
Canadá
Vancouver
Vancouver tem mar na frente e montanha atrás
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Dedique o segundo a Granville Island, à praia de Kitsilano e ao Museu de Antropologia, acrescentando o North Shore apenas num terceiro. A paisagem é o motivo mais forte para vir: há poucos prédios com mais de 140 anos, os bares fecham entre 1h e 3h e a oferta de museus grandes é limitada. Para um dia só, comece pela volta do seawall no Stanley Park, a pé ou de bicicleta alugada na Denman. Atravesse de barquinho para almoçar no mercado de Granville Island e, no fim da tarde, pegue o barco de passageiros até North Vancouver. Na volta, o centro aparece inteiro à sua frente. Prepare o orçamento para impostos que não vêm na etiqueta e, de outubro a março, para a chuva persistente. No Downtown Eastside, a Hastings entre Main e Cambie concentra a crise das drogas tóxicas: a travessia a pé durante o dia costuma ser tranquila, mas não fotografe as pessoas.
2–3
Quando De julho a meados de setembro; junho costuma vir nublado, e julho e agosto são os meses mais secos
Como o guia chega a este número
O clima é oceânico e sem extremos. O inverno vai de novembro a março, com máximas de 6 a 9 °C e mínimas que raramente ficam abaixo de zero, e é quando cai a maior parte dos 1.150 a 1.200 mm de chuva anuais: novembro e dezembro passam de 170 mm cada. A cidade acumula cerca de 160 dias com chuva por ano. Neve na cidade é ocasional, em torno de 35 cm por temporada, e derrete em dias. Nas montanhas do North Shore a temporada de esqui vai de dezembro a março, e em Whistler se estende até maio. Junho costuma frustrar quem chega: a nebulosidade persistente rendeu o apelido “Juneuary”, e é fácil achar que se errou de hemisfério. O verão seco começa por volta de 1º de julho e vai até meados de setembro, com máximas entre 21 e 24 °C, noites frescas e quase nenhuma chuva; é a alta temporada, com hotéis no dobro do preço. A onda de calor de junho de 2021 chegou a 31–34 °C na cidade e mostrou que a maioria dos prédios não tem ar-condicionado. De meados de agosto a meados de setembro, fumaça de queimadas no interior por vezes encobre o céu por dias. Novembro é chuvoso e tem dias curtos. Nas montanhas, confira a abertura da temporada antes de planejar esquiar.
Por pessoa/dia CAD 190–330 por pessoa em viagem média; cerca de CAD 110 no modo econômico
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaDois dias dão uma boa primeira visita a Vancouver, com o centro, Gastown e Stanley Park no primeiro. Dedique o segundo a Granville Island, à praia de Kitsilano e ao Museu de Antropologia, acrescentando o North Shore apenas num terceiro. A paisagem é o motivo mais forte para vir: há poucos prédios com mais de 140 anos, os bares fecham entre 1h e 3h e a oferta de museus grandes é limitada. Para um dia só, comece pela volta do seawall no Stanley Park, a pé ou de bicicleta alugada na Denman. Atravesse de barquinho para almoçar no mercado de Granville Island e, no fim da tarde, pegue o barco de passageiros até North Vancouver. Na volta, o centro aparece inteiro à sua frente. Prepare o orçamento para impostos que não vêm na etiqueta e, de outubro a março, para a chuva persistente. No Downtown Eastside, a Hastings entre Main e Cambie concentra a crise das drogas tóxicas: a travessia a pé durante o dia costuma ser tranquila, mas não fotografe as pessoas.Da estação de cima do teleférico do Grouse Mountain, a cerca de 1.100 m, a vista abrange Vancouver inteira: o delta, as torres de vidro do centro e, ao fundo, a ilha de Vancouver. Lá embaixo, o seawall, um calçadão contínuo de cerca de 28 km, contorna o Stanley Park junto à água, e o mercado de Granville Island, aberto em 1979 debaixo de uma ponte, vende peixe do dia. A cidade nasceu como ponto final da ferrovia transcontinental e ocupa território não cedido dos Musqueam, Squamish e Tsleil-Waututh, cuja arte está no Museu de Antropologia. Na mesa pesa a imigração asiática, com o dim sum de Richmond, o pho da Kingsway e o sushi barato, que aqui é rotina. Venha entre julho e meados de setembro, os meses de verão seco, e reserve dois dias.
Ficha rápida
- População
- cerca de 700 mil no município e cerca de 2,9 mi na Grande Vancouver (estimativas aproximadas; os dados do censo de maio de 2026 ainda não foram publicados)
- Fundação
- Serraria de Hastings Mill em 1865 e o saloon de “Gassy Jack” Deighton em 1867; cidade incorporada em 6 de abril de 1886
- País e região
- Canadá, província da Colúmbia Britânica; distrito regional de Metro Vancouver, formado por 21 municípios e uma nação-tratado
- Idioma
- Inglês; mandarim, cantonês, punjabi, tagalo e coreano são as línguas domésticas mais faladas depois dele; mais de 40% dos moradores nasceram fora do Canadá
- Moeda
- Dólar canadense (CAD); o GST federal de 5% e o PST provincial de 7% quase nunca aparecem na etiqueta
- Fuso
- UTC−7 durante todo o ano desde março de 2026. Vancouver não muda mais o relógio entre verão e inverno.
- Melhor época
- De julho a meados de setembro; junho costuma vir nublado, e julho e agosto são os meses mais secos
- Custo médio por dia
- CAD 190–330 por pessoa em viagem média; cerca de CAD 110 no modo econômico
Quando ir
De julho a meados de setembro; junho costuma vir nublado, e julho e agosto são os meses mais secos
janeiro
3° a 7°C
212 mm de chuva
fevereiro
3° a 8°C
116 mm de chuva
março
5° a 11°C
161 mm de chuva
abril
7° a 14°C
110 mm de chuva
maio
10° a 18°C
73 mm de chuva
junho
13° a 20°C
61 mm de chuva
outubro
9° a 14°C
148 mm de chuva
novembro
5° a 10°C
234 mm de chuva
dezembro
3° a 7°C
203 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
O clima é oceânico e sem extremos. O inverno vai de novembro a março, com máximas de 6 a 9 °C e mínimas que raramente ficam abaixo de zero, e é quando cai a maior parte dos 1.150 a 1.200 mm de chuva anuais: novembro e dezembro passam de 170 mm cada. A cidade acumula cerca de 160 dias com chuva por ano. Neve na cidade é ocasional, em torno de 35 cm por temporada, e derrete em dias. Nas montanhas do North Shore a temporada de esqui vai de dezembro a março, e em Whistler se estende até maio. Junho costuma frustrar quem chega: a nebulosidade persistente rendeu o apelido “Juneuary”, e é fácil achar que se errou de hemisfério. O verão seco começa por volta de 1º de julho e vai até meados de setembro, com máximas entre 21 e 24 °C, noites frescas e quase nenhuma chuva; é a alta temporada, com hotéis no dobro do preço. A onda de calor de junho de 2021 chegou a 31–34 °C na cidade e mostrou que a maioria dos prédios não tem ar-condicionado. De meados de agosto a meados de setembro, fumaça de queimadas no interior por vezes encobre o céu por dias. Novembro é chuvoso e tem dias curtos. Nas montanhas, confira a abertura da temporada antes de planejar esquiar.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | 3 a 7 | 212 |
| fevereiro | 3 a 8 | 116 |
| março | 5 a 11 | 161 |
| abril | 7 a 14 | 110 |
| maio | 10 a 18 | 73 |
| junho | 13 a 20 | 61 |
| julho · | 15 a 23 | 38 |
| agosto · | 15 a 23 | 44 |
| setembro · | 12 a 19 | 73 |
| outubro | 9 a 14 | 148 |
| novembro | 5 a 10 | 234 |
| dezembro | 3 a 7 | 203 |
Dicas do Nilo
Conte com o adicional ao sair do YVR de trem
O YVR AddFare acrescenta CAD 6,50 à viagem de trem que começa em YVR Airport, Sea Island Centre ou Templeton e segue para fora da ilha. O passe diário comprado nessas estações também paga o adicional, e passes mensais e passes diários comprados fora de Sea Island estão entre as isenções. A viagem no sentido do aeroporto não paga esse extra. Confira a tarifa total na máquina antes de comprar.
Depois das 18h30, todo o transporte cobra uma zona só
Em dia útil antes das 18h30, a viagem de duas ou três zonas custa mais que a de uma, de CAD 2,85 com saldo do Compass. Depois das 18h30, nos fins de semana e nos feriados, o sistema inteiro vira zona única, e o ônibus cobra sempre uma zona, a qualquer hora. Por isso a viagem de SkyTrain para jantar em Richmond paga duas zonas às 17h e uma só às 19h. A transferência continua livre por 90 minutos.
Faça o SeaBus, 12 minutos, no fim da tarde, tarifa comum
A travessia até North Vancouver é a melhor vista barata da cidade, e os moradores a usam como ônibus. Faça no fim da tarde e volte com o centro iluminado de frente. O mercado do Lonsdale Quay, do outro lado, resolve o jantar antes do retorno.
Troque a ponte paga de Capilano pela gratuita de Lynn Canyon
A ponte suspensa de Capilano tem 137 m e custa CAD 60–75 na alta temporada. A de Lynn Canyon, de 1912, cruza outro vale do North Shore a 50 m de altura, é gratuita e quase sempre está vazia. Para chegar, cruze de SeaBus até o Lonsdale Quay e pegue o ônibus 228 até Lynn Valley Centre, a cerca de 15 minutos a pé do parque. Outra opção é o 227, a partir de Phibbs Exchange, até a entrada principal.
Chegue ao dim sum antes das 15h: à noite ele não existe
O dim sum é servido do meio da manhã até cerca das 15h, e quem chega às 15h30 já chegou tarde. As casas mais disputadas ficam no Golden Village de Richmond, a 30 a 40 minutos de Canada Line, e saem por CAD 25–40 por pessoa. Nas mais antigas ainda passa o carrinho; nas novas, você marca o pedido num papel e entrega.
Confira a programação antes de marcar a viagem pelos fogos
O organizador cancelou o Celebration of Light por tempo indeterminado. A English Bay continua valendo pelo passeio à beira-mar e pelo pôr do sol; escolha um dia de céu aberto e combine com uma caminhada pelo West End.
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Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Vancouver: A península, as montanhas e a chuva
Vancouver ocupa a península de Burrard, entre o fiorde raso do Burrard Inlet ao norte e o braço norte do rio Fraser ao sul, com o estreito da Geórgia a oeste e as montanhas da Costa subindo abruptamente do outro lado da água: Grouse a 1.231 m, Seymour a 1.449 m, Cypress a 1.440 m, todas visíveis do centro em dia claro. A península central junta escritórios, o terminal de cruzeiros e o West End, bairro residencial mais denso do Canadá, com torres dos anos 1960 e 1970 entre casas de madeira e a praia de English Bay.

Stanley Park
Parque de 405 ha aberto em 1888 numa península de floresta que nunca foi inteiramente derrubada, com cerca de meio milhão de árvores e vestígios da aldeia Squamish de Xwayxway, esvaziada no início do século XX. A tempestade de dezembro de 2006 derrubou cerca de 10 mil árvores no lado oeste; os postes totêmicos de Brockton Point são o ponto mais fotografado da província.
Floresta antiga colada ao centro, com os totens de Brockton Point: entre pela Georgia e dê a volta pelo seawall de manhã, antes que a pista encha, ou no fim da tarde, para fechar no pôr do sol de Third Beach.
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O seawall
O caminho à beira-mar tem cerca de 28 km entre o centro de convenções e Spanish Banks. O circuito de 9 km do Stanley Park começou a ser construído em 1917 e ficou pronto em 1980; depois, o percurso se estendeu para fora do parque. O mestre pedreiro James Cunningham supervisionou parte da obra por mais de trinta anos. Respeite as faixas sinalizadas de pedestres e bicicletas.
É o passeio que resume a cidade: a volta do Stanley Park põe mar, floresta e montanha no mesmo percurso plano, a pé ou de bicicleta.
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Museu de Antropologia da UBC
Prédio de concreto e vidro projetado por Arthur Erickson em 1976, com a principal coleção pública de arte da costa noroeste, incluindo “O corvo e os primeiros homens”, que Bill Reid esculpiu em 1980 num bloco laminado de cedro amarelo. Fechou inteiro em 16 de janeiro de 2023 para a reconstrução antissísmica do Great Hall e reabriu em 13 de junho de 2024, após quase 17 meses; confirme o horário antes de atravessar a cidade.
Fica na UBC, no extremo oeste, ônibus 4 ou 14, e são quarenta minutos só de ida. Duas horas lá dentro, e confirme o horário no próprio dia antes de atravessar a cidade.
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Granville Island Public Market
Mercado público aberto em 1979 debaixo da ponte Granville, com peixe do dia, produtores do vale do Fraser e o salmão caramelizado vendido em tiras. Abre todos os dias por volta das 9h; o estacionamento é o pior da cidade e a chegada de barquinho, a partir do Aquatic Centre ou de Yaletown, custa poucos dólares.
Abre todos os dias por volta das 9h, e o estacionamento é o pior da cidade: chegue de barquinho a partir do Aquatic Centre ou de Yaletown, cinco minutos por CAD 4–8.
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Grouse Mountain e o Grouse Grind
O teleférico sobe cerca de 850 m, até perto de 1.100 m de altitude, e entrega a vista completa do delta, da cidade e da ilha de Vancouver. Ao lado dele, a trilha Grouse Grind tem 2,9 km, 2.830 degraus e 853 m de desnível, é de subida apenas e costuma abrir de maio a outubro, conforme a neve. A descida se faz de teleférico, pago à parte.
Suba de teleférico para ver de uma vez o delta, o centro e a ilha de Vancouver. De maio a outubro, quem tem fôlego pode subir pela Grouse Grind e descer de teleférico.
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Canada Place
O pavilhão canadense da Expo 86, com cinco velas de fibra de vidro, virou terminal de cruzeiros e centro de convenções. Entre abril e outubro embarca centenas de milhares de passageiros rumo ao Alasca; a volta pela borda do píer é gratuita e dá a vista mais frontal do North Shore.
Meia hora basta, a caminho de Gastown: a volta pelo píer das velas da Expo 86 é de graça e põe o North Shore bem à frente.
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Queen Elizabeth Park e o Conservatório Bloedel
O ponto mais alto da cidade, a 152 m, é uma antiga pedreira de basalto transformada em jardim a partir de 1948. A cúpula do Bloedel, inaugurada em 1969, mantém clima tropical, plantas e aves que voam soltas; do mirante, o centro e as montanhas aparecem alinhados no mesmo enquadramento.
Uma hora basta, e se chega de ônibus urbano: é o mirante que não pede teleférico nem travessia de barco. Só compensa com céu limpo, quando as montanhas aparecem atrás do centro.
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Vancouver Art Gallery
Ocupa desde 1983 o antigo tribunal provincial de 1906, obra de Francis Rattenbury, e guarda a maior coleção de Emily Carr, com mais de 200 trabalhos. A escadaria da entrada é o palco padrão das manifestações da cidade; o projeto do prédio novo em Larwill Park foi adiado sucessivamente e seguia sem data confirmada em 2026.
A maior coleção de Emily Carr, a pintora da floresta e das aldeias da costa, faz dela o melhor programa para um dia de chuva. Em dia seco de julho, o seawall rende mais.
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Science World
Cúpula geodésica de 47 m de altura construída como pavilhão de abertura da Expo 86, na ponta leste de False Creek, hoje museu de ciências com fachada iluminada por milhares de lâmpadas LED. Fica a cinco minutos a pé da estação Main Street–Science World e marca o fim do trecho interno do seawall.
A cúpula geodésica da Expo 86 se aprecia por fora, do seawall; por dentro é museu de ciências feito para criança e só vale com criança ou em dia de chuva.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O centro, a origem e o parque
Comece na estação Waterfront, de 1914, e caminhe até o Canada Place para ver o North Shore de frente; 30 minutos, sem custo.
Atravesse Gastown pela Water Street, passe pelo relógio a vapor num quarto de hora cheio e siga quatro quarteirões ao sul até a Chinatown e o jardim Dr. Sun Yat-Sen.
Entre no Stanley Park pela Georgia e faça o seawall no sentido anti-horário: 9 km, cerca de 3 horas a pé ou 1 hora de bicicleta alugada na Denman.
Pare nos postes totêmicos de Brockton Point e termine em Third Beach para o pôr do sol, que no verão acontece depois das 21h.
Jante na Denman ou na Davie, no West End, e volte a pé pela orla de English Bay.
Dia 2 · Mercado, praia e a arte da costa
Vá de barquinho ao Granville Island Public Market a partir do Aquatic Centre: 5 minutos de travessia por CAD 4–8. Tome o café da manhã lá dentro.
Suba a pé ou pegue o ônibus 22 até a Kitsilano Beach e a piscina de água salgada de 137 m, aberta de maio a setembro.
Pegue o ônibus 4 ou 14 até a UBC e passe duas horas no Museu de Antropologia; confirme o horário no mesmo dia antes de sair.
Desça os 500 degraus até Wreck Beach ou fique em Spanish Banks, onde a maré baixa deixa centenas de metros de areia firme.
Volte pela Broadway e jante na Main Street, com parada numa cervejaria do antigo Brewery Creek, em Mount Pleasant.
Se ficar mais
Dia 3 · A outra margem da água
Cruze de SeaBus de Waterfront ao Lonsdale Quay, pela tarifa comum de transporte.
Pegue o ônibus 236 até o Grouse Mountain, com teleférico pago, ou o 228 até Lynn Valley, para atravessar a ponte suspensa do Lynn Canyon no lugar da de Capilano.
Almoce no mercado do Lonsdale Quay ou nos restaurantes persas da Lonsdale Avenue, em North Vancouver.
Volte para o centro e escolha conforme o tempo: com chuva, o Science World ou a Vancouver Art Gallery e a coleção de Emily Carr; sem chuva, o seawall de False Creek.
Termine pegando a Canada Line até Richmond para jantar num dos restaurantes chineses do Golden Village; depois das 18h30, a viagem paga uma zona só.
Comida
Ilustração com IASalmão selvagem do Pacífico
O sockeye, vermelho e firme, e o chinook, mais gordo, são as espécies mais servidas; a temporada de pesca vai de junho a setembro e o preço acompanha o tamanho da corrida do ano. O modo tradicional da costa é assar sobre tábua de cedro em fogo aberto; a versão de bolso é o salmão caramelizado, vendido em tiras no mercado de Granville Island.
Ilustração com IASpot prawns, ostras e caranguejo dungeness
O camarão-manchado tem temporada curta e datada, em geral de meados de maio ao fim de junho, e é vendido vivo direto do barco no cais de Fisherman's Wharf, em False Creek. As ostras vêm de Fanny Bay e Kusshi, na ilha de Vancouver; o dungeness cozido no vapor é o prato-âncora dos restaurantes chineses de frutos do mar.
Ilustração com IAJapadog
Cachorro-quente com temperos japoneses (alga nori, maionese japonesa, molho teriyaki, rabanete ralado, cebolinha) vendido em carrinho de rua desde 2005, começando pela esquina da Burrard com a Smithe. Sai por CAD 8–12 e é o item de rua mais associado à cidade.
Ilustração com IASushi e izakaya
Vancouver tem uma das maiores concentrações de restaurantes japoneses fora do Japão, e sushi barato aqui é rotina, não exceção. O “BC roll”, pele de salmão grelhada com pepino, foi criado na cidade nos anos 1970 pelo chef Hidekazu Tojo, que também reivindica a autoria do California roll.
Ilustração com IADim sum
A herança cantonesa e de Hong Kong sustenta centenas de casas: serve-se do meio da manhã até cerca das 15h, com carrinho nas mais antigas e pedido por papel nas novas. As mais concorridas ficam no Golden Village de Richmond, bairro de maioria chinesa; conte CAD 25–40 por pessoa.
Ilustração com IAPho e a Kingsway
A avenida Kingsway concentra restaurantes vietnamitas desde a imigração dos anos 1980. Uma tigela grande de pho sai por CAD 14–18 e o bánh mì por CAD 6–9; é a comida mais barata e mais constante da cidade fora do horário de almoço.
Ilustração com IANanaimo bar
Doce de três camadas (base de biscoito, coco e castanha, creme de baunilha, cobertura de chocolate) que leva o nome da cidade de Nanaimo, na ilha de Vancouver, e aparece em livros de receita locais desde os anos 1950. Não vai ao forno, é servido gelado e custa CAD 4–6 em qualquer padaria.
Ilustração com IACerveja artesanal e vinho do Okanagan
O antigo Brewery Creek, em Mount Pleasant, reúne mais de vinte cervejarias com salão de degustação abertas desde 2013; a pinta custa CAD 8–11. Os vinhos vêm do vale do Okanagan, a cinco horas de carro, com brancos de Riesling e Pinot Gris e tintos de Merlot e Syrah dominando as cartas.
Bate-voltas

Whistler
120 km ao norte pela rodovia 99, a Sea to Sky: 2 horas de carro e cerca de 2h30 de ônibus, com passagem entre CAD 30 e 70 por trecho. Estação de esqui de dezembro a maio e centro de bicicleta de montanha no verão; no caminho, parada em Shannon Falls (335 m) e no monólito de granito Stawamus Chief, em Squamish.

Victoria e a ilha de Vancouver
Balsa da BC Ferries de Tsawwassen a Swartz Bay: 1h35 de travessia, mais os deslocamentos até os terminais. Conte de 3h30 a 4h de porta a porta, ou 35 minutos de hidroavião a partir do Coal Harbour. Pedestre paga em torno de CAD 20 por trecho; a capital provincial tem o parlamento de 1898 e o hotel Empress de 1908.

Richmond e Steveston
30 a 40 minutos de Canada Line até o Golden Village, a maior concentração de restaurantes chineses da América do Norte, com mercado noturno no verão. Mais 20 minutos de ônibus até Steveston, vila de pesca ainda ativa, onde a fábrica de conservas Gulf of Georgia, de 1894, virou museu.
Por onde começar
O centro, a origem e o parque

Comece na estação Waterfront, de 1914, e caminhe até o Canada Place para ver o North Shore de frente; 30 minutos, sem custo.
Mercado, praia e a arte da costa

Vá de barquinho ao Granville Island Public Market a partir do Aquatic Centre: 5 minutos de travessia por CAD 4–8. Tome o café da manhã lá dentro.
A outra margem da água

Cruze de SeaBus de Waterfront ao Lonsdale Quay, pela tarifa comum de transporte.
Dinheiro
A moeda é o dólar canadense. O pagamento por aproximação funciona em praticamente tudo, incluindo ônibus, barquinhos e carrinhos de rua, e não é preciso carregar mais de CAD 40 em dinheiro em nenhum dia. Os impostos não estão na etiqueta: o GST federal, de 5%, incide sobre quase tudo, e o PST provincial, de 7%, sobre bens. Refeição em restaurante paga só o GST, e bebida alcoólica leva 10% de PST. Faixas de 2026, todas aproximadas: café CAD 4–6, almoço simples CAD 15–25, jantar sentado CAD 40–75 por pessoa sem bebida. Pinta CAD 8–11, coquetel CAD 16–22, entrada de museu CAD 20–30. Diária de hotel médio CAD 260–450 entre junho e setembro, e CAD 150–230 de novembro a março. A hospedagem acumula ainda cerca de 8% de PST, 3% de MRDT e uma taxa municipal adicional de 2,5%, além do GST. A gorjeta é esperada e entra no orçamento: 15 a 20% em restaurante com serviço de mesa. As maquininhas sugerem 18, 20 e 25%, e é aceitável escolher o menor ou digitar outro valor. Fora da mesa: CAD 1–2 por bebida pedida no balcão, 10 a 15% no táxi e CAD 2–5 por dia de arrumação de quarto. Antes de decidir, some sempre os impostos e a gorjeta ao preço da etiqueta.
Como chegar e se locomover

Aeroporto: 15 km do centro, em Sea Island
O aeroporto de Vancouver (YVR) fica 15 km ao sul do centro, em Sea Island, no município de Richmond. A Canada Line do SkyTrain, aberta em agosto de 2009, liga o terminal à estação Waterfront em cerca de 26 minutos. Os trens passam a cada 6 a 10 minutos, das 5h à 1h. Sair do aeroporto de trem tem um adicional chamado YVR AddFare, de CAD 6,50. Passes diários comprados nas estações de Sea Island também pagam esse adicional. Passes mensais, passes diários comprados fora da ilha e viagens no sentido do aeroporto estão isentos. Táxi ou aplicativo até o centro custa CAD 40–55 e leva de 25 a 40 minutos. Voos para os Estados Unidos passam por pré-liberação alfandegária americana dentro do próprio YVR: chegue com três horas de antecedência. O aeroporto de Abbotsford (YXX), 70 km a leste, atende voos de baixo custo. Mas o traslado até a cidade leva mais de uma hora.
SkyTrain: três linhas, todas sem condutor
A rede regional é operada pela TransLink: três linhas de SkyTrain sem condutor, Expo, de 1985; Millennium, de 2002; Canada, de 2009. Completam a rede o SeaBus, que cruza para North Vancouver em 12 minutos a cada 15 minutos, o trem suburbano West Coast Express, com poucas viagens em dias úteis, e ônibus que incluem trólebus elétricos. Desde 1º de julho de 2026 a tarifa de uma zona com saldo do cartão Compass é de CAD 2,85, e as viagens mais longas cobram por zona. A transferência é livre por 90 minutos. Pague com o Compass Card, com depósito reembolsável de CAD 6, vendido nas máquinas das estações, ou encoste cartão de crédito ou celular direto no leitor. O passe diário sai por cerca de CAD 12,50. O metrô da Broadway (extensão da Millennium Line, com 5,7 km e seis estações entre VCC–Clark e Arbutus) está em obras desde 2021, com abertura prevista para 2027, e a avenida segue com faixas reduzidas. Para bicicleta há o sistema público Mobi, com cerca de 250 estações. Há ciclovias protegidas na Hornby, na Dunsmuir e na 10th Avenue, e o seawall funciona como via de fato. Os barquinhos do Aquabus e do False Creek Ferries cruzam para Granville Island por CAD 4–8 por trecho. O centro é plano e caminhável; a partir da Broadway o terreno sobe, e as ladeiras cansam mais do que o mapa sugere.
Segurança
Cuide dos pertences no centro e prefira ruas movimentadas à noite. Há furtos em veículos estacionados e roubos de bicicleta. Use dois cadeados e não deixe nada à vista no carro, nem por dez minutos. O Downtown Eastside fica no eixo da Hastings, entre a Main e a Cambie, e ali se concentram a pobreza visível e a crise das drogas tóxicas. A província decretou emergência de saúde pública em abril de 2016 e já contabiliza mais de 16 mil mortes por overdose. Se atravessar a área, prefira o dia, respeite os moradores e evite fotografar pessoas sem consentimento. Entre meados de agosto e meados de setembro, a fumaça de incêndios florestais pode exigir máscara de quem tem problema respiratório, e o índice de qualidade do ar é divulgado de hora em hora. Nas trilhas do North Shore há ursos-negros e coiotes: faça barulho, ande acompanhado e não leve comida de cheiro forte. Avise alguém do seu trajeto, porque as equipes de resgate atendem dezenas de ocorrências por ano com gente que subiu sem lanterna. O mar tem 15 a 18 °C no verão, frio o bastante para encurtar o banho. A região está sobre a zona sísmica de Cascadia e há orientação pública de preparo para terremoto. Emergência: 911.
Dicas de etiqueta

Tire os sapatos ao entrar numa casa
Tire os sapatos ao entrar em qualquer casa, mesmo que o anfitrião não peça, porque ninguém vai pedir. Meias limpas resolvem; em jantares mais arrumados, há quem leve um par de sapatos na bolsa.
Agradeça ao motorista ao descer do ônibus
Diga “thank you” ao descer, mesmo com o ônibus cheio, e o motorista responde a cada pessoa. Quem desce calado não ofende ninguém, mas é notado.
Respeite as faixas do seawall
Pedestres de um lado, bicicletas e patins do outro; no trecho do Stanley Park o ciclismo é de mão única, no sentido anti-horário. Andar contra o fluxo é o erro que rende o único grito que você vai ouvir na cidade.
O reconhecimento de território é literal
Eventos públicos, aulas e até reuniões de empresa começam citando os territórios não cedidos dos Musqueam, Squamish e Tsleil-Waututh. Não é fórmula decorativa: a ausência de tratados na maior parte da Colúmbia Britânica é uma questão jurídica aberta.
Separe o lixo em quatro fluxos
Orgânicos, recicláveis, papel e rejeito. A separação de compostáveis é obrigatória na cidade desde 2015, inclusive em praça de alimentação, e errar a lixeira em público costuma render uma correção educada de algum desconhecido.
Não fume em parque, praia nem na porta de restaurante
Cigarro e cannabis seguem a mesma regra: proibidos em parques, praias e a menos de 6 m de portas e janelas, com multa. A cannabis é legal desde 17 de outubro de 2018, para maiores de 19 anos, e só pode ser comprada em loja licenciada.
Erros a evitar
Achar a montanha perto por aparecer na rua
É fácil achar que a montanha está perto porque aparece no fim da rua. A ponte Lions Gate tem três faixas com sentido reversível e trava nos picos. Do centro até a base do Grouse são 40 a 70 minutos entre SeaBus e ônibus, não 15.
CAD 100 anunciados saem por CAD 125
Somar os preços da etiqueta e achar que aquilo é a conta. Entre imposto e gorjeta, um jantar anunciado a CAD 100 sai por CAD 125 a 130.
Deixar qualquer coisa visível no carro
O furto em veículo é o crime mais frequente da cidade. Mochila, carregador ou moeda no porta-copos bastam para quebrar o vidro.
Reservar “Vancouver” e acabar em Surrey
Reservar “Vancouver” num site e acabar em Richmond, Burnaby ou Surrey sem checar a estação de SkyTrain mais próxima. A diferença pode ser de uma hora por trecho.
Vestir-se para a foto e não para a chuva
De outubro a março, prepare-se para dias de chuva: casaco impermeável com capuz e calçado fechado ajudam. Um guarda-chuva compacto é útil quando não há vento forte.
Frases úteis
The Drive
A Commercial Drive. Ninguém usa o nome completo, e dizer “I live off the Drive” localiza a pessoa no leste da cidade.
Toque
Pronuncia-se “tuk”. O gorro de lã. É palavra canadense; chamar de “beanie” identifica o forasteiro na hora.
Skookum
“Forte, bom, de verdade.” Vem do chinook wawa, língua franca de comércio da costa no século XIX, que também deixou “saltchuck” (o mar) e “high muckamuck” (o figurão).
Unceded territory
“Território não cedido.” Fórmula de abertura de eventos, aulas e sessões da câmara: a maior parte da Colúmbia Britânica nunca foi objeto de tratado com os povos indígenas.
Juneuary
Junho misturado com janeiro: o junho cinzento e frio que atrasa o verão. “Raincouver” é o apelido irmão, usado com mais resignação do que humor.
Double-double
Café com dois de creme e dois de açúcar, o pedido padrão na rede Tim Hortons. Funciona como senha de canadianidade em qualquer fila.
Bairros
Downtown e West End
A península central junta escritórios, o terminal de cruzeiros e o West End, bairro residencial mais denso do Canadá, com torres dos anos 1960 e 1970 entre casas de madeira e a praia de English Bay. A Robson é o eixo de compras; a Davie é o centro da vida LGBT desde os anos 1970, sinalizada com faixas de pedestre coloridas.
Gastown
O núcleo original de 1867, em volta do relógio movido a vapor instalado em 1977, que tem motores elétricos de apoio e apita a cada quarto de hora. Ruas de paralelepípedo e fachadas vitorianas restauradas depois do tombamento de 1971, hoje com lojas de design, bares e a maior concentração de gente de cruzeiro entre maio e setembro.
Chinatown e Strathcona
Uma das maiores chinatowns históricas da América do Norte, com o portão do Milênio (2002), o jardim clássico Dr. Sun Yat-Sen (1986, o primeiro do gênero fora da China) e o edifício Sam Kee, de 1,8 m de profundidade. Ao lado, Strathcona é o bairro operário mais antigo da cidade, salvo da demolição pela revolta contra a via expressa.
Yaletown e False Creek Norte
Antigos galpões ferroviários convertidos em restaurantes, e atrás deles as torres de vidro erguidas a partir de 1990 sobre o terreno da Expo 86. É a demonstração mais direta do modelo urbano local, com passeio de água contínuo e nenhuma via expressa por perto.
Kitsilano e Point Grey
Ao sul de English Bay: casas de madeira do início do século XX, a praia de Kits e uma piscina de água salgada de 137 m. Foi o bairro da contracultura nos anos 1960 (o Greenpeace nasceu ali em 1971) e hoje é caro, com lojas de esporte na 4th Avenue e, no extremo oeste, o campus da UBC.
Mount Pleasant e Main Street
A leste de False Creek, em volta da Main e da Broadway, reúne cervejarias artesanais no antigo Brewery Creek, brechós, estúdios de design e restaurantes pequenos. É também o bairro mais afetado pelas obras do metrô da Broadway, que reduzem faixas desde 2021.
Commercial Drive
“The Drive” foi a Little Italy da imigração do pós-guerra e mantém cafés italianos ao lado de restaurantes etíopes, vietnamitas e latino-americanos. É o bairro mais militante da cidade e um dos mais baratos para se sentar e comer a dez minutos do centro por SkyTrain.
Granville Island e False Creek Sul
Uma língua de terra industrial aterrada em 1916 sob a ponte Granville, convertida em 1979 em mercado público, teatros, marina e ateliês (a universidade de arte Emily Carr mudou-se para Great Northern Way em 2017). Não é bairro residencial, mas funciona como praça central: chega-se de barquinho em cinco minutos.
História
cerca de 2000 a.C. · A aldeia de c̓əsnaʔəm
O sítio de c̓əsnaʔəm, na foz norte do rio Fraser, foi ocupado de forma contínua por milênios e é um dos assentamentos mais antigos documentados na costa. É território dos povos de língua hən̓q̓əmin̓əm̓ e Sḵwx̱wú7mesh, hoje Musqueam, Squamish e Tsleil-Waututh.
1791–1792 · Os primeiros mapas europeus
O espanhol José María Narváez entra no estreito da Geórgia em 1791; em junho de 1792 George Vancouver mapeia o Burrard Inlet e cruza com os navios de Galiano e Valdés. Nenhum dos dois impérios funda nada ali.
1808 e 1858 · O rio e o ouro
Simon Fraser desce o rio que levaria seu nome até Musqueam em 1808. Em 1858 a corrida do ouro do Fraser traz cerca de 30 mil garimpeiros e obriga Londres a criar a colônia da Colúmbia Britânica, em 19 de novembro daquele ano.
1865–1870 · Serraria, saloon, Gastown
A serraria de Hastings Mill abre em 1865 e o inglês John “Gassy Jack” Deighton monta um bar ao lado em 1867 para atender os operários. O aglomerado vira o povoado de Granville em 1870: o Gastown de hoje.
1886 · Incorporação e incêndio
A cidade é incorporada em 6 de abril com cerca de mil habitantes e recebe o nome de Vancouver por decisão do dirigente da ferrovia, William Van Horne. Em 13 de junho um incêndio a destrói em menos de uma hora, com cerca de 20 mortos; a reconstrução em tijolo começa na semana seguinte.
1887 · O trem transcontinental
O primeiro trem de passageiros da Canadian Pacific Railway chega em 23 de maio, ligando o Pacífico ao Atlântico. A ferrovia recebe cerca de 2.400 hectares de terra urbana e desenha os bairros do West End e de Shaughnessy.

1907–1947 · As leis de exclusão
Em 7 de setembro de 1907 uma multidão ataca a Chinatown e a Powell Street japonesa. O navio Komagata Maru, com 376 passageiros majoritariamente sikhs, fica retido dois meses no Burrard Inlet em 1914 e é obrigado a voltar; o Chinese Immigration Act de 1923 fecha a imigração chinesa até 1947.
1942 · O internamento nipo-canadense
Cerca de 22 mil nipo-canadenses da costa são removidos para campos no interior e têm casas, barcos e lojas leiloados pelo governo. A Powell Street, que era o bairro japonês da cidade, nunca voltou a ser o que era.

1967–1972 · A revolta contra a via expressa
O plano de cortar Chinatown e Strathcona com uma via elevada é derrotado por moradores e vereadores, e por isso Vancouver é a única grande cidade norte-americana sem autoestrada chegando ao centro. É da mesma época o Greenpeace, fundado ali em 1971.
1986 · Expo 86 e as torres de vidro
A feira mundial de maio a outubro de 1986 recebe cerca de 22 milhões de visitas e entrega o SkyTrain, o Canada Place e o Science World. O terreno da margem norte de False Creek é vendido em 1988 a um investidor de Hong Kong e vira o laboratório do “vancouverismo”: base baixa comercial, torre fina e alta, vista protegida.

2010–2026 · Olimpíadas, moradia e Copa
Os Jogos de Inverno de fevereiro de 2010 aceleraram a Canada Line e a rodovia Sea to Sky. Desde então a cidade convive com a crise de moradia mais cara do país, com a emergência de saúde pública por drogas tóxicas decretada em abril de 2016 e, em junho e julho de 2026, com sete jogos da Copa do Mundo no BC Place.
Ilustração com IAHistória completa
Habitado há milhares de anos
O delta do rio Fraser é habitado há milhares de anos por povos de língua hən̓q̓əmin̓əm̓ e Sḵwx̱wú7mesh (hoje as nações Musqueam, Squamish e Tsleil-Waututh) que viviam do salmão que subia o rio em corridas anuais e do cedro-vermelho, matéria-prima de casas, canoas e roupas. Os primeiros navios europeus passam em 1791 e 1792 sem fundar nada; o comércio de peles chega por terra com Simon Fraser em 1808. Duas epidemias de varíola, em 1782 e 1862, matam uma proporção altíssima da população indígena da costa antes de qualquer cidade existir. A Colúmbia Britânica se torna colônia em 1858, por causa da corrida do ouro, e entra na federação canadense em 1871 com a condição de receber uma ferrovia até o Pacífico.
A ferrovia decidiu o lugar em 1884
A promessa de uma ferrovia até o Pacífico, feita à Colúmbia Britânica em 1871, decidiu onde a cidade nasceria. Em 1884 a Canadian Pacific Railway decide levar o trilho 20 km além de Port Moody, até o povoado de Granville, em troca de um enorme lote de terras públicas. A cidade é incorporada em 6 de abril de 1886 com cerca de mil moradores; em 13 de junho o fogo, iniciado numa queimada de desmatamento, consome praticamente todos os prédios em menos de uma hora e mata cerca de vinte pessoas. Reconstruída em tijolo, recebe o primeiro trem transcontinental em 23 de maio de 1887 e passa a ser o ponto onde a Ásia encontra a ferrovia canadense: 13.700 habitantes em 1891, cerca de 100 mil em 1911. A CPR loteia o West End e Shaughnessy, e o desenho dessa herança (quadras longas, avenidas norte-sul, o porto no norte) segue no lugar.
Imposto per capita e leis de exclusão contra asiáticos
A mesma economia que trouxe trabalhadores da China, do Japão e do Punjab construiu as leis para excluí-los. O imposto per capita cobrado dos chineses sobe de CAD 50, em 1885, para CAD 500 em 1903. Em 7 de setembro de 1907 uma marcha da Liga da Exclusão Asiática vira ataque à Chinatown e à Powell Street. Em 1914 o Komagata Maru, com 376 passageiros vindos de Hong Kong, fica dois meses fundeado no Burrard Inlet e é escoltado de volta ao mar. O Chinese Immigration Act de 1923 fecha a porta por 24 anos, e em 1942 cerca de 22 mil nipo-canadenses são removidos da costa e despojados de seus bens. As desculpas oficiais só vieram décadas depois: 1988 pelos nipo-canadenses, 2006 pelo imposto per capita, 2016 pelo Komagata Maru, 2018 pela cidade de Vancouver à comunidade chinesa.
Sem autoestrada até o centro, por decisão popular
No pós-guerra, a cidade seguiu um caminho urbano diferente do resto do continente. Entre 1967 e 1972 a população derrota o plano de uma via expressa que teria demolido Chinatown e Strathcona: a razão de a cidade não ter autoestrada chegando ao centro até hoje. Gastown recebe proteção patrimonial em 1971, o Greenpeace nasce na cidade no mesmo ano, e o seawall vai sendo emendado até fechar o contorno da península. A Expo 86 transforma a margem de False Creek em canteiro: o terreno é vendido em 1988 para o investidor Li Ka-shing e produz o modelo de torre esbelta sobre base comercial que passou a ser exportado como “vancouverismo”, com corredores de vista para as montanhas protegidos por norma municipal desde 1989. A devolução de Hong Kong à China, em 1997, adiciona capital e uma nova onda migratória.
Os Jogos de Inverno de 2010 aceleraram a valorização imobiliária
A cidade de hoje é rica, cara e tensionada. Os Jogos de Inverno de fevereiro de 2010 deixaram a Canada Line e a rodovia Sea to Sky reformada, mas também aceleraram a valorização imobiliária: a Colúmbia Britânica criou um imposto de 15% sobre comprador estrangeiro em 2016, elevado a 20% em 2018, e Vancouver instituiu a taxa sobre imóvel vazio em 2017, sem reverter o preço. Em paralelo, a crise de saúde pública pelo suprimento tóxico de drogas, declarada em 2016, segue sem solução, com seus efeitos mais visíveis concentrados no Downtown Eastside. A economia se apoia no porto, o maior do Canadá, na produção audiovisual, na tecnologia e no imobiliário. Em junho e julho de 2026 a cidade sediou sete jogos da Copa do Mundo no BC Place, e a extensão do metrô sob a Broadway, em obras desde 2021, tem abertura prevista para 2027. Quase tudo o que se vê tem menos de 140 anos, sobre um território ocupado há milênios e que nunca foi objeto de tratado.
A escolha de Vancouver para receber a ferrovia ajudou a formar a cidade. O primeiro trem transcontinental chegou em 1887.
Geografia e forma da cidade
A península, as montanhas e a chuva
Vancouver ocupa a península de Burrard, entre o fiorde raso do Burrard Inlet ao norte e o braço norte do rio Fraser ao sul, com o estreito da Geórgia a oeste e as montanhas da Costa subindo abruptamente do outro lado da água: Grouse a 1.231 m, Seymour a 1.449 m, Cypress a 1.440 m, todas visíveis do centro em dia claro. O clima é oceânico temperado: 1.150 a 1.200 mm de chuva por ano no nível do mar, concentrados de outubro a março, verões secos e amenos, neve rara na cidade e abundante 900 m acima dela.
A grade e a península torcida
A malha é uma grade orientada pelos pontos cardeais, com as ruas numeradas correndo leste-oeste ao sul de False Creek e a numeração dos endereços partindo da Ontario Street e do porto; a península do centro é um anexo dessa grade, torcido em relação a ela.
Altura em vez de autoestrada
Como a autoestrada nunca chegou ao centro, o adensamento se fez em altura: torres finas sobre base comercial de dois a quatro andares, com corredores de vista para as montanhas protegidos por norma desde 1989, e o West End tornou-se o bairro residencial mais denso do Canadá. Cerca de 11% do território municipal é parque, e o seawall costura o contorno de água por aproximadamente 28 km.
Cultura
Terceiro maior polo audiovisual do continente
Vancouver é o terceiro maior centro de produção audiovisual da América do Norte, atrás apenas de Los Angeles e Nova York, e a indústria emprega dezenas de milhares de pessoas nos estúdios de Burnaby, Richmond e no leste da cidade. “Arquivo X” foi rodado aqui de 1993 a 1998 e fixou o modelo: a cidade raramente interpreta a si mesma, servindo de dublê para Seattle, Portland, Nova York e florestas genéricas do noroeste. É comum cruzar com uma rua interditada e placas amarelas de locação. A mesma economia técnica sustenta um polo de videogames, a Electronic Arts opera em Burnaby desde 1983, e um dos maiores conjuntos de estúdios de animação e efeitos do país.
A Escola de Vancouver de fotoconceitualismo
Na arte visual, a cidade produziu a chamada Escola de Vancouver de fotoconceitualismo, com Jeff Wall, Rodney Graham, Ian Wallace e Stan Douglas, cujas fotografias encenadas em grande formato são estudadas desde os anos 1980. Antes deles, Emily Carr (1871–1945) pintou a floresta e as aldeias da costa; ao lado, e há muito mais tempo, a arte indígena da costa noroeste: Bill Reid, da nação Haida, e Susan Point, Musqueam, cujos portais em cedro estão no aeroporto e no Museu de Antropologia. É o que a cidade mais exporta como imagem. Na literatura, Douglas Coupland escreveu a cidade em verbetes, Wayson Choy escreveu a Chinatown dos anos 1930 e Timothy Taylor escreveu a cozinha dos anos 1990; o Vancouver Writers Fest acontece em Granville Island em outubro.
A noite é modesta para o tamanho
A vida noturna é modesta para o tamanho da cidade. O apelido “No Fun City” vem de décadas de licenciamento restritivo, e a maioria dos bares fecha entre 1h e 3h. O lazer principal é ao ar livre: correr o seawall, remar em False Creek, esquiar em três montanhas a 30–40 minutos do centro. No esporte profissional, os Canucks, fundados em 1970, jogam hóquei no Rogers Arena, aberto em 1995, e chegaram a três finais da Stanley Cup, em 1982, 1994 e 2011, todas perdidas; as derrotas de 1994 e 2011 terminaram em tumulto no centro. Os Whitecaps (futebol) e os BC Lions (futebol canadense) dividem o BC Place, que recebeu sete jogos da Copa do Mundo em junho e julho de 2026. Na música, a cidade deu o punk do fim dos anos 1970 com o D.O.A., a gravadora Nettwerk e Sarah McLachlan nos anos 1990, e mais recentemente Grimes e Michael Bublé.
Na Chinatown, o edifício Sam Kee ocupa um lote de só 1,8 m de profundidade.
Festas e eventos

Vaisakhi
Segunda quinzena de abril, no sul de Vancouver, ao longo da Main Street e da Marine Drive. O desfile sikh reúne algumas centenas de milhares de pessoas e distribui comida vegetariana de graça na rua o dia inteiro; é um dos maiores do mundo fora da Índia.

Celebration of Light
O festival de fogos sobre a English Bay foi cancelado por tempo indeterminado pelo organizador. Consulte o site oficial para saber se há anúncio de retomada antes de planejar a viagem em torno dele.

Bard on the Beach
Temporada de Shakespeare em tendas no Vanier Park, de junho a setembro, desde 1990, com o fundo do palco aberto para o mar e as montanhas. Ingressos entre CAD 30 e 70; as matinês são as sessões mais baratas.

PNE: Pacific National Exhibition
Feira de fim de verão no Hastings Park, de meados de agosto ao Dia do Trabalho, na primeira segunda-feira de setembro. Existe desde 1910 e mantém uma montanha-russa de madeira de 1958, shows, concursos de animais e barracas de comida frita.

VIFF: Festival Internacional de Cinema de Vancouver
Do fim de setembro ao começo de outubro, cerca de dez dias e algumas centenas de títulos, com forte presença de cinema canadense e asiático. As sessões se espalham por salas do centro; ingresso avulso CAD 15–20.
Livros e filmes
“City of Glass”, de Douglas Coupland (2000)
Retrato da cidade em verbetes curtos, escrito por quem cresceu nela. Explica as torres de vidro, a obsessão com o corpo e a falta de memória urbana melhor do que qualquer guia convencional.
“The Jade Peony”, de Wayson Choy (1995)
Romance sobre três irmãos na Chinatown dos anos 1930 e 1940, com o imposto per capita, a exclusão legal e a Segunda Guerra vistos de dentro de uma única família.
“Double Happiness”, de Mina Shum (1994)
Primeiro longa da diretora, rodado na cidade: uma jovem sino-canadense dividida entre a família e a carreira de atriz. É o retrato mais direto da Vancouver imigrante dos anos 1990.
Perguntas frequentes
Vancouver: como ir do aeroporto ao centro?
A Canada Line do SkyTrain, aberta em agosto de 2009, liga o terminal à estação Waterfront em cerca de 26 minutos.
Vancouver: como chegar a Whistler e quanto tempo leva?
Whistler fica 120 km ao norte pela rodovia 99, a Sea to Sky: são 2 horas de carro e cerca de 2h30 de ônibus, com passagem entre CAD 30 e 70 por trecho.
Vancouver: como pagar e quanto custa comer?
O pagamento por aproximação funciona em praticamente tudo, incluindo ônibus, barquinhos e carrinhos de rua, e não é preciso carregar mais de CAD 40 em dinheiro em nenhum dia. Os impostos não estão na etiqueta: o GST federal, de 5%, incide sobre quase tudo, e o PST provincial, de 7%, sobre bens. Refeição em restaurante paga só o GST, e bebida alcoólica leva 10% de PST. Faixas de 2026, todas aproximadas: café CAD 4 a 6, almoço simples CAD 15 a 25, jantar sentado CAD 40 a 75 por pessoa sem bebida.
Vancouver: quando chove mais e como é o inverno?
O inverno vai de novembro a março, com máximas de 6 a 9 °C e mínimas que raramente ficam abaixo de zero, e é quando cai a maior parte dos 1.150 a 1.200 mm de chuva anuais: novembro e dezembro passam de 170 mm cada. A cidade acumula cerca de 160 dias com chuva por ano. Neve na cidade é ocasional, em torno de 35 cm por temporada, e derrete em dias. Nas montanhas do North Shore a temporada de esqui vai de dezembro a março, e em Whistler se estende até maio. Junho costuma frustrar quem chega: a nebulosidade persistente rendeu o apelido “Juneuary”, e é fácil achar que se errou de hemisfério.
Vancouver: preciso tirar os sapatos ao entrar numa casa?
Sim: tire os sapatos ao entrar em qualquer casa, mesmo que o anfitrião não peça, porque ninguém vai pedir.
Outras cidades do país
Canadá ↗- Dias
- 2–3
- Quando
- set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 130–260 C$Perfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- mai–out
- Por pessoa/dia
- Média de 160–280 C$Perfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Média de 145 CADPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- fev · jun–out
- Por pessoa/dia
- Média de 210 CADPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.













