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Nilo pelo mundo
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Barcos de madeira lotados de passageiros no rio Ganges em frente ao Dashashwamedh Ghat, com multidão nas escadarias e prédios coloridos ao fundo.
ccFoto: Sujay25 · CC BY-SA 4.0

Índia

Varanasi

Os ghats do Ganges, a aarti, o barco e Sarnath

Ver o roteiro de 2 diasAbrir Varanasi no mapa

Dias2–3
Quandojan–fev · nov–dez
Por pessoa/diaMédia de 20–40 USDPerfil médio · por pessoa/dia≈ R$ 104–207 · câmbio de 24 de set. de 2026

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

Fique esses dois dias e acrescente um terceiro somente para Ramnagar, os teares e as vielas. A visita exige disposição para ruído, desconforto e costumes que nem sempre vêm com explicação. Numa passagem de um dia, embarque às cinco da manhã no Assi, tome kachori-sabzi em Godowlia e atravesse o Vishwanath Dham antes do almoço. Passe as horas de sol nas lojas de latão do Thatheri Bazaar e caminhe de volta para a aarti do Dashashwamedh ao entardecer. Apesar da fama de antiguidade, a frente do rio é sobretudo do século XVIII, e as abordagens comerciais repetidas podem cansar. As obras se espalham pela cidade desde 2014, e a poluição torna o banho no rio inseguro. Entre novembro e janeiro, considere também o ar: os índices de qualidade frequentemente passam de 200.

2–3

Quando Novembro a fevereiro: 8–25 °C, praticamente sem chuva; outubro e março também servem

Como o guia chega a este número

A janela boa é curta e clara: de meados de outubro a meados de março, com céu seco e máximas de 22 a 30 °C. Dezembro e janeiro são os meses mais frios e os mais bonitos ao amanhecer, com mínimas de 6 a 10 °C, mas trazem neblina densa da planície que atrasa voos e trens por horas e, às vezes, cancela. Leve casaco, porque quartos antigos não têm aquecimento. De março a junho o calor vira o assunto: abril e maio passam de 40 °C quase todos os dias, junho pode encostar em 45 °C e a pedra dos ghats fica intransitável entre 11h e 17h. É o período que eu evitaria, junto com a primeira quinzena de julho. A monção vai de fim de junho a setembro e despeja a maior parte dos 1.000 a 1.100 mm anuais. O Ganges sobe vários metros, submerge os degraus baixos, interrompe a caminhada contínua e às vezes suspende os barcos por dias. A alta temporada acompanha o inverno e explode em Dev Deepawali, Mahashivratri e no período da Ramlila, quando hotel e barco custam o dobro ou o triplo. Há um segundo calendário que ninguém põe no cartaz: entre novembro e janeiro a qualidade do ar da planície gangética piora muito, com índices frequentemente acima de 200.

Por pessoa/dia US$ 20–40 por pessoa (₹1.800–3.500) com quarto simples, comida de rua e e-rickshaw

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
O rio merece um dia de Varanasi, percorrido de sul a norte, e Sarnath com a universidade pede outro. Fique esses dois dias e acrescente um terceiro somente para Ramnagar, os teares e as vielas. A visita exige disposição para ruído, desconforto e costumes que nem sempre vêm com explicação. Numa passagem de um dia, embarque às cinco da manhã no Assi, tome kachori-sabzi em Godowlia e atravesse o Vishwanath Dham antes do almoço. Passe as horas de sol nas lojas de latão do Thatheri Bazaar e caminhe de volta para a aarti do Dashashwamedh ao entardecer. Apesar da fama de antiguidade, a frente do rio é sobretudo do século XVIII, e as abordagens comerciais repetidas podem cansar. As obras se espalham pela cidade desde 2014, e a poluição torna o banho no rio inseguro. Entre novembro e janeiro, considere também o ar: os índices de qualidade frequentemente passam de 200.

Em Varanasi, a vida religiosa da Índia acontece à vista de todos, nos 84 ghats, as escadarias de pedra que descem ao Ganges por quase 7 km. No Manikarnika, as piras de cremação não se apagam nem de noite, e o passeio de barco a remo com a luz baixa do amanhecer mostra a frente inteira da cidade. Atrás do rio ficam as galis, vielas de 1,5 a 3 m de largura onde nenhum carro passa, com o templo de Kashi Vishwanath e suas torres revestidas de ouro, as bancas de kachori-sabzi e, no inverno, o malaiyo, espuma de leite que some no meio da manhã. Todas as noites, a Ganga Aarti do Dashashwamedh oferece ao rio fogo e sinos. A ocupação da cidade é antiquíssima, mas quase nada à beira d’água é anterior ao século XVIII. Venha entre meados de outubro e meados de março e reserve dois dias, um deles para Sarnath, onde o Buda pregou o primeiro sermão, a 10 km do centro.

Ficha rápida

População
cerca de 1,8 mi no município e cerca de 2,1 mi na aglomeração urbana (estimativas 2026); cerca de 3,7 mi no distrito
Fundação
Ocupação contínua no planalto de Rajghat desde cerca de 1200–800 a.C.; capital do reino de Kashi no séc. VI a.C.
País e região
Índia, leste de Uttar Pradesh (região de Purvanchal), planície gangética
Idioma
Hindi e bhojpuri no dia a dia; urdu nos bairros de tecelões; inglês em hotéis, guias, universidade
Moeda
Rupia indiana (INR, ₹); cerca de ₹88–90 por dólar e cerca de ₹16 por real em 2026
Fuso horário
UTC+5:30 (IST), sem horário de verão
Melhor época
Novembro a fevereiro: 8–25 °C, praticamente sem chuva; outubro e março também servem
Custo médio por dia
US$ 20–40 por pessoa (₹1.800–3.500) com quarto simples, comida de rua e e-rickshaw

Quando ir

Novembro a fevereiro: 8–25 °C, praticamente sem chuva; outubro e março também servem

10°20°30°40°média do ano 26°150300mmhojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez15°30°45°300JFMAMJJASOND
melhor épocatemperatura °Cchuva mmNormais 1991-2020 da OMM (NOAA NCEI), estação VARANASI, a 2 km. Domínio público.

janeiro

9° a 22°C

16 mm de chuva

Melhor época

O que muda ao longo do ano

A janela boa é curta e clara: de meados de outubro a meados de março, com céu seco e máximas de 22 a 30 °C. Dezembro e janeiro são os meses mais frios e os mais bonitos ao amanhecer, com mínimas de 6 a 10 °C, mas trazem neblina densa da planície que atrasa voos e trens por horas e, às vezes, cancela. Leve casaco, porque quartos antigos não têm aquecimento. De março a junho o calor vira o assunto: abril e maio passam de 40 °C quase todos os dias, junho pode encostar em 45 °C e a pedra dos ghats fica intransitável entre 11h e 17h. É o período que eu evitaria, junto com a primeira quinzena de julho. A monção vai de fim de junho a setembro e despeja a maior parte dos 1.000 a 1.100 mm anuais. O Ganges sobe vários metros, submerge os degraus baixos, interrompe a caminhada contínua e às vezes suspende os barcos por dias. A alta temporada acompanha o inverno e explode em Dev Deepawali, Mahashivratri e no período da Ramlila, quando hotel e barco custam o dobro ou o triplo. Há um segundo calendário que ninguém põe no cartaz: entre novembro e janeiro a qualidade do ar da planície gangética piora muito, com índices frequentemente acima de 200.

Os mesmos números em tabela
MêsTemperatura °CChuva mm
janeiro ·9 a 2216
fevereiro ·12 a 2722
março17 a 3311
abril22 a 397
maio26 a 4014
junho28 a 39101
julho27 a 34265
agosto26 a 33283
setembro25 a 33225
outubro21 a 3333
novembro ·15 a 296
dezembro ·10 a 244

Dicas do Nilo

Pegue o barco no Assi Ghat às 5h

Saindo às 5h, você sobe até o Manikarnika com a luz ainda baixa. Combine o barco a remo no Assi Ghat antes disso; negociado, sai por ₹300–800 a hora para duas pessoas. Acerte tudo antes de embarcar (preço, duração, trajeto e número de pessoas), porque negociar no meio do rio sai mais caro. Pergunte também o que move o barco: motor a diesel é proibido, e a troca por GNV ainda é parcial.

Chegue ao Dashashwamedh antes de começar a cerimônia

Para encontrar lugar na Ganga Aarti das 18h, o Gangotri Seva Samiti, que organiza a cerimônia desde 1991, recomenda chegar às 17h. Ela dura de 45 minutos a uma hora, e vale confirmar o horário no próprio ghat perto da data. Se preferir de manhã e com menos gente, o Subah-e-Banaras, no Assi Ghat, reúne aarti, ioga e música clássica ao amanhecer, de graça, desde 2014.

Coma o malaiyo antes das 10h, de novembro a fevereiro

O malaiyo, espuma de leite batida na madrugada, só existe entre novembro e fevereiro e some por volta das 10h da manhã. Procure nas ruas do Thatheri Bazaar e do Chowk, onde a tigela de barro custa ₹40–100, porque restaurante com mesa não serve. Em março, não adianta procurar: a temporada acabou.

No Vishwanath, leve o passaporte; celular fica no armário

Estrangeiro entra pelo balcão de Darshan Booking mostrando o passaporte original, e celular e câmera ficam no armário. Leve também uma cópia do passaporte e do visto, porque pedem as duas coisas. Conte de 30 a 90 minutos de fila em dia comum; o meio da manhã, depois do barco e do café, é quando a fila diminui. Na Mahashivratri desista, porque a cidade velha fica praticamente intransitável por 24 horas.

Notas pequenas ou QR code, nunca a de ₹500

Banca de rua não tem troco para nota de ₹500. Ande com notas pequenas ou pague por QR code (UPI), que cada vez mais estrangeiros conseguem usar por meio das carteiras internacionais habilitadas. Saque no Cantt ou em Lanka, onde há caixas de sobra, e em época de festival faça isso com antecedência, porque na véspera eles ficam sem dinheiro.

Evite o Sankat Mochan terça e sábado; abril tem concertos

O templo de Hanuman tem fila longa às terças e aos sábados; nos outros dias você entra sem fila. Em abril, o mesmo pátio vira palco de concerto a noite inteira, com entrada franca. Segure bem óculos e sacola: os macacos de Sankat Mochan e do Durga Kund puxam qualquer coisa solta, e mordida pede vacina antirrábica na hora.

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O que ver

Varanasi: A barranca e a curva do rio

O trecho urbano do rio tem 500 a 700 m de largura na cheia e desenha uma curva para o norte de uns 7 km; a margem leste, arenosa e inundável, permanece praticamente vazia, com apenas Ramnagar mais ao sul, e é o que garante a linha de horizonte livre vista dos degraus. Atrás dos ghats, a cidade velha é um labirinto de galis de 1,5 a 3 m, sem carro, onde o GPS erra por dezenas de metros.

Barcos de madeira lotados de passageiros no rio Ganges em frente ao Dashashwamedh Ghat, com multidão nas escadarias e prédios coloridos ao fundo.
Dashashwamedh Ghat, barcos no rio

Dashashwamedh Ghat

EssencialVaranasi

O ghat central e mais movimentado fica a 700 m de Godowlia. Ao anoitecer, a Ganga Aarti reúne oficiantes, lâmpadas e sinos sobre as escadarias. A programação do Gangotri Seva Samiti indica 18h, com chegada recomendada às 17h. Consulte os horários atualizados antes de escolher entre os degraus e um barco.

Vá ao anoitecer para a Ganga Aarti, quando oficiantes, lâmpadas e sinos ocupam a escadaria do ghat mais movimentado da cidade, a 700 m de Godowlia. A programação do Gangotri Seva Samiti marca 18h e recomenda chegar às 17h; confira o horário do dia e decida antes se vai assistir dos degraus ou de um barco.

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Construções escurecidas por fumaça no Manikarnika Ghat, à beira do rio Ganges, com fumaça subindo entre os prédios e pessoas reunidas nas escadarias.
Manikarnika Ghat, à beira do Ganges

Manikarnika Ghat

EssencialVaranasi

O principal ghat de cremação, ativo 24 horas por dia, com a fogueira mantida acesa por famílias da comunidade Dom. Fotografar as piras é proibido na prática e mal recebido; quem oferece “acesso ao terraço mediante doação para a lenha” está aplicando o golpe mais antigo da cidade.

É o principal ghat de cremação, onde famílias da comunidade Dom mantêm a fogueira acesa 24 horas por dia. Assista de longe e em silêncio, sem fotografar as piras.

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Sacerdotes de roupa cor de açafrão erguem candelabros acesos na plataforma do ghat, com fumaça de incenso contra o céu azul do amanhecer.
Aarti da manhã no Assi Ghat

Assi Ghat

EssencialVaranasi

O extremo sul da escadaria, onde o riacho Assi encontra o Ganges e onde a caminhada de 7 km pelos ghats costuma começar. Das 5h às 6h30 há o Subah-e-Banaras, com aarti matinal, ioga e música clássica ao vivo, aberto e gratuito, criado em 2014.

Comece aqui a caminhada de 7 km pelos ghats, no ponto onde o riacho Assi encontra o Ganges. Chegue por volta das 5h para o Subah-e-Banaras, que reúne aarti matinal, ioga e música clássica ao vivo até as 6h30, sem cobrar entrada.

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Estupa cilíndrica maciça de pedra e tijolo, sobre um gramado, sob céu azul.
Estupa Dhamek, em Sarnath

Sarnath

Vale a visitaSarnath

A 10 km do centro, o lugar onde o Buda pregou o primeiro sermão por volta de 528 a.C. A estupa Dhamek, de tijolo e pedra, tem cerca de 43 m de altura e 28 m de diâmetro na base, com relevos gupta do século V; o Museu de Sarnath, de 1910, guarda o capitel dos quatro leões de Ashoka, emblema nacional indiano desde 1950.

É onde o Buda pregou o primeiro sermão, por volta de 528 a.C., 10 km a nordeste do centro. Meio dia basta para a estupa Dhamek, de cerca de 43 m, e para o museu, que guarda o capitel dos quatro leões de Ashoka, emblema nacional da Índia desde 1950.

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Portão amarelo e vermelho com torres e cúpulas pequenas, entre palmeiras.
Portão principal da BHU

BHU e o Novo Vishwanath

Vale a visitaVaranasi · Até meia hora

O campus de 1916 tem 5,3 km² e desenho circular, raro na Índia. No centro dele, o templo Novo Vishwanath, financiado pela família Birla e concluído em 1966, tem shikhara de cerca de 77 m, entre os mais altos do país, e é aberto a qualquer visitante; o museu Bharat Kala Bhavan, de 1920, reúne miniaturas e escultura.

Vá pelo templo Novo Vishwanath, da família Birla, concluído em 1966, com shikhara de cerca de 77 m e aberto a qualquer visitante, no centro do campus circular da universidade. No mesmo campus, o museu Bharat Kala Bhavan reúne miniaturas e escultura.

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Portal amarelo de entrada do Templo Sankat Mochan, entre árvores, com visitantes passando pela porta.
Sankat Mochan e Durga Kund

Sankat Mochan e Durga Kund

Vale a visitaUtar Pradexe · Até meia hora

O templo de Hanuman fundado pela tradição por Tulsidas no século XVI, cercado por macacos e por uma fila de terça e sábado, e o templo de Durga, do século XVIII, com seu tanque quadrado de degraus. Em abril, Sankat Mochan sedia cinco a seis noites inteiras de música clássica, de graça, desde 1923.

Em abril sedia noites inteiras de música clássica grátis.

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Prédios antigos empilhados na margem do rio junto ao Panchganga Ghat, com torres e cúpulas ao alto.
Panchganga Ghat e mesquita Alamgiri

Panchganga Ghat e mesquita Alamgiri

Vale a visita

Ghat onde a tradição situa o encontro de cinco rios, com a mesquita Alamgiri de 1673 plantada no alto da barranca; é o ponto mais alto e mais fotografado do trecho norte. Em Kartik, as varandas do ghat recebem centenas de lamparinas suspensas em varas de bambu.

Vale como mirante do trecho norte: o Panchganga Ghat é o ponto mais alto da margem, e a mesquita Alamgiri, de 1673, ocupa o alto da barranca. O melhor horário é o fim da tarde. Em Kartik, as varandas do ghat se enchem de lamparinas presas a varas de bambu.

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Muralha e palácios de arenito do forte de Ramnagar erguidos sobre a margem do Ganges, com escadarias descendo à água e o conjunto refletido no rio.
O forte de Ramnagar, do rio

Forte de Ramnagar

Se sobrar tempoVaranasi district · Até meia hora

Construído em 1750 por Balwant Singh em arenito de Chunar, na margem leste. O museu Saraswati Bhawan expõe palanquins, armas, carruagens e um relógio astronômico de 1852 que marca ano, mês, semana, dia e posição de planetas; o conjunto é pouco restaurado e assim se apresenta.

É de 1750, fica na outra margem e o conjunto é pouco restaurado. O que justifica a travessia é o relógio astronômico de 1852 do museu Saraswati Bhawan, que marca ano, mês, semana, dia e posição dos planetas e se vê em poucos minutos. Com pouco tempo, troque o forte por mais uma hora de barco.

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O roteiro do Nilo

Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

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  1. Dia 1 · O rio, de sul a norte

    1. Às 5h, pegue no Assi Ghat o barco a remo combinado por ₹300–800 a hora, suba até o Manikarnika e volte com o sol já alto.

    2. Tome o café da manhã de kachori-sabzi e jalebi numa casa de Godowlia, por ₹40–80, com chá em copo de barro.

    3. Meio da manhã no Kashi Vishwanath Dham: deixe celular e câmera no armário, leve passaporte e conte 30 a 90 minutos de fila.

    4. Passe a tarde na sombra do Thatheri Bazaar e das lojas de latão e tome uma lassi na Kachori Gali antes das 16h.

    5. Assista à Ganga Aarti no Dashashwamedh. Confira o horário com o organizador: a programação atual indica início às 18h e chegada às 17h. Você pode ficar nos degraus ou combinar um barco.

  2. Dia 2 · Sarnath e a universidade

    1. E-rickshaw ou táxi até Sarnath, 10 km, 30 a 45 minutos; comece pela estupa Dhamek e pelas ruínas da Dharmarajika.

    2. Visite o Museu de Sarnath, de 1910, para ver o capitel dos quatro leões de Ashoka, e o Mulagandha Kuti Vihar, de 1931, com murais do japonês Kosetsu Nosu. O museu fecha às sextas: se ele for prioridade, troque o dia deste passeio.

    3. Almoce em Sarnath e volte ao centro no início da tarde, antes do pico de calor.

    4. Visite a Banaras Hindu University e o templo Novo Vishwanath, de 1966. O Bharat Kala Bhavan abre de segunda a sábado, das 10h30 às 16h30; em maio e junho, das 7h30 às 13h. Nesses meses, faça o museu pela manhã e deixe Sarnath para outro dia. Aos domingos e feriados, mantenha o templo e as livrarias de Lanka.

    5. Termine a tarde no Assi Ghat, com concerto de música clássica ou aula aberta, e jante baati-chokha.

Se ficar mais

  1. Dia 3 · Ramnagar, teares e vielas

    1. Atravesse de barco ou pela ponte até Ramnagar, na margem leste, para o forte de 1750 e o museu Saraswati Bhawan, com o relógio astronômico de 1852.

    2. Volte ao meio-dia e faça uma pausa longa para almoço, banho e leitura, porque a tarde de sol não rende nas escadarias.

    3. Vá a Madanpura ou Alaipura para ver o tear de mão e comparar o preço do sari banarasi sem intermediário de riquixá.

    4. Veja o fim de tarde no Panchganga Ghat, no trecho norte, com a mesquita Alamgiri, de 1673, no alto da barranca.

    5. Feche a noite com os doces do Chowk e um paan banarasi.

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Comida

Ilustração com IA

Kachori-sabzi com jalebi

O café da manhã padrão: dois discos de massa recheada de lentilha urad, fritos na hora, com uma tigela de curry de batata ou abóbora e uma jalebi doce por cima. Servido em folha, das 7h às 11h, ₹40–80 por porção nas casas de Godowlia e Lanka.

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Tamatar chaat e chura matar

O tamatar chaat é tomate amassado e cozido com especiarias, servido quente em tigelinha de barro com farofa de biscoito salgado: invenção local, não existe assim em outras cidades. No inverno aparece o chura matar, arroz achatado com ervilha fresca e manteiga clarificada.

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Malaiyo

Espuma de leite batida ao ar livre na madrugada, que pega o sereno, servida com açúcar, açafrão e pistache: típica do friozinho de novembro a fevereiro, vendida cedo nas ruas do Thatheri Bazaar e do Chowk até desaparecer pela manhã.

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Lassi em kulhad

Iogurte batido, espesso, coberto de nata e às vezes de fruta, servido em copo de barro descartável. ₹50–120; as casas da Kachori Gali e do Assi têm fila desde antes das 10h e o copo se quebra no chão depois do último gole.

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Baati-chokha

Bolas de massa de trigo assadas na brasa, quebradas e regadas com manteiga clarificada, ao lado de um purê de berinjela, tomate e batata assados. É comida camponesa de Purvanchal, servida em restaurantes específicos; ₹150–300 o prato completo.

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Thandai

Leite gelado com amêndoa, semente de melão, erva-doce, pimenta-do-reino e pétalas de rosa, ₹40–100 o copo. Nas lojas licenciadas pelo governo de Uttar Pradesh vende-se também a versão com bhang, preparação de cannabis legal nesse balcão específico e muito mais forte do que parece.

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Doces banarasi

Launglata (folhado recheado de coco e khoya, fechado com um cravo), malai gilori, rabri em camadas e o kalakand local. Confeitarias antigas do Chowk vendem por peso, ₹400–800 o quilo, e embrulham em folha de prata comestível.

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Paan banarasi

Folha de betel (a magahi é a mais valorizada) com cal, pasta de catechu, sementes e, nas versões doces, gulkand de rosa, dobrada em triângulo. Come-se inteira e sem morder, depois da refeição, por ₹20 a ₹200 conforme o recheio.

Bate-voltas

Gramado amplo com um estupa de tijolo à esquerda ao fundo e um pavilhão de pedra clara com torre pontuda, e algumas pessoas sentadas à sombra de uma árvore, em Sarnath.
Sarnath, o parque · Rkguin360 · CC BY-SA 4.0

Sarnath

10 km a nordeste, 30 a 45 minutos de e-rickshaw ou táxi, ida e volta em meio dia. Ruínas budistas, estupa Dhamek de cerca de 43 m, museu de 1910 com o capitel de Ashoka e mosteiros de cinco países asiáticos.

Edifício de arenito vermelho com uma fileira de arcos pontudos decorados, parte alta em ruína e um andaime à direita, no forte de Chunar.
Forte de Chunar · Aminesh.aryan · CC BY-SA 4.0

Forte de Chunar

40 km rio acima, 1h a 1h30 de carro pela margem sul, ou trem lento até a estação Chunar. Fortaleza sobre rocha dominando o Ganges, disputada por Sher Shah Suri, mogóis e britânicos; a pedreira local é a mesma que forneceu arenito ao pilar de Ashoka.

Edifício de pedra clara com torre do relógio, torreão pontudo e um pórtico de arcos.
Prayagraj, a biblioteca pública · Shreya.Bhopal · CC BY-SA 4.0

Prayagraj

Cerca de 120 km a oeste, 1h30 a 2h30 de trem rápido. Confluência do Ganges com o Yamuna, forte de Akbar de 1583, museu e o cenário do Kumbh Mela, que retorna à cidade em ciclos de seis e doze anos.

Por onde começar

Sarnath e a universidade

Sarnath e a universidade

E-rickshaw ou táxi até Sarnath, 10 km, 30 a 45 minutos; comece pela estupa Dhamek e pelas ruínas da Dharmarajika.

Dinheiro

A moeda é a rupia indiana (₹), em torno de ₹88–90 por dólar e ₹16 por real em 2026; confira a cotação do dia. As faixas de 2026: chá em copo de barro ₹10–20, prato de kachori-sabzi ₹40–80, lassi ₹50–120, thali vegetariana ₹120–250, jantar em restaurante com ar-condicionado ₹400–900, cama de hostel ₹400–800, quarto simples de guest house perto dos ghats ₹800–2.000, hotel médio ₹2.500–5.000 e hotéis históricos de frente para o rio ₹12.000–30.000. Uma diária completa modesta cabe em ₹1.800–3.500 (US$ 20–40). Dinheiro ainda resolve quase tudo nas galis, em notas pequenas: as de ₹500 travam qualquer banca de rua. O pagamento por QR code (UPI) é universal entre indianos e cada vez mais aceito de estrangeiros por meio das carteiras internacionais habilitadas. Cartão funciona em hotéis, redes e lojas grandes. Caixas eletrônicos são abundantes no Cantt e em Lanka, mais raros dentro da cidade velha, e ficam sem dinheiro em vésperas de festival. Gorjeta não é obrigatória: 5 a 10% em restaurante que não cobra serviço, ₹50–100 ao barqueiro além do combinado, ₹500–1.000 por dia para guia credenciado. Negociar o preço em riquixá, barco e loja de tecido é prática comum. Pergunte o valor antes de entrar, subir ou desembrulhar.

Como chegar e se locomover

Aeroporto: 25 km, até 75 minutos de trajeto

O aeroporto internacional Lal Bahadur Shastri (VNS) fica em Babatpur, 25 km a noroeste do centro, e a viagem leva de 45 a 75 minutos conforme o trânsito. Táxi de balcão fixo ou aplicativo custa ₹800–1.400 até os ghats, e há ônibus para a estação Cantt. O aeroporto está em obra de ₹2.870 crore, com terminal novo de 75 mil m² e pista estendida para 4.075 m, para triplicar a capacidade atual, então espere desvios e sinalização provisória no acesso. De trem, a estação principal é Varanasi Junction (Cantt), com Banaras (ex-Manduadih) e Varanasi City como alternativas e Pt. Deen Dayal Upadhyaya Junction, do outro lado do rio, a 17 km, como grande entroncamento. Há Vande Bharat e expressos para Délhi (8 a 12 horas, cerca de 760 km), Prayagraj, Lucknow, Ayodhya, Patna, Gorakhpur e Khajuraho. Comprar com antecedência pelo IRCTC é praticamente obrigatório em alta temporada.

Sem metrô: o e-rickshaw aos milhares

Carros não passam pelas galis estreitas, mas motos e bicicletas circulam em parte delas. O trecho entre Godowlia e o Dashashwamedh tem acesso restrito: hotel “no ghat” significa 5 a 15 minutos a pé com a mala. Dentro da cidade não há metrô, e o transporte real é o e-rickshaw elétrico, aos milhares: ₹10–20 por assento em rota compartilhada e ₹50–150 para um trajeto curto exclusivo, sempre combinado antes de subir. Há também autorriquixás, riquixás de pedal, ônibus municipais elétricos e a diesel, e os aplicativos Uber, Ola e Rapido, que funcionam bem nos eixos largos e mal na cidade velha. O teleférico Cantt–Godowlia, de 3,75 km, cinco estações, cabines de dez lugares e tarifa anunciada entre ₹50 e ₹100, é esperado para 2026: verifique se já opera. No rio, barco a remo custa ₹300–800 por hora para duas pessoas depois de negociação, o assento compartilhado sai por ₹100–200 e existem barcos elétricos oficiais. Motores a diesel estão proibidos e a substituição por GNV é parcial. A margem inteira, do Assi ao Raj Ghat, se caminha em cerca de duas horas, exceto na cheia da monção, quando trechos ficam submersos.

Segurança

Portal amarelo de entrada do Templo Sankat Mochan, entre árvores, com visitantes passando pela porta.
Sankat Mochan e Durga Kund

Crime violento contra visitantes é raro em Varanasi, e o incômodo principal é comercial: abordagem constante de barqueiros, guias não credenciados, vendedores de seda e falsos sacerdotes que iniciam um ritual no degrau e cobram no fim; dizer “não, obrigado” uma vez e seguir andando resolve a maioria. Os riscos objetivos são outros: multidão, água, trânsito e macacos, e o estômago. Multidão: em Dev Deepawali, Mahashivratri e no Bharat Milap há aperto real em vielas de dois metros, e o certo é evitar horários de pico e nunca entrar contra o fluxo. Água: a correnteza do Ganges é forte e o leito cai abruptamente a poucos metros da margem. Afogamento é causa recorrente de morte, e a coliformia fecal fica muito acima do limite de banho: o mergulho é uma decisão de saúde. Trânsito e macacos completam a lista: em Durga Kund e Sankat Mochan os macacos arrancam sacola, óculos e comida, e mordida exige profilaxia antirrábica imediata. Estômago: beba água lacrada ou filtrada, coma o que sai fervendo ou frito na hora e evite salada e suco de rua nos primeiros dias. Mulheres viajando sozinhas relatam olhar insistente e, em aglomeração, encostões. Roupa cobrindo ombros e pernas reduz a atenção, e os ghats ao norte de Manikarnika são vazios e mal iluminados depois das 21h. Anote os dois números antes de sair: emergência nacional 112 e linha de apoio ao turista 1363.

Dicas de etiqueta

Sapatos fora: em templos, casas e lojas de seda

Descalce antes de entrar em qualquer templo, em muitas casas e em boa parte das lojas de seda, onde se senta sobre um colchonete branco. Há guarda-calçados por ₹10–20 na entrada dos templos grandes; meias são aceitas quase sempre.

Nada de foto nos ghats de cremação

Em Manikarnika e Harishchandra não se fotografa nem se filma pira, corpo ou família, com celular ou com câmera. Assistir de longe e em silêncio é aceito; guarde o celular enquanto estiver diante das piras.

Mão direita para tudo que passa de mão em mão

Coma, entregue dinheiro, receba troco e aceite prasad com a mão direita. A esquerda tem função higiênica e usá-la nesses gestos é lido como sujeira, não como distração.

Ombros e joelhos cobertos, couro fora

Cubra ombros e pernas nos templos, qualquer que seja o gênero; algumas mulheres também cobrem a cabeça em santuários específicos. Cinto, bolsa e sandália de couro são barrados em vários templos, então deixe-os no hotel no dia das visitas.

Dar passagem ao cortejo

Quando um cortejo fúnebre entoa “Ram naam satya hai” na viela, encoste na parede, pare e deixe passar. Não se atravessa a procissão, não se filma e não se anda à frente dela.

Não aponte os pés nem passe por cima de quem senta

Não aponte a sola dos pés para pessoas, imagens, altares ou para o rio, e não passe por cima de quem está sentado no degrau. Sentar de pernas cruzadas ou de lado resolve, e é o que todo mundo faz.

Erros a evitar

Reservar “nos ghats” e esperar táxi na porta

Reservar hotel “nos ghats” e imaginar que o táxi encosta na porta. Todo veículo para em Godowlia, no Assi ou em Sonarpura, e dali são 5 a 15 minutos a pé por vielas com degraus, mala na mão. Peça ao hotel o ponto exato de desembarque e um carregador antes de chegar: quem não pede carrega a própria mala pelos degraus.

Fechar o barco sem definir preço e trajeto

Fechar o barco, o guia ou o riquixá sem definir preço, duração, trajeto e número de pessoas antes de partir. A conversa no fim do passeio, com você já no meio do rio ou no fim da viela, é sempre mais cara.

Aceitar que “o Vishwanath está fechado”

Aceitar “hoje o Vishwanath está fechado, eu te levo a outro templo” na saída de Godowlia, ou comprar seda numa loja indicada pelo motorista. A comissão de intermediário fica entre 30% e 50% do preço, e quem paga é você.

Beber “special lassi” sem perguntar

Beber uma “special lassi” sem perguntar o que ela tem. O bhang é legal em lojas licenciadas de Uttar Pradesh, mas a dose comum derruba quem não está acostumado por oito horas ou mais, e ele às vezes aparece em bebidas oferecidas de graça.

Caminhar pelos ghats ao meio-dia

Programar caminhada pelos ghats ao meio-dia entre abril e junho. A pedra armazena calor, não há sombra contínua e a insolação é o problema médico mais frequente de visitantes nesses meses. Ande das 5h30 às 9h e depois das 17h.

Frases úteis

नमस्ते / प्रणाम (namastê / pranam)

Olá e adeus, com as mãos juntas; “pranam” é a forma mais respeitosa, usada com mais velhos

का हो गुरु? (ka rrô guru?)

“E aí, mestre?”: a saudação bhojpuri da rua; “guru” aqui é tratamento afetuoso entre iguais

हर हर महादेव (har har mahadêv)

“Shiva em toda parte”: grito de saudação e de festa, ouvido nos ghats e nas procissões

कितने का है? (kitnê ka hai?)

Quanto custa? A primeira frase útil em qualquer banca, barco ou riquixá

थोड़ा कम कीजिए (thora kam kíjie)

“Baixe um pouco”: a fórmula educada para negociar preço sem confronto

नहीं चाहिए, धन्यवाद (nahin tchárrie, dhanyavad)

“Não quero, obrigado”: encerra a abordagem de vendedor sem grosseria

Bairros

Barcos de madeira lotados de passageiros no rio Ganges em frente ao Dashashwamedh Ghat, com multidão nas escadarias e prédios coloridos ao fundo.
Dashashwamedh Ghat, barcos no rio

Godowlia e Chowk

O funil da cidade velha: o cruzamento de Godowlia é onde todo veículo motorizado para e todo mundo desce para andar. Dali saem 700 m de rua fechada ao trânsito até o Dashashwamedh Ghat, entre lojas de bronze, guirlandas e latão.

Vielas de Vishwanath

O labirinto entre o templo e o rio, com Vishwanath Gali, Kachori Gali e o Thatheri Bazaar dos utensílios de metal. Corredores de 1,5 a 3 m, sem carro, onde se come em pé e se compra tecido, e onde o GPS erra por dezenas de metros.

Sacerdotes de roupa cor de açafrão erguem candelabros acesos na plataforma do ghat, com fumaça de incenso contra o céu azul do amanhecer.
Aarti da manhã no Assi Ghat

Assi, Bhadaini e Shivala

A ponta sul dos ghats, mais larga e mais respirável, com cafés, escolas de música e ioga, guest houses e a maior concentração de estrangeiros de estadia longa. É também onde o Assi Ghat ganha vida ao amanhecer, com um programa cultural diário ao ar livre desde 2014.

Lanka e BHU

O portão da Banaras Hindu University e sua vizinhança de livrarias, papelarias, fotocópias e comida barata para 30 mil estudantes. Dentro do campus, de 5,3 km², estão o Novo Vishwanath, o museu Bharat Kala Bhavan e um hospital universitário de referência regional.

Cantonment e Sigra

A Varanasi britânica e a Varanasi de classe média: ruas largas, quartéis, a estação Varanasi Junction, hotéis de rede, hospitais, escritórios e shoppings. É a base de quem prefere carro, quarto grande e distância dos degraus.

Madanpura, Alaipura e Lallapura

Bairros de tecelões, majoritariamente muçulmanos, onde ainda se ouve o tear de mão atrás das portas e se negocia a seda no atacado. Comprar aqui, com calma e sem intermediário de rickshaw, é a forma mais direta de entender o preço real de um sari banarasi.

Ramnagar

Na margem leste, ligado por ponte e por balsa, é a sede da antiga família real: forte de 1750, museu e a Ramlila de 31 noites. Fora do período do festival, é uma cidade pequena e agrícola olhando os ghats de longe.

Estupa cilíndrica maciça de pedra e tijolo, sobre um gramado, sob céu azul.
Estupa Dhamek, em Sarnath

Sarnath

Núcleo separado 10 km a nordeste, em torno das ruínas budistas e da estupa Dhamek. Tem mosteiros tailandês, japonês, tibetano, birmanês e sul-coreano, um museu de 1910 e um ritmo que não tem nada a ver com o centro.

História

séc. XII–VIII a.C. · O povoado de Rajghat

Escavações no planalto de Rajghat, onde o rio Varuna encontra o Ganges, encontraram cerâmica e uma muralha de terra do período entre 1200 e 800 a.C. A ocupação nunca foi interrompida desde então.

séc. VI a.C. · Kashi, um dos dezesseis reinos

Kashi aparece nos textos budistas e jainistas como um dos dezesseis mahajanapadas, rica em algodão, seda e cavalos. Por volta de 528 a.C., o Buda prega o primeiro sermão em Sarnath, 10 km a nordeste.

séc. III a.C. · Ashoka marca Sarnath

O imperador maurya Ashoka ergue em Sarnath a estupa Dharmarajika e um pilar de arenito polido. O capitel com quatro leões desse pilar virou o emblema oficial da República da Índia em 1950.

1194 · Saque e mudança de regime

Qutb al-Din Aibak, general de Muhammad de Ghor, derrota o rei gahadavala Jayachandra e saqueia a cidade, demolindo templos. Varanasi passa ao Sultanato de Délhi e depois aos sultões sharqi de Jaunpur.

1585 · Reconstrução sob Akbar

Raja Todar Mal, ministro de finanças de Akbar, financia a reconstrução do templo de Kashi Vishwanath dirigida pelo erudito Narayana Bhatta. É o templo que sobreviveu por 84 anos.

1669 · Demolição e a mesquita Gyanvapi

Aurangzeb ordena a destruição do templo e a mesquita Gyanvapi é erguida sobre parte da base antiga. A disputa jurídica sobre o terreno segue em tribunais indianos, com levantamento do ASI em 2023.

Pintura oval de uma mesquita à beira do rio, com minaretes, ghats e barcos.
A mesquita Alamgir, em Varanasi, numa pintura do século XIX. · Autor desconhecido · The Met

1738–1780 · O reino de Benares e os ghats

Mansa Ram e o filho Balwant Singh consolidam a dinastia de Benares e erguem o forte de Ramnagar em 1750. Em 1780, Ahilyabai Holkar, de Indore, reconstrói o Kashi Vishwanath no lugar onde ele está hoje.

1781 · A revolta de Chait Singh

Warren Hastings tenta impor uma contribuição extraordinária ao raja Chait Singh; a cidade se levanta e Hastings foge do ghat que leva o nome do raja. A Companhia das Índias assume o controle direto.

1916 · A Banaras Hindu University

Madan Mohan Malaviya funda a BHU em 4 de fevereiro de 1916, em 5,3 km² cedidos pelo marajá. O campus se tornou um dos maiores campi residenciais da Ásia, com cerca de 30 mil estudantes.

Fotografia tirada do rio Ganges, com barcos na margem e templos de torres pontiagudas sobre os ghats, na direção do Manikarnika Ghat.
Os ghats vistos do Ganges, 1924 · Creator:Agnes Morgenstierne

1956 · De Benares a Varanasi

O estado principesco de Benares havia aderido à Índia em 1947 e sido incorporado a Uttar Pradesh em 1949. Em 1956 o nome oficial da cidade passa de Benares a Varanasi, contração de Varuna e Assi.

Frente da cidade vista do rio, com templos de torres pontiagudas, casas na barranca e barcos de madeira na água.
Os ghats de Varanasi, vistos do Ganges · Goku2356

1986–2026 · Limpeza do rio e reconstrução do centro

Rajiv Gandhi lança o Ganga Action Plan em Varanasi em 14 de junho de 1986; o programa Namami Gange o substitui em 2014, com estações de tratamento em Dinapur e Ramna. Em 13 de dezembro de 2021 é inaugurado o corredor Kashi Vishwanath Dham, de 5,3 hectares, que abriu 400 m de passagem entre o rio e o templo.

Torre de pedra esculpida do templo, atrás de uma grade escura.
A torre do Kashi Vishwanath · Gannu03
História completa

A curva de 7 km do Ganges e a barranca da cidade

A cidade está onde está por causa de uma curva. O Ganges corre para leste na planície e, na altura de Varanasi, vira para o norte por cerca de 7 km antes de retomar o rumo. Na margem côncava dessa curva há uma barranca de argila de 20 a 25 metros, onde se assentam as partes altas da cidade; na convexa, um banco de areia que alaga todo ano e por isso continua sem cidade. Sobre essa barranca, entre a foz do Varuna ao norte e o riacho Assi ao sul (os dois nomes que se fundiram em “Varanasi”) há cerâmica e vestígios de muralha do período 1200–800 a.C. no planalto de Rajghat. No século VI a.C., Kashi é um dos dezesseis mahajanapadas, entreposto de algodão, seda e cavalos na rota fluvial, e é a poucos quilômetros dali, em Sarnath, que o Buda prega pela primeira vez. Ashoka marca o lugar com um pilar e uma estupa no século III a.C.

Um ciclo longo de destruição e reconstrução

A partir de 1194 a cidade entra num ciclo longo de destruição e reconstrução. Qutb al-Din Aibak derrota Jayachandra e derruba templos; seguem-se o Sultanato de Délhi e os sharqi de Jaunpur. Em 1585, com dinheiro de Todar Mal, ministro de Akbar, o Kashi Vishwanath é reerguido sob direção do erudito Narayana Bhatta. Em 1669, Aurangzeb manda destruí-lo e a mesquita Gyanvapi é construída sobre parte da estrutura anterior. O terreno continua em disputa judicial na Índia, com levantamento arqueológico do ASI em 2023 e forte aparato policial permanente no local. A consequência prática para quem visita é simples: a cidade é antiquíssima, mas quase nenhuma pedra à beira do rio é anterior a 1700.

Frente de rio: obra do século XVIII, financiada de longe

A frente de rio que se fotografa hoje é obra do século XVIII e de gente de fora. Depois de 1730, Mansa Ram e Balwant Singh consolidam o zamindari de Benares, constroem o forte de Ramnagar em 1750 e a cidade vira polo de crédito e peregrinação. Casas maratas e rajput a mil quilômetros de distância (Holkar, Scindia, Peshwa, Bhonsle) financiam palácios e escadarias de pedra: é por isso que os ghats têm nomes de dinastias que nunca governaram a cidade. Em 1780, Ahilyabai Holkar reconstrói o Kashi Vishwanath; nos anos 1830, Ranjit Singh, do Punjab, custeia o revestimento de ouro das torres, com algo em torno de 800 kg de metal. A revolta de Chait Singh contra Warren Hastings, em 1781, encerra a autonomia política; o domínio britânico direto se consolida, e um estado principesco de Benares é restaurado em 1911, com sede em Ramnagar, até aderir à Índia em 1947.

Hindi moderno e seda, do fim do século XIX ao XX

Entre o fim do século XIX e o século XX, Varanasi virou duas coisas ao mesmo tempo: capital simbólica do hindi moderno e cidade operária da seda. Bharatendu Harishchandra (1850–1885) funda ali a prosa hindi moderna; Premchand nasce em Lamhi, a 4 km do centro, em 1880; a BHU abre em 1916 e a Sampurnanand, universidade de sânscrito, vem de um colégio de 1791. Em paralelo, dezenas de milhares de famílias (a maioria tecelões muçulmanos da comunidade Ansari) sustentam o sari banarasi em Madanpura, Alaipura e Lallapura, hoje espremido entre o tear elétrico e a seda importada. A população municipal passou de cerca de 350 mil em 1951 para perto de 1,8 milhão hoje, e a conta ambiental acompanhou: esgoto e efluentes industriais mantêm a contagem de coliformes fecais no rio muito acima do limite para banho, apesar do Ganga Action Plan de 1986 e do Namami Gange de 2014.

Um canteiro permanente desde 2014

Desde 2014, quando Narendra Modi se elegeu deputado por Varanasi, cargo que renovou em 2019 e 2024, a cidade virou um canteiro permanente. O corredor Kashi Vishwanath Dham, inaugurado em 13 de dezembro de 2021, custou cerca de ₹340 crore, desapropriou centenas de imóveis e abriu 400 metros de passagem entre o Lalita Ghat e o templo, num conjunto de 5,3 hectares onde antes havia um labirinto de vielas. O aeroporto Lal Bahadur Shastri e o teleférico Cantt–Godowlia são as duas obras que mais mudam a paisagem agora: o primeiro deve quase triplicar sua capacidade de passageiros, e o segundo seria o primeiro sistema de transporte público por cabo da Índia, mas a data de abertura já foi adiada mais de uma vez, então confirme antes de contar com ele.

O ouro das torres do Vishwanath pesa cerca de 800 kg.

Geografia e forma da cidade

Sacerdotes de roupa cor de açafrão erguem candelabros acesos na plataforma do ghat, com fumaça de incenso contra o céu azul do amanhecer.
Assi Ghat · Aarti da manhã no Assi Ghat

A barranca e a curva do rio

Varanasi ocupa uma barranca de argila e loess de 20 a 25 metros na margem oeste do Ganges, a cerca de 80 m de altitude, entre a foz do rio Varuna ao norte e o antigo riacho Assi ao sul, hoje reduzido a um canal de drenagem. O trecho urbano do rio tem 500 a 700 m de largura na cheia e desenha uma curva para o norte de uns 7 km; a margem leste, arenosa e inundável, permanece praticamente vazia, com apenas Ramnagar mais ao sul, e é o que garante a linha de horizonte livre vista dos degraus.

Os 84 ghats

Na barranca da margem oeste estão os 84 ghats, quase 7 km contínuos de escadaria, do Assi Ghat ao sul ao Adi Keshava, junto à foz do Varuna, com Manikarnika e Harishchandra como os dois ghats de cremação.

A malha sem grade e o clima

A malha urbana não tem grade: o centro velho é um emaranhado de galis de 1,5 a 3 m de largura, onde só passam pedestres, vacas e motos, organizado menos por ruas do que por circuitos de peregrinação. O maior deles, o Panchkroshi Parikrama, de cerca de 88 km em cinco etapas, ainda desenha o limite simbólico da cidade. Os eixos motorizados são poucos: a Dashashwamedh Road, Luxa, Lanka–Assi e a Grande Estrada Troncal, com a cidade nova e os condomínios a oeste, para os lados de Sigra, Mahmoorganj e Bhelupur. O clima é subtropical úmido, com 1.000 a 1.100 mm de chuva concentrados de junho a setembro, verões de 40 a 45 °C e invernos de neblina densa na planície.

Na cheia, o rio tem de 500 a 700 m de largura neste trecho, mais do que parece visto dos degraus.

Cultura

Uma das casas do hindustani

Varanasi é uma das casas centrais da música clássica hindustani. A gharana de Benares formou linhagens inteiras de tabla e canto: Kishan Maharaj, Samta Prasad, Girija Devi (1929–2017), mestra do thumri, os irmãos Rajan e Sajan Mishra, e o shehnai de Ustad Bismillah Khan (1916–2006, Bharat Ratna em 2001), que tocava no templo de Balaji e virou o som de referência do país. Ravi Shankar nasceu aqui em 1920. A dançarina de kathak Sitara Devi, nascida em Kolkata, também se formou na tradição cultural de Benares. O calendário musical é público e barato: o Sankat Mochan Sangeet Samaroh reúne desde 1923 cinco a seis noites inteiras de concerto gratuito em abril, e no Assi Ghat há música clássica ao amanhecer todos os dias.

O eixo do hindi moderno

Em literatura, a cidade é o eixo do hindi moderno. Kabir, tecelão e poeta do século XV, nasceu aqui e sua obra é cantada por hindus, muçulmanos e sikhs. Tulsidas começou o Ramcharitmanas em 1574, em Ayodhya, e escreveu parte dele em Varanasi, onde viveu junto ao ghat que hoje leva o nome dele; é essa versão do Ramayana que a cidade encena todo ano. Bharatendu Harishchandra (1850–1885) é tratado como fundador da prosa hindi moderna; Premchand nasceu em Lamhi, a 4 km, em 1880; Jaishankar Prasad e, mais perto de nós, Kashinath Singh, com o romance “Kashi ka Assi” (2004), fixaram o retrato interno da cidade. A erudição em sânscrito segue viva na Sampurnanand Sanskrit Vishwavidyalaya, herdeira de um colégio de 1791, e na BHU.

Sari banarasi: a terceira economia cultural

Varanasi também vive do tear. O sari banarasi, com brocado de fios metálicos, tem indicação geográfica desde 2009 e é feito sobretudo por famílias muçulmanas Ansari em Madanpura, Alaipura e Lallapura; uma peça inteiramente à mão pode levar de duas semanas a seis meses. A cidade tem ainda uma rotina física própria, com os akharas de luta junto ao rio e a natação no Ganges, e um cinema que a usa como cenário e como tema, em filmes como “Masaan” (2015), “Raanjhanaa” (2013) e “Mukti Bhawan” (2016). Os moradores citam o “banarasipan”, mistura de deboche, ócio deliberado e desprezo por pressa, como identidade e como desculpa.

Festas e eventos

À noite, fileiras de luz e de fogo cobrem os degraus, com um templo iluminado ao fundo e a água na frente.
Dev Deepawali em Varanasi · Goutam1962 · CC BY-SA 4.0

Dev Deepawali

Na lua cheia de Kartik, quinze dias depois do Diwali: em 2026, no fim de novembro. Todos os 84 ghats são cobertos de lamparinas de barro acesas ao anoitecer; é a maior multidão do ano, com trânsito bloqueado, hotéis lotados com meses de antecedência e barcos vendidos por múltiplos do preço normal.

À noite, um rosto enorme de Shiva, iluminado de roxo, fica no alto de um palco, com feixes de luz e prédios em volta.
Mahashivratri · SayandeepDutta · CC BY 4.0

Mahashivratri

Fevereiro ou março, a noite dedicada a Shiva. Procissão do casamento do deus, filas de várias horas no Kashi Vishwanath desde a madrugada e consumo alto de bhang nas lojas licenciadas; a cidade velha fica praticamente intransitável por 24 horas.

À noite, o público vê um palco com um arco de ramos, fumaça branca e pessoas de rosa, branco e vermelho.
Ramlila de Ramnagar · Rosehubwiki, Kuber Patel · CC BY-SA 4.0

Ramlila de Ramnagar

Começa em Anant Chaturdashi, entre setembro e outubro, e segue por 31 noites até a lua cheia de Ashwin, com o Dussehra, a noite da morte de Ravana, no meio do ciclo. É encenada desde cerca de 1830 por iniciativa da família real. Não há microfone, palco fixo nem ingresso: o público caminha de um local a outro de Ramnagar conforme o enredo muda de cenário.

Dois tambores de madeira sobre um pano branco, ao sol.Ilustração com IA
Dois tambores · Nilo pelo mundo

Sankat Mochan Sangeet Samaroh

Cinco a seis noites de música clássica hindustani no pátio do templo de Hanuman, em abril, das 20h ao amanhecer, sem cobrar entrada, desde 1923. Leve algo para sentar no chão e conte com dormir tarde.

Serpente de bronze em espiral sobre um piso de pedra clara, ao sol.Ilustração com IA
Serpente · Nilo pelo mundo

Nag Nathaiya e Bharat Milap

Em Kartik, no Tulsi Ghat, o Nag Nathaiya encena Krishna dançando sobre a serpente Kaliya, com o público assistindo de barcos. O Bharat Milap, em Nati Imli, no dia seguinte ao Dussehra, dura cinco minutos e reúne dezenas de milhares de pessoas há mais de quatro séculos.

Livros e filmes

“Banaras: City of Light”, Diana L. Eck (1982)

O estudo de referência sobre a geografia sagrada da cidade: por que os ghats estão onde estão, o que significam os circuitos de peregrinação e como Kashi se lê como um mapa.

“Masaan”, de Neeraj Ghaywan (2015)

Filmado nos ghats e no crematório de Harishchandra, acompanha duas histórias sobre casta, dívida e classe média em Varanasi, sem a moldura turística habitual.

“Kashi ka Assi”, de Kashinath Singh (2004)

Romance satírico sobre o bairro de Assi entre os anos 1980 e 2000, a chegada dos estrangeiros e a conversão do cotidiano em produto; deu origem ao filme “Mohalla Assi”.

Perguntas frequentes

Varanasi: o táxi chega até a porta do hotel nos ghats?

Não: todo veículo para em Godowlia, no Assi ou em Sonarpura, e dali são 5 a 15 minutos a pé por vielas com degraus, mala na mão. Peça ao hotel o ponto exato de desembarque e um carregador antes de chegar, senão você mesmo leva a mala pelos degraus.

Varanasi: como ir do aeroporto aos ghats?

Táxi de balcão fixo ou aplicativo custa ₹800 a 1.400 até os ghats, e há ônibus para a estação Cantt.

Varanasi: como chegar a Sarnath e o que ver lá?

10 km a nordeste, 30 a 45 minutos de e-rickshaw ou táxi, ida e volta em meio dia. Ruínas budistas, estupa Dhamek de cerca de 43 m, museu de 1910 com o capitel de Ashoka e mosteiros de cinco países asiáticos.

Varanasi: qual é a moeda e quanto vale?

A moeda é a rupia indiana (₹), em torno de ₹88 a 90 por dólar e ₹16 por real em 2026; confira a cotação do dia.

Varanasi: qual é a melhor época para ir?

A janela boa é curta e clara: de meados de outubro a meados de março, com céu seco e máximas de 22 a 30 °C.

Outras cidades do país

Índia ↗
  • Dias
    3
    Quando
    jan–mar · out–dez
    Por pessoa/dia
    Média de 5.000–9.000 INRPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    2–3
    Quando
    jan–mar · out–dez
    Por pessoa/dia
    Média de 4.000–7.000 INRPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    2–3
    Quando
    jan–fev · nov–dez
    Por pessoa/dia
    Média de 6.000–12.000 INRPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    2–3
    Quando
    jan–fev · nov–dez
    Por pessoa/dia
    Média de 6.000–10.000 INRPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

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