Ir para o conteúdo
Nilo pelo mundo
PT
PTENESFR
Guia no app
Hallgrímskirkja
ccFoto: Diego Delso · CC BY-SA 4.0

Islândia

Reykjavík

Piscinas geotérmicas, aurora e o Círculo Dourado

Ver o roteiro de 2 diasAbrir Reykjavík no mapa

Dias2–3
Quandojun–ago
Por pessoa/diaMédia de 20.000–35.000 krPerfil médio · por pessoa/dia

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

Fique dois dias na cidade e some um terceiro para o Círculo Dourado. Mais do que isso é usar Reykjavík como hotel do resto da ilha, o que quase todo mundo faz. Não espere centro histórico, porque a cidade é baixa, nova e de madeira revestida de ferro corrugado. A coisa mais antiga visível é um trecho de muro de turfa anterior a 871, em Aðalstræti 16. Também não é destino para orçamento apertado, porque o mínimo com hospedagem simples fica entre 20.000 e 35.000 kr por pessoa por dia. Com um dia só, ande pelo centro a partir de Austurvöllur, veja as ruínas da Landnámssýningin e suba no elevador da torre de 74,5 m da Hallgrímskirkja. À tarde, desça até o Sólfar e o saguão gratuito do Harpa, e termine na Vesturbæjarlaug ao anoitecer. O que decepciona é a noite fora de sexta e sábado, quando o centro esvazia cedo e o Laugavegur vira uma rua de lojas fechadas e vento.

2–3

Quando Junho a agosto pela luz; fim de setembro a março pela aurora; novembro é o mês a evitar

Como o guia chega a este número

O verão vai de junho a agosto: máximas de 11 a 15 °C, mínimas perto de 8 °C e luz quase permanente; no solstício de 21 de junho o sol some por pouco mais de três horas e o céu não chega a escurecer, o que atrapalha o sono de quem não está acostumado. É a alta temporada, com hotéis cheios e preços no topo; o fim de maio e setembro dão o mesmo acesso com menos gente. De fim de setembro a março há noite suficiente para aurora boreal, e o que impede de vê-la é a nuvem. Dezembro tem 4 a 5 horas de claridade e um centro decorado, mas também tempestades que fecham estradas. O inverno é ameno para a latitude, com média de 0 °C em janeiro e raras mínimas abaixo de −10 °C, e o problema real é o vento, que passa de 20 m/s em frentes comuns e deixa a chuva horizontal. Com esse vento, guarda-chuva não serve. Novembro é o mês que se evita: escuro, chuvoso, sem neve fotogênica e no auge das tempestades de outono. Consulte vedur.is para o tempo e road.is para a condição das estradas antes de qualquer saída da cidade.

Por pessoa/dia 20.000–35.000 kr (cerca de 135–235 €) por pessoa com hospedagem simples

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Reykjavík funciona como base pequena, segura e aquecida para sair todo dia, e a vida social da cidade acontece dentro da água das piscinas. Fique dois dias na cidade e some um terceiro para o Círculo Dourado. Mais do que isso é usar Reykjavík como hotel do resto da ilha, o que quase todo mundo faz. Não espere centro histórico, porque a cidade é baixa, nova e de madeira revestida de ferro corrugado. A coisa mais antiga visível é um trecho de muro de turfa anterior a 871, em Aðalstræti 16. Também não é destino para orçamento apertado, porque o mínimo com hospedagem simples fica entre 20.000 e 35.000 kr por pessoa por dia. Com um dia só, ande pelo centro a partir de Austurvöllur, veja as ruínas da Landnámssýningin e suba no elevador da torre de 74,5 m da Hallgrímskirkja. À tarde, desça até o Sólfar e o saguão gratuito do Harpa, e termine na Vesturbæjarlaug ao anoitecer. O que decepciona é a noite fora de sexta e sábado, quando o centro esvazia cedo e o Laugavegur vira uma rua de lojas fechadas e vento.

Reykjavík é aquecida com água do subsolo desde 1930, e os moradores se encontram nas banheiras quentes das piscinas municipais, de 38 a 42 °C. A capital nacional mais ao norte do mundo é baixa e nova, de casas de madeira revestidas de ferro corrugado, e do mirante da torre de 74,5 m da Hallgrímskirkja dá para ver a cidade inteira. Na beira do porto ficam o Harpa, com a fachada de vidro em favos de Olafur Eliasson, e a banca Bæjarins Beztu Pylsur, com o cachorro-quente de carneiro. Nas noites limpas de inverno, a aurora boreal aparece sem sair da cidade. Venha de junho a agosto pela luz quase permanente, ou do fim de setembro a março pela aurora, e evite novembro. Reykjavík se vê em duas jornadas a pé, e Þingvellir, Geysir e Gullfoss pedem uma terceira na estrada.

Ficha rápida

População
cerca de 140 mil no município, cerca de 250 mil na região da capital, cerca de 394 mil no país (1/1/2026)
Fundação
Assentamento de Ingólfur Arnarson por volta de 874; oficinas dos Innréttingar em 1752; foral de vila em 18 de agosto de 1786
País e região
Islândia: região da capital (Höfuðborgarsvæðið), sudoeste da ilha, na baía de Faxaflói
Idioma
Islandês; inglês corrente em praticamente toda a população abaixo dos 70 anos
Moeda
Coroa islandesa (ISK, kr): cerca de 140–150 kr por euro em 2026; o euro não circula
Fuso
GMT (UTC+0) o ano inteiro, sem horário de verão
Melhor época
Junho a agosto pela luz; fim de setembro a março pela aurora; novembro é o mês a evitar
Custo médio por dia
20.000–35.000 kr (cerca de 135–235 €) por pessoa com hospedagem simples

Quando ir

Junho a agosto pela luz; fim de setembro a março pela aurora; novembro é o mês a evitar

0°10°20°média do ano 5°50100mmhojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez0°10°20°100JFMAMJJASOND
melhor épocaevitartemperatura °Cchuva mmNormais 1991-2020 da OMM (NOAA NCEI), estação Reykjavik, a 3 km. Domínio público.

junho

7° a 13°C

43 mm de chuva

Melhor época

O que muda ao longo do ano

O verão vai de junho a agosto: máximas de 11 a 15 °C, mínimas perto de 8 °C e luz quase permanente; no solstício de 21 de junho o sol some por pouco mais de três horas e o céu não chega a escurecer, o que atrapalha o sono de quem não está acostumado. É a alta temporada, com hotéis cheios e preços no topo; o fim de maio e setembro dão o mesmo acesso com menos gente. De fim de setembro a março há noite suficiente para aurora boreal, e o que impede de vê-la é a nuvem. Dezembro tem 4 a 5 horas de claridade e um centro decorado, mas também tempestades que fecham estradas. O inverno é ameno para a latitude, com média de 0 °C em janeiro e raras mínimas abaixo de −10 °C, e o problema real é o vento, que passa de 20 m/s em frentes comuns e deixa a chuva horizontal. Com esse vento, guarda-chuva não serve. Novembro é o mês que se evita: escuro, chuvoso, sem neve fotogênica e no auge das tempestades de outono. Consulte vedur.is para o tempo e road.is para a condição das estradas antes de qualquer saída da cidade.

Os mesmos números em tabela
MêsTemperatura °CChuva mm
janeiro-2 a 387
fevereiro-2 a 391
março-1 a 481
abril1 a 759
maio4 a 1053
junho ·7 a 1343
julho ·9 a 1550
agosto ·9 a 1465
setembro6 a 1187
outubro3 a 880
novembro0 a 587
dezembro-2 a 395

Dicas do Nilo

Vá à piscina municipal às sete, por 1.500 kr

Às sete da manhã quem está na água é gente do bairro a caminho do trabalho, e a entrada custa uma fração do preço de qualquer lagoa turística. A Sundhöllin, a Vesturbæjarlaug e a Laugardalslaug cobram 1.500 kr. A água fica a cerca de 29 °C, e as banheiras ao ar livre vão de 38 a 42 °C.

Compre o álcool antes de sair do aeroporto

A Vínbúðin, a loja estatal e a única que vende vinho, destilado e cerveja forte, fecha aos domingos e cedo nos dias úteis. Por isso os próprios islandeses compram no free shop de Keflavík ao desembarcar, e o supermercado vende no máximo pilsner de 2,25%. Para beber fora, mire as três horas de promoção do fim da tarde, quando o chope sai por 800–1.200 kr.

O Kolaportið abre só sábado e domingo, das 11h às 17h

É a única feira da cidade, num galpão junto ao porto, então não marque o passeio de fora justo para esses dias. No balcão de comida, prove um cubo de hákarl e lascas de harðfiskur antes de comprar um pacote inteiro por engano. O suéter de lã usado sai por uma fração do preço das vitrines do Laugavegur.

O Strætó não aceita dinheiro: pague pelo Klappið ou com cartão

A passagem de 690 kr sai do celular, pelo Klappið, ou do cartão encostado na entrada, e a cobrança para sozinha em 3 passagens por dia, ou 2.070 kr. Não existe mais passe de 24 horas. Cuide mais do horário, porque os ônibus param entre 23h e 0h30 e a noite de sexta e sábado só começa depois da meia-noite, então quem volta do bar por volta das quatro e meia volta a pé ou de táxi.

Confira vedur.is antes de rodar 187 km até Reynisfjara

Até Reynisfjara são 187 km só de ida, cerca de 12 horas no total, e em dezembro a volta é no escuro com vento lateral. Abra vedur.is e road.is no café da manhã e só então decida o passeio do dia. Se a Esja, a montanha do outro lado da baía, estiver encoberta de manhã, deixe a estrada para outro dia. O Círculo Dourado, de 230 a 300 km em 6 a 8 horas, cabe num dia de inverno.

Aurora: comece de graça, no farol de Grótta

O farol fica dentro da área urbana, em Seltjarnarnes, não custa nada e já está longe o bastante da luz da cidade. Caminhe até ele ao anoitecer, do fim de setembro a março, depois de checar em vedur.is a previsão de céu limpo, porque é a nuvem que esconde a aurora. Deixe a excursão de ônibus paga para uma noite em que a cidade esteja encoberta, quando o motorista leva o grupo atrás de um trecho de céu aberto. Entre meados de maio e o começo de agosto, não tente, porque não escurece o suficiente.

Explorar o mapa

Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.

Abrir o app

O que ver

Reykjavík: A península de lava e a Esja

O clima é oceânico subpolar, amenizado pela corrente do Atlântico Norte: a média fica perto de 0 °C em janeiro e de 11 °C em julho, com cerca de 800 mm de precipitação e perto de 200 dias por ano de chuva ou neve. No plano do dia, o que mais pesa é o vento, mais do que a temperatura.

Os restos escavados de paredes de terra e pedra de uma antiga construção, iluminados por spots num ambiente escuro de museu, com pedras de rio dispostas ao lado e painéis informativos ao fundo.
Landnámssýningin

Landnámssýningin, em Aðalstræti 16

EssencialReykjavík · Até meia hora

Exposição do assentamento construída em volta das ruínas de uma casa comprida do século X, escavadas no próprio lugar em 2001, e de um trecho de muro de turfa anterior à camada de cinza vulcânica de 871. É a coisa mais antiga visível dentro da cidade.

A mostra foi montada em volta das ruínas de uma casa comprida desenterradas no sítio em 2001 e de um muro de turfa mais velho que a cinza de 871.

Consultar acesso

Uma piscina ao ar livre com raias demarcadas por boias, uma pessoa nadando, arquibancadas cobertas ao lado e prédios residenciais ao fundo, sob céu parcialmente nublado.
As piscinas geotérmicas

As piscinas geotérmicas

Essencial

A instituição social da cidade: Sundhöllin (1937, de Guðjón Samúelsson), Vesturbæjarlaug e Laugardalslaug, com água a cerca de 29 °C e banheiras quentes de 38 a 42 °C ao ar livre. A entrada custa 1.500 kr nas três.

A piscina de bairro é onde os moradores se encontram, de manhã cedo ou depois do trabalho, e a conversa acontece na banheira quente ao ar livre: é o programa mais local da cidade e custa uma fração de qualquer lagoa turística.

Consultar acesso

Harpa, em Reykjavík, com a fachada de painéis de vidro azulados que espelham o porto.
Harpa

Harpa

Vale a visitaReykjavík

Sala de concertos e centro de convenções na beira do porto, inaugurada em maio de 2011 depois de a obra ficar parada com a quebra de 2008. A fachada de vidro em favos é de Olafur Eliasson; entrar e subir as escadas é gratuito, e a Orquestra Sinfônica da Islândia toca ali.

A fachada de vidro é da sala que abriu em maio de 2011, depois de a obra ter ficado parada com a quebra de 2008, e entrar e subir as escadas é gratuito.

Consultar acesso

Uma escultura de aço em forma de barco, sobre um círculo de pedra à beira do mar, com duas pessoas ao lado e montanhas do outro lado da água.
Sólfar

Sólfar (Sun Voyager)

Vale a visitaReykjavíkurborg · Até meia hora

Escultura de aço de Jón Gunnar Árnason instalada em 1990 na avenida Sæbraut, voltada para a Esja. Não é um barco viking: o autor a descreveu como uma nave de sonho e uma ode à luz.

A peça de aço voltada para a Esja desde 1990 não é um barco viking; o autor a descreveu como nave de sonho.

Consultar acesso

Prédio do Museu Nacional da Islândia, em Reykjavík, comprido e claro, com banners azuis na fachada.
Þjóðminjasafn Íslands

Þjóðminjasafn Íslands

Vale a visitaReykjavík

O Museu Nacional, junto à universidade, conta a história do país em cerca de 2.000 objetos, do assentamento ao presente. A peça central é a porta esculpida de Valþjófsstaður, do século XIII.

No prédio junto à universidade, a visita conta a história do país com cerca de 2.000 peças, da chegada dos primeiros até hoje, e o centro é a porta esculpida de Valþjófsstaður.

Consultar acesso

Fachada cinza do Hafnarhús com o letreiro Art Museum e Listasafn Reykjavíkur, a torre de canto e carros estacionados.
Hafnarhús

Hafnarhús, do Museu de Arte de Reykjavík

Vale a visitaReykjavík · Até meia hora

Armazém portuário convertido em museu, com a coleção que o pintor Erró doou à cidade em 1989. As outras duas sedes são Kjarvalsstaðir, dedicada a Jóhannes Kjarval, e Ásmundarsafn, a casa em forma de cúpula do escultor Ásmundur Sveinsson.

O antigo galpão do porto passou a museu com o acervo que Erró doou à cidade em 1989.

Consultar acesso

Uma banca de feira cheia de objetos pequenos, com duas pessoas atrás da mesa e um abajur aceso.
Kolaportið

Kolaportið

Vale a visitaMiðborg · Até meia hora

Mercado de pulgas de fim de semana num galpão junto ao porto, aberto sábados e domingos das 11h às 17h. Vende suéteres de lã novos e usados, livros, discos, peixe seco e tubarão fermentado no balcão de comida.

O galpão de fim de semana junta suéteres de lã, livros e discos a peixe seco e tubarão fermentado, e abre aos sábados e domingos das 11h às 17h.

Consultar acesso

Dois reservatórios cilíndricos claros ligados por uma escada de metal, com flores amarelas e um visitante de costas no gramado.
Reservatórios e acesso do Perlan

Perlan

Se sobrar tempoReykjavík

Cúpula de vidro sobre seis tanques de água quente na colina de Öskjuhlíð, com terraço de observação de 360°, uma caverna de gelo artificial de cerca de 100 m e um planetário dedicado à aurora, tudo num ingresso só.

A cúpula sobre os seis tanques cobra ingresso por uma caverna de gelo artificial de 100 m e por um planetário dedicado à aurora, e a aurora de verdade se vê de graça no farol de Grótta, dentro da área urbana, do fim de setembro a março.

Consultar acesso

O roteiro do Nilo

Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Organizar meus dias no app ↗
  1. Dia 1 · O centro a pé

    1. Comece em Austurvöllur, entre o parlamento de 1881 e a catedral de 1796, e siga até a prefeitura, construída sobre o lago Tjörnin.

    2. Veja na Landnámssýningin, em Aðalstræti 16, a casa comprida do século X e o trecho de muro de turfa anterior a 871, e almoce plokkfiskur ou kjötsúpa nas redondezas.

    3. Suba a Skólavörðustígur até a Hallgrímskirkja e pague o elevador da torre de 74,5 m para entender o traçado da cidade de cima.

    4. Desça até a escultura Sólfar, na Sæbraut, e entre no Harpa: o saguão de vidro e as escadas são gratuitos.

    5. Termine na Sundhöllin ou na Vesturbæjarlaug: tome o banho sem roupa antes e depois entre na banheira quente a 40 °C ao ar livre, onde no fim do dia os moradores chegam do trabalho.

  2. Dia 2 · Museus, porto e mercado

    1. Se for sábado ou domingo, abra o dia no Kolaportið, das 11h às 17h, e prove um cubo de hákarl e lascas de harðfiskur no balcão.

    2. Vá ao Þjóðminjasafn, ao lado da universidade, pela exposição permanente sobre a formação do país.

    3. Almoce em Grandi, no porto velho, e veja a coleção Erró no Hafnarhús, do Museu de Arte de Reykjavík.

    4. Escolha entre um passeio de baleias saindo do porto (3 h, 12.000–14.000 kr) e o Perlan, com a caverna de gelo e o planetário de auroras.

    5. Do fim de setembro a março, ao anoitecer, caminhe até o farol de Grótta.

Se ficar mais

  1. Dia 3 · Fora da cidade

    1. Alugue carro ou pegue uma excursão para o Círculo Dourado: Þingvellir, Geysir e Gullfoss, 230 a 300 km na volta completa.

    2. Em Þingvellir, ande pela falha de Almannagjá, onde o Alþingi se reunia desde 930, entre as placas norte-americana e euro-asiática.

    3. Pare em Geysir para ver o Strokkur jorrar a cada 5 a 10 minutos, já que o Geysir original está quase inativo desde o século XX.

    4. Volte de Geysir pela estrada 37 e pare em Laugarvatn para comer o rúgbrauð assado dentro do solo geotérmico.

    5. Se preferir água a estrada, troque o dia pela Sky Lagoon, em Kópavogur, ou pela Blue Lagoon: confirme antes o estado da península de Reykjanes.

Organizar meus dias no app ↗

Comida

Ilustração com IA

Pylsa

O cachorro-quente islandês, feito de carneiro, porco e vaca. “Eina með öllu” quer dizer com tudo: cebola crua, cebola frita crocante, ketchup, mostarda doce (pylsusinnep) e remoulade. A banca Bæjarins Beztu Pylsur funciona perto do porto desde 1937; 700–900 kr.

Ilustração com IA

Plokkfiskur

Refogado de bacalhau ou hadoque desfiado com batata, cebola e molho branco, servido com pão de centeio e manteiga. É comida de casa e de almoço barato: 2.500–3.500 kr num café.

Ilustração com IA

Kjötsúpa

Sopa de carneiro com batata, cenoura, nabo e aveia ou arroz, temperada quase só com sal e tomilho selvagem. Existe o ano inteiro e é o prato servido na rua no 17 de junho e na Menningarnótt.

Ilustração com IA

Skyr

Leite desnatado coalhado, tecnicamente um queijo fresco e não um iogurte, produzido na ilha desde o assentamento. Custa 200–350 kr o pote em qualquer supermercado; a versão tradicional é azeda e se come com leite e açúcar.

Ilustração com IA

Harðfiskur e hangikjöt

Peixe seco ao vento, em lascas comidas com manteiga, e carneiro defumado em bétula e esterco de ovelha, fatiado sobre flatkaka. São a despensa pré-refrigeração do país e estão em qualquer supermercado.

Ilustração com IA

Rúgbrauð

Pão de centeio denso e adocicado, assado devagar; a versão hverabrauð é enterrada em solo geotérmico em Laugarvatn e leva 24 horas. Vem com manteiga e peixe e acompanha o plokkfiskur.

Ilustração com IA

Hákarl com brennivín

O hákarl é tubarão fermentado, cortado em cubos, de cheiro e gosto fortes, e tradicionalmente vem acompanhado de um gole de brennivín, a aguardente islandesa. Aparece nos jantares do þorrablót e no balcão de comida do Kolaportið: experimente uma porção pequena no local antes de levar um pacote inteiro embalado.

Ilustração com IA

Kleina, snúður e café

As padarias vendem kleina (rosca torcida e frita), snúður (rolinho com cobertura) e pão de canela; o café é forte e a segunda xícara costuma ser gratuita nas cafeterias tradicionais. Um expresso sai por 600–900 kr.

Onde comer

  • Dill · Laugavegur 59 · $$$

    Menu degustação de cozinha nova nórdica sobre o que a estação islandesa oferece, com a primeira estrela Michelin do país desde 2017 e renovada em 2026.

    Fonte · 2026-09-28

  • Grandi Mathöll · Grandagarður 16, Grandi · $$

    Nove bancas lado a lado no porto velho, de peixe islandês a comida indonésia, coreana e indiana; funciona todo dia das 11h às 21h.

    Fonte · 2026-09-28

  • Sægreifinn (Sea Baron) · Porto velho, Grandi · $

    Barraca verde de madeira no cais, famosa pela sopa de lagosta servida em copo de papel, comida em pé no píer.

    Fonte · 2026-09-28

  • Svarta Kaffið · Laugavegur 54 · $

    Sopa do dia servida dentro de um pão redondo escavado, receita da primeira casa da Islândia a fazer isso, há mais de 20 anos.

    Fonte · 2026-09-28

$: até 2.500 kr, sopa ou banca · $$: 2.500–6.000 kr por prato · $$$: acima de 6.000 kr, ou menu degustação · 2026-09-28

Bate-voltas

Coluna de vapor de um gêiser subindo numa planície coberta de neve, com casas pequenas ao lado e colinas geladas ao fundo.
Círculo Dourado, gêiser no inverno · Syced · CC0

Círculo Dourado

Þingvellir a 45 km (cerca de 50 min), Geysir a 115 km e Gullfoss a 125 km, com volta completa de 230 a 300 km em 6 a 8 horas. Dá para fazer de carro alugado ou em excursão de ônibus por 12.000–18.000 kr.

Chão de rocha rachada na península, fotografado em 30 de abril de 2023.
Reykjanes, a fenda, 2023 · Jakub Hałun · CC BY-SA 4.0

Península de Reykjanes e as lagoas

A península de Reykjanes, a sudoeste da cidade, é a mesma do aeroporto de Keflavík, e reúne campos de lava cobertos de musgo e a Blue Lagoon. A região vive atividade vulcânica desde 2021, e Grindavík foi evacuada em novembro de 2023, por isso confira os alertas oficiais em safetravel.is antes de ir.

Três rochedos pontiagudos no mar agitado ao lado de uma falésia escura na costa sul da Islândia, sob céu cinzento e com um campo em primeiro plano.
Costa sul, rochedos no mar · Oskarp · CC BY-SA 3.0

Costa sul até Vík

Seljalandsfoss a 125 km (cerca de 1h50), Skógafoss a 155 km e a praia negra de Reynisfjara, junto a Vík, a 187 km (cerca de 2h20). É um dia inteiro de cerca de 12 horas; no inverno, saia com luz e cheque road.is.

Por onde começar

Dinheiro

A moeda é a coroa islandesa (kr, ISK), perto de 140–150 kr por euro e 125–140 kr por dólar em 2026, e o euro não circula. Deixe as coroas em papel de lado: o país é praticamente sem dinheiro vivo, e o cartão sem contato funciona no ônibus, no banheiro público, na banca de cachorro-quente e na piscina. Também não existe cultura de gorjeta, porque o serviço já está no preço. Os preços são altos em tudo, então chegue conhecendo as faixas de 2026 para a primeira conta não assustar. O expresso custa 600–900 kr e a pylsa, 700–900 kr; a cerveja de meio litro em bar sai por 1.300–1.900 kr, ou 800–1.200 kr no happy hour, que costuma ir das 16h às 19h. No almoço, a sopa com pão fica em 2.500–3.500 kr, o prato principal em restaurante médio em 4.500–7.500 kr, e o jantar para dois com bebida em 20.000–30.000 kr. Para dormir, a cama em albergue custa 8.000–13.000 kr, e o hotel de três estrelas, 30.000–50.000 kr a diária. O IVA é de 24%, com alíquota reduzida de 11% para comida, livros e hospedagem, e todo visitante que não mora na Islândia, europeu inclusive, recebe o reembolso tax-free em compras de pelo menos 12.000 kr numa mesma nota: peça o formulário na loja e carimbe no aeroporto de Keflavík antes do embarque. A taxa de hospedagem voltou em 1º de janeiro de 2024 e desde 2025 é de 800 kr por noite e por unidade em hotéis e pousadas, lançada na conta; campings pagam valor menor, e passageiros de cruzeiro pagam uma taxa diária.

Como chegar e se locomover

Aeroporto de Keflavík: 49 km, sem trem nem plataforma

O aeroporto internacional é Keflavík (KEF), a 49 km a sudoeste, 45 a 55 minutos de estrada, e não adianta procurar plataforma: não existe trem na Islândia. Os ônibus Flybus e Airport Direct saem alinhados com cada voo e custam por volta de 4.000–4.500 kr por trecho até o terminal BSÍ, com transferência até o hotel por cerca de 1.000 kr a mais; a linha 55 do Strætó é mais barata e bem menos frequente. Táxi do aeroporto ao centro fica entre 18.000 e 22.000 kr, e aplicativos do tipo Uber não operam no país. As centrais locais são a Hreyfill e a BSR, chamadas por telefone ou por aplicativo próprio. O aeroporto de Reykjavík (RKV), dentro da cidade, atende os voos domésticos para Akureyri, Egilsstaðir e Ísafjörður, além da Groenlândia e das Ilhas Faroé.

Só ônibus: o Strætó amarelo

Dentro da cidade só há ônibus: o Strætó, amarelo, com cerca de 27 linhas na região da capital e dois nós principais, Hlemmur e Mjódd. Uma passagem custa 690 kr e dá para trocar de ônibus por 75 minutos. Pague pelo aplicativo Klappið ou com cartão sem contato no validador, porque o motorista não aceita dinheiro. O Strætó descontinuou os passes de 24 e 72 horas, e agora o teto é automático: no máximo 3 passagens cobradas por dia (2.070 kr) e 9 por semana. Os ônibus passam a cada 15 a 30 minutos e param de circular entre 23h e 0h30, o que muda o plano da noite. A obra da Borgarlína, o corredor de ônibus rápido que ligará Reykjavík aos municípios vizinhos, avançou a partir de 2025, mas a primeira linha só deve operar perto de 2030. Na prática, o centro se atravessa a pé em 20 a 25 minutos. Há ciclovias boas no verão e patinetes Hopp o ano inteiro, e o estacionamento no centro é pago por zona (P1 a P4) de segunda a sexta das 9h às 18h e sábado das 10h às 16h.

Segurança

Reykjavík é uma das cidades mais seguras do mundo. A Islândia lidera o Índice Global da Paz desde 2008, a polícia comum não anda armada e o crime violento é raro. Há três riscos, e todos dependem de situação e hora. O primeiro é o clima e a natureza: vento que derruba pedestre, calçada com gelo entre novembro e março e fontes termais sem cerca. Para o gelo, compre mannbroddar, as garras de sapato, por cerca de 2.000 kr no supermercado. O segundo é a madrugada de sexta e sábado no Laugavegur, quando os bares fecham por volta das 4h30: há briga de bêbado e furto de celular e carteira, nada grave, e basta andar uma quadra para fora dali. O terceiro é dirigir, com pista simples, pontes de mão única, vento lateral e areia vulcânica que lixa a pintura. A emergência é 112, e o aplicativo 112 Iceland envia a sua posição. Registre planos de trilha em safetravel.is e cheque road.is antes de pegar a estrada.

Dicas de etiqueta

Regra da piscina: chuveiro nu e com sabonete antes de qualquer mergulho

Vale para toda piscina e lagoa termal, é regra escrita, há diagrama na parede indicando as partes do corpo e funcionário que lembra. A água tem pouco cloro justamente por causa disso.

Tire os sapatos ao entrar numa casa

Sem exceção e sem perguntar, mesmo em visita de dez minutos e mesmo em apartamento alugado. O chão é aquecido por baixo e o pé descalço não sente frio.

Não deixe gorjeta

Não é ofensivo, mas causa estranheza: o serviço já está na conta e o garçom pode correr atrás para devolver o troco. Elogie e volte outro dia. É assim que se reconhece o serviço aqui.

Chame as pessoas pelo primeiro nome

Islandeses não têm sobrenome de família: “Jónsdóttir” significa filha de Jón. A lista telefônica é ordenada pelo primeiro nome, o presidente é chamado pelo primeiro nome e “senhor Sigurðsson” não existe.

Não teste a crença de ninguém em elfos

Quem trabalha com turismo ouve a pergunta várias vezes por dia e a piada cansou. Pergunte pelo caso concreto, por que tal obra desviou de tal pedra, em vez de pedir que alguém se declare.

Nunca saia da trilha nem dirija fora da estrada

Dirigir fora das vias marcadas é crime na Islândia desde 1999, com multa que passa de várias centenas de milhares de coroas, porque a marca no musgo demora décadas para sumir. O mesmo vale para pisar no musgo dos campos de lava logo ao lado da cidade.

Erros a evitar

Contar com Uber: aplicativo de carro não opera no país

Contar com Uber ou outro aplicativo de carro para voltar do bar ou ir ao aeroporto. Eles não operam na Islândia: o táxi se chama por telefone, e para Keflavík o Flybus sai bem mais barato que a corrida.

Abrir a porta do carro com vento forte

Abrir a porta do carro alugado com vento forte. A rajada arranca a porta na dobradiça, o seguro básico não cobre e o conserto passa de 200.000 kr. Segure a porta com as duas mãos e estacione com a frente do carro contra o vento.

Ficar de costas para o mar em Reynisfjara

Descer até a beira d'água na praia negra de Reynisfjara, junto a Vík, para a foto. As ondas repentinas dessa praia já mataram turistas: fique longe da areia molhada e nunca de costas para o mar.

Comprar água engarrafada numa cidade de água limpa

Comprar água engarrafada. A água da torneira vem de nascente e é das mais baratas e limpas do mundo; a torneira quente é geotérmica, cheira a enxofre e não serve para beber. Deixe a fria correr alguns segundos e encha a garrafa.

Achar que Círculo Dourado, costa sul e Snæfellsnes se equivalem no inverno

Tratar o Círculo Dourado, a costa sul e Snæfellsnes como passeios equivalentes no inverno. A volta completa do Círculo Dourado tem de 230 a 300 km, e as da costa sul e de Snæfellsnes chegam a 380 e 400 km, com só quatro a cinco horas de luz do dia. Confirme as condições antes de sair: sem isso, o passeio pode terminar no escuro e com vento de lado.

Frases úteis

Góðan daginn

Bom dia (gôdan dâin)

Takk fyrir

Obrigado (tak fírir)

Afsakið

Com licença, desculpe (áfsakidh)

Talar þú ensku?

Você fala inglês? (tálar thu ênscu)

Eina með öllu

Um com tudo: o pedido padrão do cachorro-quente (êina medh êtlu)

Þetta reddast

No fim dá certo (thétta rêdast): a frase mais usada do país

Onde ficar

  • Miðborg e Kvosin · Primeira viagem curta, tudo a pé · $$$: Concentra a maior parte dos hotéis e fica a poucos minutos de tudo que se visita a pé; é também o trecho mais caro da cidade e o mais barulhento nas noites de sexta e sábado.
  • Grandi · Museus, baleias e o food hall sem dormir em cima da badalação · $$: Fica 15 a 20 minutos a pé do centro, com apart-hotéis mais recentes e mais baratos que o Kvosin, e os barcos de observação de baleias saem do próprio porto velho.
  • Vesturbær · Sossego residencial, perto da universidade · $$: Fica a oeste do centro, sem rede de hotel grande, mas com aluguel de temporada mais barato e a piscina de bairro Vesturbæjarlaug a poucos passos.
  • Laugardalur · Carro, família, ou mochila · $: Reúne o camping municipal, o albergue da cidade e a maior piscina do país, a 25–30 minutos a pé do centro ou dois ônibus do Strætó.

$: albergue, 8.000–13.000 kr · $$: hotel de três estrelas, 30.000–50.000 kr · $$$: acima de 50.000 kr a diária · 2026-09-28

Bairros

Kvosin e Miðborg

O quadrilátero original entre o lago Tjörnin e o porto velho, com o parlamento de 1881 e a catedral de 1796 na praça Austurvöllur, a prefeitura sobre a água e casas de madeira revestidas de ferro corrugado. Concentra a maior parte dos hotéis e quase tudo que se visita a pé.

Hallgrímskirkja, em Reykjavík, com a torre de concreto em degraus e a estátua de Leif Eriksson na frente.
Hallgrímskirkja

Laugavegur e Skólavörðustígur

As duas ruas comerciais que sobem do centro até a Hallgrímskirkja, fechadas ao carro no trecho central. Reúnem lojas, restaurantes e a vida noturna de sexta e sábado, que só começa depois da meia-noite.

Grandi e o porto velho

Antiga área de processamento de peixe a oeste do centro, hoje com galerias na Marshall House, sorveteria Valdís, museus e os barcos de observação de baleias e de papagaios-do-mar. Navios de pesca continuam trabalhando ao lado.

Vesturbær

Bairro residencial a oeste, com a Universidade da Islândia, o Museu Nacional, a piscina Vesturbæjarlaug e o clube de futebol KR. É a Reykjavík de quem mora nela, sem vitrine.

Þingholt

A encosta a leste do Tjörnin, com as casas de madeira mais antigas e mais caras da cidade em ruas estreitas e íngremes. Serve para caminhar sem destino entre o lago e a Hallgrímskirkja.

Casa Höfði, em Reykjavík, casa branca de madeira com telhado escuro e escada na entrada.
Höfði

Laugardalur

O vale a leste que reúne o estádio nacional Laugardalsvöllur, a maior piscina do país (Laugardalslaug), o jardim botânico, o zoológico familiar e o camping municipal. O nome vem das fontes quentes onde se lavava roupa até o século XX.

Hlemmur e Rauðarárholt

Em torno do antigo terminal de ônibus, convertido em 2017 no mercado gastronômico Hlemmur Mathöll, com o parque Klambratún e o museu Kjarvalsstaðir a poucos minutos.

Breiðholt

Conjunto habitacional dos anos 1960 e 1970 no sudeste, o bairro mais diverso da cidade, com o centro cultural Gerðuberg e o nó de ônibus de Mjódd. Fica a 20–25 minutos de ônibus do centro.

História

c. 874 · A baía da fumaça

O Landnámabók data em torno de 874 a chegada do colono nórdico Ingólfur Arnarson, que teria batizado o lugar de Reykjavík, “baía da fumaça”, pelo vapor das fontes termais. A escavação de Aðalstræti 16 achou um muro de turfa anterior à camada de cinza de 871±2 e uma casa comprida do século X.

Lareira alongada escavada, com bordas de terra e pedras, no piso escuro da casa preservada no museu.
Fogueira da casa do século X · fotografia de 2014 · Szilas · domínio público

930 · O Alþingi em Þingvellir

A assembleia dos chefes islandeses passa a se reunir todo verão em Þingvellir, 45 km a leste, ao ar livre. É a origem do parlamento que hoje funciona em Austurvöllur.

Caminho entre paredão rochoso e terreno de pedras, com visitantes e montanhas ao fundo sob céu nublado.
Þingvellir · fotografia de 2023 · Jakub Hałun · CC BY-SA 4.0

1262–1264 · Fim da comunidade livre

Pelo Gamli sáttmáli os chefes aceitam a coroa norueguesa e a ilha deixa de ser um país sem rei. Em 1380 passa, com a Noruega, para a coroa dinamarquesa.

Bandeira islandesa num mastro ao lado de encosta com relva e paredão de rocha, sob céu azul com nuvens.
Þingvellir · fotografia de 1998 · Andreas Tille · CC BY-SA 4.0

1602–1787 · Monopólio comercial dinamarquês

Copenhague entrega todo o comércio islandês a companhias privilegiadas e proíbe negociar com qualquer outro. O empobrecimento que se segue é a moldura do século XVIII islandês.

Folha aberta de um atlas com um mapa colorido da Islândia, cartela do título no canto inferior esquerdo, escala à direita e as margens e a encadernação completas.
Mapa da Islândia · c. 1665 · Blaeu / PAN Biblioteka Kórnicka · domínio público

1752 · As oficinas de Skúli Magnússon

O administrador Skúli Magnússon instala em Reykjavík os Innréttingar (tecelagem de lã, tinturaria, cordoaria) para industrializar a ilha. Os prédios de então formam o núcleo da rua Aðalstræti.

Casa de madeira escura com telhado inclinado, janelas brancas e lateral voltada para a rua, entre casas vizinhas.
Aðalstræti 10, casa de 1762 · fotografia de 2017 · Vera de Kok · CC BY-SA 3.0

1786 · Foral de vila

Em 18 de agosto de 1786 o rei Cristiano VII concede a Reykjavík estatuto de kaupstaður, quando ali moram cerca de 170 pessoas. A data é o aniversário da cidade e a razão da Menningarnótt.

Retrato oval em preto e branco de um homem com cabelo claro, casaco bordado, faixa e condecoração, com os cantos brancos do original.
Christian VII, por Jens Juel · pintura posterior a 1760 · Jens Juel / SMK · domínio público

1845 · O parlamento se muda para a cidade

O Alþingi, extinto em 1800, é restabelecido e passa a se reunir em Reykjavík, que vira centro político do país. O prédio de basalto do parlamento é de 1881; a catedral ao lado, de 1796.

Fachada de pedra do parlamento, com duas fileiras de janelas, brasão sob a coroa no telhado e jardim com neve.
Alþingishúsið, edifício de 1881 · fotografia de 2006 · Cicero85 · CC BY 2.5

1904–1918 · Autonomia e soberania

Em 1904 a Islândia ganha governo próprio, com sede em Reykjavík e Hannes Hafstein como primeiro ministro. Em 1º de dezembro de 1918 torna-se reino soberano em união pessoal com a Dinamarca.

Edifício branco de dois andares na parte central, telhado cinza, chaminés, mastro vazio e escadaria diante da porta.
Stjórnarráðshúsið · fotografia de 2023 · APK · CC BY-SA 4.0

1940–1945 · Ocupação britânica e americana

Tropas britânicas desembarcam em Reykjavík em 10 de maio de 1940 e são substituídas pelas americanas em 1941, que constroem o aeroporto de Keflavík. As obras e os salários transformam uma vila de cerca de 38 mil habitantes numa cidade com emprego e dinheiro.

Fotografia em preto e branco de Churchill com oficiais e soldados uniformizados, dentro da margem branca do original.
Churchill com os Marines na Islândia · 16 de agosto de 1941 · USMC Archives · Oliver P. Smith Collection (COLL/213) · CC BY 2.0

17/6/1944 · República proclamada

Com a Dinamarca ocupada, a Islândia proclama a república em Þingvellir, sob chuva, e elege Sveinn Björnsson primeiro presidente. O 17 de junho é o feriado nacional.

Primeira página da tradução inglesa da Constituição, com título, data de 17 de junho de 1944 e artigos iniciais em texto preto sobre branco.
Constituição de 1944 · tradução oficial publicada em 2018 · Gabinete do Primeiro-Ministro da Islândia · texto oficial

2008–2010 · A quebra e o turismo

Em outubro de 2008 os três grandes bancos quebram em uma semana, a coroa perde cerca de metade do valor e a batida de panelas em Austurvöllur derruba o governo em janeiro de 2009. A erupção do Eyjafjallajökull em abril de 2010 põe a ilha no noticiário do mundo e abre o ciclo turístico que sustenta a cidade até hoje.

Multidão reunida na praça, com braços erguidos e cartazes rosas, diante de fachadas e uma estátua entre árvores.
Protestos em Austurvöllur · 10 de janeiro de 2009 · OddurBen · CC BY-SA 3.0
História completa

Colonizada tarde, entre 870 e 930

A Islândia foi colonizada tarde, entre cerca de 870 e 930, por nórdicos vindos da Noruega e das ilhas Britânicas, muitos deles com mulheres e servos de origem gaélica: a genética da população ainda registra essa mistura. Reykjavík é o ponto onde a tradição diz que Ingólfur Arnarson lançou ao mar os pilares do seu assento e construiu casa onde eles deram à costa; a arqueologia confirma ocupação no local desde o século X. A Reykjavík medieval, porém, não existe: durante novecentos anos a Islândia foi um país sem cidades, com o poder nas fazendas dos chefes e nas sedes episcopais de Skálholt (1056) e Hólar (1106), e a política inteira concentrada em duas semanas de verão no Alþingi de Þingvellir, ao relento.

A economia cria Reykjavík como cidade

O que fez de Reykjavík uma cidade foi a economia. Sob o monopólio comercial dinamarquês (1602–1787) a ilha empobreceu; a erupção do Laki em 1783–84 matou cerca de um quinto dos islandeses e a maior parte do gado, e Copenhague chegou a discutir evacuar o país. Em 1752 Skúli Magnússon já havia instalado ali os Innréttingar, e em 1786 o rei deu foral a um povoado de 170 pessoas. O século XIX fez o resto: o Alþingi voltou a se reunir em Reykjavík em 1845, o prédio do parlamento é de 1881, o porto moderno ficou pronto em 1917 e a pesca a motor concentrou gente e dinheiro na baía de Faxaflói.

Rápido e desigual, o século XX

O século XX foi rápido e desigual. A soberania de 1918 chegou junto com o inverno de gelo, a erupção do Katla e a gripe espanhola. Em 1930 a cidade começou a se aquecer com água quente bombeada do subsolo, e hoje praticamente todo o aquecimento e quase toda a eletricidade do país são geotérmicos ou hidrelétricos. É por isso que não há fuligem de carvão numa cidade a 64° de latitude. A guerra acelerou tudo: a ocupação britânica de 10 de maio de 1940 e a americana a partir de 1941 trouxeram estradas, os aeroportos de Keflavík e de Reykjavík e salário pago em dinheiro; a população municipal saltou de cerca de 38 mil em 1940 para cerca de 56 mil em 1950. A república foi proclamada em Þingvellir em 17 de junho de 1944.

Uma cidade de bairros novos

A Reykjavík da segunda metade do século é uma cidade de bairros novos: Breiðholt e Árbær foram erguidos nos anos 1960 e 1970 para abrigar quem vinha do campo, e o modelo de subúrbio, carro e estacionamento moldou a malha urbana que se vê hoje. Dois episódios mundiais aconteceram aqui: o campeonato de xadrez entre Bobby Fischer e Boris Spassky no ginásio Laugardalshöll, em 1972, e a cúpula entre Ronald Reagan e Mikhail Gorbatchov na casa de Höfði, em 11 e 12 de outubro de 1986, que destravou o fim da Guerra Fria. Em 24 de outubro de 1975, 90% das islandesas pararam de trabalhar num único dia; cinco anos depois o país elegeu Vigdís Finnbogadóttir, a primeira mulher chefe de Estado escolhida em eleição direta no mundo.

A quebra de 2008 e a erupção que trouxe turistas

O presente da cidade nasce de dois episódios: a crise bancária e a erupção vulcânica que fechou o espaço aéreo europeu. Em outubro de 2008, Landsbanki, Kaupthing e Glitnir quebraram em uma semana, com passivos várias vezes maiores que o PIB; a coroa desabou, o país manteve controles de capital até 2017 e o inverno seguinte foi de protesto diário diante do parlamento. Em abril de 2010 a erupção do Eyjafjallajökull fechou o espaço aéreo europeu e transformou a Islândia em assunto: os visitantes estrangeiros passaram de cerca de 460 mil em 2010 para mais de 2 milhões por ano na década seguinte, e o turismo virou o principal setor exportador ao lado da pesca e do alumínio. As consequências estão na rua: o Harpa aberto em 2011, hotéis onde havia galpão de peixe, aluguel de curta duração pressionando a moradia no centro e, desde 2021, uma sequência de erupções na península de Reykjanes (a mais dura obrigou a evacuar Grindavík em novembro de 2023) que a cidade acompanha pelo noticiário sem sair de casa. Reykjavík é hoje uma capital de serviços, universidade e turismo, com alumínio em Straumsvík e um porto pesqueiro ainda em atividade em Grandi, e a discussão pública desta década é a de qualquer cidade que cresceu depressa: preço de moradia, adensamento do centro, o corredor Borgarlína e quanto turismo cabe numa área metropolitana de 250 mil pessoas.

Reykjavík não tem centro medieval: por novecentos anos a Islândia foi um país sem cidades, e Reykjavík só virou vila oficial em 1786.

O parlamento islandês, o Alþingi, se reunia ao ar livre em Þingvellir, a 45 km daqui, duas semanas por verão.

Geografia e forma da cidade

Hallgrímskirkja, em Reykjavík, com a torre de concreto em degraus e a estátua de Leif Eriksson na frente.
Hallgrímskirkja

A península de lava e a Esja

Reykjavík ocupa uma península baixa entre a baía de Faxaflói e o fiorde de Kollafjörður, assentada sobre lava de erupções pós-glaciais, com pouquíssimos pontos acima de 60 m: as colinas de Skólavörðuholt, onde está a Hallgrímskirkja, e de Öskjuhlíð, onde está o Perlan, mais o lago Tjörnin no meio do centro e o rio Elliðaár, com salmão, cortando o leste. Do outro lado da água aparece a montanha Esja, de 914 m, que a cidade usa como previsão do tempo: quando a Esja some, vem chuva.

O vento e a luz

O clima é oceânico subpolar amenizado pela corrente do Atlântico Norte: média de cerca de 0 °C em janeiro e cerca de 11 °C em julho, cerca de 800 mm de precipitação e perto de 200 dias por ano com chuva ou neve; e o que mais pesa no plano do dia é o vento, mais do que a temperatura. A luz é o outro extremo: em 21 de junho o sol fica quase 21 horas acima do horizonte e a noite não escurece de verdade; em 21 de dezembro nasce por volta das 11h20 e se põe às 15h30.

Uma cidade baixa e espalhada

No desenho urbano é uma cidade de baixa densidade e muito automóvel: o núcleo antigo, o Kvosin, se atravessa em vinte minutos a pé, mas os bairros dos anos 1960 e 1970 se espalham por 15 km ao longo de avenidas como a Miklabraut, e o plano municipal desde 2010 tenta adensar os corredores destinados à Borgarlína, o sistema de ônibus rápido em obras.

Cultura

Harpa, em Reykjavík, com a fachada de painéis de vidro azulados que espelham o porto.
Harpa

Música muito acima do tamanho

A cidade produz música muito acima do seu tamanho. Björk saiu daqui com os Sugarcubes nos anos 1980, o Sigur Rós gravou “Ágætis byrjun” em 1999, e a lista recente inclui Of Monsters and Men, GusGus, Ólafur Arnalds, Laufey, nascida em Reykjavík em 1999, e Hildur Guðnadóttir, Oscar de trilha sonora por “Coringa” em 2020. O festival Iceland Airwaves, criado em 1999, ocupa bares, igrejas e livrarias do centro no começo de novembro; fora dele, a Orquestra Sinfônica toca no Harpa e há concerto pequeno quase toda noite em algum bar do Laugavegur.

Publica e lê mais por habitante

A Islândia publica e lê mais por habitante que quase qualquer país, e Reykjavík é Cidade da Literatura da UNESCO desde 2011. A base são as sagas escritas nos séculos XIII e XIV, conservadas e expostas pelo instituto Árni Magnússon; o cume moderno é Halldór Laxness, Nobel de 1955, cuja casa em Mosfellsdalur, a 15 km, é museu. O costume mais visível é o jólabókaflóð, a enxurrada de livros de Natal: quase todos os lançamentos do ano saem entre outubro e dezembro, o catálogo Bókatíðindi é entregue em cada casa e o presente da noite de 24 é um livro. No cinema, Baltasar Kormákur (“101 Reykjavík”, 2000) montou o estúdio RVK e a ilha virou locação frequente de produções estrangeiras.

A piscina e o fim de semana

A piscina municipal é o ponto de encontro da semana: é na banheira quente, de manhã cedo ou depois do trabalho, que os moradores conversam. A vida noturna, ao contrário, se concentra no fim de semana, e quase tudo acontece só entre sexta e sábado, até os bares fecharem por volta das 4h30.

Laufey nasceu em Reykjavík em 1999, o mesmo ano do primeiro Iceland Airwaves.

Festas e eventos

Quatro corredores de costas numa rua de casas de metal, com mesas de pano branco.Ilustração com IA
Corrida no porto · Nilo pelo mundo

Menningarnótt (Noite da Cultura)

Sábado mais próximo de 18 de agosto, aniversário do foral de 1786. O centro inteiro vira programação gratuita das 13h até os fogos das 23h, e de manhã corre a Maratona de Reykjavík.

Banda tocando num palco escuro diante de um telão com o logotipo do Iceland Airwaves 2011, com luzes azuis e vermelhas.
Iceland Airwaves, 2011 · Gruesome Gary · CC BY-SA 3.0

Iceland Airwaves

Começo de novembro, desde 1999. Cinco dias de shows em salas pequenas do centro, com uma programação paralela gratuita em bares e lojas, o off-venue.

Tigela de sopa com carne e legumes e um balão claro, numa mesa de madeira ao sol.Ilustração com IA
Sopa de carne e um balão · Nilo pelo mundo

17 de junho, Dia Nacional

Aniversário da república de 1944 e do nascimento de Jón Sigurðsson. Desfile, balões, kjötsúpa na rua e a Fjallkonan, a “dama da montanha”, lendo um poema em traje nacional.

Dois pratos de þorramatur em 20 de janeiro de 2010: carne defumada, dois enchidos, cabeça de ovelha e um pote de peixe em cubos, e, ao lado, pão chato e pão de centeio.
Þorramatur, 20 de janeiro de 2010 · The blanz · CC BY-SA 3.0

Þorrablót

Entre meados de janeiro e meados de fevereiro, no mês antigo de þorri. Jantares comunitários de comida conservada (carneiro em soro, hákarl, cabeça de ovelha) com discurso, canto e brennivín.

Piscina ao ar livre, sem gente, com deck de pedra clara ao meio-dia.Ilustração com IA
Piscina vazia · Nilo pelo mundo

Vetrarhátíð (Festival das Luzes de Inverno)

Quatro dias no começo de fevereiro, com a Noite dos Museus e a Noite das Piscinas, quando as piscinas municipais abrem até tarde com luz e música.

Livros e filmes

“Gente independente”, de Halldór Laxness (1934–35)

O romance que sustentou o Nobel de 1955. Explica a teimosia rural que, em duas gerações, produziu a cidade que existe hoje.

“101 Reykjavík”, de Hallgrímur Helgason (1996), e o filme de Baltasar Kormákur (2000)

O código postal do centro virou definição de um modo de vida: apartamento pequeno, inverno longo, noite de sexta. É o retrato da cidade antes do turismo.

“Heima”, documentário do Sigur Rós (2007)

Registro da turnê gratuita que a banda fez pela ilha em 2006, tocando em ginásios, igrejas e fazendas. Mostra a relação entre a paisagem e o som que Reykjavík exporta.

Perguntas frequentes

Reykjavík: dá para usar Uber?

Não: aplicativos do tipo Uber não operam no país, e o táxi da Hreyfill ou da BSR se chama por telefone.

Reykjavík: como ir do aeroporto de Keflavík ao centro?

Os ônibus Flybus e Airport Direct saem alinhados com cada voo e custam por volta de 4.000 a 4.500 kr por trecho até o terminal BSÍ, com transferência até o hotel por cerca de 1.000 kr a mais; a linha 55 do Strætó é mais barata e bem menos frequente.

Reykjavík: quanto tempo leva a volta do Círculo Dourado?

A volta completa leva de 6 a 8 horas e soma de 230 a 300 km. Þingvellir fica a 45 km (cerca de 50 min), Geysir a 115 km e Gullfoss a 125 km.

Reykjavík: qual é a moeda, e o euro é aceito?

A moeda é a coroa islandesa (kr, ISK), perto de 140 a 150 kr por euro e 125 a 140 kr por dólar em 2026, e o euro não circula.

Reykjavík: como é o verão?

O verão vai de junho a agosto: máximas de 11 a 15 °C, mínimas perto de 8 °C e luz quase permanente; no solstício de 21 de junho o sol some por pouco mais de três horas e o céu não chega a escurecer, o que atrapalha o sono de quem não está acostumado.

Roteiros que passam por aqui