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Nilo pelo mundo
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Telhados brancos com grades azuis de Sidi Bou Saïd, um minarete ao centro e o mar Mediterrâneo ao fundo, sob céu com nuvens.
ccFoto: Habib M'henni · CC BY 4.0

Tunísia

Túnis

A medina, o Bardo, Cartago e Sidi Bou Saïd

Ver o roteiro de 2 diasAbrir Túnis no mapa

Dias2–3
Quandoabr–jun · set–nov
Por pessoa/diaMédia de 60–115 USDPerfil médio · por pessoa/dia≈ R$ 311–596 · câmbio de 24 de set. de 2026

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

O terceiro, se sobrar, vai para Bab Souika, o Belvédère e a beira do lago, e um quarto dia leva a Dougga ou a Kairouan. Não venha atrás de praia, porque o centro dá para uma lagoa fechada e a areia fica a 15 ou 25 km, em La Marsa, Gammarth e Raoued. Com um dia só, percorra a medina de manhã, da Bab el Bhar aos souks em volta da Zitouna. À tarde, pegue o TGM até Cartago e siga no mesmo trem até Sidi Bou Saïd, com o sol baixo sobre o golfo. A noite decepciona, porque a medina esvazia por volta das 19h e o movimento migra para as Berges du Lac, um aterro dos anos 1980. Evite o auge do verão, quando o vento saariano leva o calor acima de 40 °C, e prefira outubro.

2–3

Quando Abril a junho, e setembro a novembro

Como o guia chega a este número

A janela boa é de abril ao começo de junho e de meados de setembro ao começo de novembro, com máximas de 22 a 28 °C, mar ainda utilizável em outubro e pouca chuva. Julho e agosto ficam entre 33 e 36 °C com umidade alta vinda da lagoa, e a onda de chhili, o vento saariano, pode empurrar dois ou três dias acima de 40 °C. É também quando a diáspora tunisiana volta em massa, o que enche estradas, praias e hotéis do litoral norte e faz o preço subir. O inverno, de dezembro a fevereiro, tem 8 a 17 °C, chuva concentrada e vento: a cidade continua funcionando e os museus ficam vazios, mas hotel sem aquecimento decente é um problema real. Março é instável, e em 2027 o começo dele cai no Ramadã, previsto de cerca de 8 de fevereiro a 8 de março, conforme a lua: nesses dias restaurantes e cafés fecham durante o dia e o ritmo urbano se desloca para depois das 18h, então eu iria na segunda quinzena do mês. Vale abrir o calendário antes de comprar passagem: Cartago tem festival em julho e agosto, as JCC ocupam a cidade em outubro ou novembro, e 20 de março (Independência), 25 de julho (República) e 17 de dezembro (Revolução) são feriados com serviços reduzidos.

Por pessoa/dia Mochilão 60–110 DT; conforto médio 180–350 DT (cerca de US$60–115), com hotel de três estrelas ou riad na medina, três refeições e transporte público, mais a taxa de estada, de 4 a 12 DT por noite conforme a categoria do hotel

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Reserve dois dias: o primeiro para a medina e o segundo para o Bardo de manhã e Cartago à tarde. O terceiro, se sobrar, vai para Bab Souika, o Belvédère e a beira do lago, e um quarto dia leva a Dougga ou a Kairouan. Não venha atrás de praia, porque o centro dá para uma lagoa fechada e a areia fica a 15 ou 25 km, em La Marsa, Gammarth e Raoued. Com um dia só, percorra a medina de manhã, da Bab el Bhar aos souks em volta da Zitouna. À tarde, pegue o TGM até Cartago e siga no mesmo trem até Sidi Bou Saïd, com o sol baixo sobre o golfo. A noite decepciona, porque a medina esvazia por volta das 19h e o movimento migra para as Berges du Lac, um aterro dos anos 1980. Evite o auge do verão, quando o vento saariano leva o calor acima de 40 °C, e prefira outubro.

Na medina de Túnis, cada rua ainda tem o seu ofício. No souk dos perfumistas, aberto em 1240, as essências se vendem por gota, e no Souk des Chéchias se faz a touca de feltro vermelho desde o século XVII. As ruas estreitas sobem até a mesquita Zitouna, reconstruída em 864 com colunas antigas tiradas das ruínas de Cartago. Essas ruínas ficam dentro da própria cidade, à beira do golfo, e o mesmo trem suburbano que passa por elas para em Sidi Bou Saïd, o vilarejo azul e branco no penhasco sobre o mar, antes de chegar a La Marsa. No Bardo está a maior coleção de mosaicos romanos do mundo, com o retrato de Virgílio entre duas musas. Para comer, peça o lablabi, sopa de grão-de-bico sobre pão com harissa, e o brik à l'œuf, a folha fina frita com ovo dentro. Venha de abril ao começo de junho ou de meados de setembro ao começo de novembro, e reserve dois dias.

Ficha rápida

População
cerca de 640 mil no município de Túnis e cerca de 2,8–2,9 mi no Grande Túnis, que reúne as governadorias de Túnis, Ariana, Ben Arous e Manouba (base no censo de novembro de 2024); a Tunísia inteira tem cerca de 11,9 mi
Fundação
Tunes é atestada como povoado líbio-berbere no século IV a.C.; refundada como cidade árabe depois de 698, com o arsenal e a mesquita Zitouna; vira capital de Ifríquia em 1159, com os almóadas; os hafsidas assumem em 1229
País e região
Tunísia: norte do país, no golfo de Túnis; 65 km de Bizerta, 65 km de Hammamet, 145 km de Sousse, 155 km de Kairouan e 270 km de Sfax
Idiomas
Árabe tunisino (derja) na rua e árabe padrão na escrita; francês na administração, nas placas, nos cardápios e nos bancos; inglês limitado a hotéis, guias e gente jovem; italiano ainda aparece em La Goulette
Moeda
Dinar tunisino (TND, DT), moeda fechada
Fuso
UTC+1 o ano inteiro, sem horário de verão desde 2009
Melhor época
Abril a junho, e setembro a novembro
Custo médio por dia
Mochilão 60–110 DT; conforto médio 180–350 DT (cerca de US$60–115), com hotel de três estrelas ou riad na medina, três refeições e transporte público, mais a taxa de estada, de 4 a 12 DT por noite conforme a categoria do hotel

Quando ir

Abril a junho, e setembro a novembro

10°20°30°40°média do ano 20°50100mmhojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez15°30°100JFMAMJJASOND
melhor épocatemperatura °Cchuva mmNormais 1991-2020 da OMM (NOAA NCEI), estação TunisCarthage, a 5 km. Domínio público.

abril

12° a 22°C

38 mm de chuva

Melhor época

O que muda ao longo do ano

A janela boa é de abril ao começo de junho e de meados de setembro ao começo de novembro, com máximas de 22 a 28 °C, mar ainda utilizável em outubro e pouca chuva. Julho e agosto ficam entre 33 e 36 °C com umidade alta vinda da lagoa, e a onda de chhili, o vento saariano, pode empurrar dois ou três dias acima de 40 °C. É também quando a diáspora tunisiana volta em massa, o que enche estradas, praias e hotéis do litoral norte e faz o preço subir. O inverno, de dezembro a fevereiro, tem 8 a 17 °C, chuva concentrada e vento: a cidade continua funcionando e os museus ficam vazios, mas hotel sem aquecimento decente é um problema real. Março é instável, e em 2027 o começo dele cai no Ramadã, previsto de cerca de 8 de fevereiro a 8 de março, conforme a lua: nesses dias restaurantes e cafés fecham durante o dia e o ritmo urbano se desloca para depois das 18h, então eu iria na segunda quinzena do mês. Vale abrir o calendário antes de comprar passagem: Cartago tem festival em julho e agosto, as JCC ocupam a cidade em outubro ou novembro, e 20 de março (Independência), 25 de julho (República) e 17 de dezembro (Revolução) são feriados com serviços reduzidos.

Os mesmos números em tabela
MêsTemperatura °CChuva mm
janeiro8 a 1659
fevereiro8 a 1755
março10 a 1946
abril ·12 a 2238
maio ·15 a 2722
junho ·19 a 3113
julho22 a 344
agosto23 a 3515
setembro ·21 a 3158
outubro ·17 a 2755
novembro ·13 a 2253
dezembro9 a 1868

Dicas do Nilo

Com pouca bagagem, pegue o ônibus 635 do aeroporto a Tunis Marine

O ônibus custa menos de 2 DT e chega a Tunis Marine, de onde o TGM segue para Cartago, Sidi Bou Saïd e La Marsa. O bagageiro é apertado e a frequência é irregular, então com mala grande, criança ou chegada à noite o táxi amarelo no taxímetro é a escolha mais simples.

Vá a Cartago e La Marsa no trem TGM, por menos de 1,5 DT

O TGM liga Tunis Marine à costa norte por um dique sobre a lagoa, com paradas em Cartago e Sidi Bou Saïd. Roda desde 1872, custa menos de 1,5 DT o trecho e leva de 30 a 40 minutos de ponta a ponta. Se for jantar peixe do outro lado, confirme na estação, no mesmo dia, o horário do último trem de volta.

Compre o bilhete de 20 DT e leve água para os 4 km de Cartago

O percurso pelas ruínas soma uns 4 km a pé, sem sombra e com pouca água à venda, por isso vale levar também chapéu. O bilhete combinado vale só no dia da compra e, somado ao Bardo, o dia de museus sai por 50 DT. Na janela boa, de abril a junho e de setembro a novembro, a tarde funciona e deixa a manhã para o Bardo. Em julho e agosto, com 33 a 36 °C, faça Cartago cedo e o Bardo depois.

Fechamentos: o Bardo na segunda, os souks no domingo

O Bardo fecha às segundas, como vários museus nacionais, e na sexta boa parte das lojas da medina também para uma ou duas horas na oração do meio-dia. Deixe a medina para terça, quarta ou quinta e o Bardo para qualquer dia menos segunda, com entrada de 30 DT desde 1º de abril de 2026. No domingo, quando quase todos os souks fecham, vá a Cartago e Sidi Bou Saïd, que não dependem de comércio aberto.

Troque dinar na chegada e guarde o comprovante para depois

Sem o recibo da troca, a sobra em dinares não se reconverte na saída, e fora da Tunísia ninguém compra a moeda. Guarde o comprovante de cada troca e, para o dia a dia, ande com notas, porque café, souk, táxi e lanchonete só aceitam dinheiro vivo.

Tome lablabi de manhã num balcão, por 4 a 9 DT

O lablabi é prato da manhã, sobretudo no inverno, uma sopa de grão-de-bico sobre pão dormido que vira refeição completa com ovo e atum nos balcões da medina. Para comer andando no resto do dia, o casse-croûte de atum, ovo, azeitona e harissa custa 3 a 7 DT e é montado na sua frente. Feche com um chá verde com pinhões, a 2 a 4 DT em qualquer café, e, para levar, prefira a harissa fresca, vendida a peso.

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O que ver

Túnis: Entre a lagoa e as sebkhas

Túnis fica a cerca de 4 m acima do mar no centro e sobe até uns 70 m nas colinas do Belvédère e da Kasbah, espremida entre o Lac de Tunis, a leste, e as sebkhas de Sijoumi e Ariana, a oeste e ao sul.

Pátio interno do Museu do Bardo com arcos em ferradura listrados de preto e branco, paredes cobertas de azulejos e uma fonte de mármore ao centro.
Museu do Bardo, pátio de azulejos

Museu Nacional do Bardo

EssencialLe Bardo

Instalado num palácio beylical do século XIX, aberto em 1888 e reaberto ao público em 14 de setembro de 2023 depois de mais de dois anos fechado. Guarda a maior coleção de mosaicos romanos do mundo, incluindo o retrato de Virgílio entre duas musas, do século III, e a carga do naufrágio de Mahdia, do século I a.C. Fecha às segundas.

Reaberto em 14 de setembro de 2023, depois de mais de dois anos fechado, o palácio do século XIX guarda a maior coleção de mosaicos romanos do mundo, com o retrato de Virgílio entre duas musas.

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Ruínas de alvenaria de Cartago com uma coluna romana de pé, sob céu azul.
Ruínas de Cartago

Sítio arqueológico de Cartago

EssencialCartago (município)

O sítio arqueológico de Cartago reúne nove áreas espalhadas por cerca de 5 km, na UNESCO desde 1979: as termas de Antonino, de 145–162, à beira-mar; os portos púnicos, um circular e um retangular; o tofet de Salammbô, com estelas votivas; o bairro púnico de Byrsa; o teatro romano usado no Festival de Cartago; e as cisternas de La Malga, alimentadas por um aqueduto de 132 km vindo de Zaghouan. O bilhete combinado cobre todas, mas vale só no dia da compra.

Cartago reúne nove áreas espalhadas por cerca de 5 km, entre elas as termas de Antonino e os portos púnicos, e o ingresso vale só no dia da compra.

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Telhados brancos com grades azuis de Sidi Bou Saïd, um minarete ao centro e o mar Mediterrâneo ao fundo, sob céu com nuvens.
Sidi Bou Saïd, telhados brancos e o mar

Sidi Bou Saïd e Ennejma Ezzahra

Essencialdelegation of Carthage

Vilarejo no penhasco a 130 m sobre o mar, com o azul e o branco impostos por decreto em 1915 sob influência do barão Rodolphe d'Erlanger. O palácio dele, Ennejma Ezzahra, foi construído entre 1912 e 1922 e abriga o Centro de Músicas Árabes e Mediterrâneas, com a coleção de instrumentos que serviu de base ao congresso de música árabe do Cairo, em 1932.

Vale a viagem de TGM pelo vilarejo azul e branco no penhasco a 130 m sobre o golfo, com as cores impostas por decreto em 1915, e pelo Ennejma Ezzahra, o palácio do barão d'Erlanger que hoje abriga o Centro de Músicas Árabes e Mediterrâneas.

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Corredor coberto do souk da medina de Túnis, com bancas de mercadorias coloridas e pessoas caminhando.
Souk el Attarine e o Souk des Chéchias

Souk el Attarine e o Souk des Chéchias

Vale a visitaTunes

O souk dos perfumistas foi aberto em 1240 por Abu Zakariya e ainda vende essências em frascos de vidro pesados por gota. O Souk des Chéchias, com pórtico coberto e bancos de madeira, é a sede da corporação dos chaouachine, que faz desde o século XVII a touca de feltro vermelho: lã tricotada, pisada em moinho de água, tingida e escovada com cardo. Peça para ver a forma de madeira antes de fechar preço.

O Souk el Attarine, aberto em 1240, ainda vende essências pesadas por gota, e no Souk des Chéchias, ao lado, a corporação faz desde o século XVII a touca de feltro vermelho, com lã pisada, tingida e escovada; peça para ver a forma de madeira antes de negociar.

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Fachada lateral do Tourbet el Bey, com friso decorado e cúpula verde e branca acima, sob céu azul.
Tourbet el Bey

Tourbet el Bey

Vale a visitaTunes · Até meia hora

Mausoléu da dinastia husainida erguido no reinado de Ali Pasha II, entre 1758 e 1782, no sul da medina. Reúne mais de uma centena de sepulturas sob cúpulas verdes, com mármore de Carrara e revestimento de cerâmica; nas lápides masculinas há uma chéchia esculpida em pedra, e o tamanho do turbante indica a posição do morto.

No sul da medina, o mausoléu husainida, de 1758 a 1782, reúne mais de uma centena de sepulturas, nas lápides masculinas há uma chéchia talhada, e o volume do turbante revela a posição.

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Porta de entrada azul, com cravos pretos e arco de pedra, do palácio Dar Ben Abdallah na medina de Túnis.
Porta do Dar Ben Abdallah

Dar Ben Abdallah

Vale a visitaTunes · Até meia hora

Palácio urbano do século XVIII em torno de um pátio de mármore, hoje Museu das Artes e Tradições Populares. Os cômodos foram remontados com mobiliário, trajes e joias do século XIX e explicam como funcionava uma casa da medina: quatro alas em cruz, nenhuma janela para a rua e todo o luxo virado para dentro.

O palácio do século XVIII, hoje museu, mostra a casa da medina por dentro: pátio de mármore, quatro alas e nenhuma janela para a rua.

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Minarete branco da Mesquita Sidi Mahrez, em Túnis, com janelas em arco e telhado verde, visto de baixo.
Minarete da Mesquita Sidi Mahrez

Mesquita Sidi Mahrez

Vale a visitaTunes · Até meia hora

Construída entre 1692 e 1697 por Mohamed Bey el Mouradi, é a única mesquita de Túnis com cúpulas otomanas em cascata, copiadas de Istambul e completamente fora do padrão magrebino de sala hipóstila. Fica em Bab Souika e é dedicada ao santo padroeiro da cidade, morto em 1022.

A única mesquita de Túnis com cúpulas em cascata, repetidas de Istambul e alheias ao modelo magrebino de sala hipóstila, foi erguida de 1692 a 1697 e dedicada ao santo padroeiro falecido em 1022.

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Acropolium de Cartago, a antiga Catedral de São Luís, com as torres e a cúpula, sob céu nublado.
Acropolium de Cartago

Acropolium de Cartago

Se sobrar tempoCartago (município) · Até meia hora

A antiga catedral de São Luís, hoje chamada Acropolium, foi construída entre 1884 e 1890 no alto de Byrsa, em estilo neobizantino-mourisco, no ponto onde Luís IX morreu em 1270. Deixou de ser igreja depois da independência e hoje funciona como sala de concertos e mirante sobre o golfo.

Desde que deixou de ser igreja, depois da independência, o Acropolium só abre para concertos, e no dia comum vale pelo mirante no alto de Byrsa. A colina já está no ingresso de Cartago, então a subida entra no mesmo passeio, sem custo à parte.

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O roteiro do Nilo

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  1. Dia 1 · A medina, de Bab el Bhar à Kasbah

    1. Entre às 9h pela Bab el Bhar, na Place de la Victoire, e suba a rue Jamaa Ezzitouna até o pátio da Zitouna, fundada em 698 ou 703: só o pátio é aberto a não muçulmanos, em horário reduzido.

    2. Percorra o Souk el Attarine, de 1240, e desça ao Souk des Chéchias; peça para ver a forma de madeira e o processo de escovação antes de negociar a touca de feltro.

    3. Almoce um brik à l'œuf num balcão da medina por 2 a 5 DT e tome um chá com pinhões no Café M'Rabet ou num terraço de loja de tapetes, avisando antes que você não vai comprar tapete.

    4. Visite à tarde a Tourbet el Bey, mausoléu husainida erguido entre 1758 e 1782, e a Dar Ben Abdallah, palácio do século XVIII que abriga o museu de artes e tradições populares.

    5. Saia pelo alto, pela Place du Gouvernement na Kasbah, e termine na Avenue Habib Bourguiba: catedral de 1897, Théâtre municipal de 1902 e uma mesa na alameda central até o fim da tarde.

  2. Dia 2 · Bardo de manhã, Cartago à tarde

    1. Chegue ao Museu Nacional do Bardo na abertura e reserve duas horas para os mosaicos romanos, o retrato de Virgílio e a carga do naufrágio de Mahdia; vá de métro léger linha 4 ou pela linha D do RFR, e lembre que fecha às segundas.

    2. Volte ao centro e pegue o TGM em Tunis Marine até Carthage-Hannibal ou Carthage-Dermech, cerca de 20 minutos atravessando a lagoa.

    3. Compre o bilhete combinado dos sítios de Cartago (20 DT) e faça termas de Antonino, portos púnicos, tofet de Salammbô e a colina de Byrsa com o Acropolium. São cerca de 4 km a pé, sem sombra: leve água.

    4. Siga de TGM até Sidi Bou Saïd, suba a rua calçada até o Café des Nattes e coma um bambalouni frito na hora na descida.

    5. Jante peixe grelhado em La Marsa ou La Goulette e volte de TGM; confirme no dia o horário do último trem.

Se ficar mais

  1. Dia 3 · Bab Souika, Belvédère e a beira do lago

    1. Comece na praça de Bab Souika, com café na calçada, e veja a mesquita Sidi Mahrez, de 1692–1697, a única de cúpulas otomanas na cidade.

    2. Suba a Halfaouine, com a mesquita Sahib Ettabaa e os hammams de bairro, e desça pelos faubourgs norte da medina, onde quase não há loja para turista.

    3. Almoce um casse-croûte de atum, harissa e azeitona no centro por 3 a 7 DT e passe pelo Marché Central, de 1891, para comprar harissa e tâmaras a peso.

    4. Passe a tarde no Parc du Belvédère, aberto em 1892, e na Cité de la Culture, na Avenue Mohamed V, com o museu nacional de arte moderna e contemporânea.

    5. Termine nas Berges du Lac 2, na beira da lagoa aterrada, onde ficam os restaurantes e bares que funcionam depois das 23h.

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Comida

Ilustração com IA

Brik à l'œuf

Folha fina de malsouka dobrada sobre ovo cru, atum, salsinha, alcaparra e às vezes batata, frita em óleo fundo e servida escaldante. Come-se com a mão, começando pelo canto, antes que a gema escorra; é entrada padrão de restaurante e onipresente na mesa de iftar do Ramadã. Custa 2 a 5 DT num balcão.

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Lablabi

Sopa de grão-de-bico despejada sobre pão dormido rasgado dentro da tigela, temperada com alho, cominho, harissa, azeite, alcaparra e limão, quase sempre com ovo escalfado por cima e atum se você pedir. É o prato da manhã, sobretudo no inverno, servido desde cedo nos balcões e casas especializadas da medina por 4 a 9 DT, e é a refeição mais barata e mais completa da cidade.

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Couscous

Sêmola cozida no vapor sobre o caldo, servida com cordeiro, frango, merguez ou, na versão de Túnis e La Goulette, com peixe inteiro (mero, dourada ou sargo) e caldo de tomate e harissa. É o prato de sexta-feira e de festa familiar; num restaurante do centro sai por 15 a 30 DT, e a versão de peixe custa mais.

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Harissa

A harissa é a pasta de pimenta vermelha seca com alho e especiarias que tempera quase tudo na mesa tunisiana, do lablabi ao casse-croûte. A de lata é industrial e tem menos sabor, então compre a fresca, vendida a peso nas bancas do Marché Central e dos souks da medina.

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Ojja e kafteji

Ojja é ovo cozido dentro de um molho de tomate e pimentão com harissa, servido na frigideira, com merguez ou camarão. Kafteji é a versão frita e picada: pimentão, abobrinha, abóbora, batata e tomate fritos separadamente, cortados na faca com ovo e comidos com pão. Os dois são prato de balcão, de 6 a 14 DT.

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Casse-croûte e fricassé

O sanduíche tunisiano é meia baguete com atum, ovo cozido, azeitona, batata, salada mechouia e harissa, montado na frente do cliente por 3 a 7 DT. O fricassé é o mesmo recheio dentro de um pãozinho frito, menor e mais gorduroso, vendido em padarias e barracas de rua: dois deles resolvem um almoço.

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Bambalouni e makroudh

Bambalouni é um anel de massa frito na hora e passado no açúcar, especialidade da subida de Sidi Bou Saïd, comido quente ou não comido. Makroudh é o losango de sêmola recheado com pasta de tâmara, frito e mergulhado em mel, de origem kairouanesa, vendido a peso nas confeitarias da medina; ambos custam 1 a 3 DT a unidade.

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Chá com pinhões, boukha e Celtia

O chá verde tunisiano vem doce, com um punhado de pinhões ou amêndoas no fundo do copo, por 2 a 4 DT em qualquer café. A boukha é a aguardente de figo destilada por famílias judaicas de Túnis desde 1880 e bebida gelada; a cerveja local Celtia e os vinhos de Mornag e Kelibia estão em restaurantes licenciados e supermercados, mas não em cafés comuns e não às sextas em muitos estabelecimentos.

Bate-voltas

Túnel de pedra com degraus e plantas na abertura iluminada.
Dougga · Kritzolina · CC BY-SA 4.0

Dougga (Thugga)

Dougga fica 110 km a sudoeste, a cerca de 2 h de carro via Medjez el-Bab e Téboursouk. É a cidade romana mais bem preservada do norte da África, na UNESCO desde 1997, com capitólio de 166–167, teatro de 168 para 3.500 pessoas e um mausoléu líbio-púnico do século II a.C. Não há transporte público direto, então alugue carro ou feche um táxi para o dia inteiro (180 a 300 DT).

O minarete quadrado de tijolo da Grande Mesquita de Kairouan e um trecho do muro, vistos de baixo, com o sol brilhando no canto do céu.
Kairouan, a Grande Mesquita · Monaam Ben Fredj · CC BY-SA 4.0

Kairouan

Kairouan fica 155 km ao sul, a cerca de 2 h pela autoestrada A1 e depois por estrada simples, ou de louage saindo de Moncef Bey. A Grande Mesquita, fundada em 670, é a mais antiga do Magrebe, e a cidade tem ainda as piscinas aglábidas do século IX, a medina murada dos tapetes e o makroudh original. É Patrimônio da UNESCO desde 1988, e dá para ir e voltar no mesmo dia com folga.

Enseada de água turquesa e verde entre costas de rocha clara, com um barco pequeno, uma faixa de praia com pessoas e casas no alto ao fundo, no Cap Blanc, perto de Bizerta.
Bizerta, Cap Blanc · Smailtn · CC BY-SA 4.0

Bizerta e o parque do Ichkeul

Bizerta fica 65 km ao norte, a cerca de 1 h de carro ou de louage saindo de Bab Saadoun, e é a cidade mais setentrional da África, com o velho porto andaluz, a kasbah do século XVII e praias ao norte. A 25 km dali fica o Parque Nacional do Ichkeul, lago e pântano na rota das aves migratórias, na UNESCO desde 1980 e melhor entre novembro e março.

Por onde começar

A medina, de Bab el Bhar à Kasbah

A medina, de Bab el Bhar à Kasbah

Entre às 9h pela Bab el Bhar, na Place de la Victoire, e suba a rue Jamaa Ezzitouna até o pátio da Zitouna, fundada em 698 ou 703: só o pátio é aberto a não muçulmanos, em horário reduzido.

Bab Souika, Belvédère e a beira do lago

Bab Souika, Belvédère e a beira do lago

Comece na praça de Bab Souika, com café na calçada, e veja a mesquita Sidi Mahrez, de 1692–1697, a única de cúpulas otomanas na cidade.

Dinheiro

A moeda é o dinar tunisino (TND, DT), dividido em 1.000 milésimos, com cotação em torno de 3,0 DT por dólar e 0,55 DT por real em 2026. É moeda fechada: não se compra fora do país e é proibido entrar ou sair com mais do que uma quantia simbólica em dinares, então troque no aeroporto ou num banco assim que chegar e guarde o comprovante, que é exigido para reconverter o que sobrar na saída. Aqui o dinheiro vivo manda: o cartão passa em hotéis, supermercados, shoppings das Berges du Lac e restaurantes maiores, e não passa em cafés, souks, táxis nem lanchonetes. Caixas eletrônicos são fáceis de achar na Avenue Habib Bourguiba e ficam sem papel ou sem notas em feriados. As faixas de preço de 2026: café expresso 1,5–3 DT; chá com pinhões 2–4 DT; casse-croûte 3–7 DT; lablabi 4–9 DT; refeição sentada no centro 20–45 DT; jantar de peixe em La Goulette ou La Marsa 45–90 DT; cerveja Celtia num bar 6–12 DT; hotel médio 120–300 DT a diária; entrada do Bardo 30 DT e bilhete combinado de Cartago 20 DT, com taxa extra de foto em alguns sítios. Some a taxa de estada que os hotéis cobram do estrangeiro por noite: 4 DT em dois estrelas, 8 DT em três e 12 DT em quatro e cinco, com isenção para menores de 12 anos. Gorjeta: arredonde para cima no café, 5% a 10% em restaurante com serviço de mesa, 1 DT para quem carrega a mala ou toma conta do carro.

Como chegar e se locomover

Avenida Habib Bourguiba, com árvores, lampiões, carros e um prédio alto de vidro ao fundo.
Avenue Habib Bourguiba · Avenida Habib Bourguiba

Aeroporto: 8 km do centro, sem ligação de trem

O aeroporto de Túnis-Cartago (TUN) fica a 8 km a nordeste do centro e não tem ligação ferroviária. O táxi amarelo até a Avenue Habib Bourguiba custa 10 a 15 DT no taxímetro durante o dia e cerca de 50% mais entre 21h e 5h, o que é legal e aparece no visor. Recusar o “forfait” e pedir o “compteur” é prática comum, e o motorista aceita sem problema. A linha de ônibus 635 liga o aeroporto a Tunis Marine por menos de 2 DT, com bagageiro apertado e frequência irregular, e o Bolt funciona na cidade, com o preço fechado antes de a corrida começar. Chegando de barco, as balsas da CTN, GNV e Corsica Linea atracam em La Goulette, vindas de Marselha, Gênova, Civitavecchia e Palermo, a 12 km do centro pela mesma linha TGM.

Três sistemas ferroviários e um informal

Dentro da cidade há três sistemas ferroviários e um informal. O métro léger, aberto em 1985, tem seis linhas e cerca de 45 km em superfície, com trocas na Place de Barcelone e na République. O bilhete é por zona e custava 0,5 DT, 1 DT e 1,5 DT em 2022; confira o valor atual no guichê, compre o bilhete de papel antes de embarcar e guarde-o até a saída, porque a fiscalização aparece. O TGM liga Tunis Marine à faixa costeira do norte desde 1872, atravessando a lagoa sobre um dique, em 30 a 40 minutos de ponta a ponta e por menos de 1,5 DT, e é o transporte que mais serve o visitante. A rede rápida RFR abriu a linha E em 2023 e a linha D, via Bardo, em 25 de janeiro de 2025, com material novo e ar-condicionado. Trens da SNCFT partem da estação Tunis Ville, na Place de Barcelone, para Sousse (cerca de 2 h15), Sfax (cerca de 4 h) e Bizerta. Os louages são vans brancas com faixa colorida que só saem quando enchem e cobrem o resto do país a partir de Bab Alioua (sul), Bab Saadoun (norte e oeste) e Moncef Bey (Cabo Bom e Sahel). A medina e a Ville Nouvelle se fazem a pé, de preferência de manhã, porque entre 12h e 15h no verão a Ville Nouvelle não tem sombra e a medina fecha boa parte das lojas depois do almoço de sexta, na hora da oração.

Segurança

Minarete quadrado da Mesquita Zitouna acima dos telhados da medina de Túnis, sob céu com nuvens.
Medina e a Zitouna · Minarete da Zitouna, na medina

Túnis é uma capital relativamente segura para crime violento, e o problema real do visitante é o bolso: batedor de carteira na Avenue Habib Bourguiba, nos vagões cheios do métro léger e nos souks estreitos da medina, além do arrancão de bolsa por motoqueiro em rua vazia; mochila na frente e telefone fora da mão resolvem a maior parte disso. Os golpes que se repetem: o “guia” que informa que a medina está fechada ou que há um mercado berbere só hoje e leva você a uma loja de tapetes; o terraço com “vista grátis” que vira sala de venda; o taxímetro quebrado; e a troca de uma nota de 5 DT por uma de 1 DT no escuro do câmbio de rua. O risco terrorista caiu muito desde os atentados de 2015 e 2016, mas explica a presença permanente de polícia e o arame farpado no centro. É proibido fotografar o Ministério do Interior, postos militares, o porto e o palácio presidencial, e a proibição é aplicada de verdade. Evite os bairros periféricos de Ettadhamen, Douar Hicher, Sidi Hassine e Kabaria à noite, e não atravesse a medina depois que as lojas fecham, por volta das 19h. Nesse horário ela não é perigosa, mas fica escura e vazia, e é fácil errar o caminho. Mulheres viajando sozinhas relatam comentários e insistência na rua, mais frequentes à noite e em áreas turísticas. Resposta curta e caminhar em direção a um café movimentado costuma bastar. Desde 2022 o decreto-lei 54 criminaliza a difusão de “notícias falsas” e já rendeu prisões, então guarde o comentário político para depois, inclusive em rede social com localização ligada. A água de torneira é clorada e potável no Grande Túnis, mas salobra ao gosto; a maioria bebe engarrafada. Emergências: 197 (polícia), 190 (ambulância), 198 (bombeiros).

Dicas de etiqueta

Cumprimente antes de perguntar qualquer coisa

Diga “aslema” ou “salem alikom” e pergunte “labès?” antes de tratar de preço, endereço ou horário. Entrar direto no assunto é lido como pressa, e a pressa costuma custar a informação que você queria.

Não fotografe polícia, quartel nem palácio

Em Radès e ao redor do Ministério do Interior, guarde a câmera: fotografar ali rende parada da polícia.

Peça licença para fotografar pessoas e bancas

Nos souks e no Marché Central muitos comerciantes cobram ou recusam, porque a banca é o negócio deles. Um gesto para a câmera e um “najem nsawwar?” resolvem; se a resposta for não, é definitivo.

Na Zitouna, o pátio é o limite

O pátio é aberto a todos em horário reduzido; a sala de oração, não. Ombros e joelhos cobertos para qualquer pessoa, sapatos retirados onde indicado, e nada de visita perto da oração de sexta-feira ao meio-dia.

No Ramadã, coma e fume fora da vista

Comer, beber ou fumar na rua durante o dia não é ilegal para estrangeiros, mas é malvisto, e tunisianos já foram processados por isso. Os poucos cafés que servem de dia o fazem com a porta encostada; espere o iftar para pedir na calçada.

Pechinche só se for comprar

No souk o primeiro número é ponto de partida e o vendedor conta com três ou quatro rodadas de conversa e um chá pelo meio. Negociar sem intenção de fechar é falta de educação; “la, choukran”, com a mão no peito, encerra o assunto sem ofender ninguém.

Erros a evitar

Moeda fechada: não se compra lá fora

Chegar sem dinares. Troque no aeroporto ou num banco assim que chegar, guarde o comprovante e não conte com casa de câmbio no Brasil nem na Europa.

O "forfait" custa o dobro do taxímetro

Aceitar o preço fechado do táxi. O táxi amarelo é obrigado a usar o taxímetro, e o motorista que diz que o aparelho quebrou ou que propõe “forfait” está cobrando o dobro. Peça o “compteur”; se ele recusar, desça e pegue outro ou chame um carro pelo aplicativo.

Ir ao Bardo numa segunda-feira

Ir ao Bardo numa segunda-feira. O museu fecha às segundas e muita gente perde nisso a única manhã livre da viagem. Vários museus nacionais seguem a mesma regra.

Cartago: nove áreas em 5 km, um bilhete só

Tratar Cartago como um sítio só. São nove áreas espalhadas por cerca de 5 km entre as estações do TGM, ligadas por um bilhete combinado válido no dia. Sem plano você vê duas e caminha as outras sete sob sol aberto.

O mar aberto começa em La Goulette

Achar que a cidade tem praia. O centro dá para uma lagoa fechada e o mar aberto começa em La Goulette. Areia utilizável está em La Marsa, Gammarth e Raoued, de 15 a 25 km, pelo TGM ou de carro.

Frases úteis

عسلامة: Aslema (as-le-MÁ)

Olá. Serve para entrar em loja, café ou táxi; a forma mais formal é “salem alikom”.

لاباس؟: Labès? (la-BÈS)

Tudo bem? A resposta padrão é “labès, hamdoullah”, e a pergunta vem antes de qualquer assunto.

بقداش؟: B'kaddech? (be-ka-DÈSH)

Quanto custa? A primeira pergunta útil no souk, no táxi e na barraca de sanduíche.

يعيشك: Yaïchek (iá-Í-chek)

Obrigado, na forma coloquial e calorosa; “choukran” também funciona e é mais neutro.

برشا / شوية: Barcha / chwaya (BÁR-cha / CHUÁI-a)

Muito / pouco. Resolve harissa, açúcar no chá, gelo, preço e distância.

سامحني: Samahni (sa-MÁH-ni)

Desculpe, com licença. É o que abre passagem num beco de dois metros e encerra uma abordagem sem atrito.

Bairros

Minarete quadrado da Mesquita Zitouna acima dos telhados da medina de Túnis, sob céu com nuvens.
Minarete da Zitouna, na medina

Médina

Núcleo hafsida de cerca de 270 hectares com os faubourgs, cerca de 700 construções históricas, inscrito na UNESCO em 1979, organizado em anéis em torno da Zitouna: perfumes e tecidos junto à mesquita, ferro e couro perto das portas. É residencial e comercial ao mesmo tempo, fecha cedo e esvazia à noite; quase tudo se faz a pé, com ruas de dois metros de largura e sem carros no miolo.

Minarete branco da Mesquita Sidi Mahrez, em Túnis, com janelas em arco e telhado verde, visto de baixo.
Minarete da Mesquita Sidi Mahrez

Bab Souika e Halfaouine

Faubourg norte, popular e barulhento, com a praça de Bab Souika como sala de estar coletiva e a mesquita Sidi Mahrez, de 1692–1697, marcando a entrada. Halfaouine, logo acima, deu nome ao filme de Férid Boughedir de 1990 e ainda concentra hammams, cafés de bairro e a mesquita Sahib Ettabaa, dos anos 1810.

Avenida Habib Bourguiba, com árvores, lampiões, carros e um prédio alto de vidro ao fundo.
Avenida Habib Bourguiba

Ville Nouvelle e Avenue Habib Bourguiba

Quadrícula francesa erguida a partir de 1881 sobre terreno drenado, com a avenida principal ligando a Porte de France ao relógio da Place du 14 Janvier 2011. Concentra bancos, cinemas, livrarias, a catedral de 1897, o Théâtre municipal de 1902 e as mesas de café na alameda central. É onde se marca encontro e onde acontecem as manifestações.

Lafayette

Bairro imediatamente ao norte da avenida, historicamente judeu e italiano, com a Grande Sinagoga de 1938 na Avenue de la Liberté, sob guarda permanente. Hoje é comercial e administrativo, com consultórios, escritórios e o eixo da Avenue Mohamed V onde fica a Cité de la Culture, aberta em 2018.

Belvédère e Mutuelleville

Encosta arborizada em torno do Parc du Belvédère, aberto em 1892 com cerca de 100 hectares e o zoológico de 1963. Em volta ficam as ruas residenciais de classe média alta, hotéis, embaixadas e a Coupole de El Menzah; é a parte mais silenciosa e mais verde da cidade compacta.

Pátio interno do Museu do Bardo com arcos em ferradura listrados de preto e branco, paredes cobertas de azulejos e uma fonte de mármore ao centro.
Museu do Bardo, pátio de azulejos

Le Bardo

Antiga cidade palaciana dos beis, 4 km a oeste, hoje bairro comum servido pelo métro léger e pela linha D do RFR, aberta em 2025. Guarda o Museu Nacional do Bardo, instalado num palácio husainida do século XIX, e o edifício do parlamento, ao lado.

Berges du Lac 1 e 2

Bairros de negócios construídos a partir dos anos 1980 sobre aterro da lagoa norte, com ruas largas, torres de escritórios, embaixadas, shoppings e a maior parte dos restaurantes caros e bares que abrem tarde. Não tem calçada útil para longas caminhadas nem história. É onde se dorme quando a viagem é de trabalho.

Telhados brancos com grades azuis de Sidi Bou Saïd, um minarete ao centro e o mar Mediterrâneo ao fundo, sob céu com nuvens.
Sidi Bou Saïd, telhados brancos e o mar

Banlieue nord: La Goulette, Cartago, Sidi Bou Saïd e La Marsa

Fita de subúrbios ao longo da linha TGM, entre 10 e 20 km do centro. La Goulette tem o forte espanhol de 1535, o porto de balsas e as ruas de restaurantes de peixe; Cartago é um bairro residencial construído sobre nove sítios arqueológicos, com o palácio presidencial no meio; Sidi Bou Saïd é o vilarejo azul e branco protegido por decreto desde 1915; La Marsa e Gammarth têm as praias e os cafés de fim de tarde.

História

séc. IV a.C. · Tunes, povoado a 15 km de Cartago

O povoado líbio-berbere de Tunes aparece nas fontes gregas como praça forte a 15 km de Cartago; Agátocles de Siracusa a ocupa em 310 a.C. e os mercenários revoltados a usam como base na Guerra Inexpiável, entre 241 e 238 a.C.

146 a.C. · Roma arrasa Cartago

O fim da Terceira Guerra Púnica destrói Cartago e, com ela, Tunes. Augusto refunda Cartago como colônia romana em 29 a.C. e ela vira capital da África Proconsular e uma das maiores cidades do Império, com as termas de Antonino erguidas entre 145 e 162.

698 · A conquista árabe e o arsenal

Hassan ibn Numan toma a região, desmonta o que resta de Cartago e transfere o porto militar para Túnis, ligado ao mar por um canal na lagoa. A mesquita Zitouna é fundada em 698 ou 703 e reconstruída em 864 pelos aglábidas, com colunas tiradas das ruínas romanas.

1159 · Os almóadas mudam a capital

Abd al-Mumin toma Túnis e faz dela a capital provincial de Ifríquia, no lugar de Kairouan. A muralha da medina, as portas e o traçado dos souks datam desse século e do seguinte.

1229–1534 · O sultanato hafsida

Abu Zakariya declara independência em 1229 e Túnis vira capital de um Estado que negocia com Gênova, Pisa e Aragão; o Souk el Attarine é aberto em 1240. Luís IX de França desembarca em Cartago na Oitava Cruzada e morre de disenteria em 25 de agosto de 1270; refugiados andaluzes chegam em levas depois de 1236 e de 1492.

1535–1574 · Carlos V e os otomanos

Carlos V toma Túnis em 1535 e a saqueia por três dias, deixando guarnição no forte de La Goulette. Sinan Paxá conquista a cidade em definitivo em 1574 e a Regência de Túnis passa a ser província otomana governada por deys, beis e pela renda do corso.

Cavaleiros e lanceiros diante de uma fortaleza à beira da água, com navios ao fundo.
Gravura de 1614 da vitória na Goleta, junto a Tunes. · Jacques de Gheyn, III. The Metropolitan Museum of Art, Rogers Fund, 1962

1705–1881 · Os beis husainidas

Al-Husayn ibn Ali funda em 1705 a dinastia que governa até 1957. A Regência promulga em 1861 a primeira constituição do mundo árabe, entra em falência em 1869 e passa a ser administrada por uma comissão financeira internacional franco-britânico-italiana.

12 de maio de 1881 · O Tratado do Bardo

Assinado no palácio do Bardo, institui o protetorado francês, confirmado pela Convenção de La Marsa em 1883. A França drena a margem da lagoa e ergue a Ville Nouvelle em quadrícula, com avenida central, catedral de 1897 e teatro de 1902, colada à medina, mas de costas para ela.

Fotocromo de homens de túnica e turbante nos degraus de uma mesquita de Túnis, com uma porta em arco de madeira e uma galeria de colunas vermelhas no alto.
A saída de uma mesquita de Túnis, c. 1890, 1900 · Unknown author Unknown author

1942–1943 · A batalha da Tunísia

Tropas do Eixo ocupam Túnis em novembro de 1942; a comunidade judaica da cidade é submetida a trabalho forçado e a multas coletivas durante seis meses. Os Aliados entram em Túnis em 7 de maio de 1943 e a campanha termina em 13 de maio, com cerca de 240 mil prisioneiros.

1956–1957 · Independência e república

A independência é proclamada em 20 de março de 1956 e a monarquia husainida é abolida em 25 de julho de 1957, com Habib Bourguiba presidente e Túnis capital. O Código do Estatuto Pessoal, de agosto de 1956, proíbe a poligamia e institui o divórcio judicial, e é dele que vem o lugar jurídico distinto que a mulher tunisiana ocupa na região.

Avenida de prédios brancos e ocre, uma viela da medina e uma bandeira vermelha pequena numa sacada.Ilustração com IA
A avenida em 1956

2011–2025 · Revolução de 2011, atentado ao Bardo e Kaïs Saïed

Em 14 de janeiro de 2011 a multidão na Avenue Habib Bourguiba encerra 23 anos de Ben Ali; a Liga Árabe já tinha sede na cidade entre 1979 e 1990 e a OLP entre 1982 e 1994. O atentado ao Museu do Bardo, em 18 de março de 2015, mata 22 pessoas e derruba o turismo por três anos; Kaïs Saïed suspende o parlamento em 25 de julho de 2021, uma nova constituição é aprovada em 2022, e a rede ferroviária rápida RFR abre a linha E em 2023 e a linha D em 25 de janeiro de 2025.

A avenida com duas fileiras de fícus, a torre do relógio e o lago ao fundo.
A avenida Habib Bourguiba · Dacoslett
História completa

A cidade que sobrou de Cartago

Túnis é a cidade que sobrou de Cartago. O sítio púnico, fundado pela tradição em 814 a.C. por colonos de Tiro, ficava na península a 15 km dali, com dois portos escavados (um circular, militar, e um retangular, comercial) que ainda se veem como lagoas no meio de um bairro residencial. Tunes existia ao lado, menor, sobre a colina entre a lagoa e o sebkha, e servia de acampamento a quem quisesse cercar Cartago: Agátocles em 310 a.C., os mercenários revoltados entre 241 e 238 a.C., Cipião no fim. Roma arrasou Cartago em 146 a.C. e a refundou em 29 a.C. como capital da África Proconsular; as termas de Antonino, de 145–162, são as maiores construídas pelos romanos fora da Itália. Quando o exército árabe chegou, em 698, não reconstruiu a cidade da costa aberta e mudou o porto militar para Túnis, protegido por uma lagoa rasa. A partir daí Cartago vira pedreira e Túnis vira cidade.

A medina que se percorre é hafsida

A medina que se percorre hoje nasceu sob os hafsidas. Os almóadas fizeram de Túnis a capital de Ifríquia em 1159, no lugar de Kairouan, e em 1229 Abu Zakariya se declarou independente e montou um Estado mediterrâneo que assinava tratados com Gênova, Pisa e a Coroa de Aragão. O Souk el Attarine foi aberto em 1240, e a lógica que organiza a medina até hoje vem dessa época: cada ofício tem a sua rua, os que cheiram bem ficam junto à mesquita e os que fazem barulho ou mau cheiro, como ferreiros e curtidores, vão para a periferia, perto das portas. Luís IX morreu diante da cidade em 25 de agosto de 1270, na Oitava Cruzada, e entre 1884 e 1890 a França ergueu em sua memória a catedral de São Luís, em estilo neobizantino, no alto da colina de Byrsa. Levas de andaluzes chegaram depois de 1236, de 1492 e sobretudo com a expulsão dos mouriscos, em 1609, e trouxeram a chéchia, a horta irrigada e cidades novas como Testour, a 75 km.

De Carlos V ao protetorado francês (1535–1881)

Entre 1535 e 1574 a cidade muda de dono três vezes. Carlos V a tomou e saqueou em 1535, deixando guarnição espanhola no forte de La Goulette; os otomanos de Sinan Paxá a tomaram em definitivo em 1574 e a Regência de Túnis passou a viver do corso e do resgate de cativos, sob deys e depois beis. Al-Husayn ibn Ali fundou em 1705 a dinastia husainida, que sobreviveu ao fim da pirataria, promulgou em 1861 a primeira constituição escrita do mundo árabe, quebrou em 1869 e caiu sob tutela de uma comissão financeira internacional. Foi essa dívida que a França usou como argumento: em 12 de maio de 1881, no palácio do Bardo, o bei assinou o tratado que criou o protetorado. Os franceses não entraram na medina: drenaram a beira da lagoa e construíram ao lado uma cidade em quadrícula, com avenida arborizada, catedral em 1897, teatro em 1902 e mercado central em 1891. Essa decisão preservou a medina inteira e, ao mesmo tempo, tirou dela o dinheiro, a administração e as famílias que mandavam.

Ocupação, independência e queda de Bourguiba

No século XX, Túnis passou pela ocupação do Eixo, pela independência e por um papel de sede da política árabe. O Eixo ocupou a cidade em novembro de 1942 e impôs trabalho forçado e multas coletivas à comunidade judaica local durante seis meses, até os Aliados entrarem em 7 de maio de 1943. A independência veio em 20 de março de 1956 e a república em 25 de julho de 1957, e Bourguiba governou até ser deposto por Ben Ali em 7 de novembro de 1987. Nesse período, Túnis abrigou a sede da Liga Árabe entre 1979 e 1990, depois da expulsão do Egito, e a direção da OLP entre 1982 e 1994, o que lhe rendeu um bombardeio israelense em Hammam Chott em 1º de outubro de 1985. Enquanto isso, a medina perdeu as famílias antigas, recebeu migração rural e casas subdivididas, e só voltou a receber investimento depois da inscrição na UNESCO, em 1979, e do trabalho da Association de Sauvegarde de la Médina, criada em 1967.

Duas ferrovias novas entre 2023 e 2025

Nos últimos anos, o que mais mudou a rotina da cidade foram as duas linhas da rede rápida RFR: a E, de 2023, e a D, de 2025, que pôs o Museu do Bardo a uma viagem de trem do centro.

Os portos púnicos de Cartago, um circular e um retangular, hoje parecem um parque com água.

Geografia e forma da cidade

Entre a lagoa e as sebkhas

Túnis fica a cerca de 4 m acima do mar no centro e sobe até uns 70 m nas colinas do Belvédère e da Kasbah, espremida entre duas massas de água salgada. A leste está o Lac de Tunis, uma lagoa rasa de cerca de 40 km² separada do golfo por um cordão de areia e ligada ao mar por um canal de navegação de 10 km aberto em 1893 até La Goulette. A oeste e ao sul ficam o Sebkhat Sijoumi e o Sebkhat Ariana, depressões salgadas que enchem no inverno e secam no verão, e que funcionaram durante séculos como limite de crescimento.

A colina oval e o lago drenado

A medina ocupa a colina entre as duas, e é por isso que ela é oval e não quadrada: as ruas seguem as curvas de nível, com o eixo principal descendo da Kasbah, no alto, até a Bab el Bhar, na antiga beira-d'água. A Ville Nouvelle está literalmente em cima do lago drenado, o que explica o traçado ortogonal, a Avenue Habib Bourguiba com 1,3 km de alameda central de fícus e o fato de o mar começar a 10 km do centro.

O norte costeiro, o aterro do lago e o clima

Sem espaço entre a lagoa e as sebkhas, a cidade cresceu em duas direções. Para o norte, uma língua de terra leva aos subúrbios da costa, servidos desde 1872 pela linha TGM, e o aterro da lagoa virou o bairro das Berges du Lac. O clima é mediterrâneo, com verões de 33 a 36 °C, úmidos por causa da lagoa e às vezes acima de 40 °C com o chhili, o vento saariano, e invernos de 8 a 17 °C com a chuva concentrada.

A medina é oval porque as ruas seguem o relevo da colina, sem traçado em quadrícula.

Cultura

Malouf e mezoued, as duas músicas da cidade

A música da cidade tem duas camadas que não se misturam. O malouf é a herança andaluza codificada em treze nubas, tocada com oud, rabab e percussão, salva do desaparecimento pelo instituto La Rachidia, fundado em 1934 na medina, e sistematizada por Salah El Mahdi; é o que se ouve no Ennejma Ezzahra e nos festivais de palácio durante o Ramadã. O mezoued é o oposto: gaita de foles de pele de cabra, letras sobre exílio, prisão e falta de dinheiro, nascida nos bairros populares e proibida no rádio estatal durante décadas, hoje a trilha real dos casamentos e dos ônibus. Entre os dois cresceu o rap tunisiano, que teve um papel documentado em 2010–2011 com “Rais Lebled”, de El Général, gravada em Sfax e cantada em Túnis.

Cinema: a exportação cultural mais firme da cidade

O cinema é a exportação cultural mais consistente da cidade. As Jornadas Cinematográficas de Cartago (JCC), criadas por Tahar Cheriaa em 1966, são o festival de cinema mais antigo da África e do mundo árabe e ocupam as salas da Avenue Habib Bourguiba em outubro ou novembro. De Túnis saíram Moufida Tlatli, com “Os Silêncios do Palácio” (1994), Férid Boughedir, com “Halfaouine” (1990) e “Um Verão em La Goulette” (1996), Abdellatif Kechiche, nascido na cidade em 1960, e Kaouther Ben Hania, indicada ao Oscar por “O Homem que Vendeu sua Pele” (2020) e por “Quatro Filhas” (2023). Do lado escrito, Ibn Khaldun nasceu aqui em 1332, o poeta Aboul-Qacem Echebbi forneceu os versos finais do hino nacional e Albert Memmi, nascido na hara judaica em 1920, escreveu a autobiografia da cidade colonial em “A Estátua de Sal”.

O clássico entre Espérance e Club Africain

O futebol organiza a semana. Espérance Sportive de Tunis, fundada em 1919 em Bab Souika, e Club Africain, fundado em 1920 em Bab Jedid, dividem a cidade rua por rua e jogam o clássico no Estádio Olímpico de Radès, aberto em 2001 para cerca de 60 mil pessoas; o Espérance é um dos clubes mais titulados da África. Fora do estádio, a vida acontece no café: homens sentados voltados para a calçada, chicha, chá com pinhões e conversa longa nos bairros tradicionais; cafés mistos e bares nas Berges du Lac, em La Marsa e na Ville Nouvelle. A prática religiosa é sunita malikita, com a Zitouna como referência; restam algumas centenas de judeus em Túnis, com sinagoga guardada na Avenue de la Liberté, e uma comunidade maior em Djerba.

O malouf, a música herdada da Andaluzia, tem treze nubas e é ensinado desde 1934 no instituto La Rachidia, na medina.

Festas e eventos

No teatro romano de Cartago, à noite, um grupo vestido de branco ocupa o tapete vermelho do palco, com leques e músicos ao fundo, no Festival de Cartago de 19 de julho de 2013.
El Hadhra no anfiteatro de Cartago, 19 de julho de 2013 · Nasreddine Nas'h · CC BY-SA 4.0

Festival Internacional de Cartago

Julho e agosto, no teatro romano de Cartago restaurado, com cerca de 7.500 lugares; existe desde 1964 e alterna música árabe, jazz, pop internacional e teatro. Ingressos de 20 a 120 DT, vendidos com antecedência; o TGM fica lotado na saída.

O tapete vermelho sobe a escadaria entre duas palmeiras, até um arco iluminado de azul, com pessoas de roupa de gala.
Jornadas Cinematográficas de Cartago 2018 · Houssem Abida · CC BY-SA 4.0

Jornadas Cinematográficas de Cartago (JCC)

Outubro ou novembro, com sessões também em bairros periféricos. Criado em 1966, é o festival de cinema mais antigo do continente; foi bienal até 2014 e passou a anual, com foco em produções africanas e árabes e sessões com fila na rua.

Alaúde de madeira em forma de pera sobre um pano branco, ao sol.Ilustração com IA
Alaúde de madeira · Nilo pelo mundo

Ramadã e o Festival da Medina

Em 2027, a partir de cerca de 8 de fevereiro (a data exata depende da observação da lua). A cidade inverte o horário: restaurantes fechados de dia, medina cheia depois do iftar, concertos de malouf em palácios e madrasas até de madrugada, e trânsito caótico na hora do pôr do sol.

Esfera branca sobre um piso claro, ao sol.Ilustração com IA
Esfera · Nilo pelo mundo

Dream City

Bienal de arte contemporânea criada em 2007 por Selma e Sofiane Ouissi, realizada no outono dos anos ímpares dentro de casas, pátios e ruas da medina (edições recentes em 2023 e 2025; a próxima deve cair em 2027). Percurso a pé com senha por horário, gratuito ou de baixo custo.

Duas máscaras de madeira clara sobre uma mesa, ao sol.Ilustração com IA
Duas máscaras · Nilo pelo mundo

Jornadas Teatrais de Cartago

Dezembro, em salas do centro e no Cité de la Culture. Contrapartida teatral das JCC, criada em 1983, reúne companhias árabes e africanas; a Tunísia tem tradição de teatro político e o festival costuma refletir o momento do país.

Livros e filmes

“Os Silêncios do Palácio” (1994)

Filme rodado num palácio beylical: as criadas do bei nos anos que antecedem 1956, o malouf tocado atrás das portas e o fim de um mundo que a independência varreu. Explica a hierarquia doméstica e a arquitetura virada para dentro que se encontra em cada casa da medina.

“A Estátua de Sal” (La Statue de sel, 1953), de Albert Memmi

Romance autobiográfico de um judeu tunisiano nascido na hara de Túnis em 1920: o beco, o liceu francês, a tripla língua e o campo de trabalho sob a ocupação alemã de 1942–1943. É o melhor retrato escrito da cidade colonial de várias comunidades.

“Um Verão em La Goulette” (Un été à La Goulette, 1996), de Férid Boughedir

Comédia ambientada no verão de 1966 em La Goulette, o subúrbio portuário onde muçulmanos, judeus e sicilianos dividiam o mesmo prédio e o mesmo pedaço de praia, às vésperas da Guerra dos Seis Dias. Mostra a convivência que a cidade perdeu nos anos seguintes e por que La Goulette ainda vive de restaurantes de peixe.

Perguntas frequentes

Túnis: devo aceitar o preço fechado do táxi?

Não: o táxi amarelo é obrigado a usar o taxímetro, e o motorista que diz que o aparelho quebrou ou que propõe “forfait” está cobrando o dobro.

Túnis: quanto custa o táxi do aeroporto ao centro?

O táxi amarelo até a Avenue Habib Bourguiba custa 10 a 15 DT no taxímetro durante o dia e cerca de 50% mais entre 21h e 5h, o que é legal e aparece no visor.

Túnis: a que distância fica Dougga?

Dougga fica 110 km a sudoeste, a cerca de 2 h de carro via Medjez el-Bab e Téboursouk.

Túnis: qual é a moeda e quanto vale o dinar?

A moeda é o dinar tunisino (TND, DT), dividido em 1.000 milésimos, com cotação em torno de 3,0 DT por dólar e 0,55 DT por real em 2026.

Túnis: qual é a melhor época para ir?

A janela boa é de abril ao começo de junho e de meados de setembro ao começo de novembro, com máximas de 22 a 28 °C, mar ainda utilizável em outubro e pouca chuva.

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