha que vivem agarrados às rochas da costa e aparecem nos cardápios da ilha ao lado do peixe.
Milho frito
Cubos de papa de milho fritos, parecidos com a polenta frita italiana, acompanhamento comum da espetada e do peixe.
Carne de vinha d'alhos
Carne de porco marinada em vinho e alho, ligada à matança do porco que se faz semanas antes do Natal; aparece sobretudo na época das festas.
Bolo de mel
Bolo escuro e denso feito com mel de cana, ligado ao Natal. Por tradição, parte-se à mão, não com faca.
Poncha
Bebida de aguardente de cana com suco de limão e açúcar ou melaço de cana, misturada na hora. É popular na ilha, ao lado da Coral, cerveja produzida na Madeira desde 1872.
Vinho Madeira
Vinho fortificado que envelhece pelo calor, em estufa ou de forma natural nos sótãos, em canteiro. As castas nobres vão do Sercial, o mais seco, ao Verdelho, ao Boal e à Malvasia, o mais doce; cerca de 85% da produção usa Tinta Negra. O Frasqueira só pode ser vendido depois dos 20 anos.
Onde comer
- Mercado dos Lavradores · $
Fruta da ilha, como anona e maracujá, e o pavilhão do peixe-espada preto, de manhã.
- Centro e Zona Velha · $$
Espetada em pau de louro com bolo do caco e milho frito.
- Câmara de Lobos · $$
Espada com banana e poncha na vila onde o peixe-espada preto é a maior parte da pesca.
- Avenida Arriaga · $$
Prova de vinho Madeira numa adega do centro, como a da Blandy's, de dois a seis vinhos conforme a visita.
- Porto Moniz · $$
Peixe e lapas perto das piscinas naturais, depois do banho.
$: refeição em restaurante barato, média de €13,50 (de €10,50 a €20) por pessoa (Numbeo, 15/10/2026) · $$: cerca de €29 por pessoa, metade do jantar de três pratos para dois a €57,50, sem bebidas (Numbeo, 15/10/2026) · $$$: acima de €45 por pessoa, sem bebidas; o Numbeo registra até €90 o jantar de três pratos para dois na faixa média (15/10/2026) · 2026-10-15
Bate-voltas
Ponta de São Lourenço
A cerca de 33 km de estrada do Funchal, a leste. O PR8 tem 4 km por trecho entre a Baía d'Abra e a Casa do Sardinha, cerca de 2h30 de ida e volta, com desvios temporários sinalizados em outubro de 2026. Reserva no SIMplifica e taxa de €4,50.
Levada do Caldeirão Verde
O Parque Florestal das Queimadas, em Santana, fica a cerca de 43 km de estrada do Funchal; o estacionamento custa €2 por hora. O PR9 tem 8,7 km por trecho, quatro túneis e cerca de 6h30 de ida e volta até a cascata do Caldeirão Verde. Saia cedo, com lanterna.
Vereda dos Balcões, no Ribeiro Frio
A cerca de 18 km de estrada do Funchal, pela serra. O PR11 é fácil: 1,5 km por trecho ao longo da Levada da Serra do Faial até o miradouro dos Balcões, com vista para os vales de laurissilva e, em dia limpo, para os picos. Cerca de 1h30 ida e volta, com reserva e taxa de €4,50.
Porto Santo
A ilha vizinha, a 71 km, tem uma praia de areia de 9 km, coisa que a Madeira não oferece: lá as praias de areia são poucas e pequenas, e a da Calheta é de areia trazida de fora. O navio Lobo Marinho sai do Funchal, e o cruzeiro de um dia custa a partir de €58,90 só pela passagem; os horários estão no site da Porto Santo Line, e o navio para em manutenção de 14 a 22 de outubro de 2026.
Por onde começar
O centro do Funchal a pé

Comece no Mercado dos Lavradores de manhã, quando as bancas de fruta e o pavilhão do peixe estão cheios, e pergunte o preço por quilo antes de aceitar provas.
O Monte, os carros de cesto e Câmara de Lobos

Suba no teleférico a partir da Zona Velha (€16 só de ida, cerca de 15 minutos; abre às 8h45).
Do Pico do Arieiro ao Pico Ruivo

Assim que as datas estiverem fechadas, reserve no SIMplifica o PR1 completo (€10,50) para uma das primeiras horas de entrada, porque as horas lotam, e combine o táxi de volta em Achada do Teixeira.
Rabaçal, 25 Fontes e Porto Moniz, de carro

Reserve no SIMplifica a Levada das 25 Fontes e, se quiser, a do Risco, na mesma manhã; com dois percursos no dia, o sistema aplica a tarifa de 1 dia, de €9.
Dinheiro
A moeda é o euro. Em outubro de 2026, uma refeição em restaurante barato no Funchal custa em média €13,50 (de €10,50 a €20), um jantar de três pratos para dois num restaurante médio, €57,50 sem bebidas, e uma cerveja de 0,5 l, €2,50 (Numbeo, atualização de 15/10/2026). A hospedagem é o que mais pesa: de janeiro a agosto de 2026, o alojamento turístico da região cobrou em média €136,58 por quarto ocupado, e €142,95 na hotelaria; em agosto, a média subiu para €166,24 (DREM). As atrações têm preço fixo: a taxa de trilha é de €4,50 por percurso e €10,50 pelo PR1 completo, com tarifas de 1, 3 e 7 dias (€9, €22,50 e €52,50) para quem faz dois ou mais percursos, sem incluir o PR1. O teleférico do Monte custa €16 só de ida, o Monte Palace €18, os carros de cesto €30 para uma pessoa, a visita Premium da Blandy's €23 e as piscinas de Porto Moniz €3. Para economizar no transporte, carregue viagens ou um bilhete diário no cartão GIRO em vez de pagar a bordo.
Como chegar e se locomover

Do aeroporto ao Funchal
O Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo (FNC) fica em Santa Cruz, a 13,2 km em linha reta do Funchal e a cerca de 20 a 25 minutos de carro. O Aerobus custa €6,70 comprado a bordo (€3,30 para crianças de 6 a 12 anos). Há táxis no terminal, e a Uber e a Bolt funcionam na ilha.
O vento no aeroporto
A pista, de 2.781 m, fica entre a montanha e o mar, e os pilotos precisam de treino adicional para pousar ali. O aeroporto tem limites de vento obrigatórios e sofre restrições frequentes por causa deles. Em dia de vento forte, conte com atrasos e não marque conexão apertada no mesmo dia.
Ônibus e cartão GIRO
No Funchal, a rede urbana de ônibus (autocarros, nas placas da ilha) é a da Horários do Funchal, que renumerou as linhas em março de 2026: confira a linha no planeador do site antes de sair. O bilhete a bordo custa €2,05 dentro do município e €2,65 entre municípios. Carregado no cartão GIRO, cada viagem cai para €1,45 e €2,00, e o bilhete de 1 dia custa €4,95 no município e €6,55 entre municípios (3 dias, €12,50 e €16,70; 7 dias, €23,50 e €31,10). Os passes não valem no Aerobus. Para Porto Moniz, a Rodoeste tem as linhas 80 e 139.
Carro, táxi e as trilhas
Para as trilhas e a costa norte, o carro alugado é o meio mais prático: as vias rápidas atravessam a ilha sem pedágio, e no Funchal o estacionamento de linha azul é pago de segunda a sexta, das 8h às 20h, e ao sábado das 8h às 14h. O PR1 termina longe de onde começa, e o IFCN não assegura o regresso: quem não tem carro pode subir no ônibus da Horários do Funchal que sai do Teleférico, na Zona Velha, às 6h00 e às 13h30 e chega ao Pico do Arieiro às 6h45 e às 14h15 (€3, só a bordo; reserva por telefone, 291 705 555, entre sete e dois dias úteis antes; 31 lugares, todos os dias, menos 25 de dezembro). Lá em cima, um ônibus de ligação de €1,20 faz a volta entre o Parque do Pico do Areeiro e a rotatória junto ao radar. Para voltar de Achada do Teixeira, a cerca de 50 km de estrada do Funchal, é preciso combinar táxi ou transfer.
Porto Santo de barco
O navio Lobo Marinho, da Porto Santo Line, liga o Funchal a Porto Santo, a 71 km, e vende um cruzeiro de um dia a partir de €58,90 só pela passagem. De 14 a 22 de outubro de 2026 o navio está em manutenção técnica.
Segurança

Os avisos oficiais aos visitantes tratam sobretudo da montanha e do tempo. Nas trilhas, as recomendações do Visit Madeira e do IFCN pedem para não caminhar sozinho, avisar alguém do percurso e da hora prevista de chegada, terminar antes de escurecer, levar comida, água, impermeável e lanterna e evitar os percursos mais expostos se tiver vertigem. Com chuva forte ou vento, não comece a caminhada, ou volte pelo mesmo caminho onde for permitido. Os percursos fecham por mau tempo, queda de pedras ou obras, e o estado de cada um sai na página do IFCN e na do Visit Madeira; em outubro de 2026, a Ponta de São Lourenço estava com desvios sinalizados e a Vereda da Encumeada (PR1.3), condicionada. No mar, as piscinas de Porto Moniz têm salva-vidas o ano inteiro. O número de emergência é o 112; a Proteção Civil da Madeira atende pelo 291 700 112 e tem a aplicação Prociv Madeira, com alertas.
Dicas de etiqueta

Reserve a trilha antes de ir
A reserva com hora de entrada no portal SIMplifica é obrigatória em todas as trilhas classificadas pelo IFCN, até para quem é isento de taxa, como crianças de até 12 anos e residentes da Madeira. Entrar sem reserva é infração e pode render multa e ordem para sair do percurso.
Chegue na sua hora
A tolerância para entrar no percurso é de cerca de 15 minutos antes ou depois da hora reservada, um pouco mais para quem faz percursos em sequência. O sistema existe para espalhar as pessoas ao longo do dia.
Respeite o sentido único do PR1
Depois do Miradouro da Pedra Rija, a Vereda do Areeiro só se percorre no sentido do Pico Ruivo. Voltar pelo mesmo caminho a partir dali não é permitido.
Deixe a trilha como encontrou
As regras do IFCN pedem que se fique dentro do trilho, que não se colham nem estraguem plantas, que não se faça fogo e que o lixo volte com quem o trouxe, inclusive lenços de papel e beatas.
Parta o bolo de mel com a mão
Por tradição, o bolo de mel de cana não se corta com faca; quebra-se à mão.
Erros a evitar

Chegar à trilha sem reserva
Achar que basta aparecer no início da levada. A reserva é só online, no SIMplifica, e as horas lotam: quando a capacidade de uma hora acaba, ela fica bloqueada. Não há venda no local, nem nos postos do IFCN.
Contar com reembolso se chover
O valor da taxa só é devolvido ou remarcado quando o percurso é fechado oficialmente. Desistir por chuva, doença, voo cancelado ou erro de data significa perder o que pagou.
Planejar o PR1 como ida e volta
Deixar o carro no Pico do Arieiro e pretender voltar pelo mesmo caminho depois de chegar ao Pico Ruivo. A partir da Pedra Rija o sentido é único, e a saída é por Achada do Teixeira ou pela Vereda da Ilha, longe do carro.
Subestimar o Caldeirão Verde
Começar o PR9 depois do almoço. São 17,4 km de ida e volta e cerca de 6h30, com túneis, e o percurso tem de terminar antes de escurecer.
Vestir-se para o Funchal e subir à serra
Sair de camiseta da cidade ao sol e chegar ao Pico do Arieiro, a 1.818 m, dentro da nuvem. As recomendações oficiais pedem impermeável, agasalho, roupa de reserva, comida, água e lanterna para os túneis.
Frases úteis
Bom dia / boa tarde
Cumprimento ao entrar numa loja ou café; boa tarde a partir do almoço
Se faz favor
Por favor; também serve para chamar quem atende
Uma poncha, se faz favor
A bebida de aguardente de cana, limão e açúcar, pedida no balcão
Semilha
Batata, na fala da Madeira
Onde é o início da vereda?
Onde começa a trilha? Vereda é o caminho de montanha; levada, o caminho ao lado do canal
A conta, se faz favor
A conta, por favor
Onde ficar
- Sé · Primeira viagem sem carro · $$: Fica a pé do mercado, da Zona Velha e da Sé, e o centro é plano perto do mar.
- Zona Velha · Quem quer jantar e sair a pé · $$: Fica junto ao mercado e à estação do teleférico do Monte, com restaurantes nas ruas estreitas do núcleo antigo.
- Lido e São Martinho · Famílias e quem quer hotel com piscina · $$$: É a zona dos hotéis grandes, com o passeio do Lido. Para ir ao centro, depende de ônibus ou táxi.
- Monte · Quem quer silêncio e ar mais fresco · $$: Fica no alto, perto do Monte Palace e da igreja, longe do movimento do centro. Para descer, depende do teleférico, que fecha às 17h45, ou de táxi.
- Porto Moniz · Quem quer dormir uma noite na costa norte · $$: Evita a volta ao Funchal no dia do Rabaçal e das piscinas, e deixa a estrada da costa norte para a manhã seguinte.
$: alojamento local e hostel; sem média publicada consultada, compare nos sites de reserva · $$: em torno da média regional de €136,58 por quarto ocupado (alojamento turístico, janeiro a agosto de 2026, DREM) · $$$: acima de €142,95, a média da hotelaria no mesmo período, sobretudo em agosto, quando a média regional chegou a €166,24 (DREM) · 2026-10-15
Bairros

Sé
O centro do Funchal, com a Sé, a Avenida Arriaga e a Blandy's. É plano perto do mar e fica a pé do mercado e da Zona Velha.

Zona Velha
O núcleo de Santa Maria, uma das primeiras áreas povoadas da cidade, entre o Mercado dos Lavradores e o Forte de São Tiago. Tem ruas estreitas, igrejas antigas e a estação de baixo do teleférico do Monte.
Lido e São Martinho
A zona hoteleira a oeste do centro, na freguesia de São Martinho, com hotéis grandes e o passeio do Lido. Fica a uma viagem de ônibus ou táxi do centro.

Monte
A antiga freguesia de verão das famílias ricas, no alto da encosta, com a igreja onde está o imperador Carlos I, o jardim do Monte Palace e a partida dos carros de cesto. Chega-se pelo teleférico.

Câmara de Lobos
Vila de pescadores a cerca de 9 km a oeste do Funchal, onde o peixe-espada preto é a maior parte da pesca. O Estreito, no mesmo município, é a principal zona de vinha para o vinho Madeira.

Maciço Montanhoso Central
O interior da ilha, com o Pico do Arieiro, o Pico Ruivo e Achada do Teixeira. Não tem hospedagem de cidade; é destino de dia, por estrada e trilha.
Rabaçal e Paul da Serra
O planalto a oeste, de onde partem as levadas das 25 Fontes e do Risco, a cerca de 43 km de estrada do Funchal.
Porto Moniz e a costa norte
A ponta noroeste da ilha, com as piscinas naturais de lava, o Seixal e a estrada que segue para São Vicente. Fica a cerca de 50 km de estrada do Funchal.
História
1418–1419 · Porto Santo e a Madeira entram no mapa português
João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegam a Porto Santo em 1418, desviados por uma tempestade, e à ilha da Madeira em 1419, com Bartolomeu Perestrelo. O nome da ilha vem do arvoredo que cobria a encosta.
c. 1420–1425 · Começa o povoamento
Os primeiros colonos se instalam na costa sul, e Zarco ocupa com a família as terras que viriam a ser o centro do Funchal. As primeiras levadas são abertas nesse século para levar água às terras de cultivo.
1490 · O açúcar da Madeira abastece a Europa
A cana trazida com incentivo do infante D. Henrique faz da ilha, por volta de 1490, a principal fonte de açúcar da Europa. O ciclo entra em declínio na segunda metade do século XVI, com doenças da cana e a concorrência do Brasil.
1508 · O Funchal vira cidade
D. Manuel I eleva o Funchal a cidade em 1508. A Sé, começada por volta de 1493, fica pronta em 1514, ano em que a cidade recebe o bispado.
1566 · O saque dos corsários franceses
Em setembro de 1566, corsários franceses atacam o Funchal e o saque dura quinze dias. A cidade passa a investir em muralhas, e o Forte de São Tiago começa a ser erguido em 1614.
séc. XVII–XVIII · O vinho substitui o açúcar
Tratados comerciais com a Inglaterra trazem investimento e comerciantes ingleses, que passam a controlar o comércio do vinho. Os canaviais dão lugar às vinhas, e a ilha vira escala de navios a caminho da América e das Índias.
1893–1943 · O trem do Monte
Um trem de cremalheira liga o Funchal ao Monte durante cinquenta anos e é desativado na Segunda Guerra Mundial. Os carros de cesto, trenós de vime que descem as ruas do Monte, já funcionavam desde o fim do século XIX.
1922 · Um imperador morre no Monte
Carlos I, o último Habsburgo a governar a Áustria-Hungria, morre exilado na Madeira em 1º de abril de 1922. Os restos mortais, menos o coração, estão numa capela da Igreja de Nossa Senhora do Monte.
1940 · Abre o Mercado dos Lavradores
Projetado por Edmundo Tavares, o mercado é inaugurado em 25 de novembro de 1940, entre a Art Déco e o modernismo, com painéis de azulejo de João Rodrigues na entrada e no pátio.
1964–2000 · O aeroporto e a pista sobre pilares
O aeroporto abre em 1964 com uma pista de 1.600 m. A extensão inaugurada em 15 de setembro de 2000 leva a pista a 2.781 m, parte dela sobre o mar, apoiada em 180 pilares de cerca de 70 m.
1976 · Autonomia regional
A Constituição de 1976 dá à Madeira administração autónoma, e a região passa a ter governo e assembleia próprios a partir de 30 de abril de 1976.
1999 · A laurissilva na lista da Unesco
A floresta de laurissilva da Madeira, com cerca de 15 mil hectares nas encostas úmidas do norte, entra na lista do Património Mundial em 1999.
2010 · O aluvião de 20 de fevereiro
Uma tempestade despeja 108 mm de chuva no Funchal em cinco horas e 165 mm no Pico do Arieiro. As enxurradas e os deslizamentos matam mais de 40 pessoas e arrastam carros e casas no centro da cidade.
2026 · O PR1 reabre até o Pico Ruivo
A Vereda do Areeiro, entre o Pico do Arieiro e o Pico Ruivo, reabre inteira em 1º de maio de 2026, com sentido único depois da Pedra Rija e reserva obrigatória.
História completa
Uma ilha sem gente até o século XV
A Madeira não tinha população quando os navegadores portugueses chegaram, em 1419. O povoamento começou poucos anos depois na costa sul, mais seca e abrigada, e o Funchal cresceu em volta da baía que Zarco escolheu para a família. Como a chuva cai sobretudo nas encostas do norte e a terra plana é rara, os colonos começaram ainda no século XV a cavar levadas, canais estreitos que levam a água das montanhas para os socalcos do sul. São essas obras, ampliadas por cinco séculos até passarem de 2 mil km, que hoje servem de trilha a quem visita a ilha.
Açúcar, vinho e comerciantes ingleses
O primeiro ciclo de riqueza foi o do açúcar: por volta de 1490, a Madeira era a principal fornecedora da Europa, e o dinheiro da cana pagou a Sé, terminada em 1514. Quando o açúcar do Brasil derrubou os preços, as encostas foram replantadas com vinha. Do século XVII em diante, comerciantes ingleses se instalaram no Funchal e passaram a controlar a exportação de um vinho fortificado que atravessava o Atlântico no porão dos navios, e o calor da viagem transformava o vinho. A Blandy's, na Avenida Arriaga, é a família que ainda guarda esse negócio, há sete gerações.
Da estância de inverno ao turismo de massa
No século XIX, ingleses e alemães lançaram as bases da rede hoteleira, e o Monte, mais fresco, virou refúgio de verão das famílias ricas, com trem de cremalheira e carros de cesto para descer. A autonomia de 1976 e o aeroporto ampliado em 2000 mudaram a escala: em 2025, o aeroporto do Funchal recebeu cerca de 5,65 milhões de passageiros, e o turismo responde por cerca de um quinto do produto da região.
A montanha manda
A mesma geografia que fez as levadas também cobra seu preço. O aluvião de 20 de fevereiro de 2010 desceu pelas ribeiras que cortam o Funchal e matou mais de 40 pessoas. Hoje, as trilhas classificadas pelo IFCN, o instituto das florestas, funcionam com reserva por hora e taxa, um modelo criado para controlar quantas pessoas entram em cada percurso ao longo do dia.
Geografia e forma da cidade
Uma ilha vulcânica com a espinha no meio
A ilha da Madeira tem 740,7 km² e é o topo de um vulcão extinto. O relevo sobe rápido da costa até o maciço central, onde ficam o Pico Ruivo (1.862 m), o Pico das Torres (1.851 m) e o Pico do Arieiro (1.818 m). A oeste, o planalto do Paul da Serra alimenta as nascentes do Rabaçal; a leste, a ilha afina na península da Ponta de São Lourenço, baixa e de basalto.
Norte úmido, sul seco
Os ventos chegam pelo norte, e é nas encostas do norte, entre cerca de 300 e 1.300 m, que cresce a laurissilva, a floresta de loureiros que a Unesco declarou Património Mundial. O sul, onde está o Funchal, recebe menos chuva e concentra a população, as vinhas e as bananeiras. As levadas existem para corrigir essa diferença, levando a água do norte para o sul.
O Funchal subindo a encosta
O centro histórico fica junto ao mar, entre a Sé e a Zona Velha, e a cidade sobe a encosta até o Monte. O teleférico vence 560 m de desnível em cerca de 15 minutos. No Funchal, as máximas médias vão de 20,0 °C em janeiro a 26,8 °C em agosto, e chove 574 mm por ano, quase tudo entre outubro e março (normais do IPMA, 1991–2020, estação do Observatório, a 58 m).
As levadas levam a água das encostas úmidas do norte para os campos mais secos do sul; somadas, passam de 2 mil km.
Cultura
A música do machete
A música tradicional da Madeira usa o machete, o rajão, o brinquinho e o cavaquinho, e acompanha danças como o bailinho da Madeira. Emigrantes madeirenses ajudaram a criar o ukulele a partir do cavaquinho e do rajão, e a três marceneiros da ilha, Manuel Nunes, José do Espírito Santo e Augusto Dias, se atribuem os primeiros instrumentos.
Vinho, vindima e festa
O vinho Madeira continua presente na vida do Funchal: a Festa do Vinho acontece na época da vindima, nas ruas da cidade e nas zonas de vinha, e o município de Câmara de Lobos, com o Estreito, responde pela maior parte das uvas colhidas para o vinho Madeira.
Futebol e Cristiano Ronaldo
O futebol é o esporte mais popular da ilha, onde o primeiro jogo foi organizado por residentes britânicos em 1875. O Marítimo e o Nacional são os clubes do Funchal. Cristiano Ronaldo nasceu na cidade em 1985; o aeroporto leva o nome dele desde 2017, e o Museu CR7, no Funchal, é dedicado a ele.
Escritores do Funchal
O poeta Herberto Helder nasceu no Funchal em 1930, na freguesia de São Pedro, e partiu para o continente no fim dos anos 1940; os primeiros poemas dele saíram em antologias do Funchal, Arquipélago (1952) e Poemas Bestiais (1954). A romancista Ana Teresa Pereira, também nascida no Funchal, ganhou o Prémio Oceanos em 2017.
Emigrantes madeirenses ajudaram a criar o ukulele, a partir do cavaquinho e do rajão da ilha.
Festas e eventos
Festa da Flor, abril e maio
Festa anual da primavera no Funchal, com dois cortejos alegóricos de carros e grupos enfeitados de flores pelas ruas do centro e o Muro da Esperança, em que crianças põem uma flor num muro como apelo à paz. Em 2027, vai de 29 de abril a 30 de maio.
Festa do Vinho, fim de agosto a setembro
Na época da vindima, a festa ocupa as ruas do Funchal e as zonas de vinha, e quem quiser participar da vindima combina antes com o Visit Madeira. A Festa das Vindimas do Estreito acontece na primeira quinzena de setembro. Em 2027, a Festa do Vinho vai de 22 de agosto a 12 de setembro.
Natal e Fim do Ano, dezembro e começo de janeiro
A temporada vai de 1º de dezembro de 2026 a 10 de janeiro de 2027, com o centro iluminado e a Noite do Mercado, sempre em 23 de dezembro, no Mercado dos Lavradores. O fogo de artifício da passagem de ano foi reconhecido pelo Guinness em 2006 como o maior espetáculo de fogo de artifício do mundo.
Carnaval, fevereiro ou março
O Carnaval do Funchal segue o calendário da Páscoa; em 2027, a terça-feira de Carnaval é 9 de fevereiro. É a época das malassadas, bolinhos de massa frita.
Livros e filmes
Os Lusíadas (1572), Luís de Camões, Canto V, estância 5
Na viagem de Vasco da Gama, Camões passa pela «grande Ilha da Madeira, / Que do muito arvoredo assim se chama», a primeira que os portugueses povoaram. São oito versos que explicam o nome da ilha.
Elucidário Madeirense (1921), coordenado pelo padre Fernando Augusto da Silva
Enciclopédia em vários volumes sobre a história, a natureza e os costumes do arquipélago, com verbetes de flora e fauna de Carlos Azevedo de Meneses. Está digitalizada na Biblioteca Pública Regional da Madeira e no Wikisource, e serve para consultar qualquer lugar ou palavra que aparece na viagem.
A lenda de Machim, na «Epanáfora amorosa» de D. Francisco Manuel de Melo (século XVII)
A versão literária da lenda do inglês Robert Machim e de Ana de Arfet, que teriam chegado à ilha fugidos antes dos portugueses e dado nome a Machico. A história não tem comprovação, mas continua contada na ilha.
Perguntas frequentes
Madeira: como ir do aeroporto ao Funchal?
O aeroporto (FNC) fica em Santa Cruz, a cerca de 20 a 25 minutos de carro do Funchal, e o Aerobus custa €6,70 comprado a bordo. Em dia de vento forte no aeroporto, conte com atrasos e não marque conexão apertada no mesmo dia.
Madeira: como reservar as trilhas e quanto custam?
A reserva com hora de entrada no SIMplifica é obrigatória em todas as trilhas classificadas pelo IFCN, só online, e as horas lotam. A taxa é de €4,50 por percurso e €10,50 pelo PR1 completo, e só é devolvida ou remarcada quando o percurso é fechado oficialmente. Crianças até 12 anos e residentes da Madeira são isentos da taxa, mas também precisam reservar.
Madeira: como fazer o PR1, do Pico do Arieiro ao Pico Ruivo?
O PR1 custa €10,50, só online, no SIMplifica, e a partir da Pedra Rija o sentido é único, com saída por Achada do Teixeira ou pela Vereda da Ilha. Como o IFCN não assegura o regresso, eu deixaria o táxi combinado antes de sair do Funchal.
Madeira: quantos dias ficar?
Eu ficaria quatro dias, dormindo no Funchal: a cidade, o Monte e o Cabo Girão, a Vereda do Areeiro e o Rabaçal com Porto Moniz. Se a viagem dependesse do PR1, eu deixaria um dia de folga, porque o mau tempo fecha a montanha.
Madeira: como ir a Porto Santo?
O navio Lobo Marinho sai do Funchal para Porto Santo, a 71 km, e o cruzeiro de um dia custa a partir de €58,90 só pela passagem. De 14 a 22 de outubro de 2026, o navio para em manutenção.
Outras cidades do país
Portugal ↗- Dias
- 3–4
- Quando
- abr–jun · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 130–200 EURPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- mai–jun · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 70–120 EURPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- mai–jun · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 143 EURPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 5–6
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.












