
Marrocos
Casablanca
A Mesquita Hassan II, o art déco, a medina e a Corniche
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Quem procura um labirinto medieval vai se frustrar, porque a medina daqui é do fim do século XVIII, pequena e de ruas retas. O mar também decepciona à primeira vista, porque fica escondido atrás do porto. A praia de Aïn Diab começa 5 km a oeste do centro, no fim da linha T2 do bonde. Dê dois dias à cidade, o segundo para a Corniche e Anfa, e três se quiser o Quartier Habous, os museus e uma noite em Gauthier. Com um dia só, faça a visita guiada da Mesquita Hassan II às 9h e siga a pé pela Sqala e pela medina até a Place des Nations Unies. Almoce peixe no Marché Central e percorra depois o Boulevard Mohammed V olhando para as fachadas art déco. Feche o dia na Place Mohammed V, quando os cinco prédios neomouriscos acendem e a fonte toca com música.
2–3
Quando Abril–junho e setembro–outubro
Como o guia chega a este número
O clima é mediterrâneo de influência oceânica, bem mais ameno que o do interior marroquino, e quem espera o calor do deserto vai precisar de casaco. No verão, de junho a setembro, as máximas ficam entre 25 e 28 °C, com névoa marinha densa que em muitas manhãs só levanta perto das 11h. O mar fica entre 18 e 21 °C e é frio para banho demorado. No inverno, de dezembro a fevereiro, as temperaturas oscilam entre 8 e 18 °C, com a chuva concentrada entre novembro e março (cerca de 400 mm ao ano) e raramente mais de três dias seguidos de água. Aquecimento é raro em hotéis e apartamentos, então o interior parece mais frio do que o termômetro diz. As melhores janelas são abril–junho e setembro–outubro: 20 a 26 °C, pouca chuva e luz limpa. Agosto é o mês mais cheio, com marroquinos de férias lotando a Corniche e preços de hospedagem mais altos. O Ramadã, previsto para 8 de fevereiro a 9 de março de 2027, muda a rotina inteira: restaurantes fechados de dia, horário comercial reduzido, ruas cheias depois do pôr do sol. Viajar nesse período é perfeitamente possível, desde que você planeje os almoços e aceite manhãs lentas.
Por pessoa/dia 350–600 MAD econômico; 800–1.400 MAD confortável; 2.500 MAD+ com hotel de luxo (2026)
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaVenha pelo Marrocos do século XX, feito de art déco, porto, rap, futebol e migração do campo. Quem procura um labirinto medieval vai se frustrar, porque a medina daqui é do fim do século XVIII, pequena e de ruas retas. O mar também decepciona à primeira vista, porque fica escondido atrás do porto. A praia de Aïn Diab começa 5 km a oeste do centro, no fim da linha T2 do bonde. Dê dois dias à cidade, o segundo para a Corniche e Anfa, e três se quiser o Quartier Habous, os museus e uma noite em Gauthier. Com um dia só, faça a visita guiada da Mesquita Hassan II às 9h e siga a pé pela Sqala e pela medina até a Place des Nations Unies. Almoce peixe no Marché Central e percorra depois o Boulevard Mohammed V olhando para as fachadas art déco. Feche o dia na Place Mohammed V, quando os cinco prédios neomouriscos acendem e a fonte toca com música.Sobre uma plataforma avançada no Atlântico, a Mesquita Hassan II ergue um minarete de 210 m, e a visita guiada entra na sala de oração e no hammam subterrâneo. Atrás dela fica a capital econômica do Marrocos, com o maior porto do país, onde o protetorado francês construiu o centro art déco mais denso da África. Ande pelo Boulevard Mohammed V olhando para cima, porque as varandas curvas e os relevos começam acima das vitrines. No Marché Central, escolha a sardinha e mande grelhar ao lado, e depois peça um nous-nous num terraço, com a cadeira virada para a rua. Venha entre abril e junho ou em setembro e outubro e dê dois dias à cidade, ou três para o Quartier Habous e os museus.
Ficha rápida
- População
- cerca de 3,24 mi no município; cerca de 4,8 mi na área urbana; 7,69 mi na região Casablanca-Settat (recenseamento de 2024)
- Fundação
- Anfa, porto berbere ativo desde pelo menos o séc. VIII; fortim português Casa Branca em 1515; refundada como Dar el-Beida por volta de 1770
- País / região
- Marrocos · região de Casablanca-Settat · prefeitura de Casablanca
- Idioma
- Darija (árabe marroquino) na rua; árabe padrão e tamazight oficiais desde 2011; francês nos negócios e nas placas; inglês crescente entre jovens
- Moeda
- Dirham marroquino (MAD, درهم), moeda fechada; cerca de 10,5–11 MAD por euro e cerca de 9–10 por dólar (2026)
- Fuso
- UTC+1 o ano inteiro desde 2018; volta a UTC+0 durante o Ramadã (aprox. 8/2 a 9/3 em 2027)
- Melhor época
- Abril–junho e setembro–outubro
- Custo médio por dia
- 350–600 MAD econômico; 800–1.400 MAD confortável; 2.500 MAD+ com hotel de luxo (2026)
Quando ir
Abril–junho e setembro–outubro
janeiro
9° a 18°C
62 mm de chuva
fevereiro
10° a 18°C
50 mm de chuva
março
12° a 20°C
43 mm de chuva
maio
16° a 23°C
14 mm de chuva
julho
21° a 26°C
1 mm de chuva
agosto
21° a 27°C
0 mm de chuva
novembro
13° a 21°C
84 mm de chuva
dezembro
11° a 19°C
62 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
O clima é mediterrâneo de influência oceânica, bem mais ameno que o do interior marroquino, e quem espera o calor do deserto vai precisar de casaco. No verão, de junho a setembro, as máximas ficam entre 25 e 28 °C, com névoa marinha densa que em muitas manhãs só levanta perto das 11h. O mar fica entre 18 e 21 °C e é frio para banho demorado. No inverno, de dezembro a fevereiro, as temperaturas oscilam entre 8 e 18 °C, com a chuva concentrada entre novembro e março (cerca de 400 mm ao ano) e raramente mais de três dias seguidos de água. Aquecimento é raro em hotéis e apartamentos, então o interior parece mais frio do que o termômetro diz. As melhores janelas são abril–junho e setembro–outubro: 20 a 26 °C, pouca chuva e luz limpa. Agosto é o mês mais cheio, com marroquinos de férias lotando a Corniche e preços de hospedagem mais altos. O Ramadã, previsto para 8 de fevereiro a 9 de março de 2027, muda a rotina inteira: restaurantes fechados de dia, horário comercial reduzido, ruas cheias depois do pôr do sol. Viajar nesse período é perfeitamente possível, desde que você planeje os almoços e aceite manhãs lentas.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | 9 a 18 | 62 |
| fevereiro | 10 a 18 | 50 |
| março | 12 a 20 | 43 |
| abril · | 13 a 21 | 34 |
| maio | 16 a 23 | 14 |
| junho · | 19 a 25 | 3 |
| julho | 21 a 26 | 1 |
| agosto | 21 a 27 | 0 |
| setembro · | 20 a 26 | 12 |
| outubro · | 17 a 24 | 45 |
| novembro | 13 a 21 | 84 |
| dezembro | 11 a 19 | 62 |
Dicas do Nilo
Do aeroporto, pegue o trem: opera das 6h às 22h
O aeroporto Mohammed V tem estação própria, debaixo do terminal, e o trem custa cerca de seis vezes menos que o táxi. A linha Al Bidaoui leva a Casa Voyageurs por cerca de 45 MAD na 2ª classe, com partidas quase de hora em hora entre 6h e 22h. O táxi oficial cobra uns 300 MAD de dia e mais à noite. Depois das 22h, combine o preço do táxi antes de entrar ou chame inDrive, Careem, Roby, Heetch ou Yassir.
Café da manhã de rua antes das 10h, jantar depois das 21h
Os pratos de rua da manhã acabam cedo, e o casablanquês janta tarde. O sfenj (2–4 MAD) some das barracas perto das 11h e a bissara (5–12 MAD) antes do meio-dia, então tome o café no balcão antes das 10h. Os restaurantes de Gauthier e do Maârif só enchem depois das 21h, e quem chega às 20h janta numa sala vazia.
No bonde, compre o cartão de 15 MAD, e não o passe
O cartão custa 15 MAD, vale por 5 anos e baixa cada viagem para 6 MAD, enquanto o passe só compensa com muitas viagens no mesmo dia. O passe de 24 horas pede sete ou oito viagens no dia, e o de três dias, umas seis por dia, mais do que qualquer roteiro razoável exige. Compre o cartão uma vez, na bilheteria da primeira estação. Os valores são de 2024, e a bilheteria confirma na hora.
Hassan II: visite às 9h, ingresso só na bilheteria oficial
A visita é só com guia, e o ingresso verdadeiro só sai da bilheteria da fundação, nunca de quem oferece na calçada. A Hassan II é a única mesquita do Marrocos aberta a não-muçulmanos, e o primeiro horário, por volta das 9h, pede chegar vinte minutos antes. A entrada custa cerca de 140 MAD para estrangeiros e 70 MAD para marroquinos, e desde o fim de 2024 a esplanada também é cobrada.
Sexta é dia de couscous, por 50 a 90 MAD
Em restaurante popular, o couscous é almoço de sexta, por 50–90 MAD. Como nesse dia a agenda da Hassan II muda por causa da oração, deixe a mesquita para outro dia e reserve a sexta para a mesa.
No Marché Central, o preço se acerta na banca
Discutir valor depois de o peixe ser servido constrange os dois lados, então feche o preço na banca antes de sentar. No Marché Central, aberto em 1917, você paga duas contas, o peixe escolhido na banca e a cozinha ao lado que o grelha, e com pão elas ficam entre 30 e 60 MAD. Vá na hora do almoço e saia com a bolsa na frente do corpo, porque a porta do mercado é ponto de batedor de carteira.
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Casablanca: O platô, o mar e o clima ameno
Casablanca se estende por um platô calcário baixo, a planície da Chaouia, ao longo de cerca de 30 km de costa atlântica, e nenhum rio cruza o centro: o Oued Bouskoura corre enterrado sob a cidade. O porto, o maior do Marrocos, ocupa 6 km de litoral logo ao norte do centro e esconde o mar, que só se abre na Corniche de Aïn Diab, 5 km a oeste.

Mesquita Hassan II
Projeto de Michel Pinseau, construída entre 1986 e 1993 sobre uma plataforma parcialmente avançada no Atlântico e paga por subscrição pública. O minarete de 210 m foi o mais alto do mundo até 2019, quando o da Grande Mesquita de Argel chegou a 265 m, e hoje é o segundo. O teto da sala de oração abre em cerca de cinco minutos, e cabem 25 mil pessoas dentro e 80 mil na esplanada. É a única mesquita do Marrocos aberta a não-muçulmanos, e só em visita guiada: cerca de quatro horários por dia, cerca de 140 MAD para estrangeiros e cerca de 70 MAD para marroquinos (2026); desde o fim de 2024 o acesso à esplanada também é cobrado.
É a única mesquita do Marrocos aberta a quem não é muçulmano, só em visita guiada, que entra na sala de oração de teto retrátil, erguida sobre uma plataforma avançada no Atlântico.
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Place Mohammed V
Praça administrativa desenhada por Henri Prost e cercada por cinco edifícios de 1918–1930 em estilo neomourisco: a Wilaya com torre-relógio de cerca de 50 m, o Palácio da Justiça, os Correios com átrio revestido de zellige, o Bank Al-Maghrib e o antigo consulado francês. A fonte central funciona com música ao anoitecer, e os pombos são parte da cena desde os anos 1930.
Cinco prédios neomouriscos fecham a praça administrativa, a Wilaya tem torre-relógio de cerca de 50 m, os Correios trazem átrio de zellige, e a fonte toca música ao anoitecer.
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Boulevard Mohammed V e o art déco
Eixo comercial do protetorado, onde se concentra a maior densidade de fachadas art déco da África: galerias comerciais dos anos 1930, o cinema Rialto (1930, ainda em funcionamento, onde se apresentaram Josephine Baker e Édith Piaf) e o Immeuble Liberté, do suíço Léonard Morandi (1951, 17 andares e 78 m). Olhe para cima, a partir do segundo pavimento: é onde estão os relevos, as varandas curvas e os ferros forjados.
Olhe para cima a partir do segundo pavimento. Ali ficam relevos, varandas curvas e ferros forjados.
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Medina antiga e a bateria da Sqala
Fortificação do fim do século XVIII na muralha oeste, com canhões voltados para o Atlântico e vista sobre o porto. Dela se entra na medina reconstruída por Sidi Mohammed ben Abdallah: a zawiya de Sidi Belyout, santo padroeiro da cidade, o mercado de tecidos e as portas Bab Marrakech e Bab El Kébir.
Os canhões na muralha miram o Atlântico, a vista alcança o porto, e dali se entra na medina refeita, com o santuário do padroeiro, o mercado de tecidos e duas portas.
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Marché Central
Mercado municipal aberto em 1917 no Boulevard Mohammed V, com pátio central e bancas de peixe, flor, azeitona e especiaria.
O mercado municipal de 1917 tem um pátio central com bancas de peixe, flor, azeitona e especiaria, e é ali que se escolhe a sardinha para grelhar na cozinha ao lado.
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Quartier Habous e a Mahkama du Pacha
A “nova medina” dos anos 1920 e o edifício mais elaborado do bairro: a Mahkama, construída entre 1948 e 1952 por Auguste Cadet, com 64 salas, cedro esculpido, estuque e zellige, usada como tribunal e sala de recepção oficial. A visita interna depende do dia e do uso do prédio; confirme antes de contar com ela.
Na nova medina, a Mahkama é o edifício mais elaborado do bairro e serve de tribunal e de sala de recepção oficial, e a visita interna depende do dia e do uso do prédio, então confirme antes de contar com ela.
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Museu Abderrahman Slaoui
Museu privado aberto em 2012 numa villa dos anos 1940 na rua do Parc, com a coleção do colecionador que lhe dá o nome: cartazes de viagem art déco dos anos 1920–40, joias de Fez, frascos de cristal e miniaturas orientalistas. Pequeno, calmo e com um terraço de café. Leva cerca de uma hora.
O museu privado, pequeno e calmo, ocupa uma villa e mostra cartazes déco, joias de Fez, frascos de cristal e miniaturas, a visita leva cerca de uma hora, e há um terraço de café.
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Museu do Judaísmo Marroquino
No bairro Oasis, aberto em 1997, é o único museu dedicado ao judaísmo no mundo árabe. Documenta uma comunidade que chegou a cerca de 250 mil pessoas no país e a uns 75 mil em Casablanca no fim dos anos 1940, e que hoje soma alguns milhares: a maior parte deles ainda na cidade. Vale telefonar antes para marcar.
Este espaço é o único museu do judaísmo no mundo árabe e registra uma comunidade que atingiu cerca de 250 mil no território e uns 75 mil em Casablanca no fim dos anos 1940, enquanto hoje restam alguns milhares e a maioria ainda mora aqui, e vale telefonar antes para marcar.
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Villa des Arts
Villa art déco de 1934 restaurada e transformada em galeria pela Fondation ONA, hoje Fondation Al Mada, com exposições de arte marroquina moderna e contemporânea e entrada gratuita. Fica no 30, Boulevard Brahim Roudani, junto ao Parque da Liga Árabe, e vale tanto pelo edifício quanto pelo que está pendurado.
A villa é de 1934 e a entrada é gratuita, mas o que está pendurado muda a cada mostra. No dia do Quartier Habous, prefira o Museu Abderrahman Slaoui, com os cartazes de viagem art déco, as joias de Fez e os frascos de cristal, que se vê em uma hora.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · A mesquita, a medina e o art déco
Faça a visita guiada da Mesquita Hassan II no primeiro horário da manhã, por volta das 9h, chegando vinte minutos antes; dura cerca de uma hora e inclui a sala de oração, a sala das abluções e o hammam subterrâneo.
Saia pela esplanada até a bateria da Sqala e entre na medina antiga; atravesse-a em direção à Place des Nations Unies, cerca de 25 minutos a pé, passando pela zawiya de Sidi Belyout.
Almoce no Marché Central: escolha o peixe na banca e mande grelhar na cozinha ao lado, com pão e salada.
Percorra o Boulevard Mohammed V olhando para cima (cinema Rialto de 1930, galerias comerciais dos anos 1930, o Immeuble Liberté de Léonard Morandi, com 17 andares) e entre em uma ou duas escadarias de prédio, que estão entre as melhores peças art déco da cidade.
Termine na Place Mohammed V ao entardecer, quando os cinco edifícios neomouriscos acendem e a fonte funciona com música.
Dia 2 · O mar, Anfa e o fim da tarde
Visite o Museu do Judaísmo Marroquino, no bairro Oasis, e telefone antes para marcar a visita.
Pegue o bonde T2 até a estação Aïn Diab Plage, no fim da linha, e caminhe pela Corniche; com a maré baixa, atravesse a pé até o rochedo do marabuto branco de Sidi Abderrahmane.
Almoce peixe em Aïn Diab, de frente para as piscinas de água do mar dos clubes de praia.
Suba por Anfa até o Twin Center e o distrito Casa-Anfa, onde a Casablanca de escritórios de 2019 encosta nas villas modernistas dos anos 1930.
Feche o dia num terraço do Boulevard d'Anfa, com as cadeiras viradas para a rua, até anoitecer.
Se ficar mais
Dia 3 · Habous, o Museu Slaoui e os antigos matadouros
Comece antes das 10h com bissara e msemen num boteco da medina ou de Derb Sultan, com chá de hortelã.
Vá ao Quartier Habous: arcadas, livrarias em árabe, ourives, a Mahkama du Pacha (visita interna depende do dia) e doces na confeitaria da praça, que funciona desde 1930.
Visite o Museu Abderrahman Slaoui, numa villa dos anos 1940 na rua do Parc, com cartazes de viagem art déco, joias de Fez e frascos de cristal, em cerca de uma hora.
Pegue o bonde T1 até Hay Mohammadi e veja os antigos matadouros de 1922, hoje espaço cultural.
Jante em Gauthier ou no Maârif, onde os restaurantes só enchem depois das 21h, e termine num café de calçada com nous-nous.
Comida
Ilustração com IASardinha atlântica
O Marrocos é o maior exportador mundial de sardinha em conserva e a frota atlântica descarrega em Casablanca. A sardinha aparece grelhada no carvão, em kefta (bolinho temperado com chermoula), empanada ou em sanduíche de rua. No Marché Central você escolhe o peixe na banca e paga a cozinha ao lado para grelhar; prato com pão, 30–60 MAD.
Ilustração com IAHarira
Sopa espessa de tomate, lentilha, grão-de-bico e aletria, engrossada com tedouira (farinha diluída em água) e terminada com coentro e limão. É o prato de quebra de jejum no Ramadã, com tâmara e chebakia, mas se vende o ano inteiro em balcões de rua por 8–15 MAD.
Ilustração com IABissara
Purê de fava seca com azeite, cominho e páprica, servido fumegante com pão redondo. É café da manhã de inverno, vendido cedo em botecos da medina e de Derb Sultan por 5–12 MAD; some antes do meio-dia.
Ilustração com IASfenj
Rosquinha frita sem açúcar, feita e vendida na calçada de manhã e entregue enfiada num cordão de folha de palmeira para você carregar. Custa 2–4 MAD a unidade, vai bem com chá e desaparece das barracas por volta das 11h.
Ilustração com IAMsemen, harcha e baghrir
Os três pães de chapa do café da manhã: msemen é folhado e quadrado, harcha é de sêmola e desmancha na boca, baghrir tem mil furos e absorve manteiga com mel. Custam 2–8 MAD cada, e o costume é comer em pé no balcão ou levar embrulhado em papel.
Ilustração com IACouscous de sexta e tagine de peixe
O couscous é prato de sexta-feira, servido depois da oração do meio-dia com sete legumes e caldo à parte; em restaurante popular, 50–90 MAD. A versão costeira da cidade é o tagine de peixe com chermoula (coentro, alho, cominho, páprica e limão) feito com dourada, corvina ou sardinha.
Ilustração com IABabbouche (ghlal)
Caracóis pequenos cozidos num caldo de dez a quinze plantas e especiarias, entre elas alcaçuz, tomilho, anis e casca de laranja amarga. São vendidos em carrinho, com um palito para tirar o bicho; o caldo se bebe da tigela no fim e é tido como remédio para resfriado. 10–20 MAD.
Ilustração com IANous-nous, atay e jus d'avocat
O nous-nous é o pedido padrão do terraço casablanquês: café e leite bem misturados no mesmo copo, por 12–20 MAD. O atay b'na'na' é chá verde gunpowder com hortelã e muito açúcar, servido de alto para fazer espuma. Nas mahlabas (leiterias), peça jus d'avocat, abacate batido com leite, amêndoa e mel, em copo alto, por 15–25 MAD.
Bate-voltas

Rabat
90 km a nordeste, com trens TNR a cada 30 minutos (cerca de 1h, cerca de 40 MAD na 2ª classe) e Al Boraq em cerca de 50 minutos. É a capital desde 1912: kasbah dos Oudaïas caiada de branco e azul, torre Hassan inacabada de 1195, necrópole de Chellah, Museu Mohammed VI de arte moderna e o Grande Teatro projetado por Zaha Hadid, na margem do Bouregreg. Dá para ir e voltar no mesmo dia com folga.

El Jadida
100 km a sudoeste, cerca de 1h30 de trem ou de carro. A antiga Mazagão portuguesa (1514–1769) é patrimônio da Unesco: cidadela quadrada com baluartes, igreja da Assunção e sobretudo a Cisterna de 1514, com colunas manuelinas refletidas num dedo de água, onde Orson Welles filmou cenas de “Otelo” (1952). Mais 80 km ao sul fica Oualidia, laguna de ostras.

Mohammedia
25 km a nordeste, cerca de 20 minutos de trem. É a antiga Fedala, que viu tropas aliadas na Segunda Guerra e hoje tem praia larga, campo de golfe, mercado de peixe e restaurantes de frutos do mar. É o banho de mar mais próximo e bem mais tranquilo que a Corniche de Casablanca.
Por onde começar
A mesquita, a medina e o art déco

Faça a visita guiada da Mesquita Hassan II no primeiro horário da manhã, por volta das 9h, chegando vinte minutos antes; dura cerca de uma hora e inclui a sala de oração, a sala das abluções e o hammam subterrâneo.
Habous, o Museu Slaoui e os antigos matadouros

Comece antes das 10h com bissara e msemen num boteco da medina ou de Derb Sultan, com chá de hortelã.
O mar, Anfa e o fim da tarde

Visite o Museu do Judaísmo Marroquino, no bairro Oasis, e telefone antes para marcar a visita.
Dinheiro
A moeda é o dirham marroquino (MAD) e é fechada, o que pega de surpresa quem descobre isso na saída: só se pode entrar e sair do país com até 2.000 MAD, e fora do Marrocos o câmbio é ruim ou inexistente. Troque na chegada, guarde o comprovante e reconverta no aeroporto antes do controle de passaporte. Em 2026 o euro vale aproximadamente 10,5–11 MAD e o dólar 9–10 MAD. As faixas de preço em 2026: nous-nous ou espresso 12–20 MAD; sfenj 2–4; msemen 3–8; harira 8–15; prato de sardinha grelhada ou sanduíche 30–60; almoço em restaurante popular 50–90; jantar em Gauthier ou Maârif 180–400 por pessoa sem álcool; cerveja em bar licenciado 40–70; bilhete de bonde 8–9; hotel três estrelas no centro 500–900 MAD a diária. Some a taxa de promoção turística, cobrada por pessoa e por noite pelo hotel, entre cerca de 15 e 30 MAD conforme a categoria. Dinheiro manda: cartão funciona em hotéis, redes e restaurantes maiores, mas medina, táxi, carrinho de sfenj e café de bairro são só em espécie. Caixas eletrônicos existem em toda esquina e cobram taxa de saque de uns 20–30 MAD a cartões estrangeiros; recuse sempre a “conversão na sua moeda” oferecida na tela. Gorjeta: arredonde o táxi para cima, deixe 5–10% em restaurante de mesa e 2–5 MAD para o guardador de carro de colete amarelo, uma função reconhecida da cidade.
Como chegar e se locomover
O aeroporto Mohammed V tem estação de trem sob o terminal
O aeroporto Mohammed V (CMN) fica em Nouaceur, 30 km a sudeste, e a melhor saída de lá está debaixo do próprio terminal: há uma estação de trem ali embaixo. A linha Al Bidaoui leva a Casa Voyageurs em cerca de 35–40 minutos e segue para Casa Port e Rabat, com partidas aproximadamente de hora em hora entre as 6h e as 22h, por volta de 45 MAD na 2ª classe. O táxi do aeroporto tem preço fixo da ordem de 300 MAD de dia e mais à noite. Combine antes de entrar, ou chame por aplicativo. Casa Voyageurs é a estação de longa distância: o Al Boraq, trem de alta velocidade inaugurado em novembro de 2018, chega a Rabat em cerca de 50 minutos e a Tânger em 2h10 (2ª classe aproximadamente 230–350 MAD, conforme a antecedência). Para Rabat há também o TNR, a cada 30 minutos, cerca de 1h por uns 40 MAD. Casa Port, reconstruída em 2014, serve a linha costeira e fica a dez minutos a pé da medina. Os ônibus de longa distância da CTM e da Supratours saem do terminal da rua Leon l'Africain.
O bonde é o eixo, desde 2012
Dentro da cidade, o eixo é o bonde da Casa Transport, com mais de 100 km de rede hoje: T1 em 2012, T2 em 2019, T3, T4 e dois corredores de busway (BW1 e BW2) juntos em 2024. O bilhete avulso custa cerca de 8–9 MAD, dois trajetos saem por uns 16 MAD, e com o cartão recarregável (15 MAD o cartão, válido por 5 anos) a viagem cai para 6 MAD. Há passe de 24 horas por volta de 50 MAD e de três dias por volta de 120 MAD (valores adotados em 2024, confirme na bilheteria). Os ônibus, operados pela Alsa, custam cerca de 5 MAD e são mais lentos. Os petits taxis de Casablanca são vermelhos, levam no máximo três passageiros e são compartilhados por padrão: o motorista para no meio do caminho e pega outra pessoa no mesmo sentido, e isso é normal, não golpe. Eles devem usar taxímetro, então peça “compteur” antes de fechar a porta. A bandeirada gira em torno de 8 MAD, há acréscimo de cerca de 50% entre 20h e 6h e uma travessia do centro raramente passa de 30 MAD. Os grands taxis são brancos, levam seis pessoas e fazem rotas fixas intermunicipais. Aplicativos que funcionam: inDrive, Careem, Roby, Heetch e Yassir; a Uber voltou ao Marrocos em 27 de novembro de 2025, só com motoristas de empresas licenciadas de transporte turístico. O centro e a medina se fazem a pé, mas a Corniche fica longe demais para ir caminhando do centro: para chegar ao mar, pegue o T2 até a estação final, Aïn Diab Plage, na ponta da orla. A bicicleta é desconfortável porque não há ciclovia contínua.
Segurança

Casablanca é uma cidade grande e de trabalho: crime violento contra estrangeiros é raro, e furto de rua está acima da média marroquina. O risco concreto é batedor de carteira e arrebatador de bolsa, e ele tem hora e lugar: em pé no bonde nas horas cheias, na saída do Marché Central, nas ruas estreitas da medina e ao longo da Corniche depois de escurecer. Carregue a bolsa na frente, o celular no bolso da frente e não caminhe com o telefone na mão perto do meio-fio, porque o roubo em moto existe. Falsos guias abordam na medina e na entrada da Mesquita Hassan II oferecendo “atalho” ou “ingresso”: a resposta é um “la, shukran” sem parar de andar, e o bilhete da mesquita se compra apenas na bilheteria da fundação. Mulheres viajando sozinhas relatam assédio verbal frequente, sobretudo à noite e nos bairros periféricos; passo firme e não responder funcionam melhor do que discutir. Evite caminhar depois das 23h nos trechos vazios entre o centro e Aïn Diab, na zona do porto e em bairros periféricos que você não conhece: táxi e aplicativo são baratos e resolvem isso. Golpes menores: taxímetro “quebrado”, troco errado com as notas de 20 e 200 dirhams, que se parecem, e loja de tapete que serve chá antes de deixar você sair. Anote as emergências: 19 (polícia urbana), 15 (ambulância), 177 (gendarmaria fora das cidades). A água da torneira é tratada e potável na cidade, embora muita gente prefira a engarrafada pelo gosto de cloro. Brasileiros não precisam de visto para estadas de até 90 dias. Confirme as exigências de entrada antes de embarcar, porque o Marrocos vem ampliando o uso de autorização eletrônica para outras nacionalidades.
Dicas de etiqueta

A mão direita e o gesto ao coração
Cumprimente com a mão direita e leve depois a mão ao peito; o gesto vale mais que a força do aperto. Entre homem e mulher, espere que ela estenda a mão primeiro: muitas preferem só o gesto ao coração, e isso não é frieza.
Durante o Ramadã, evite comer na rua de dia
Mesmo sem jejuar, comer, beber ou fumar na calçada à luz do dia ofende e é tecnicamente contravenção. Hotéis servem normalmente e alguns restaurantes de turista também, com cortina na porta; use esses espaços em vez do banco de praça.
A oferta se recusa antes de aceitar
Chá, comida e carona são oferecidos por reflexo, e a etiqueta manda recusar uma ou duas vezes antes do sim. Recusar de vez, na primeira, é o que soa rude; um “shukran, bezzaf” com a mão no peito encerra sem ofender ninguém.
No souk, regateie; no café, não
Preço se negocia em banca de medina, em Habous, em Derb Ghallef e em loja de tapete. Não se negocia em café, padaria, farmácia, loja com etiqueta ou táxi com taxímetro ligado: pedir desconto ali constrange o vendedor.
Peça licença antes da foto
Fotografar pessoas sem perguntar, sobretudo mulheres e vendedores, gera atrito imediato; um gesto e um sorriso costumam bastar para pedir. Não fotografe o porto, instalações militares, a polícia nem de perto os edifícios oficiais da Place Mohammed V.
Álcool existe, mas é discreto
Bebida alcoólica é vendida em bares licenciados, hotéis e num setor separado de alguns supermercados; a cerveja Casablanca e a Flag são locais, assim como o vinho gris de Boulaouane. Não beba na rua nem ande com garrafa à vista, e saiba que a venda a marroquinos é suspensa durante o Ramadã.
Erros a evitar

O filme de 1942 foi rodado em estúdio
Procurar o “Rick's Café” do filme como monumento histórico. Ele nunca existiu: as cenas foram todas gravadas em estúdio, na Califórnia, sem uma imagem sequer da cidade real. O bar do mesmo nome foi aberto em 2004 por uma ex-diplomata americana, num riad dos anos 1930 no Boulevard Sour Jdid, e é um restaurante decente, só não é histórico.
Achar que é a capital
Esta é a capital econômica: aqui ficam o porto, a bolsa e boa parte da indústria do país. O governo e as embaixadas moram em Rabat.
Petit taxi sem taxímetro
Entrar num petit taxi sem exigir o taxímetro. A recusa do “compteur” seguida de um preço fixo inflado é o atrito mais comum da cidade: diga “compteur afak” antes de fechar a porta e, se o motorista recusar, saia e pegue outro. Lembre também que o táxi é compartilhado por padrão, então alguém entrando no meio do trajeto é normal, não golpe, embora possa parecer que você entrou no carro errado.
Hassan II fora do horário de visita
Chegar à Mesquita Hassan II fora dos horários de visita. O interior só se conhece em visita guiada oficial, em cerca de quatro horários diários que mudam às sextas-feiras e durante o Ramadã. Fora deles, só dá para entrar na esplanada, hoje também cobrada. Chegue vinte minutos antes, compre na bilheteria da fundação e leve documento.
Sair do país com dirham no bolso
Contar com cartão para tudo e sair do país com dirham no bolso. Medina, táxi, carrinho de comida e café de bairro só aceitam dinheiro, e o dirham não pode ser levado para fora em quantidade nem trocado com câmbio razoável no exterior. Gaste o que sobrar ainda dentro do país, ou troque de volta na área de embarque, antes do controle de passaporte.
Frases úteis
السلام عليكم: s-salamu 3alaykum (salamu aleikum)
Olá, literalmente “a paz esteja convosco”; responde-se “wa 3alaykum s-salam”
شكرا / بارك الله فيك: shukran / barak Allahu fik (baraka-láhu fik)
Obrigado; a segunda forma é mais calorosa e muito usada em Casablanca
بشحال؟: bshhal? (bech-hál)
Quanto custa? A pergunta que abre qualquer compra na medina
عافاك: 3afak (afák)
Por favor; cola-se ao fim de qualquer pedido, como em “l-hsab afak”, a conta, por favor
واخا: wakha (uá-rra, com o r raspado na garganta)
Está bem, combinado; serve para aceitar, concordar e encerrar uma conversa
بزاف: bezzaf (be-záf)
Demais, muito; “ghali bezzaf” quer dizer “caro demais” e é a frase que abre o regateio
Bairros
Medina antiga (Sidi Belyout)
Triângulo murado entre o porto e a Place des Nations Unies, reconstruído a partir de 1770 e nada parecido com as medinas de Fez ou Marrakech: ruas mais retas, casas de dois andares e comércio de ferramenta, tecido, especiaria e eletrônico usado. A bateria da Sqala marca a ponta oeste, e a torre do relógio da entrada é uma réplica de 1993 da original de 1908.

Centro art déco (Boulevard Mohammed V)
O downtown do protetorado, entre a Place des Nations Unies e a Place Mohammed V, com o Marché Central de 1917, o cinema Rialto de 1930 e centenas de fachadas erguidas entre 1918 e 1950. É zona de escritórios, bancos e comércio de rua durante o dia, e esvazia bastante depois das 21h.
Habous (Nouvelle Médina)
Medina projetada entre 1916 e os anos 1930 por Auguste Cadet e Edmond Brion, com arcadas regulares, praças plantadas de oliveiras, livrarias em árabe, ourives e a Mahkama du Pacha. É onde se compram doces, tapete, tarbouche e livro religioso, com preços de negociação mais calmos que na medina antiga.
Maârif
Bairro de classe média nascido de uma colônia de operários espanhóis dos anos 1920 e hoje o eixo de compras da cidade, em torno da rua Jean Jaurès e do Twin Center (1999, 115 m, de Ricardo Bofill com Elie Mouyal). Lojas de rua, cafés e restaurantes que só enchem depois das 21h.
Gauthier e Racine
Duas quadrículas residenciais dos anos 1930, com prédios de quatro andares e varandas curvas, transformadas em concentração de cafés, galerias, livrarias francesas, bares e restaurantes. É onde a classe média jovem de Casablanca janta e sai durante a semana.
Anfa e Casa-Anfa
A colina residencial rica, com villas modernistas dos anos 1930–50, consulados e o antigo hotel onde Roosevelt e Churchill se reuniram em 1943. No terreno do velho aeroporto de Anfa cresce desde 2010 o distrito Casa-Anfa, sede da Casablanca Finance City e da torre projetada por Thom Mayne, aberta em 2019.
Aïn Diab e a Corniche
Faixa costeira 5 km a oeste do centro, com clubes de praia pagos, piscinas de água do mar, restaurantes, boates e o Morocco Mall, aberto em 2011. O marabuto branco de Sidi Abderrahmane fica num rochedo que só se alcança a pé na maré baixa.
Hay Mohammadi e Derb Sultan
Bairros populares do leste e do sul da cidade, erguidos pelo êxodo rural ao longo do século XX. Hay Mohammadi é a origem do grupo Nass El Ghiwane e abriga os matadouros de 1922, hoje espaço cultural; em Derb Sultan fica Derb Ghallef, o maior mercado de eletrônico e peça usada do país.
História
séc. VIII–XI · Anfa e os Barghawata
Um porto berbere chamado Anfa ocupa a planície da Chaouia, dentro do território da confederação barghawata (744–1058), que manteve uma heresia própria por três séculos. Almorávidas, almóadas e merínidas se sucedem no controle sem transformar Anfa em capital.
1468 · Portugal arrasa Anfa
Uma frota portuguesa destrói a cidade em represália aos corsários que atacavam a navegação entre Lisboa e a Guiné. Anfa fica praticamente despovoada por meio século.
1515–1755 · Casa Branca
Os portugueses erguem uma fortaleza no local e a chamam Casa Branca. Abandonam-na depois de o terremoto de Lisboa de 1755 danificar as construções e o interesse comercial se deslocar para Mazagão.
c. 1770 · Dar el-Beida refundada
O sultão Sidi Mohammed ben Abdallah reconstrói a cidade com muralha, mesquita e a bateria da Sqala, e a batiza Dar el-Beida, “a casa branca”. Comerciantes espanhóis traduzem o nome de volta: Casablanca.
1830–1906 · O porto do grão e da lã
Aberta ao comércio europeu depois dos tratados de meados do século XIX, a cidade exporta trigo e lã para a Inglaterra e a França e atrai casas comerciais estrangeiras. Chega a 1900 com cerca de 20 mil habitantes.
1907 · Bombardeio e ocupação
Obras de uma ferrovia estreita do porto atravessam o cemitério de Sidi Belyout; no protesto que se segue morrem nove operários europeus. A França bombardeia a cidade a partir do mar e desembarca tropas em agosto: o início efetivo da ocupação.
1912–1930 · O plano de Henri Prost
Com o Tratado de Fez (30 de março de 1912), Lyautey faz de Rabat a capital política e de Casablanca a econômica. Prost desenha a partir de 1914 a cidade radial de hoje: bulevares em leque, praça administrativa neomourisca, zona industrial a leste e um porto de águas profundas iniciado em 1913.

1942–1943 · Torch e a Conferência de Anfa
Em 8 de novembro de 1942 os americanos desembarcam em Fedala, Safi e Port Lyautey, com combate naval diante de Casablanca. De 14 a 24 de janeiro de 1943 Roosevelt e Churchill se reúnem no hotel Anfa e anunciam a fórmula da “rendição incondicional”.
1952–1956 · Carrières Centrales e a independência
Em dezembro de 1952 a repressão a protestos no bairro operário de Carrières Centrales deixa dezenas de mortos e transforma os sindicatos de Casablanca no motor do movimento nacionalista. O Marrocos torna-se independente em 2 de março de 1956.
1981 · As revoltas do pão
Em 20 de junho de 1981 uma greve geral contra o aumento dos preços de alimentos termina em confronto nos bairros populares. O número oficial de 66 mortos nunca foi aceito; estimativas independentes falam em centenas.

1993–2024 · A Mesquita Hassan II, o bonde e o Al Boraq
A Mesquita Hassan II é inaugurada em 30 de agosto de 1993 com o minarete mais alto do mundo, 210 m. Seguem-se os atentados de 16 de maio de 2003, o bonde a partir de 2012, o trem de alta velocidade Al Boraq em 2018 e as obras ligadas à Copa do Mundo de 2030.

História completa
Destruída e refeita três vezes
Casablanca quase não tem ruínas à vista porque foi destruída e refeita três vezes. O núcleo original, Anfa, era um porto berbere na planície da Chaouia, ativo desde pelo menos o século VIII e ligado à confederação barghawata, que manteve por três séculos uma doutrina islâmica própria antes de ser esmagada pelos almorávidas. No século XV Anfa vivia de corso contra a navegação portuguesa; em 1468 uma frota de Portugal a arrasou, e em 1515 os portugueses ergueram no lugar uma fortaleza chamada Casa Branca, abandonada depois que o terremoto de Lisboa de 1755 a danificou. Por volta de 1770 o sultão Sidi Mohammed ben Abdallah reconstruiu tudo com muralha, mesquita e a bateria da Sqala, e chamou o conjunto Dar el-Beida. É essa medina do fim do século XVIII que se visita hoje.
De praça-forte a entreposto
O século XIX transformou a praça-forte num entreposto. Depois dos tratados comerciais de 1856 e 1861 a cidade passou a exportar trigo, lã e depois fosfato para Manchester e Marselha, e atraiu casas comerciais europeias, cônsules e uma comunidade judaica marroquina numerosa. Ainda assim, em 1900 Casablanca tinha cerca de 20 mil habitantes e Fez era três vezes maior. A ruptura veio em julho de 1907: uma ferrovia estreita construída para levar pedra ao porto cortou o cemitério de Sidi Belyout, o protesto virou motim e nove operários europeus foram mortos. A França bombardeou a cidade a partir do mar e desembarcou tropas em agosto. Cinco anos depois, o Tratado de Fez de 30 de março de 1912 instaurou o protetorado, e o marechal Lyautey tomou a decisão que ainda organiza o país: Rabat seria a capital política, Casablanca a econômica.
Henri Prost e o plano radial de 1914
A cidade moderna é obra de um urbanista e de uma geração de arquitetos. Henri Prost, chefe do serviço de urbanismo a partir de 1914, desenhou um plano radial a partir da atual Place des Nations Unies, com bulevares em leque, dois anéis (Zerktouni e Anfa), indústria a leste, residência a oeste e uma praça administrativa em estilo neomourisco, a atual Place Mohammed V. Entre 1918 e 1950 Marius Boyer, Edmond Brion, Auguste Cadet e Hippolyte Delaporte construíram em concreto armado um centro art déco de densidade rara, com zellige e estuque aplicados sobre volumes modernos. Logo depois, entre 1949 e 1951, o suíço Léonard Morandi ergueu o Immeuble Liberté, de 17 andares e 78 m, na época um dos prédios mais altos da África. O plano não previu a migração rural. Foi em Casablanca, nos anos 1930, que se cunhou a palavra bidonville (de bidon, o tambor de óleo) para as casas de lata das Carrières Centrales. A resposta foi o plano de Michel Écochard (1946–52), com sua trama de 8 por 8 metros, e os blocos Nid d'Abeille e Sémiramis da ATBAT-Afrique, apresentados no CIAM 9 em 1953 e estudados desde então no mundo inteiro.
Operação Torch desembarca em Casablanca, 1942
A Segunda Guerra teve em Casablanca dois episódios decisivos. Em 8 de novembro de 1942 a Operação Torch desembarcou tropas americanas em Fedala (hoje Mohammedia), Safi e Port Lyautey, com uma batalha naval diante de Casablanca; entre 14 e 24 de janeiro de 1943, Roosevelt e Churchill se reuniram no hotel Anfa e saíram com a fórmula da rendição incondicional. O filme de 1942 que leva o nome da cidade foi rodado inteiramente nos estúdios da Warner, na Califórnia, e não tem um único plano marroquino. Na luta pela independência, os bairros operários da cidade estiveram na linha de frente: em dezembro de 1952 a repressão a protestos em Carrières Centrales deixou dezenas de mortos, e os sindicatos de Casablanca se tornaram o motor do movimento nacionalista até 2 de março de 1956. Em janeiro de 1961, Mohammed V reuniu aqui a conferência que criou o “Grupo de Casablanca”, antecessor da Organização da Unidade Africana.
As revoltas de 1965 e as do pão em 1981
A Casablanca independente cresceu depressa e pagou caro por isso. As revoltas estudantis de março de 1965 e, sobretudo, as revoltas do pão de 20 de junho de 1981 marcaram os “anos de chumbo” na cidade; a greve geral contra o aumento de preços terminou com centenas de mortos, muito além dos 66 oficiais. Hassan II financiou por subscrição pública a mesquita que leva seu nome, inaugurada em 30 de agosto de 1993 sobre uma plataforma avançada no Atlântico. Em 16 de maio de 2003, doze jovens vindos da favela de Sidi Moumen mataram 33 pessoas em cinco atentados simultâneos no centro; a reação combinou polícia com um programa de remoção de bidonvilles e equipamentos culturais, cujo símbolo é o centro Les Étoiles de Sidi Moumen, aberto em 2014. Desde então a cidade vem sendo reequipada mais do que redesenhada: bonde T1 em 2012, T2 em 2019, T3, T4 e duas linhas de busway em 2024; e as obras da Copa do Mundo de 2030, coorganizada com Espanha e Portugal, entre elas o Grande Estádio Hassan II, de 115 mil lugares, em Benslimane. O resultado é uma cidade que não se explica pelo turismo: Casablanca move o porto, os bancos, a indústria têxtil e automotiva e boa parte do rap, do cinema e da imprensa marroquinos, e recebe todo ano milhares de pessoas do interior que chegam para trabalhar. É por isso que o centro art déco convive com prédios sem manutenção, que o mar fica escondido atrás do porto e que o ritmo da rua se parece mais com o de uma capital de negócios do que com o de uma cidade imperial marroquina.
Quase não há ruínas antigas: Portugal arrasou Anfa em 1468, e a cidade foi refeita por volta de 1770 e de novo pelos franceses a partir de 1912.
Geografia e forma da cidade
O platô, o mar e o clima ameno
Casablanca ocupa um platô calcário baixo (a planície da Chaouia, entre 0 e 120 m) ao longo de cerca de 30 km de costa atlântica orientada sudoeste-nordeste. Nenhum rio cruza o centro: o único curso d'água, o Oued Bouskoura, foi desviado e enterrado ao longo do século XX e corre hoje quase todo em galeria, sob a cidade e a área do aeroporto. A corrente fria das Canárias é o que mantém esse clima ameno, numa cidade da latitude de Beirute e Los Angeles: ela empurra a névoa da manhã e segura o calor que castiga o interior marroquino na mesma estação.
A malha de Prost, aberta em leque
A malha é a de Prost: uma medina triangular de cerca de 50 hectares encaixada entre o porto e a Place des Nations Unies; um centro de bulevares em leque a partir dessa praça (Mohammed V, Hassan II, Félix Houphouët-Boigny); dois anéis, Zerktouni e Anfa, seguidos do Boulevard de la Résistance e da rodovia de contorno; indústria empurrada para leste (Aïn Sebaâ, Sidi Bernoussi) e moradia de renda alta para oeste (Anfa, Aïn Diab), divisão que ainda se lê no preço do metro quadrado.
O porto, a praia distante e a água
O porto, o maior do Marrocos, ocupa 6 km de litoral logo ao norte do centro. É por isso que o downtown quase não tem vista para o mar, e que a cidade de praia, na Corniche de Aïn Diab, só começa 5 km a oeste. Desde a seca que se instalou em 2018, o abastecimento depende do transfer do Oum Er-Rbia e de uma usina de dessalinização de grande porte em construção no litoral a sudoeste, dimensionada para cerca de 300 milhões de m³ por ano.
Casablanca tem um rio, o Oued Bouskoura, que passa enterrado sob as ruas e o aeroporto desde que foi desviado no século passado.
Cultura
Música urbana: do Nass El Ghiwane ao rap de Casablanca
A música popular urbana marroquina nasceu num bairro operário desta cidade. Por volta de 1970, em Hay Mohammadi, Larbi Batma, Boujemaâ Hgour, Omar Sayed e Allal Yaâla formaram o Nass El Ghiwane: trocaram a orquestra pelo bendir e pelo guembri e cantaram poesia de zawiya sobre desemprego, exílio e injustiça. Martin Scorsese os chamou de “Rolling Stones da África” e escolheu o documentário de Ahmed El Maânouni sobre eles, “Transes” (1981), como primeiro título restaurado por sua World Cinema Foundation, em 2007. Casablanca também criou em 1999 o festival L'Boulevard, que deu palco a metal, rap e fusão e batizou a cena chamada Nayda: em 2003, catorze jovens metaleiros da cidade chegaram a ser presos por “satanismo” e soltos depois de protesto público. Hoje o rap marroquino é quase todo produto casablanquês: Don Bigg, Dizzy DROS, Shayfeen, ElGrandeToto e Stormy cantam em darija com audiência de dezenas de milhões.
Escola de Casablanca e a arquitetura em concreto
Na arte e na arquitetura, a cidade produziu duas rupturas. A primeira é a Escola de Casablanca: Farid Belkahia dirigiu a Escola de Belas-Artes de 1962 a 1974 com Mohamed Melehi e Mohammed Chabâa, tirou a pintura da galeria (em 1969 penduraram as obras na praça Jemaa el-Fna, em Marrakech) e ligou a abstração moderna aos signos do artesanato marroquino; a revista Souffles, criada por Abdellatif Laâbi em 1966, foi a metade escrita do movimento. A segunda é a defesa do patrimônio do século XX: a associação Casamémoire, fundada em 1995, interrompeu demolições no centro art déco e organiza todo ano um fim de semana de visitas guiadas gratuitas. No cinema, foi aqui que o filme marroquino virou urbano e passou a falar darija: Nabil Ayouch (“Ali Zaoua”, 2000; “Os Cavalos de Deus”, 2012; “Haut et Fort”, na competição de Cannes em 2021), Nour-Eddine Lakhmari (“Casanegra”, 2008) e Maryam Touzani (“Adam”, 2019, rodado na medina antiga).
O futebol divide o fim de semana
O futebol organiza os fins de semana. Dois clubes dividem a cidade e o Stade Mohammed V, inaugurado em 1955 com cerca de 45 mil lugares: o Wydad Athletic Club, fundado em 1937, de vermelho, e o Raja Club Athletic, fundado em 1949, de verde, historicamente o time dos bairros populares. Os dois já venceram a Liga dos Campeões da CAF (o Raja em 1989, 1997 e 1999, o Wydad em 1992, 2017 e 2022) e suas torcidas organizadas, Winners e Ultras Eagles, produzem canções que saem do estádio: “Fi Bladi Delmouni”, cantada em 2018 sobre desemprego e emigração, virou hino de protesto nacional. O Marrocos sediou a Copa Africana de Nações entre 21 de dezembro de 2025 e 18 de janeiro de 2026 e coorganiza a Copa do Mundo de 2030 com Espanha e Portugal; o Grande Estádio Hassan II, de 115 mil lugares, está sendo construído em Benslimane, 45 km a nordeste.
“Fi Bladi Delmouni”, canção de arquibancada de 2018 sobre desemprego e emigração, saiu do Stade Mohammed V e virou hino de protesto no Marrocos inteiro.
Festas e eventos
Ilustração com IARamadã e Aid el-Fitr
Em 2027 o Ramadã está previsto para 8 de fevereiro a 9 de março, com o Aid el-Fitr por volta de 10 de março; a data exata depende da observação da lua. Durante o mês os cafés fecham de dia e reabrem por volta das 19h, a cidade come harira ao pôr do sol e as ruas ficam cheias até as 2h; o relógio nacional volta a UTC+0.
Ilustração com IAJournées du Patrimoine de Casablanca
Organizadas pela associação Casamémoire desde o fim dos anos 1990, em geral num fim de semana de abril. São visitas guiadas gratuitas a edifícios art déco normalmente fechados ao público: escadarias, terraços, salas de cinema e antigos escritórios do centro.
Ilustração com IAJazzablanca
Festival de jazz e músicas urbanas criado em 2006, normalmente no fim de junho ou começo de julho, com palcos ao ar livre, cabeças de cartaz internacionais e uma programação paralela gratuita. Sede e datas já mudaram entre edições, então confirme antes de comprar passagem.

L'Boulevard
Festival de música urbana criado em 1999 e realizado em geral em setembro, com um concurso de bandas novas (o Tremplin) e shows de rap, metal, reggae e fusão. É o evento que batizou a cena Nayda e onde estrearam quase todos os nomes do rap marroquino atual.
Ilustração com IAFête du Trône
30 de julho, aniversário da subida de Mohammed VI ao trono, em 1999. Feriado nacional com prédios públicos iluminados, bandeiras em todas as fachadas, comércio fechado parte do dia e trânsito alterado no centro.
Livros e filmes
“As Estrelas de Sidi Moumen”, Mahi Binebine (2010)
Romance narrado por um dos jovens do bairro de Sidi Moumen que cometeram os atentados de 16 de maio de 2003, escrito pelo pintor e escritor marroquino Mahi Binebine, nascido em Marrakech. Explica em duzentas páginas a distância entre o centro art déco e a periferia que o alimenta; foi adaptado por Nabil Ayouch em “Os Cavalos de Deus” (2012).
“Casanegra”, Nour-Eddine Lakhmari (2008)
Dois amigos de vinte e poucos anos atravessam a cidade à noite, do porto ao Maârif, falando darija do começo ao fim. É o filme que rompeu com a imagem turística e abriu a onda de cinema urbano marroquino, e a fotografia é o melhor registro do inverno chuvoso de Casablanca.
Nass El Ghiwane, discos dos anos 1970, e “Transes” (1981)
Nass El Ghiwane, o grupo mais influente da música marroquina moderna. “Transes” (1981), de Ahmed El Maânouni, os filma ao vivo nos anos de formação: o documentário que a fundação de restauro de Martin Scorsese escolheu abrir em 2007.
Perguntas frequentes
Casablanca: o Rick's Café é histórico?
Não. O bar com o nome do filme de 1942 foi aberto em 2004 por uma ex-diplomata americana, num riad dos anos 1930 no Boulevard Sour Jdid, e funciona como um restaurante decente.
Casablanca: como ir do aeroporto Mohammed V ao centro?
Vá de trem: a estação fica sob o próprio terminal, e a linha Al Bidaoui leva a Casa Voyageurs em cerca de 35 a 40 minutos, de hora em hora entre as 6h e as 22h, por volta de 45 MAD na 2ª classe.
Casablanca: como chegar a Rabat?
Rabat fica 90 km a nordeste, com trens TNR a cada 30 minutos (cerca de 1h, cerca de 40 MAD na 2ª classe) e o Al Boraq em cerca de 50 minutos.
Casablanca: qual é a moeda e quanto dinheiro se pode levar?
A moeda é o dirham marroquino (MAD) e é fechada, o que pega de surpresa quem descobre isso na saída: só se pode entrar e sair do país com até 2.000 MAD, e fora do Marrocos o câmbio é ruim ou inexistente.
Casablanca: como é o clima?
Ameno o ano inteiro, por influência do Atlântico: o verão fica entre 25 e 28 °C, com névoa até perto das 11h, e o inverno oscila entre 8 e 18 °C, com a chuva concentrada entre novembro e março; leve casaco mesmo no verão.
Outras cidades do país
Marrocos ↗- Dias
- 3
- Quando
- mar–mai · out–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 700–1.400 MADPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- mar–mai · set–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 800–1.400 MADPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4
- Quando
- jan–abr · out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 400–900 MADPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.










