
Equador
Puerto Ayora (Galápagos)
Leões-marinhos, tartarugas gigantes e ilhas desabitadas
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Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Com menos de quatro, você paga US$ 200 de entrada para ver pouco. Não espere cenário de documentário na avenida principal, porque Puerto Ayora é um porto equatoriano comum, de concreto e agências de mergulho, e os animais famosos estão nas ilhas a até duas horas de barco. O custo alto está nesses passeios, e improvisar não funciona: o parque fixa as rotas, e elas se vendem com meses de antecedência. Com um dia só, reserve o bate-volta a North Seymour ou Bartolomé e embarque às 7h. Na volta, por volta das 17h, jante nos quiosques da calle Charles Binford.
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Quando Dezembro a maio (mar mais quente e calmo); junho a novembro para mais vida marinha, com menos gente só de setembro a novembro
Como o guia chega a este número
O ano aqui se divide em duas estações. De dezembro a maio vem a quente e úmida: 24 a 31 °C no ar, 24 a 27 °C na água, chuvas fortes e curtas no começo da tarde, céu aberto no resto do dia, mar calmo e visibilidade submarina de 15 a 20 m. De junho a novembro entra a garúa, a neblina fria trazida pela corrente de Humboldt: 19 a 26 °C, mar entre 19 e 23 °C, a roupa de neoprene deixa de ser opcional, parte alta encoberta o dia inteiro e travessias de lancha bem mais agitadas. A compensação é biológica: a água fria traz nutrientes e é quando há mais bicho, com tubarões-baleia passando por Darwin e Wolf entre julho e novembro. Alta temporada vai de meados de dezembro a meados de janeiro, mais a Semana Santa e de meados de junho ao fim de agosto, quando barcos e hotéis esgotam com meses de antecedência. Maio e setembro dão a melhor relação de preço e movimento; setembro é também o mês de mar mais bravo, o pior para quem enjoa.
Por pessoa/dia US$ 90–160 por pessoa em terra, fora passeios de barco; cruzeiro de 4 a 8 dias, US$ 2.500–6.000
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaFique cinco dias em terra: dois em Santa Cruz, um de barco a North Seymour ou Bartolomé, um em Isabela, a segunda ilha habitada, e um livre, de folga para quando o barco atrasar. Com menos de quatro, você paga US$ 200 de entrada para ver pouco. Não espere cenário de documentário na avenida principal, porque Puerto Ayora é um porto equatoriano comum, de concreto e agências de mergulho, e os animais famosos estão nas ilhas a até duas horas de barco. O custo alto está nesses passeios, e improvisar não funciona: o parque fixa as rotas, e elas se vendem com meses de antecedência. Com um dia só, reserve o bate-volta a North Seymour ou Bartolomé e embarque às 7h. Na volta, por volta das 17h, jante nos quiosques da calle Charles Binford.Em Galápagos, leões-marinhos dormem nos bancos públicos do porto e tartarugas gigantes atravessam a estrada da parte alta, porque 97% da terra é parque nacional e os bichos nunca aprenderam a ter medo de gente. O isolamento, a cerca de 1.000 km da costa do Equador, produziu os tentilhões que Charles Darwin estudou em 1835 e as iguanas que mergulham para comer alga. De barco, as ilhas desabitadas de North Seymour e Bartolomé mostram ninhos de fragata e de atobá-de-pés-azuis e snorkel ao lado de tartarugas-verdes. Em Santa Cruz, a zona úmida tem tartarugas soltas nos ranchos de Santa Rosa, e na Playa Mansa se nada entre iguanas marinhas. Para comer, há encebollado de atum no café da manhã e peixe grelhado em mesas na rua de Puerto Ayora. Venha de dezembro a maio para mar calmo e água mais quente, ou de junho a novembro, quando a água fria traz mais bicho, e reserve cinco dias em terra.
Ficha rápida
- População
- 28.583 na província (censo de 2022); 12.697 em Puerto Ayora, hoje talvez 15 mil
- Fundação
- Anexada pelo Equador em 12 de fevereiro de 1832; Puerto Ayora nasce da colônia norueguesa de 1926 na Bahía Academia
- País/região
- Equador: província de Galápagos, capital Puerto Baquerizo Moreno (San Cristóbal)
- Idioma
- Espanhol; inglês funcional nas agências, nos barcos e entre os guias naturalistas
- Moeda
- Dólar americano (US$), adotado em 2000; IVA de 15%
- Fuso
- GMT−6, uma hora atrás do Equador continental, sem horário de verão
- Melhor época
- Dezembro a maio (mar mais quente e calmo); junho a novembro para mais vida marinha, com menos gente só de setembro a novembro
- Custo médio por dia
- US$ 90–160 por pessoa em terra, fora passeios de barco; cruzeiro de 4 a 8 dias, US$ 2.500–6.000
Quando ir
Dezembro a maio (mar mais quente e calmo); junho a novembro para mais vida marinha, com menos gente só de setembro a novembro
janeiro
Melhor épocafevereiro
Melhor épocamarço
Melhor épocaabril
Melhor épocamaio
Melhor épocajunho
julho
agosto
setembro
outubro
novembro
dezembro
Melhor épocaO que muda ao longo do ano
O ano aqui se divide em duas estações. De dezembro a maio vem a quente e úmida: 24 a 31 °C no ar, 24 a 27 °C na água, chuvas fortes e curtas no começo da tarde, céu aberto no resto do dia, mar calmo e visibilidade submarina de 15 a 20 m. De junho a novembro entra a garúa, a neblina fria trazida pela corrente de Humboldt: 19 a 26 °C, mar entre 19 e 23 °C, a roupa de neoprene deixa de ser opcional, parte alta encoberta o dia inteiro e travessias de lancha bem mais agitadas. A compensação é biológica: a água fria traz nutrientes e é quando há mais bicho, com tubarões-baleia passando por Darwin e Wolf entre julho e novembro. Alta temporada vai de meados de dezembro a meados de janeiro, mais a Semana Santa e de meados de junho ao fim de agosto, quando barcos e hotéis esgotam com meses de antecedência. Maio e setembro dão a melhor relação de preço e movimento; setembro é também o mês de mar mais bravo, o pior para quem enjoa.
Dicas do Nilo
Separe US$ 200 em cédulas ainda no continente
A entrada do Parque Nacional, US$ 200 por adulto, se paga em espécie no balcão do aeroporto, logo no desembarque. Não conte com cartão nesse balcão nem com caixa eletrônico antes dele: leve as notas limpas e já contadas desde o continente.
Acerte o relógio para GMT−6, uma hora atrás de Quito
Voo, lancha e cais seguem o horário das ilhas, então programe a volta por ele para não perder o voo. A lancha das 7h sai às 7h em ponto, e o check-in do cais fecha cerca de 20 minutos antes, com pesagem de bagagem e chamada de nome. Quem perde essa saída só embarca na seguinte, por volta das 15h. Se você enjoa, evite setembro, o mês de mar mais bravo, ou pague US$ 170 a 260 o trecho no avião de nove lugares.
Mercado de peixe do Muelle de los Pescadores entre 6h e 10h
É quando os barcos chegam e o pescado é limpo no balcão de mármore, com pelicanos, garças e um leão-marinho à espera das sobras. Chegue por volta das 7h, porque às 11h o balcão já está vazio. Em vez de olhar o cardápio impresso, pergunte o que chegou no dia: brujo frito inteiro ou wahoo em posta.
Jante na Charles Binford: peixe de US$ 12 a 20
Ali o peixe do dia sai por cerca de metade do preço da orla. A partir das 18h, a calle fecha para carros e vira uma fileira de quiosques com mesa na rua. Ao meio-dia, os comedores fora da avenida principal servem o almuerzo, com sopa, prato e suco, por US$ 5–8, entre 12h e 15h. A temporada da lagosta muda ano a ano (em 2026, de 1º de agosto a 31 de dezembro), e fora dela a pesca é ilegal: recuse mesmo que ofereçam.
Em Tortuga Bay, vá na abertura ou depois das 15h
Ao meio-dia o índice UV passa de 11 e a pele queima em vinte minutos. Nade só na Playa Mansa, quinze minutos além da primeira praia, e leve água, porque não se compra nada no caminho.
Divida a caminhonete da parte alta entre quatro
Uma caminhonete pelo dia sai por US$ 40–60 para até quatro pessoas, mais barato que qualquer passeio de agência à parte alta. Compre a bota de borracha de US$ 10 na avenida na véspera e comece cedo por Los Gemelos, antes que a garúa apague a vista das crateras. Depois siga para o Rancho El Chato ou o Primicias, onde a entrada custa US$ 5–10, a bota é emprestada e a distância obrigatória das tartarugas é de 2 m.
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Puerto Ayora (Galápagos): As ilhas e o vulcão mais alto
O arquipélago tem cerca de 7.880 km² de terra espalhados por uma área marítima de aproximadamente 45.000 km², e a linha do equador corta o norte de Isabela, junto ao vulcão Ecuador. Em Puerto Ayora, a Avenida Charles Darwin vai do Muelle de los Pescadores à Estação Científica, com agências de mergulho, restaurantes, bancos e lojas que vendem bota de borracha.

Tortuga Bay
Trilha pavimentada de 2,5 km que parte da calle Charles Binford, aberta das 6h às 18h30, com registro na guarita e sem cobrança. A primeira praia, Playa Brava, tem corrente forte e não é para banho; a segunda, Playa Mansa, é uma lagoa rasa com iguanas marinhas, mangue e tubarões-de-recife pequenos.
Duas horas ida e volta com banho, e é o único programa do povoado que não custa nada. Não há sombra no percurso: ou cedo, ou depois das três.
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Ranchos El Chato, Primicias e El Manzanillo
Fazendas privadas na zona úmida onde tartarugas gigantes selvagens circulam livres, sobretudo de junho a janeiro. Entrada de US$ 5 a 10, bota de borracha emprestada e a regra fixa de manter 2 m de distância.
É onde se caminha entre tartarugas gigantes selvagens, soltas na zona úmida, sobretudo de junho a janeiro, por US$ 5 a 10 de entrada e a 2 m de distância obrigatórios. A fazenda empresta bota de borracha, e ela faz falta, porque a trilha é lama quase o ano inteiro.
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Bartolomé
Ilhota de cinzas com 372 degraus de madeira até um mirante a cerca de 114 m sobre o Pinnacle Rock, agulha que serviu de alvo de tiro para a aviação americana nos anos 1940. Passeio de dia inteiro saindo de Santa Cruz, com snorkel na base do rochedo.
São US$ 180 a 260 com guia, almoço e equipamento. Saída por volta das 7h; na temporada fria a água esfria bastante, e o neoprene deixa de ser opcional.
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Estação Científica Charles Darwin e Centro de Criação Fausto Llerena
Aberta em 1964 na ponta leste de Puerto Ayora; entrada gratuita, trilha de cerca de 800 m entre cactos e corrais. Guarda o corpo taxidermizado do Solitário George, último Chelonoidis abingdonii, morto em 24 de junho de 2012 e devolvido às ilhas em 2017.
É o centro de criação de tartarugas gigantes, com corrais e filhotes ao longo de uma trilha de cerca de 800 m, e guarda o corpo do Solitário George, o último Chelonoidis abingdonii. A entrada é gratuita, a visita leva uma hora e meia e cabe no fim da tarde, na volta de um passeio de barco.
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Los Gemelos
Duas crateras de colapso com mais de 30 m de profundidade junto à estrada de Santa Rosa, dentro do último grande bosque de Scalesia, uma margarida que na ilha evoluiu para árvore de 15 m. É um bom ponto para ver o pyrocephalus, o pássaro vermelho endêmico.
Comece por aqui, enquanto a neblina da garúa ainda está baixa: são duas crateras de colapso de mais de 30 m dentro do último grande bosque de Scalesia, a margarida que na ilha virou árvore de 15 m.
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Muelle de los Pescadores
O balcão de peixe de Pelican Bay, no centro de Puerto Ayora, onde a pesca é limpa e vendida. Pelicanos e leões-marinhos podem se aproximar dos pescadores: a atividade depende das chegadas dos barcos, e não de uma cena garantida a cada visita.
O balcão de peixe onde pelicanos, garças e um leão-marinho esperam as sobras da limpeza é a cena mais fotografada da vila, e vinte minutos bastam para ela. Vá cedo, entre 6h e 10h, porque às 11h o peixe já foi limpo e vendido.
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Kicker Rock (León Dormido), San Cristóbal
Resto de um cone de tufo partido em dois, 148 m acima do mar, a cerca de 1h de barco de Puerto Baquerizo Moreno. O canal entre as paredes é ponto de tubarão-martelo, tartaruga-verde e raia; só se entra com operador autorizado.
Fica a cerca de 1h de barco de Puerto Baquerizo Moreno, em San Cristóbal (outra ilha, outra base) e no canal entre as duas paredes só se entra com operador autorizado.
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Vulcão Sierra Negra, Isabela
Caldeira de cerca de 9 km de diâmetro, uma das maiores do planeta, com a última erupção em 26 de junho de 2018. A caminhada guiada tem 16 km ida e volta a partir de El Cura e passa por campos de lava ainda escuros.
A caminhada guiada tem 16 km ida e volta a partir de El Cura, na ilha Isabela: cabe no roteiro só para quem dorme lá, porque a lancha leva 2h a 2h30 e sai às 7h e por volta das 15h.
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Las Grietas
Fenda vulcânica inundada por água salobra entre paredes de cerca de 20 m, do lado de Punta Estrada. Chega-se de táxi aquático mais 25 minutos de caminhada sobre campo de lava; cobra entrada de aproximadamente US$ 10 para estrangeiros.
São US$ 10 de entrada para estrangeiros, e o acesso é metade do programa. Uma hora e meia ida e volta, e o banho em si dura quinze minutos.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Puerto Ayora a pé
Chegue por Baltra, pague os US$ 200 do parque em dinheiro e faça as três etapas até Puerto Ayora (ônibus, balsa, ônibus) de 1h a 1h30.
Deixe a mala e caminhe pela Avenida Charles Darwin até a Estação Científica Charles Darwin: entrada gratuita, cerca de 1h30 entre os corrais de criação e a sala do Solitário George.
Compre uma bota de borracha por cerca de US$ 10 numa loja da avenida, para a parte alta no dia seguinte.
Saia às 15h para Tortuga Bay pelos 2,5 km de trilha; nade apenas na Playa Mansa e volte antes do fechamento, às 18h30.
Jante nos quiosques da calle Charles Binford, em mesa na rua.
Dia 2 · Parte alta e tartarugas selvagens
Passe às 7h pelo mercado de peixe do Muelle de los Pescadores, quando os barcos chegam e pelicanos e um leão-marinho disputam as sobras, e às 8h contrate uma caminhonete (US$ 40–60 pelo dia, dividida entre até quatro pessoas) ou pegue o ônibus de Santa Rosa por US$ 1.
Comece por Los Gemelos: é o primeiro ponto da estrada e o que a garúa apaga se você demorar.
Siga para o Rancho El Chato ou Primicias e caminhe entre tartarugas gigantes soltas: US$ 5–10, bota emprestada, 2 m de distância.
Entre num túnel de lava de Bellavista no caminho de volta, US$ 5–10 e cerca de 30 minutos de percurso subterrâneo.
Termine o dia em Las Grietas: táxi aquático de US$ 1 até Punta Estrada e 25 minutos de caminhada sobre campo de lava.
Dia 3 · Ilha desabitada: North Seymour ou Bartolomé
Reserve com antecedência um passeio de dia inteiro a North Seymour ou Bartolomé, US$ 180–260 com guia naturalista, almoço e equipamento.
Embarque por volta das 7h no cais ou no Canal de Itabaca, com protetor mineral, chapéu e água, porque não se compra nada a bordo.
Caminhe pela trilha de 2 km de North Seymour, entre ninhos de fragata e atobá-de-pés-azuis, ou, em Bartolomé, suba os 372 degraus até o mirante sobre o Pinnacle Rock.
Faça o snorkel de cerca de 40 minutos com tartaruga-verde e tubarão-de-recife; entre junho e novembro leve neoprene.
Volte ao porto por volta das 17h e deixe a mala pronta para a lancha das 7h a Isabela, cujo check-in no cais fecha cerca de 20 minutos antes.
Dia 4 · Isabela (Puerto Villamil)
Bate-volta
Puerto Villamil, a vila de areia branca de Isabela, fica a 2h ou 2h30 de lancha, com saída cedo e volta no fim da tarde. É a base para subir, com guia, os 16 km de ida e volta até a borda do Sierra Negra, cuja caldeira de 9 km está entre as maiores do mundo e entrou em erupção pela última vez em 2018. Para fazer a caminhada com calma, durma na ilha, e ao chegar pague os US$ 10 da prefeitura.
Dia 5 · Dia livre
Dia livre: use para descansar, voltar ao lugar de que mais gostou ou cobrir um imprevisto.
Comida
Ilustração com IAEncebollado
Sopa de atum fresco com mandioca e cebola roxa curtida no limão, terminada com coentro e chifles de banana frita por cima. É café da manhã de verdade no Equador, servida das 7h ao meio-dia; US$ 3–5.
Ilustração com IACeviche equatoriano
Diferente do peruano: peixe ou camarão em caldo frio de limão com tomate e cebola, quase uma sopa, com chifles e milho tostado ao lado. Camarão sai por US$ 8–14.
Ilustração com IAAlmuerzo
Menu fixo do meio-dia, com arroz e peixe ou frango, servido das 12h às 15h.
Ilustração com IAQuiosques da calle Binford
Peixe do dia, camarão e lagosta grelhados em mesas na rua, das 18h em diante. A lagosta inteira sai por US$ 25–40, mas só pode ser servida na temporada de pesca aberta, cujas datas mudam de um ano para outro; fora dela, recuse.
Ilustração com IABrujo e wahoo
O peixe muda com a pesca do dia: melhor perguntar do que confiar só no cardápio impresso.
Ilustração com IABolón de verde
Bola de banana-da-terra verde amassada com torresmo ou queijo e frita, servida no café da manhã com ovo e café passado. US$ 2–3, em qualquer esquina antes das 10h.
Ilustração com IACafé de Galápagos
Arábica cultivado na parte alta de San Cristóbal e Santa Cruz desde o fim do século XIX, em solo vulcânico acima dos 300 m. Vendido torrado nas lojas do porto; um espresso custa US$ 2–3.
Ilustração com IASucos de naranjilla, mora e maracujá
As frutas vêm de barco do continente duas vezes por semana, o que explica o preço. A naranjilla é ácida e amarelo-esverdeada e acompanha o almuerzo por padrão.
Onde comer
- Almar Seafood & Grill · Avenida Charles Darwin, dentro do Red Mangrove · $$$
Frutos do mar sobre a água da baía, com mais de 80% dos ingredientes comprados em Santa Cruz; a lagosta grelhada com manteiga de tangerina é o prato mais pedido.
Fonte · 2026-09-28
- La Garrapata · Avenida Charles Darwin · $$
Ceviche e peixe do dia numa varanda aberta para a rua, com preço abaixo da média da orla.
Fonte · 2026-09-28
- TJ Restaurante Galápagos · Avenida Charles Darwin · $
Cozinha local com peixe, camarão e lagosta a preço de bairro, longe do trecho mais turístico da orla.
Fonte · 2026-09-28
- Los Kioskos · Calle Charles Binford (Los Kioskos) · $
As barracas, lado a lado, assam peixe comprado na feira da própria manhã; a rua vira pedestre e as mesas ocupam o asfalto à noite.
Fonte · 2026-09-28
$: até US$ 8, banca ou kiosk · $$: US$ 8–25 por prato · $$$: acima de US$ 25, ou lagosta · 2026-09-28
Bate-voltas

Isabela (Puerto Villamil)
Puerto Villamil, a vila de areia branca de Isabela, fica a 2h ou 2h30 de lancha, com saída cedo e volta no fim da tarde. É a base para subir, com guia, os 16 km de ida e volta até a borda do Sierra Negra, cuja caldeira de 9 km está entre as maiores do mundo e entrou em erupção pela última vez em 2018. Para fazer a caminhada com calma, durma na ilha, e ao chegar pague os US$ 10 da prefeitura.

San Cristóbal (Puerto Baquerizo Moreno)
2h de lancha até a capital da província: Centro de Interpretação, mirante do Cerro Tijeretas, a lagoa de água doce El Junco a cerca de 700 m de altitude e o mergulho no Kicker Rock, a 1h de barco da vila.

North Seymour ou Bartolomé
Bate-volta de barco a partir de Santa Cruz, com 45 minutos a 2h de navegação, por US$ 180–260 com guia, almoço e snorkel. Escolha North Seymour pelas colônias de aves e Bartolomé pela vista do mirante sobre o Pinnacle Rock. Reserve com antecedência, porque o parque fixa as rotas e as vagas se esgotam meses antes.
Por onde começar
Puerto Ayora a pé

Chegue por Baltra, pague os US$ 200 do parque em dinheiro e faça as três etapas até Puerto Ayora (ônibus, balsa, ônibus) de 1h a 1h30.
Parte alta e tartarugas selvagens

Passe às 7h pelo mercado de peixe do Muelle de los Pescadores, quando os barcos chegam e pelicanos e um leão-marinho disputam as sobras, e às 8h contrate uma caminhonete (US$ 40–60 pelo dia, dividida entre até quatro pessoas) ou pegue o ônibus de Santa Rosa por US$ 1.
Ilha desabitada: North Seymour ou Bartolomé

Reserve com antecedência um passeio de dia inteiro a North Seymour ou Bartolomé, US$ 180–260 com guia naturalista, almoço e equipamento.
Dinheiro
A moeda é o dólar americano, adotado em 2000, e circulam moedas de centavo equatorianas com o mesmo valor e o mesmo tamanho das americanas, fáceis de confundir por dias. Quase tudo custa 30 a 60% mais que no continente porque chega de barco de Guayaquil. Referências de preço: café US$ 2–3; almuerzo US$ 5–8; jantar de peixe nos quiosques US$ 12–20, com lagosta US$ 25–40; cerveja US$ 3–5; hostel US$ 25–45; hotel médio US$ 80–150; passeio de dia inteiro a ilha desabitada US$ 180–260; dois mergulhos com cilindro US$ 180–250; cruzeiro de 4 a 8 dias US$ 2.500–6.000 por pessoa. Há caixas eletrônicos do Banco del Pacífico e do Pichincha em Puerto Ayora e Puerto Baquerizo, com limite baixo por saque e falta de dinheiro frequente em alta temporada, então traga dólares do continente em notas pequenas, e leve os US$ 200 do parque já separados, porque o pagamento na chegada não aceita cartão de forma confiável. Cartão funciona em hotéis e agências, quase sempre com 4 a 12% de recargo; o IVA é de 15% e costuma vir embutido. Gorjeta não é obrigatória: 10% de serviço já aparece na conta em restaurante, e em cruzeiro o padrão é US$ 10–25 por pessoa por dia, dividido entre guia e tripulação.
Como chegar e se locomover

Não há voo internacional: chegue por Quito ou Guayaquil
Não existe voo internacional para Galápagos, e o caminho passa por Quito (UIO) ou Guayaquil (GYE), em voos de Avianca ou LATAM, com cerca de 2h de Guayaquil e 3h de Quito contando a escala. Antes do check-in a bagagem passa pela inspeção de biossegurança da ABG, e é preciso registrar o Cartão de Controle de Trânsito do INGALA, US$ 20 por pessoa, feito online desde 2025. Na chegada, a entrada do Parque Nacional é paga em dinheiro vivo, no balcão do aeroporto: US$ 200 por adulto estrangeiro, US$ 100 para menores de 12 anos, com valores reduzidos para equatorianos e cidadãos da CAN e do Mercosul. De Baltra a Puerto Ayora são três etapas: ônibus até o Canal de Itabaca (US$ 5), balsa de cinco minutos (US$ 1) e ônibus ou caminhonete pelos 42 km de estrada (US$ 5 no ônibus, cerca de US$ 25 na caminhonete), no total 1h a 1h30. Quem desembarca em San Cristóbal caminha dez minutos do aeroporto ao centro e não entende do que os outros reclamam.
Caminhonete branca com tarifa fixa, sem aplicativo
Dentro de Puerto Ayora tudo é caminhável e os táxis são caminhonetes brancas com tarifa fixa de US$ 1 a 2 na vila e cerca de US$ 25 até o canal. Não há aplicativo de corrida. O táxi aquático da Bahía Academia custa US$ 1 de dia, sai do Muelle de los Pescadores a qualquer hora e fica um pouco mais caro à noite. Entre as ilhas habitadas há lanchas rápidas de 2h a 2h30, com saídas fixas às 7h e por volta das 15h e preço de US$ 35 a 60 por trecho (a tarifa foi reajustada em agosto de 2026 e gira em torno de US$ 50) mais US$ 1 a 2 de táxi aquático em cada ponta e US$ 10 de taxa municipal ao entrar em Isabela. Quem enjoa deve considerar os aviões de nove lugares que ligam Baltra, San Cristóbal e Isabela, entre US$ 170 e 260 por trecho. Bicicleta se aluga por US$ 10–15 o dia, e o único transporte coletivo além do ônibus do aeroporto são as vans e ônibus para Bellavista e Santa Rosa, US$ 1 e poucos horários.
Segurança

Violência não é o problema em Galápagos: os índices de crime estão entre os mais baixos do Equador e as ilhas ficaram fora da crise de segurança que atinge Guayaquil e a costa continental desde 2023–24; se houver cuidado a tomar, é no trecho de conexão pelo continente, não aqui. O que machuca é o ambiente. O sol está em cima da linha do equador e o índice UV passa de 11 ao meio-dia: queimadura séria acontece em vinte minutos, e o protetor tem de ser mineral, sem oxibenzona, por causa dos recifes. A Playa Brava, em Tortuga Bay, tem corrente de retorno e não é para banho, ao contrário da Playa Mansa, quinze minutos adiante. Leões-marinhos machos defendem território e mordem quem se aproxima de fêmeas ou filhotes; iguanas e tartarugas não atacam, mas pisar em ninho é infração ambiental. A água da torneira é salobra e não é potável. Beba água filtrada, vendida em galão em toda a vila. Furto é raro e quase sempre de bolsa deixada sozinha na praia. O atendimento médico é básico: há hospital em Puerto Ayora e em Puerto Baquerizo Moreno e uma câmara hiperbárica em Puerto Ayora, mas caso grave é evacuado de avião para Guayaquil, o que torna o seguro de viagem com cobertura de evacuação praticamente obrigatório para quem mergulha.
Dicas de etiqueta
Dois metros de qualquer animal
Fique a dois metros de qualquer animal, sempre, como manda o parque: não toque, não alimente, não use flash e não bloqueie o caminho de um bicho. Se um leão-marinho estiver deitado no meio da calçada, quem desvia é você.
Não sair da trilha marcada
Nos sítios de visita, ande apenas pelo caminho balizado e sempre com guia naturalista credenciado. O solo vulcânico é frágil, e os ninhos de atobá ficam no chão, a poucos centímetros do pé.
Nada sai da ilha
Levar areia, concha, pedra de lava, osso ou coral é infração, e a bagagem é revistada também na saída. Na entrada vale o inverso: nada de sementes, frutas frescas, plantas ou carne.
Plástico descartável está proibido desde 2015
Sacola, canudo e isopor não circulam nas ilhas. Leve garrafa reutilizável e encha nos pontos de água filtrada de hotéis e agências, quase sempre de graça.
Cumprimente antes de perguntar preço
‘Buenos días’ ou ‘buenas tardes’ abre qualquer conversa em loja, quiosque ou balcão de agência. Começar pelo preço soa seco e costuma render um atendimento igualmente seco.
Horário de barco é literal
Aqui a hora anunciada é a hora real, e o cais chama pelo nome. Chegue com folga: perder a saída significa perder o dia.
Erros a evitar
US$ 200 no balcão, em cédulas limpas
Desembarcar sem dinheiro vivo. A taxa de US$ 200 do parque é cobrada assim que você desembarca, sempre em cédulas, e não há caixa eletrônico confiável antes disso. Cartão não resolve nesse balcão, então traga as notas separadas desde o continente.
Esquecer a hora a menos
Planejar a volta pelo horário do continente. Galápagos fica uma hora atrás de Quito, e quem calcula a ida ao aeroporto de Baltra pelo relógio do continente erra o horário e pode perder o voo.
Cruzeiro barato negociado no porto
Contar com o “cruzeiro de última hora” barato negociado no porto. Essa prática existia nos anos 2000; hoje o desconto raro passa de 10 a 20%, nunca chega à metade.
Passar a viagem inteira em Puerto Ayora
Ficar só em Puerto Ayora e não pisar em nenhuma ilha desabitada. Os leões-marinhos dos bancos do porto se veem de graça, mas as colônias de aves ficam nas ilhas a 45 minutos ou 2h de barco, num passeio de dia inteiro com guia por US$ 180–260. Albatroz, cormorão-não-voador e atobá-de-pés-vermelhos vivem em ilhas ainda mais distantes, como Española, Fernandina e Genovesa, que o passeio de um dia a partir de Santa Cruz não alcança: para vê-los, é preciso um cruzeiro.
Lá em cima faz 15 °C e o chão é lama
Subir à parte alta de bermuda e tênis quando a garúa desce. Lá em cima faz 15 a 18 °C e chove fino o dia inteiro; o chão vira lama. A bota de borracha custa cerca de US$ 10 na avenida: é a compra mais útil para essa subida.
Frases úteis
¿A qué hora sale la lancha?
A que horas sai a lancha? A pergunta mais útil do arquipélago
Un almuerzo, por favor
Um almoço, por favor: o menu fixo: sopa, prato principal e suco
¿Se puede nadar aquí?
Dá para nadar aqui? A resposta muda de praia para praia
Estoy mareado
Estou enjoado: frase de sobrevivência nas travessias de duas horas
¡Qué chévere!
Que legal: o adjetivo positivo mais usado no Equador
Ñaño / ñaña
Irmão / irmã, usado também entre amigos e colegas de trabalho
Onde ficar
- Avenida Charles Darwin · Primeira viagem curta, tudo a pé · $$: Reúne as agências de passeio, o cais dos barcos-táxi e os restaurantes da orla, tudo a poucos minutos a pé. É também o trecho mais caro e o mais barulhento à noite.
- Punta Estrada · Sossego, e a única praia pública do povoado · $$$: Fica do outro lado da baía, a cinco minutos de barco-táxi por um dólar, ao lado da Playa de los Alemanes. A travessia também afasta as agências e o barulho do centro.
- Pelican Bay · O centro por perto, sem dormir em cima dele · $$: Ocupa a primeira quadra atrás da orla, com jardim e menos bar de esquina que a Charles Darwin, a cinco minutos a pé do cais principal.
- Avenida Baltra · Pouco dinheiro, e ônibus cedo para o aeroporto · $: Concentra os hostels mais baratos do povoado, mais longe da orla mas perto do terminal do ônibus para Baltra e da Estação Charles Darwin.
$: cama em hostel, US$ 25–45 · $$: hotel médio, US$ 80–150 · $$$: acima de US$ 150 a diária · 2026-09-28
Bairros

Avenida Charles Darwin (Puerto Ayora)
A rua principal, do Muelle de los Pescadores até a Estação Científica: agências de mergulho, restaurantes, bancos e lojas que vendem bota de borracha. Tudo se resolve a pé, em vinte minutos de ponta a ponta.
Muelle de los Pescadores (Pelican Bay)
O cais e o mercado de peixe a céu aberto, onde pelicanos e um leão-marinho residente esperam encostados no balcão de limpeza.
Barrio Central e calle Charles Binford
Zona residencial imediatamente atrás da avenida, e é onde os moradores jantam.

Punta Estrada
Do outro lado da Bahía Academia, alcançável só por táxi aquático (US$ 1, cinco minutos). Concentra hotéis mais caros, a Playa de los Alemanes e a trilha de lava para Las Grietas.
Bellavista
Povoado agrícola a 7 km do porto e 200 m acima dele, já na zona úmida. Base dos túneis de lava e caminho para as fazendas de tartarugas; tem escola, cancha de ecuavóley e pouco mais.
Santa Rosa e El Cascajo
Parte alta a 15–20 km, com sítios de café, gado e banana, os ranchos de tartarugas selvagens e as crateras dos Gemelos.
Puerto Baquerizo Moreno (San Cristóbal)
Capital da província desde 1973, cerca de 7.000 habitantes, mais administrativa e mais silenciosa que Puerto Ayora. Leões-marinhos ocupam o calçadão, as escadas e os bancos públicos sem cerimônia.
Puerto Villamil (Isabela)
Vila de areia branca com ruas sem asfalto e cerca de 2.500 moradores, ao pé do vulcão Sierra Negra. Cobra taxa municipal de US$ 10 na chegada e apaga as luzes cedo.
História
1535 · Berlanga chega por acidente
Em 10 de março, o bispo do Panamá Tomás de Berlanga é levado pela corrente a caminho do Peru e desembarca em ilhas sem água doce. Seu relato ao rei descreve tartarugas gigantes e dá origem ao nome ‘Galápagos’, palavra espanhola antiga para uma sela de montaria parecida com o casco delas.
séc. XVII–XVIII · Bucaneiros e baleeiros
As ilhas viram esconderijo inglês e despensa: entre 100 mil e 200 mil tartarugas gigantes são embarcadas vivas porque sobreviviam meses no porão sem água nem comida. Em 1793 o capitão James Colnett instala o barril de correio da Bahía del Correo, em Floreana, ainda em uso.
1832 · Anexação pelo Equador
Em 12 de fevereiro o coronel Ignacio Hernández toma posse do arquipélago em nome do Equador, dois anos depois de o país se separar da Grã-Colômbia. José de Villamil instala em Floreana a primeira colônia penal.

1835 · As cinco semanas do Beagle
Darwin desembarca em 15 de setembro e parte em 20 de outubro, visitando San Cristóbal, Floreana, Isabela e Santiago. Só em 1837, em Londres, o ornitólogo John Gould mostra que os pássaros que ele havia misturado eram espécies distintas de um mesmo grupo.
1926–1934 · Colonos europeus e o caso Floreana
Cooperativas norueguesas tentam fábricas de conserva em Floreana e Santa Cruz e quase todas fracassam; os que ficam na Bahía Academia formam Puerto Ayora, batizada em homenagem ao presidente Isidro Ayora. Em Floreana, entre 1929 e 1934, o médico Friedrich Ritter, a família Wittmer e uma austríaca que se dizia baronesa protagonizam duas mortes e dois desaparecimentos nunca explicados.
1942–1946 · Base aérea dos EUA em Baltra
Os Estados Unidos constroem em Baltra uma base para proteger o Canal do Panamá, com pista, cinema e milhares de soldados. Entregue ao Equador em 1946, a pista virou o aeroporto de Seymour, porta de entrada da maioria dos visitantes até hoje.
1959 · Parque Nacional e Fundação Darwin
No centenário de A Origem das Espécies, o Equador declara parque nacional 97% da área terrestre e cria-se, em Bruxelas, a Fundação Charles Darwin. No mesmo ano fecha a colônia penal de Isabela, cujos presos haviam erguido o Muro das Lágrimas entre 1945 e 1959.

1964–1969 · Ciência e primeiros cruzeiros
Abre em Puerto Ayora a Estação Científica Charles Darwin, com o programa de criação em cativeiro que já devolveu milhares de tartarugas às ilhas. O turismo organizado começa em 1969, com duas embarcações e rotas fixadas pelo parque.
1973 / 1978 · Província e Patrimônio Mundial
Galápagos torna-se província do Equador em 18 de fevereiro de 1973, com capital em Puerto Baquerizo Moreno. Em 1978 entra na primeiríssima lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
1998 · Lei Especial e reserva marinha
A Lei Especial de Galápagos cria a reserva marinha de 138.000 km², proíbe a pesca industrial e restringe a residência a quem já vivia nas ilhas. A medida vem depois de uma década de conflito com a pesca de pepino-do-mar, que chegou a ocupar a estação científica.

2007–2010 / 2022–2024 · Perigo, retirada e nova conta
A UNESCO põe as ilhas na lista de patrimônio em perigo em 2007 pelo crescimento populacional e as retira em 2010. Em janeiro de 2022 cria-se a Reserva Hermandad, mais 60.000 km²; em maio de 2023 a dívida equatoriana é trocada por conservação na maior operação do tipo já feita, e em 1º de agosto de 2024 a taxa de entrada dobra para US$ 200.

História completa
Ilhas jovens, nunca ligadas ao continente
As ilhas são jovens e nunca estiveram ligadas ao continente. Nasceram de um ponto quente sob a placa de Nazca, que se desloca para leste cerca de 5 cm por ano: as mais antigas ainda emersas, a leste, Española e San Cristóbal, têm 3 a 4 milhões de anos; Fernandina e o oeste de Isabela têm menos de 700 mil e continuam em erupção, a última em Fernandina em março de 2024. Tudo o que vive em terra chegou por acaso, boiando em troncos, voando fora de rota ou grudado em outra coisa, e depois teve milhões de anos de isolamento para virar outra coisa. É isso que explica 13 espécies de tentilhão vindas de um único ancestral, a única iguana do mundo que mergulha para comer alga e o único pinguim que vive ao norte da linha do equador.
Três séculos de parada logística sem dono
Por três séculos o arquipélago foi uma parada logística sem dono. Bucaneiros ingleses se escondiam nas enseadas no século XVII; baleeiros americanos e britânicos chegaram no fim do XVIII e levaram entre 100 mil e 200 mil tartarugas gigantes, que eram a única carne fresca possível numa viagem de dois anos. O barril de correio de Floreana, de 1793, servia para que navios de volta para casa levassem as cartas dos que iam ficar. O sistema continua funcionando: o visitante deixa um cartão no barril, e outro, que mora perto do endereço, o leva em mãos até o destinatário. O Equador, que se separou da Grã-Colômbia em 1830, anexou as ilhas em 12 de fevereiro de 1832 e primeiro fez delas colônia penal, em Floreana e depois em San Cristóbal e Isabela, sem outro plano para o arquipélago até a chegada dos colonos noruegueses, em 1926.
A ocupação civil é dos anos 1920 e 1930
A ocupação civil moderna é dos anos 1920 e 1930 e foi, em quase todos os casos, um fracasso. Cooperativas norueguesas desembarcaram em Floreana e Santa Cruz entre 1926 e 1927 para montar fábricas de conserva de peixe; a maioria desistiu em dois anos, mas as poucas famílias que ficaram na Bahía Academia formaram Puerto Ayora. Em Floreana, entre 1929 e 1934, um médico alemão vegetariano, uma família bávara e uma austríaca que se apresentava como baronesa protagonizaram o episódio que virou livro e documentário, com dois desaparecimentos e duas mortes sem explicação. A Segunda Guerra trouxe a única obra grande da história do arquipélago: a base americana de Baltra, aberta em 1942 para defender o Canal do Panamá e entregue ao Equador em 1946, com a pista que ainda é o principal aeroporto.
Parque nacional e Fundação Darwin, em 1959
A virada institucional foi 1959. No centenário de A Origem das Espécies, o Equador declarou parque nacional 97% da área terrestre e a Fundação Charles Darwin foi criada em Bruxelas, abrindo sua estação em Puerto Ayora em 1964. O turismo organizado começou em 1969, com duas embarcações; em 1990 eram cerca de 40 mil visitantes por ano e em 2019 passaram de 270 mil. O crescimento foi também de moradores: de cerca de 6 mil pessoas em 1982 para 28.583 em 2022, atraídas por salários bem acima da média continental. A Lei Especial de 1998 tentou fechar a porta: criou a reserva marinha de 138.000 km², expulsou a pesca industrial e passou a exigir residência permanente para morar e trabalhar nas ilhas.
Lista de perigo, Reserva Hermandad e a taxa de US$ 200
Hoje a conservação e o turismo puxam em direções opostas, e o Equador tenta conciliar os dois com regras e dinheiro. A UNESCO listou as ilhas como patrimônio em perigo em 2007 e as retirou em 2010, depois de o Equador limitar veículos, voos, licenças e espécies introduzidas. As cabras de Santiago e Isabela Norte foram erradicadas entre 1997 e 2006, num programa que custou dezenas de milhões de dólares. Em janeiro de 2022 criou-se a Reserva Hermandad, 60.000 km² a mais ligando Galápagos à Ilha do Coco, na Costa Rica; em maio de 2023 parte da dívida externa equatoriana foi convertida em financiamento de conservação, na maior troca de dívida por natureza já registrada. Em 1º de agosto de 2024 a taxa de entrada no parque dobrou de US$ 100 para US$ 200 por adulto estrangeiro, a primeira correção em 26 anos. A frota segue limitada a pouco mais de 70 embarcações de cruzeiro e a itinerários fixos aprovados pelo parque: ninguém escolhe livremente onde desembarca.
Em Floreana, o barril de correio instalado em 1793 ainda está em uso.
Quem pousa em Baltra desce na pista que os Estados Unidos construíram em 1942 para proteger o Canal do Panamá.
Geografia e forma da cidade
As ilhas e o vulcão mais alto
O arquipélago tem cerca de 7.880 km² de terra espalhados por uma área marítima de aproximadamente 45.000 km², e a linha do equador corta o norte de Isabela, junto ao vulcão Ecuador. Isabela sozinha soma 4.588 km², mais da metade do total, e é uma fileira de seis vulcões colados; o mais alto deles, o Wolf, chega a 1.707 m.
As três correntes e as duas zonas
O clima não é o de trópico úmido que a latitude prometeria: a corrente fria de Humboldt sobe do sul, a corrente do Panamá desce quente pelo norte e a subcorrente equatorial de Cromwell bate na face oeste do arquipélago e traz água fria e nutrientes das profundezas. O resultado é um deserto costeiro de cactos e arbustos secos até uns 200 m de altitude e, acima disso, uma zona úmida verde com neblina permanente entre junho e novembro, onde ficam Bellavista e Santa Rosa e para onde as tartarugas gigantes sobem na estação seca.
Puerto Ayora e a estrada transversal
Puerto Ayora ocupa a costa sul de Santa Cruz, na Bahía Academia, e cresceu ao longo de uma avenida única, a Charles Darwin, que vai do cais dos pescadores à Estação Científica; a estrada transversal de 42 km atravessa a ilha até o Canal de Itabaca, em frente a Baltra, e é a via mais importante de todo o arquipélago.
Cultura
Quase ninguém aqui é daqui
Quase ninguém em Galápagos é de Galápagos há mais de três gerações: não houve povoamento pré-colombiano permanente e a população atual veio de Manabí, Loja, Guayas e do resto da costa equatoriana a partir dos anos 1970. A cultura de rua é a costeira do continente transplantada: salsa, bachata e reggaeton nos bares da avenida, futebol na televisão e ecuavóley, o vôlei equatoriano de três contra três com rede alta e bola pesada, jogado no fim da tarde nas canchas de Bellavista e do Barrio Central. Some-se a isso uma camada pequena e permanente de cientistas, guias naturalistas e mergulhadores estrangeiros, que fez do inglês uma segunda língua de trabalho e não de casa.
Turismo: dois terços da economia local
A economia é praticamente monotemática: em torno de dois terços dos empregos dependem do turismo, direta ou indiretamente, e a pesca artesanal, antes central, é hoje uma atividade regulada em cotas e temporadas. Essa dependência produziu uma identidade conservacionista genuína. As escolas ensinam nomes de espécies endêmicas, o guarda-parque é profissão de prestígio e o plástico descartável está proibido desde 2015. A mesma dependência gerou um atrito antigo entre pescadores e o parque, que explodiu nos anos 1990 com o pepino-do-mar e chegou à ocupação da estação científica, e por isso o mesmo morador que reclama da regra também a defende.
A pesquisa dos bicos de tentilhão, desde 1973
A ciência é o que mais se produziu aqui. A pesquisa de Peter e Rosemary Grant na ilhota Daphne Major, iniciada em 1973 e mantida por mais de quarenta anos, mediu bicos de tentilhão geração a geração e mostrou seleção natural acontecendo em escala de secas e chuvas. É um lugar que quase sempre foi escrito de fora: por Darwin em 1839, por Herman Melville nas Encantadas de 1854, por Margret Wittmer contando Floreana por dentro em 1959, por Kurt Vonnegut em 1985, e cuja literatura local é sobretudo relato oral de pescadores e de colonos.
Festas e eventos
Ilustração com IACarnaval (fevereiro ou março)
Quatro dias antes da Quaresma, com espuma, água jogada na rua e bandas no calçadão de Puerto Ayora. É a semana em que a ilha recebe mais equatorianos do continente do que estrangeiros, e hotéis lotam.
Ilustração com IAProvincialização de Galápagos: 18 de fevereiro
Aniversário da criação da província, em 1973, com desfiles escolares em Puerto Baquerizo Moreno e Puerto Ayora e rodeio montubio na parte alta (as datas exatas dos festejos variam de ano para ano).
Ilustração com IASemana Santa (março ou abril)
Procissões pequenas e a fanesca, sopa de doze grãos com bacalhau servida apenas nessa semana em todo o Equador. Alta temporada: diárias sobem 20 a 40%.

Día de los Difuntos: 2 de novembro
Visita aos cemitérios com colada morada, bebida quente de milho roxo e frutas, e guaguas de pan, pãezinhos em forma de criança enfaixada. Feriado nacional, com quase tudo fechado.
Ilustração com IAAño Viejo: 31 de dezembro
Bonecos de papel machê representando o ano que termina são queimados à meia-noite nas esquinas e no calçadão. Tradição equatoriana levada a sério nas ilhas, com fogueiras alinhadas na Avenida Charles Darwin.
Livros e filmes
Viagem de um Naturalista ao Redor do Mundo (Charles Darwin, 1839)
O capítulo sobre Galápagos descreve as ilhas antes de qualquer teoria: tartarugas em fila para beber, iguanas atiradas ao mar que voltam nadando, o calor insuportável da lava. Lê-se em uma tarde e explica metade do que se vê.
O Bico do Tentilhão (Jonathan Weiner, 1994)
Prêmio Pulitzer de não-ficção, acompanha Peter e Rosemary Grant medindo bicos de tentilhão na ilhota Daphne Major ao longo de duas décadas e mostrando a seleção natural operar de uma seca para a seguinte.
The Galapagos Affair: Satan Came to Dinner (documentário, 2013)
Reconstrói com cartas e filmes caseiros o caso de Floreana entre 1929 e 1934: o médico Friedrich Ritter, a família Wittmer, a autoproclamada baronesa e quatro pessoas que morreram ou sumiram sem explicação.
Perguntas frequentes
Puerto Ayora (Galápagos): como se paga a taxa de US$ 200 do parque?
Em dinheiro vivo, no balcão do aeroporto, logo no desembarque. Cartão não resolve nesse balcão e não há caixa eletrônico confiável antes dele, então traga as notas limpas e separadas desde o continente.
Puerto Ayora (Galápagos): o que é preciso fazer antes do voo para as ilhas?
Antes do check-in a bagagem passa pela inspeção de biossegurança da ABG, e é preciso registrar o Cartão de Controle de Trânsito do INGALA, US$ 20 por pessoa, feito online desde 2025.
Puerto Ayora (Galápagos): quanto tempo leva a lancha até Isabela?
Puerto Villamil, a vila de areia branca de Isabela, fica a 2h ou 2h30 de lancha, com saída cedo e volta no fim da tarde.
Puerto Ayora (Galápagos): qual é a moeda e por que tudo custa mais?
A moeda é o dólar americano, adotado em 2000, e circulam moedas de centavo equatorianas com o mesmo valor e o mesmo tamanho das americanas, fáceis de confundir por dias. Quase tudo custa 30 a 60% mais que no continente porque chega de barco de Guayaquil.
Puerto Ayora (Galápagos): como são as duas estações do ano?
De dezembro a maio vem a quente e úmida: 24 a 31 °C no ar, 24 a 27 °C na água, chuvas fortes e curtas no começo da tarde, céu aberto no resto do dia, mar calmo e visibilidade submarina de 15 a 20 m. De junho a novembro entra a garúa, a neblina fria trazida pela corrente de Humboldt: 19 a 26 °C, mar entre 19 e 23 °C, a roupa de neoprene deixa de ser opcional, parte alta encoberta o dia inteiro e travessias de lancha bem mais agitadas.
Outras cidades do país
Equador ↗- Dias
- 2–3
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Média de 90–160 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.









