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Nilo pelo mundo
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Torre Eiffel
ccFoto: NonOmnisMoriar · CC BY-SA 3.0

França

Paris

Museus, o Sena, bairros a pé, padaria e bistrô

Ver o roteiro de 4 diasAbrir Paris no mapa

Dias4–5
Quandoabr–jun · set–out
Por pessoa/diaMédia de 170–240 EURPerfil médio · por pessoa/dia

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

De abril a outubro, o quarto dia é de Giverny, a casa de Monet. Depois do encerramento da temporada de Giverny, no início de novembro, a casa e o jardim ficam fechados até a primavera, e o quarto dia vai para Versalhes, que ocupa um dia inteiro e fecha às segundas. Entre abril e outubro, com um quinto dia, inclua Versalhes também. Não espere recepção calorosa, porque o atendimento é educado e formal desde o primeiro balcão. Com um dia só, comece na Île de la Cité, com horário reservado para Notre-Dame e a Sainte-Chapelle. Almoce uma formule numa transversal da rue Mouffetard. À tarde, atravesse o Marais a pé e termine na ponte de Bir-Hakeim. Dali se vê a Torre Eiffel piscar por cinco minutos no começo de cada hora, depois que escurece. O que decepciona é o comércio turístico: os Champs-Élysées viraram avenida de lojas de rede e o Trocadéro, esplanada de vendedor ambulante. Em agosto, ainda por cima, metade das padarias boas fecha para férias.

4–5

Quando Meados de abril a meados de junho e de setembro a meados de outubro

Como o guia chega a este número

O clima é oceânico e ameno, mas as ondas de calor dos últimos anos trouxeram extremos: o recorde absoluto da cidade é 42,6 °C, em 25 de julho de 2019, e a maioria dos apartamentos e hotéis antigos não tem ar-condicionado. Janeiro e fevereiro ficam entre 3 e 8 °C, com céu cinzento e dias curtos, e em dezembro o sol se põe por volta das 17h. É a baixa temporada, com hotéis 30% a 40% mais baratos e museus vazios. De meados de abril a meados de junho fica a melhor janela: 12 a 24 °C, dias longos até as 21h30 e esplanadas cheias. Julho e agosto são quentes, caros e cheios, e em agosto muitos bistrôs, padarias e lojas de bairro fecham por duas ou três semanas de férias, costume menos comum do que era, mas ainda real. De setembro a meados de outubro, o tempo repete a primavera, com menos gente e a rentrée cultural em pleno funcionamento. A chuva é fraca e distribuída, cerca de 640 mm por ano em cerca de 110 dias, sem estação seca, então vale levar um guarda-chuva pequeno em qualquer mês.

Por pessoa/dia Econômico 85–120 €; médio 170–240 €; confortável a partir de 320 €, sem contar a taxa de estadia (valores de 2026)

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Fique quatro dias: a ilha e a margem esquerda num, um museu e o Marais no outro, e Montmartre e a Torre Eiffel no terceiro. De abril a outubro, o quarto dia é de Giverny, a casa de Monet. Depois do encerramento da temporada de Giverny, no início de novembro, a casa e o jardim ficam fechados até a primavera, e o quarto dia vai para Versalhes, que ocupa um dia inteiro e fecha às segundas. Entre abril e outubro, com um quinto dia, inclua Versalhes também. Não espere recepção calorosa, porque o atendimento é educado e formal desde o primeiro balcão. Com um dia só, comece na Île de la Cité, com horário reservado para Notre-Dame e a Sainte-Chapelle. Almoce uma formule numa transversal da rue Mouffetard. À tarde, atravesse o Marais a pé e termine na ponte de Bir-Hakeim. Dali se vê a Torre Eiffel piscar por cinco minutos no começo de cada hora, depois que escurece. O que decepciona é o comércio turístico: os Champs-Élysées viraram avenida de lojas de rede e o Trocadéro, esplanada de vendedor ambulante. Em agosto, ainda por cima, metade das padarias boas fecha para férias.

Paris se descobre a pé, pelo cais do Sena de ponte em ponte e pelos boulevards de fachadas de pedra que Haussmann abriu. No meio do rio, a Île de la Cité guarda a nave de Notre-Dame, reaberta em dezembro de 2024, e os vitrais da Sainte-Chapelle. Da ilha se atravessa para os bistrôs do Quartier Latin e de Saint-Germain, na margem esquerda. Reserve tempo para os museus: o Louvre não cabe num dia e o Orsay guarda a maior coleção impressionista do mundo. Fora deles, o programa é andar pelos bairros: o Marais em volta da Place des Vosges, as ruas íngremes de Montmartre até o Sacré-Cœur e o Champ-de-Mars, aos pés da Torre Eiffel. Coma como os parisienses, com a formule du midi no almoço, o pão da padaria de bairro e o jantar de bistrô, sempre com um “bonjour” antes de qualquer pedido. Venha entre meados de abril e meados de junho, ou de setembro a meados de outubro, e reserve quatro dias.

Ficha rápida

População
cerca de 2,05 mi no município (20 arrondissements); cerca de 7,2 mi na Métropole du Grand Paris; cerca de 11,3 mi na área urbana; cerca de 12,3 mi na região Île-de-France
Fundação
Povoado dos parísios no séc. III a.C.; cidade romana de Lutécia a partir de 52 a.C.; capital dos francos com Clóvis em 508
País e região
França: região Île-de-France; a cidade é ao mesmo tempo comuna e departamento (código 75)
Idioma
Francês; inglês funciona em hotéis, museus e restaurantes do centro, bem menos em padarias, correios e administração
Moeda
Euro (€)
Fuso
CET, UTC+1; UTC+2 no horário de verão, do último domingo de março ao último de outubro
Melhor época
Meados de abril a meados de junho e de setembro a meados de outubro
Custo médio por dia
Econômico 85–120 €; médio 170–240 €; confortável a partir de 320 €, sem contar a taxa de estadia (valores de 2026)

Quando ir

Meados de abril a meados de junho e de setembro a meados de outubro

0°10°20°30°média do ano 13°50100mmhojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez0°10°20°30°100JFMAMJJASOND
melhor épocatemperatura °Cchuva mmNormais 1991-2020 da OMM (NOAA NCEI), estação PARIS_MONTSOURIS, a 4 km. Domínio público.

abril

8° a 17°C

46 mm de chuva

Melhor época

O que muda ao longo do ano

O clima é oceânico e ameno, mas as ondas de calor dos últimos anos trouxeram extremos: o recorde absoluto da cidade é 42,6 °C, em 25 de julho de 2019, e a maioria dos apartamentos e hotéis antigos não tem ar-condicionado. Janeiro e fevereiro ficam entre 3 e 8 °C, com céu cinzento e dias curtos, e em dezembro o sol se põe por volta das 17h. É a baixa temporada, com hotéis 30% a 40% mais baratos e museus vazios. De meados de abril a meados de junho fica a melhor janela: 12 a 24 °C, dias longos até as 21h30 e esplanadas cheias. Julho e agosto são quentes, caros e cheios, e em agosto muitos bistrôs, padarias e lojas de bairro fecham por duas ou três semanas de férias, costume menos comum do que era, mas ainda real. De setembro a meados de outubro, o tempo repete a primavera, com menos gente e a rentrée cultural em pleno funcionamento. A chuva é fraca e distribuída, cerca de 640 mm por ano em cerca de 110 dias, sem estação seca, então vale levar um guarda-chuva pequeno em qualquer mês.

Os mesmos números em tabela
MêsTemperatura °CChuva mm
janeiro3 a 848
fevereiro3 a 942
março6 a 1345
abril ·8 a 1746
maio ·11 a 2069
junho ·14 a 2351
julho16 a 2659
agosto16 a 2658
setembro ·13 a 2245
outubro ·10 a 1755
novembro6 a 1154
dezembro4 a 862

Dicas do Nilo

No balcão, o café custa metade do preço da mesa

Um express no balcão custa 1,50–2,50 €, e na mesa da calçada o dobro. A lei manda afixar na parede a tabela com os dois preços, e vale lê-la antes de escolher entre o balcão e a mesa.

No aeroporto, entre na fila oficial de táxi

Ignore quem oferece corrida dentro do terminal, porque essa oferta não segue a tabela. De CDG, a tarifa fixa fica em cerca de 56 € para a margem direita e 65 € para a esquerda. De Orly, cerca de 36 € e 44 €. Quem define a tabela é a prefeitura. De Orly, a linha 14 chega a Châtelet em cerca de 30 minutos, por cerca de 13 €, e desde 24 de junho de 2024 ganha do táxi no trânsito do fim da tarde.

Compre o Navigo Easy, cerca de 2 €, antes da primeira viagem

O ticket t+ de papel saiu em 1º de novembro de 2025. Compre o cartão no guichê de uma estação grande, porque a máquina pode recusar cartão estrangeiro sem chip. A viagem avulsa sai a cerca de 2,55 € no metrô ou RER e 2,05 € no ônibus ou bonde. Nos dias com cinco trajetos ou mais, troque pelo Navigo Jour, de cerca de 12,50 €.

No Louvre, entre pelo Carrousel ou pela Porte des Lions

Entre pelo Carrousel du Louvre ou pela Porte des Lions: as duas usam o mesmo ingresso e têm fila muito menor que a da pirâmide. Desde 14 de janeiro de 2026, o ingresso custa 22 € para residentes do Espaço Econômico Europeu e 32 € para os demais. Com pouco tempo, prefira o Orsay, na margem esquerda, com acervo mais enxuto e fechado às segundas.

Compre Catacumbas, a Torre e as torres de Notre-Dame com antecedência

As Catacumbas e as torres de Notre-Dame vendem o ingresso pago só pela internet, com horário marcado; a Torre Eiffel tem bilheteria, mas o ingresso para o topo esgota primeiro. Nas Catacumbas, os horários abrem sete dias antes e acabam rápido, então compre no dia em que a venda abre; quem tem direito à gratuidade não reserva e retira o bilhete no local, no dia da visita. As torres de Notre-Dame reabriram em 20 de setembro de 2025 e custam cerca de 16 €, com 424 degraus sem elevador.

Suba a Montmartre pelo lado norte, antes das 10h

Suba pelas vielas do lado norte, saindo do metrô em Lamarck-Caulaincourt, e não pela encosta sul, a das escadarias cheias e do funicular, onde há quem tente amarrar pulseira de linha no pulso de quem passa. Antes das 10h as ruas do norte estão livres, e você chega ao Sacré-Cœur sem atravessar a multidão.

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O que ver

Paris: A curva do Sena no fundo da bacia

Paris ocupa o fundo de uma bacia sedimentar, a Bacia Parisiense, cortada por uma curva do Sena que entra pelo sudeste e sai pelo sudoeste, dividindo a cidade em Rive Droite, ao norte, e Rive Gauche, ao sul, com duas ilhas no meio: a Île de la Cité e a Île Saint-Louis. O Marais é o único bairro central que Haussmann não demoliu para abrir boulevards, e guarda ruas medievais, palacetes dos séculos XVI e XVII e a Place des Vosges, de 1612.

Pavilhão de pedra clara com telhado de ardósia e chaminés altas, na ponta do Louvre junto às Tulherias.
Pavilhão de Flore, no Palácio do Louvre

Museu do Louvre

EssencialQuartier Saint-Germain-l'Auxerrois · Meio dia ou mais

Fortaleza de Filipe Augusto em 1190, palácio real depois e museu público desde 1793, o Louvre expõe cerca de 35 mil obras em 73 mil m², e é impossível ver tudo numa visita. A pirâmide de vidro de I. M. Pei é de 1989, e a entrada por ela tem a fila mais longa do museu. O Louvre fecha às terças.

É essencial pelo acervo, e só rende com escolha prévia: reserve horário no site oficial, calcule ao menos três horas e decida antes quais duas alas vai ver.

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Fachada gótica de Notre-Dame com duas torres quadradas, a rosácea e três portais, com gente no adro.
Fachada oeste de Notre-Dame

Catedral de Notre-Dame

EssencialQuartier Notre-Dame · Uma a duas horas

Iniciada em 1163 e concluída em 1345, perdeu a flecha no incêndio de 15 de abril de 2019 e reabriu em 7 de dezembro de 2024 com a pedra clara limpa pela primeira vez em séculos. A entrada na nave é gratuita, mas convém reservar horário no site oficial; a subida às torres reabriu em 20 de setembro de 2025, custa cerca de 16 € e são 424 degraus sem elevador.

A catedral reaberta em 2024, com a pedra clara limpa pela primeira vez em séculos, pede uma hora. Vá cedo e com horário reservado, porque a fila da tarde continua longa.

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Arcadas góticas pintadas de azul com flores-de-lis douradas na capela alta da Sainte-Chapelle, com medalhões esculpidos, um anjo coroado ao centro e a base dos vitrais acima.
A capela alta, sob os vitrais

Sainte-Chapelle

EssencialQuartier Saint-Germain-l'Auxerrois · Até meia hora

Construída entre 1242 e 1248 por Luís IX para abrigar a Coroa de Espinhos, é uma caixa de vidro gótica com 1.113 cenas em cerca de 600 m² de vitral, dois terços deles originais do século XIII. Fica dentro do complexo do Palácio da Justiça e exige revista de segurança; o bilhete combinado com a Conciergerie, prisão de Maria Antonieta, sai mais barato.

Os cerca de 600 m² de vitral, dois terços deles do século XIII, se veem em meia hora na Île de la Cité. Some quinze minutos à visita por causa da revista de segurança na entrada.

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A antiga estação de Orsay, longa fachada de pedra com relógios e cúpulas, em luz de fim de tarde à beira do Sena.
Musée d'Orsay visto do outro lado do Sena

Museu d'Orsay

Vale a visita7.º arrondissement de Paris

Estação ferroviária construída entre 1898 e 1900 para a Exposição Universal, desativada porque suas plataformas eram curtas demais para os trens modernos e convertida em museu em 1986. O acervo cobre 1848–1914 e concentra a maior coleção impressionista do mundo no quinto andar, onde também fica o relógio de vidro voltado para o Sena; fecha às segundas.

Fecha às segundas, ao contrário do Louvre, e o acervo de 1848 a 1914 cabe numa manhã, com os impressionistas reunidos num só andar.

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Basílica branca com domo central e cúpulas menores no alto de Montmartre, sobre um terraço de pedra.
Basílica de Sacré-Cœur, em Montmartre

Sacré-Cœur e a butte de Montmartre

Vale a visitaQuartier de Clignancourt

Basílica de 1875 a 1914, projeto de Paul Abadie, erguida em travertino de Château-Landon, pedra que expele calcário na chuva e por isso continua branca. A nave é gratuita; a subida ao domo custa por volta de 7 € e são cerca de 300 degraus, com a vista mais alta do norte da cidade. O funicular da encosta aceita bilhete de metrô.

O Sacré-Cœur vale pela subida pelo lado norte, a partir do metrô Lamarck-Caulaincourt, e pela pedra que continua branca porque expele calcário na chuva. Chegue antes das 10h, quando a butte ainda está tranquila.

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Pequena capela de pedra com frontão triangular, porta de bronze e cruz no alto, com flores à frente.
Capela funerária no Père-Lachaise

Cemitério do Père-Lachaise

Vale a visitaMénilmontant · Uma a duas horas

Aberto em 1804 e ampliado até 44 hectares, tem cerca de 70 mil sepulturas em ruas com nome e placa, num relevo íngreme de paralelepípedos. Chopin, Oscar Wilde (cujo túmulo ganhou uma barreira de vidro em 2011 contra as marcas de batom), Jim Morrison e Édith Piaf estão ali; a entrada é gratuita e o mapa nos portões é indispensável.

A entrada é livre, mas o cemitério é uma ladeira extensa de paralelepípedo, e sem o mapa dos portões não se acham Chopin, Wilde, Morrison ou Piaf. Reserve uma hora e meia.

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Coluna em forma de barril feita de crânios e ossos empilhados, numa galeria de calcário.
Coluna de ossos no ossuário das Catacumbas

Catacumbas de Paris

Vale a visita14.º arrondissement de Paris

Ossuário instalado a partir de 1786 em antigas pedreiras de calcário, para onde foram transferidos os restos de cerca de 6 milhões de pessoas de cemitérios lotados do centro. O percurso aberto ao público tem 1,5 km a 20 m de profundidade, com 131 degraus na descida e 112 na subida e temperatura constante de 14 °C, então leve casaco mesmo em julho. O ingresso pago só se compra pela internet, com horário marcado, e a venda abre sete dias antes; quem tem direito à gratuidade retira o bilhete no local, no dia da visita.

Ossuário com restos de cerca de 6 milhões de pessoas em antigas pedreiras, instalado a partir de 1786. Para o ingresso pago, reserve horário online; quem tem direito à gratuidade retira o bilhete no local.

Consultar acesso

Arco monumental de pedra clara com grandes relevos nos pilares, contra o céu azul.
Arco do Triunfo, na place Charles-de-Gaulle

Arco do Triunfo e Champs-Élysées

Se sobrar tempo8.º arrondissement de Paris

Encomendado por Napoleão em 1806 e concluído em 1836, tem 50 m de altura e guarda desde 1921 o túmulo do Soldado Desconhecido, cuja chama é reacendida todos os dias às 18h30. Chegue pela passagem subterrânea, nunca atravessando a rotatória de doze avenidas, e suba os 284 degraus ao terraço para ver a estrela de Haussmann de cima.

Os Champs-Élysées viraram avenida de lojas de rede, com comida pelo dobro do preço justo. O que ainda vale são os 284 degraus até o terraço do Arco, de onde se vê a estrela de ruas de Haussmann, e a chama do Soldado Desconhecido, reacesa todo dia às 18h30.

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O roteiro do Nilo

Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

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  1. Dia 1 · A ilha, o rio e a margem esquerda

    1. Comece às 8h numa padaria com croissant e express no balcão; escolha uma com fila de moradores e forno visível.

    2. Siga para a Île de la Cité e entre na nave de Notre-Dame com horário reservado no site oficial; na sequência, visite a Sainte-Chapelle, cujo vitral rende mais com sol da manhã.

    3. Atravesse para o Quartier Latin, almoce a formule du midi por 15–22 € numa rua transversal à Mouffetard e suba até o Panteão.

    4. Passe o fim de tarde no Jardin du Luxembourg, numa das cadeiras verdes de metal, que se arrastam para onde se quiser.

    5. Jante num bistrô de Saint-Germain ou do 5º e volte a pé pelo cais, entre a Pont Neuf, de 1607, e a Pont des Arts.

  2. Dia 2 · Museu de manhã, Marais à tarde

    1. Entre no Louvre pela Porte des Lions ou pelo Carrousel logo na abertura, com bilhete horário, e escolha duas alas em vez de tentar o museu inteiro, ou troque pelo Orsay, menor e mais coerente.

    2. Saia pelo Jardin des Tuileries e almoce um jambon-beurre ou um falafel da rue des Rosiers, de pé.

    3. Passe a tarde no Marais: a Place des Vosges, o Museu Carnavalet, que conta a história da cidade e é gratuito no acervo permanente, e as ruas do 3º arrondissement.

    4. Tome o aperitivo por volta das 18h30 num café do 11º, entre a rue Oberkampf e a rue Saint-Maur.

    5. À noite, veja uma sessão de cinema de repertório na rue Champollion ou um concerto na Filarmônica, no 19º.

  3. Dia 3 · Montmartre, um cemitério e a Torre Eiffel

    1. Suba Montmartre pelo lado norte: pegue o metrô até Lamarck-Caulaincourt, suba pelas ruas residenciais e chegue ao Sacré-Cœur antes das 10h, quando os degraus ainda estão vazios.

    2. Desça a pé até Pigalle e pegue o metrô para o Père-Lachaise; reserve uma hora e meia e leve o mapa dos portões.

    3. Almoce em Belleville (cozinha chinesa, vietnamita ou tunisiana no eixo da rue de Belleville) e suba ao mirante do Parc de Belleville.

    4. Termine a tarde no Champ-de-Mars, com a Torre Eiffel; se quiser subir, reserve com semanas de antecedência e prefira o horário do pôr do sol.

    5. Depois do escurecer, veja a torre piscar no início de cada hora, do Champ-de-Mars ou da ponte de Bir-Hakeim.

  4. Dia 4 · Giverny

    Bate-volta

    1. Giverny fica 75 km a noroeste: o trem sai da Gare Saint-Lazare direto para Vernon em cerca de 45 minutos, e dali um ônibus lançadeira de 15 minutos chega à casa onde Claude Monet viveu de 1883 a 1926. O jardim de água com a ponte japonesa é o motivo direto da série das Ninfeias; abre de 1º de abril a 1º de novembro, e as flores mudam completamente entre maio e setembro.

Se ficar mais

  1. Dia 5 · Versalhes

    Bate-volta

    1. A 20 km a sudoeste, Versalhes se alcança pelo RER C até Versailles Château Rive Gauche, em 40 a 50 minutos, ou de trem da Gare Montparnasse até Versailles Chantiers. O palácio de Luís XIV, ocupado a partir de 1682, tem 2.300 cômodos e um parque de 800 hectares; fecha às segundas, exige reserva de horário e pede um dia inteiro se você incluir o Trianon e o vilarejo de Maria Antonieta. Nos dias de Grandes Eaux, com as fontes em funcionamento, a entrada nos jardins é paga.

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Comida

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Baguete de tradition

Farinha, água, sal e fermento, sem aditivo nem congelamento. A receita é fixada pelo decreto do pão de 13 de setembro de 1993, e só ela pode se chamar “tradition”. Pesa cerca de 250 g, sai do forno várias vezes ao dia e custa 1,30–1,70 €; peça “bien cuite” para casca mais escura. O concurso anual da melhor baguete de Paris dá ao vencedor o contrato de fornecer o Palácio do Eliseu.

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Croissant e viennoiseries

Massa folhada com manteiga em camadas, assada de manhã e consumida em geral antes das 10h com um café no balcão. Um croissant “pur beurre” costuma ter as pontas retas; o de margarina, curvas. Custa 1,30–2,20 €, e a versão com chocolate se chama pain au chocolat em Paris e chocolatine no sudoeste. A discussão é levada a sério.

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Jambon-beurre

Meia baguete, presunto cozido e manteiga, nada mais: é o sanduíche mais vendido da França, com algo em torno de 1 bilhão de unidades por ano no país. Sai por 5–7 € em qualquer padaria e é o almoço padrão de quem tem 20 minutos. A qualidade depende inteiramente do pão e da manteiga, não do recheio.

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Steak-frites e a carta do bistrô

Entrecôte, bavette ou onglet com batata frita e uma sauce au poivre ou manteiga de ervas, prato-base de qualquer bistrô por 18–28 €. O ponto se pede em francês: bleu (quase cru), saignant, à point, bien cuit, e o “à point” francês costuma sair mais mal passado que o brasileiro. Steak tartare e confit de canard são os outros dois pilares da carta.

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Ostras e o plateau de fruits de mer

A partir de setembro aparecem as bancadas de gelo na calçada das brasseries, com o écailler abrindo ostras na rua. Elas são numeradas por tamanho, do nº 5 (menor) ao nº 0 (maior); vêm com pão de centeio, manteiga e vinagre de chalota, e uma dúzia custa 18–35 €. Nunca se pede limão em excesso nem se joga fora a água da concha.

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Paris-Brest

Anel de massa choux recheado de creme de praliné de avelã, criado em 1910 por Louis Durand para a corrida de bicicleta Paris–Brest–Paris: a forma imita uma roda. É o doce parisiense por excelência, custa 5–8 € em confeitaria e pesa mais do que parece.

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Falafel da rue des Rosiers

No coração judeu do Marais, os balcões da rue des Rosiers servem pita com grão-de-bico frito, berinjela, repolho e molho picante por 9–11 €, para comer de pé na rua. A fila é longa no domingo e a rua fecha do fim da tarde de sexta ao pôr do sol de sábado, por causa do shabat.

Ilustração com IA

O café e a formule du midi

Pedir “un café” traz um express, não um americano, e o “noisette” é um express com um pingo de leite; tomado em pé no balcão, ele sai mais barato do que na mesa. Ao meio-dia, a formule (entrada e prato, ou prato e sobremesa) é a pedida, servida entre 12h e 14h30 por 15–22 €, e costuma sair pela metade do preço do jantar.

Bate-voltas

Vista aérea dos jardins de Versalhes, com a bacia de Apolo em primeiro plano, o Grande Canal ao fundo e bosques de árvores dos dois lados.
Versalhes, os jardins · ToucanWings · CC BY-SA 3.0

Versalhes

A 20 km a sudoeste, Versalhes se alcança pelo RER C até Versailles Château Rive Gauche, em 40 a 50 minutos, ou de trem da Gare Montparnasse até Versailles Chantiers. O palácio de Luís XIV, ocupado a partir de 1682, tem 2.300 cômodos e um parque de 800 hectares; fecha às segundas, exige reserva de horário e pede um dia inteiro se você incluir o Trianon e o vilarejo de Maria Antonieta. Nos dias de Grandes Eaux, com as fontes em funcionamento, a entrada nos jardins é paga.

Canteiro de flores em tons de rosa e vermelho ao lado de um caminho de cascalho, com folhagem grande e arbustos verdes em volta, em Giverny.
Giverny, o jardim · Derbrauni · CC BY 4.0

Giverny

Giverny fica 75 km a noroeste: o trem sai da Gare Saint-Lazare direto para Vernon em cerca de 45 minutos, e dali um ônibus lançadeira de 15 minutos chega à casa onde Claude Monet viveu de 1883 a 1926. O jardim de água com a ponte japonesa é o motivo direto da série das Ninfeias; abre de 1º de abril a 1º de novembro, e as flores mudam completamente entre maio e setembro.

A catedral de Chartres sobre a cidade, com duas torres de pontas desiguais, telhado de cobre esverdeado e casas antigas em primeiro plano.
Chartres, a catedral · Gzen92 · CC BY-SA 4.0

Chartres

90 km a sudoeste, trem direto da Gare Montparnasse em 1h05 a 1h20. A catedral, reconstruída depois do incêndio de 1194 e concluída em cerca de 26 anos, conserva 172 vitrais dos séculos XII e XIII, o maior conjunto medieval original do mundo, e um labirinto de pedra de 1200 no chão da nave, aberto às sextas em boa parte do ano.

Por onde começar

A ilha, o rio e a margem esquerda

A ilha, o rio e a margem esquerda

Comece às 8h numa padaria com croissant e express no balcão; escolha uma com fila de moradores e forno visível.

Museu de manhã, Marais à tarde

Museu de manhã, Marais à tarde

Entre no Louvre pela Porte des Lions ou pelo Carrousel logo na abertura, com bilhete horário, e escolha duas alas em vez de tentar o museu inteiro, ou troque pelo Orsay, menor e mais coerente.

Dinheiro

A moeda é o euro, e o cartão sem contato funciona em quase tudo, até em padarias e feiras. As exceções são alguns bares, que exigem valor mínimo de 10–15 €, e as máquinas de bilhete do metrô, que rejeitam cartão estrangeiro sem chip. Nas faixas de 2026, a baguete tradition sai por 1,30–1,70 €, o jambon-beurre por 5–7 € e a formule de almoço por 15–22 €. Jantar em bistrô fica em 30–50 € por pessoa sem vinho, com taça de vinho a 5–9 € e meia caneca de cerveja a 4–8 €. A viagem de metrô custa cerca de 2,55 €, a entrada de museu nacional 12–22 € (no Louvre, 32 € para quem não mora no Espaço Econômico Europeu) e o hotel três estrelas 160–260 € a diária. A taxa de estadia é cobrada por pessoa e por noite, à parte da diária, e vai de cerca de 2,60 € num hotel de uma estrela a cerca de 16 € num palace, com teto de 15,93 € em 2026 para hospedagem sem classificação. É a taxa mais alta da França, por causa de uma sobretaxa de 200% destinada aos transportes da Île-de-France. O serviço é obrigatoriamente incluído na conta desde 1987, então gorjeta é opcional: arredondar, deixar 1–2 € num café ou 5% num jantar que valeu já é generoso. Museus nacionais são gratuitos para residentes da União Europeia com menos de 26 anos, e vários abrem de graça no primeiro domingo do mês, com fila longa.

Como chegar e se locomover

Como chegar ao centro de cada aeroporto

Paris tem três aeroportos, Charles-de-Gaulle (Roissy), Orly e Beauvais, e escolher o errado pode custar até uma hora e meia a mais por trecho. Charles-de-Gaulle fica 25 km a nordeste: o RER B vai a Châtelet, passando pela Gare du Nord, em 30–40 minutos, por cerca de 13 €, e o Roissybus chega à Ópera em 60 a 75 minutos, por cerca de 17 €. Orly fica 14 km ao sul e tem a linha 14 do metrô direto até o centro. Beauvais fica a 85 km e só compensa pelo preço da passagem aérea, com ônibus até a Porte Maillot em 1h15, por cerca de 17 €. De táxi, só Charles-de-Gaulle e Orly têm valor fixo, definido pela prefeitura.

Metrô: dezesseis linhas e quase nenhum ponto fica longe

A rede tem 16 linhas de metrô (1 a 14, mais 3bis e 7bis), com 321 estações, tão densa que quase nenhum ponto fica a mais de 500 m de uma entrada. Completam o sistema cinco linhas de RER (A a E), os trens Transilien, treze linhas de bonde e o ônibus noturno Noctilien. O metrô roda de cerca de 5h30 à 1h15, com horário estendido nos fins de semana, e se paga com o cartão Navigo Easy. A cidade tem mais de mil quilômetros de ciclovia, e o Vélib' soma cerca de 20 mil bicicletas, duas em cada cinco elétricas, por poucos euros a viagem avulsa; o aluguel de patinete elétrica foi banido após referendo, em 2023. No centro, caminhar costuma render mais do que o metrô, e a cidade tem cerca de 10 km de leste a oeste dentro do Périphérique.

Segurança

Torre Eiffel inteira contra o céu azul, com o gramado do Champ-de-Mars à frente.
Torre Eiffel · Torre Eiffel vista do Champ-de-Mars

Paris é uma cidade segura para crime violento pelos padrões de uma capital com cerca de 12,3 milhões de habitantes na região, e o risco real é o furto sem confronto. O batedor de carteira trabalha na linha 1 do metrô, no RER B entre o centro e Charles-de-Gaulle, em Châtelet–Les Halles, no entorno da Torre Eiffel, nas escadarias do Sacré-Cœur e nos corredores do Louvre: mochila na frente do corpo, celular fora da mesa da calçada e carteira no bolso da frente resolvem a maior parte. Os golpes são padronizados e dá para reconhecer cada um: o anel de ouro “encontrado” no chão perto do Sena, a prancheta de assinaturas para uma falsa instituição de surdos, a pulseira de linha amarrada no pulso ao pé de Montmartre e o jogo de três copos nas pontes, que é sempre encenado com cúmplices. Todos se resolvem com um “non, merci” dito sem parar de andar; o que custa dinheiro é parar. À noite, evite corredores desertos de estações de RER, o entorno da Porte de la Chapelle e trechos do norte do 18º arrondissement, e prefira táxi ou aplicativo depois do último metrô. Emergências: 112 geral, 17 polícia, 15 SAMU, 18 bombeiros; boletim de ocorrência para seguro pode ser aberto em qualquer comissariado, e há um posto específico para turistas junto ao 1º arrondissement.

Dicas de etiqueta

Dizer “bonjour” antes de qualquer coisa

Ao entrar em padaria, farmácia, loja ou táxi, cumprimente antes de pedir; depois das 18h, “bonsoir”. Começar com a pergunta, mesmo em francês perfeito, é lido como grosseria e muda o tom do atendimento. É a regra social mais importante da cidade e a mais fácil de cumprir.

Nunca chamar o garçom de “garçon”

Use “excusez-moi” com contato visual, ou “s'il vous plaît, monsieur/madame”. Na França, servir mesa é uma carreira estável, e o tratamento reflete essa experiência; ninguém vem à mesa perguntar se está tudo bem, e a conta só chega quando você pede: “l'addition, s'il vous plaît”.

Falar baixo em espaço fechado

Restaurantes, metrô, elevadores e escadas de prédio funcionam em volume baixo. Conversas telefônicas em viva-voz e risadas altas num vagão chamam atenção de imediato, e a resposta costuma ser um olhar de desaprovação, sem comentário em voz alta.

Tratar por “vous” até que digam o contrário

Com desconhecidos, comerciantes, colegas e qualquer pessoa mais velha, use a segunda pessoa formal. O “tu” é oferecido explicitamente (“on peut se tutoyer”) e usá-lo antes disso soa íntimo demais, sobretudo em contexto de trabalho.

Pão: direto na toalha, ao lado do prato

O pão fica direto sobre a toalha, ao lado do prato, e serve para acompanhar a refeição e limpar o molho no fim, não para comer com manteiga antes de ela chegar. Também não se corta com a faca a salada que já vem em folhas dobráveis.

Metrô: pare à direita na escada rolante e deixe descer antes de entrar

No metrô, parado à direita e passagem livre à esquerda; deixe descer antes de subir e tire a mochila das costas dentro do vagão. Nos bancos rebatíveis, levante o assento quando o vagão está cheio.

Erros a evitar

O carnê saiu de linha em novembro de 2025

Contar com bilhete de papel. O carnê magnético de dez viagens não existe mais e foi substituído pelo cartão Navigo Easy. Sem ele no bolso, ou sem o aplicativo carregado, você fica parado numa máquina que pode simplesmente não aceitar seu cartão estrangeiro.

Reserva por faixa horária esgota semanas antes

Chegar ao Louvre e aos outros museus grandes sem horário marcado. Eles vendem a entrada por faixa horária, e nos meses cheios os horários acabam semanas antes; sem reserva, sobram duas horas de fila, ou nenhuma entrada. Notre-Dame escapa da regra: a nave é gratuita e deixa entrar também quem não reservou, que apenas espera mais na porta.

Visita na segunda ou na terça sem checar

Programar visita na segunda ou na terça sem checar. O Louvre fecha às terças, o Orsay e Versalhes fecham às segundas, e muitos bistrôs de bairro fecham domingo à noite e a segunda inteira, o que pode derrubar um dia inteiro de passeio.

Ande três quarteirões para sair da armadilha

Comer nos endereços de maior fluxo. Cafés dos Champs-Élysées, da esplanada do Trocadéro e da praça diante de Notre-Dame cobram o dobro por comida industrializada. Ande três quarteirões para fora do eixo turístico: o preço cai pela metade, com cozinha de verdade.

O último trem sai por volta de 1h15

Achar que o metrô roda a noite toda. O último trem sai por volta de 1h15, ou 2h15 nas noites de sexta e sábado, e depois disso restam os ônibus Noctilien e o táxi. Quem fica hospedado fora do Périphérique, a quarenta minutos de RER do centro, sente isso mais na volta.

Frases úteis

Bonjour / Bonsoir

Bom dia ou boa tarde / boa noite: obrigatório ao entrar em qualquer estabelecimento

S'il vous plaît / Merci beaucoup

Por favor / muito obrigado

Excusez-moi, parlez-vous anglais ?

Com licença, você fala inglês? Sempre depois do bonjour, nunca no lugar dele

Une baguette tradition, s'il vous plaît

Uma baguete de tradição, por favor. O pedido padrão na padaria

L'addition, s'il vous plaît

A conta, por favor. Ela não chega sozinha

Je regarde, merci

Só estou olhando, obrigado: resposta educada ao vendedor da loja

Bairros

Le Marais (3º e 4º)

O único bairro central que Haussmann não rasgou, com ruas medievais e palacetes dos séculos XVI e XVII, entre eles a Place des Vosges, de 1612. Concentra o bairro judaico da rue des Rosiers, a vida noturna LGBT da rue Sainte-Croix-de-la-Bretonnerie e os museus Carnavalet e Picasso; é uma das poucas zonas em que quase tudo abre no domingo.

Quartier Latin (5º)

Bairro universitário desde o século XIII, onde o latim das aulas deu nome às ruas. Reúne a Sorbonne, o Panteão, o mercado da rue Mouffetard, o Jardin des Plantes e a maior concentração de cinemas de arte da Europa na rue Champollion e arredores.

Saint-Germain-des-Prés (6º)

Em torno da igreja mais antiga de Paris, iniciada em 1014, foi o endereço dos cafés existencialistas, Flore e Deux Magots, e continua sendo o das editoras Gallimard, Grasset e Seuil e de dezenas de galerias. Hoje é caro e calmo, com o Jardin du Luxembourg, de 23 hectares, funcionando como quintal do bairro.

Montmartre (18º)

Vila anexada em 1860 sobre uma colina de 130 m, com o Sacré-Cœur no alto e o último vinhedo urbano da cidade, o Clos Montmartre. A vertente turística é a das escadarias do sul; a vertente onde as pessoas moram é a norte, em torno da rue Caulaincourt e da praça des Abbesses, e ao pé fica Pigalle, hoje mais bar de coquetel do que sex shop.

Canal Saint-Martin e Oberkampf (10º e 11º)

O canal foi escavado entre 1802 e 1825 para abastecer a cidade de água e hoje é o lugar onde se senta no meio-fio com garrafa e queijo nas noites quentes, entre nove eclusas e passarelas de ferro. A rue Oberkampf, a rue Saint-Maur e a rue de Charonne formam o corredor de bares mais denso de Paris.

Belleville e Ménilmontant (19º e 20º)

Colina de imigração sucessiva (armênia, judaica-tunisiana, magrebina, chinesa e vietnamita) com o mercado de rua da avenue Simon-Bolivar às terças e sextas e o maior conjunto de arte urbana legal da cidade na rue Dénoyez. O Parc de Belleville tem o mirante mais alto do leste e o Père-Lachaise fica na borda sul; os aluguéis são os mais baixos dentro do Périphérique.

Batignolles (17º)

Antiga vila operária anexada em 1860, organizada em torno do Square des Batignolles e de um mercado orgânico aos sábados. Ao lado, o ecobairro Clichy-Batignolles ergueu o Parc Martin-Luther-King e o novo Palais de Justice de Renzo Piano, de 2018 e 160 m, sobre antigos pátios ferroviários.

13º: Butte-aux-Cailles e Chinatown

Entre as avenidas d'Ivry e de Choisy fica o maior bairro asiático da Europa, instalado nos anos 1970 em torres de trinta andares por refugiados do Sudeste Asiático. Poucas quadras adiante, a Butte-aux-Cailles guarda casas baixas e ruas de paralelepípedo, e junto ao Sena estão a Biblioteca François-Mitterrand e o campus de startups Station F, aberto em 2017 com 34 mil m².

História

séc. III a.C. · Os parísios na ilha

A tribo celta dos parísios ocupa as margens do Sena num ponto de travessia e cunha moedas de ouro próprias. O nome da cidade vem do nome dessa tribo.

Duas faces de uma moeda de ouro dos parísios, com cabeça estilizada e cavalo.
Moeda dos parísios · séc. II a.C. · PHGCOM

52 a.C. · Roma toma Lutécia

O legado Labieno derrota os parísios e Roma reconstrói a cidade na margem esquerda, com fórum, termas e anfiteatro. As termas de Cluny e as Arènes de Lutèce ainda estão de pé no 5º arrondissement.

Ruínas das termas de Cluny, com paredes de pedra e tijolo, arcos e vegetação no chão.
Termas de Cluny · foto de 2011 · Eviatar Bach

508–987 · De Clóvis aos Capetos

Clóvis faz de Paris a capital do reino franco em 508. Depois do cerco viking de 885–886, defendido por Eudes, a família que resistiu chega ao trono com Hugo Capeto em 987 e fixa a corte na cidade.

Gravura oitocentista de Eudes e combatentes diante de uma torre, com texto histórico e montagem integral.
Eudes defende Paris · gravura de c. 1837 · Auguste Blanchard, após Schnetz · Musée Carnavalet

1163–1345 · Notre-Dame e a universidade

Maurice de Sully lança a catedral em 1163, concluída em 1345. Por volta de 1200 Filipe Augusto reconhece a corporação universitária e em 1257 Robert de Sorbon funda o colégio que dá nome à Sorbonne: o latim falado nas ruas batiza o Quartier Latin.

Fachada de Notre-Dame com duas torres, rosácea, portais e carruagens na praça.
Notre-Dame · foto de 1851–1870 · Édouard Baldus · Library of Congress

1572 · Massacre de São Bartolomeu

Na noite de 24 de agosto de 1572, milhares de huguenotes são mortos em Paris durante as guerras de religião. O conflito só se encerra quando Henrique de Navarra se converte e entra na cidade em 1594.

Pintura de Dubois com episódios do massacre de São Bartolomeu entre edifícios e ruas de Paris.
Massacre de São Bartolomeu · pintura de c. 1572–1584 · François Dubois · MCBA Lausanne

1789 · A queda da Bastilha

Em 14 de julho de 1789 a multidão toma a fortaleza-prisão da Bastilha, que abrigava sete presos, e a demole nos meses seguintes. A praça guarda hoje apenas o traçado das torres marcado no chão.

Aquarela da tomada da Bastilha, com torres, fumaça e combatentes, preservando moldura e legenda manuscrita.
Tomada da Bastilha · aquarela de 1789 · Jean-Pierre Houël · Musée Carnavalet

1853–1870 · Os boulevards de Haussmann

Napoleão III e o prefeito Haussmann rasgam avenidas retas pelo tecido medieval, instalam 600 km de esgotos, criam parques e impõem a fachada padrão de pedra calcária com telhado de zinco. Em 1860 a anexação dos subúrbios leva a cidade de 12 para 20 arrondissements.

Rua Tirechape estreita e calçada de pedra, entre lojas e edifícios, com etiqueta da montagem original.
Rue Tirechape · foto de 1865–1866 · Charles Marville · Musée Carnavalet

1871 · A Comuna de Paris

De 18 de março a 28 de maio de 1871, um governo insurrecional controla a cidade e é esmagado na Semana Sangrenta, com milhares de mortos. O Palácio das Tulherias e o Hôtel de Ville queimam; só o segundo foi reconstruído.

Desenho colorido das ruínas do Palácio das Tulherias, com colunas, paredes abertas e céu visível.
Ruínas das Tulherias · pintura de 1871 · Isidore Pils · The Metropolitan Museum of Art

1889–1900 · A Torre Eiffel e a linha 1

A torre de Gustave Eiffel é erguida em 26 meses para a Exposição Universal de 1889 e devia ser desmontada em 1909: a antena de radiotelegrafia a salvou. A linha 1 do metrô abre em 19 de julho de 1900, com as bocas de ferro fundido de Hector Guimard.

Torre Eiffel incompleta, com dois pisos montados, andaimes e os quatro pilares sobre o terreno da obra.
Torre Eiffel em construção · foto de 23/11/1888 · Louis-Émile Durandelle · J. Paul Getty Museum

1940–1944 · Ocupação e Libertação

A Wehrmacht entra em Paris em 14 de junho de 1940 e a cidade fica ocupada por 1.532 dias. A batida do Vel' d'Hiv, em 16 e 17 de julho de 1942, prende 13.152 judeus; a 2ª Divisão Blindada de Leclerc entra na cidade em 25 de agosto de 1944.

Cartaz municipal com o título PARISIENS!, relato da libertação em agosto de 1944 e bordas rasgadas preservadas.
Libertação de Paris · cartaz de 1944 · Imprimerie municipale · Musée Carnavalet

2019–2024 · Incêndio, restauração e Jogos

Notre-Dame arde em 15 de abril de 2019 e perde a flecha; reabre em 7 de dezembro de 2024 depois de cinco anos de obra. Em 26 de julho de 2024 a abertura dos Jogos Olímpicos acontece sobre o Sena, cujo banho público volta a ser autorizado no verão de 2025.

Notre-Dame durante o incêndio, com chamas atrás dos andaimes, fumaça e jatos de água sobre a igreja.
Incêndio de Notre-Dame · foto de 15/04/2019 · GodefroyParis
História completa

Posto de travessia no Sena

Paris começa como um posto de travessia. Os parísios, tribo celta, ocupam as margens do Sena no século III a.C. num ponto onde ilhas dividem o rio em braços estreitos, o que torna a passagem barata de construir e fácil de cobrar. Roma vence a batalha de 52 a.C. e reconstrói a cidade na encosta da margem esquerda, a atual montanha Sainte-Geneviève, com fórum, termas e um anfiteatro de 15 mil lugares; o nome romano, Lutécia, some, o nome da tribo fica. Com a queda do império a população recua para a ilha, que é murada, e é essa ilha que Clóvis escolhe em 508 para capital do reino franco. O cerco viking de 885–886 é o momento fundador da autonomia local: o conde Eudes segura a cidade contra centenas de barcos enquanto o rei carolíngio negocia, e a legitimidade que ele ganha ali leva sua família ao trono com Hugo Capeto em 987.

A maior cidade da Europa

Entre os séculos XII e XIV, Paris se torna a maior cidade da Europa cristã e organiza a divisão de funções que ainda vale: o poder na ilha, o comércio na margem direita, o estudo na margem esquerda. Filipe Augusto pavimenta ruas, ergue a muralha de 1190 e constrói o Louvre como fortaleza; a catedral de Notre-Dame ocupa a ilha a partir de 1163; a universidade recebe estatuto por volta de 1200 e a Sorbonne, em 1257. A Peste Negra de 1348 e a Guerra dos Cem Anos interrompem o crescimento (os ingleses ocupam a cidade de 1420 a 1436) e as guerras de religião do século XVI produzem o massacre de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1572. Henrique IV encerra o ciclo em 1594 e inaugura o urbanismo de praças regulares: a Place des Vosges, de 1612, é o primeiro conjunto residencial planejado da cidade.

A Revolução, Haussmann e a Comuna, de 1789 a 1871

A Revolução transforma Paris no lugar onde a política francesa se decide na rua, e essa reputação organiza o século XIX inteiro. A Bastilha cai em 14 de julho de 1789; o Terror monta a guilhotina na atual Place de la Concorde; seguem-se as revoluções de 1830 e de 1848 e a insurreição de 1832 que Victor Hugo narra em Os Miseráveis. É contra isso que Napoleão III age a partir de 1853, quando encarrega o prefeito Georges-Eugène Haussmann de reconstruir a cidade: dezessete anos de obra abrem os grandes boulevards, instalam 600 km de esgotos e um sistema de água potável, criam os bosques de Boulogne e de Vincennes e impõem um código de fachadas, pedra de Lutécia, seis a sete andares, sacada corrida no segundo e no quinto, telhado de zinco a 45 graus. As avenidas retas facilitavam o trânsito, o ar e também a artilharia. A anexação de 1860 engole Montmartre, Belleville, Passy e Batignolles e cria os 20 arrondissements em espiral. A Comuna de 1871 governa a cidade por dois meses e termina esmagada na Semana Sangrenta, o que deixa uma desconfiança duradoura entre Paris e o poder central; a basílica do Sacré-Cœur, construída depois no alto de Montmartre, ficou associada a essa repressão.

Capital cultural e cidade ocupada

O século XX faz de Paris uma capital cultural e uma cidade ocupada. Entre 1900 e 1930 chegam pintores, escritores e músicos de toda parte: Picasso e Modigliani em Montmartre e depois Montparnasse, Hemingway e Joyce nos cafés da margem esquerda, e a cidade exporta o cubismo, o surrealismo e o cinema. A ocupação alemã dura de 14 de junho de 1940 a 25 de agosto de 1944 e inclui a batida do Vel' d'Hiv, em julho de 1942, quando a polícia francesa prende 13.152 judeus, entre eles mais de 4 mil crianças. No pós-guerra, a França escolhe alojar a mão de obra imigrante em conjuntos habitacionais fora do Périphérique, decisão que produz a fratura entre Paris intramuros e a banlieue e que explica boa parte da política francesa desde então. Maio de 1968 começa nas faculdades de Nanterre e da Sorbonne e vira greve geral de cerca de 10 milhões de trabalhadores; nos anos seguintes, presidentes sucessivos usam a arquitetura como programa de governo, do Centre Pompidou (1977) à pirâmide do Louvre (1989) e à Biblioteca François-Mitterrand (1996).

2015: segurança nas ruas depois dos atentados

Três crises e uma política urbana remodelaram a cidade contemporânea. Os atentados de 2015, em janeiro, com 17 mortos, e em 13 de novembro, com 130, mudaram o policiamento e a arquitetura de segurança das ruas. O incêndio de Notre-Dame, em 15 de abril de 2019, mobilizou cerca de 850 milhões de euros em doações, e a catedral reabriu em 7 de dezembro de 2024. Os Jogos Olímpicos de 2024, com abertura sobre o Sena em 26 de julho, financiaram a despoluição do rio, que voltou a permitir banho público em três pontos no verão de 2025, pela primeira vez desde 1923. Em paralelo, a gestão de Anne Hidalgo (2014–2026) retirou espaço do carro de forma sistemática: fechamento da via expressa da margem direita em 2016, rue de Rivoli sem carros particulares desde 2020, mais de mil quilômetros de ciclovia, proibição das patinetes de aluguel por referendo em 1º de setembro de 2023, tarifa de estacionamento triplicada para SUVs em 2024 e novo referendo em 2025 para pedestrianizar mais 500 ruas. Hidalgo não disputou um terceiro mandato nas municipais de março de 2026.

O Sacré-Cœur foi prometido como penitência pela derrota de 1870 para a Prússia e erguido no alto de Montmartre, a colina onde a Comuna começou, em março de 1871.

Geografia e forma da cidade

A curva do Sena no fundo da bacia

Paris ocupa o fundo de uma bacia sedimentar, a Bacia Parisiense, cortada por uma curva do Sena que entra pelo sudeste e sai pelo sudoeste, dividindo a cidade em Rive Droite, ao norte, e Rive Gauche, ao sul, com duas ilhas no meio: a Île de la Cité e a Île Saint-Louis. São 105 km², ou 87 km² sem os bosques de Boulogne e de Vincennes, o que dá cerca de 20 mil habitantes por km² e faz de Paris uma das cidades mais densas do mundo fora da Ásia. O relevo é suave: o ponto natural mais alto é a colina de Montmartre, com 130 m, seguida de Belleville, com 128 m, e o rio corre a cerca de 26 m de altitude.

O calcário por baixo e a espiral

Sob o solo fica o calcário lutécio, extraído desde a Idade Média para construir a própria cidade; a extração deixou uns 300 km de galerias vazias sob os arrondissements do sul e obrigou a criar, em 1777, uma inspetoria de pedreiras que existe até hoje. Os 20 arrondissements se organizam em espiral no sentido horário a partir do Louvre, e o número do bairro está sempre nos dois últimos dígitos do CEP, o que faz do endereço uma coordenada.

O anel-fronteira e o céu cinzento

O limite administrativo é o Boulevard Périphérique, anel de 35 km concluído em 1973 e limitado a 50 km/h desde outubro de 2024, que funciona menos como via e mais como fronteira social entre a cidade e a banlieue. O clima é oceânico degradado: invernos frios e cinzentos sem neve significativa, verões amenos com ondas de calor cada vez mais frequentes e chuva de cerca de 640 mm distribuída por todo o ano, em geral fraca e persistente.

Os dois últimos dígitos do CEP de Paris dão o número do arrondissement, o bairro.

Cultura

Literatura: o romance do século XIX e Proust

Paris organizou boa parte da literatura europeia moderna e continua vivendo disso. Victor Hugo, Balzac e Zola escreveram a cidade rua por rua no século XIX; Proust reconstruiu o 8º e o 16º arrondissements de memória entre 1913 e 1927; Georges Perec e Patrick Modiano fizeram do endereço e do arquivo a matéria-prima do romance no século XX. A cidade tem cerca de 700 livrarias independentes, mais do que qualquer outra capital europeia, protegidas por uma lei de preço único do livro em vigor desde 1981 que proíbe descontos acima de 5%; os bouquinistes das margens do Sena vendem livro usado em caixas verdes desde o século XVI e são patrimônio da Unesco junto com as margens.

Impressionismo (1874) e o nascimento do cinema

Na arte e no cinema, o padrão foi fixado aqui e ainda é operado aqui. A primeira exposição impressionista aconteceu em abril de 1874 no ateliê do fotógrafo Nadar, no boulevard des Capucines, e a primeira sessão pública de cinema pago dos irmãos Lumière foi em 28 de dezembro de 1895 no Salon indien do Grand Café, no mesmo boulevard. Paris tem hoje a maior densidade de salas de cinema do mundo (cerca de 400 telas em 80 e poucos cinemas, muitos deles de repertório) além da Cinemateca Francesa em Bercy. Na música, a chanson de Piaf, Brel e Gainsbourg convive com o rap francês, que se tornou o gênero mais ouvido do país e nasceu majoritariamente na periferia norte e leste; a Filarmônica de Paris, projetada por Jean Nouvel e aberta em 2015 no Parque de La Villette, deslocou a música erudita para o 19º arrondissement.

Esporte e vida religiosa: o PSG, no Parc des Princes desde 1974

No esporte e na vida religiosa, a cidade é ao mesmo tempo concentrada e dividida. O Paris Saint-Germain joga no Parc des Princes desde 1974 e virou o maior clube francês depois da compra pelo fundo catariano em 2011; Roland-Garros ocupa o oeste da cidade por duas semanas entre o fim de maio e o começo de junho; a Volta da França termina tradicionalmente numa volta no circuito dos Champs-Élysées. A França é oficialmente laica desde a lei de separação de 1905, o que significa nenhum símbolo religioso em escola e repartição pública. Ainda assim, Paris abriga as maiores comunidades judaica e muçulmana da Europa Ocidental, com a Grande Mesquita de Paris construída em 1926 como agradecimento aos soldados muçulmanos mortos na Primeira Guerra, e a prefeitura é dona de 85 igrejas católicas, nacionalizadas em 1905 e mantidas com dinheiro municipal.

As caixas verdes nas margens do Sena são bancas de livro usado, os bouquinistes, desde o século XVI.

Festas e eventos

Uma banda com guitarra, contrabaixo e bateria toca na calçada diante de uma vitrine.
Fête de la Musique em Paris · Syced · CC0

Fête de la Musique

21 de junho, todo ano, desde 1982: qualquer pessoa pode tocar na rua sem autorização, e a cidade inteira vira palco até de madrugada, com o metrô funcionando além do horário normal.

Soldados de casaco vermelho e cinto branco marcham com bandeiras, entre elas as da França, diante do público.
14 de Julho em Paris · Marie-Lan Nguyen · CC BY 2.5

14 de Julho

Desfile militar nos Champs-Élysées pela manhã e fogos sobre a Torre Eiffel vistos do Champ-de-Mars e do Trocadéro por volta das 23h. Na véspera e na noite seguinte acontecem os bals des pompiers, festas abertas dentro dos quartéis de bombeiros.

À noite, muitas velas cobrem o chão de uma praça, com gente na borda e janelas acesas atrás.
Nuit Blanche em Paris · Rog01 · CC BY-SA 2.0

Nuit Blanche

Na Nuit Blanche, que desde 2023 cai no primeiro sábado de junho, museus, igrejas, piscinas e prédios públicos abrem de graça durante a noite inteira com instalações de arte contemporânea, e parte do transporte roda até de manhã. A festa existe desde 2002 e até 2022 acontecia no primeiro sábado de outubro.

Areia, guarda-sóis azuis e gente ocupam o cais de pedra junto ao rio, com uma ponte e prédios ao fundo.
Paris Plages · P e z i · CC BY-SA 3.0

Paris Plages

De meados de julho a meados de agosto, as margens do Sena e a bacia de La Villette recebem areia, espreguiçadeiras e piscinas temporárias. Desde 2025 há também três pontos de banho oficiais no próprio rio, abertos no verão e sujeitos a análise diária da água.

Uma mulher de vestido branco curto está na rua diante de uma multidão atrás de grades, com árvores ao redor.
Semana de moda de Paris · Pansvalnac · CC BY-SA 4.0

Semanas de moda

Duas temporadas de prêt-à-porter, no fim de fevereiro/começo de março e no fim de setembro/começo de outubro, mais a alta-costura em janeiro e julho. Os desfiles são fechados, mas os hotéis do 1º e do 8º arrondissements lotam e as diárias sobem de 30% a 60%.

Livros e filmes

Os Miseráveis, de Victor Hugo (1862)

Descreve a cidade anterior a Haussmann rua por rua, incluindo os esgotos e a insurreição de 1832, e explica por que os boulevards retos foram abertos poucos anos depois do livro.

O Ódio (La Haine), de Mathieu Kassovitz (1995)

Filma vinte e quatro horas entre um conjunto habitacional da periferia e o centro de Paris, e mostra o que o Périphérique separa: a fratura que organiza a política francesa desde os anos 1970.

Tentativa de Esgotar um Lugar Parisiense, de Georges Perec (1975)

Três dias sentado na Place Saint-Sulpice anotando ônibus, pombos e pessoas: um manual de como olhar uma cidade europeia sem procurar monumento.

Perguntas frequentes

Paris: o carnê de dez viagens do metrô saiu de linha?

Sim. O carnê magnético de dez viagens não existe mais, e o bilhete de papel saiu em 1º de novembro de 2025; a passagem agora vai no cartão Navigo Easy, de cerca de 2 €, ou no aplicativo. Compre o cartão no guichê de uma estação grande, porque a máquina pode recusar cartão estrangeiro sem chip.

Paris: como ir do aeroporto Charles-de-Gaulle ao centro?

Charles-de-Gaulle fica 25 km a nordeste: o RER B vai a Châtelet, passando pela Gare du Nord, em 30 a 40 minutos, por cerca de 13 €, e o Roissybus chega à Ópera em 60 a 75 minutos, por cerca de 17 €.

Paris: como chegar a Versalhes?

Versalhes fica 20 km a sudoeste: vá de RER C até Versailles Château Rive Gauche, em 40 a 50 minutos, ou de trem da Gare Montparnasse até Versailles Chantiers. O palácio fecha às segundas e exige reserva de horário.

Paris: quanto custa por dia?

Conte com 85–120 € por dia no modo econômico, 170–240 € no médio e a partir de 320 € no confortável, sem a taxa de estadia, que vai de cerca de 2,60 € a cerca de 16 € por pessoa e por noite. A moeda é o euro, e o cartão sem contato funciona em quase tudo, até em padarias e feiras.

Paris: qual é a melhor época para ir?

As melhores janelas vão de meados de abril a meados de junho, com 12 a 24 °C e dias longos até as 21h30, e de setembro a meados de outubro, com o mesmo tempo e menos gente. Julho e agosto são quentes, caros e cheios, e a maioria dos apartamentos e hotéis antigos não tem ar-condicionado.

Outras cidades do país

França ↗
  • Dias
    3–5
    Quando
    mai–jun · set
    Por pessoa/dia
    Média de 169 EURPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    5–6
    Quando
    mai–jun · set–out
    Por pessoa/dia
    Consultar custosEstimativa do guia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

Roteiros que passam por aqui