Ir para o conteúdo
Nilo pelo mundo
PT
PTENESFR
Guia no app
Promenade des Anglais
ccFoto: Alexander Migl · CC BY-SA 4.0

França

Nice

Cidade velha, calçadão sobre a Baía dos Anjos, os museus de Cimiez e a Riviera de trem

Ver o roteiro de 3 diasAbrir Nice no mapa

Dias3–5
Quandomai–jun · set
Por pessoa/diaMédia de 169 EURPerfil médio · por pessoa/dia

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

No primeiro, o Vieux-Nice pela manhã, com o mercado do Cours Saleya, a Colline du Château depois do almoço e o porto ao anoitecer. No segundo, Cimiez com o Museu Matisse, o jardim do mosteiro e o Museu Chagall, sem ser terça-feira, e a Promenade des Anglais no fim da tarde. No terceiro, de ônibus e trem, Èze, Mônaco e Villefranche, voltando para dormir em Nice. Com um quarto dia, eu iria a Antibes pelo Museu Picasso e pela cidade murada. Com um quinto, eu escolheria Saint-Paul-de-Vence e a Fondation Maeght, ou Menton, que em fevereiro faz a Fête du Citron. Com um dia só, eu faria o Vieux-Nice, a colina e a Promenade, e deixaria os museus de Cimiez para outra viagem. Nice não é cidade de praia de areia nem de vida noturna longa: a orla é de seixos, e o que justifica a viagem é a combinação da cidade velha, dos museus e da costa a poucos minutos de trem.

3–5

Quando Maio, junho e setembro; julho e agosto têm mar mais quente e hotel mais caro, e outubro e novembro são os meses de mais chuva

Como o guia chega a este número

Nice tem inverno ameno e verão quente e seco. De dezembro a fevereiro as máximas ficam em torno de 13 a 14 °C, com mínimas de cerca de 6 °C, céu muitas vezes limpo e mar a cerca de 13 °C: é a estação para museus, cidade velha e o Carnaval de fevereiro, sem praia. Maio, junho e setembro são as melhores janelas para quem quer combinar cidade, costa e mar, com máximas de 21 a 25 °C e menos gente que no auge. Julho e agosto chegam a 27 e 28 °C de máxima, com mínimas acima de 20 °C e o mar perto de 24 °C, e são os meses mais cheios e caros, com trens para Mônaco lotados e o ônibus de Èze cheio. Outubro e novembro são os meses de mais chuva, com 128 mm e 138 mm, quase sempre em temporais curtos e fortes que podem levar a alertas da Météo-France; entre um temporal e outro, os dias costumam ser bons para caminhar.

Por pessoa/dia Econômico cerca de 72 EUR; médio cerca de 169 EUR; confortável cerca de 384 EUR por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Eu ficaria três dias: dois em Nice e um na costa a leste. No primeiro, o Vieux-Nice pela manhã, com o mercado do Cours Saleya, a Colline du Château depois do almoço e o porto ao anoitecer. No segundo, Cimiez com o Museu Matisse, o jardim do mosteiro e o Museu Chagall, sem ser terça-feira, e a Promenade des Anglais no fim da tarde. No terceiro, de ônibus e trem, Èze, Mônaco e Villefranche, voltando para dormir em Nice. Com um quarto dia, eu iria a Antibes pelo Museu Picasso e pela cidade murada. Com um quinto, eu escolheria Saint-Paul-de-Vence e a Fondation Maeght, ou Menton, que em fevereiro faz a Fête du Citron. Com um dia só, eu faria o Vieux-Nice, a colina e a Promenade, e deixaria os museus de Cimiez para outra viagem. Nice não é cidade de praia de areia nem de vida noturna longa: a orla é de seixos, e o que justifica a viagem é a combinação da cidade velha, dos museus e da costa a poucos minutos de trem.

Nice começou como entreposto grego numa colina sobre a Baía dos Anjos, passou quatro séculos ligada à casa de Savoia e só virou francesa de vez em 1860. Essa história ainda se lê na rua: o Vieux-Nice tem fachadas ocre e cúpulas barrocas que lembram Gênova, e a cidade nova, a oeste do rio coberto, foi construída para ingleses e russos que vinham fugir do inverno do norte. Foram os ingleses que deram nome à Promenade des Anglais, o calçadão de cerca de 7 km onde a cidade inteira caminha no fim da tarde. Matisse viveu aqui de 1917 até morrer, e o museu de Cimiez, numa vila genovesa no meio de um olival, guarda quase 600 obras doadas por ele e pelos herdeiros, com quase toda a sua escultura. A cozinha é a do antigo condado, com socca de grão-de-bico tirada do forno a lenha, pissaladière de cebola e o pan bagnat que se come na praia de seixos. E a estação Nice-Ville põe Villefranche, Èze, Mônaco e Menton a poucos minutos de trem.

Ficha rápida

População
357.737 habitantes na comuna e 987.709 na unidade urbana (INSEE, recenseamento de 2023)
Fundação
Colônia grega de Nikaia, ligada a Massália (Marselha), entre os séculos IV e III a.C.; a cidade romana de Cemenelum ficava em Cimiez
País e região
França, região Provença-Alpes-Costa Azul; capital do departamento dos Alpes-Maritimes, na Baía dos Anjos
Idioma
Francês; o nissart, variante do occitano, sobrevive em canções e no hino informal «Nissa la Bella»
Moeda
Euro (€); cartão aceito na maior parte do comércio, com exceções em casas pequenas
Fuso horário
UTC+1 (CET) no inverno e UTC+2 (CEST) no horário de verão, do último domingo de março ao último domingo de outubro
Melhor época
Maio, junho e setembro; julho e agosto têm mar mais quente e hotel mais caro, e outubro e novembro são os meses de mais chuva
Custo médio por dia
Econômico cerca de 72 EUR; médio cerca de 169 EUR; confortável cerca de 384 EUR por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).

Quando ir

Maio, junho e setembro; julho e agosto têm mar mais quente e hotel mais caro, e outubro e novembro são os meses de mais chuva

hojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdezJFMAMJJASOND
melhor épocaNenhuma estação perto daqui mediu temperatura e chuva por tempo suficiente para uma média confiável. Os meses destacados são a época que o guia recomenda.

O que muda ao longo do ano

Nice tem inverno ameno e verão quente e seco. De dezembro a fevereiro as máximas ficam em torno de 13 a 14 °C, com mínimas de cerca de 6 °C, céu muitas vezes limpo e mar a cerca de 13 °C: é a estação para museus, cidade velha e o Carnaval de fevereiro, sem praia. Maio, junho e setembro são as melhores janelas para quem quer combinar cidade, costa e mar, com máximas de 21 a 25 °C e menos gente que no auge. Julho e agosto chegam a 27 e 28 °C de máxima, com mínimas acima de 20 °C e o mar perto de 24 °C, e são os meses mais cheios e caros, com trens para Mônaco lotados e o ônibus de Èze cheio. Outubro e novembro são os meses de mais chuva, com 128 mm e 138 mm, quase sempre em temporais curtos e fortes que podem levar a alertas da Météo-France; entre um temporal e outro, os dias costumam ser bons para caminhar.

Dicas do Nilo

Dormir em Nice e ver a costa de trem

Eu dormiria em Nice e faria a costa de trem, sem carro: Villefranche fica a 5 minutos, Mônaco a cerca de 20 e Menton a cerca de 40, com dezenas de trens por dia. Para ficar perto do trem, o centro em volta da estação Nice-Ville é a escolha mais prática.

Cimiez com tempo para a reabertura do Chagall, fora de terça

Os dois museus de Cimiez fecham às terças, e o Chagall ainda para das 13h às 14h30. Eu começaria pelo Matisse às 10h, passaria pelo jardim do mosteiro e pelas ruínas, almoçaria em Cimiez e desceria ao Chagall para a reabertura da tarde. O ônibus 5 faz a subida, e a descida a pé entre os dois museus leva cerca de 15 minutos.

O passe dos museus municipais

Se você vai a mais de um museu da prefeitura (Matisse, Masséna, Lascaris, Arqueologia, Belas-Artes), o passe de quatro dias por 15 € sai mais barato que duas entradas de 10 €. O Museu Chagall é nacional e fica fora do passe; no primeiro domingo do mês, ele é gratuito.

Socca quente, no balcão

Eu pediria a socca recém-saída do forno e comeria ali mesmo, com pimenta, porque a casca tostada é o que faz a diferença. As casas de socca do Vieux-Nice e do porto têm horários curtos e fecham em dias diferentes; confira antes de atravessar a cidade por uma.

A praia do jeito local

As praias públicas são gratuitas, com chuveiro e banheiro; as privadas alugam espreguiçadeira e guarda-sol. Eu levaria sapato de água e uma esteira grossa para os seixos, e deixaria o mergulho para o verão: o mar sai de cerca de 13 °C em fevereiro e chega a cerca de 23,6 °C em agosto.

Explorar o mapa

Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.

Abrir o app

O que ver

Nice: A baía, o rio coberto e a colina

Nice ocupa o fundo da Baía dos Anjos, entre a foz do Var, a oeste, onde fica o aeroporto, e o Mont Boron, a leste. A cidade antiga, entre o Paillon coberto e a colina: ruas estreitas, a catedral de Sainte-Réparate, o Palais Lascaris, o mercado do Cours Saleya e muitas casas de socca.

Os telhados de telha de Vieux Nice vistos do alto, com uma cúpula, campanários e prédios mais novos e colinas ao fundo, sob uma névoa clara.
Vieux Nice

Vieux Nice

EssencialNice · Uma a duas horas

O núcleo antigo entre o Paillon e a colina, de ruas estreitas e fachadas ocre e amarelas. A catedral de Sainte-Réparate, na Place Rossetti, começou a ser construída em 1650 e tem uma cúpula do século XVIII em estilo genovês. Em volta dela ficam capelas barrocas, o Palais Lascaris e as casas que vendem socca, pissaladière e beignets de flor de abobrinha.

As ruas estreitas entre o Paillon e a colina guardam a cidade anterior à França: a catedral barroca de Sainte-Réparate, iniciada em 1650, palácios genoveses e as lojas de socca. De manhã cedo as ruas ainda estão vazias e o mercado do Cours Saleya está montado.

Consultar acesso

Pinheiros-mansos de copa larga no alto da Colline du Château, com um mirante cercado por grade e a cidade de Nice lá embaixo, ao longe.
Colline du Château

Colline du Château

EssencialNice · Uma a duas horas

A colina onde ficavam a Nikaia grega e o castelo medieval, arrasado em 1706, virou parque público de 19,3 hectares no século XIX. Do mirante principal, a 92 m, se vê a Promenade de um lado e o porto do outro. Há ruínas da antiga catedral, a Tour Bellanda, reconstruída em 1844, uma cascata de 1885 alimentada pelas águas da Vésubie e dois cemitérios. A entrada é gratuita; sobe-se pela escada Lesage ou pelo elevador gratuito junto ao Quai des États-Unis. O parque abre às 8h30 e fecha às 18h de outubro a março e às 20h de abril a setembro.

Do mirante principal, a 92 m, se vê a Promenade inteira de um lado e o porto do outro. A entrada no parque é gratuita, e quem não quer subir a escada Lesage usa o elevador gratuito junto ao Quai des États-Unis.

Consultar acesso

A fachada vermelha da villa genovesa do Museu Matisse, em Cimiez, com janelas de venezianas verdes e molduras amarelas pintadas, e uma oliveira em primeiro plano.
Museu Matisse

Musée Matisse

EssencialNice · Uma a duas horas

Instalado desde 1963 na Villa des Arènes, uma vila genovesa do século XVII no meio do olival de Cimiez, reúne quase 600 obras e 138 objetos doados por Matisse e pelos herdeiros, com quase toda a sua escultura. Abre das 10h às 18h de abril a outubro e das 10h às 17h de novembro a março, fecha às terças, e a entrada custa 10 €; o passe de quatro dias para os museus municipais custa 15 €.

Matisse viveu em Nice de 1917 até morrer, em 1954, e o museu da Villa des Arènes reúne quase 600 obras doadas por ele e pelos herdeiros, além de quase toda a sua escultura. Fica em Cimiez, o bairro onde ele morou nos últimos anos; fecha às terças.

Consultar acesso

Bancas de flores do Cours Saleya, em Nice, com buquês coloridos em baldes sob toldos listrados de vermelho e branco e pessoas passando entre as barracas.
Mercado de flores do Cours Saleya

Cours Saleya

Vale a visitaNice · Até meia hora

A praça comprida atrás do Quai des États-Unis recebe o mercado de flores nas manhãs de terça a domingo, com bancas de frutas, legumes e produtos locais. Às segundas, das 7h às 18h, cerca de 180 antiquários e brocanteurs ocupam o Cours Saleya e a Place Pierre-Gautier. À noite, as mesas dos restaurantes tomam conta do espaço.

O mercado de flores funciona de manhã, de terça a domingo, com bancas de frutas, verduras e produtos locais; às segundas o mesmo espaço recebe cerca de 180 antiquários e brocanteurs, das 7h às 18h. Vale como passagem a caminho da colina, sem precisar de hora marcada.

Consultar acesso

O Port Lympia, em Nice, visto do alto, com barcos atracados na água azul, prédios de fachadas ocre e rosadas em volta e colinas cobertas de casas ao fundo.
Port Lympia

Port Lympia

Vale a visitaNice · Até meia hora

O porto aberto a partir de 1748 a leste da colina, com a igreja neoclássica de Notre-Dame-du-Port, de 1853, no eixo da Place de l'Île-de-Beauté. Barcos de pesca, iates e balsas para a Córsega dividem as docas, e as ruas atrás do cais concentram restaurantes e casas de socca.

O porto que Carlos Emanuel III mandou abrir em 1748 tem as fachadas ocre e vermelhas da Place de l'Île-de-Beauté e é onde ficam várias casas de socca. Combina com a descida da colina pelo lado leste e com o jantar.

Consultar acesso

O caminho de entrada do Museu Nacional Marc Chagall, em Nice, entre gramados e oliveiras, com o prédio baixo de pedra clara ao fundo, sob céu nublado.
Museu Nacional Marc Chagall

Musée national Marc Chagall

Vale a visitaNice · Uma a duas horas

O museu foi construído entre 1966 e 1973 pelo arquiteto André Hermant para abrigar as 17 telas do Message Biblique: doze grandes formatos sobre o Gênesis e o Êxodo e cinco sobre o Cântico dos Cânticos, numa sala hexagonal. O auditório tem vitrais de Chagall sobre os dias da criação. Abre das 10h às 13h e das 14h30 às 18h de maio a outubro (até 17h de novembro a abril, e 16h30 em março), fecha às terças e cobra 10 €, ou 12 € em período de exposição; no primeiro domingo do mês a entrada é gratuita.

As 17 telas do Message Biblique ficam nas salas que Chagall ajudou a desenhar, inauguradas em 1973 com ele presente. Eu entraria se o interesse for pintura do século XX; atenção à pausa das 13h às 14h30 e ao fechamento às terças.

Consultar acesso

A fachada neogótica da igreja do mosteiro de Cimiez, com pináculos e uma rosácea no alto e um pórtico de arcos na base, sob céu azul.
Mosteiro de Cimiez

Monastère de Cimiez

Vale a visitaNice · Até meia hora

O mosteiro franciscano ao lado das ruínas romanas tem um jardim de oliveiras centenárias e roseiras com vista para o vale do Paillon, de entrada gratuita. No cemitério vizinho está o túmulo de Matisse.

O jardim de oliveiras e roseiras do mosteiro é gratuito, tem vista para o vale do Paillon e fica a poucos passos do Museu Matisse; no cemitério ao lado está o túmulo do pintor. É a pausa natural entre os dois museus de Cimiez.

Consultar acesso

Cathédrale Saint-Nicolas de Nice

Vale a visitaNice · Até meia hora

A catedral ortodoxa russa, construída de 1903 a 1912 pelo arquiteto Mikhail Preobrajenski, com cúpulas em bulbo, fica perto do lugar onde o tsarévitch Nicolau Alexandrovitch morreu, em 1865. Desde 2013 pertence à Federação Russa, por decisão judicial. A visita é paga e exige roupa adequada; as tarifas variam entre as fontes, então confirme no local.

A catedral ortodoxa russa, de 1903 a 1912, com cúpulas em bulbo no meio de um bairro residencial, mostra o tamanho da colônia russa da Belle Époque. A visita é curta e pede roupa adequada; homem sem camisa não entra.

Consultar acesso

O roteiro do Nilo

Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Organizar meus dias no app ↗
  1. Dia 1 · Vieux-Nice, a Colline du Château e o porto

    1. Comece às 8h30 pelo mercado de flores do Cours Saleya, que funciona de manhã de terça a domingo; às segundas, no lugar dele, está a feira de antiguidades.

    2. Entre nas ruas do Vieux-Nice até a Place Rossetti e a catedral de Sainte-Réparate, e almoce socca e pissaladière numa das casas do bairro.

    3. Se não for terça, reserve uma hora para o Palais Lascaris e seus instrumentos musicais.

    4. Suba à Colline du Château pela escada Lesage ou pelo elevador gratuito do Quai des États-Unis, veja a cascata e fique no mirante de 92 m.

    5. Desça pelo lado leste até o porto Lympia, caminhe até a Place de l'Île-de-Beauté e jante por ali.

  2. Dia 2 · Cimiez de manhã e a Promenade des Anglais à tarde

    1. Fora de terça, pegue o ônibus 5 no centro até a parada Arènes / Musée Matisse e entre no museu às 10h.

    2. Atravesse o olival até as ruínas romanas e o jardim do Monastère de Cimiez, e passe pelo túmulo de Matisse no cemitério ao lado.

    3. Desça a pé, em cerca de 15 minutos, até o Museu Chagall e entre a partir das 14h30, quando ele reabre depois da pausa do almoço.

    4. Volte ao centro de ônibus e atravesse a Promenade du Paillon da Place Masséna em direção ao mar.

    5. Caminhe pela Promenade des Anglais para oeste no fim da tarde, com parada nas pedras para ver o pôr do sol sobre a baía.

  3. Dia 3 · A costa a leste: Èze, Mônaco e Villefranche

    1. Fora de domingo, pegue cedo na estação de Vauban o ônibus 82 ou o 602 até Èze village (aos domingos, só o 82, de hora em hora) e veja o vilarejo antes do calor e dos grupos.

    2. Desça a pé pelo caminho de Nietzsche até a estação de Èze-sur-Mer, que fica à beira-mar: de 1 h a 1h30, com sapato fechado e água.

    3. Pegue o trem para Mônaco, almoce e caminhe pelo Rocher, a cidade antiga, e pelo porto.

    4. No fim da tarde, volte de trem no sentido de Nice e desça em Villefranche-sur-Mer para ver a capela Saint-Pierre, pintada por Cocteau, no cais.

    5. De Villefranche a Nice-Ville são cerca de 5 minutos de trem; jante no Vieux-Nice.

Se ficar mais

  1. Dia 4 · Antibes

    Bate-volta

    1. A oeste, a 20 a 30 minutos de trem a partir de Nice-Ville, conforme o trem. A cidade velha murada tem o Château Grimaldi, onde Picasso trabalhou de setembro a novembro de 1946 e deixou 23 pinturas e 44 desenhos; desde 1966 o castelo é o Museu Picasso. Rende um dia inteiro com a praia e as muralhas.

  2. Dia 5 · Saint-Paul-de-Vence

    Bate-volta

    1. Vilarejo murado no interior, sem ônibus direto de Nice. Há dois caminhos: trem até Cagnes-sur-Mer (cerca de 15 minutos) e o ônibus 655 até Saint-Paul (cerca de 30 minutos); ou o ônibus 9 a partir de Grand Arénas, perto do aeroporto, até Vence (cerca de 30 minutos, a cada meia hora e de hora em hora aos domingos) e o 655 por duas paradas. O 655 tem parada para a Fondation Maeght, aberta em 1964 num prédio de Josep Lluís Sert, com obras de Chagall, Miró, Giacometti e Calder.

Organizar meus dias no app ↗

Comida

Socca

Panqueca fina de farinha de grão-de-bico, azeite e água, assada em forno a lenha numa assadeira larga até ficar dourada e um pouco queimada nas bordas. Come-se quente, com pimenta-do-reino, de pé ou no balcão, como lanche da manhã ou do fim da tarde.

Pissaladière

Massa de pão coberta com cebola cozida devagar por pelo menos duas horas até virar compota, com azeitonas pretas pequenas de Nice e, na receita tradicional, o pissalat, um purê de peixe salgado; hoje é comum usar anchova.

Pan bagnat

Pão redondo recheado com os ingredientes da salada niçoise e regado de azeite. O atum, hoje comum, substituiu a anchova da versão antiga. É o sanduíche de praia da cidade.

Salade niçoise

Na versão defendida em Nice, leva os vegetais crus: tomate, cebolinha, favas, aipo, alcachofrinha roxa, pimentão, manjericão, ovo cozido, anchova, azeitona e azeite, sem vinagrete. Batata e vagem cozidas são acréscimos de fora.

Petits farcis

Tomates, abobrinhas, cebolas e pimentões pequenos recheados com carne, queijo, gema e pão embebido em leite, assados no forno. Aparecem como entrada ou prato nos restaurantes de cozinha niçoise.

Tourte de blettes

Torta de acelga com pinhões e passas, servida fria ou morna e coberta de açúcar de confeiteiro. Existe também uma versão salgada, com arroz e queijo.

Daube e raviolis

A daube niçoise é carne de boi cozida longamente em vinho tinto com toucinho, tomate e legumes; o molho e a carne servem de recheio aos raviolis da cidade, em que a acelga também costuma entrar.

Vinho de Bellet

A denominação de origem de Bellet, criada em 1941, fica dentro da própria comuna, em encostas a oeste da cidade. Os brancos usam a uva rolle (vermentino); tintos e rosés levam folle noire, braquet e cinsault. É produção pequena e aparece nas cartas dos restaurantes locais.

Onde comer

  • Chez Pipo · Le Port · $

    Socca de forno a lenha, pissaladière e torta de acelga em mesas compartilhadas, numa casa aberta em 1923 na rue Bavastro. Fecha às segundas e terças; em julho e agosto abre também às terças.

    Fonte · 2026-10-15

  • La Merenda · Vieux-Nice · $$

    Cozinha niçoise de casa, como pissaladière, tripa à niçoise e estocafix, num salão de 24 lugares na rue Raoul-Bosio. Abre de terça a sexta, no almoço e no jantar. Não tem telefone: reserve pelo site ou no local, e leve dinheiro.

    Fonte · 2026-10-15

  • JAN · Le Port · $$$

    Menu único do chef sul-africano Jan Hendrik van der Westhuizen, com uma estrela Michelin, em cerca de 20 lugares na rue Lascaris; só jantar, de terça a sábado, e com reserva.

    Fonte · 2026-10-15

  • Vieux-Nice e Cours Saleya · $

    Socca, pissaladière e beignets de flor de abobrinha no balcão, para comer de pé ou numa mesa de rua.

  • Promenade e praias · $

    Pan bagnat comprado numa padaria e comido na praia, que é a refeição mais simples e barata à beira-mar.

$: refeição simples, cerca de 12 a 25 € por pessoa (Numbeo, outubro de 2026) · $$: restaurante médio, cerca de 28 a 60 € por pessoa num jantar de três pratos sem bebida (Numbeo, outubro de 2026) · $$$: acima de 60 € por pessoa, ou menu degustação · 2026-10-15

Bate-voltas

Villefranche-sur-Mer

A leste, do outro lado do Mont Boron, a cerca de 5 minutos de trem a partir de Nice-Ville (3,60 € na tarifa cheia), com cerca de 60 idas e voltas por dia. Pequeno porto numa baía, com a capela Saint-Pierre dos pescadores, decorada por Jean Cocteau e inaugurada em 1957. Cabe em meio dia ou como parada no dia da costa leste.

Èze

Vilarejo medieval empoleirado sobre o mar, a leste. De ônibus, o 82 e o 602 saem da estação de Vauban e param em Èze village, mais ou menos a cada 45 minutos de segunda a sábado (aos domingos só o 82, de hora em hora); no verão eles lotam. De trem, desce-se em Èze-sur-Mer, à beira-mar, e o caminho de Nietzsche sobe de 16 m a 358 m de altitude, em 1 h a 1h30 só de ida, segundo o turismo regional. O mais confortável é subir de ônibus e descer a pé.

Mônaco

A leste, a cerca de 20 minutos de trem a partir de Nice-Ville (6,10 € na tarifa cheia). O principado tem a cidade antiga no Rocher, com o palácio do príncipe, e o porto. Junta-se bem a Èze e Villefranche num mesmo dia.

Menton

Quase na fronteira italiana, a cerca de 40 minutos de trem a partir de Nice-Ville (7,70 € na tarifa cheia), com cerca de 65 idas e voltas por dia. Cidade de fachadas coloridas e jardins, que em fevereiro faz a Fête du Citron, com esculturas de cítricos e desfiles; em 2027, de 13 a 28 de fevereiro.

Antibes

A oeste, a 20 a 30 minutos de trem a partir de Nice-Ville, conforme o trem. A cidade velha murada tem o Château Grimaldi, onde Picasso trabalhou de setembro a novembro de 1946 e deixou 23 pinturas e 44 desenhos; desde 1966 o castelo é o Museu Picasso. Rende um dia inteiro com a praia e as muralhas.

Saint-Paul-de-Vence

Vilarejo murado no interior, sem ônibus direto de Nice. Há dois caminhos: trem até Cagnes-sur-Mer (cerca de 15 minutos) e o ônibus 655 até Saint-Paul (cerca de 30 minutos); ou o ônibus 9 a partir de Grand Arénas, perto do aeroporto, até Vence (cerca de 30 minutos, a cada meia hora e de hora em hora aos domingos) e o 655 por duas paradas. O 655 tem parada para a Fondation Maeght, aberta em 1964 num prédio de Josep Lluís Sert, com obras de Chagall, Miró, Giacometti e Calder.

Por onde começar

Vieux-Nice, a Colline du Château e o porto

Vieux-Nice, a Colline du Château e o porto

Comece às 8h30 pelo mercado de flores do Cours Saleya, que funciona de manhã de terça a domingo; às segundas, no lugar dele, está a feira de antiguidades.

Dinheiro

A moeda é o euro, e o cartão funciona na maior parte dos hotéis, restaurantes e lojas; algumas casas tradicionais aceitam só dinheiro ou cheque, então leve algumas notas. Pelos levantamentos da Numbeo atualizados em outubro de 2026, uma refeição num restaurante simples custa em média 18 €, um jantar para dois em restaurante médio, sem bebida, cerca de 80 €, um cappuccino cerca de 3,30 € e meio litro de chope cerca de 7 €. Na Chez Pipo, casa de socca do porto, os pratos ficam entre 3,50 € e 7,50 €. Para dormir, um levantamento de junho de 2026 sobre cerca de 200 hotéis da cidade dava medianas de cerca de 142 € por noite no quarto duplo em hotel três estrelas e 211 € em quatro estrelas; uma cama em albergue fica em cerca de 28 a 45 € por noite na alta temporada. Os museus municipais, como o Matisse, custam 10 €, e o passe de quatro dias para todos eles, 15 €; o Museu Chagall, que é nacional, custa 10 €, ou 12 € com exposição. No transporte, o bilhete Solo sai por 1,70 € e o trem até Mônaco, por 6,10 €. A taxa de estadia é cobrada à parte pelo hotel, por pessoa e por noite, e varia com a categoria.

Como chegar e se locomover

Do aeroporto de Nice Côte d'Azur ao centro

O aeroporto fica na foz do Var, a oeste da cidade, e o tram 2 liga os terminais 1 e 2 à estação Jean Médecin em menos de 30 minutos e segue até o porto. Os trams passam a cada 7 ou 8 minutos nos dias úteis, e o trecho entre os dois terminais e Grand Arénas é gratuito. O aeroporto tem tarifa própria: o bilhete de ida e volta custa 10 €. Desde 1º de julho de 2023 não há bilhete de papel: ele vai num cartão recarregável, vendido nas agências da Lignes d'Azur e recarregado nas máquinas das estações, nos pontos de venda ou no aplicativo.

Tram e ônibus da Lignes d'Azur

A rede metropolitana tem quatro linhas de tram: a 1, de norte a nordeste pela Avenue Jean-Médecin e pela Place Masséna; a 2, do aeroporto ao porto; a 3, do porto a Saint-Isidore, passando pelo Allianz Riviera; e a B, do aeroporto ao centro administrativo. O bilhete Solo custa 1,70 € e vale 74 minutos com baldeação, e há passes de 1 dia (7 €), 2 dias (13 €) e 7 dias (20 €). Tudo vai num cartão recarregável nas máquinas, nos pontos de venda ou no aplicativo, e é preciso validar a cada embarque. O ônibus 5 sobe a Cimiez e para no Museu Chagall e no Museu Matisse.

Trem para a Riviera

Os trens regionais TER (rede ZOU) saem de Nice-Ville. A leste, chegam a Villefranche-sur-Mer em cerca de 5 minutos (3,60 €), a Mônaco em cerca de 20 minutos (6,10 €) e a Menton em cerca de 40 minutos (7,70 €), com cerca de 60 idas e voltas por dia até Villefranche e 65 até Menton; a oeste, a Antibes em 20 a 30 minutos. São tarifas cheias da SNCF, e o cartão ZOU as reduz. O bilhete Lignes d'Azur não vale no trem.

A pé, de bicicleta e de ônibus regional

Do Vieux-Nice à Place Masséna, à Promenade e ao porto, tudo se faz a pé. Para Èze village, os ônibus 82 (Lignes d'Azur) e 602 (ZOU) saem da estação rodoviária de Vauban, mais ou menos a cada 45 minutos de segunda a sábado; aos domingos só o 82 circula, de hora em hora. Para Saint-Paul-de-Vence não há ônibus direto: vá de trem a Cagnes-sur-Mer e pegue o ônibus 655, ou vá no ônibus 9 de Grand Arénas a Vence e faça duas paradas no 655.

Segurança

Nice é uma cidade tranquila para caminhar, e o risco que mais pesa para o visitante é o furto. Os pontos citados com mais frequência são o tram do aeroporto, a estação Nice-Ville, os trens lotados para Mônaco e a praia, onde bolsa deixada na pedra durante o banho some. Um golpe conhecido é o da pessoa que se oferece para ajudar na máquina de bilhetes ou no caixa eletrônico. Mantenha a bolsa fechada e à frente no transporte e não deixe nada sozinho na praia. À noite, as estações esvaziam; prefira esperar o trem perto de outras pessoas. No outono, os temporais podem provocar alertas de inundação da Météo-France; nesses dias, evite as margens de rios e as passagens baixas. Emergência: 112 (geral) e 17 (polícia).

Dicas de etiqueta

A Baie des Anges ao amanhecer, com céu alaranjado, silhueta da costa ao fundo e guarda-sóis no primeiro plano, vista da Promenade des Anglais.
Promenade des Anglais · Amanhecer visto da Promenade des Anglais

Diga «bonjour» antes de pedir

Em loja, balcão de socca, banca do mercado e ônibus, a conversa começa por «bonjour» (ou «bonsoir» à noite). Pedir direto, sem cumprimentar, é lido como falta de educação.

Roupa de rua longe da praia

Na catedral russa, homem sem camisa não entra e se pede roupa adequada. O mesmo cuidado vale para as igrejas do Vieux-Nice, onde ainda há missa.

Respeite o memorial da Promenade

Na Promenade des Anglais, o memorial às vítimas de 14 de julho de 2016 é lugar de recolhimento. Evite fotos encenadas ali.

Na praia, público e privado têm regras diferentes

As praias públicas são gratuitas e têm chuveiro e banheiro. As concessões privadas alugam espreguiçadeira e guarda-sol por dia, e ocupar uma espreguiçadeira delas sem pagar não é aceito.

Erros a evitar

Uma farmácia antiga remontada no Palais Lascaris, com estantes de madeira escura, gavetas etiquetadas e potes de cerâmica brancos em prateleiras atrás do balcão.
Palais Lascaris

Deixar Cimiez para uma terça

O Museu Matisse, o Museu Chagall, o Palais Lascaris e o Museu Masséna fecham às terças. Programe Cimiez para outro dia e use a terça para a costa de trem.

Chegar ao Chagall às 13h

De maio a outubro, e também no inverno, o Museu Chagall fecha das 13h às 14h30, e a bilheteria para meia hora antes de cada fechamento. Chegue até 12h30 ou depois das 14h30.

Esperar praia de areia

A orla de Nice é quase toda de seixos. Quem chega de chinelo sofre para entrar no mar; sapato de água e uma esteira grossa resolvem. Areia, só em poucos trechos e nas praias vizinhas.

Procurar bilhete de papel no tram

Desde 1º de julho de 2023 a Lignes d'Azur não vende bilhete de papel: o Solo, a 1,70 €, e o bilhete do aeroporto, a 10 € ida e volta, vão num cartão recarregável, vendido nas agências e recarregado nas máquinas das estações, que precisa ser validado a cada embarque.

Subir a Èze a pé ao meio-dia no verão

O caminho de Nietzsche, da estação de Èze-sur-Mer ao vilarejo, sobe de 16 m a 358 m de altitude e leva de 1 h a 1h30 só de ida, boa parte ao sol. No verão, suba de ônibus (82 ou 602, a partir de Vauban) e desça a pé, ou faça a subida a pé logo cedo.

Juntar Saint-Paul e Mônaco no mesmo dia

Ficam em lados opostos de Nice, e Saint-Paul pede baldeação: trem até Cagnes-sur-Mer e ônibus 655, ou ônibus 9 até Vence e o 655. Separe a costa a leste e o interior a oeste em dias diferentes.

Frases úteis

Bonjour

Bom dia; é o cumprimento que abre qualquer conversa, em qualquer hora do dia antes do anoitecer

Une socca, s'il vous plaît

Uma socca, por favor; no balcão, pode-se pedir também «une part», uma porção

Un aller-retour pour Monaco, s'il vous plaît

Uma ida e volta para Mônaco, por favor; serve para qualquer destino do trem regional

Je voudrais recharger ma carte

Eu queria recarregar meu cartão; útil no ponto de venda da Lignes d'Azur

L'addition, s'il vous plaît

A conta, por favor

Nissa la Bella

Nice, a bela, em nissart; é o nome do hino informal da cidade, cantado em jogos e festas

Onde ficar

  • Vieux-Nice · Primeira viagem curta, para fazer tudo a pé · $$: Fica entre o Cours Saleya, a colina e a praia, com socca na porta. Em troca, as ruas são barulhentas até tarde e muitos prédios não têm elevador.
  • Carré d'Or e Promenade · Quem quer vista para o mar e não se importa de pagar mais · $$$: É a faixa dos hotéis de frente para a Baía dos Anjos, a poucos minutos da Place Masséna e do tram. É a área mais cara da cidade.
  • Centro, perto da estação Nice-Ville · Quem vai fazer bate-voltas de trem · $$: A estação fica a poucos minutos a pé e o tram 1 desce até a Place Masséna. Há muitos hotéis de preço médio e simples; a área é menos bonita e pede atenção à noite.
  • Le Port · Quem prefere um bairro com vida própria · $$: É menos turístico que o Vieux-Nice, tem restaurantes e fica no fim da linha 2 do tram, que vai direto ao aeroporto. A praia mais próxima fica do outro lado da colina.
  • Cimiez · Estadias longas e quem quer silêncio · $$: Residencial e verde, perto dos museus, mas longe do mar. Serve a quem quer dormir em silêncio e não se importa de depender do ônibus 5.

$: cama em albergue, cerca de 28 a 45 € por noite na alta temporada (The Savvy Backpacker) · $$: quarto duplo em hotel de duas ou três estrelas, medianas de cerca de 133 € e 142 € por noite (junho de 2026) · $$$: quatro estrelas, mediana de cerca de 211 € por noite, e cinco estrelas, cerca de 610 € (junho de 2026) · 2026-10-15

Bairros

Bancas de flores do Cours Saleya, em Nice, com buquês coloridos em baldes sob toldos listrados de vermelho e branco e pessoas passando entre as barracas.
Mercado de flores do Cours Saleya

Vieux-Nice

A cidade antiga, entre o Paillon coberto e a colina: ruas estreitas, a catedral de Sainte-Réparate, o Palais Lascaris, o mercado do Cours Saleya e muitas casas de socca. Muito movimentado de dia e com bares abertos até tarde, o que significa barulho para quem dorme ali.

Le Port (Lympia)

O bairro em volta do porto, a leste da colina, com as fachadas da Place de l'Île-de-Beauté, a igreja de Notre-Dame-du-Port, restaurantes e a partida dos barcos para a Córsega. Mais residencial e menos turístico que o Vieux-Nice, e ligado ao centro pelo tram 2.

A Baie des Anges ao amanhecer, com céu alaranjado, silhueta da costa ao fundo e guarda-sóis no primeiro plano, vista da Promenade des Anglais.
Amanhecer visto da Promenade des Anglais

Carré d'Or e Promenade

O quadrilátero entre a Place Masséna e o Boulevard Gambetta, atrás da Promenade des Anglais, com os hotéis de frente para o mar, lojas e prédios da Belle Époque. É a parte mais cara para dormir.

Centro (Jean-Médecin e Masséna)

A Avenue Jean-Médecin, eixo comercial servido pelo tram 1, vai da Place Masséna à estação Nice-Ville. Em volta da estação ficam muitos hotéis de preço médio e a catedral russa, a oeste dos trilhos.

Cimiez

O planalto residencial ao norte, onde ficavam a Cemenelum romana e os grandes hotéis de inverno, como o antigo Régina. Reúne o Museu Matisse, o Museu Chagall, as ruínas romanas e o mosteiro. É calmo e verde, mas fica longe do mar e depende do ônibus 5.

Mont Boron

A colina arborizada entre o porto e Villefranche, com vilas, trilhas e mirantes sobre as duas baías. Lugar de passeio e de casas, com pouca oferta de comércio.

História

séc. IV a III a.C. · A colônia grega de Nikaia

Gregos ligados a Massália (Marselha) fundam um entreposto na colina que domina a baía, a atual Colline du Château. O nome vem do grego e costuma ser lido como «a que traz a vitória».

séc. I a IV · Cemenelum, sede de província romana

Os romanos instalam a cidade de Cemenelum no planalto de Cimiez, sede da província dos Alpes Marítimos, com três conjuntos termais e um anfiteatro cujas ruínas estão hoje ao lado do Museu Matisse.

1388 · Nice escolhe a casa de Savoia

Depois da guerra da União de Aix, a cidade se coloca sob a proteção dos condes de Savoia, a dedição de Nice. Começa um período de mais de quatro séculos ligado a Turim, que explica o barroco genovês e piemontês do centro antigo.

1543 · O cerco franco-otomano

De 6 a 22 de agosto, tropas de Francisco I e a frota de Barba Ruiva cercam Nice. A cidade baixa capitula em 22 de agosto, mas o castelo resiste. A lavadeira Catherine Ségurane, que teria derrubado um porta-estandarte turco, entrou para a história local, embora o episódio seja tratado como lenda.

1706 · Luís XIV manda arrasar o castelo

Depois do cerco de 1705 a 1706, as tropas francesas demolem a cidadela e as muralhas. A colina perde a fortaleza e, no século XIX, vira parque público.

1748 · Começa o porto Lympia

O rei Carlos Emanuel III decide abrir um porto num terreno pantanoso alimentado pela fonte Lympia, a leste da colina. A obra se estende por mais de um século e meio.

1792 a 1814 · Nice francesa pela primeira vez

Tropas da Primeira República tomam Nice, que fica sob a França durante a Revolução e o Primeiro Império. Em 1814 a cidade volta ao reino da Sardenha.

1820 · O caminho dos ingleses

Num inverno duro, o reverendo Lewis Way e membros da igreja anglicana pagam a construção de um caminho à beira-mar para dar trabalho a mendigos chegados à cidade. É a origem da Promenade des Anglais.

1860 · A anexação à França

Pelo Tratado de Turim, o reino da Sardenha cede o condado de Nice à França em troca do apoio de Napoleão III à unificação italiana. Um plebiscito em 15 e 16 de abril aprova a mudança. Giuseppe Garibaldi, um dos líderes da unificação italiana, tinha nascido em Nice em 1807.

1865 a 1912 · A colônia russa

O tsarévitch Nicolau Alexandrovitch morre em Nice em 1865, aos vinte anos. A presença russa cresce até a construção da catedral ortodoxa de São Nicolau, entre 1903 e 1912.

1917 a 1954 · Matisse em Nice

Henri Matisse chega em 1917 e vive na cidade até a morte, em 1954; a partir de 1938 mora no antigo Hôtel Régina, em Cimiez. Está enterrado no cemitério do mosteiro de Cimiez.

1942 a 1944 · Ocupação e deportações

Tropas italianas ocupam Nice em novembro de 1942 e, depois da rendição italiana em 1943, chegam os alemães. Durante a guerra, 3.603 judeus foram deportados de Nice para os campos de extermínio. Nice é libertada no fim de agosto de 1944.

1973 · O museu de Chagall

Abre em Cimiez o museu do Message Biblique, desenhado por André Hermant com a participação de Chagall. Foi o primeiro museu nacional francês dedicado a um artista vivo.

2016 · O atentado de 14 de julho

Um caminhão avança sobre a multidão reunida para os fogos da festa nacional na Promenade des Anglais, matando 86 pessoas e ferindo 458.

2021 · Patrimônio Mundial

Em 27 de julho, a Unesco inscreve «Nice, a cidade da vilegiatura de inverno de Riviera», com 522 hectares que incluem a Promenade, Cimiez, o Mont Boron e a colina do Château.

2025 · O Paillon vira parque inteiro

Em outubro abre o último trecho da Promenade du Paillon, cerca de 8 hectares no lugar do Palais des congrès e do Théâtre national, que se somam aos 12 hectares inaugurados em 2013.

História completa

Grega, romana e saboiana antes de ser francesa

Nice começa na colina que hoje se chama Colline du Château: ali gregos ligados a Massália instalaram Nikaia, um entreposto voltado para a baía. Os romanos preferiram o planalto de Cimiez, mais alto e afastado do mar, e fizeram de Cemenelum a sede da província dos Alpes Marítimos. Em 1388 Nice escolheu a casa de Savoia, e por mais de quatro séculos foi governada a partir de Turim, não de Paris. É dessa fase que vêm a catedral de Sainte-Réparate, os palácios genoveses do Vieux-Nice e as fachadas ocre que se repetem até o porto.

Uma fronteira disputada

Por ser porto saboiano na fronteira com a Provença, Nice foi cercada várias vezes. Em 1543 a frota de Barba Ruiva, aliada de Francisco I, tomou a cidade baixa, mas não o castelo. Em 1706 as tropas de Luís XIV arrasaram a cidadela, e é por isso que a colina hoje tem ruínas, jardins e uma cascata do século XIX no lugar de uma fortaleza. Em 1748 Carlos Emanuel III mandou abrir o porto Lympia a leste da colina. A Revolução levou a cidade para a França entre 1792 e 1814; o Congresso de Viena a devolveu ao reino da Sardenha.

A temporada de inverno inventa a cidade nova

O que se vê de Nice além do centro antigo nasceu de uma moda. Desde o século XVIII, famílias inglesas passavam aqui o inverno, longe do frio e da fumaça do norte, e em 1820 o reverendo Lewis Way financiou o caminho à beira-mar que virou a Promenade des Anglais. Depois de 1860, com a anexação à França, vieram os hotéis de Cimiez, as vilas do Mont Boron e a colônia russa, que ergueu a catedral de São Nicolau. A rainha Vitória passou temporadas no Hôtel Régina no fim da década de 1890. Foi esse tecido urbano, construído para estrangeiros que chegavam no inverno, que a Unesco reconheceu em 2021.

Pintores, guerra e o século XX

No século XX a luz atraiu pintores: Matisse viveu em Nice de 1917 a 1954 e Chagall acompanhou a construção do museu do Message Biblique, aberto em 1973. A Segunda Guerra trouxe a ocupação italiana, a alemã e a deportação de judeus, e a libertação veio no fim de agosto de 1944. O atentado de 14 de julho de 2016 na Promenade marcou a cidade, e o calçadão continua sendo o lugar onde Nice se encontra.

O nome Promenade des Anglais vem do caminho que a comunidade anglicana pagou em 1820 para dar trabalho a mendigos durante um inverno duro.

Geografia e forma da cidade

Os jatos d'água do espelho d'água da Promenade du Paillon, em Nice, refletindo o céu, com palmeiras e prédios ao fundo.
Promenade du Paillon

A baía, o rio coberto e a colina

Nice ocupa o fundo da Baía dos Anjos, entre a foz do Var, a oeste, onde fica o aeroporto, e o Mont Boron, a leste. A comuna tem 71,92 km² e vai do nível do mar a 520 m. O rio Paillon desce das montanhas e cortava a cidade ao meio; a partir da segunda metade do século XIX foi coberto, e sobre o leito hoje correm a Place Masséna e o parque linear da Promenade du Paillon. A oeste do antigo leito fica a cidade nova, em quadras regulares até a Promenade des Anglais; a leste, o Vieux-Nice encostado na Colline du Château, com 92 m no mirante principal, e, do outro lado dela, o porto Lympia.

As colinas de Cimiez e do Mont Boron

Atrás da planície costeira, a cidade sobe por colinas residenciais: Cimiez ao norte, com os museus e os antigos hotéis de inverno, e o Mont Boron a leste, coberto de pinheiros e vilas.

O clima

O clima é mediterrâneo. Na estação do aeroporto, as normais de 1991 a 2020 dão máximas de 13,3 °C e mínimas de 5,8 °C em janeiro, e máximas de 27,9 °C e mínimas de 21,1 °C em agosto, com cerca de 2.760 horas de sol por ano. Chove pouco no verão (14 mm em julho) e muito no outono: outubro soma 128 mm e novembro, 138 mm, muitas vezes em temporais curtos e fortes. O mar vai de cerca de 13 °C em fevereiro a 23,6 °C em agosto.

O rio Paillon ainda corre sob a Place Masséna: foi coberto a partir da segunda metade do século XIX, e o parque da Promenade du Paillon ocupa o antigo leito.

Cultura

A cidade dos pintores

A luz e o inverno ameno trouxeram pintores. Matisse morou em Nice de 1917 a 1954 e deixou para a cidade o acervo que hoje está na Villa des Arènes; Chagall acompanhou o desenho do museu do Message Biblique, aberto em 1973. Na costa em volta, Picasso trabalhou em Antibes em 1946 e Cocteau pintou a capela dos pescadores de Villefranche em 1957. O MAMAC, o museu de arte moderna e contemporânea da cidade, está fechado para reforma até 2028.

Nissart e a cozinha como patrimônio

O nissart, variante do occitano falada no antigo condado, sobrevive em associações, canções e no hino informal «Nissa la Bella», escrito por Menica Rondelly em 1903. As práticas da cozinha niçoise entraram em 2019 no inventário nacional do patrimônio imaterial francês, e pratos como a socca e a pissaladière continuam sendo comida de rua e de casa, não só de restaurante.

Carnaval, jazz e futebol

O Carnaval de Nice ocupa boa parte de fevereiro com desfiles de carros alegóricos e batalhas de flores na Promenade, em que figurantes jogam flores ao público. Em julho, o Nice Jazz Festival monta palcos na Place Masséna e no Théâtre de Verdure do Jardin Albert-Ier. O OGC Nice joga no Allianz Riviera, estádio inaugurado em 2013 no vale do Var, servido pelo tram 3.

Festas e eventos

Carnaval de Nice, fevereiro

Cerca de três semanas de desfiles de carros alegóricos, com o rei e a rainha do carnaval, e as batalhas de flores na Promenade des Anglais. A edição de 2027, com o tema «Vive l'Amour», vai de 9 a 28 de fevereiro; as arquibancadas são pagas.

Fête du Citron, Menton, fevereiro

A 40 minutos de trem, Menton monta esculturas de limões e laranjas e faz desfiles de carros de frutas na Promenade du Soleil. Em 2027 a festa vai de 13 a 28 de fevereiro, com desfiles diurnos aos domingos e noturnos às quintas, e coincide com o Carnaval de Nice.

Nice Jazz Festival, julho

Noites de shows na Place Masséna e no Théâtre de Verdure, com ingressos pagos. Em 2026 foi de 23 a 25 de julho; confira as datas de cada ano no site do festival.

Livros e filmes

À propos de Nice (1930), Jean Vigo

Curta documental mudo de cerca de 23 minutos, filmado por Boris Kaufman, que contrapõe os ricos em férias na Promenade des Anglais aos bairros de trabalhadores. Mostra a cidade da temporada de inverno no momento em que ela chega ao auge.

A Promessa da Alvorada (1960), Romain Gary

Romance autobiográfico sobre a infância e a juventude de Gary com a mãe, que se mudou com ele para Nice em 1928 e passou a dirigir uma pensão familiar, a Mermonts. Dá a Nice entre as guerras pelo olhar de imigrantes russos e poloneses.

Perguntas frequentes

Nice: como ir do aeroporto ao centro?

O tram 2 liga os terminais 1 e 2 à estação Jean Médecin em menos de 30 minutos e segue até o porto. O aeroporto tem tarifa própria: o bilhete de ida e volta custa 10 €.

Nice: quantos dias ficar?

Eu ficaria três dias: dois em Nice e um na costa a leste. Com um quarto dia, eu iria a Antibes pelo Museu Picasso e pela cidade murada.

Nice: como ir a Mônaco?

Mônaco fica a leste, a cerca de 20 minutos de trem a partir de Nice-Ville (6,10 € na tarifa cheia), e junta-se bem a Èze e Villefranche num mesmo dia.

Nice: quanto custa o tram e onde se compra o bilhete?

O bilhete Solo custa 1,70 € e vale 74 minutos com baldeação, e há passes de 1 dia (7 €), 2 dias (13 €) e 7 dias (20 €). Tudo vai num cartão recarregável nas máquinas, nos pontos de venda ou no aplicativo, e é preciso validar a cada embarque.

Nice: a praia é de areia?

A orla de Nice é quase toda de seixos, e quem chega de chinelo sofre para entrar no mar; sapato de água e uma esteira grossa resolvem. Areia, só em poucos trechos e nas praias vizinhas.

Outras cidades do país

França ↗
  • Dias
    4–5
    Quando
    abr–jun · set–out
    Por pessoa/dia
    Média de 170–240 EURPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    5–6
    Quando
    mai–jun · set–out
    Por pessoa/dia
    Consultar custosEstimativa do guia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

Roteiros que passam por aqui