
Argentina
El Calafate
O Perito Moreno pelas passarelas, a navegação ao Spegazzini e as trilhas de El Chaltén
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Os dois primeiros são de El Calafate: um inteiro no Perito Moreno, pelas passarelas, e outro na navegação ao Upsala e ao Spegazzini, saindo de Punta Bandera. No terceiro, pegue o ônibus da manhã para El Chaltén e faça os mirantes curtos à tarde; no quarto, com o tempo firme, suba à Laguna de los Tres, 10 km e cerca de 4 h de ida. O quinto é para a Laguna Torre ou para o barco do Glaciar Viedma, e para a volta. Quem tem três dias deve escolher: o glaciar e a navegação em El Calafate, ou o glaciar e duas noites em El Chaltén. Eu não faria El Chaltén em bate-volta para as lagoas, porque 440 km de estrada e 20 km de trilha não cabem no mesmo dia. No inverno, de maio a agosto, o glaciar fecha mais cedo, a navegação ao Spegazzini rareia e as trilhas pegam neve; eu viria entre outubro e abril.
4–5
Quando Outubro a abril; o setor do Perito Moreno funciona no horário de temporada desde 1º de setembro, e a navegação ao Upsala e ao Spegazzini sai todos os dias.
Como o guia chega a este número
Em janeiro, a máxima média chega a 19,1 °C. Confirme o estado das trilhas e a presença de neve em El Chaltén no Centro de Visitantes. De maio a agosto o setor do glaciar fecha mais cedo, a máxima média de julho é 5,2 °C e a navegação sai dia sim, dia não
Outubro a abril; o setor do Perito Moreno funciona no horário de temporada desde 1º de setembro, e a navegação ao Upsala e ao Spegazzini sai todos os dias. Em janeiro, a máxima média chega a 19,1 °C. Confirme o estado das trilhas e a presença de neve em El Chaltén no Centro de Visitantes. De maio a agosto o setor do glaciar fecha mais cedo, a máxima média de julho é 5,2 °C e a navegação sai dia sim, dia não
Por pessoa/dia Econômico cerca de 37.400 ARS; médio cerca de 86.300 ARS; confortável cerca de 171.000 ARS por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaFique quatro dias, cinco se puder. Os dois primeiros são de El Calafate: um inteiro no Perito Moreno, pelas passarelas, e outro na navegação ao Upsala e ao Spegazzini, saindo de Punta Bandera. No terceiro, pegue o ônibus da manhã para El Chaltén e faça os mirantes curtos à tarde; no quarto, com o tempo firme, suba à Laguna de los Tres, 10 km e cerca de 4 h de ida. O quinto é para a Laguna Torre ou para o barco do Glaciar Viedma, e para a volta. Quem tem três dias deve escolher: o glaciar e a navegação em El Calafate, ou o glaciar e duas noites em El Chaltén. Eu não faria El Chaltén em bate-volta para as lagoas, porque 440 km de estrada e 20 km de trilha não cabem no mesmo dia. No inverno, de maio a agosto, o glaciar fecha mais cedo, a navegação ao Spegazzini rareia e as trilhas pegam neve; eu viria entre outubro e abril.Das passarelas do Perito Moreno se vê de frente uma parede de gelo de cerca de 70 m de altura e cerca de 5 km de largura, que avança cerca de 2 m por dia e solta blocos no Canal de los Témpanos. É por isso que se vem a El Calafate, uma cidade de 22.844 habitantes na margem do Lago Argentino, nascida como parada das carretas de lã e refeita pelo turismo depois do aeroporto de 2000. Daqui saem os barcos que entram pelos braços do lago até o Upsala, cheio de icebergs, e o Spegazzini, de frente mais alta que a do Moreno. A 220 km, o povoado de El Chaltén abre as trilhas do Fitz Roy. Entre uma excursão e outra, a cidade serve cordeiro patagônico assado em cruz e doce da fruta do calafate, o arbusto que lhe deu o nome.
Ficha rápida
- População
- 22.844 habitantes na cidade, censo nacional do INDEC de 2022 (eram 16.655 em 2010)
- Fundação
- 7 de dezembro de 1927, por decreto do governo argentino; antes disso, parada de abastecimento das carretas de lã das estâncias
- País e região
- Argentina, província de Santa Cruz, Patagônia austral; sede do departamento Lago Argentino, a cerca de 199 m de altitude, cerca de 320 km a noroeste de Río Gallegos
- Idioma
- Espanhol argentino, com tratamento por «vos»
- Moeda
- Peso argentino (ARS, escrito $); a taxa de referência de 24 de setembro de 2026 dava cerca de ARS 1.517 por dólar
- Fuso horário
- UTC−3 o ano inteiro; a Argentina não adota horário de verão
- Melhor época
- Outubro a abril; o setor do Perito Moreno funciona no horário de temporada desde 1º de setembro, e a navegação ao Upsala e ao Spegazzini sai todos os dias. Em janeiro, a máxima média chega a 19,1 °C. Confirme o estado das trilhas e a presença de neve em El Chaltén no Centro de Visitantes. De maio a agosto o setor do glaciar fecha mais cedo, a máxima média de julho é 5,2 °C e a navegação sai dia sim, dia não
- Custo médio por dia
- Econômico cerca de 37.400 ARS; médio cerca de 86.300 ARS; confortável cerca de 171.000 ARS por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Quando ir
Outubro a abril; o setor do Perito Moreno funciona no horário de temporada desde 1º de setembro, e a navegação ao Upsala e ao Spegazzini sai todos os dias. Em janeiro, a máxima média chega a 19,1 °C. Confirme o estado das trilhas e a presença de neve em El Chaltén no Centro de Visitantes. De maio a agosto o setor do glaciar fecha mais cedo, a máxima média de julho é 5,2 °C e a navegação sai dia sim, dia não
janeiro
Melhor épocafevereiro
Melhor épocamarço
Melhor épocaabril
Melhor épocamaio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
Melhor épocanovembro
Melhor épocadezembro
Melhor épocaO que muda ao longo do ano
A melhor época vai de outubro a abril. Desde 1º de setembro o setor do Perito Moreno funciona no horário de temporada (entrada das 8h às 18h), a navegação Todo Glaciares sai todos os dias de setembro a abril e as condições das trilhas de El Chaltén devem ser conferidas no Centro de Visitantes. Em janeiro, a média da estação do aeroporto (1991–2020) vai de 7,2 °C de mínima a 19,1 °C de máxima, e os dias são longos. Outubro tem máxima média de 13,5 °C e abril, de 12,9 °C; no começo do outono, a partir do fim de março, a lenga e o ñire ficam vermelhos nos bosques do parque. De maio a agosto a máxima média de julho cai para 5,2 °C e a mínima para −4,4 °C, o setor do glaciar abre das 9h às 16h, a navegação ao Upsala e ao Spegazzini sai dia sim, dia não e as trilhas de El Chaltén ficam mais difíceis com neve e barro. Chove pouco, cerca de 161 mm por ano, mas o tempo muda rápido e o vento forte é comum na estepa e nas trilhas: leve camada corta-vento e impermeável em qualquer mês. Em El Chaltén, o parque avisa que o tempo no povoado é diferente do tempo na montanha.
Dicas do Nilo
Compre o ingresso do parque pela internet e use o desconto do segundo dia
A entrada de Los Glaciares não vem em nenhuma excursão e se compra em ventaweb.apn.gob.ar, com o documento que você vai mostrar na portada. Desde junho de 2026, o passe diário custa ARS 50.000 na tarifa geral, e o segundo dia, dentro de 72 horas da primeira entrada, sai pela metade. A tabela oficial lista Los Glaciares e a portada de El Chaltén em linhas separadas e não diz se um passe vale nos dois setores, então eu contaria com um ingresso para cada. No roteiro de cinco dias, eu compraria o passe diário para o glaciar e usaria o desconto no dia seguinte, na navegação (ARS 75.000 na tarifa geral); em El Chaltén, faria o mesmo para a Laguna de los Tres e a Laguna Torre. Nos dois casos, o Flexipass de 3 dias (ARS 100.000) sai mais caro.
Faça a Senda Inferior e reserve tempo para os degraus
Das seis sendas, a Inferior (1.100 m, cerca de 2 h) é a que chega mais perto da frente, e a mais exigente. Eu a faria logo depois da Central, quando as pernas ainda estão inteiras, porque cada degrau descido é um degrau a subir. Quem tem mobilidade reduzida pode usar o estacionamento de cima e a Senda Accesible, de 565 m.
Escolha entre o barco e o gelo pelo que você quer ver
O minitrekking põe você em cima do Perito Moreno com grampos, tem limite de idade e ocupa o dia. A navegação Todo Glaciares mostra outros glaciares, o Upsala e o Spegazzini, que não se veem da estrada. Com só um dia além das passarelas, eu ficaria com a navegação, porque as passarelas já mostram o Perito Moreno de perto.
Em El Chaltén, comece pelo Centro de Visitantes
O Centro de Visitantes Ceferino Fonzo informa a previsão da montanha, que é diferente da do povoado, e o estado das trilhas. Eu deixaria a Laguna de los Tres para o dia de tempo mais firme e usaria os outros dias para a Laguna Torre ou o Mirador de los Cóndores.
Leve o corta-vento mesmo com sol
O vento forte é comum na estepa, e o folheto do parque pede precaução com vento no trecho final da Laguna de los Tres. Gorro, luvas e óculos escuros entram na mochila em qualquer mês.
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Abrir o appO que ver
El Calafate: A margem do Lago Argentino
El Calafate ocupa a margem sul do Lago Argentino, a cerca de 199 m de altitude, entre a estepa seca a leste e a cordilheira a oeste. A avenida principal concentra hotéis, agências de excursão, restaurantes, lojas de equipamento e o Paseo de los Artesanos.

Glaciar Perito Moreno
Com 254 km² e frente de cerca de 70 m acima da água, o Perito Moreno se vê de frente a partir das passarelas, um conjunto de seis sendas em níveis diferentes na Península de Magallanes, 80 km a oeste da cidade. A Senda Central (600 m, cerca de 1 h) e a Senda Accesible (565 m, cerca de 30 min) servem a quem tem pouco fôlego; a Senda Inferior (1.100 m, cerca de 2 h, a mais exigente) desce até o balcão mais próximo da frente, e a Senda de la Costa (1.117 m, cerca de 1h30) acompanha o Canal de los Témpanos. Os desprendimentos de gelo são frequentes e lançam estilhaços a dezenas de metros, por isso é proibido passar dos corrimões. A ruptura da represa de gelo do Brazo Rico acontece de tempos em tempos e não tem data previsível. O ingresso do parque se paga à parte, e o setor tem horário: das 8h às 18h de setembro a abril, das 9h às 16h de maio a agosto.
É a razão da viagem: uma frente de cerca de 70 m vista de passarelas a poucos metros do Canal de los Témpanos, com desprendimentos frequentes, e o ingresso do parque se compra antes, em ventaweb.apn.gob.ar.
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Glaciar Spegazzini
O glaciar de frente mais alta do parque, com até 135 m, desce do Campo de Gelo Patagônico Sul até o Brazo Spegazzini do Lago Argentino. Só se chega de barco a partir de Puerto Punta Bandera, 47 km a oeste da cidade, na navegação de dia inteiro que também passa pelo Upsala; na excursão Todo Glaciares, da Solo Patagonia, há desembarque no refúgio e nas passarelas do Spegazzini.
A frente de até 135 m é a mais alta do parque e só se alcança de barco desde Punta Bandera, na navegação de dia inteiro que também passa pelo Upsala; a excursão e o ingresso do parque se pagam separados.
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Laguna de los Tres
A lagoa glacial ao pé do Fitz Roy é o fim da trilha mais conhecida de El Chaltén: 10 km e cerca de 4 h só de ida, com 750 m de desnível, e o último trecho é muito íngreme. O folheto do parque pede precaução com chuva e vento, e não há sinal de celular nas trilhas. É a vista mais próxima do Fitz Roy sem escalar.
A vista mais próxima do Fitz Roy sem escalar custa 10 km e cerca de 5 h só de ida, com 750 m de desnível e o último trecho muito íngreme, e é por ela que vale dormir duas noites em El Chaltén.
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Glaciar Upsala
O terceiro maior glaciar do Campo de Gelo Patagônico Sul, com o nome da Universidade de Uppsala, na Suécia, que financiou os primeiros estudos na área. É também um dos que mais recuam: o recuo acelerou a partir de 2008, e a navegação passa entre os icebergs que ele solta. Visita-se pelo barco, na mesma navegação do Spegazzini.
O terceiro maior glaciar do campo de gelo, com o recuo acelerado desde 2008, se vê na mesma navegação do Spegazzini, entre os icebergs que ele solta; não pede um dia próprio.
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Glaciarium
Centro de interpretação dedicado ao gelo patagônico, aberto em 2011 num morro na saída da cidade, com vista para o Lago Argentino. Explica com maquetes, dioramas, telas e um filme em 3D como se forma um glaciar, como funciona a ruptura do Perito Moreno e quem foram os exploradores do campo de gelo. A visita leva de 90 a 120 minutos. No mesmo endereço funciona o Glacio Bar, um bar de gelo.
Explica em 90 a 120 minutos como se forma um glaciar e como funciona a ruptura do Perito Moreno, e é o melhor programa para a tarde depois da navegação ou para um dia de tempo fechado.
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Reserva Laguna Nimez
Reserva natural na Avenida Costanera, na beira do Lago Argentino, procurada para observação de aves. Abre o ano inteiro e fica a uma caminhada do centro; é o passeio para a tarde de chegada ou para o fim de um dia de excursão.
A reserva de observação de aves fica na beira do lago, a uma caminhada do centro, e preenche o fim de tarde do dia de chegada sem carro nem excursão.
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Laguna Torre
Lagoa glacial no vale do Cerro Torre, a 10 km do povoado, cerca de 3h30 de ida e 250 m de desnível, com vista do glaciar e da montanha. Quem tem pouco tempo pode parar no Mirador Torre, a 3 km e 1h15.
A trilha ao Cerro Torre tem 10 km de ida e só 250 m de desnível, mais suave que a da Laguna de los Tres, e serve para o segundo dia de trilha ou para quem quer parar no Mirador Torre, a 3 km.
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Avenida del Libertador
A rua principal da cidade, com o Paseo de los Artesanos, as agências de excursão, a sede do parque nacional e o Museo Regional Horacio Echeverría. Serve de ponto de compra e de encontro, mas é rua de comércio, sem marco que justifique uma visita própria.
É a rua das agências, do Paseo de los Artesanos e da sede do parque, útil para comprar excursão e jantar, mas sem marco que mereça uma visita própria; passa-se por ela de qualquer jeito.
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Punta Walichu
Sítio com pinturas rupestres e uma caminhada interpretativa na Ruta 11, perto da cidade, aberto o ano inteiro e ligado à ocupação aonikenk da região.
As pinturas rupestres ligam a cidade à ocupação aonikenk e ficam perto, na Ruta 11, mas é visita curta para quem tem uma tarde livre depois do glaciar e da navegação.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O Perito Moreno pelas passarelas
Compre o ingresso do parque em ventaweb.apn.gob.ar antes de sair e leve o documento usado na compra.
Saia cedo pela Ruta Provincial 11: são 80 km e cerca de 1h30 de carro, ou vá de excursão com transfer.
Comece pela Senda Central (600 m, cerca de 1 h) para ter a vista de conjunto da frente e do Canal de los Témpanos.
Desça a Senda Inferior (1.100 m, cerca de 2 h) até o balcão mais próximo do gelo e espere os desprendimentos atrás do corrimão. Guarde fôlego para os degraus da volta.
Se quiser pisar no gelo, troque este dia pelo minitrekking da Hielo & Aventura, com grampos e navegação curta até a base no glaciar. A imprensa cita a faixa de 8 a 65 anos e um dia de cerca de 9h30; confirme idade e horário com o operador ao reservar.
Respeite o horário: de setembro a abril a entrada fecha às 18h e é preciso sair até as 20h. Volte à cidade e caminhe até a Reserva Laguna Nimez, na Avenida Costanera, aberta o ano inteiro; confirme o horário no +54 2902 495536.
Dia 2 · Navegação ao Upsala e ao Spegazzini
Vá a Puerto Punta Bandera, 47 km a oeste, de carro ou no transfer vendido com a excursão.
Embarque na navegação Todo Glaciares, de cerca de 7 h: de setembro a março sai das 8h30 às 16h, e de abril a agosto, das 9h30 às 17h. Leve o ingresso do parque; no segundo dia, dentro de 72 horas, ele sai pela metade.
Passe pelo Brazo Upsala, entre os icebergs, e desembarque no refúgio do Spegazzini para ver a frente de até 135 m pelas passarelas.
De volta à cidade, visite o Glaciarium, no morro da saída da cidade, se ainda estiver aberto: a visita leva de 90 a 120 minutos.
Jante cordeiro patagônico ao asador no centro e reserve o ônibus da manhã para El Chaltén.
Dia 3 · A estrada para El Chaltén e os mirantes curtos
Pegue o ônibus da manhã para El Chaltén: 220 km de asfalto pela Ruta 40 e pela Ruta 41.
Pare no Centro de Visitantes Ceferino Fonzo, do parque, para ver a previsão da montanha e o estado das trilhas.
À tarde, suba ao Mirador de los Cóndores (1 km, cerca de 45 min, 100 m de desnível), com vista do povoado, do Fitz Roy e do Cerro Torre.
Se ainda houver luz, siga ao Mirador de las Águilas (2 km, cerca de 1 h), com o Lago Viedma e a estepa.
Durma em El Chaltén e prepare água, comida e camada impermeável para a trilha longa.
Dia 4 · A Laguna de los Tres ao pé do Fitz Roy
Saia cedo pela trilha do Fitz Roy, que começa no povoado.
Pare no Mirador Fitz Roy (4 km, cerca de 1h30) e na Laguna Capri (4 km, cerca de 1h45) se o tempo estiver fechando: são as vistas mais próximas que não exigem o trecho final.
Com tempo firme, siga até a Laguna de los Tres: 10 km e cerca de 4 h só de ida, com 750 m de desnível e o último trecho muito íngreme.
Desça sem pressa, calculando a luz: o parque pede que ninguém volte de noite.
Durma de novo em El Chaltén.
Se ficar mais
Dia 5 · A Laguna Torre ou o Viedma, e a volta
Caminhe até a Laguna Torre: 10 km e cerca de 3h30 de ida, com 250 m de desnível, ou seja, cerca de 7 h de ida e volta. Com menos tempo, pare no Mirador Torre (3 km, 1h15 de ida).
Ou troque a trilha pela navegação ao Glaciar Viedma, saindo de Bahía Túnel, a 18 km do povoado, das 10h30 às 14h30.
Depois da trilha, só dá para voltar a El Calafate se houver ônibus no fim da tarde; confirme o horário no terminal na véspera. Se não houver, durma mais uma noite em El Chaltén e faça os 220 km na manhã seguinte.
Comida
Cordeiro patagônico ao asador
A carne que vem das mesmas estâncias de ovelha que fizeram a região. O cordeiro é aberto e assado inteiro numa cruz de ferro cravada ao lado do fogo, devagar, e é o prato regional da Patagônia.
Calafate
A fruta azul-escura do arbusto espinhoso que dá nome à cidade. Madura no verão e vira doce, geleia, xarope e licor, vendidos em toda a Avenida del Libertador. Uma versão da lenda tehuelche e selknam diz que quem prova o calafate sempre volta à Patagônia.
Cerveja artesanal
Há cervejarias locais na cidade, e pelo menos uma oferece visita guiada com degustação o ano inteiro, listada pela Secretaria de Turismo.
Mate
A infusão de erva-mate tomada em cuia com bomba, comum em toda a Argentina. Nas trilhas, a erva usada também conta como lixo: o parque pede que se leve de volta.
Onde comer
- Centro e Avenida del Libertador · $$
Parrillas e restaurantes com cordeiro patagônico ao asador.
- Centro e Avenida del Libertador · $
Doces, geleias e licor de calafate nas lojas regionais; bom para lanche e presente.
- El Chaltén · $
Comida para levar na mochila, comprada no povoado antes de sair: o parque pede que se leve água e comida para as trilhas.
$: lanche, doce regional e comida para levar · $$: prato principal em parrilla ou restaurante do centro · $$$: cordeiro ao asador com vinho em restaurante de estância ou de hotel · 2026-10-15
Bate-voltas
El Chaltén e o Fitz Roy
220 km ao norte, todo o trecho asfaltado pela Ruta 40 e pela Ruta 41, com ônibus regulares diários. O povoado é a porta da Zona Norte do parque, com trilhas que saem das ruas: o Chorrillo del Salto, uma cascata de 20 m a 3 km, o Mirador de los Cóndores, a 1 km, e as lagoas de los Tres e Torre, a 10 km cada. O bate-volta só alcança os mirantes curtos; para as lagoas, durma lá.
Glaciar Viedma desde Bahía Túnel
O barco da Solo Patagonia parte de Bahía Túnel, a 18 km de El Chaltén, e dura cerca de 4 h. Quem está em El Calafate pode fazer a versão de dia inteiro, com ônibus incluído, das 7h30 às 19h30, que para também em El Chaltén e no Chorrillo del Salto. De outubro a março sai todos os dias; de abril a setembro, nos dias ímpares do mês e aos sábados.
Por onde começar
O Perito Moreno pelas passarelas

Compre o ingresso do parque em ventaweb.apn.gob.ar antes de sair e leve o documento usado na compra.
Navegação ao Upsala e ao Spegazzini

Vá a Puerto Punta Bandera, 47 km a oeste, de carro ou no transfer vendido com a excursão.
A Laguna de los Tres ao pé do Fitz Roy

Saia cedo pela trilha do Fitz Roy, que começa no povoado.
A Laguna Torre ou o Viedma, e a volta

Caminhe até a Laguna Torre: 10 km e cerca de 3h30 de ida, com 250 m de desnível, ou seja, cerca de 7 h de ida e volta. Com menos tempo, pare no Mirador Torre (3 km, 1h15 de ida).
Dinheiro
A moeda é o peso argentino (ARS), escrito com o mesmo «$» do dólar. Pela taxa de referência de 24 de setembro de 2026, um dólar valia cerca de ARS 1.517; os preços em pesos mudam rápido, então trate os valores abaixo como referência datada. O maior gasto são o parque e as excursões. Desde 1º de junho de 2026, o passe diário de Los Glaciares custa ARS 50.000 na tarifa geral, ARS 25.000 na nacional e ARS 8.000 para residentes da província; o segundo dia, dentro de 72 horas da primeira entrada, sai com 50% de desconto, e há Flexipass de 3 dias (ARS 100.000 na tarifa geral) e de 7 dias (ARS 175.500). A portada de El Chaltén aparece na tabela oficial numa linha própria, com os mesmos valores; a página não diz se um passe comprado para um setor vale no outro. Crianças até 6 anos não pagam. O ingresso se compra em ventaweb.apn.gob.ar, com passaporte ou documento de identidade em mãos, e nenhuma excursão o inclui. Segundo a grade 2025/2026 da Hielo & Aventura citada pela imprensa em maio de 2026, o minitrekking no Perito Moreno custava ARS 320.000 por adulto, ou ARS 384.000 com transfer; a temporada 2026/2027 pode ter outra tarifa. No site da Solo Patagonia, em outubro de 2026, a navegação Todo Glaciares custava ARS 330.000 por adulto, mais ARS 65.000 do transfer desde a cidade.
Como chegar e se locomover
Do aeroporto à cidade, 23 km
O Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola (FTE) fica 23 km a leste do centro, pela Ruta Provincial 11. Recebe voos diários de Buenos Aires e de outras cidades argentinas, entre elas Ushuaia, e voos internacionais de temporada; confira a frequência do mês. O transfer compartilhado da Chaltén Travel entre o aeroporto e o hotel custava ARS 14.000 por pessoa, em tarifa válida de janeiro de 2026 a abril de 2027. Também há táxi e remís na saída.
Até o Perito Moreno e Punta Bandera
As passarelas ficam a 80 km da cidade pela Ruta Provincial 11, pavimentada, cerca de 1h30 de carro. Puerto Punta Bandera, de onde partem as navegações ao Upsala e ao Spegazzini, fica a 47 km pelas rotas 11 e 8. Quem não dirige vai de excursão ou de transfer das agências; a Solo Patagonia vende o transfer ao porto à parte. No glaciar há dois estacionamentos: o de baixo para carros particulares e o de cima para carros com visitantes com mobilidade reduzida.
El Chaltén e o Chile
El Chaltén fica a 220 km, todo o trecho asfaltado, pela Ruta 40 e pela Ruta Provincial 41, com ônibus regulares diários entre os dois terminais. Do terminal de El Calafate saem ônibus para outras cidades da Argentina e para Puerto Natales e Punta Arenas, no Chile. Na cidade, três linhas urbanas (A, A1 e B) atendem os bairros, mas o centro se percorre a pé. Alugar carro dá liberdade para o glaciar e para El Chaltén; confira o estado das estradas antes de sair, sobretudo no inverno.
Segurança

El Calafate é uma cidade pequena e tranquila, e os riscos reais estão no parque. Nas passarelas do Perito Moreno, o piso escorrega com chuva, gelo ou neve; caminhe com as mãos livres, segure o corrimão nos degraus e não passe das barreiras, porque os estilhaços de gelo voam dezenas de metros. Nas trilhas de El Chaltén, o tempo muda depressa, o último trecho da Laguna de los Tres é muito íngreme e não há sinal de celular; leve água, comida, lanterna, roupa impermeável, luvas e protetor solar. A vespa chaqueta-amarela, espécie invasora, pica mais de uma vez e é perigosa para alérgicos: não a espante e mantenha a comida coberta. Trekking e escalada em áreas remotas exigem registro no parque. Emergências no parque: (02902) 492504 nas passarelas e (02902) 497010 na sede; na Zona Norte, +54 9 2966 15383599.
Dicas de etiqueta
Fique atrás dos corrimões das passarelas
É proibido subir ou passar das barreiras do Perito Moreno: os desprendimentos de gelo lançam estilhaços a dezenas de metros. Os bancos são para sentar, não para subir.
Nada de drone no parque
O uso de drones é proibido em Los Glaciares, nas passarelas e nas trilhas de El Chaltén.
Leve todo o lixo de volta, inclusive a erva do mate
O parque pede que papel, cascas de fruta e erva usada voltem com você. As latrinas não são lugar de lixo.
Sem fogo e sem animais de estimação
Na Zona Norte é proibido fazer fogo; fogareiro só nas áreas de acampamento e nos mirantes indicados. Animais de estimação não entram no parque.
Mantenha distância da fauna
O huemul, cervo ameaçado de extinção, vive nos bosques do parque: se encontrar um, fique longe, em silêncio, e avise o guarda-parque. Com o puma, não corra nem dê as costas; se ele parecer agressivo, levante os braços e grite.
Erros a evitar
Tratar El Chaltén como bate-volta de trilha
A Laguna de los Tres fica a 10 km do povoado, cerca de 4 h só de ida, e El Chaltén está a 220 km de El Calafate. Somando estrada e trilha, não cabe num dia. Durma em El Chaltén.
Esquecer o ingresso do parque
Nenhuma excursão inclui a entrada de Los Glaciares, cobrada na Ruta 11 e na portada de El Chaltén. Compre em ventaweb.apn.gob.ar e leve o documento usado na compra.
Achar que o minitrekking serve a todos
A caminhada sobre o gelo com grampos da Hielo & Aventura tem limite de idade (a faixa que a imprensa cita é de 8 a 65 anos; confirme com o operador) e não é indicada para gestantes nem para quem tem limitação de mobilidade. Para os outros, as passarelas e o barco mostram o mesmo glaciar.
Chegar ao glaciar no fim da tarde de inverno
De maio a agosto a entrada no setor do Perito Moreno fecha às 16h. Saindo tarde da cidade, a 80 km, sobra pouco tempo nas passarelas.
Voltar da trilha no escuro
O folheto do parque pede para calcular bem o tempo de caminhada e não voltar de noite. Não há sinal de celular nas trilhas da Zona Norte; combine um ponto e um horário de encontro com quem caminha junto.
Frases úteis
¿Cuánto sale la entrada al parque?
Quanto custa a entrada do parque? Em espanhol argentino, «sale» é o jeito comum de perguntar preço
¿A qué hora sale el bus a El Chaltén?
A que horas sai o ônibus para El Chaltén?
¿Hay lugar en la excursión de mañana?
Tem vaga na excursão de amanhã?
¿Aceptan tarjeta?
Aceitam cartão?
¿Cómo está el sendero hoy?
Como está a trilha hoje? A pergunta a fazer no Centro de Visitantes antes de sair
¿Vos sabés dónde para el transfer?
Você sabe onde para o transfer? O «vos» é o tratamento comum na Argentina
Onde ficar
- Centro e Avenida del Libertador · Primeira viagem, sem carro · $$: As agências, os restaurantes e os pontos de saída dos transfers para o glaciar e para Punta Bandera ficam a poucas quadras, em terreno plano.
- Costanera e Bahía Redonda · Quem quer silêncio e vista do lago · $$: Fica perto da Laguna Nimez e da orla, mais longe do movimento da avenida. Do centro, é uma caminhada.
- El Chaltén · Quem vai fazer as trilhas do Fitz Roy e do Torre · $$: As trilhas saem do povoado a pé. Dormir lá é a única forma de fazer a Laguna de los Tres sem somar 440 km de estrada no mesmo dia.
$: cama em hostel · $$: hotel ou hostería no centro · $$$: hotel com vista do lago ou estância · 2026-10-15
Bairros

Centro e Avenida del Libertador
A avenida principal concentra hotéis, agências de excursão, restaurantes, lojas de equipamento e o Paseo de los Artesanos. É onde se compram as excursões e de onde partem os transfers para o glaciar e para Punta Bandera. Tudo fica a poucas quadras, em terreno plano.
Costanera e Bahía Redonda
A orla do Lago Argentino, com a Avenida Costanera, a reserva da Laguna Nimez e a Bahía Redonda, baía rasa onde o Club Andino organiza patinação no gelo no inverno. É a parte mais tranquila para caminhar ao fim da tarde.
Península de Magallanes
A estrada para o glaciar, a Ruta Provincial 11, entra no parque e corre pela península até as passarelas do Perito Moreno, a 80 km da cidade. É também onde fica o embarque do minitrekking.
El Chaltén
O povoado de 1.865 habitantes (censo de 2022) ao pé do Fitz Roy, a 220 km da cidade, com hospedagem, restaurantes e o Centro de Visitantes Ceferino Fonzo do parque. As trilhas da Zona Norte começam nas ruas do povoado.
História
antes do séc. XX · Os aonikenk e o nome Kehek Aike
Os aonikenk, o povo tehuelche do sul, caçavam guanaco na estepa e chamavam o lugar de Kehek Aike. Para eles o Cerro Chaltén, hoje Fitz Roy, era uma montanha sagrada. Há pinturas rupestres em Punta Walichu, na saída da cidade pela Ruta 11.
1877 · Moreno rebatiza o Chaltén
O explorador Francisco Pascasio Moreno, o Perito Moreno, chamou o Chaltén de Monte Fitz Roy, em homenagem ao comandante do HMS Beagle. Foi também ele que deu ao lago o nome de Argentino, pela cor da água.
1879–1899 · Três nomes para o mesmo glaciar
O capitão Juan Tomás Rogers avistou o glaciar em 1879 e o chamou de Francisco Gormaz; Rudolph Hauthal o chamou de Bismarck; em 1899 o tenente Iglesias deu o nome que ficou, Perito Moreno.
1921 · As greves e a estância La Anita
Os peões das estâncias de lã de Santa Cruz entraram em greve contra as condições de trabalho. Em dezembro de 1921, na estância La Anita, entre El Calafate e o Perito Moreno, o Exército fuzilou trabalhadores rurais. Desde 2010 um cenotáfio no lugar é sítio de memória.
1927 · Fundação oficial
Em 7 de dezembro de 1927 o governo argentino fundou o povoado no ponto em que as carretas de lã paravam para se abastecer, na margem sul do Lago Argentino.
1937–1946 · O parque nacional e a sede em El Calafate
O Parque Nacional Los Glaciares foi criado em 1937. Entre 1943 e 1946, a Administración de Parques Nacionales construiu a sede do parque na cidade e levou luz elétrica, o primeiro cinema, estradas, pontes e a primeira hospedaria a um povoado de cerca de 100 moradores.
1981 · Patrimônio Mundial
A Unesco declarou o Parque Nacional Los Glaciares Patrimônio Mundial. É a maior área protegida do sistema nacional argentino.
1985 · Nasce El Chaltén
Em 12 de outubro de 1985 a província fundou El Chaltén ao pé do Fitz Roy, para povoar uma zona de montanha onde trechos da fronteira ainda eram disputados com o Chile.
2000 · O aeroporto
O terminal do aeroporto Comandante Armando Tola abriu em novembro de 2000. Com ele e com a desvalorização do peso no começo dos anos 2000, o turismo cresceu depressa, e a população da cidade passou de 6.410 em 2001 para 16.655 em 2010.
2011 · O Glaciarium
Abriu o Glaciarium, centro de interpretação dedicado ao Campo de Gelo Patagônico Sul, num morro na saída da cidade, com vista para o Lago Argentino.
2019–2024 · O Perito Moreno começa a afinar
Considerado estável por décadas, o Perito Moreno passou a perder espessura mais depressa. Um estudo publicado na Nature mediu o rebaixamento da superfície perto da frente em 0,34 m por ano entre 2000 e 2019 e em 5,5 m por ano entre 2019 e 2024.
2022 · Uma cidade de 22 mil
O censo contou 22.844 habitantes, contra 16.655 em 2010 e 6.410 em 2001. É a quinta cidade da província de Santa Cruz.
História completa
Antes da cidade: estepa, guanaco e lã
A margem sul do Lago Argentino era território aonikenk, o povo tehuelche que caçava guanaco na estepa e chamava o lugar de Kehek Aike. Quando Francisco Moreno percorreu a região na década de 1870, deu nomes que ficaram: o lago virou Argentino, pela cor da água, e o Chaltén, montanha sagrada para os aonikenk, virou Fitz Roy. No começo do século XX a terra foi dividida em estâncias de ovelhas Corriedale e Merino, e a lã descia de carreta até os portos do Atlântico. A cidade nasceu de uma parada dessas carretas, e o nome veio do calafate, o arbusto espinhoso de frutas azul-escuras cuja resina servia para calafetar barcos.
1921: as greves das estâncias
As estâncias de lã também explicam o episódio mais duro da história da região. Entre 1920 e 1922 os peões rurais de Santa Cruz entraram em greve contra as condições de trabalho, e o governo nacional mandou o Exército. Na estância La Anita, entre El Calafate e o Perito Moreno, aconteceu o maior fuzilamento de trabalhadores, em dezembro de 1921. A história ficou conhecida como a Patagônia rebelde, pelo livro de Osvaldo Bayer e pelo filme de Héctor Olivera, e desde 2010 um cenotáfio na estância marca o lugar como sítio de memória.
Do parque nacional ao aeroporto
El Calafate foi fundada em 1927, mas quem a fez cidade foi o parque. Criado em 1937, Los Glaciares instalou a sede no povoado nos anos 1940 e trouxe luz, estradas e a primeira hospedaria a um lugar de cerca de 100 moradores. O turismo começou a crescer nos anos 1970, e o salto veio em 2000, com o aeroporto, seguido pela desvalorização do peso no começo dos anos 2000. A população foi de 6.410 em 2001 para 22.844 em 2022. Em 1985, a 220 km ao norte, a província fundou El Chaltén para ocupar a fronteira com o Chile, e o povoado virou a base de quem vem caminhar e escalar no Fitz Roy.
O gelo que se mede hoje
O parque protege o lado argentino do Campo de Gelo Patagônico Sul, uma calota de cerca de 12.500 km² compartilhada com o Chile, da qual descem 48 glaciares principais. O Upsala recua desde que foi documentado e acelerou a partir de 2008. O Perito Moreno era a exceção conhecida, com a frente avançando e recuando em ciclos e as rupturas da represa de gelo no Brazo Rico registradas de 1917 a 2018. Um estudo publicado na Nature mostrou que, entre 2019 e 2024, a superfície perto da frente passou a baixar 5,5 m por ano, contra 0,34 m por ano no período anterior.
Geografia e forma da cidade

A margem do Lago Argentino
El Calafate ocupa a margem sul do Lago Argentino, a cerca de 199 m de altitude, entre a estepa seca a leste e a cordilheira a oeste. O lago tem 1.415 km², é o maior dos grandes lagos patagônicos inteiramente argentinos e chega a cerca de 500 m de profundidade; escoa para o Atlântico pelo rio Santa Cruz. A cidade se estende ao longo da Avenida del Libertador, paralela à costa, com a baía rasa de Bahía Redonda e a reserva da Laguna Nimez na beira d'água.
O campo de gelo e os braços do lago
A oeste, o Campo de Gelo Patagônico Sul solta glaciares que descem até os braços do lago. O Perito Moreno, com 254 km², desemboca entre o Brazo Rico e o Canal de los Témpanos, em frente à Península de Magallanes, a 80 km da cidade pela Ruta Provincial 11. Mais ao norte, o Brazo Norte se divide no Brazo Upsala e no Brazo Spegazzini, que só se alcançam de barco a partir de Puerto Punta Bandera, a 47 km. O Lago Argentino e a frente do Perito Moreno ficam a apenas 177 m acima do nível do mar, e é essa altitude baixa que põe glaciares tão grandes ao alcance de quem visita.
Estepa, bosque e montanha
Em poucos quilômetros a paisagem muda três vezes. Perto da cidade é estepa, com pastos duros, calafate e neneo, plantas adaptadas à pouca chuva e ao vento forte, que resseca as folhas. Junto dos glaciares e dos lagos crescem bosques de lenga, ñire e guindo; a lenga e o ñire ficam vermelhos no começo do outono. Acima de 1.000 m vem a alta montanha. O clima da cidade é frio e seco, com cerca de 161 mm de chuva por ano, e o vento forte da estepa acompanha qualquer passeio ao ar livre.
El Chaltén e a Zona Norte
A 220 km ao norte, por asfalto, El Chaltén fica no vale do rio de las Vueltas, junto ao Lago Viedma, ao pé do Fitz Roy (3.405 m) e do Cerro Torre (3.102 m). As trilhas saem a pé do povoado. O Glaciar Viedma, o maior da Argentina, desce até o Lago Viedma, e o barco parte de Bahía Túnel, a 18 km do povoado.
O Lago Argentino e a frente do Perito Moreno ficam a 177 m acima do nível do mar, e é por isso que um glaciar desse tamanho se vê de passarela, sem montanha a subir.
Cultura

Uma cidade feita pelo parque
El Calafate vive do turismo e se organiza em torno dele: as agências se concentram na Avenida del Libertador, e é de lá que partem cedo os ônibus e transfers para o glaciar e para Punta Bandera. A Administración de Parques Nacionales está na origem da cidade moderna, e a sede do parque continua na mesma avenida. O Glaciarium transformou a ciência do gelo em programa de dia de chuva, e a Fiesta Nacional del Lago Argentino, em fevereiro, é a festa da cidade.
Aonikenk, estâncias e memória
Os nomes contam as camadas. Kehek Aike era o nome aonikenk do lugar, e Chaltén, o da montanha sagrada que os mapas chamaram de Fitz Roy. As estâncias de lã deixaram o cordeiro, os galpões de tosquia e a memória das greves de 1921, lembradas em monumentos em várias cidades da província, El Calafate entre elas, e no cenotáfio da estância La Anita.
El Chaltén, capital nacional do trekking
El Chaltén se apresenta como a Capital Nacional del Trekking, e em fevereiro celebra a Fiesta Nacional del Trekking. O povoado atrai caminhantes e escaladores pelas paredes de granito do Fitz Roy e do Cerro Torre; para escalada e trekking em áreas remotas, o registro no parque é obrigatório.
Uma versão da lenda tehuelche e selknam diz que quem prova a fruta do calafate sempre volta à Patagônia.
Festas e eventos
Fiesta Nacional del Lago Argentino, fevereiro
A festa nacional da cidade, no verão. Confirme as datas do ano na Secretaria de Turismo (+54 2902 491090).
Fiesta Nacional del Trekking, fevereiro
Em El Chaltén, a festa da Capital Nacional del Trekking, no auge da temporada de caminhada.
Patinação na Bahía Redonda, inverno
Quando a baía rasa congela, o Club Andino Lago Argentino organiza patinação no gelo na Bahía Redonda. Depende do frio de cada ano.
Livros e filmes
La Patagonia rebelde (1974), de Héctor Olivera
O filme sobre as greves dos peões rurais de Santa Cruz entre 1920 e 1922, com exteriores rodados na província. Foi proibido pelo governo de Isabel Perón em outubro de 1974 e só voltou às telas com a democracia. Explica a origem das estâncias que cercam El Calafate e a memória da estância La Anita.
La Patagonia rebelde, de Osvaldo Bayer
A investigação histórica de Bayer sobre as mesmas greves, publicada nos anos 1970 com o título Los vengadores de la Patagonia trágica e depois reunida como La Patagonia rebelde. É a fonte do filme e o livro que tornou conhecido o fuzilamento de 1921.
Perguntas frequentes
El Calafate: como ir do aeroporto ao centro?
O Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola (FTE) fica 23 km a leste do centro; o transfer compartilhado da Chaltén Travel custava ARS 14.000 por pessoa, em tarifa válida de janeiro de 2026 a abril de 2027, e também há táxi e remís na saída.
El Calafate: quanto custa o ingresso do Parque Los Glaciares?
Desde 1º de junho de 2026, o passe diário custa ARS 50.000 na tarifa geral, e o segundo dia, dentro de 72 horas da primeira entrada, sai com 50% de desconto. Compra-se em ventaweb.apn.gob.ar, e nenhuma excursão o inclui.
El Calafate: quantos dias ficar?
Quatro dias, cinco se puder: dois em El Calafate, para o Perito Moreno e a navegação ao Upsala e ao Spegazzini, e os outros em El Chaltén. Quem tem três dias deve escolher entre o glaciar e a navegação em El Calafate, ou o glaciar e duas noites em El Chaltén.
El Calafate: dá para fazer El Chaltén em bate-volta?
El Chaltén fica 220 km ao norte, todo o trecho asfaltado, com ônibus regulares diários. O bate-volta só alcança os mirantes curtos; para a Laguna de los Tres e a Laguna Torre, a 10 km cada, durma lá.
El Calafate: qual a melhor época?
De outubro a abril, quando a navegação ao Upsala e ao Spegazzini sai todos os dias. Em El Chaltén, confirme o estado das trilhas e a presença de neve no Centro de Visitantes. De maio a agosto o setor do glaciar fecha mais cedo, a máxima média de julho é 5,2 °C e a navegação sai dia sim, dia não.
Outras cidades do país
Argentina ↗- Dias
- 3–4
- Quando
- mar–mai · set–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 90–140 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- jan–mar · dez
- Por pessoa/dia
- Média de 90–160 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4
- Quando
- mar–abr · nov
- Por pessoa/dia
- Média de 70–100 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- mar–mai · out–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 83.200 ARSPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 6–7
- Quando
- abr–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 66.100 ARSPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- jan–abr · out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 95.400 ARSPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.











