
Maurício
Maurício
Lagoas, a montanha dos escravizados fugidos, o depósito dos imigrantes indianos e as florestas do sudoeste
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
O norte e o oeste ficam a menos de meia hora de Port Louis, mas o sudoeste, com o Le Morne e Chamarel, fica a mais de uma hora do norte, e por isso eu dividiria a estadia em duas bases. O primeiro vai para Port Louis, com o Aapravasi Ghat, o museu da escravidão e o Mercado Central, e já termina no norte; o segundo para o jardim de Pamplemousses e a costa de Cap Malheureux. No terceiro eu desceria para o sudoeste pelo Ganga Talao, pelo mirante das Gorges e por Chamarel, e dormiria perto do Le Morne, para subir a montanha cedo no quarto. O quinto segue pela costa sul até Mahébourg, com a Île aux Aigrettes e Blue Bay, e deixa a última noite perto do aeroporto. Com um sexto dia, eu iria à Île aux Cerfs, saindo de Trou d'Eau Douce. Maurício não é para quem quer conhecer tudo a partir de um único resort: quem fica na mesma praia a semana inteira passa as manhãs no carro ou não sai do hotel. E Grand Baie, que concentra lojas e bares, eu usaria como base e não como passeio.
5–6
Quando Maio e setembro a novembro: tempo mais seco e temperatura amena, fora do pico dos ciclones, que se concentra de janeiro a março; a temporada vai de novembro a abril, ou até maio pelo aviso do governo britânico, outubro é o mês mais seco do ano, e dezembro, o de mais visitantes
Como o guia chega a este número
Em Maurício, o que decide a época é a chuva e o risco de ciclone, mais do que o calor. O verão, de novembro a abril, é quente e úmido, com fevereiro e março como os meses mais chuvosos, e os ciclones se concentram entre janeiro e março, numa temporada que o governo britânico estende de novembro a maio. O inverno, de junho a setembro, é mais fresco e seco; maio e outubro são meses de transição, e outubro é o mais seco do ano. Na estação de Plaisance, no litoral sudeste, as máximas médias vão de 30,2 °C em janeiro a 24,6 °C em julho, e a chuva cai de 263 mm em fevereiro para 50 mm em outubro (normais de 1991 a 2020). O planalto é sempre alguns graus mais fresco e bem mais chuvoso, com mínimas de 15,9 °C em agosto em Vacoas; o oeste é o lado mais seco e quente, e o leste, o mais ventoso. Em número de visitantes, dezembro foi o mês mais cheio de 2025, seguido de outubro e novembro, e fevereiro e junho os mais vazios. Por isso maio e o período de setembro a novembro juntam tempo seco e ameno com menos risco de ciclone. Se for de janeiro a março, deixe dias de folga, porque durante um ciclone ninguém pode sair da hospedagem.
Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e o carro alugado ou o táxi de cada dia; entre o norte e o sudoeste há uma hora ou mais de estrada, e trocar de base muda o total.
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria cinco dias, sem contar o de chegada. O norte e o oeste ficam a menos de meia hora de Port Louis, mas o sudoeste, com o Le Morne e Chamarel, fica a mais de uma hora do norte, e por isso eu dividiria a estadia em duas bases. O primeiro vai para Port Louis, com o Aapravasi Ghat, o museu da escravidão e o Mercado Central, e já termina no norte; o segundo para o jardim de Pamplemousses e a costa de Cap Malheureux. No terceiro eu desceria para o sudoeste pelo Ganga Talao, pelo mirante das Gorges e por Chamarel, e dormiria perto do Le Morne, para subir a montanha cedo no quarto. O quinto segue pela costa sul até Mahébourg, com a Île aux Aigrettes e Blue Bay, e deixa a última noite perto do aeroporto. Com um sexto dia, eu iria à Île aux Cerfs, saindo de Trou d'Eau Douce. Maurício não é para quem quer conhecer tudo a partir de um único resort: quem fica na mesma praia a semana inteira passa as manhãs no carro ou não sai do hotel. E Grand Baie, que concentra lojas e bares, eu usaria como base e não como passeio.Maurício é conhecida pelas lagoas de recife, mas foi também o primeiro teste britânico da imigração contratada, o sistema que substituiu a escravidão nas plantações de açúcar depois de 1835 e foi depois copiado em outras colônias. No cais de Port Louis, 14 degraus de pedra marcam por onde entraram trabalhadores vindos da Índia, cujos descendentes são hoje a maioria da população; no sudoeste, o monólito do Le Morne é lembrado como o refúgio dos escravizados que fugiam das plantações. Entre um e outro há um planalto chuvoso de crateras, florestas com aves que só existem ali e dunas de terra colorida em Chamarel. Festas hindus, muçulmanas, cristãs e chinesas são feriado nacional: o Cavadee tâmil, a Maha Shivaratri, que leva perto de meio milhão de peregrinos ao lago do Ganga Talao, o Eid al-Fitr, o Natal e o Ano-Novo chinês, e a peregrinação católica ao túmulo do Père Laval completa o calendário. A comida segue a mesma mistura, do dholl puri de banca ao rougaille crioulo e ao mine frit de Chinatown.
Ficha rápida
- População
- 1.194.974 habitantes na ilha de Maurício e 1.240.316 na República de Maurício, que inclui Rodrigues e as ilhas exteriores (estimativa da Statistics Mauritius para 1º de julho de 2026); Port Louis, a capital, tinha 140.403 moradores no censo de 2022
- Fundação
- Primeira colônia holandesa em 1638, abandonada em 1710; ocupação francesa a partir de 1715, com Port Louis como sede administrativa desde 1736; britânica de 1810 a 1968
- País e região
- República de Maurício, sudoeste do oceano Índico, arquipélago das Mascarenhas; a ilha principal mede cerca de 65 km por 45 km
- Idioma
- Crioulo mauriciano (kreol morisien), língua de casa de 90% dos moradores; bhojpuri e francês em seguida (censo de 2022). Inglês e francês funcionam como línguas oficiais
- Moeda
- Rúpia mauriciana (MUR, escrita Rs), com notas de Rs 25 a Rs 2.000
- Fuso horário
- UTC+4
- Melhor época
- Maio e setembro a novembro: tempo mais seco e temperatura amena, fora do pico dos ciclones, que se concentra de janeiro a março; a temporada vai de novembro a abril, ou até maio pelo aviso do governo britânico, outubro é o mês mais seco do ano, e dezembro, o de mais visitantes
- Custo médio por dia
- Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e o carro alugado ou o táxi de cada dia; entre o norte e o sudoeste há uma hora ou mais de estrada, e trocar de base muda o total.
Quando ir
Maio e setembro a novembro: tempo mais seco e temperatura amena, fora do pico dos ciclones, que se concentra de janeiro a março; a temporada vai de novembro a abril, ou até maio pelo aviso do governo britânico, outubro é o mês mais seco do ano, e dezembro, o de mais visitantes
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
Melhor épocajunho
julho
agosto
setembro
Melhor épocaoutubro
Melhor épocanovembro
Melhor épocadezembro
O que muda ao longo do ano
Em Maurício, o que decide a época é a chuva e o risco de ciclone, mais do que o calor. O verão, de novembro a abril, é quente e úmido, com fevereiro e março como os meses mais chuvosos, e os ciclones se concentram entre janeiro e março, numa temporada que o governo britânico estende de novembro a maio. O inverno, de junho a setembro, é mais fresco e seco; maio e outubro são meses de transição, e outubro é o mais seco do ano. Na estação de Plaisance, no litoral sudeste, as máximas médias vão de 30,2 °C em janeiro a 24,6 °C em julho, e a chuva cai de 263 mm em fevereiro para 50 mm em outubro (normais de 1991 a 2020). O planalto é sempre alguns graus mais fresco e bem mais chuvoso, com mínimas de 15,9 °C em agosto em Vacoas; o oeste é o lado mais seco e quente, e o leste, o mais ventoso. Em número de visitantes, dezembro foi o mês mais cheio de 2025, seguido de outubro e novembro, e fevereiro e junho os mais vazios. Por isso maio e o período de setembro a novembro juntam tempo seco e ameno com menos risco de ciclone. Se for de janeiro a março, deixe dias de folga, porque durante um ciclone ninguém pode sair da hospedagem.
Dicas do Nilo
Divida a estadia em duas bases
A ilha parece pequena, mas de Grand Baie a Chamarel são cerca de 76 km e mais de uma hora sem trânsito. Uma base no norte ou no oeste e outra no sudoeste ou sudeste cortam pela metade o tempo de estrada; a última noite em Mahébourg deixa o aeroporto a poucos minutos.
Port Louis de manhã, em dia útil
O centro de interpretação do Aapravasi Ghat fecha aos domingos e feriados e às 12h aos sábados, e o Blue Penny Museum não abre aos domingos. Faça a capital de segunda a sexta, começando às 9h, e saia antes do rush do fim da tarde.
Os selos no quarto de hora
No Blue Penny Museum, os selos Post Office ficam visíveis só 10 minutos, a partir do quarto de hora de cada hora de funcionamento. Veja o resto do museu primeiro e esteja na sala dos selos nesse minuto.
Chamarel com dinheiro local ou cartão
O geoparque só aceita rúpias em dinheiro, cartão (exceto Diners) ou pagamento móvel local, e não divide o pagamento. São Rs 800 por adulto não residente, e a última venda é às 17h de outubro a maio.
Île aux Aigrettes só com a fundação
A ilhota só se visita no passeio guiado da Mauritian Wildlife Foundation, com barco incluído, de 1h30 a 2 horas. Reserve pelo site da fundação antes do dia do sudeste e encaixe Blue Bay depois.
De janeiro a março, acompanhe o serviço meteorológico
Os avisos de ciclone vão da classe I, de 36 a 48 horas antes das rajadas de 120 km/h, à classe IV, quando elas já chegaram. Na classe III, termine os preparativos e não saia; na IV, fique dentro de casa até o aviso de fim. O seguro do carro alugado costuma deixar de valer durante o ciclone.
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Abrir o appO que ver
Maurício: Vulcão, planalto e recife
A ilha nasceu de vulcões, e o relevo ainda mostra isso: um planalto central a cerca de 670 m, cercado de cadeias de montanhas, com o ponto mais alto no Piton de la Petite Rivière Noire, de 828 m, no sudoeste. A capital, na baía do noroeste, concentra o porto, o Mercado Central, Chinatown, o Aapravasi Ghat, o museu da escravidão e o Caudan Waterfront.

Aapravasi Ghat
O depósito de imigração construído em 1849 no cais de Port Louis, por onde passou cerca de meio milhão de trabalhadores contratados vindos da Índia até 1923. Restam os 14 degraus de pedra do cais, o portão de 1865 e partes do hospital e dos galpões; é Patrimônio Mundial desde 2006. O centro de interpretação Beekrumsing Ramlallah, aberto em 2014, explica o sistema com entrada gratuita, de segunda a sexta das 9h às 16h e aos sábados das 9h às 12h. A visita leva cerca de uma hora.
Os 14 degraus de pedra e o portão de 1865 são o que resta do depósito por onde passou cerca de meio milhão de trabalhadores vindos da Índia, de quem descende a maioria da ilha. O centro de interpretação é gratuito e explica o sistema em uma hora.
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Le Morne Brabant
Monólito de basalto de 556 m na ponta sudoeste da ilha, cercado de lagoa. A tradição oral diz que escravizados fugidos refugiados no alto se atiraram do penhasco quando uma expedição policial chegou, em 1835, para avisar que estavam livres; a história é tratada como lenda, e pesquisas da Universidade de Maurício em 2003 não a comprovaram. A paisagem cultural é Patrimônio Mundial desde 2008. A trilha até o topo tem cerca de 3,5 km, pode ser feita com ou sem guia, e a Wikivoyage estima de 3 a 4 horas, sem dizer se a conta inclui a descida: reserve a manhã inteira. O trecho final é íngreme e de pedra, e não é seguro na chuva.
O monólito de 556 m é Patrimônio Mundial como refúgio dos escravizados fugidos, e a trilha de cerca de 3,5 km até o topo dá a vista da lagoa do sudoeste. Pede a manhã inteira, saída cedo e dia seco.
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Black River Gorges National Park
O maior parque nacional da ilha, criado em 1994, com 67,54 km² de floresta úmida de altitude, mata seca e charneca, e cerca de 60 km de trilhas. Guarda a maior parte da floresta nativa que restou e as aves endêmicas, como o pombo-rosa e o falcão-de-maurício. Da estrada da Plaine Champagne se chega ao mirante das Gorges e às Alexandra Falls; o ponto mais alto da ilha, o Piton de la Petite Rivière Noire, de 828 m, fica na mesma região de montanhas.
Guarda a maior parte da floresta nativa que restou e as aves endêmicas, como o pombo-rosa, em 67,54 km² com cerca de 60 km de trilhas. O mirante das Gorges e as Alexandra Falls ficam na estrada, a minutos de Chamarel.
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Intercontinental Slavery Museum
Museu da escravidão e da servidão contratada, aberto em 4 de setembro de 2023 no antigo hospital militar de 1736–1740, o edifício mais antigo da ilha, construído por escravizados de Moçambique, de Madagascar e da África Ocidental e por artesãos indianos de Pondicherry e Karikal. Entre as peças estão objetos de uso de pessoas escravizadas e os 63 bustos de gesso modelados por Eugène de Froberville em 1846, emprestados pelo castelo de Blois. Os horários não estão publicados no site oficial; ligue antes (214 3608).
Aberto em 2023 no hospital militar de 1736–1740, construído por escravizados africanos e malgaxes e por artesãos indianos, completa o Aapravasi Ghat com a história da escravidão. Fica na mesma rua do cais; confirme o horário por telefone.
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Central Market
O mercado coberto de Port Louis, entre a Rue Farquhar e a Rue William Newton, vende frutas, legumes, especiarias, ervas e lanches como o dholl puri e o gato pima. É o lugar mais barato da capital para comer em pé e onde se encontram compradores de toda a ilha. Muito cheio, pede atenção com bolsa e celular.
É onde se come o dholl puri e o gato pima mais baratos da capital, entre bancas de frutas e especiarias. Cheio e apertado, pede atenção com a bolsa.
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Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanical Garden
O jardim botânico de Pamplemousses, a cerca de 12 km de Port Louis, tem origem no domínio de Mahé de La Bourdonnais, de 1735, e ganhou o desenho atual com Pierre Poivre a partir de 1770. O lago das vitórias-régias gigantes (Victoria amazonica), as palmeiras e o portão de ferro de 1868 são os destaques. Abre todos os dias das 8h30 às 17h30; não cidadãos pagam Rs 300, e os guias credenciados cobram de Rs 50 a Rs 100 por pessoa, conforme o tamanho do grupo (consulta de outubro de 2026).
O jardim de 1770 de Pierre Poivre tem o lago das vitórias-régias gigantes e as palmeiras, a 12 km de Port Louis. Um guia credenciado custa de Rs 50 a Rs 100 por pessoa e dá sentido à visita.
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Seven Coloured Earths de Chamarel
Dunas de argila de origem vulcânica, sem vegetação, em faixas de vermelho, marrom, violeta e amarelo, no alto do sudoeste. O ingresso do geoparque inclui os dois mirantes da cascata de Chamarel, a mais alta da ilha, com cerca de 100 m, e um parque de tartarugas-gigantes de Aldabra. Não residentes pagam Rs 800 por adulto, só em rúpias ou cartão; abre das 8h30 às 17h30 de outubro a maio e até as 17h de junho a setembro (consulta de outubro de 2026). As dunas ficam a 3 km da entrada, e a visita leva de 45 minutos a 2 horas.
As dunas de argila colorida e a cascata de cerca de 100 m entram no mesmo ingresso de Rs 800 e ficam no caminho entre as Gorges e o Le Morne. A visita leva de 45 minutos a 2 horas, e não substitui a floresta do parque nacional ao lado.
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Ganga Talao
Lago numa cratera a cerca de 550 m, no sul do planalto, também chamado Grand Bassin, sagrado para os hindus mauricianos desde a primeira peregrinação registrada, em 1898. Na Maha Shivaratri perto de meio milhão de pessoas vão até ali, muitas a pé desde casa. Na entrada ficam as estátuas de Shiva (Mangal Mahadev) e de Durga, de 33 m cada; a de Shiva é de 2007.
O lago da cratera é o centro da Maha Shivaratri, que leva perto de meio milhão de peregrinos, e fica no caminho do sul para as Gorges. As estátuas de Shiva e de Durga, de 33 m, marcam a chegada.
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Île aux Aigrettes
Ilhota de 26 ha de calcário coralino na baía de Mahébourg, a cerca de 850 m da costa, reserva natural desde 1965. A Mauritian Wildlife Foundation recuperou ali a última mata costeira seca da ilha e reintroduziu espécies como o pombo-rosa, o lagarto de Telfair e as tartarugas-gigantes de Aldabra. Só se visita em passeio guiado da fundação, de 1h30 a 2 horas, com travessia curta de barco, reservado no site dela.
É o único lugar onde se vê a mata costeira seca original da ilha, recuperada pela Mauritian Wildlife Foundation, com o pombo-rosa e as tartarugas de Aldabra. Só se visita no passeio guiado da fundação.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Port Louis: o porto, o mercado e o depósito dos imigrantes
Comece às 9h no Aapravasi Ghat, no cais: o centro de interpretação abre de segunda a sexta das 9h às 16h e aos sábados até as 12h, e a visita leva cerca de uma hora.
Atravesse a rua até o antigo hospital militar, sede do Intercontinental Slavery Museum, depois de confirmar o horário por telefone (214 3608).
Almoce no Mercado Central um dholl puri ou um gato pima, comprados nas bancas.
Siga a pé por Chinatown até a mesquita Jummah, de 1853, e volte pela Place d'Armes.
No meio da tarde, entre no Blue Penny Museum, no Caudan Waterfront, e programe a sala dos selos para um quarto de hora, quando eles ficam iluminados por 10 minutos.
Saia do Caudan até as 16h, quando o Blue Penny fecha e antes do rush do fim da tarde, e siga de carro ou ônibus para o norte (Grand Baie fica a cerca de 25 km). Durma ali.
Dia 2 · O jardim de Pamplemousses e a costa norte
Saia de Grand Baie às 8h30 para o jardim botânico de Pamplemousses, a cerca de 14 km, que abre às 8h30. Contrate um guia credenciado no portão.
Reserve duas horas para o lago das vitórias-régias, as palmeiras e o portão de ferro de 1868.
Volte ao norte e almoce em Grand Baie.
À tarde, vá até Cap Malheureux, a 6 km, para ver a igreja de telhado vermelho Notre-Dame Auxiliatrice com o Coin de Mire ao fundo, e termine com um banho de lagoa em Pereybère.
Durma de novo no norte.
Dia 3 · Planalto, Grand Bassin, Gorges e Chamarel
Saia cedo do norte para o sul; contorne Port Louis antes do rush ou conte com trânsito.
Pare no Ganga Talao (Grand Bassin) para ver o lago da cratera e as estátuas de 33 m.
Siga pela estrada da Plaine Champagne até as Alexandra Falls e o mirante das Gorges, no Black River Gorges National Park, a cerca de 12 minutos de carro do lago.
Desça a Chamarel, a cerca de 11 minutos do mirante, e chegue às Seven Coloured Earths até as 16h: a última venda é às 17h de outubro a maio, e de junho a setembro o parque fecha às 17h.
Durma no sudoeste, perto da península do Le Morne, a cerca de 20 minutos de carro de Chamarel.
Dia 4 · Le Morne de manhã, lagoa à tarde
Comece a trilha do Le Morne logo cedo, em dia seco: são cerca de 3,5 km até o topo, e a estimativa de 3 a 4 horas da Wikivoyage não diz se inclui a descida, então reserve a manhã inteira. O trecho final é íngreme e de pedra.
Leve água, chapéu e calçado com aderência; desista se chover.
Almoce na península e passe a tarde na lagoa do Le Morne.
No fim do dia, vá ao monumento da Rota do Escravo, ao pé da montanha, com a inscrição do poema Le Morne Territoire Marron, de Richard Sedley Assonne.
Durma de novo no sudoeste.
Dia 5 · A costa sul até Mahébourg e Blue Bay
Siga para leste pela estrada da costa sul, parando no mirante de Maconde, perto de Baie du Cap, e na praia de Gris Gris, em Souillac, a cerca de 35 minutos de carro do Le Morne.
Continue até Mahébourg e reserve para a tarde a visita guiada da Île aux Aigrettes, feita só pela Mauritian Wildlife Foundation, de 1h30 a 2 horas.
Termine com snorkel ou banho na lagoa de Blue Bay, a 6 minutos de Mahébourg.
Durma em Mahébourg ou Blue Bay, a poucos minutos do aeroporto.
Se ficar mais
Dia 6 · Île aux Cerfs e a costa leste
Bate-volta
A ilhota fica diante de Trou d'Eau Douce, na costa leste, a cerca de 43 km e 50 minutos de carro de Port Louis, ou 40 km de Grand Baie, sem trânsito. Chega-se só de barco: a balsa de Trou d'Eau Douce ou lanchas e catamarãs de passeio. A lagoa em volta é tão rasa que se anda mais de 100 m dentro da água; nos fins de semana fica cheia.
Comida
Dholl puri
Panqueca fina de farinha recheada com ervilha amarela moída, servida com curry de feijão e molho de tomate. É o lanche de rua mais comum da ilha, vendido em bancas e carrinhos, e veio da cozinha indo-mauriciana.
Gato pima
Bolinho frito de ervilha partida com pimenta, a variante local do vada indiano, vendido como lanche de rua ao lado de samosas e de bolinhos de berinjela (gato brinzel).
Rougaille
Molho de tomate cozido com cebola, alho, pimenta, gengibre e tomilho, servido com peixe, carne ou legumes, ou sozinho como acompanhamento (rougaille touni). Está tanto na cozinha crioula quanto na franco-mauriciana.
Vindaye
Peixe ou polvo frito e envolvido numa mistura de mostarda em grão, açafrão-da-terra, gengibre, vinagre e pimenta. Prato crioulo derivado do vindaloo indiano.
Briani
O biryani mauriciano, de arroz cozido com especiarias e carne, um dos pratos comuns a toda a ilha. Em Port Louis há restaurantes que fazem do briani halal a especialidade da casa.
Mine frit e bol renversé
Pratos sino-mauricianos: o mine frit é macarrão frito com legumes e carne; o bol renversé é arroz coberto de legumes, carne ou camarão e um ovo frito, servido virado num prato fundo. Chinatown, em Port Louis, concentra os restaurantes chineses.
Alouda
Bebida gelada de leite com sementes de manjericão e cubos de ágar coloridos, com sabor de baunilha ou amêndoa. Vende-se em bancas de mercado e quiosques.
Rum e café de Chamarel
A ilha tem destilarias de rum de cana, entre elas a Rhumerie de Chamarel, de 2008, com museu e degustação. Em Chamarel se planta também café, servido no geoparque das Seven Coloured Earths.
Onde comer
- Port Louis, Mercado Central · $
Dholl puri, gato pima, samosas e alouda nas bancas, a comida mais barata da capital.
- Port Louis, Chinatown · $$
Cozinha sino-mauriciana e cantonesa no almoço; muitas casas fecham à noite.
- Caudan Waterfront · $$
Praça de alimentação e restaurantes com vista do porto, de cozinha local, indiana e internacional.
- Chamarel · $$$
Rum da Rhumerie de Chamarel com degustação e restaurante no local, e café plantado na região.
- Flic en Flac e Grand Baie · $$
Restaurantes de cozinha mauriciana, chinesa e indiana na estrada costeira, com rougaille, vindaye e curry.
$: lanche de banca ou refeição de mercado · $$: prato em restaurante de bairro ou de shopping · $$$: restaurante de hotel ou de destilaria, com reserva · 2026-10-16
Bate-voltas
Île aux Cerfs e a costa leste
A ilhota fica diante de Trou d'Eau Douce, na costa leste, a cerca de 43 km e 50 minutos de carro de Port Louis, ou 40 km de Grand Baie, sem trânsito. Chega-se só de barco: a balsa de Trou d'Eau Douce ou lanchas e catamarãs de passeio. A lagoa em volta é tão rasa que se anda mais de 100 m dentro da água; nos fins de semana fica cheia.
Curepipe, Trou aux Cerfs e Eureka
Curepipe é o fim da linha do Metro Express que sai de Port Louis. Ali, a cratera do Trou aux Cerfs tem 605 m de altitude e cerca de 80 m de profundidade, e se chega a ela de carro ou a pé. Eureka, a casa crioula de 1830 com 109 portas e janelas, hoje museu, fica em Moka, que não tem estação: vá de táxi ou de ônibus a partir de Port Louis. Juntar as duas pede um dia, não meio.
Le Pouce
O pico em forma de polegar, de 812 m, na cadeia de Moka, sobe sobre Port Louis e se alcança por trilha. A vista abrange a capital e o planalto; vá com tempo seco e saída cedo.
Por onde começar
Port Louis: o porto, o mercado e o depósito dos imigrantes

Comece às 9h no Aapravasi Ghat, no cais: o centro de interpretação abre de segunda a sexta das 9h às 16h e aos sábados até as 12h, e a visita leva cerca de uma hora.
O jardim de Pamplemousses e a costa norte

Saia de Grand Baie às 8h30 para o jardim botânico de Pamplemousses, a cerca de 14 km, que abre às 8h30. Contrate um guia credenciado no portão.
Planalto, Grand Bassin, Gorges e Chamarel

Saia cedo do norte para o sul; contorne Port Louis antes do rush ou conte com trânsito.
A costa sul até Mahébourg e Blue Bay

Siga para leste pela estrada da costa sul, parando no mirante de Maconde, perto de Baie du Cap, e na praia de Gris Gris, em Souillac, a cerca de 35 minutos de carro do Le Morne.
Dinheiro

A moeda é a rúpia mauriciana (MUR, escrita Rs), em notas de Rs 25 a Rs 2.000 e moedas de Rs 1 a Rs 20. Nos lugares pagos do roteiro, os preços conferidos em outubro de 2026 são estes: Rs 800 por adulto não residente nas Seven Coloured Earths de Chamarel, que só aceitam rúpias em dinheiro ou cartão, nunca moeda estrangeira; Rs 300 no jardim botânico de Pamplemousses, mais Rs 50 a Rs 100 por pessoa para o guia credenciado, pago a ele no fim; e Rs 325 no Blue Penny Museum. O Aapravasi Ghat é gratuito. Ônibus e mercado pedem dinheiro trocado, e no estacionamento do aeroporto a saída de carro alugado se paga em dinheiro. Em mercado e feira de artesanato o desconto possível fica em torno de 10% a 20%; em loja o preço quase não muda, e pechinchar longamente não é costume. Para câmbio do dia, consulte o banco ou uma casa de câmbio, porque a cotação da rúpia varia.
Como chegar e se locomover

Do aeroporto, no sudeste da ilha
O aeroporto internacional Sir Seewoosagur Ramgoolam (MRU) fica em Plaine Magnien, no sudeste, a 4 km de Mahébourg e a cerca de 48 km de Port Louis; aplicativos de reserva às vezes o situam na capital, o que não é verdade. Caixas eletrônicos e casas de câmbio ficam depois da esteira de bagagem. Para sair, há três caminhos: as locadoras internacionais têm balcão no aeroporto; o táxi se combina com o hotel antes de chegar, ou pelo aplicativo Yugo, que reserva com preço fixo (não há Uber na ilha); e muitos hotéis vendem o traslado. Pelo cálculo de rota do OpenStreetMap são cerca de 40 minutos até Port Louis e 56 minutos até Grand Baie (72 km), sem trânsito; o rush perto da capital aumenta bastante esse tempo. Na noite de chegada, quem pousa até o meio da tarde segue para a base do norte ou para Port Louis; quem pousa à noite pode dormir em Mahébourg ou Blue Bay, a poucos minutos, e começar Port Louis na manhã seguinte, a cerca de 45 minutos de carro. Antes de embarcar para Maurício, preencha o formulário online Mauritius All in One e leve o QR code impresso, além da prova da passagem de saída. O saguão de chegada lota de manhã, quando pousam os voos da Europa.
Ônibus e Metro Express
Os ônibus são o transporte mais barato e cobrem quase toda a ilha: em Port Louis, os do norte e do leste partem da Immigration Square e os do sul e oeste, da Victoria Square. Paga-se ao cobrador, de preferência com dinheiro trocado, e alguns motoristas pulam paradas vazias. Pelo órgão de turismo, os ônibus urbanos rodam das 5h30 às 20h e os rurais das 6h30 às 18h30, com um serviço tardio entre Port Louis e Curepipe até as 23h; os expressos, com ar-condicionado, são mais rápidos e menos frequentes. O Metro Express, o veículo leve sobre trilhos, liga Port Louis a Curepipe passando por Rose Hill, Quatre Bornes e Vacoas, com ramal até a universidade em Réduit. O bilhete avulso ou o cartão MECard se compram nas máquinas das estações, em dinheiro ou cartão, e é preciso validar na entrada e na saída; o site oficial informa operação das 6h às 19h.
Carro, táxi e passeio contratado
Dirige-se pela esquerda, com limite de 110 km/h na autoestrada e 50 km/h nas áreas urbanas. Carro de locadora licenciada tem placa amarela; a habilitação estrangeira precisa estar em inglês ou francês, ou acompanhada da permissão internacional, e as locadoras costumam exigir idade mínima e anos de carteira. Leve giz amarelo no carro, porque a regra local manda marcar no asfalto a posição do veículo em caso de acidente, e não beba antes de dirigir: o limite é bem baixo. Táxi não tem taxímetro, então combine o valor antes; táxis e motoristas também vendem passeios de dia inteiro pela ilha. No sudoeste e no sul, onde há menos ônibus, carro ou motorista contratado poupam horas.
Segurança

Maurício tem pouca violência contra visitantes, e o risco mais comum é o furto: bolsa deixada na praia, invasão de casa de temporada e roubo em áreas turísticas como Port Louis, Grand Baie e Flic en Flac. Não ande sozinho à noite em praia ou em rua mal iluminada, sobretudo nas ruas de trás do centro de negócios de Port Louis, e deixe o passaporte no cofre. A subida ao Fort Adelaide tem fama de pouco segura para quem vai sozinho. Há relatos de agressão sexual contra turistas. No mar, nade dentro das lagoas que o recife protege. Onde o recife falta, como em Gris Gris, perto de Souillac, as ondas grandes batem direto no penhasco: ali é mirante, não praia de banho. Em passeio de barco, use o colete salva-vidas, obedeça ao comandante e não se sente na proa das lanchas; o barco deve ter licença do Ministério do Turismo e rádio com a guarda costeira. Use sapatilha por causa dos ouriços; a picada do peixe-pedra é rara, mas pode ser fatal e exige atendimento urgente, e muitos hotéis têm o soro. O peixe-leão e as águas-vivas também queimam. O peixe de recife pode carregar ciguatera, uma toxina, e evitar vísceras e gônadas do peixe reduz o risco. Dengue e chikungunya circulam: use repelente de dia. Antes da viagem, consulte um serviço de saúde do viajante para avaliar as vacinas indicadas ao seu perfil e destino. No trânsito, os acidentes são frequentes, as motos andam muitas vezes sem farol e há pedestres e ciclistas até na autoestrada. Na temporada de ciclones, siga os boletins do serviço meteorológico: na classe III o recomendado é terminar os preparativos e evitar sair, e na classe IV, com rajadas de 120 km/h, fica-se dentro de casa até o aviso de fim. Emergências: 999 ou 112 para a polícia, 114 para a ambulância (SAMU), 115 ou 995 para os bombeiros. A polícia de turismo atende nos números 213 1740 e 210 3894.
Dicas de etiqueta

Não compre de vendedor de praia nem de rua
O governo britânico recomenda não fazer negócio com vendedores de praia e de rua, e só alugar hospedagem registrada na Mauritius Tourism Authority. Passeio de barco deve ter licença do Ministério do Turismo, coletes para todos e rádio com a guarda costeira.
Papel de cigarro é proibido
Portar ou importar papel de enrolar cigarro é ilegal em Maurício, e as penas por qualquer droga, inclusive maconha, são pesadas, com prisão antes do julgamento. Faça a própria mala e não leve volume de terceiros.
Respeite as regras dos parques
No geoparque de Chamarel é proibido piquenique, levar animal de estimação e arrancar planta, e drone só com autorização. No Blue Penny Museum não se fotografa a sala dos selos.
Combine o preço antes
Táxi não tem taxímetro, e a corrida se acerta antes de entrar. No mercado o desconto é curto, de 10% a 20% no máximo, e em loja o preço é fixo.
Sociedade conservadora
A relação entre pessoas do mesmo sexo foi descriminalizada em outubro de 2023, mas a sociedade é conservadora e as atitudes variam pela ilha. Discrição em demonstrações públicas de afeto evita problema.
Erros a evitar

Achar que a ilha se atravessa rápido
Maurício mede cerca de 65 km por 45 km, mas a estrada passa por cidades, curvas e trânsito: de Grand Baie a Chamarel são cerca de 76 km e mais de uma hora sem trânsito. Ficar a semana inteira numa base só e visitar o resto em bate-volta significa passar boa parte da viagem no carro.
Ver Port Louis só pelo Caudan
Muita gente passa pela capital só no shopping do Caudan Waterfront. O Aapravasi Ghat, o Mercado Central, o museu da escravidão e Chinatown ficam a poucas quadras dali e explicam a ilha melhor do que qualquer praia.
Subir o Le Morne tarde ou com chuva
A trilha leva de 3 a 4 horas, e o trecho final é íngreme e de pedra. Começar no calor do meio-dia ou depois de chuva torna o caminho perigoso; saia cedo, em dia seco.
Esquecer o formulário de entrada
O Mauritius All in One é preenchido online antes de chegar, e o QR code é conferido no aeroporto. Sem ele a imigração demora mais.
Programar tudo para janeiro a março sem folga
É quando os ciclones costumam passar, e na classe IV ninguém sai de casa. Um roteiro sem dia de reserva perde o que estava marcado.
Frases úteis
Bonzour
Bom dia, olá: o cumprimento padrão em crioulo mauriciano
Ki manier?
Como vai? Responde-se “Mo bien, mersi”, estou bem, obrigado
Mersi boukou
Muito obrigado
Komie?
Quanto? Serve para preço e quantidade
Sa bis-la kot ale?
Para onde vai este ônibus?
Kot twalet?
Onde fica o banheiro?
Pa grav
Não tem problema, tudo bem
Onde ficar
- Norte (Grand Baie, Pereybère, Trou aux Biches) · Primeira viagem, quem quer restaurantes e passeios de barco perto · $$: É a costa com mais oferta de hospedagem, comida e transporte, a cerca de 25 km de Port Louis. Em troca, é a parte mais construída e a mais distante do sudoeste.
- Oeste (Flic en Flac, Tamarin) · Quem quer praia longa, mergulho e o sudoeste ao alcance · $$: Costa seca e quente, a cerca de 30 minutos de Port Louis e mais perto de Chamarel e do Le Morne. A noite é mais calma que a do norte.
- Sudoeste (Le Morne, La Gaulette) · Casais, trilha e quem não se importa com isolamento · $$$: A península tem hotéis de praia ao pé da montanha, que ocupam boa parte do litoral. Há pouco ônibus e pouco comércio, e o Le Morne fica a 20 minutos de Chamarel.
- Sudeste (Mahébourg, Blue Bay) · Primeira e última noite, orçamento menor, quem quer cidade com vida local · $: Fica a poucos minutos do aeroporto, perto do parque marinho e da Île aux Aigrettes, com pousadas familiares e mercado às segundas.
- Leste (Belle Mare, Trou d'Eau Douce) · Quem quer ficar perto da Île aux Cerfs · $$$: Os barcos para a Île aux Cerfs saem de Trou d'Eau Douce. É a costa mais ventosa e chuvosa, e fica a mais de uma hora do sudoeste.
$: pousada familiar ou casa de hóspedes · $$: hotel médio ou apartamento perto da praia · $$$: resort de praia · 2026-10-16
Bairros

Port Louis
A capital, na baía do noroeste, concentra o porto, o Mercado Central, Chinatown, o Aapravasi Ghat, o museu da escravidão e o Caudan Waterfront. De dia é a cidade mais movimentada da ilha; à noite o centro esvazia e os moradores voltam para os subúrbios do planalto.

Norte
Grand Baie, Pereybère, Trou aux Biches, Mont Choisy e Cap Malheureux formam a costa de lagoa mais construída da ilha, com hotéis, apartamentos, restaurantes e esportes náuticos. Pamplemousses, com o jardim botânico, fica a 15 minutos para o interior.
Oeste
Flic en Flac e Tamarin têm as praias longas da costa seca, mergulho perto da areia e as ondas de Tamarin. É a base mais próxima de Chamarel, do Le Morne e das Gorges de Black River.
Sudoeste
A península do Le Morne, Chamarel e a borda do parque nacional formam a região menos urbanizada da ilha, com hotéis de praia na península e vilarejos no alto. Há pouco transporte público; aqui o carro ou o táxi contratado fazem diferença.
Planalto central
Curepipe, Vacoas-Phoenix, Quatre Bornes, Rose Hill e Moka são as cidades do interior, residenciais e de comércio. As quatro primeiras ficam na linha do Metro Express que sai de Port Louis; Moka não tem estação. Mais frescas e chuvosas, têm a cratera do Trou aux Cerfs, em Curepipe, e a casa colonial de Eureka, em Moka.

Sul e sudeste
Mahébourg, a cidade mais próxima do aeroporto, Blue Bay e a costa sul até Souillac e Gris Gris. É a região de Grand Port, onde os holandeses desembarcaram, com o parque marinho de Blue Bay e a reserva da Île aux Aigrettes.
Leste
Trou d'Eau Douce e Belle Mare são as referências da costa leste; de Trou d'Eau Douce saem os barcos para a Île aux Cerfs, e Centre de Flacq tem um grande mercado. É a costa mais ventosa e chuvosa da ilha.
História
1507 · Portugueses passam e seguem viagem
Navegadores portugueses visitam a ilha desabitada, que aparece nos primeiros mapas portugueses como Ilha do Cirne ou do Cerne, provavelmente por causa do navio Cisne, de Diogo Fernandes Pereira. Não deixam colônia. Rodrigues, a vizinha a leste, leva o nome do português Diogo Rodrigues, que passou por ela em 1528.
1598–1710 · O nome holandês e o fim do dodô
Uma esquadra holandesa desembarca em 1598 em Grand Port e dá à ilha o nome de Mauritius, em homenagem ao príncipe Maurício de Nassau. A colônia de 1638 traz escravizados de Madagascar, explora o ébano e é abandonada em 1710. O último avistamento amplamente aceito do dodô, ave que só existia ali, é de 1662.
1715–1810 · Isle de France
A França toma a ilha em 1715 e a rebatiza de Isle de France. O governador Mahé de La Bourdonnais, a partir de 1735, faz de Port Louis base naval e estaleiro e impulsiona o açúcar, com mão de obra escravizada trazida de Madagascar, de Moçambique, da costa suaíli e do sul da Ásia.
1810 · Grand Port e a rendição
Em agosto de 1810 a marinha francesa vence a britânica na batalha de Grand Port, na baía do sudeste. Mesmo assim a ilha se rende em 3 de dezembro de 1810, e o Tratado de Paris de 1814 confirma a posse britânica.
1835 · Abolição da escravatura
A abolição entra em vigor em 1º de fevereiro de 1835 e liberta 66.343 pessoas; os proprietários recebem £2.112.632 de indenização. A data é feriado nacional.
1849–1923 · O depósito de imigração
Para substituir o trabalho escravizado, os britânicos fazem de Maurício o primeiro teste da imigração contratada (indenture). O depósito de Port Louis, construído em 1849, recebe cerca de meio milhão de trabalhadores vindos da Índia até 1923.
1960 · Os ciclones Alix e Carol
Em janeiro de 1960 o Alix passa entre Maurício e a Reunião, com rajadas de 200 km/h, e em 27 de fevereiro o Carol atinge a ilha. O Carol, com rajadas de 256 km/h, mata 42 pessoas, destrói ou danifica cerca de 100 mil casas e deixa mais de 100 mil desabrigados.
1968–1992 · Independência e república
Maurício fica independente em 12 de março de 1968, com Seewoosagur Ramgoolam como primeiro-ministro; a cerimônia da bandeira acontece no hipódromo do Champ de Mars. A república é proclamada em 12 de março de 1992.
2006–2008 · Dois Patrimônios Mundiais
A Unesco inscreve o Aapravasi Ghat em 2006 e a paisagem cultural do Le Morne, refúgio de escravizados fugidos, em 2008.
2020 · O Wakashio na lagoa do sudeste
O graneleiro MV Wakashio encalha em 25 de julho de 2020 ao largo de Pointe d'Esny, perto do parque marinho de Blue Bay, e vaza cerca de 1.000 toneladas de óleo a partir de 6 de agosto. Em 31 de agosto, milhares de pessoas protestam em Port Louis.
2024–2025 · O acordo de Chagos
O Reino Unido anuncia em 3 de outubro de 2024 a transferência da soberania do arquipélago de Chagos para Maurício, e o acordo é assinado em 22 de maio de 2025, com Diego Garcia arrendada aos britânicos por pelo menos 99 anos.
História completa
Uma ilha sem moradores até o século XVII
Maurício não tinha população humana quando os europeus chegaram, e por isso tudo o que se vê de cultura na ilha veio de fora, trazido por gente que chegou por vontade própria ou à força. Os holandeses ocuparam a baía de Grand Port a partir de 1638, cortaram ébano, trouxeram cana de Java e escravizados de Madagascar e foram embora em 1710. No caminho ficou a extinção mais famosa da ilha: o dodô, ave sem voo que só existia ali, desapareceu menos de um século depois de descrito pelos marinheiros, com o último registro aceito em 1662.
A Isle de France e o açúcar
Os franceses chegaram em 1715 e, sob Mahé de La Bourdonnais, a partir de 1735, Port Louis virou porto militar, estaleiro e capital. O hospital militar construído entre 1736 e 1740, hoje sede do Intercontinental Slavery Museum, foi erguido por cerca de 40 escravizados de Moçambique, de Madagascar e da África Ocidental, todos da Companhia Francesa das Índias, e por pedreiros e carpinteiros indianos de Pondicherry e Karikal. A economia de plantação de cana se apoiou no trabalho escravizado, e a fuga para as florestas e montanhas, o marronnage, foi constante: o Le Morne, no sudoeste, é lembrado como o refúgio desses fugitivos.
Britânicos no governo, franceses na cidade
Os britânicos tomaram a ilha em 1810, mas deixaram boa parte da administração nas mãos dos habitantes franceses e mudaram pouco a cidade que eles tinham construído; o francês segue sendo a língua mais falada depois do crioulo e a dos ambientes formais. A abolição de 1º de fevereiro de 1835 libertou 66.343 pessoas e indenizou os donos. Para manter os engenhos, a Coroa testou em Maurício a imigração contratada: o depósito de Port Louis, aberto em 1849, recebeu cerca de meio milhão de trabalhadores vindos da Índia até 1923, e o sistema foi depois copiado em outras colônias. A maioria dos mauricianos de hoje descende dessa leva, o que explica a paisagem de templos, o bhojpuri e o calendário de festas hindus.
Do açúcar ao turismo
A ilha continuou dependente do açúcar até a independência, em 1968, e os ciclones de 1960, que deixaram mais de 100 mil desabrigados e destruíram cerca de 60% da safra de cana, mostraram o risco dessa dependência. Depois vieram as zonas de exportação de têxteis, os serviços financeiros e, a partir dos anos 1980, os hotéis de praia. Em 2025 desembarcaram 1.487.012 visitantes, 1.364.903 deles em férias. A memória da escravidão e da imigração ganhou instituições próprias nas últimas décadas: o Aapravasi Ghat e o Le Morne entraram na lista da Unesco em 2006 e 2008, e o museu da escravidão abriu em 4 de setembro de 2023, como recomendara a Comissão da Verdade e Justiça.
O depósito de imigração de Port Louis recebeu cerca de meio milhão de trabalhadores vindos da Índia entre 1849 e 1923.
Geografia e forma da cidade

Vulcão, planalto e recife
A ilha nasceu de vulcões, e o relevo ainda mostra isso: um planalto central a cerca de 670 m, cercado de cadeias de montanhas, com o ponto mais alto no Piton de la Petite Rivière Noire, de 828 m, no sudoeste. Crateras como a do Trou aux Cerfs, em Curepipe, e a do lago Ganga Talao são marcos da paisagem. Em volta, um recife de coral fecha lagoas rasas de água calma, e na baía de Tamarin, no oeste, estão as ondas de surfe mais conhecidas da ilha.
As costas e o planalto
O oeste e o norte são as costas mais secas e quentes, com Flic en Flac, Tamarin, Grand Baie e Trou aux Biches. O leste é mais ventoso e chuvoso, e o planalto central, onde ficam Curepipe, Vacoas e Moka, é bem mais fresco e úmido: a média anual vai de cerca de 900 mm de chuva no litoral a 1.500 mm no planalto. Port Louis fica numa baía da costa noroeste, encostada nas montanhas de Moka, com o Le Pouce, de 812 m, e o Pieter Both, de 820 m, no horizonte.
Clima
O serviço meteorológico divide o ano em verão quente e úmido, de novembro a abril, e inverno mais fresco e seco, de junho a setembro, com maio e outubro como transição. Na estação de Plaisance, no litoral sudeste, as normais de 1991 a 2020 vão de máximas de 30,2 °C em janeiro a 24,6 °C em julho, com mínimas de 18,8 °C em agosto; a chuva passa de 263 mm em fevereiro para 50 mm em outubro. No planalto, em Vacoas, a 423 m, as mínimas de agosto ficam em 15,9 °C.
O ponto mais alto da ilha é o Piton de la Petite Rivière Noire, de 828 m, nas montanhas do sudoeste.
Cultura
Quatro raízes num calendário só
Cerca de 48% dos mauricianos são hindus, 32% cristãos e 18% muçulmanos (censo de 2022), e o Estado reconhece feriados dos três grupos e o Ano-Novo chinês. Isso aparece na rua: templos hindus e tâmeis, a mesquita Jummah, de 1853, na borda de Chinatown, igrejas católicas e festas religiosas cujas datas mudam a cada ano. A lista oficial inclui ainda dois feriados de memória, 1º de fevereiro, da abolição da escravatura, e 2 de novembro, da chegada dos trabalhadores contratados.
Sega, seggae e bhojpuri
O sega nasceu entre os escravizados, tocado com a ravanne (tambor de pele de cabra), a maravanne (chocalho) e o triângulo, e dançado com os pés sem sair do chão, o movimento nos quadris. Ti Frère tirou o gênero das reuniões privadas nos anos 1960, e Kaya fundiu sega e reggae no seggae; a morte dele numa cela, em 1999, provocou distúrbios em todo o país. O sega tradicional mauriciano entrou na lista de patrimônio imaterial da Unesco em 2014, e o geet gawai, cerimônia pré-nupcial de canções em bhojpuri conduzida por mulheres, em 2016.
Uma literatura em francês, inglês e kreol
Maurício aparece na literatura mundial sobretudo por Paul et Virginie, de Bernardin de Saint-Pierre, que viveu na ilha de 1768 a 1771, e pelo dodô de Alice no País das Maravilhas. Entre os autores da ilha estão Malcolm de Chazal, Ananda Devi, Nathacha Appanah e Dev Virahsawmy, que escreve sobretudo em kreol; J. M. G. Le Clézio, Nobel de 2008, tem cidadania mauriciana. No esporte, o futebol é o mais popular, mas o programa de sábado de boa parte da ilha é a corrida de cavalos no Champ de Mars, hipódromo inaugurado em 1812, com temporada do fim de março ao começo de dezembro.
Festas e eventos
Thaipoosam Cavadee, janeiro ou fevereiro
Festa tâmil em homenagem a Murugan, em que os devotos, depois de um período de jejum e dieta vegetariana, carregam o cavadee (kavadi) até o templo. É feriado; em 2027 cai em 22 de janeiro.
Abolição da escravatura, 1º de fevereiro
Feriado que lembra a abolição de 1835. Desde 1987 há uma comemoração anual no Le Morne, sobretudo pela comunidade crioula.
Festa da Primavera, janeiro ou fevereiro
O Ano-Novo chinês é feriado nacional, e as famílias sino-mauricianas preparam bolos tradicionais como o gato zinzli e o gato lacire. Em 2027 cai em 6 de fevereiro.
Maha Shivaratri, fevereiro ou março
A maior festa hindu da ilha: perto de meio milhão de peregrinos caminham até o Ganga Talao, muitos carregando o kanwar, um pequeno altar a Shiva, e voltam com água do lago. Em 2027 o feriado é 6 de março.
Independência e República, 12 de março
Feriado nacional que marca a independência, em 1968, e a república, em 1992.
Peregrinação do Père Laval, setembro
Jacques-Désiré Laval, missionário que trabalhou com os ex-escravizados a partir de 1841 e foi beatificado em 1979, morreu em 9 de setembro de 1864, data da festa dele. A peregrinação vai ao túmulo, em Sainte-Croix, nos arredores de Port Louis.
Chegada dos trabalhadores contratados, 2 de novembro
Feriado que lembra a chegada dos trabalhadores indianos, marcado todos os anos com uma cerimônia hindu no Aapravasi Ghat.
Divali, outubro ou novembro
A festa hindu das luzes é feriado nacional. Em 2026 cai em 8 de novembro; em 2027, em 29 de outubro.
Livros e filmes
Paul et Virginie (1788), Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre
O romance de dois amigos de infância que se apaixonam na Isle de France, escrito depois que o autor viveu na ilha de 1768 a 1771, tornou Maurício conhecida em todo o mundo de língua francesa. O Blue Penny Museum tem uma sala dedicada a ele.
Le Chercheur d'or (1985), J. M. G. Le Clézio
O Nobel de 2008, de família ligada a Maurício, conta a infância de Alexis numa casa de Maurício e a busca por um tesouro de corsário em Rodrigues. As descrições do mar e das plantações explicam o mundo dos descendentes de colonos franceses.
Les Rochers de Poudre d'Or (2003), Nathacha Appanah
O primeiro romance da autora nascida em Mahébourg, descendente de trabalhadores contratados, trata da chegada dos imigrantes indianos à ilha e ganhou o Prix RFO du livre. É a leitura que dá rosto à história do Aapravasi Ghat.
Forgotten Island of Santosha (1974), Larry e Roger Yates
O documentário de surfe que levou ao mundo a baía de Tamarin, na costa oeste, então chamada pelos surfistas de Santosha Bay.
Perguntas frequentes
Maurício: como sair do aeroporto?
O aeroporto (MRU) fica em Plaine Magnien, no sudeste, a cerca de 48 km de Port Louis, e não há Uber na ilha. Há carro de locadora no balcão do aeroporto, táxi combinado com o hotel ou pelo aplicativo Yugo, com preço fixo, e o traslado que muitos hotéis vendem.
Maurício: o que preciso preencher antes de chegar?
Antes de embarcar, preencha o formulário online Mauritius All in One e leve o QR code impresso, além da prova da passagem de saída. O QR code é conferido no aeroporto, e sem ele a imigração demora mais.
Maurício: quantos dias ficar?
Eu ficaria cinco dias, sem contar o de chegada, divididos entre duas bases, porque o sudoeste, com o Le Morne e Chamarel, fica a mais de uma hora do norte. Com um sexto dia, eu iria à Île aux Cerfs, saindo de Trou d'Eau Douce.
Maurício: preciso de dinheiro em espécie?
As Seven Coloured Earths de Chamarel cobram Rs 800 por adulto não residente e só aceitam rúpias em dinheiro ou cartão, nunca moeda estrangeira. Ônibus e mercado pedem dinheiro trocado, e no estacionamento do aeroporto a saída de carro alugado se paga em dinheiro.
Maurício: onde é seguro nadar?
Nade dentro das lagoas que o recife protege. Onde o recife falta, como em Gris Gris, perto de Souillac, as ondas grandes batem direto no penhasco, e ali é mirante, não praia de banho.







