
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Viena rende mais para quem gosta de ficar sentado num café do que para quem busca improviso, porque aqui ninguém puxa conversa e o costume é falar baixo. Com um dia só, suba a Stephansdom às 9h, antes da fila, e entre no Kunsthistorisches pela sala de Bruegel. Almoce o menu do dia num Beisl, entre 11h30 e 14h30, e à noite tente a Staatsoper, onde o ingresso em pé custa de €13 a €18. O que decepciona é o quarteirão entre a Kärntner Straße e a Stephansplatz, com concerto de peruca vendido na calçada, Sachertorte mais famosa que boa e preço de primeiro distrito em tudo. Basta andar duas ruas para longe dali para os preços caírem.
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Quando Maio–junho e setembro–outubro; dezembro pelos mercados de Natal; novembro é o mês a evitar
Como o guia chega a este número
O clima é continental com influência panônica: quatro estações nítidas e menos chuva do que a latitude sugere, cerca de 550–600 mm por ano, concentrada em pancadas curtas entre maio e agosto. Em janeiro, as máximas ficam entre 2 e 5 °C e as mínimas rondam zero, com neve ocasional que raramente dura. Em julho, as máximas ficam entre 26 e 30 °C, com ondas de calor acima de 35 °C e apartamentos antigos sem ar-condicionado. As melhores janelas são maio–junho e setembro–outubro, com 18 a 25 °C, mesas na calçada e a temporada de concertos em atividade, e setembro e outubro trazem ainda o Sturm e o movimento dos Heurigen. Julho e agosto são quentes e vazios, porque a Staatsoper e o Musikverein fecham para férias e boa parte dos vienenses sai da cidade. Dezembro tem cerca de 8 horas de luz, frio úmido e os mercados de Natal, que dominam o centro. O mês a evitar é novembro: cinzento, com chuvisco, ainda sem os mercados e com os jardins fechados.
Por pessoa/dia €90–150 por pessoa em padrão médio; €55–75 no aperto; €250+ com hotel central (aproximado, 2026)
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaReserve três dias: o primeiro para o centro imperial dentro do Ring, o segundo para o barroco de Schönbrunn e do Belvedere, com Klimt e o vinho da encosta, e o terceiro para o século XX, o Naschmarkt e o Danúbio. Viena rende mais para quem gosta de ficar sentado num café do que para quem busca improviso, porque aqui ninguém puxa conversa e o costume é falar baixo. Com um dia só, suba a Stephansdom às 9h, antes da fila, e entre no Kunsthistorisches pela sala de Bruegel. Almoce o menu do dia num Beisl, entre 11h30 e 14h30, e à noite tente a Staatsoper, onde o ingresso em pé custa de €13 a €18. O que decepciona é o quarteirão entre a Kärntner Straße e a Stephansplatz, com concerto de peruca vendido na calçada, Sachertorte mais famosa que boa e preço de primeiro distrito em tudo. Basta andar duas ruas para longe dali para os preços caírem.Viena foi a sede de um império de cerca de 52 milhões de pessoas, e os palácios, museus e cafés dessa capital imperial continuam abertos e em uso. Na Hofburg está a coroa do Sacro Império; no Kunsthistorisches, a maior reunião de Bruegel que existe; no Belvedere, “O Beijo” de Klimt; e em Schönbrunn, um jardim que sobe até a Gloriette. Entre um palácio e outro, sente num Kaffeehaus, onde um Melange rende horas de mesa, e almoce Wiener Schnitzel num Beisl, a taberna de bairro. A Staatsoper encena um programa diferente quase toda noite da temporada, com lugares em pé a partir de €13, e nas encostas de Grinzing os Heurigen servem o vinho do próprio produtor. Venha em maio e junho ou em setembro e outubro, com mesas na calçada e concertos em atividade, e reserve três dias.
Ficha rápida
- População
- cerca de 2,03 mi na cidade (2026); cerca de 2,9 mi na região metropolitana Viena–Baixa Áustria
- Fundação
- Acampamento romano de Vindobona, séc. I d.C.; primeira menção escrita como “Wenia” em 881; direitos de cidade em 1221
- País e região
- Áustria; Viena é município e estado federal ao mesmo tempo, 414,9 km² e 23 distritos
- Idioma
- Alemão, com dialeto vienense; inglês corrente no centro e no comércio; cerca de um terço dos moradores nasceu fora da Áustria
- Moeda
- Euro (€)
- Fuso
- CET (UTC+1); horário de verão CEST (UTC+2), do último domingo de março ao último de outubro
- Melhor época
- Maio–junho e setembro–outubro; dezembro pelos mercados de Natal; novembro é o mês a evitar
- Custo médio por dia
- €90–150 por pessoa em padrão médio; €55–75 no aperto; €250+ com hotel central (aproximado, 2026)
Quando ir
Maio–junho e setembro–outubro; dezembro pelos mercados de Natal; novembro é o mês a evitar
janeiro
-1° a 4°C
42 mm de chuva
fevereiro
0° a 7°C
38 mm de chuva
março
3° a 11°C
52 mm de chuva
abril
7° a 17°C
42 mm de chuva
julho
16° a 26°C
78 mm de chuva
agosto
16° a 26°C
69 mm de chuva
novembro
4° a 9°C
46 mm de chuva
Evitardezembro
0° a 4°C
47 mm de chuva
O que muda ao longo do ano

O clima é continental com influência panônica: quatro estações nítidas e menos chuva do que a latitude sugere, cerca de 550–600 mm por ano, concentrada em pancadas curtas entre maio e agosto. Em janeiro, as máximas ficam entre 2 e 5 °C e as mínimas rondam zero, com neve ocasional que raramente dura. Em julho, as máximas ficam entre 26 e 30 °C, com ondas de calor acima de 35 °C e apartamentos antigos sem ar-condicionado. As melhores janelas são maio–junho e setembro–outubro, com 18 a 25 °C, mesas na calçada e a temporada de concertos em atividade, e setembro e outubro trazem ainda o Sturm e o movimento dos Heurigen. Julho e agosto são quentes e vazios, porque a Staatsoper e o Musikverein fecham para férias e boa parte dos vienenses sai da cidade. Dezembro tem cerca de 8 horas de luz, frio úmido e os mercados de Natal, que dominam o centro. O mês a evitar é novembro: cinzento, com chuvisco, ainda sem os mercados e com os jardins fechados.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | -1 a 4 | 42 |
| fevereiro | 0 a 7 | 38 |
| março | 3 a 11 | 52 |
| abril | 7 a 17 | 42 |
| maio · | 11 a 21 | 79 |
| junho · | 15 a 25 | 70 |
| julho | 16 a 26 | 78 |
| agosto | 16 a 26 | 69 |
| setembro · | 12 a 21 | 64 |
| outubro · | 7 a 14 | 47 |
| novembro | 4 a 9 | 46 |
| dezembro | 0 a 4 | 47 |
Dicas do Nilo
Compre o lugar em pé da Ópera às 10h do dia do espetáculo
É nesse horário que sai a maior parte dos 435 lugares em pé da Staatsoper. A venda é online e nas bilheterias, a €13, €15 ou €18 conforme o setor, exceto em julho e agosto, quando a casa fecha para férias. A bilheteria lateral da Operngasse, separada da entrada principal da Ringstrasse, guarda uma cota fixa e a libera 80 minutos antes do início, por isso a fila se forma ali bem antes. Lá dentro, amarre um lenço no corrimão diante do seu lugar, o sinal aceito de que ele está ocupado, e você pode sair ao saguão antes de o espetáculo começar.
Do aeroporto, pegue o S7 por €4,40: o bilhete vale no metrô
O CAT chega em 16 minutos, mas custa €14,90. O S7 leva cerca de 25 minutos até Wien Mitte, e de lá o mesmo bilhete segue no metrô sem você comprar outro. Entre meia-noite e 4h só circulam ônibus, e a alternativa é o táxi: recuse as ofertas no saguão e vá direto à fila oficial.
O passe de 7 dias conta a partir da ativação
Desde 2026, o passe de 7 dias vale por sete dias corridos contados do primeiro uso, qualquer que seja o dia da semana. Compre pelo aplicativo, por €25,20 em vez de €28,90 no papel, e comece a usar num dia de muito deslocamento.
Aos domingos, no centro, só abrem estações, museus e cafés
Use o domingo para o que não fecha: os museus, um Kaffeehaus demorado e a missa cantada pelos Wiener Sängerknaben na capela da Hofburg. Se precisar comprar alguma coisa, vá às lojas das grandes estações, como a Hauptbahnhof, que abrem mesmo no domingo.
O Wien Museum não cobra entrada na coleção permanente
Com entrada livre, ele vale uma hora mesmo numa viagem curta, e fica ao lado da Karlskirche, na mesma manhã do Naschmarkt e da Secessão. A gratuidade vale desde a reabertura, em dezembro de 2023, depois da reforma, e cobre a exposição permanente, dedicada à história da cidade.
Dinheiro no bolso para a salsicha e para o vinho
Würstelstand, Heurigen e bancas de mercado só aceitam espécie, e de €30 a €50 em dinheiro resolvem o dia inteiro. A Käsekrainer custa €5–7 no papel, com pão e mostarda, e as bancas mais concorridas ficam abertas até de madrugada. No outono, peça o Sturm: a tampa vem frouxa de propósito, porque ele ainda fermenta.
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Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Viena: Entre os Alpes e a planície panônica
Viena ocupa 414,9 km² entre 151 m de altitude na margem do Danúbio e 542 m no Hermannskogel, dentro do Wienerwald.

Stephansdom
Catedral gótica no ponto exato de onde a cidade se mede; a torre sul, de 136,4 m, ficou pronta em 1433 e o telhado tem cerca de 230 mil telhas vidradas em padrão colorido. Sobem-se 343 degraus até a sala do vigia; na torre norte fica o sino Pummerin, refundido em 1951 depois do incêndio de 1945.
Vá logo cedo, antes da fila, e suba os 343 degraus da torre sul até a sala do vigia: de lá se veem de perto as cerca de 230 mil telhas vidradas do telhado e a malha inteira do primeiro distrito.
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Schönbrunn
Palácio de verão com 1.441 cômodos, dos quais cerca de 40 abertos à visita, e um jardim que sobe até a Gloriette de 1775. No mesmo parque funciona o Tiergarten, fundado em 1752 e o zoológico mais antigo do mundo ainda em operação; compre horário marcado, sobretudo entre junho e agosto.
Dos 1.441 cômodos do palácio de verão, cerca de 40 estão abertos à visita. Compre o horário marcado com antecedência, sobretudo de junho a agosto, e reserve tempo para subir o jardim até a Gloriette, de 1775.
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Kunsthistorisches Museum
Museu de 1891 na Ringstrasse com a maior reunião de Bruegel existente (12 pinturas, entre elas “Caçadores na Neve”), além de Vermeer, Rafael, Velázquez e da Câmara de Maravilhas dos Habsburgo. O prédio gêmeo em frente é o Museu de História Natural, onde está a Vênus de Willendorf, de cerca de 29.500 anos.
É o museu para uma manhã inteira de pintura: a maior reunião de Bruegel existente, com 12 telas, entre elas “Caçadores na Neve”, além de Vermeer, Rafael e Velázquez, num prédio de 1891 na Ringstrasse.
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Staatsoper
Inaugurada em 1869, destruída em 1945 e reaberta em 1955, a Staatsoper faz cerca de 350 espetáculos por temporada, com programa diferente quase toda noite. Além das poltronas, a casa tem 435 lugares em pé, os mais baratos, vendidos no próprio dia do espetáculo.
Com cerca de 350 espetáculos por temporada e programa diferente quase toda noite, a Staatsoper quase sempre tem récita na data da viagem, e o lugar em pé é a entrada mais barata da casa.
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Hofburg
Residência de inverno dos Habsburgo desde o século XIII, hoje um conjunto de alas que ainda abriga a Presidência da República. Reúne a Câmara do Tesouro, com a coroa do Sacro Império do século X e a Lança Sagrada, os Apartamentos Imperiais, o Museu Sisi, a Escola Espanhola de Equitação e o Prunksaal da Biblioteca Nacional, sala barroca de 1726.
O conjunto é grande demais para uma manhã, então escolha uma coisa só: a Câmara do Tesouro, com a coroa do Sacro Império do século X, ou o Prunksaal da Biblioteca Nacional, a sala barroca de 1726.
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Belvedere Superior
Palácio concluído por Hildebrandt em 1723 para o príncipe Eugênio de Saboia e sala onde o Tratado de Estado foi assinado em 1955. Guarda “O Beijo” (1908) e a maior coleção de Klimt do mundo, além de Schiele e Kokoschka; o Belvedere Inferior, no fim do jardim, faz temporárias.
Vá por “O Beijo”, de 1908, e pela maior coleção de Klimt do mundo, com Schiele e Kokoschka nas salas vizinhas. O Belvedere Inferior, no fim do jardim, recebe as exposições temporárias.
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MuseumsQuartier e Leopold
Antigas cavalariças imperiais convertidas em 2001 num complexo de cerca de 90 mil m². O Leopold tem a maior coleção de Egon Schiele do mundo, o mumok expõe arte do século XX em um bloco de basalto cinza, e o pátio funciona como sala de estar pública, com bancos coloridos, de abril a outubro.
Entre pelo Leopold, que tem a maior coleção de Egon Schiele do mundo, e fique depois no pátio das antigas cavalariças imperiais, onde os bancos coloridos servem de sala de estar pública de abril a outubro.
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Naschmarkt, Secessão e Karlskirche
Eixo de cerca de 1,5 km sobre o rio Wien canalizado: o mercado, com mais de uma centena de bancas e feira de pulgas aos sábados; o pavilhão da Secessão de 1898, de cúpula dourada, com o Friso de Beethoven de Klimt no porão; e a Karlskirche de Fischer von Erlach, terminada em 1737, com duas colunas narrativas de 33 m.
Faça o eixo de 1,5 km numa manhã: o café no mercado, de mais de uma centena de bancas, o Friso de Beethoven de Klimt no porão da Secessão e a Karlskirche, de 1737. Aos sábados, a feira de pulgas ocupa a ponta oeste do Naschmarkt.
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Prater e Riesenrad
Terreno de caça imperial aberto ao público em 1766, com 6 km² de verde, a alameda reta da Hauptallee, de 4,4 km, e um parque de diversões sem cobrança de entrada: paga-se por brinquedo. A roda-gigante de 1897 tem 64,75 m e 15 cabines de madeira, o que sobrou das 30 originais.
A roda-gigante de 1897 tem 64,75 m e só 15 das 30 cabines originais, e a volta lenta, cobrada à parte, entrega a vista de um mirante de sessenta metros. O que vale no Prater é gratuito: os 6 km² do antigo terreno de caça e a Hauptallee, reta de 4,4 km sob castanheiras, que é o que os vienenses de fato usam.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O centro imperial dentro do Ring
9h: Stephansdom antes da fila; suba os 343 degraus da torre sul para ver de perto o telhado de telhas coloridas e a malha do primeiro distrito.
10h30: desça a Graben, passe pela coluna da peste de 1693 e siga pela Kohlmarkt até a Hofburg; escolha uma coisa só, a Câmara do Tesouro ou o Prunksaal da Biblioteca Nacional.
Almoce às 13h o menu do dia num Beisl da Josefstadt ou coma uma Käsekrainer em pé no Würstelstand do Albertinaplatz.
Entre às 15h no Kunsthistorisches Museum, começando pela sala de Bruegel no primeiro andar e reservando 20 minutos para a Câmara de Maravilhas.
Compre online às 10h um dos lugares em pé da Staatsoper ou entre na fila da cota vendida 80 minutos antes do espetáculo, na lateral da Operngasse, e, depois de entrar, amarre um lenço no corrimão para marcar seu lugar.
Dia 2 · Barroco, Klimt e vinho na encosta
9h: Schönbrunn com horário marcado; faça a Grand Tour, de cerca de 40 salas, e depois suba a pé até a Gloriette pelo jardim.
Almoce ao meio-dia em Hietzing, do lado de fora do palácio, ou visite o Tiergarten, no mesmo parque, se estiver com criança.
Chegue às 15h ao Belvedere Superior para ver “O Beijo” e a sala onde o Tratado de Estado foi assinado em 1955.
Volte ao Ring às 17h30 de bonde D ou 71 e passe uma hora num Kaffeehaus, com Apfelstrudel e o jornal pendurado no bastão.
20h: bonde 38 até Grinzing ou 31 até Stammersdorf para um Heuriger; peça Gemischter Satz e monte o prato no balcão frio, cobrado ao peso.
Dia 3 · Século XX, mercado e Danúbio
Tome o café da manhã às 9h no Naschmarkt, com Liptauer e pão; aos sábados, a feira de pulgas ocupa a ponta oeste.
Siga às 10h30 para o pavilhão da Secessão, com o Friso de Beethoven no porão, e atravesse a praça até a Karlskirche e o Wien Museum, ao lado dela.
Vá às 13h ao MuseumsQuartier para ver Schiele no Leopold Museum e almoce no pátio.
Pegue às 16h a U1 até Praterstern, suba na roda-gigante de 1897 e caminhe pela Hauptallee, reta de 4,4 km sob castanheiras.
Jante às 19h em Leopoldstadt e volte a pé pela margem do Donaukanal, que no verão vira uma sequência de bares ao ar livre.
Comida
Ilustração com IAWiener Schnitzel
Fatia fina de vitela empanada e frita em manteiga clarificada ou banha, servida com salada de batata morna e limão, sem molho. O nome só vale legalmente para vitela; a versão de porco tem de vir escrita como Schweinsschnitzel e custa cerca de metade: €12–16 contra €22–28.
Ilustração com IATafelspitz
Corte de alcatra cozido lentamente em caldo com legumes e servido na própria panela de cobre, com molho de cebolinha, maçã com raiz-forte e batata frita em rodelas. É o prato de domingo da cidade e leva de duas a três horas de fogo.
Ilustração com IAGulasch vienense
Versão urbana do goulash húngaro: carne bovina cozida horas com muita cebola e páprica, sem legumes e sem batata dentro. O Fiakergulasch vem com salsicha, ovo frito e pepino em conserva; come-se com um Semmel para limpar o prato.
Ilustração com IAKäsekrainer
Salsicha de porco com pedaços de queijo dentro, grelhada e servida no papel com pão, mostarda doce ou picante e um pepino. Compra-se de pé no Würstelstand, que funciona até de madrugada, por €5–7; os mais concorridos ficam no Albertinaplatz e na Hoher Markt.
Ilustração com IACafé e a Kaffeehaus
A cultura do café vienense é patrimônio imaterial da UNESCO desde 2011 e vem sempre acompanhada de um copo de água servido sem pedido e reposto de graça. Peça pelo nome: Melange (com leite e espuma), kleiner Brauner (curto com creme à parte), Verlängerter (alongado), Einspänner (com chantili em copo de vidro), por €4,50–6,50.
Ilustração com IASachertorte e a confeitaria
Bolo de chocolate com uma camada de geleia de damasco, criado por Franz Sacher em 1832 e disputado no tribunal entre o Hotel Sacher e a Demel até um acordo em 1963. Ao lado dele: Apfelstrudel de massa esticada até ficar transparente, Kaiserschmarrn com compota de ameixa e, no verão, Marillenknödel recheado com damasco da Wachau.
Ilustração com IAHeurigen e Wiener Gemischter Satz
Nas casas de vinho de Grinzing, Nussdorf, Stammersdorf e Neustift bebe-se o vinho do próprio produtor e a comida se escolhe ao peso, no balcão frio. O Gemischter Satz (várias castas plantadas, colhidas e prensadas juntas) tem denominação DAC desde 2013; no outono aparece o Sturm, mosto ainda em fermentação, vendido em garrafa com a tampa frouxa.
Ilustração com IABeisl
A taberna de bairro serve Backhendl (frango empanado), Beuschel (guisado de pulmão e coração com molho azedo), Liptauer (pasta de queijo com páprica) e Krautfleckerl. O menu de almoço, entre 11h30 e 14h30, sai por €11–16 com sopa incluída.
Bate-voltas

Wachau e a abadia de Melk
Melk fica 80 km a oeste, a cerca de 1h10 de trem direto. A abadia beneditina, reconstruída entre 1702 e 1736 sobre um rochedo no Danúbio, tem biblioteca de cerca de 16 mil volumes, e entre abril e outubro há barco entre Melk e Krems, de cerca de 1h40, pelo vale de vinha e damasco declarado patrimônio da UNESCO em 2000.

Bratislava
Bratislava, a capital eslovaca, fica cerca de 65 km a leste, a 1 hora de trem da Hauptbahnhof ou a 1h15 no catamarã Twin City Liner pelo Danúbio. Viena e Bratislava formam o par de capitais mais próximo da Europa, sem contar Roma e o Vaticano, e por isso dá para chegar de manhã, andar pelo centro histórico e pelo castelo e voltar à noite.

Baden bei Wien e o Wienerwald
Baden fica 26 km ao sul, a cerca de 1 hora no bonde Badner Bahn, que sai da Ópera. Tem termas de enxofre exploradas desde a época romana, parque de spa do século XIX e trilhas na floresta, e Beethoven passou vários verões ali e trabalhou na Nona Sinfonia numa casa hoje aberta à visita.
Por onde começar
O centro imperial dentro do Ring

9h: Stephansdom antes da fila; suba os 343 degraus da torre sul para ver de perto o telhado de telhas coloridas e a malha do primeiro distrito.
Barroco, Klimt e vinho na encosta

9h: Schönbrunn com horário marcado; faça a Grand Tour, de cerca de 40 salas, e depois suba a pé até a Gloriette pelo jardim.
Século XX, mercado e Danúbio

Tome o café da manhã às 9h no Naschmarkt, com Liptauer e pão; aos sábados, a feira de pulgas ocupa a ponta oeste.
Dinheiro

A moeda é o euro, e a cidade cobra menos do que a fachada faz supor. Faixas correntes em 2026: café em Kaffeehaus €4,50–6,50; menu de almoço €11–16; jantar em Beisl €18–30 por pessoa sem bebida; meio litro de cerveja €4,50–6; taça de vinho €4,50–7; entrada de museu grande €16–22, com Schönbrunn e Belvedere entre €22 e €27; quarto de hotel médio €120–190 a diária; cama em hostel €30–45. A taxa municipal de hospedagem (Ortstaxe) subiu para 5% do valor da diária em 1º de julho de 2026 (era 3,2%) e vem embutida ou cobrada à parte na saída. O cartão é aceito em quase todo lugar, mas Würstelstand, Heurigen, bancas de mercado e alguns Beisl antigos continuam a trabalhar só com dinheiro. Ande com €30–50 em espécie: é comum ficar com a salsicha na mão e o cartão inútil nesses lugares. Gorjeta: 5 a 10%, dita em voz alta como valor total no momento de pagar (“vinte e dois, por favor”) e não deixada em moedas sobre a mesa. Vienna City Card e Vienna Pass só compensam com três ou mais museus por dia. A água da torneira vem de nascentes alpinas por dois aquedutos, de 1873 e 1910, é potável em toda a cidade e sai de graça nos chafarizes públicos.
Do aeroporto ao centro
Estimativa do guia
Deslize para comparar todas as colunas
| Trajeto | Tempo | Preço |
|---|---|---|
| VIE → Wien Mitte e Praterstern · trem suburbano S7 | cerca de 25 min | cerca de €4,40, com a continuação na cidade |
| VIE → Hauptbahnhof · trens regionais CJX e Railjet | 15–18 min | o mesmo tipo de bilhete do S7 |
| VIE → Wien Mitte · City Airport Train (CAT), sem paradas | 16 min | €14,90 a ida |
| VIE → centro · ônibus Vienna Airport Lines | varia | cerca de €11 |
| VIE → centro · táxi ou aplicativo | 25–40 min | €36–45 |
Como chegar e se locomover

Do aeroporto ao centro: S7 por €4,40
O aeroporto de Viena-Schwechat (VIE) fica 18 km a sudeste do centro, e a melhor opção quase sempre é o trem suburbano S7, que leva cerca de 25 minutos até Wien Mitte e Praterstern por volta de €4,40, com a continuação dentro da cidade incluída no bilhete. Os trens regionais CJX e Railjet ligam o aeroporto à Hauptbahnhof em 15 a 18 minutos, com o mesmo tipo de bilhete. O City Airport Train (CAT) faz Wien Mitte sem paradas em 16 minutos, por €14,90 a ida, a cada 30 minutos entre o começo da manhã e as 23h, e só compensa para quem tem pressa. Há ainda os ônibus Vienna Airport Lines, por cerca de €11, e táxi ou aplicativo por €36–45, com 25 a 40 minutos de trânsito. Entre a meia-noite e as 4h, só operam ônibus.
Metrô: 5 linhas, sem a U5 ainda em obras
Dentro da cidade há 5 linhas de metrô (U1, U2, U3, U4 e U6; a U5 ainda está em obras), 28 linhas de bonde com cerca de 170 km de trilhos, cerca de 130 linhas de ônibus e a S-Bahn. Em 2026, a tarifa simples é de €3,20 em papel e €3,00 no celular, e o passe de 24 horas custa €10,20 em papel e €9,70 no aplicativo. Os passes de 48 e 72 horas deixaram de ser vendidos em 1º de janeiro de 2026, e o antigo semanal virou o passe de 7 dias corridos a partir da ativação, por €28,90 em papel ou €25,20 no aplicativo; o anual custa €467. Não há catracas, e o erro comum no primeiro dia é não validar o bilhete de papel na máquina azul antes de embarcar. A multa por viajar sem bilhete válido é de €135 paga na hora, mais a tarifa. O metrô funciona 24 horas nas noites de sexta, de sábado e de véspera de feriado; nas demais, circulam os ônibus NightLine. O centro é curto a pé (da Stephansdom ao Karlsplatz são 15 minutos), e a rede cicloviária passa de 1.700 km, com bicicletas públicas WienMobil Rad cobradas por minuto.
Segurança
Viena aparece com regularidade no topo dos rankings internacionais de qualidade de vida, a criminalidade violenta é baixa e o risco prático é quase todo de batedor de carteira. Os pontos conhecidos são as linhas U1 e U3, Stephansplatz, Karlsplatz, Praterstern, Westbahnhof e a saída dos mercados de Natal em dezembro, onde a aglomeração é grande e a bolsa deve ficar na frente do corpo, não atrás. Praterstern e alguns trechos do Gürtel concentram, à noite, cena de álcool e drogas, com pouca violência dirigida a quem passa, mas não é lugar para ficar parado esperando alguém. Os golpes se repetem tanto que dá para reconhecê-los de longe: vendedores fantasiados de Mozart na Kärntner Straße e no Stephansplatz oferecendo concertos turísticos caros e medíocres; prancheta de falsa “coleta de assinaturas” perto da catedral, que serve de distração enquanto outra mão trabalha; jogo de três cartas na Mariahilfer Straße, que ninguém ganha; e transporte não oficial na chegada do aeroporto. Use a fila de táxi ou o trem. Emergências: 112 geral, 133 polícia, 144 ambulância, 122 bombeiros. A água da torneira é potável em toda a cidade e não há necessidade nenhuma de comprar água engarrafada.
Dicas de etiqueta
Cumprimente ao entrar e ao sair
“Grüß Gott” ou “Guten Tag” ao entrar em loja, padaria, elevador e sala de espera; sair sem um “Auf Wiederschauen” é notado. “Servus” só se usa com quem já se trata por “du”.
Pague na mesa e diga o valor total
No café e no Beisl não se paga no balcão: chame o garçom com um olhar (“Herr Ober” é fórmula antiga e soa mal) e diga o valor já arredondado ao entregar o dinheiro ou o cartão.
No café, você fica horas com um único pedido
Um único café dá direito a horas de mesa e aos jornais pendurados em bastões de madeira, que se devolvem ao gancho. Em troca, ninguém vai insistir para você pedir mais nem trazer a conta antes de você chamar.
Regra de rua: direita na escada, fora da faixa vermelha
Parado à direita, esquerda livre para quem sobe andando. O asfalto vermelho marca a ciclovia, separada da calçada, e o ciclista vienense toca a campainha em vez de desviar por gentileza.
Respeite a Ruhezeit
Silêncio entre 22h e 6h, e o dia inteiro aos domingos e feriados: nada de furadeira, aspirador ou música alta em apartamento. A regra é levada a sério e a reclamação chega primeiro à sua porta, depois à administração do prédio.
Formalidade e títulos
Trate por “Sie” quem você não conhece, inclusive colegas e vizinhos mais velhos, até que ofereçam o “du”. Títulos acadêmicos aparecem em campainhas, cartões e no modo de se dirigir a médicos, professores e funcionários públicos.
Erros a evitar
Os passes de 48 e 72 horas saíram de linha em 2026
Comprar o passe de 48 ou 72 horas, que deixou de ser vendido em 1º de janeiro de 2026 e não aparece mais no aplicativo. Restam o passe de 24 horas, por €10,20 em papel ou €9,70 no celular, o passe de 7 dias corridos a partir da ativação e as passagens avulsas.
Supor que todo “Schnitzel” é de vitela
Supor que qualquer “Schnitzel” é de vitela. O Wiener Schnitzel legítimo é de vitela e custa €22–28; se o preço está em €13, é Schweinsschnitzel, de porco, e isso tem de estar escrito no cardápio.
Diga o valor total ao garçom no ato
Deixar gorjeta em moedas sobre a mesa e sair. Aqui se diz o valor total ao garçom no ato do pagamento. Moeda abandonada na mesa é lida como descaso, não como gentileza.
Só abrem as lojas das três estações
Programar compras para domingo. Quase todo o comércio fecha aos domingos e feriados; abrem apenas as lojas das estações Hauptbahnhof, Westbahnhof e Praterstern, além de museus, cafés e restaurantes.
Não há catraca; a multa é de €135
Entrar no metrô sem validar o bilhete de papel. Não há catraca nenhuma, o que faz a viagem parecer livre. O controle é aleatório e à paisana, e a multa é de €135 paga na hora, ou €145 por boleto, mais a tarifa.
Frases úteis
Grüß Gott
Olá / bom dia. A saudação padrão na Áustria, usada ao entrar em qualquer estabelecimento
Servus
Oi e tchau ao mesmo tempo, informal, só entre conhecidos
Zahlen, bitte
A conta, por favor: dito ao garçom, na mesa
Einen kleinen Braunen, bitte
Um café curto com creme, por favor
Passt schon
Está bom assim / pode ficar com o troco
Auf Wiederschauen
Até logo: a despedida formal ao sair de uma loja ou de um café
Bairros

Innere Stadt (1º)
O centro medieval dentro do Ring, com cerca de 1,6 km², a Stephansdom, a Hofburg, as lojas caras da Kohlmarkt e quase todos os hotéis de luxo. Tem só cerca de 16 mil moradores e a maior concentração de visitantes da cidade.

Leopoldstadt (2º)
Entre o Donaukanal e o Danúbio, com o Prater, o Augarten e o campus da Universidade de Economia. Foi o bairro judaico até 1938 e hoje concentra comunidade ortodoxa, cafés novos e aluguel ainda abaixo do centro.

Neubau e Josefstadt (7º e 8º)
Ruas estreitas atrás do MuseumsQuartier: Neubaugasse, Burggasse e o Spittelberg reúnem lojas independentes, brechós, bares pequenos e teatros de bolso. É onde se mora quando se quer resolver tudo a pé.
Wieden e Margareten (4º e 5º)
Ao sul do Naschmarkt, mistura de prédios do fim do século XIX, embaixadas e o Freihausviertel. A Schleifmühlgasse concentra galerias de arte contemporânea e cafés de bairro.
Landstraße (3º)
Distrito das embaixadas, do Belvedere e da estação Wien Mitte, onde chegam os trens do aeroporto. A Hundertwasserhaus, terminada em 1985, fica na parte norte, perto do canal.
Favoriten (10º)
O distrito mais populoso, com mais de 200 mil habitantes, forte imigração turca e dos Bálcãs e o mercado da Viktor-Adler-Markt. Ao lado fica a Hauptbahnhof, estação central aberta em 2014, e o bairro novo do Sonnwendviertel.
Ottakring e Hernals (16º e 17º)
Oeste operário e imigrante: o Brunnenmarkt tem cerca de 170 barracas e é o maior mercado de rua a céu aberto da cidade. Subindo a encosta começam os vinhedos, os Heurigen e a cervejaria Ottakringer.
Döbling (19º)
Grinzing, Nussdorf, Heiligenstadt e o Kahlenberg: casas de vinho, trilhas na floresta e a vista da cidade inteira de 484 m de altura. No mesmo distrito está o Karl-Marx-Hof, símbolo da Viena Vermelha.
História
séc. I–V · Vindobona, campo romano
Roma instala um acampamento legionário na margem sul do Danúbio, parte da fronteira fortificada do limes. O traçado ortogonal do campo ainda define as ruas em volta do Hoher Markt, onde há ruínas visíveis sob a praça.

881 · Primeira menção escrita
Os anais de Salzburgo registram um combate “ad Weniam”. O nome vem do rio Wien, afluente pequeno que hoje corre canalizado sob o Naschmarkt.

1156 · Os Babenberg trazem a corte
Em 1156, o Privilegium Minus eleva a Áustria a ducado. Sob Henrique II Jasomirgott, os Babenberg estabelecem Viena como centro de seu poder e aproximam a corte da cidade.

1278 · Chegam os Habsburgo
Rodolfo I derrota Otacar II da Boêmia na planície de Marchfeld em 1278. Em 1282, concede a Áustria e a Estíria a seus filhos, consolidando a base territorial dos Habsburgo. A monarquia termina em 1918.

1365 · Universidade de Viena
Rodolfo IV funda a universidade, a mais antiga em atividade contínua no mundo de língua alemã. Hoje tem cerca de 90 mil estudantes.

1529 e 1683 · Cercos otomanos: 1529 e 1683
Solimão cerca a cidade em 1529 e desiste com o inverno; o segundo cerco é rompido em 12 de setembro de 1683 por tropas polonesas e imperiais que descem do Kahlenberg. A vitória libera dinheiro e mão de obra para os palácios barrocos.

1683–1790 · Barroco e reformas
Fischer von Erlach e Hildebrandt constroem Karlskirche, Belvedere e Schönbrunn, e a nobreza enche o primeiro distrito de palacetes. Maria Teresa (1740–1780) promove reformas administrativas e educacionais. José II é seu corregente de 1765 a 1780; como único governante, intensifica as reformas e funda o Hospital Geral em 1784.

1814–1815 · Congresso de Viena
Durante nove meses as potências redesenham a Europa pós-napoleônica na cidade. A frase da época, “o congresso dança e não anda”, descreve o método.

1857–1891 · A Ringstrasse
Em 1857, Francisco José autoriza a demolição das muralhas e a construção da Ringstrasse. A avenida recebe a Ópera, o Parlamento, a prefeitura, a universidade e o Burgtheater. Os museus em frente um ao outro abrem em datas diferentes: o de História Natural em 1889 e o de História da Arte em 1891.

1890–1918 · Viena 1900 e o fim do império
Freud, Klimt, Schiele, Loos, Otto Wagner, Schönberg, Wittgenstein e Karl Kraus trabalham num raio de poucos quarteirões. Em 1918 um império de 52 milhões vira uma república de 6,5 milhões com uma capital grande demais para ela.

1938–1955 · Anexação, guerra e ocupação
A anexação pela Alemanha em março de 1938 aniquila em poucos anos uma comunidade judaica de cerca de 180 mil pessoas, por fuga e extermínio. De 1945 a 1955 a cidade fica dividida em quatro zonas aliadas, até o Tratado de Estado assinado no Belvedere em 15 de maio de 1955.

História completa
Onde os Alpes encontram o Danúbio e a planície
Viena nasceu no ponto em que o Danúbio encontra os Alpes. O Danúbio corre de oeste para leste e, no ponto em que os últimos morros dos Alpes encostam no rio, começa a planície panônica que segue plana até a Hungria. Roma fixou ali, no século I, o acampamento legionário de Vindobona, guarnecendo a fronteira do limes. O campo foi abandonado no século V, mas a planta quadriculada ficou: as ruas em volta do Hoher Markt e do Judenplatz ainda seguem o desenho romano. A primeira menção escrita do nome atual, “ad Weniam”, é de 881 e vem do rio Wien.
Os Babenberg e a corte no Am Hof (1156)
Viena ganhou papel político em 1156, quando o Privilegium Minus transformou a Áustria em ducado e os Babenberg mudaram a corte para o Am Hof. Em 1221, recebeu o foro de cidade e o direito de estapelamento, que obrigava o mercador em trânsito a oferecer a carga aqui antes de seguir viagem e foi a primeira grande fonte de renda do lugar. Em 1278, Rodolfo I de Habsburgo venceu Otacar II em Marchfeld e inaugurou a dinastia que governaria até 1918. Os Habsburgo herdaram, casaram e acumularam coroas (Boêmia, Hungria, Espanha, Nápoles), e Viena passou a administrar uma composição de povos, não um Estado nacional, o que explica por que a cidade é maior do que a Áustria precisaria.
Os dois cercos decidiram o desenho
Os dois cercos otomanos, 1529 e 1683, decidiram o desenho urbano. Depois de 1683 o dinheiro que iria para muralhas foi para palácios: Belvedere (1723), Karlskirche (1737), Schönbrunn e centenas de Palais dentro do primeiro distrito. O glacis, faixa mantida vazia por razão militar em torno da fortificação, ficou desocupado por dois séculos, e foi exatamente esse vazio que Francisco José converteu, a partir do decreto de 1857, na Ringstrasse. Cada prédio do anel ganhou um estilo histórico conforme a função: gótico para a prefeitura, grego para o Parlamento, renascentista para a universidade. Entre 1850 e 1910 chegaram trens de migrantes da Boêmia, da Morávia, da Hungria e da Galícia, e a população quintuplicou.
Freud, Klimt e Loos: rupturas entre 1890 e 1918
A geração formada nessa cidade densa produziu, entre 1890 e 1918, rupturas simultâneas em campos diferentes: Freud na Berggasse 19, a Secessão de Klimt em 1897, Schiele e Kokoschka, a fachada sem ornamento da Looshaus em 1911, a rede ferroviária urbana de Otto Wagner, a dissolução da tonalidade por Schönberg. O império acabou em 1918 e deixou uma capital de 2 milhões numa república de 6,5 milhões. Entre 1919 e 1934 a administração social-democrata construiu a Viena Vermelha: um imposto progressivo sobre consumo de luxo financiou cerca de 64 mil apartamentos municipais, entre eles o Karl-Marx-Hof, de aproximadamente 1,1 km de fachada, com creche, lavanderia e ambulatório. O município ainda é dono de cerca de 220 mil apartamentos, onde mora perto de um quarto da população; somando as cooperativas subsidiadas, passa da metade dos moradores. É a principal razão de o aluguel vienense ser mais baixo que o de Munique ou Paris.
A anexação de 1938 destruiu a comunidade judaica
Depois vieram a anexação nazista e os anos de guerra. A anexação de março de 1938 destruiu a comunidade judaica de cerca de 180 mil pessoas: a maioria fugiu, mais de 65 mil foram assassinadas, e a cidade nunca recuperou aquela população nem aquela vida intelectual. Bombardeios e a batalha de abril de 1945 atingiram a Ópera, o telhado da Stephansdom e cerca de um quinto das moradias. De 1945 a 1955 Viena foi dividida em quatro zonas de ocupação, com o primeiro distrito administrado em rodízio pelas quatro potências: o cenário de “O Terceiro Homem”. O Tratado de Estado de 15 de maio de 1955 devolveu a soberania em troca de neutralidade permanente, e a neutralidade virou o ramo de negócio da cidade: sede da OPEP desde 1965, terceira sede da ONU desde 1979 na Vienna International Centre, além de OSCE e AIEA. A população, que havia caído a cerca de 1,5 milhão nos anos 1980, voltou a crescer com a abertura do Leste em 1989 e a entrada na União Europeia em 1995, e passou de 2 milhões novamente em 2023.
O nome da cidade vem do rio Wien, que hoje passa canalizado sob o Naschmarkt. A primeira menção escrita, “ad Weniam”, é de 881.
Geografia e forma da cidade
Entre os Alpes e a planície panônica
Viena ocupa 414,9 km² entre 151 m de altitude na margem do Danúbio e 542 m no Hermannskogel, dentro do Wienerwald. A cidade está no encaixe de duas paisagens: a oeste, colinas de floresta e vinha que são o fim dos Alpes; a leste, a planície panônica, que explica o vento constante de oeste, o verão quente e a chuva escassa para a latitude.
O Danúbio desviado e os canais
O Danúbio não corta o centro: o leito foi retificado entre 1870 e 1875 e, entre 1972 e 1988, escavou-se um segundo canal paralelo, criando a Donauinsel; ilha artificial de 21 km de comprimento e cerca de 200 m de largura que é obra antienchente e praia urbana ao mesmo tempo. Pelo centro passam o Donaukanal, braço antigo do rio com bares de verão nas margens, e o Wienfluss, canalizado sob o Naschmarkt.
Os anéis, os 23 distritos e a vinha
A malha é feita de anéis concêntricos: a Innere Stadt medieval; a Ringstrasse de 5,3 km no lugar da muralha derrubada a partir de 1857; o Gürtel, segundo anel de tráfego onde estava a fortificação externa do Linienwall até 1894; e, para fora dele, os distritos operários e residenciais. Os 23 distritos foram numerados em espiral a partir do centro, e o número aparece no CEP: 1010 é o primeiro distrito, 1070 é Neubau, 1190 é Döbling. Dentro do limite municipal ainda há cerca de 580 hectares de vinhedo em produção, caso praticamente único entre as capitais europeias.
Os cerca de 580 hectares de vinhedo ficam dentro do limite municipal, e o bonde 38 leva do centro até eles, em Grinzing.
Cultura

Música: a Staatsoper, a Filarmônica e o Musikverein
A Staatsoper encena ópera ou balé quase todas as noites da temporada, e o Musikverein, aberto em 1870, tem a Sala Dourada de onde sai o Concerto de Ano-Novo da Filarmônica de Viena, transmitido a dezenas de países desde 1959. A Filarmônica é formada por músicos da orquestra da Ópera e se autogoverna desde 1842. O Konzerthaus, de 1913, e o Theater an der Wien, onde “Fidelio” estreou em 1805, dividem o resto do calendário, e os Wiener Sängerknaben, que existem desde 1498, cantam missa aos domingos na capela da Hofburg. Foi também a poucas quadras dessas salas que a Segunda Escola de Viena (Schönberg, Berg e Webern) desmontou a tonalidade, entre 1908 e 1925.
Artes visuais e literatura giram em torno de 1897
As artes visuais e a literatura vienenses giram em torno de um mesmo período curto e de suas consequências. A Secessão de 1897 rompeu com a pintura oficial; Klimt, Schiele e Kokoschka estão hoje divididos entre Belvedere, Leopold e Albertina, que guarda a “Lebre” de Dürer, de 1502. Adolf Loos publicou “Ornamento e Crime” em 1908 e construiu a Looshaus sem molduras em 1911, em frente à Hofburg; Otto Wagner desenhou as estações da ferrovia urbana e a Kirche am Steinhof, de 1907. Freud atendeu na Berggasse 19 até 1938, e o apartamento é museu. Na escrita, a linha vai de Schnitzler, Karl Kraus e sua revista “Die Fackel”, Musil, Joseph Roth e Stefan Zweig a Thomas Bernhard e Elfriede Jelinek, Nobel de 2004.
Quase 450 bailes entre janeiro e a Quaresma
A cidade contemporânea é menos solene do que a fachada sugere. Entre janeiro e a Quarta-Feira de Cinzas acontecem cerca de 450 bailes, dos confeiteiros aos caçadores, e o Opernball transforma a Ópera em salão por uma noite. O futebol se divide entre Rapid, em Hütteldorf, e Austria, em Favoriten, com a seleção jogando no Ernst-Happel-Stadion, de 1931, dentro do Prater. A noite se concentra nos arcos do Gürtel, sob a linha elevada projetada por Otto Wagner, e nas margens do Donaukanal no verão. O pop local vai de Falco, cujo “Rock Me Amadeus” chegou ao primeiro lugar americano em 1986, a Wanda, Bilderbuch e Voodoo Jürgens, que canta em dialeto vienense.
No Opernball, na quinta-feira anterior à Quarta-Feira de Cinzas, cerca de 150 casais de debutantes abrem o baile dentro da Ópera, em traje obrigatório.
Festas e eventos
Ilustração com IATemporada de bailes (janeiro–fevereiro)
Cerca de 450 bailes entre o Ano-Novo e a Quarta-Feira de Cinzas, organizados por categorias profissionais, escolas e associações. O Opernball ocupa a Staatsoper na quinta-feira anterior à Quarta-Feira de Cinzas, com cerca de 150 casais de debutantes e traje obrigatório: fraque ou smoking e vestido longo.

Wiener Festwochen (maio–junho)
As Wiener Festwochen, criadas em 1951, ocupam vários palcos da cidade por cinco a seis semanas de teatro, ópera e performance. A abertura é gratuita, na praça em frente à prefeitura.

Donauinselfest (fim de junho)
Três dias de shows em palcos espalhados pela ilha do Danúbio, sem cobrança de entrada, financiados pela cidade. Público na casa dos milhões ao longo do fim de semana; vá e volte de metrô, porque não há estacionamento.

Film Festival do Rathausplatz (julho–agosto)
Todas as noites, projeção gratuita de ópera, balé e concertos filmados numa tela grande em frente à prefeitura, com dezenas de barracas de comida ao redor. Começa ao anoitecer, não tem reserva nem ingresso.

Christkindlmärkte (meados de novembro a 26 de dezembro)
Mercados de Natal em cerca de 20 pontos da cidade; o maior é o do Rathausplatz e o mais compacto, o do Spittelberg. O Punsch é servido em caneca com depósito de €3–5, devolvido no balcão quando você entrega a caneca.
Livros e filmes
“O Terceiro Homem” (1949), de Carol Reed
Filmado na Viena ocupada e em ruínas, com a roda-gigante do Prater, os esgotos e a cítara de Anton Karas na trilha. Explica os dez anos de quatro potências que a cidade não gosta de mencionar.
“O Mundo de Ontem”, de Stefan Zweig (1942)
Memória da Viena anterior a 1914, escrita no exílio, sobre uma cidade convencida de que a história tinha acabado. O contraste com 1938 é o assunto do livro.
“Antes do Amanhecer” (1995), de Richard Linklater
Um casal passa uma noite inteira caminhando pela cidade, do trem que vem de Budapeste até o amanhecer, com paradas no Friedhof der Namenlosen, o cemitério dos sem-nome à beira do Danúbio, no Prater e nos bondes. O filme dá a escala real de Viena a pé, menor do que parece.
Perguntas frequentes
Viena: ainda se vende o passe de 48 ou 72 horas?
Não: os dois deixaram de ser vendidos em 1º de janeiro de 2026, e restam o passe de 24 horas, por €10,20 em papel ou €9,70 no celular, o passe de 7 dias corridos a partir da ativação e as passagens avulsas.
Viena: como ir do aeroporto ao centro?
De trem suburbano S7, quase sempre a melhor opção: ele leva cerca de 25 minutos até Wien Mitte e Praterstern por volta de €4,40, e o bilhete já inclui a continuação dentro da cidade. Os trens regionais CJX e Railjet chegam à Hauptbahnhof em 15 a 18 minutos, com o mesmo tipo de bilhete.
Viena: quanto custa um dia na cidade?
Conte €90 a 150 por pessoa por dia em padrão médio, €55 a 75 no aperto e mais de €250 com hotel central. Em 2026, o café em Kaffeehaus custa €4,50 a 6,50, o menu de almoço €11 a 16, o jantar em Beisl €18 a 30 por pessoa sem bebida e o meio litro de cerveja €4,50 a 6. A entrada de museu grande sai por €16 a 22, com Schönbrunn e Belvedere entre €22 e €27, e o quarto de hotel médio por €120 a 190 a diária, contra €30 a 45 da cama em hostel.
Viena: como é o clima e quando chove?
O clima é continental com influência panônica: quatro estações nítidas e menos chuva do que a latitude sugere, cerca de 550 a 600 mm por ano, concentrada em pancadas curtas entre maio e agosto.
Viena: é preciso cumprimentar ao entrar numa loja?
Sim: diga “Grüß Gott” ou “Guten Tag” ao entrar em loja, padaria, elevador e sala de espera; sair sem um “Auf Wiederschauen” é notado.
Outras cidades do país
Áustria ↗- Dias
- 2–4
- Quando
- mai–jun · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 185 EURPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
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