
Indonésia
Ubud (Bali)
Em Ubud há cerimônia em algum templo todo dia
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
O primeiro é da crista de Campuhan, dos museus e da floresta dos macacos; o segundo, do vale do Pakerisan com motorista; o terceiro, das aldeias de ofício de Mas, Batuan e Celuk. Venha pelos templos, oferendas e cerimônias que fazem parte do dia dos moradores e aconteceriam do mesmo jeito sem visitante. Quem quer praia ao lado deve se hospedar em outra parte da ilha, porque o mar fica a mais de uma hora de carro, e quem não aguenta trânsito parado sofre em julho e agosto. Com um dia só, faça a trilha de Campuhan às 6h30 e entre no Museum Puri Lukisan na abertura. Almoce num warung da Jalan Hanoman, por Rp 25 mil a 50 mil, e fique à noite para a dança no palácio. Deixe Tirta Empul de fora nesse dia, porque o templo fica longe, no vale do Pakerisan. A Jalan Raya costuma decepcionar: o centro que as fotos vendem como vila é uma estrada de duas faixas com motos passando rente ao cotovelo. A calma aparece quando você entra pelas vielas laterais.
3–4
Quando Abril, maio, setembro e outubro, com tempo firme e menos gente; julho e agosto são secos, mas cheios
Como o guia chega a este número
Bali tem duas estações e nenhuma delas é fria. A seca vai de maio a setembro, com 26 a 28 °C de máxima em Ubud, noites de 20 a 22 °C (mais frescas que no litoral, por causa da altitude) e chuva ocasional de fim de tarde. A úmida vai de novembro a março, com 2.000 a 2.400 mm anuais concentrados nesse período, aguaceiros fortes de uma a três horas quase diários, umidade alta e mais mosquito. Não chove o dia inteiro, mas as trilhas ficam escorregadias e as gargantas dos rios enchem rápido. Julho e agosto são o pico de público, com preços altos e trânsito parado na Jalan Raya, e a semana do Natal e do Ano-Novo repete o quadro. Abril, maio, setembro e outubro são o melhor equilíbrio entre tempo firme e movimento; janeiro e fevereiro são os meses que se evitam se a prioridade for caminhar ao ar livre. Verifique também a data de Nyepi, em março: um dia inteiro sem voos, sem transporte e sem sair do hotel muda qualquer itinerário curto, e não há exceção para quem chegou ontem.
Por pessoa/dia Rp 600 mil a 1,8 mi (cerca de US$ 35–110), com hospedagem simples a média incluída
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaFique três dias em Ubud. O primeiro é da crista de Campuhan, dos museus e da floresta dos macacos; o segundo, do vale do Pakerisan com motorista; o terceiro, das aldeias de ofício de Mas, Batuan e Celuk. Venha pelos templos, oferendas e cerimônias que fazem parte do dia dos moradores e aconteceriam do mesmo jeito sem visitante. Quem quer praia ao lado deve se hospedar em outra parte da ilha, porque o mar fica a mais de uma hora de carro, e quem não aguenta trânsito parado sofre em julho e agosto. Com um dia só, faça a trilha de Campuhan às 6h30 e entre no Museum Puri Lukisan na abertura. Almoce num warung da Jalan Hanoman, por Rp 25 mil a 50 mil, e fique à noite para a dança no palácio. Deixe Tirta Empul de fora nesse dia, porque o templo fica longe, no vale do Pakerisan. A Jalan Raya costuma decepcionar: o centro que as fotos vendem como vila é uma estrada de duas faixas com motos passando rente ao cotovelo. A calma aparece quando você entra pelas vielas laterais.Em Ubud, cada família põe todos os dias, na porta de casa, no degrau da loja e na calçada, uma bandeja de folha de palmeira com flores e um palito de incenso. É essa vida de templo, que segue o calendário dos moradores e não o do visitante, que traz gente a esta vila no centro-sul de Bali. Cada templo celebra o seu odalan, o aniversário de consagração, a cada 210 dias, por isso há cerimônia em alguma aldeia todos os dias. Em volta, os arrozais em terraço irrigados pelo subak descem pelas gargantas de rio. Nos museus Puri Lukisan e Neka está a pintura balinesa dos anos 1930, e no palácio o legong e o barong se revezam à noite. Coma nos warungs de bairro o nasi campur, arroz cercado de lawar, sate lilit e sambal. Venha em abril, maio, setembro ou outubro, com tempo firme e sem o trânsito parado de julho e agosto, e reserve três dias.
Ficha rápida
- População
- cerca de 12 mil no núcleo da vila; cerca de 78 mil no distrito de Ubud; cerca de 560 mil na regência de Gianyar; cerca de 4,4 mi na ilha de Bali
- Fundação
- Século VIII pela tradição (Rsi Markandeya em Campuhan); o puri de Ubud se estabelece no século XVIII
- País e região
- Indonésia, província de Bali, regência de Gianyar, distrito de Ubud
- Idioma
- Indonésio é o oficial; balinês na vida diária e no ritual; inglês funcional em quase todo o comércio
- Moeda
- Rupia indonésia (IDR, Rp): cerca de 16.500 por dólar e cerca de 19.000 por euro em 2026
- Fuso horário
- WITA, UTC+8, sem horário de verão
- Melhor época
- Abril, maio, setembro e outubro, com tempo firme e menos gente; julho e agosto são secos, mas cheios
- Custo médio por dia
- Rp 600 mil a 1,8 mi (cerca de US$ 35–110), com hospedagem simples a média incluída
Quando ir
Abril, maio, setembro e outubro, com tempo firme e menos gente; julho e agosto são secos, mas cheios
janeiro
fevereiro
março
abril
Melhor épocamaio
Melhor épocajunho
julho
agosto
setembro
Melhor épocaoutubro
Melhor épocanovembro
dezembro
O que muda ao longo do ano
Bali tem duas estações e nenhuma delas é fria. A seca vai de maio a setembro, com 26 a 28 °C de máxima em Ubud, noites de 20 a 22 °C (mais frescas que no litoral, por causa da altitude) e chuva ocasional de fim de tarde. A úmida vai de novembro a março, com 2.000 a 2.400 mm anuais concentrados nesse período, aguaceiros fortes de uma a três horas quase diários, umidade alta e mais mosquito. Não chove o dia inteiro, mas as trilhas ficam escorregadias e as gargantas dos rios enchem rápido. Julho e agosto são o pico de público, com preços altos e trânsito parado na Jalan Raya, e a semana do Natal e do Ano-Novo repete o quadro. Abril, maio, setembro e outubro são o melhor equilíbrio entre tempo firme e movimento; janeiro e fevereiro são os meses que se evitam se a prioridade for caminhar ao ar livre. Verifique também a data de Nyepi, em março: um dia inteiro sem voos, sem transporte e sem sair do hotel muda qualquer itinerário curto, e não há exceção para quem chegou ontem.
Dicas do Nilo
Trilha de Campuhan às 6h30, de volta antes das 8h30
A trilha não tem nenhuma sombra, e o sol forte e os grupos de turistas chegam juntos no meio da manhã. É plana, pavimentada e gratuita, com cerca de 2 km de ida, e começa ao lado do Pura Gunung Lebah, de onde vale sair logo ao amanhecer.
No aeroporto, compare três preços antes de sair
O táxi oficial do desembarque em Ngurah Rai é o mais caro das três opções, de Rp 400 mil a 550 mil. O carro do hotel costuma ficar abaixo (Rp 350 mil a 500 mil), e os aplicativos são os mais baratos (Rp 300 mil a 450 mil), mas só embarcam num ponto próprio. Se o voo chegar de madrugada, reserve o carro do hotel, porque negociar cansado costuma sair mais caro. Em qualquer opção, conte de 1h15 a 2h até Ubud.
No centro, Grab e Gojek não podem pegar passageiro
Um acordo antigo com as cooperativas locais impede Grab e Gojek de embarcar passageiro em várias ruas do centro. Por isso o motorista do aplicativo pede para encontrar você numa rua da borda, e muitas corridas são recusadas. Para trecho curto, use os motoristas parados na esquina com a placa de transport, que cobram Rp 50 mil a 150 mil dentro da vila. O dia inteiro, com espera, sai por Rp 600 mil a 900 mil; combine o valor antes de abrir a porta.
Saque dentro da agência e conte 20% a mais pelo ++
No restaurante, o ++ do cardápio soma 10% de serviço e cerca de 10% de imposto no fim da conta. Para sacar, use só caixa eletrônico dentro de agência bancária. As máquinas limitam o saque a Rp 2,5 a 3 milhões e cobram taxa fixa de Rp 25 mil a 50 mil, então tire o teto de uma vez em vez de fazer três saques pequenos. Para trocar dinheiro, procure casa de câmbio com placa, porque é nas casas sem placa de rua secundária que mais acontece a contagem manipulada das notas.
Floresta dos Macacos: das 9h às 18h
Nesse horário, cruzar o santuário leva a Nyuh Kuning, do lado sul, em 15 minutos a pé, e fora dele o desvio pela rua é bem maior. O Mandala Suci Wenara Wana cobra Rp 80 mil a 100 mil por cerca de 12,5 hectares de floresta, onde vivem aproximadamente 1.200 macacos entre três templos do século XIV administrados pela aldeia de Padangtegal, não pelo governo. Entre de mãos vazias, porque os macacos pegam tudo o que estiver nelas.
Encomende o betutu na véspera e almoce o babi guling cedo
A ave do betutu cozinha de 6 a 12 horas dentro da folha, por isso os warungs costumam pedir encomenda com um dia de antecedência. O babi guling funciona ao contrário: é servido no almoço até o leitão terminar, então não deixe para o meio da tarde.
Explorar o mapa
Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Ubud (Bali): As gargantas e as cristas
Ubud fica no flanco sul da cadeia vulcânica central de Bali, num terreno de gargantas paralelas escavadas de norte a sul pelos rios Ayung, Wos, Petanu e Pakerisan. Como as gargantas correm nesse sentido, as estradas seguem o mesmo rumo, o deslocamento de leste a oeste exige ponte e não existe malha em grade.

Puri Saren Agung (Palácio de Ubud)
Residência da família principesca desde o século XVIII, reconstruída após o terremoto de 1917 com portões e relevos atribuídos ao escultor I Gusti Nyoman Lempad. Os pátios da frente são abertos de dia sem cobrança, e à noite o pátio vira palco de dança, por volta das 19h30, com ingresso de Rp 100 mil a 150 mil.
De dia ninguém paga para entrar nos pátios dianteiros da residência principesca, e por volta das 19h30 há dança ali com ingresso de Rp 100 mil a 150 mil.
Consultar acesso

Museum Puri Lukisan
Primeiro museu de arte de Bali, aberto em 1956 por Rudolf Bonnet e Cokorda Gde Agung Sukawati, com o acervo mais coerente do período Pita Maha. Quatro pavilhões cobrem pintura pré-moderna, estilo Ubud, estilo Batuan e desenhos a nanquim de Lempad.
Em 1956 surgiu o primeiro museu de arte da ilha, e o acervo mais coerente do período Pita Maha ficou reunido dentro de quatro pavilhões.
Consultar acesso

Trilha da crista de Campuhan
Caminho pavimentado de cerca de 2 km sobre a crista entre os rios Wos Barat e Wos Timur, com início ao lado do Pura Gunung Lebah. É plano, sem sombra e sem cobrança; antes das 8h dá para andar sem calor e sem fila para foto.
É o passeio a pé que mostra a paisagem das gargantas de Ubud sem carro nem ingresso: cerca de 2 km pavimentados e planos sobre a crista entre os dois rios Wos, a partir do Pura Gunung Lebah. Como não há sombra, faça antes das 8h, sem calor e sem fila para foto.
Consultar acesso

Pura Taman Saraswati
Templo de água projetado por Lempad no início dos anos 1950, com um tanque de lótus que se atravessa por um caminho central até o portão. Dedicado a Saraswati, deusa do conhecimento; a passarela é pública, o santuário interno não, e há apresentações de dança no palco lateral.
No início da década de 1950 Lempad projetou o templo de água dedicado a Saraswati, onde a passarela pública cruza o tanque de lótus e o santuário interno não se abre ao público.
Consultar acesso

Mandala Suci Wenara Wana (floresta dos macacos)
Reserva de cerca de 12,5 hectares com aproximadamente 1.200 macacos-de-cauda-longa divididos em grupos e três templos do século XIV, entre eles o Pura Dalem Agung Padangtegal. Aberta das 9h às 18h, ingresso na faixa de Rp 80 mil a 100 mil; é gerida pela aldeia, não pelo governo.
A aldeia administra o bosque de cerca de 12,5 hectares, o governo fica de fora, e há aproximadamente 1.200 macacos em bandos junto de templos do século XIV.
Consultar acesso

Neka Art Museum
Aberto em 1982 por Suteja Neka, em Sanggingan, organiza a pintura balinesa por escolas e reserva salas para artistas estrangeiros que viveram na ilha, como Spies, Bonnet, Arie Smit e Blanco. Inclui também uma coleção de kris com explicação sobre a metalurgia ritual.
Em Sanggingan, Neka organiza a pintura da ilha por escolas e reserva salas para artistas que vieram de fora e moraram ali, e uma coleção de kris traz o relato da metalurgia do rito.
Consultar acesso

Gunung Kawi, em Tampaksiring
Dez candi funerários de 7 m escavados diretamente no penhasco do rio Pakerisan no século XI, associados ao rei Anak Wungsu. Chega-se por mais de 300 degraus entre arrozais, o que significa a mesma subida na volta.
Dez candi funerários de 7 m foram escavados no penhasco no século XI, e os mais de 300 degraus da chegada são a mesma subida na volta.
Consultar acesso

Tirta Empul
Templo de fonte sagrada fundado em 962, onde os fiéis fazem o melukat sob uma sequência de bicas em dois tanques retangulares. Desde 2025 as regras de entrada são aplicadas com rigor: sarongue, ordem correta das bicas e proibição de entrar menstruada ou de fotografar com o corpo acima dos santuários.
A aplicação rigorosa das regras de entrada começou em 2025 e exige sarongue e a ordem correta das bicas, além de proibir entrar menstruada no templo.
Consultar acesso

ARMA: Agung Rai Museum of Art
Fundado em 1996 em Peliatan pelo colecionador Agung Rai, reúne pintura balinesa e javanesa, incluindo obra do romântico Raden Saleh e uma das poucas telas de Walter Spies que permaneceram na ilha. Mantém aulas de gamelão, dança e pintura em horário fixo.
Para ver pintura balinesa, o Puri Lukisan e o Neka são melhores: o primeiro guarda o acervo Pita Maha mais coerente, e o segundo reserva salas a Spies e Bonnet. O ARMA fica fora do centro, em Peliatan, a leste, e compensa sobretudo pelas aulas de gamelão e dança em horário fixo.
Consultar acesso
O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · A trilha de Campuhan, o palácio e a floresta dos macacos
Comece às 6h30 na trilha da crista de Campuhan, 2 km de ida sem sombra, e volte antes das 8h30, quando o calor e os grupos chegam.
Tome café da manhã em Campuhan e visite o Museum Puri Lukisan na abertura, para ver o acervo Pita Maha e os desenhos de Lempad com o salão vazio.
Atravesse a Jalan Raya até o Puri Saren Agung e o Pura Taman Saraswati, e reserve meia hora para o mercado de arte antes que o ônibus de excursão encha o quarteirão.
Desça a Jalan Monkey Forest e entre no santuário no fim da tarde, sem sacola nem garrafa à mostra, com atenção aos três templos além dos macacos.
Volte ao palácio às 19h para pegar ingresso da apresentação de dança das 19h30: legong e barong se alternam por noite da semana.
Dia 2 · O vale do Pakerisan
Contrate um motorista para o dia inteiro (Rp 600 mil a 900 mil, com espera) e saia às 8h, antes do congestionamento da estrada de Tegallalang.
Comece por Goa Gajah, em Bedulu, e caminhe mais 1,5 km até os relevos de Yeh Pulu, do século XIV, quase sempre vazios.
Siga para Gunung Kawi, em Tampaksiring: mais de 300 degraus até os dez candi escavados no penhasco, com sarongue obrigatório na entrada.
Almoce na estrada e visite Tirta Empul no meio da tarde, quando esvazia; para entrar na água, use sarongue de banho e siga a ordem das bicas, pulando as duas finais reservadas ao ritual funerário.
Volte por Tegallalang para ver os terraços de subak no fim da luz e evite os balanços pagos se não quiser pagar duas vezes pelo mesmo mirante.
Dia 3 · Aldeias de ofício
Comece em Mas, 5 km ao sul, onde as oficinas de entalhe em madeira abrem cedo e deixam observar o trabalho sem compra obrigatória.
Siga para Batuan e entre no Pura Desa Batuan pelo portão lateral: o templo é o exemplo mais didático do estilo de talha da região e a aldeia dá nome a uma escola de pintura.
Passe por Celuk para ver a ourivesaria em prata, comparando três oficinas antes de decidir, e almoce um babi guling em warung de aldeia.
Termine no ARMA, em Peliatan, pela coleção de Raden Saleh e pela tela de Walter Spies, e verifique o quadro de aulas de gamelão do mesmo dia.
No fim do dia, suba a escadaria de Penestanan para ver de onde saiu o movimento dos Young Artists nos anos 1960 e jantar longe do trânsito.
Se ficar mais
Dia 4 · Kintamani e a caldeira do Batur
Bate-volta
25 km ao norte, 1h a 1h30 de carro pela estrada de Tegallalang. O mirante de Penelokan fica a cerca de 1.500 m e abre para a caldeira, o lago e o cone do Gunung Batur, de 1.717 m; a subida ao topo é feita de madrugada, em 2 a 3 horas, com guia local obrigatório e temperatura perto de 15 °C.
Comida
Ilustração com IABabi guling
Leitão temperado com base genep (a pasta de gengibre, cúrcuma, galanga, alho, pimenta e camarão seco) e assado no espeto por horas. Serve-se em prato com arroz, torresmo, linguiça e lawar, quase sempre no almoço; a maioria das casas fecha quando acaba o porco, por volta das 15h.
Ilustração com IABebek e ayam betutu
Pato ou frango recheado de pasta de especiarias, embrulhado em folha de bananeira e casca de areca e cozido lentamente por 6 a 12 horas. Precisa ser encomendado com antecedência em muitos warungs; o resultado desmancha com a colher.
Ilustração com IANasi campur bali
O prato padrão do dia a dia: um monte de arroz cercado por porções pequenas de lawar, sate lilit, tempeh frito, amendoim, ovo e sambal. Custa de Rp 25 mil a 50 mil num warung e é a forma mais barata e mais completa de comer aqui.
Ilustração com IASate lilit
Carne moída de peixe, porco ou frango misturada a coco ralado e especiarias e moldada em torno de um talo de capim-limão antes de ir à brasa. Ao contrário do espetinho javanês, a carne envolve o espeto em vez de ser atravessada por ele.
Ilustração com IALawar
Mistura picada de jaca verde ou vagem com coco tostado, especiarias e carne, preparada em quantidade nas cerimônias por grupos de homens do banjar. A versão lawar merah leva sangue fresco; se isso for um problema, peça lawar putih.
Ilustração com IABubur injin e jaje
Sobremesa de arroz preto cozido com leite de coco e açúcar de palma, servida morna, ao lado da família dos jaje: dadar gulung, panqueca verde de pandano com coco e gula merah, e klepon. Aparecem no café da manhã tanto quanto na sobremesa.
Ilustração com IACafé de Bali e kopi luwak
Os plantios da estrada de Tegallalang oferecem degustação gratuita com venda no fim; o kopi luwak custa de dez a vinte vezes mais e envolve civetas frequentemente mantidas em gaiola. O café comum da ilha, torrado escuro e servido sem filtro, custa Rp 15 mil a 25 mil num warung.
Ilustração com IAArak e jamu
O arak é destilado de seiva de palmeira ou de arroz, regulamentado por decreto provincial em 2020 para tirar a produção da clandestinidade: compre marca engarrafada e lacrada. O jamu é o tônico de cúrcuma, gengibre, tamarindo e mel vendido em garrafa pela manhã no mercado.
Onde comer
- Locavore NXT · Lodtunduh, na saída sul de Ubud · $$$
Menu degustação de 20 pratos só com ingrediente balinês, sem laticínio nem trigo por padrão; 44º lugar na lista Asia's 50 Best de 2026.
Fonte · 2026-09-28
- Hujan Locale · Centro, no andar de cima de um antigo depósito · $$
Cozinha indonésia contemporânea num terraço com vista para o telhado de um templo, do rendang de costela ao milho grelhado.
Fonte · 2026-09-28
- Warung Babi Guling Ibu Oka · Jalan Suweta · $
Leitão balinês assado no espeto desde a manhã, servido até esgotar, quase sempre no início da tarde.
Fonte · 2026-09-28
- Nasi Ayam Kedewatan Ibu Mangku · Jalan Raya Kedewatan · $
Frango desfiado, sopa e acompanhamentos balineses numa casa de família aberta desde os anos 1970, perto dos resorts de Sayan.
Fonte · 2026-09-28
$: até Rp 50 mil · $$: Rp 50 mil–200 mil por prato · $$$: acima de Rp 200 mil, ou menu degustação · 2026-09-28
Bate-voltas

Kintamani e a caldeira do Batur
25 km ao norte, 1h a 1h30 de carro pela estrada de Tegallalang. O mirante de Penelokan fica a cerca de 1.500 m e abre para a caldeira, o lago e o cone do Gunung Batur, de 1.717 m; a subida ao topo é feita de madrugada, em 2 a 3 horas, com guia local obrigatório e temperatura perto de 15 °C.

Sidemen e Pura Besakih
40 a 55 km a leste, 1h30 a 2h. Besakih é o maior complexo de templos da ilha, no flanco sul do Gunung Agung, reorganizado desde 2023 com estacionamento afastado e traslado obrigatório; o vale de Sidemen, logo abaixo, mantém arrozal em terraço e tecelagem de songket com muito menos gente.

Nusa Penida
1h a 1h15 até o porto de Sanur, mais 45 minutos de lancha rápida. A ilha tem falésias de calcário, o mirante de Kelingking e mergulho com mantas em Manta Point; as estradas internas são ruins, o mar pode cancelar travessias e a ida e volta no mesmo dia exige sair de Ubud antes das 6h30.
Por onde começar
A trilha de Campuhan, o palácio e a floresta dos macacos

Comece às 6h30 na trilha da crista de Campuhan, 2 km de ida sem sombra, e volte antes das 8h30, quando o calor e os grupos chegam.
O vale do Pakerisan

Contrate um motorista para o dia inteiro (Rp 600 mil a 900 mil, com espera) e saia às 8h, antes do congestionamento da estrada de Tegallalang.
Aldeias de ofício

Comece em Mas, 5 km ao sul, onde as oficinas de entalhe em madeira abrem cedo e deixam observar o trabalho sem compra obrigatória.
Dinheiro
A moeda é a rupia indonésia (IDR, Rp), em torno de 16.500 por dólar e 19.000 por euro em 2026, e a maior nota é de Rp 100 mil, o que significa andar com maço grosso no bolso. Ubud é barata em serviço e comida local e cara em qualquer coisa importada: nasi campur de warung Rp 25 mil a 50 mil, prato em restaurante com serviço Rp 70 mil a 180 mil, café coado de warung Rp 15 mil a 25 mil e cappuccino em cafeteria especializada Rp 35 mil a 60 mil. A cerveja Bintang grande sai por Rp 35 mil a 70 mil, a aula de ioga avulsa por Rp 130 mil a 180 mil e a massagem de uma hora por Rp 100 mil a 250 mil. Homestay familiar com café da manhã fica entre Rp 250 mil e 500 mil a diária, hotel médio entre Rp 700 mil e 1,5 mi e villa com piscina a partir de Rp 1,5 mi. Restaurante de faixa alta anuncia o preço com ++: taxa e imposto somados no fim, não enfeite tipográfico. Cartão passa em hotéis, museus e restaurantes maiores; warung, mercado, motorista e templo são dinheiro ou QRIS, o QR nacional que já aceita carteiras estrangeiras em muitos pontos. Caixas eletrônicos limitam o saque e cobram taxa fixa. Prefira agência bancária e evite câmbio de rua secundária. Gorjeta não é obrigatória, mas Rp 20 mil a 50 mil para motorista, guia ou massagista é praxe.
Como chegar e se locomover
Aeroporto a 35 km de Ubud, até duas horas de viagem
O aeroporto internacional I Gusti Ngurah Rai (DPS), em Tuban, fica a 35–40 km ao sul, e a viagem até Ubud leva de 1h15 a 2h conforme o horário. Não há rota expressa, e o último trecho é sempre estrada de duas faixas. Há três formas de sair de lá. O balcão oficial de táxi no desembarque cobra tarifa fixa por zona, na faixa de Rp 400 mil a 550 mil, e o carro pré-reservado pelo hotel sai entre Rp 350 mil e 500 mil. Grab e Gojek custam entre Rp 300 mil e 450 mil, com embarque apenas na área sinalizada para aplicativos. Não há trem: as obras da primeira fase do VLT de Denpasar começaram em 2025, e a etapa que chegaria a Gianyar e Ubud é a quarta, sem data. A rodovia Gilimanuk–Mengwi, de 96,8 km, segue em retomada de licitação em 2026 e só alcançaria esta região por volta de 2031. O ônibus público Trans Metro Dewata, gratuito desde 2020, ficou suspenso entre dezembro de 2024 e abril de 2025 por corte de verba. Voltou a rodar nas seis linhas do entorno de Denpasar, mas nenhuma delas chega a Ubud: não organize a chegada em torno dele.
O centro é caminhável, mas a calçada não ajuda
Dentro de Ubud, o centro é caminhável. Do palácio à floresta dos macacos são 15 minutos a pé, e até a trilha de Campuhan, 20. A calçada é outra conversa: estreita, com tampas soltas sobre a valeta, e alguns trechos somem de vez. Onde a calçada sumir, ande de frente para o tráfego. Grab e Gojek funcionam para chegar e sair da vila; no centro, os motoristas pedem para encontrar você em pontos de borda, e as recusas são comuns. Para trechos curtos, use os motoristas de esquina com a placa de transport e combine o preço e a espera antes de entrar no carro. Alugar scooter custa Rp 70 mil a 120 mil por dia e exige carteira internacional com categoria A e capacete. Desde abril de 2026, a força-tarefa Dharma Dewata endureceu a fiscalização contra estrangeiro sem documento em dia, e o seguro de viagem não cobre acidente sem habilitação válida.
Segurança
O risco dominante em Ubud é o trânsito. As motocicletas respondem pela maioria dos ferimentos e mortes de estrangeiros na ilha, e a combinação de asfalto molhado, cascalho, curva sem visibilidade e cachorro solto explica quase todos os acidentes. Crime violento é raro e o furto de rua é baixo, mas ocorrem arrebatamentos de bolsa por dupla em moto em ruas vazias à noite. Leve a alça cruzada e do lado oposto à pista. A raiva é endêmica em Bali desde 2008: mordida ou arranhão de cachorro, gato ou macaco exige lavar o ferimento com sabão por 15 minutos e procurar profilaxia no mesmo dia; a referência regional é o hospital Prof. Ngoerah, em Denpasar, a cerca de uma hora, e há clínicas privadas menores em Ubud para casos leves. Dengue circula o ano todo e tem pico na estação chuvosa, transmitida por mosquito diurno; use repelente de manhã e no fim da tarde. Não beba água de torneira: gelo de fábrica em restaurante estabelecido é seguro. Coquetéis muito baratos com arak não engarrafado já causaram casos de intoxicação por metanol: peça marca lacrada. As leis de drogas indonésias são das mais severas do mundo, com penas longas e possibilidade de pena capital para tráfico, e não há tolerância para quantidade pequena. Emergências: 112 é o número geral, 110 a polícia e 118 a ambulância.
Dicas de etiqueta

Sarongue e faixa em templo, sempre
Entrar em qualquer área de templo exige sarongue e selendang amarrado na cintura, para todos os gêneros, e ombros cobertos. Os sítios grandes emprestam a peça no ingresso; leve a sua se pretende visitar templos de aldeia, onde não há empréstimo.
Desvie das oferendas na calçada
Os canang sari são colocados no chão, na soleira e no capô dos carros três vezes ao dia. Pisar por acidente não ofende ninguém, mas contorne quando for possível e nunca chute nem recolha a bandeja: quem recolhe é a varredura.
Não fique acima de quem reza nem do sacerdote
Durante cerimônia, sente-se e não circule pela frente dos fiéis; fotografe de trás e sem flash. Subir em muro, escada de templo ou trono de pedra para foto é a infração que mais gerou deportação nos últimos anos e virou alvo explícito das regras provinciais de 2025.
Menstruação e luto recente impedem a entrada no templo
Quem está menstruada ou teve morte recente na família não entra em área sagrada. A norma é anunciada em placa e a fiscalização apertou em Tirta Empul e em outros templos de fonte desde 2025. A recusa de entrada não é pessoal e discutir com o guardião não muda nada.
Use a mão direita, e não toque na cabeça de ninguém
Entregue e receba dinheiro, comida e cartão com a mão direita; a esquerda é usada na higiene e tem conotação suja. Não toque na cabeça de ninguém, nem de criança, e não aponte o pé para pessoas, altares ou oferendas quando sentar.
Nomes repetidos não são coincidência
Wayan, Made, Nyoman e Ketut indicam ordem de nascimento, do primeiro ao quarto filho, e reiniciam no quinto: metade das pessoas que você conhecer terá o mesmo nome. Perguntar o apelido ou o nome da aldeia resolve, e não é indelicado.
Erros a evitar
Achar que Ubud é compacta: há villas a 25 minutos de scooter do palácio
Achar que Ubud é uma vila compacta. O que os sites vendem como Ubud se espalha por mais de 10 km, e uma villa anunciada como central pode estar a 25 minutos de scooter do palácio, por estrada sem calçada nem iluminação.
O trajeto real leva 1h15 a 2h, esqueça os 40 minutos
Calcular 40 minutos do aeroporto porque a distância é de 35 km. Essa conta não se sustenta: são 1h15 a 2h em condição normal, e mais em véspera de Galungan, em julho ou em qualquer chuva forte. Marque o voo de saída com folga de meio dia.
Alugar scooter sem carteira categoria A
Alugar scooter sem carteira internacional com categoria A. Além da multa nas blitze, um acidente sem habilitação válida anula o seguro de viagem, e as estradas daqui têm caminhão, curva cega, cachorro solto e cascalho no acostamento.
Os macacos pegam o que brilha
Entrar na floresta dos macacos com sacola plástica, garrafa à vista, óculos na cabeça ou comida no bolso. Os macacos são selvagens e treinados pelo próprio ambiente para pegar o que brilha; mordida exige lavagem imediata e avaliação para raiva, endêmica na ilha desde 2008.
Não pagar a taxa antes de embarcar
Não pagar a taxa de Rp 150 mil antes de embarcar. O pagamento é feito no portal oficial lovebali.baliprov.go.id e gera um QR: há auditoria por amostragem em pontos turísticos, e sem o código você paga na hora, com fila.
Frases úteis
Om Swastyastu (ôm suás-ti-ástu)
Saudação balinesa hindu, usada para chegar e para começar uma fala; responde-se com a mesma frase
Matur suksma (matúr súk-sma)
Obrigado em balinês: a resposta é suksma mewali, de nada
Terima kasih (terima cássi)
Obrigado em indonésio, entendido em toda parte; sama-sama é o de nada
Permisi (permíssi)
Com licença: para passar, para entrar numa loja ou para interromper alguém
Berapa harganya? (berápa hargánha)
Quanto custa? A pergunta de abertura no mercado de arte, onde o primeiro número não é o preço final
Tidak pedas, ya (tídak pedás, iá)
Sem pimenta, por favor: sambal costuma vir à parte, mas o pedido evita surpresa no lawar
Onde ficar
- Jalan Hanoman e Padangtegal · Primeira viagem curta, tudo a pé · $$: Fica a dez minutos a pé do palácio e da floresta dos macacos, com pousada e aluguel de scooter em cada quarteirão; a rua principal, porém, tem trânsito parado das 8h às 19h.
- Penestanan · Sossego e aluguel de mês, sem carro · $$: No alto de uma escadaria de cem degraus sem acesso de carro na parte de cima, reúne aluguel mensal, ioga e cafés pequenos a dez minutos a pé do centro pela trilha de Campuhan.
- Sayan e Kedewatan · Vista de desfiladeiro e resort de assinatura · $$$: Concentra os resorts mais caros da vila à beira do rio Ayung desde o fim dos anos 1990; em troca, é preciso carro ou moto para qualquer coisa fora do próprio hotel.
- Peliatan · Menos vitrine, mais vida de aldeia · $: A leste do centro, sede das companhias de dança mais antigas de Bali, com diária mais barata que o centro e aula de gamelão aberta a hóspede.
$: homestay com café da manhã, Rp 250 mil–500 mil · $$: hotel médio, Rp 700 mil–1,5 mi · $$$: acima de Rp 1,5 mi a diária, villa com piscina · 2026-09-28
Bairros

Centro (Jalan Raya Ubud)
O trecho da Jalan Raya Ubud em volta do cruzamento com a Jalan Monkey Forest reúne o Puri Saren Agung, o mercado de arte e o Pura Taman Saraswati, além de bancos, agências, restaurantes e o maior nó de trânsito da vila. Serve a quem quer ter tudo a pé e não se incomoda com o movimento. Não há onde estacionar, então percorra o quarteirão a pé, de preferência entre 6h e 9h.
Padangtegal e Jalan Monkey Forest
A rua que desce do centro até a floresta dos macacos é o eixo comercial: cafés, lojas de roupa, estúdios de ioga e casas de câmbio. A aldeia adat de Padangtegal é a proprietária e gestora da floresta, e o dinheiro do ingresso financia templo e escola locais.
Jalan Hanoman
Paralela à Monkey Forest, mais estreita e menos turística, com warungs de preço local, oficinas de entalhe e a entrada sul do santuário. Boa base para quem quer estar perto do centro sem dormir no barulho.

Campuhan e Sanggingan
A oeste da ponte, onde os dois rios Wos se juntam. Ali estão o Pura Gunung Lebah, o museu Blanco, o museu Neka e o começo da trilha da crista de Campuhan; a Jalan Raya Sanggingan sobe com galerias e restaurantes voltados para o vale.
Penestanan
Aldeia no alto de uma escadaria de cerca de 100 degraus que sai da estrada de Campuhan, sem acesso de carro na parte de cima. Berço do movimento dos Young Artists nos anos 1960, hoje concentra aluguel de mês, ioga e cafés pequenos.
Nyuh Kuning
Do outro lado da floresta dos macacos, ao sul: aldeia de entalhadores com campo de futebol, portão tradicional e ruas silenciosas. Fica a 15 minutos a pé do centro atravessando o santuário, o que só funciona no horário de abertura.

Peliatan
A leste, sede das companhias de gamelan e legong mais antigas de Bali, como o grupo Gunung Sari, e endereço do museu ARMA. Tem mais vida de aldeia e menos vitrine que o centro, com aulas de dança e de gamelão abertas a visitantes.
Sayan e Kedewatan
Noroeste, na borda do desfiladeiro do rio Ayung, onde se instalaram os resorts caros desde o fim dos anos 1980. As vistas são de vale fechado e mata; a contrapartida é depender de carro para qualquer deslocamento.
História
séc. VIII · Markandeya em Campuhan
A tradição atribui a origem do lugar ao sábio javanês Rsi Markandeya, que teria meditado na confluência dos dois rios Wos e erguido ali o Pura Gunung Lebah. O nome Ubud viria de ubad, remédio em balinês, pelas plantas medicinais das margens.
séc. IX–XI · Pejeng, Bedulu e a pedra
A dinastia Warmadewa governa o vale do rio Pakerisan, de 5 a 12 km a leste. Desse período são Goa Gajah (séc. XI) e os dez candi escavados no penhasco em Gunung Kawi; os relevos de Yeh Pulu, perto de Goa Gajah, são mais tardios, do século XIV, e o tambor de bronze conhecido como Lua de Pejeng, de cerca de 1,86 m, é bem anterior e do tipo Dong Son.
1343 · A conquista de Majapahit
Forças javanesas comandadas na tradição por Gajah Mada derrotam o rei Dalem Bedaulu, em Bedulu. Instalam-se a corte, a escrita kawi e o sistema de castas javanês, que reorganizam a vida ritual e política da ilha.
séc. XVIII · O puri de Ubud
Um ramo da casa de Sukawati, ligada à dinastia de Klungkung, fixa-se no cruzamento onde hoje fica o Puri Saren Agung. Ubud vira um principado secundário sob Gianyar, sustentado por arroz, mão de obra ritual e encomendas de templo.
1900–1908 · Bali sob domínio holandês
Gianyar aceita o protetorado holandês em 1900 para escapar da pressão dos reinos vizinhos. Os puputan de Badung, em 1906, e de Klungkung, em 1908, marchas em que a corte avançou contra as tropas até ser aniquilada, encerram a resistência armada.

1917 · O terremoto de janeiro
Um tremor forte em 21 de janeiro mata cerca de 1.500 pessoas em Bali e derruba templos e residências principescas, Ubud incluída. A reconstrução da década seguinte define grande parte dos pátios e portões que se veem hoje no Puri Saren.
1927–1936 · Spies, Bonnet e a Pita Maha
O pintor alemão Walter Spies muda-se para Campuhan em 1928 e o holandês Rudolf Bonnet chega em 1929. Com o príncipe Cokorda Gde Agung Sukawati fundam em 1936 a associação Pita Maha, que reúne mais de cem artistas e desloca a pintura balinesa da encomenda de templo para o quadro vendido por peça.
1963–1966 · O vulcão e os massacres
O Gunung Agung entra em erupção em fevereiro de 1963 e mata entre 1.100 e 1.700 pessoas, com lahars que arrasam o leste da ilha. Depois de 30 de setembro de 1965, o expurgo anticomunista mata cerca de 80 mil balineses, perto de 5% da população: assunto ainda pouco tratado em público.
1956–1996 · Os museus e o asfalto
O Museu Puri Lukisan abre em 1956, o Neka em 1982 e o ARMA em 1996, formando o circuito que sustenta os ateliês de Ubud, Mas e Batuan. Nos anos 1970 e 1980 chegam os primeiros homestays de mochileiro e as estradas asfaltadas para Tampaksiring e Kintamani.

2002–2010 · Bombas, retração e Comer, Rezar, Amar
Os atentados de Kuta, em 12 de outubro de 2002, matam 202 pessoas e esvaziam a ilha por dois anos; um segundo ataque ocorre em 2005. O livro de Elizabeth Gilbert (2006) e o filme com Julia Roberts (2010) recolocam Ubud no mapa como destino de bem-estar e disparam a construção de villas em Penestanan e Sayan.

2020–2026 · Fechamento, retorno e taxa
Bali fica fechada a estrangeiros de abril de 2020 a fevereiro de 2022 e Ubud esvazia quase por completo. Desde 14 de fevereiro de 2024 vigora a taxa turística de Rp 150 mil por visitante estrangeiro; circulares do governador em 2025 endureceram a conduta em templos e proibiram plásticos de uso único, e a meta oficial para 2026 é de cerca de 6,6 milhões de visitantes internacionais na ilha.
Ilustração com IAHistória completa
A história começa na água
A história de Ubud começa na água. As gargantas dos rios Ayung, Wos, Petanu e Pakerisan cortam o flanco sul dos vulcões e deixam entre elas cristas de solo vulcânico fértil, boas para arroz mas dependentes de canais. Desde pelo menos o século IX inscrições em bronze e pedra registram associações de irrigação, os subak, que repartem a água por sorteio de calendário e resolvem disputas em assembleia, com um templo de água em cada nó do sistema. Essa engenharia social é anterior a qualquer corte e explica por que a religião balinesa é inseparável do arroz: a Unesco reconheceu o conjunto em 2012 como paisagem cultural, incluindo o vale do Pakerisan, a poucos quilômetros de Ubud. No mesmo vale ficam Goa Gajah, Yeh Pulu, Gunung Kawi e Tirta Empul, todos ligados aos reinos de Pejeng e Bedulu que dominaram a região entre os séculos IX e XIV.
Majapahit chega em 1343
Em 1343 a expedição de Majapahit derrota Dalem Bedaulu e Bali passa a ser governada por uma aristocracia de origem javanesa, primeiro em Samprangan, depois em Gelgel e, a partir do século XVII, em Klungkung. Quando o poder central se fragmenta, cada vale vira um reino menor, e é dessa fragmentação que nasce Ubud: um ramo da casa de Sukawati instala seu puri no cruzamento das trilhas do arroz no século XVIII, sob a órbita de Gianyar. O arranjo local se manteve mesmo depois da chegada dos holandeses: Gianyar preferiu o protetorado em 1900 a ser engolida pelos vizinhos, e por isso escapou dos puputan sangrentos de Badung, em 1906, e de Klungkung, em 1908. A família de Ubud saiu da conquista com prestígio ritual intacto e sem exército, o que a empurrou para o papel que exerce até hoje: patrona de templos, festas e artistas.
O ponto de virada é a década de 1930
O ponto de virada é a década de 1930. Depois do terremoto de 1917, que obrigou a reconstruir meia ilha, Ubud recebeu Walter Spies em 1928 e Rudolf Bonnet em 1929, e com eles um mercado estrangeiro para a pintura balinesa. A associação Pita Maha, criada em 1936 com o príncipe Cokorda Gde Agung Sukawati, organizou a produção, selecionou obras e negociou preços; o resultado foi um estilo novo, com cenas de colheita, mercado e floresta no lugar da narrativa mitológica de templo. No mesmo período o kecak ganhou sua forma de espetáculo, o casal Margaret Mead e Gregory Bateson filmou e fotografou rituais entre 1936 e 1939, e Miguel Covarrubias publicou Island of Bali em 1937. É desse período, do terremoto de 1917 ao fim dos anos 1930, que sai a imagem internacional da ilha, construída em conjunto por balineses e estrangeiros, e vendida desde então.
A erupção de 1963 e o expurgo de 1965–1966 marcaram o século XX
Os anos 1960 trouxeram duas tragédias: a erupção do Gunung Agung em 1963 matou mais de mil pessoas e destruiu lavouras no leste, e dois anos depois o expurgo anticomunista de 1965 e 1966 matou cerca de 80 mil balineses, com listas feitas dentro das próprias aldeias. O turismo de massa chegou logo em seguida, mas o plano diretor dos anos 1970, financiado por consultoria internacional, concentrou os grandes hotéis em Nusa Dua e deixou Ubud para a hospedagem pequena. Foi o que definiu o formato daqui: homestay no pátio da família, ateliê na frente da casa, pensão administrada por quem mora ao lado. Os museus vieram para dar espinha a esse circuito (Puri Lukisan em 1956, Neka em 1982, ARMA em 1996) e as aldeias vizinhas se especializaram, com entalhe em Mas, pintura em Batuan e prata em Celuk.
O turismo de hoje cresceu além da escala da ilha
O turismo de Ubud cresceu mais rápido do que a vila consegue absorver. Depois das bombas de 2002 e 2005 e da retomada dos anos 2010, impulsionada pelo livro de Elizabeth Gilbert e pelo filme de 2010, Ubud passou de vila de arroz a distrito de villas: o preço da terra multiplicou, arrozais viraram loteamento e a ilha perde algo entre 500 e 1.000 hectares de lavoura por ano. A pandemia interrompeu tudo entre 2020 e 2022 e serviu de teste: sem turista, muitos voltaram à agricultura por alguns meses. Desde a reabertura o volume superou o de antes, e as respostas oficiais chegaram em série: taxa de Rp 150 mil desde fevereiro de 2024, circulares provinciais de 2025 sobre conduta em templos e sobre plástico descartável, discussão de moratória para novos hotéis e projetos de infraestrutura de longo prazo, como o VLT de Denpasar e a rodovia Gilimanuk–Mengwi, cuja ligação até a região de Ubud só é prevista para o começo da década de 2030. Enquanto isso, o gargalo diário continua sendo a estrada de duas faixas que atravessa a vila.
Lempad, o escultor dos portões do palácio, também desenhou o Pura Taman Saraswati, o templo do tanque de lótus, no início dos anos 1950.
A imagem de Bali que se vende até hoje foi montada a partir dos anos 1930, por artistas balineses e estrangeiros em Ubud.
Geografia e forma da cidade
As gargantas e as cristas
Ubud fica a cerca de 200 m acima do mar (o distrito varia de cerca de 150 m em Peliatan a mais de 400 m em Kedewatan e Tegallalang), no flanco sul da cadeia vulcânica central: o Gunung Batur, de 1.717 m, está 25 km ao norte, e o Gunung Agung, de 3.031 m, uns 40 km a nordeste. O terreno é uma sucessão de gargantas paralelas escavadas no sentido norte–sul pelos rios Ayung, Wos, Petanu e Pakerisan, o que produz cristas estreitas entre paredões de 30 a 80 m.
Por que não existe grade
Como as gargantas dos rios correm de norte a sul, as estradas seguem o mesmo sentido, o deslocamento lateral exige ponte e não existe malha em grade. A Jalan Raya Ubud, a rua principal no sentido leste–oeste, é a exceção que concentra praticamente todo o tráfego. A orientação cardeal balinesa é kaja (na direção da montanha) e kelod (na direção do mar), e ela ordena o pátio de cada casa, com o templo familiar no canto kaja-kangin, a nordeste.
Chuva, arroz e o subak
O clima é tropical de monção, com 26 a 28 °C o ano inteiro, umidade alta e mais de 2.000 mm de chuva concentrados entre novembro e março. O arroz é cultivado em terraço irrigado pelo sistema subak, e a conversão desses terraços em villas e estacionamentos é a principal transformação da paisagem nas duas últimas décadas.
Cultura

Ubud e o pawukon, o calendário balinês de 210 dias
A vida cultural de Ubud segue o calendário, não uma agenda de eventos. O pawukon balinês tem 210 dias e determina o odalan, o aniversário de cada templo, que se repete a cada ciclo: como o distrito tem centenas de templos, entre familiares, de aldeia e de subak, há cerimônia acontecendo em algum lugar todos os dias. Cada aldeia mantém três templos obrigatórios (pura puseh, pura desa e pura dalem) e um banjar, a associação de vizinhança que convoca trabalho coletivo, organiza casamentos e cremações e ensaia gamelão à noite. Boa parte do que um visitante vê como espetáculo é na origem função ritual: o barong e a rangda encenam um equilíbrio, não uma vitória, e o wayang kulit projeta sombras diante de uma lamparina por razões litúrgicas antes de teatrais.
O gamelan e a afinação em pares
A música é gamelan, sobretudo o gong kebyar surgido no norte da ilha por volta de 1915, com afinação em pares levemente desencontrados que produzem a vibração característica. Peliatan abriga companhias históricas, entre elas o Gunung Sari, que excursionou pela Europa e pelos Estados Unidos nos anos 1950 e formou várias gerações de dançarinas de legong. O kecak, o coro masculino sem instrumentos que muita gente considera antiquíssimo, ganhou sua forma atual nos anos 1930, com participação de Walter Spies, a partir do transe sanghyang. Há apresentação paga quase toda noite, às 19h30, no palácio, no Pura Taman Saraswati, no ARMA e em Peliatan; o ingresso fica entre Rp 100 mil e 150 mil e os programas alternam legong, barong, kecak e mahabharata.
A arte ainda é indústria de aldeia
As artes visuais continuam sendo indústria local: Ubud e Batuan pintam, Mas entalha madeira, Celuk trabalha prata e Tegallalang produz artesanato em série para exportação. Desde 2004 a cidade sedia o Ubud Writers & Readers Festival, criado por Janet DeNeefe como resposta ao colapso do turismo após as bombas de 2002, e desde 2015 o Ubud Food Festival. A camada mais recente é a do bem-estar: dezenas de estúdios de ioga (o Yoga Barn funciona desde 2007), retiros, medicina tradicional e uma comunidade grande de trabalhadores remotos, com efeitos visíveis no preço da terra, no cardápio e no trânsito da Jalan Raya.
Na dança do barong, a luta entre o barong e a rangda não tem vencedor: ela encena o equilíbrio entre as duas forças, porque na origem é rito, não espetáculo.
Festas e eventos

Nyepi (março)
O Ano-Novo saka para a ilha inteira por 24 horas: nada de sair de casa, acender luz, trabalhar ou viajar, com o aeroporto fechado e a internet móvel desligada desde 2018. Na véspera, o pengrupukan enche as ruas de ogoh-ogoh, bonecos gigantes de demônios queimados no fim da noite; hotéis funcionam, mas ninguém sai do terreno e os pecalang fiscalizam.

Galungan e Kuningan (a cada 210 dias)
A maior festa do calendário balinês marca a vitória do dharma e a visita dos ancestrais às casas da família, e Kuningan, dez dias depois, marca a partida deles. Cada casa levanta um penjor, o mastro de bambu curvo enfeitado, e as famílias circulam entre templos por dias: o comércio reduz o expediente e as estradas ficam cheias.

Odalan de templo (a cada 210 dias)
Cada templo comemora seu aniversário de consagração com procissão, oferendas empilhadas em bandejas altas, gamelão e, às vezes, dança de máscara pela madrugada. Visitantes podem assistir de sarongue, sentados atrás dos fiéis, sem entrar na área interna nem circular pela frente de quem reza.

Ubud Writers & Readers Festival (outubro)
Criado em 2004, reúne autores da Indonésia e do exterior em palestras, oficinas e debates espalhados por hotéis, museus e templos de Ubud durante cinco dias. A edição de 2026 está marcada para 21 a 25 de outubro, com passe por dia ou pelo festival inteiro.
Ilustração com IAUbud Food Festival e BaliSpirit Festival
O Food Festival, desde 2015, ocupa um fim de semana entre maio e junho com cozinha ao vivo, mercado de produtores e debates sobre agricultura da ilha. O BaliSpirit, criado em 2008, reúne ioga, dança e música por cinco dias e mudou de data algumas vezes: confirme o calendário do ano antes de comprar passagem.
Livros e filmes
Island of Bali, Miguel Covarrubias (1937)
O relato do artista mexicano que morou na ilha nos anos 1930 descreve aldeia, calendário, casta e cerimônia com detalhe que ainda se confere em campo, e ajudou a criar a imagem internacional que Bali vende até hoje.
Bali: A Paradise Created, Adrian Vickers (1989)
O contraponto histórico: mostra como a ideia de paraíso foi montada por holandeses, artistas estrangeiros e pelo próprio Estado indonésio, e trata do que costuma ficar de fora, incluindo os massacres de 1965.
Comer, Rezar, Amar, Elizabeth Gilbert (2006) e o filme de 2010
Não explica a Bali histórica, mas explica a Ubud econômica: é a origem direta do fluxo de bem-estar, do preço da terra em Penestanan e de metade dos cardápios da Jalan Hanoman.
Perguntas frequentes
Ubud (Bali): qual é a moeda e quanto vale?
A moeda é a rupia indonésia (IDR, Rp), em torno de 16.500 por dólar e 19.000 por euro em 2026, e a maior nota é de Rp 100 mil, o que significa andar com maço grosso no bolso.
Ubud (Bali): o que vestir para entrar num templo?
Entrar em qualquer área de templo exige sarongue e selendang amarrado na cintura, para todos os gêneros, e ombros cobertos.
Ubud (Bali): qual é o maior risco para quem visita?
As motocicletas respondem pela maioria dos ferimentos e mortes de estrangeiros na ilha, e a combinação de asfalto molhado, cascalho, curva sem visibilidade e cachorro solto explica quase todos os acidentes.
Ubud (Bali): o que é o babi guling?
Leitão temperado com base genep (a pasta de gengibre, cúrcuma, galanga, alho, pimenta e camarão seco) e assado no espeto por horas.
Ubud (Bali): a que horas fazer a trilha da crista de Campuhan?
Comece às 6h30 na trilha da crista de Campuhan, 2 km de ida sem sombra, e volte antes das 8h30, quando o calor e os grupos chegam.
Outras cidades do país
Indonésia ↗- Dias
- 1–2
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Média de 800.000–1.500.000 IDRPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.











