Ir para o conteúdo
Nilo pelo mundo
PT
PTENESFR
Guia no app
Johnny Cay
ccFoto: Mario Carvajal · CC BY 3.0

Colômbia

San Andrés

Johnny Cay, snorkel na costa oeste e a ilha raizal de La Loma

Ver o roteiro de 3 diasAbrir San Andrés no mapa

Dias3–6
Quandofev–abr
Por pessoa/diaConsultar custosEstimativa do guia

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

O primeiro é de Johnny Cay, na lancha das 9h, com a tarde no calçadão de Spratt Bight. O segundo é a volta da ilha pela estrada circular: a igreja batista de La Loma, a Casa Museo Isleña, o snorkel de West View, o Hoyo Soplador e o fim da tarde em Rocky Cay, em San Luis. O terceiro é do Acuario de manhã e da baía do Cove à tarde. Com três dias a mais, eu iria a Providencia, dormiria lá duas noites e voltaria a San Andrés um dia antes do voo de casa, porque é outra ilha, montanhosa e com parque nacional, e o voo pequeno depende do vento: num bate-volta, um cancelamento leva o dia inteiro. Eu pularia a Cueva de Morgan, que vende como atração uma lenda de tesouro sem documento. Com menos de três dias, a tarjeta de COP 153.000 pesa demais para ver só os cayos.

3–6

Quando Fevereiro a abril: é a época mais seca, com 27 a 36 mm de chuva por mês na normal de 1991–2020 da estação do aeroporto; a Semana Santa, que cai nesse período, enche voos e hotéis, e de junho a novembro corre a temporada de furacões, com o pico de chuva em outubro e novembro

Como o guia chega a este número

San Andrés é quente o ano inteiro: na normal de 1991–2020 da estação do aeroporto, as máximas vão de 28,8 °C a 30,8 °C e as mínimas não descem de 25 °C. O que separa as épocas é a chuva e o vento. De fevereiro a abril é a estação seca, com 27 a 36 mm por mês, a melhor para lancha e snorkel. Maio abre a fase chuvosa, que cresce até outubro e novembro, com cerca de 317 mm por mês, e a temporada de furacões do Atlântico vai de junho ao fim de novembro: em novembro de 2020 o furacão Iota destruiu quase toda a infraestrutura de Providencia. Nas datas de ondas fortes, que os barqueiros associam ao fim de agosto, ao fim de outubro e a dezembro, as lanchas para os cayos não saem. A lotação segue o calendário colombiano: dezembro e janeiro, a Semana Santa e as férias de junho e julho são os períodos de pico, e em julho de 2026 a ocupação hoteleira do arquipélago foi de 70,9%, a maior do país. Na semana de recesso escolar de outubro, San Andrés também está entre os destinos colombianos com maior ocupação prevista.

Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de lancha de cada dia; a tarjeta de turismo é paga uma vez, na chegada.

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Eu ficaria três dias em San Andrés. O primeiro é de Johnny Cay, na lancha das 9h, com a tarde no calçadão de Spratt Bight. O segundo é a volta da ilha pela estrada circular: a igreja batista de La Loma, a Casa Museo Isleña, o snorkel de West View, o Hoyo Soplador e o fim da tarde em Rocky Cay, em San Luis. O terceiro é do Acuario de manhã e da baía do Cove à tarde. Com três dias a mais, eu iria a Providencia, dormiria lá duas noites e voltaria a San Andrés um dia antes do voo de casa, porque é outra ilha, montanhosa e com parque nacional, e o voo pequeno depende do vento: num bate-volta, um cancelamento leva o dia inteiro. Eu pularia a Cueva de Morgan, que vende como atração uma lenda de tesouro sem documento. Com menos de três dias, a tarjeta de COP 153.000 pesa demais para ver só os cayos.

San Andrés é uma ilha colombiana de 26 km² onde boa parte dos nativos fala crioulo em casa, inglês na igreja e espanhol no comércio. Os raizais descendem de puritanos ingleses e de africanos escravizados que chegaram a partir de 1629, e a igreja batista de madeira de 1847, no alto de La Loma, continua sendo o centro dessa comunidade. O norte da ilha conta outra história: desde 1953 é porto livre, e o centro virou uma sequência de lojas sem imposto e hotéis de tudo incluído para quem vem do continente. Em volta de tudo está o recife, que faz o mar mudar de cor conforme a profundidade e protege os cayos de areia de Johnny Cay e do Acuario. Na costa oeste, sem praias, a rocha de coral forma piscinas naturais onde se nada entre peixes a poucos metros da estrada. E a 93 km ao nordeste fica Providencia, montanhosa e pouco construída, ainda se reerguendo do furacão de 2020.

Ficha rápida

População
57.185 habitantes na ilha de San Andrés, área não municipalizada que é a capital do departamento (projeção do DANE para 2026); o município de Providencia e Santa Catalina tem 6.342
Fundação
Sem data de fundação: os primeiros colonos europeus, puritanos ingleses da Providence Island Company, chegaram ao arquipélago entre 1629 e 1630; a ilha aderiu à Grã-Colômbia em 21 de julho de 1822
País e região
Colômbia; departamento Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina, no Caribe ocidental, a 717 km em linha reta de Cartagena
Idioma
Espanhol, inglês e o crioulo de San Andrés, de base inglesa, falado pelo povo raizal e oficial no arquipélago desde a Constituição de 1991
Moeda
Peso colombiano (COP, $)
Fuso horário
UTC−5 o ano inteiro, sem horário de verão
Melhor época
Fevereiro a abril: é a época mais seca, com 27 a 36 mm de chuva por mês na normal de 1991–2020 da estação do aeroporto; a Semana Santa, que cai nesse período, enche voos e hotéis, e de junho a novembro corre a temporada de furacões, com o pico de chuva em outubro e novembro
Custo médio por dia
Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de lancha de cada dia; a tarjeta de turismo é paga uma vez, na chegada.

Quando ir

Fevereiro a abril: é a época mais seca, com 27 a 36 mm de chuva por mês na normal de 1991–2020 da estação do aeroporto; a Semana Santa, que cai nesse período, enche voos e hotéis, e de junho a novembro corre a temporada de furacões, com o pico de chuva em outubro e novembro

hojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdezJFMAMJJASOND
melhor épocaNenhuma estação perto daqui mediu temperatura e chuva por tempo suficiente para uma média confiável. Os meses destacados são a época que o guia recomenda.

fevereiro

Melhor época

O que muda ao longo do ano

San Andrés é quente o ano inteiro: na normal de 1991–2020 da estação do aeroporto, as máximas vão de 28,8 °C a 30,8 °C e as mínimas não descem de 25 °C. O que separa as épocas é a chuva e o vento. De fevereiro a abril é a estação seca, com 27 a 36 mm por mês, a melhor para lancha e snorkel. Maio abre a fase chuvosa, que cresce até outubro e novembro, com cerca de 317 mm por mês, e a temporada de furacões do Atlântico vai de junho ao fim de novembro: em novembro de 2020 o furacão Iota destruiu quase toda a infraestrutura de Providencia. Nas datas de ondas fortes, que os barqueiros associam ao fim de agosto, ao fim de outubro e a dezembro, as lanchas para os cayos não saem. A lotação segue o calendário colombiano: dezembro e janeiro, a Semana Santa e as férias de junho e julho são os períodos de pico, e em julho de 2026 a ocupação hoteleira do arquipélago foi de 70,9%, a maior do país. Na semana de recesso escolar de outubro, San Andrés também está entre os destinos colombianos com maior ocupação prevista.

Dicas do Nilo

Compre a tarjeta antes e guarde o comprovante

A tarjeta de turismo custa COP 153.000 em 2026 e se paga antes do embarque, no balcão da companhia aérea, ou no site da JetSmart, para quem voa com ela. Crianças com menos de 7 anos não pagam. Confira se o valor já veio somado à passagem, para não pagar duas vezes, e guarde o comprovante: ele é pedido de novo antes da saída e nos controles para Providencia.

Johnny Cay na primeira hora

O parque abre às 9h, fecha às 16h e aceita até 854 pessoas ao mesmo tempo. Com a lancha das 9h você aproveita o horário inteiro de abertura e volta com folga. Antes de ir, veja se não é um dos três dias de fechamento trimestral, que a Coralina anuncia nos canais oficiais.

Faça o snorkel na costa oeste, sem lancha

West View e La Piscinita são piscinas naturais na rocha de coral, a poucos metros da estrada circular, com peixes perto da superfície. Para quem não quer depender do mar aberto e das lanchas, são o melhor snorkel da ilha. Escolha uma das duas: a experiência é parecida.

Volta da ilha com preço fechado

A estrada circular tem cerca de 30 km. Carrinho de golfe dá liberdade, mas pede atenção às motos; táxi sai mais tranquilo, desde que o preço do dia e a moeda sejam combinados antes, porque não há taxímetro. Esteja de volta ao centro antes das 18h, quando o ônibus rareia no sul.

Entre Providencia e o voo de casa, um dia de folga

O voo pequeno para Providencia depende do vento, e em fevereiro de 2026 um voo não conseguiu pousar em El Embrujo por causa do vento forte. Se Providencia está no plano, vá depois dos dias em San Andrés, durma lá duas noites e volte à ilha principal um dia antes do voo internacional ou para o continente: se a volta de Providencia atrasar, o dia livre absorve o atraso.

Explorar o mapa

Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.

Abrir o app

O que ver

San Andrés: Uma ilha de coral de 26 km²

San Andrés tem cerca de 13 km de norte a sul e 3 km de largura. A ponta norte reúne o governo departamental, os bancos, as lojas do porto livre, a maior parte dos hotéis e o aeroporto.

Costa de rocha clara à direita e água azul transparente em West View, com peixes visíveis no canto inferior esquerdo; fotografia de 2012.
West View

West View

EssencialUma a duas horas

Uma piscina natural na rocha de coral da costa oeste, sem praia, com água de 3 a 10 m de profundidade, peixes e corais perto da superfície. Dá para fazer snorkel ali sem depender de lancha.

É snorkel em rocha de coral sem depender de lancha nem do mar dos cayos, com água de 3 a 10 m e peixe perto da superfície, junto da estrada circular.

Consultar acesso

El Acuario

Vale a visitaUma a duas horas

O Rose Cay, conhecido como Acuario pelos peixes que nadam em volta dos banhistas, é um banco de areia a cerca de 15 minutos de lancha do centro, ao lado de Haynes Cay. Desde a decisão judicial de agosto de 2025 está em reordenamento: as barracas antigas foram demolidas, o comércio vai para casetas novas e a ponte flutuante que ligava os dois cayos não existe mais. Uma reportagem da Portafolio de outubro de 2026 descreve lanchas com turistas atracando nos restos da ponte, mas o tribunal também mandou fechar Haynes Cay três dias a cada trimestre, então confirme na véspera.

O banco de areia rodeado de peixes vale o snorkel, mas está em reordenamento por ordem judicial de 2025, sem a ponte até Haynes Cay e com barracas demolidas, então confirme na véspera se está aberto.

Consultar acesso

Spratt Bight

Vale a visitaAté meia hora

A praia urbana do North End, com o calçadão de pedestres e os hotéis do centro em volta. É a praia que se usa nos intervalos, ao lado da Bahía Sardina, de onde saem as lanchas para os cayos. Desde junho de 2026 é proibido ficar no mar entre 18h e 6h.

A praia urbana do centro, com calçadão, serve para os intervalos entre os passeios, e desde junho de 2026 o mar ali é proibido entre 18h e 6h.

Consultar acesso

A First Baptist Church, em La Loma, uma igreja de madeira pintada de branco com torre pontuda vermelha, escadaria em arco e céu azul.
First Baptist Church, La Loma

First Baptist Church

Vale a visitaAté meia hora

A igreja batista de La Loma, construída em 1847 com pinho trazido do Alabama, é a mais antiga da ilha e o centro da vida religiosa raizal. Fica no alto de La Loma, ao longo da estrada central, de onde se vê o mar em volta. É templo em uso: respeite o horário do culto.

A igreja de pinho do Alabama, de 1847, é a mais antiga da ilha e o centro da vida raizal, e o alto de La Loma dá a vista do recife.

Consultar acesso

A Casa Museo Isleña, uma casa de madeira branca de dois andares com varanda e telhado vermelho, à sombra de uma árvore no gramado.
Casa Museo Isleña

Casa Museo Isleña

Vale a visitaAté meia hora

Uma casa montada por nativos para mostrar como se vivia na ilha, na estrada da costa oeste. A visita apresenta a casa tradicional e os costumes raizais, e é onde ensinam o raga raga, a dança emblema da ilha.

Montada por nativos para mostrar a casa e os costumes raizais, é onde se aprende o raga raga, a dança emblema da ilha, e fica no caminho do snorkel da costa oeste.

Consultar acesso

Rocky Cay ao longe, um ilhéu com coqueiros ao lado do casco enferrujado de um navio encalhado, sobre o recife raso.
Rocky Cay

Rocky Cay

Vale a visitaSanto André, Providência e Santa Catarina · Uma a duas horas

Um cayo pequeno a cerca de 200 m da praia de Cocoplum, em San Luis, que se alcança caminhando pela água rasa. Perto dele fica o casco de um naufrágio, e a praia em frente tem areia branca e pouca profundidade.

O cayo fica a cerca de 200 m da praia de Cocoplum e se alcança a pé pela água rasa, com um casco de naufrágio por perto, sem precisar de lancha.

Consultar acesso

Canal estreito na costa rochosa do Hoyo Soplador, com água turquesa entre as paredes escuras de coral.
Costa do Hoyo Soplador

Hoyo Soplador

Se sobrar tempoAté meia hora

Na ponta sul, um buraco na rocha ligado a uma caverna subterrânea: quando a onda entra com força, a água e o ar saem num jato pelo buraco. A força depende do mar, e em dia calmo quase nada acontece. O que se gasta ali é com os vendedores do lugar.

O jato só aparece quando a onda entra com força, em dia calmo quase nada acontece, e a parada tem vendedores insistentes; entra na volta da ilha se o mar estiver forte.

Consultar acesso

La Piscinita

Se sobrar tempoAté meia hora

Outra piscina natural da costa oeste, cerca de 1,5 km ao sul de West View, com mar calmo e peixe em volta. Para quem já foi a West View, a experiência é muito parecida.

É uma piscina natural parecida com West View, 1,5 km ao sul, e só compensa para quem quer um segundo mergulho no mesmo dia.

Consultar acesso

O roteiro do Nilo

Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Organizar meus dias no app ↗
  1. Dia 1 · Johnny Cay e o North End

    1. Esteja na praia da Bahía Sardina, no centro, antes das 9h e pegue uma lancha coletiva para Johnny Cay, a cerca de 10 minutos; o parque abre às 9h.

    2. Confirme com a empresa da lancha se o ingresso do parque (COP 15.000) já está no preço, fique dentro da área de banho marcada por boias e não leve comida nem bebida de fora.

    3. Almoce no próprio cayo, que tem oferta de comida, e volte antes das 16h, quando o parque fecha.

    4. No fim da tarde, caminhe pelo calçadão de Spratt Bight e pela área comercial do porto livre; saia do mar antes das 18h.

  2. Dia 2 · A volta da ilha: La Loma, costa oeste e o sul

    1. Alugue um carrinho de golfe ou combine um táxi pelo dia, com o preço fechado antes.

    2. Suba a La Loma e pare na First Baptist Church, de 1847, pela vista do recife; se quiser, siga até a Laguna Big Pond, ali perto.

    3. Desça para a costa oeste e visite a Casa Museo Isleña.

    4. Faça snorkel em West View no fim da manhã; La Piscinita, um pouco ao sul, é alternativa.

    5. Siga até o Hoyo Soplador, na ponta sul, e veja se o mar está forte o bastante para o jato.

    6. Suba pela costa leste até San Luis e termine na praia de Cocoplum, atravessando a pé até Rocky Cay; volte ao centro antes de escurecer.

  3. Dia 3 · O Acuario e o pôr do sol no Cove

    1. Confirme na véspera se o Acuario e Haynes Cay estão abertos e se o mar permite a saída das lanchas.

    2. Saia de manhã da Bahía Sardina para o Acuario, a cerca de 15 minutos de lancha, e faça snorkel na água rasa em volta do banco de areia.

    3. Volte ao centro no começo da tarde.

    4. Vá à baía do Cove, na costa oeste. O Fishermen's Place abre de segunda a sexta das 12h às 18h, então em dia útil almoce lá; aos sábados, domingos e feriados ele fica aberto até as 22h, e dá para jantar rondón ou sopa de caranguejo vendo o pôr do sol, que acontece entre 18h e 18h55 conforme a época.

Se ficar mais

  1. Dia 4 · Providencia e Santa Catalina

    Bate-volta

    1. A 93 km ao nordeste de San Andrés, Providencia é vulcânica, montanhosa e muito menos construída, com 6.342 habitantes (projeção do DANE para 2026) e uma ponte de pedestres de cerca de 100 m até Santa Catalina. Ali ficam o Parque Nacional Natural Old Providence McBean Lagoon, com manguezal, recife e um centro de visitantes em Crab Cay, acessível de lancha, e The Peak, o ponto mais alto, a 360 m. Chega-se em cerca de 15 a 20 minutos de avião (Satena ou Searca) até o aeroporto El Embrujo, ou de catamarã, que em agosto de 2024 saía às segundas, quartas e sextas e levava de 2h30 a 3h; confirme a operação nas datas da viagem. A tarjeta de turismo vale também para lá e pode ser pedida nos controles entre as ilhas. A ilha ainda se reconstrói depois do furacão Iota, de 2020: durma ao menos duas noites e reserve antes.

  2. Dia 5 · Dia livre

    Dia livre: use para descansar, voltar ao lugar de que mais gostou ou cobrir um imprevisto.

  3. Dia 6 · Dia livre

    Dia livre: use para descansar, voltar ao lugar de que mais gostou ou cobrir um imprevisto.

Organizar meus dias no app ↗

Comida

Rondón

O prato mais tradicional das ilhas, de nome que vem do inglês «run down»: filé de peixe, caracol, rabo de porco, mandioca, inhame, banana-da-terra e dumplings, bolinhos de farinha de trigo, cozidos devagar no leite de coco.

Sopa de cangrejo (crab soup)

Sopa cremosa de caranguejo negro com leite de coco, verduras e especiarias. Está no cardápio do Fishermen's Place do Cove ao lado do rondón e do peixe frito.

Crab patty

Empanada de massa de trigo recheada com carne de caranguejo temperada com pimentão, alho e cebola. É comida de mão, de lanche.

Fish ball

Bolinho feito com peixe de qualquer espécie, uma espécie de almôndega da cozinha isleña.

Plantain tart

Empanada doce de banana-da-terra, vendida na rua à tarde, sobretudo em La Loma.

Fruta-pão (breadfruit)

Fruto da árvore-do-pão, comum na ilha, que se come frito, com gosto entre a batata e a mandioca. Acompanha o peixe.

Coco loco

Bebida servida dentro do próprio coco, vendida em pontos de parada da volta da ilha, como o Hoyo Soplador.

Onde comer

  • Fishermen's Place del Cove · El Cove · $$

    Rondón, sopa de caranguejo e peixe frito num espaço de comida isleña reconstruído pela Gobernación, de frente para o pôr do sol. Abre de segunda a sexta das 12h às 18h e aos sábados, domingos e feriados das 12h às 22h.

    Fonte · 2026-10-15

  • La Loma · $

    Plantain tart, a empanada doce de banana-da-terra vendida na rua à tarde.

  • San Luis · $$

    Comida isleña nos restaurantes de San Luis: rondón, crab patty e peixe com fruta-pão frita.

  • North End (El Centro) · $

    Almoço executivo ou corrientazo, o prato do dia com sopa, carne ou peixe, arroz e salada, nos restaurantes do centro.

$: prato do dia no centro, plantain tart ou crab patty na rua · $$: rondón ou peixe frito em restaurante de comida isleña · $$$: restaurante de hotel ou de cardápio internacional no centro · 2026-10-15

Bate-voltas

Providencia e Santa Catalina

A 93 km ao nordeste de San Andrés, Providencia é vulcânica, montanhosa e muito menos construída, com 6.342 habitantes (projeção do DANE para 2026) e uma ponte de pedestres de cerca de 100 m até Santa Catalina. Ali ficam o Parque Nacional Natural Old Providence McBean Lagoon, com manguezal, recife e um centro de visitantes em Crab Cay, acessível de lancha, e The Peak, o ponto mais alto, a 360 m. Chega-se em cerca de 15 a 20 minutos de avião (Satena ou Searca) até o aeroporto El Embrujo, ou de catamarã, que em agosto de 2024 saía às segundas, quartas e sextas e levava de 2h30 a 3h; confirme a operação nas datas da viagem. A tarjeta de turismo vale também para lá e pode ser pedida nos controles entre as ilhas. A ilha ainda se reconstrói depois do furacão Iota, de 2020: durma ao menos duas noites e reserve antes.

Cayo Bolívar

Um cayo isolado a cerca de 33 km a sudeste do aeroporto, em mar aberto, procurado para mergulho. Só se chega em passeio de lancha contratado com operadora; pergunte a duração, confira se a empresa é registrada e só vá com previsão de mar calmo.

Por onde começar

Johnny Cay e o North End

Johnny Cay e o North End

Esteja na praia da Bahía Sardina, no centro, antes das 9h e pegue uma lancha coletiva para Johnny Cay, a cerca de 10 minutos; o parque abre às 9h.

Dinheiro

Johnny Cay visto do mar: um ilhéu baixo coberto de coqueiros, com uma faixa de areia branca, sobre água turquesa e rasa.
Johnny Cay

A moeda é o peso colombiano (COP), escrito com o símbolo $. Por ser porto livre, San Andrés vende perfumes, bebidas e roupas sem o imposto cobrado no continente, e o centro está cheio de lojas; compare preços e confira se a tampa das garrafas não está enferrujada, sinal de armazenagem úmida. Há duas cobranças que nem sempre aparecem no preço do pacote. A tarjeta de turismo custa COP 153.000 por pessoa em 2026, soma de COP 116.000 da tarjeta e COP 37.000 de contribuição para a infraestrutura turística, pelo Decreto 0010 de 8 de janeiro de 2026; estão isentos menores de 7 anos e residentes com cartão OCCRE em dia. O ingresso de Johnny Cay tem tarifa de COP 15.000 (Resolução 667 de 2021 da Coralina), e a Coralina vende os tickets às empresas de turismo registradas: ao contratar a lancha ou o passeio, pergunte se o ingresso está incluído.

Como chegar e se locomover

Costa de rocha clara à direita e água azul transparente em West View, com peixes visíveis no canto inferior esquerdo; fotografia de 2012.
West View

Chegar: só de avião, com tarjeta comprada antes

O Aeroporto Internacional Gustavo Rojas Pinilla (ADZ) fica no North End, a cerca de 2 km de Spratt Bight; o trajeto até os hotéis do centro se faz de táxi, com o preço combinado antes, porque não há taxímetro. Recebe voos diretos de Bogotá, Medellín, Cali e Cartagena, e a Copa liga a ilha à Cidade do Panamá há 20 anos; a JetSmart, sozinha, operava 35 voos semanais de Medellín, Bogotá e Cali em julho de 2026. Não há barco regular de passageiros desde o continente. A tarjeta de turismo se paga antes de embarcar, no balcão da companhia aérea, e a JetSmart a vende no próprio site, na compra do voo.

Andar pela ilha: estrada circular, ônibus, táxi e carrinho

Uma estrada circular de cerca de 30 km dá a volta na ilha, e de Spratt Bight são cerca de 12 km até West View e 15 km até o Hoyo Soplador. O ônibus urbano da linha San Luis desce até o sul da ilha, mas fica escasso depois das 18h. Os táxis não têm taxímetro: combine o preço antes, e diga em que moeda vai pagar. O carrinho de golfe alugado é o jeito mais comum de dar a volta por conta própria, e as motos circulam rápido por toda parte.

Lanchas para os cayos

As lanchas para Johnny Cay e o Acuario saem da praia da Bahía Sardina, no centro, em serviço coletivo ou fretado. Escolha empresa registrada e não embarque em lancha cheia demais: o governo do Canadá registra acidentes em San Andrés com barcos de turismo sem licença. Com ondas fortes, sobretudo no fim de agosto, no fim de outubro e em dezembro, as lanchas não saem.

Para Providencia

A Satena e a Searca voam de San Andrés ao aeroporto El Embrujo, em Providencia, em cerca de 15 a 20 minutos, e o vento forte às vezes impede o pouso; em agosto de 2024 a Satena cobrava de COP 220.000 a 300.000. Em agosto de 2024 também havia catamarã às segundas, quartas e sextas, com travessia de 2h30 a 3h, por COP 220.000, e mar agitado no pico das ondas. Reserve com antecedência e confirme horários e preços, que não têm fonte mais recente.

Segurança

Canal estreito na costa rochosa do Hoyo Soplador, com água turquesa entre as paredes escuras de coral.
Hoyo Soplador · Costa do Hoyo Soplador

O governo do Canadá, na atualização de 14 de outubro de 2026, recomenda apenas as precauções normais na cidade de San Andrés e em Providencia, nível mais baixo do que o do resto da Colômbia. Os riscos mais concretos estão no mar. Para a Colômbia em geral, o Canadá avisa que há praias sem salva-vidas e sem bandeira de alerta e que as correntes de retorno são comuns; em San Andrés, desde junho de 2026 ficar no mar entre 18h e 6h é proibido, e o governo da ilha registra turistas entrando na água depois de beber. Escolha lancha de empresa registrada, com coletes, e não embarque em barco lotado: o Canadá cita acidentes em San Andrés com barcos de turismo sem licença, e em fevereiro de 2026 uma turista sofreu lesão grave na coluna ao cair numa lancha em Johnny Cay. Em terra, o furto de celular e carteira acontece como no resto do país, e vendedores insistentes nos pontos de parada da volta da ilha, como o Hoyo Soplador, já causaram brigas com turistas: recuse com firmeza e siga. De junho a novembro, acompanhe os avisos de ciclone da Gobernación.

Dicas de etiqueta

A First Baptist Church, em La Loma, uma igreja de madeira pintada de branco com torre pontuda vermelha, escadaria em arco e céu azul.
First Baptist Church · First Baptist Church, La Loma

Raizal não é sinônimo de morador

Raizal é o povo nativo do arquipélago, de raiz britânica e africana, protestante e de língua crioula. Boa parte dos moradores do centro veio do continente depois de 1953. Chamar todo mundo de raizal, ou tratar o crioulo como «inglês mal falado», ignora uma língua oficial com gramática própria.

Em Johnny Cay valem as regras do parque

O parque proíbe levar comida e bebida, álcool, tirar pedras, conchas, plantas e animais e nadar fora da área marcada por boias. Siga as orientações do pessoal da Coralina.

Não compre coral nem caracol de lembrança

Peças de coral e de concha vendidas como lembrança alimentam a retirada desses animais do recife. O consumo de tartaruga é proibido, e outras espécies têm períodos de defeso: pergunte antes de pedir caracol ou lagosta.

Combine o preço antes da corrida

Os táxis da ilha não têm taxímetro. Pergunte o valor, diga em que moeda vai pagar e só então entre no carro.

Na igreja, roupa de quem vai ao culto

A First Baptist Church é um templo em uso, e o culto é em inglês. Quem quiser assistir entra em silêncio e com roupa adequada, não de praia.

Erros a evitar

Chegar ao aeroporto sem a tarjeta

A tarjeta de turismo é comprada antes de embarcar, no balcão da companhia aérea ou, na JetSmart, no site. Sem ela não se entra no arquipélago, e ela é pedida de novo antes da saída: guarde o comprovante até o voo de volta.

Entrar no mar depois das 18h

Desde junho de 2026 o Decreto 0205 proíbe ficar no mar entre 18h e 6h, porque não há salva-vidas à noite. A polícia faz rondas nas praias, e o governo registra turistas entrando na água depois de beber, o que aumenta muito o risco de acidente.

Contar com a ponte do Acuario

A ponte flutuante de 204 m entre o Acuario e Haynes Cay, inaugurada em 2023, se soltou e não foi refeita; as lanchas atracam nos restos dela. O cayo também está em reordenamento por ordem judicial, com barracas demolidas.

Marcar Johnny Cay para a tarde

O parque abre das 9h às 16h e tem limite de 854 visitantes ao mesmo tempo, segundo a Coralina em 2024. Quem sai depois do almoço tem pouco tempo no cayo.

Beber água da torneira

A água da torneira vem de poços e de usinas de dessalinização e não é potável. Use água engarrafada até para escovar os dentes, se preferir não arriscar.

Voltar de Providencia no dia do voo para casa

O voo pequeno para Providencia depende do vento, e mar ou tempo ruim cancelam travessias. Deixe um dia livre em San Andrés entre a volta de Providencia e o voo de saída do arquipélago.

Frases úteis

Tarjeta de turismo

O cartão de entrada que todo visitante paga antes de embarcar para o arquipélago

¿Cuánto cuesta la lancha a Johnny Cay?

Quanto custa a lancha para Johnny Cay?

¿A qué hora sale la última lancha?

A que horas sai a última lancha?

¿Cuánto me cobra hasta el centro?

Quanto o senhor cobra até o centro? (para combinar o táxi antes)

Les go!

Vamos! (em crioulo de San Andrés)

Kom ya!

Vem cá! (em crioulo de San Andrés)

Beg no du ih!

Por favor, não faça isso! (em crioulo; «beg» no começo da frase é a forma educada de pedir)

Onde ficar

  • North End (El Centro) · Primeira viagem, quem quer fazer tudo a pé e sair cedo para os cayos · $$: O aeroporto, as lojas, os restaurantes e o ponto das lanchas ficam a poucas quadras, e a praia de Spratt Bight está na frente. Em troca, é a parte mais cheia e barulhenta da ilha.
  • San Luis · Famílias e quem quer mar calmo na porta · $$: A costa leste tem praias de pouca profundidade, como Cocoplum, e hotéis mais espaçados. Para ir ao centro e às lanchas, conte com ônibus de dia, táxi ou carrinho.
  • La Loma e San Luis, em posada nativa · Quem quer ficar com famílias raizais e fala inglês ou espanhol · $: As posadas nativas são cama e café de famílias raizais, com café da manhã caseiro, e muitos donos falam inglês e crioulo. Ficam longe do comércio do centro, então dependem de transporte.
  • North End, em hotel de tudo incluído · Quem viaja em pacote e não quer pensar em refeição · $$$: As redes de tudo incluído concentram vários hotéis no centro e em San Luis. É prático, mas afasta da comida isleña, que se come no Cove e em San Luis.

$: posada nativa ou hostel · $$: hotel médio no centro ou em San Luis · $$$: hotel de tudo incluído · 2026-10-15

Bairros

North End (El Centro)

A ponta norte reúne o governo departamental, os bancos, as lojas do porto livre, a maior parte dos hotéis e o aeroporto. A praia de Spratt Bight, com o calçadão de pedestres, fica aqui, e é da areia do centro que saem as lanchas para os cayos. É o lugar mais prático para dormir na primeira visita, e o mais cheio.

A First Baptist Church, em La Loma, uma igreja de madeira pintada de branco com torre pontuda vermelha, escadaria em arco e céu azul.
First Baptist Church, La Loma

La Loma

O centro alto da ilha, entre colinas, é habitado sobretudo por raizais e guarda a arquitetura tradicional de madeira. Aqui fica a First Baptist Church, de 1847, e é nas ruas de La Loma que se vende o plantain tart.

Rocky Cay ao longe, um ilhéu com coqueiros ao lado do casco enferrujado de um navio encalhado, sobre o recife raso.
Rocky Cay

San Luis

Povoado de maioria raizal na costa leste, com boa parte das praias de mar calmo da ilha, como Cocoplum, diante de Rocky Cay, além de restaurantes de comida isleña e hotéis mais espaçados que os do centro.

Costa de rocha clara à direita e água azul transparente em West View, com peixes visíveis no canto inferior esquerdo; fotografia de 2012.
West View

Costa oeste e El Cove

O lado oeste, sem praias, é o da rocha de coral e das piscinas naturais de snorkel: West View e La Piscinita. Na baía do Cove fica o Fishermen's Place, restaurante de comida isleña reaberto em dezembro de 2025, de onde se vê o pôr do sol nos sábados, domingos e feriados, quando fica aberto até as 22h.

Canal estreito na costa rochosa do Hoyo Soplador, com água turquesa entre as paredes escuras de coral.
Costa do Hoyo Soplador

Punta Sur (South End)

A ponta sul, mais isolada, tem o Hoyo Soplador e trechos de costa rochosa. O transporte público fica escasso depois das 18h, e quem vem até aqui à noite precisa de carro, carrinho ou táxi combinado.

História

1527 · A ilha aparece nos mapas

O arquipélago aparece pela primeira vez numa carta universal anônima de 1527. A Espanha reivindicou as ilhas, mas não as povoou: estavam longe do continente e cercadas de recifes.

1629–1641 · Os puritanos da Providence Island Company

Colonos puritanos ingleses, vindos das Bermudas, de Barbados e da Inglaterra, se instalam no arquipélago, sobretudo em Providencia, e trazem africanos escravizados para plantar algodão e tabaco. A colônia faz corso contra navios espanhóis e cai diante da Espanha em 1641.

1670 · Henry Morgan usa as ilhas como base

O corsário galês Henry Morgan toma as ilhas e as usa como base para atacar o Panamá. A lenda de um tesouro escondido fica no nome de lugares como a Cueva de Morgan.

1803 · Sob o Vice-Reino de Nova Granada

A pedido do governador Tomás O'Neille, uma cédula real de 20 de novembro de 1803 passa o arquipélago e parte da Costa dos Mosquitos da Capitania da Guatemala para a jurisdição de Santa Fé de Bogotá.

1822 · Adesão à Grã-Colômbia

Depois da ocupação pelo corsário francês Luis Aury, a serviço da independência, a bandeira da Grã-Colômbia é hasteada em Providencia em 23 de junho e em San Andrés em 21 de julho de 1822.

1834 · A emancipação

As ilhas acolhem a lei britânica que abolia a escravidão, aprovada um ano antes. O ato, conduzido pelo pastor Philip Beekman Livingston, é lembrado todo 1º de agosto como Emancipation Day.

1847 · A igreja batista de La Loma

É construída a First Baptist Church, com pinho trazido do Alabama, no alto de La Loma. A igreja ensinou inglês aos antigos escravizados e se tornou o centro da vida raizal.

1912 · Intendência separada de Bolívar

Depois de uma campanha do jornal The Searchlight, de Francis Newball, a Lei 52 de 26 de outubro de 1912 cria a Intendência de San Andrés e Providencia, separada do departamento de Bolívar.

1953 · Porto livre

O governo do general Gustavo Rojas Pinilla declara San Andrés porto livre. O comércio sem imposto atrai turistas e migrantes do continente, e a população da ilha cresce de cerca de 20 mil em 1973 para mais de 55 mil em 2005.

1991–2000 · Departamento e reserva da biosfera

A Constituição de 1991 transforma a intendência no departamento Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina e reconhece o crioulo como língua oficial no território. Em 2000 a Unesco inclui o arquipélago na Reserva da Biosfera Seaflower.

2012 · A decisão de Haia

Em 19 de novembro de 2012 a Corte Internacional de Justiça confirma a soberania colombiana sobre as ilhas e os cayos, mas redesenha a fronteira marítima com a Nicarágua, e a Colômbia perde parte do mar em volta do arquipélago.

2020 · O furacão Iota

Em novembro de 2020 o furacão Iota, de categoria 5, destrói cerca de 98% da infraestrutura de Providencia e Santa Catalina; em San Andrés os danos são menores. Em 2026 a reconstrução ainda está em curso.

História completa

Ilhas de puritanos, corsários e escravizados

Durante mais de um século a Espanha reivindicou o arquipélago sem povoá-lo, porque as ilhas eram pequenas, distantes do continente e protegidas por recifes difíceis de navegar. Quem se instalou foram os ingleses: entre 1629 e 1630 a Providence Island Company levou colonos puritanos, sobretudo para Providencia, que tinha água doce e montanhas para se defender. Eles trouxeram africanos escravizados para o algodão e o tabaco e usaram as ilhas como base de corso contra os navios espanhóis, até a colônia cair em 1641. Em 1670 Henry Morgan fez daqui a base para atacar o Panamá. Dessa mistura de colonos britânicos e africanos descende o povo raizal, que deu à ilha a religião protestante, o inglês e o crioulo.

Colombiana por escolha, caribenha pela cultura

No século XIX o arquipélago passou da órbita da Guatemala para a de Nova Granada, aderiu à Grã-Colômbia em 1822 e, em 1834, acolheu o fim da escravidão decretado pela Grã-Bretanha um ano antes. Os laços reais, porém, eram com o Caribe de língua inglesa: Jamaica, a Costa dos Mosquitos e o Panamá. A First Baptist Church, de 1847, ensinou inglês aos antigos escravizados, e o culto em inglês sobreviveu mesmo quando o Estado colombiano, entre 1902 e 1926, tentou impor o espanhol, e quando o inglês foi proibido nas escolas públicas, em 1946, e nas privadas, em 1956. Os ilhéus recusaram propostas dos Estados Unidos para se separar da Colômbia em 1902 e 1903, e em 1912 conseguiram uma administração própria, separada de Bolívar.

O porto livre muda a ilha

A virada veio em 1953, quando Gustavo Rojas Pinilla declarou San Andrés porto livre. Com voos do continente e mercadorias sem imposto, a ilha virou destino de compras e de pacotes de praia para colombianos, e recebeu migrantes do continente e comerciantes do Oriente Médio. A população passou de cerca de 20 mil pessoas em 1973 para mais de 55 mil em 2005, e as pessoas vindas do continente passaram a formar cerca de dois terços da população da ilha. Daí vêm a disputa por terra e por água, as restrições de residência controladas pela OCCRE, o escritório que emite o cartão de residente, e o movimento raizal por autonomia, que ganhou força depois da decisão de Haia de 2012.

O mar sob pressão

Desde 2000 o arquipélago faz parte da Reserva da Biosfera Seaflower, e a autoridade ambiental, a Coralina, administra os parques regionais de Johnny Cay e do manguezal de Old Point. A pressão do turismo de massa chega aos tribunais: Johnny Cay fecha três dias a cada três meses por ordem judicial, e em agosto de 2025 o tribunal administrativo do arquipélago mandou fechar o Acuario por seis meses e reorganizar o comércio dele, por erosão e falta de saneamento. Em 2026 o arquipélago cobra de cada visitante uma tarjeta de turismo de COP 153.000, parte dela destinada à infraestrutura turística.

Geografia e forma da cidade

Uma ilha de coral de 26 km²

San Andrés tem cerca de 13 km de norte a sul e 3 km de largura. Formou-se com sedimentos marinhos e restos de coral sobre uma antiga base vulcânica submersa: no centro corre uma serra baixa de calcário, a de La Loma, e as faixas planas do litoral vêm de recifes e areias mais recentes. Não há rios permanentes. Uma estrada circular de cerca de 30 km contorna a ilha e é por ela que se faz quase todo passeio.

O recife do nordeste e os cayos

O nordeste da ilha é cercado por um recife de coral, e entre ele e a costa ficam a água rasa e os cayos de areia: Johnny Cay, a 1,5 km do centro, e o Acuario e Haynes Cay, a leste. É a variação de profundidade sobre areia, recife e água funda que dá ao mar as faixas de verde, turquesa e azul que os colombianos chamam de «mar de los siete colores». A costa oeste não tem praias: é de rocha de coral, com piscinas naturais boas para snorkel, como West View e La Piscinita.

Calor constante e chuva no segundo semestre

Na estação do aeroporto, a normal climática de 1991–2020 dá máximas de 28,8 °C a 30,8 °C e mínimas de 25,2 °C a 26,5 °C ao longo do ano. O que muda é a chuva: de fevereiro a abril caem 27 a 36 mm por mês, e em outubro e novembro, cerca de 317 mm. A temporada de furacões do Atlântico vai de junho ao fim de novembro. Providencia, a 93 km ao nordeste, é diferente: é vulcânica e montanhosa, com o ponto mais alto em The Peak, a 360 m.

O «mar de los siete colores» é a variação de profundidade sobre areia, recife e água funda vista de cima: do alto de La Loma ela aparece inteira.

Cultura

A Casa Museo Isleña, uma casa de madeira branca de dois andares com varanda e telhado vermelho, à sombra de uma árvore no gramado.
Casa Museo Isleña

O povo raizal e a língua crioula

Os raizais descendem dos colonos britânicos e dos africanos escravizados que povoaram as ilhas a partir do século XVII. A maioria fala três línguas: o crioulo de San Andrés entre si, o inglês, sobretudo na igreja, e o espanhol. O crioulo, de vocabulário inglês e gramática própria, é parente próximo do kriol de Belize e dos crioulos da costa caribenha da Nicarágua e da Costa Rica, e tem entre 20 mil e 30 mil falantes. Desde 1991 é oficial no arquipélago, e a Colômbia reconhece os raizais como povo com direitos coletivos, incluindo a consulta prévia.

Igreja batista, música e dança

A maioria dos raizais é protestante, sobretudo batista, e a igreja preserva o inglês na leitura da Bíblia, no culto e nos coros. A música da ilha mistura calipso, soca, reggae e música de igreja, e as danças tradicionais incluem a mazurca, a polca, o schottische, a quadrilha e o mentó, vindo das Antilhas. Na Casa Museo Isleña se aprende o raga raga, a dança emblema da ilha.

Uma ilha de muitas origens

O porto livre trouxe à ilha migrantes do continente colombiano e comerciantes do Oriente Médio, e San Andrés tem mesquita e sinagoga ao lado das igrejas batistas, adventistas e católicas. O esporte mais popular é o basquete, com times locais que já jogaram a liga profissional colombiana.

As posadas nativas

As posadas nativas são pousadas de famílias raizais, no formato cama e café, com café da manhã caseiro. Muitos donos falam inglês e crioulo, e é a forma mais direta de ficar perto da vida da ilha fora dos hotéis de tudo incluído.

No crioulo de San Andrés, «beg» no começo da frase é a forma educada de pedir: «Beg no du ih!» quer dizer «por favor, não faça isso».

Festas e eventos

Emancipation Week: semana que termina em 1º de agosto

A semana lembra a emancipação de 1834 com debates, arte e atividades sobre identidade raizal, e chega ao Emancipation Day em 1º de agosto. Em 2025 completou 25 anos com o tema «Conciencia Raizal». Confira a programação no site da Gobernación.

Barracuda Fest: agosto

Festival de música caribenha criado pela Gobernación, com a primeira edição em 22 e 23 de agosto de 2025, com artistas locais e de fora. A data das edições seguintes é anunciada pela Gobernación.

Migração do caranguejo negro em Providencia: abril e maio

Não é festa, mas é o evento natural mais conhecido do arquipélago: os caranguejos negros que vivem nos morros de Providencia descem em massa ao mar para desovar uma vez por ano.

Livros e filmes

Providence Island, 1630–1641: The Other Puritan Colony (1993), Karen Ordahl Kupperman

A historiadora reconstitui a colônia puritana que a Providence Island Company montou no arquipélago na mesma época da Nova Inglaterra, e explica como ela virou base de corso e de escravidão até cair diante da Espanha. É a origem do povo raizal contada pelos documentos.

The Island That Disappeared: Old Providence and the Making of the Western World (2017), Tom Feiling

Livro sobre a história de Old Providence, como os ingleses chamavam Providencia, e o papel da ilha na formação do mundo atlântico, como anuncia o subtítulo. Em inglês.

Keyla (2017), de Viviana Gómez Echeverry

Primeiro longa de ficção rodado em Providencia, com atores não profissionais: uma adolescente da ilha procura o pai, que desapareceu no mar. Mostra a vida e a paisagem da ilha vizinha de San Andrés.

Perguntas frequentes

San Andrés: como ir do aeroporto ao hotel?

O aeroporto (ADZ) fica no North End, a cerca de 2 km de Spratt Bight. O trajeto até os hotéis do centro se faz de táxi, com o preço e a moeda combinados antes, porque não há taxímetro.

San Andrés: o que é a tarjeta de turismo e quanto custa?

A tarjeta de turismo custa COP 153.000 por pessoa em 2026, e menores de 7 anos e residentes com cartão OCCRE estão isentos. Ela se paga antes de embarcar, no balcão da companhia aérea ou no site da JetSmart, e sem ela não se entra no arquipélago.

San Andrés: quantos dias ficar?

Eu ficaria três dias: Johnny Cay na lancha das 9h, a volta da ilha pela estrada circular e o Acuario de manhã. Com três dias a mais, eu iria a Providencia, dormiria lá duas noites e voltaria a San Andrés um dia antes do voo de casa.

San Andrés: como ir a Providencia, e vale fazer em bate-volta?

A Satena e a Searca voam a Providencia em cerca de 15 a 20 minutos, e o vento forte às vezes impede o pouso; em agosto de 2024 havia também catamarã de 2h30 a 3h. Num bate-volta, um cancelamento leva o dia inteiro, então durma lá ao menos duas noites.

San Andrés: qual é a melhor época para ir?

Fevereiro a abril é a estação seca, com 27 a 36 mm de chuva por mês, e a melhor para lancha e snorkel, mas a Semana Santa enche voos e hotéis. Maio abre a fase chuvosa, e a temporada de furacões vai de junho ao fim de novembro.

Outras cidades do país

Colômbia ↗
  • Dias
    2–3
    Quando
    jan–fev · jul–ago
    Por pessoa/dia
    Média de 239.000 COPPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    2–3
    Quando
    jan–abr · dez
    Por pessoa/dia
    Média de 80–130 USDPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    3–4
    Quando
    jan–mar · jul–ago · dez
    Por pessoa/dia
    Média de 45–90 USDPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    3–4
    Quando
    jan–abr · dez
    Por pessoa/dia
    Média de 151.000 COPPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

Roteiros que passam por aqui