
Índia
Nova Délhi
Délhi tem ruínas de sete capitais em trinta quilômetros
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
A cidade não serve a quem quer silêncio, calçada contínua ou passear sem plano. O ruído é constante, e o trânsito faz o dia render metade do previsto. Com um dia só, fora de segunda, entre no Forte Vermelho às 9h30, siga a pé até a Jama Masjid e almoce nos becos de Matia Mahal, ao lado. À tarde, vá de metrô ao Túmulo de Humayun e ao vizinho Sunder Nursery, e numa quinta-feira termine no qawwali de Nizamuddin, do outro lado da via. O rio decepciona: o Yamuna, motivo de a cidade existir, tem espuma de poluição nos ghats, então não monte passeio de beira d'água. O ar decepciona mais, porque de novembro a janeiro a poluição chega a fechar escolas, e por isso a melhor data é fevereiro ou março.
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Quando Fevereiro e março.
Como o guia chega a este número
Outubro a março é a alta temporada, mas de novembro a janeiro o ar fica em nível severo
Fevereiro e março. Outubro a março é a alta temporada, mas de novembro a janeiro o ar fica em nível severo
Por pessoa/dia Mochileiro ₹1.500–2.500 (cerca de R$80–135); conforto médio ₹5.000–9.000 (cerca de R$270–480); alto padrão a partir de ₹20.000 (cerca de R$1.070)
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaFique três dias em Délhi, um por época: Shahjahanabad, a Velha Délhi; o sul do Sultanato, do Qutub Minar a Hauz Khas; e a Délhi mogol e a de Lutyens, do Túmulo de Humayun ao India Gate. A cidade não serve a quem quer silêncio, calçada contínua ou passear sem plano. O ruído é constante, e o trânsito faz o dia render metade do previsto. Com um dia só, fora de segunda, entre no Forte Vermelho às 9h30, siga a pé até a Jama Masjid e almoce nos becos de Matia Mahal, ao lado. À tarde, vá de metrô ao Túmulo de Humayun e ao vizinho Sunder Nursery, e numa quinta-feira termine no qawwali de Nizamuddin, do outro lado da via. O rio decepciona: o Yamuna, motivo de a cidade existir, tem espuma de poluição nos ghats, então não monte passeio de beira d'água. O ar decepciona mais, porque de novembro a janeiro a poluição chega a fechar escolas, e por isso a melhor data é fevereiro ou março.Em Délhi, uma torre de vitória de 72,5 m começada em 1199, o túmulo mogol que serviu de modelo ao Taj Mahal e a cidade murada de Shah Jahan ficam em diferentes partes da cidade, ligadas pelo metrô. Pelo menos sete capitais se sucederam à beira do Yamuna. Na Velha Délhi, o minarete da Jama Masjid dá a vista dos telhados de Shahjahanabad, e de riquixá se chega a Khari Baoli, o maior mercado de especiarias da Ásia. No centro, os túmulos lodi do século XV dividem o Lodhi Garden com quem corre e faz ioga. Coma kebab nos becos de Matia Mahal, chole bhature e o butter chicken inventado em Daryaganj por volta de 1947. Numa quinta-feira, guarde a noite para o qawwali na dargah de Nizamuddin. Venha em fevereiro ou março, fuja de novembro a janeiro, quando a poluição chega a fechar escolas, e reserve três dias, um para cada época da cidade.
Ficha rápida
- População
- cerca de 22,7 mi no Território da Capital Nacional; cerca de 29 mi na aglomeração urbana; a NCR, com Gurugram, Noida, Ghaziabad e Faridabad, ultrapassa 45 mi (estimativas 2026)
- Fundação
- Ocupação desde cerca de 1000 a.C. no sítio de Indraprastha (Purana Qila); Lal Kot, a primeira cidade murada, por volta de 1052; Nova Délhi inaugurada como capital em 1931
- País e região
- Índia: Território da Capital Nacional de Délhi, planície indo-gangética, norte do país, 233 km a noroeste de Agra
- Idiomas
- Hindi e inglês são oficiais; punjabi e urdu têm status adicional. Placas de metrô e ruas costumam ser bilíngues; inglês funciona bem em hotéis, metrô e restaurantes, menos nos bazares
- Moeda
- Rupia indiana (INR, ₹). ₹100 ≈ R$5,40; US$ 1 ≈ ₹96 (fim de setembro de 2026). A nota de ₹2.000 foi retirada de circulação em 2023
- Fuso
- IST, UTC+5h30, sem horário de verão
- Melhor época
- Fevereiro e março. Outubro a março é a alta temporada, mas de novembro a janeiro o ar fica em nível severo
- Custo médio por dia
- Mochileiro ₹1.500–2.500 (cerca de R$80–135); conforto médio ₹5.000–9.000 (cerca de R$270–480); alto padrão a partir de ₹20.000 (cerca de R$1.070)
Quando ir
Fevereiro e março. Outubro a março é a alta temporada, mas de novembro a janeiro o ar fica em nível severo
abril
21° a 37°C
13 mm de chuva
maio
26° a 40°C
29 mm de chuva
junho
28° a 39°C
81 mm de chuva
julho
28° a 36°C
196 mm de chuva
agosto
27° a 34°C
227 mm de chuva
setembro
25° a 34°C
128 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
Fevereiro e março são os melhores meses: 12–28 °C, sol, jardins floridos e ar em nível apenas ruim, não severo. De abril a junho vem o período seco e quente, com máximas de 40–45 °C e picos acima de 47 °C, e entre 12h e 16h as ruas esvaziam porque a vida passa para dentro de casas, lojas e shoppings. Do fim de junho a setembro chega a monção, com cerca de 650–800 mm concentrados e umidade alta. Chove em pancadas curtas, o trânsito alaga e o Yamuna sobe: em julho de 2023 o rio atingiu o recorde de 208,66 m e inundou trechos da margem. Outubro traz o clima ideal e o pior problema junto, porque a queima de restos de colheita no Punjab e em Haryana, somada à inversão térmica, joga o índice de qualidade do ar para a faixa severa. De novembro a janeiro há dias com AQI acima de 400, escolas fechadas e restrições do plano GRAP, acionado 17 vezes entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Dezembro e janeiro combinam 5–20 °C com neblina densa, que atrasa voos e trens por horas. Se puder escolher, evite novembro; se vier de dezembro a janeiro, leve máscara PFF2/N95 e conte com um dia perdido por nevoeiro.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro · | 8 a 20 | 19 |
| fevereiro · | 11 a 24 | 22 |
| março · | 16 a 30 | 19 |
| abril | 21 a 37 | 13 |
| maio | 26 a 40 | 29 |
| junho | 28 a 39 | 81 |
| julho | 28 a 36 | 196 |
| agosto | 27 a 34 | 227 |
| setembro | 25 a 34 | 128 |
| outubro · | 20 a 33 | 14 |
| novembro · | 13 a 28 | 4 |
| dezembro · | 8 a 23 | 8 |
Dicas do Nilo
Compare o passe turístico com suas viagens de metrô
Com poucas viagens, o passe de três dias não se paga, e o cartão inteligente, com 10% de desconto por viagem, pode sair mais barato. A viagem avulsa custa ₹11–64. O passe de um dia sai por ₹200 e o de três por ₹500, os dois com ₹50 de depósito reembolsável, e nenhum vale na Airport Express. Some cinco minutos à entrada de cada estação para raio-X e revista, com folga maior no horário de pico.
Vá à Velha Délhi antes das 11h, nunca num domingo
A Velha Délhi, a Shahjahanabad de Shah Jahan, é um mercado atacadista que começa a trabalhar cedo e fecha quase inteiro no domingo. Chegue a Chandni Chowk antes das 11h, enquanto a circulação ainda anda, e vá de metrô até a estação Chandni Chowk, porque das 9h às 21h o eixo principal é fechado a carro. De lá, siga de riquixá de pedal até Khari Baoli, por ₹50–100, e peça na porta de um armazém para subir ao terraço e ver o pátio de sacas de especiaria, que não tem ingresso nem bilheteria.
Guarde a noite de quinta para o qawwali de Nizamuddin
Toda quinta-feira, depois da oração do maghrib, o pátio da dargah de Nizamuddin Auliya tem qawwali ao vivo, então deixe essa noite sem jantar marcado. Chegue com meia hora de folga e coma no caminho, nas casas de comida muçulmana dos becos da Nizamuddin Basti, que levam até a dargah. Na entrada, deixe os sapatos e cubra a cabeça com o lenço emprestado na porta.
Pouso depois das 23h30: táxi pré-pago da polícia
A Airport Express circula até por volta das 23h30, então quem pousa depois disso não tem metrô para o centro. No saguão, recuse quem oferece carona e use o táxi pré-pago do guichê supervisionado pela polícia, ou chame um carro por aplicativo. Conte ₹500 a ₹900 até o centro: de madrugada, com a rua vazia, a corrida leva cerca de 40 minutos, contra até 80 no horário de pico.
Saia do aeroporto com UPI e notas de até ₹100
Quase tudo na Índia se paga por UPI, e o UPI comum pede conta em banco indiano. Por isso, resolva a carteira UPI pré-paga ainda nos balcões do aeroporto, que a vendem a estrangeiros sem conta nem chip indianos. Se preferir dinheiro, saque logo na chegada, lembrando que o caixa costuma parar em ₹10.000 por operação, e peça notas de ₹10, ₹20, ₹50 e ₹100, porque banca de rua, autorriquixá e templo raramente têm troco para nota grande.
Reserve os jardins do presidente: abrem duas vezes por ano
A entrada no Amrit Udyan, os jardins do Rashtrapati Bhavan, é gratuita, mas só com horário reservado on-line. As duas janelas do ano ficam no inverno e no fim do verão; em 2026 foram de 3 de fevereiro a 31 de março e de 16 de agosto a 15 de setembro, e as datas seguintes saem no site do Rashtrapati Bhavan. Há folga às segundas, e na janela de inverno ainda há quiosques de reserva junto ao portão 35. Se a viagem cair em fevereiro, marque a visita, porque é o mês dos jardins floridos. A troca da guarda a cavalo acontece aos sábados e também exige inscrição prévia.
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Nova Délhi: O Yamuna e a cordilheira
Délhi está na planície indo-gangética, a cerca de 216 m de altitude, cortada de norte a sul pelo rio Yamuna, que corre pelo lado leste do território e há muito deixou de ser usável: o trecho urbano recebe esgoto de mais de vinte drenos, e a espuma da poluição é visível nos ghats. A oeste do rio fica Shahjahanabad, a cidade murada de Shah Jahan, hoje um mercado atacadista denso de becos organizados por produto: Khari Baoli (especiarias), Dariba Kalan (prata), Chawri Bazar (papel e convites) e Kinari Bazar (passamanaria).

Forte Vermelho (Lal Qila)
Palácio-fortaleza de Shah Jahan construído entre 1638 e 1648, com 2,4 km de muralha de arenito vermelho e Patrimônio Mundial desde 2007. Dentro, o Diwan-i-Am de 60 colunas e o Diwan-i-Khas, de onde Nader Shah levou o Trono do Pavão em 1739. Fecha às segundas; é do parapeito da Lahori Gate que o primeiro-ministro discursa todo 15 de agosto.
O palácio-fortaleza de Shah Jahan, construído de 1638 a 1648, vale pelo Diwan-i-Am de 60 colunas e pelo Diwan-i-Khas, de onde Nader Shah levou o Trono do Pavão em 1739. É do parapeito da Lahori Gate que o primeiro-ministro discursa todo 15 de agosto; entre às 9h30 e evite a segunda, quando fecha.
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Jama Masjid
Maior mesquita da Índia, concluída em 1656 por Shah Jahan, com pátio para cerca de 25 mil fiéis e dois minaretes de 40 m. A subida do minarete sul dá a melhor vista sobre os telhados de Shahjahanabad. Entrada gratuita, taxa para câmera; fechada a visitantes durante as cinco orações, ombros e pernas cobertos, sapatos na porta.
A maior mesquita da Índia, concluída em 1656, tem pátio para cerca de 25 mil fiéis, e a subida do minarete sul dá a melhor vista sobre os telhados de Shahjahanabad. Fica a uma caminhada do Forte Vermelho; vá entre as orações, porque nas cinco o recinto fecha a visitantes.
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Túmulo de Humayun e Sunder Nursery
Mausoléu de 1565–1572 encomendado por Bega Begum, primeiro grande jardim funerário mogol da Índia e Patrimônio Mundial desde 1993. Foi restaurado entre 2003 e 2013 pelo Aga Khan Trust, que também abriu em 2024 um museu subterrâneo no acesso. O ingresso costuma dar acesso ao conjunto, e o vizinho Sunder Nursery reúne mais quinze monumentos em parque ajardinado.
Bega Begum encomendou entre 1565 e 1572 o primeiro grande jardim funerário mogol, o Aga Khan Trust fez a restauração de 2003 a 2013 e o Sunder Nursery reúne mais quinze monumentos.
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Qutub Minar e o Pilar de Ferro
Torre de vitória de 72,5 m em cinco andares, iniciada em 1199 por Qutb ud-Din Aibak e completada por Iltutmish e, depois, por Firoz Shah Tughlaq em 1368. Ao lado, a mesquita Quwwat-ul-Islam foi erguida com colunas de 27 templos desmontados, e o Pilar de Ferro do século IV–V continua praticamente sem ferrugem. Patrimônio Mundial desde 1993; a escada interna está fechada desde o acidente de 1981.
A torre de vitória alcança 72,5 m em cinco andares e a mesquita ao lado foi erguida com colunas de 27 templos desmontados. O Pilar de Ferro continua praticamente sem ferrugem.
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Dargah de Nizamuddin Auliya
Santuário do santo sufi morto em 1325, no meio de um bairro de becos estreitos. Nas quintas-feiras, depois da oração do maghrib, há qawwali cantado ao vivo no pátio. Entrada gratuita, sapatos deixados na entrada, cabeça coberta para todos; o poeta Amir Khusrau e a princesa Jahanara Begum estão sepultados no mesmo recinto.
O santuário do santo sufi morto em 1325 vale sobretudo numa quinta-feira, quando o qawwali é cantado ao vivo no pátio depois da oração do maghrib. Chegue com meia hora de folga e coma antes nos becos da Nizamuddin Basti.
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Rashtrapati Bhavan e Amrit Udyan
Residência do presidente, concluída em 1929 com 340 cômodos e uma cúpula que cita a stupa de Sanchi. Os jardins mogóis, rebatizados Amrit Udyan, abrem ao público em duas janelas por ano, fechados às segundas e com reserva on-line gratuita: em 2026, de 3 de fevereiro a 31 de março e de 16 de agosto a 15 de setembro. A troca da guarda a cavalo acontece aos sábados, com inscrição prévia.
A residência do presidente foi concluída em 1929 com 340 cômodos, abre os jardins ao público só em duas janelas por ano com reserva gratuita e a troca da guarda a cavalo exige inscrição antes.
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Lodhi Garden
Trinta e seis hectares de parque construídos sobre um cemitério dinástico: os túmulos de Mohammed Shah (1444) e de Sikander Lodi (1517), o Bara Gumbad e o Sheesh Gumbad, dos séculos XV e XVI. Aberto do amanhecer ao anoitecer, sem ingresso, é onde a Délhi de bairro corre, faz ioga e ensaia casamento.
O parque foi construído sobre um cemitério dinástico e abre da aurora ao escurecer, num chão em que a Délhi de bairro corre, faz ioga e ensaia casamento.
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Gurudwara Bangla Sahib
Templo sikh do século XVIII com cúpula dourada e um tanque de água sagrada, o sarovar, no centro. A cozinha comunitária serve refeição gratuita a dezenas de milhares de pessoas por dia, sete dias por semana, e visitantes podem entrar e ajudar. Cabeça coberta com lenço fornecido na porta, pés lavados antes de entrar.
A cozinha comunitária do templo sikh serve refeição gratuita a dezenas de milhares de pessoas por dia, e quem visita pode entrar e ajudar. É a visita da noite nos dias sem qawwali, com a cabeça coberta e os pés lavados na entrada.
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Kartavya Path e India Gate
Eixo cerimonial de 3 km desenhado por Lutyens, rebatizado de Rajpath para Kartavya Path em 2022 e reformado no projeto Central Vista. No extremo leste, o arco de 42 m concluído em 1931 traz gravados mais de 13 mil nomes de soldados indianos mortos na Primeira Guerra e na campanha do Afeganistão; sob o dossel vizinho foi instalada em 2022 uma estátua de Subhas Chandra Bose.
São 3 km de eixo cerimonial, rebatizado em 2022, e um arco de 42 m com mais de 13 mil nomes gravados, vistos de longe, do outro lado de um gramado, num trecho ainda em obra do Central Vista. Não vale atravessar a cidade só por eles: encaixe a caminhada no fim da tarde do dia da Délhi de Lutyens.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Shahjahanabad, do forte ao mercado de especiarias
Chegue ao Forte Vermelho na abertura, por volta das 9h30, pela estação de metrô Lal Qila ou Chandni Chowk (linha violeta e linha amarela); reserve o ingresso on-line e evite segunda-feira, quando fecha.
Caminhe até a Jama Masjid, deixe os sapatos na porta e suba o minarete sul para ver a malha de telhados de Shahjahanabad.
Almoce nos becos de Matia Mahal (kebab, korma e pão khameeri) e desça a pé para Dariba Kalan, a rua da prata, com parada na casa de jalebi da esquina.
Pegue um riquixá de pedal por ₹50–100 até Khari Baoli, o maior mercado de especiarias da Ásia, e suba a um dos terraços de armazém para ver o pátio de sacas.
Termine no Raj Ghat ao pôr do sol, onde Gandhi foi cremado em 1948, e volte de metrô pela estação Delhi Gate.
Dia 2 · A Délhi do Sultanato, do sul para o centro
Comece às 8h no complexo do Qutub Minar (estação Qutab Minar, linha amarela, mais 10 minutos de auto) para pegar a luz baixa e pouca gente no Pilar de Ferro.
Atravesse para o Parque Arqueológico de Mehrauli e ande uma hora entre Jamali Kamali, o túmulo de Balban e o poço em degraus Rajon ki Baoli, quase todos sem bilheteria.
Almoce em Champa Gali ou em Lado Sarai, no eixo de galerias de Saket, e reserve a tarde para o complexo de Hauz Khas: o reservatório escavado por Alauddin Khalji por volta de 1300, a madrassa e o túmulo de Firoz Shah Tughlaq.
Vá de metrô ou táxi ao Lodhi Garden no fim da tarde e percorra os túmulos de Mohammed Shah (1444) e Sikander Lodi (1517) até o portão fechar.
Jante em Khan Market, a dez minutos a pé, e passe pelos murais do Lodhi Art District, iluminados até tarde.
Dia 3 · Mogóis, sufis e a cidade de Lutyens
Abra o dia no Túmulo de Humayun (estação JLN Stadium ou Hazrat Nizamuddin) e reserve tempo para o museu subterrâneo aberto em 2024 e para o túmulo de Isa Khan, mais antigo que o principal.
Atravesse para o Sunder Nursery e ande entre os quinze monumentos do parque; almoce em algum dos quiosques ou nos becos da Nizamuddin Basti.
À tarde, escolha entre o Museu Nacional, na Janpath, e a Gandhi Smriti, a antiga Birla House, onde Gandhi foi assassinado em 30 de janeiro de 1948.
Vá ao Kartavya Path no fim da tarde, caminhe até o India Gate e olhe o alinhamento em direção ao Rashtrapati Bhavan, projetado por Lutyens.
Na quinta-feira, termine na dargah de Nizamuddin Auliya depois da oração do maghrib, para ouvir o qawwali, e jante nos becos do bairro. Nos outros dias, visite o Gurudwara Bangla Sahib com a cabeça coberta e jante em Connaught Place, a quinze minutos a pé.
Comida
Ilustração com IAChai em kulhar
Chá preto fervido com leite, açúcar, gengibre e cardamomo, servido em copo de barro descartável ou em copinho de vidro. Custa ₹10–30 na banca de rua e cerca de ₹150 num café de bairro rico. As bancas servem desde cedo e seguem pelo dia inteiro; descarte o copo de barro no local indicado pelo vendedor.
Ilustração com IAChole bhature
Grão-de-bico em molho escuro e apimentado com um pão frito inflado do tamanho de um prato. Café da manhã pesado, típico da Délhi punjabi do pós-1947, ₹80–200. Sitaram Diwan Chand, em Paharganj, serve a versão mais copiada da cidade desde 1950.
Ilustração com IAParathas de Paranthe Wali Gali
Pão folhado recheado e frito em ghee, servido com picles, chutney de tamarindo e abóbora doce. O beco em Chandni Chowk vende isso desde a década de 1870, com recheios que vão de batata a amêndoa e banana. Refeição completa por ₹150–300.
Ilustração com IAButter chicken e dal makhani
Os dois pratos foram inventados por volta de 1947 em Daryaganj, quando cozinheiros refugiados de Peshawar reaproveitaram frango de tandoor em molho de tomate, manteiga e creme. É a contribuição de Délhi ao cardápio indiano global; um prato custa ₹350–700 em restaurante médio.
Ilustração com IAChaat
Categoria inteira de salgados de rua ácidos e apimentados: golgappe (esferas ocas cheias de água temperada), aloo tikki, papdi chaat e dahi bhalla com iogurte gelado. Come-se de pé, entre ₹40 e ₹120 a porção, no fim da tarde. Prefira bancas movimentadas, com fila e reposição rápida.
Ilustração com IAKebabs e nihari da Velha Délhi
Nos becos de Matia Mahal, ao redor da Jama Masjid: seekh e galouti kebab, korma e nihari, um ensopado de carne cozido a noite inteira e comido no café da manhã com pão khameeri. Karim's funciona ali desde 1913; Al Jawahar fica ao lado. Refeição de ₹250–600.
Ilustração com IAJalebi, kulfi e daulat ki chaat
Jalebi é espiral de massa frita mergulhada em calda, vendida quente na esquina de Dariba Kalan por uma casa que opera desde 1884. Kulfi é o sorvete denso de leite reduzido, servido recheado em frutas em Chawri Bazar. Daulat ki chaat, espuma de leite batida ao relento, só existe entre novembro e fevereiro.
Ilustração com IAMomos
Pastéis cozidos no vapor de origem tibetana e nepalesa, adotados como o lanche urbano de Délhi e servidos com molho vermelho apimentado. ₹50–120 o prato na rua; a versão mais próxima do original está em Majnu ka Tilla, a colônia tibetana instalada no norte da cidade desde os anos 1960.
Bate-voltas

Agra
233 km a sudeste, 1h40 a 2h de trem expresso saindo de Hazrat Nizamuddin ou da Estação de Nova Délhi, ou cerca de 3h30 de carro pela Yamuna Expressway. Taj Mahal, Forte de Agra e o túmulo de Itimad-ud-Daulah cabem em um dia longo; o Taj fecha às sextas-feiras e o ingresso de estrangeiro tem taxa extra para entrar no mausoléu.

Mathura e Vrindavan
150 km ao sul, cerca de 2h30 de carro ou de trem, no coração do circuito de peregrinação a Krishna, com mais de mil templos entre as duas cidades. Vale mais em Holi ou Janmashtami, quando as ruas viram festa contínua e a lotação obriga a sair de Délhi antes das 6h.

Neemrana
122 km a sudoeste, cerca de 2h30 de carro pela rodovia de Jaipur, num forte-palácio do século XV convertido em hotel e escalonado em terraços na encosta. Funciona como passeio de dia com almoço e visita paga, com poços em degraus na aldeia vizinha.
Por onde começar
Shahjahanabad, do forte ao mercado de especiarias

Chegue ao Forte Vermelho na abertura, por volta das 9h30, pela estação de metrô Lal Qila ou Chandni Chowk (linha violeta e linha amarela); reserve o ingresso on-line e evite segunda-feira, quando fecha.
A Délhi do Sultanato, do sul para o centro

Comece às 8h no complexo do Qutub Minar (estação Qutab Minar, linha amarela, mais 10 minutos de auto) para pegar a luz baixa e pouca gente no Pilar de Ferro.
Mogóis, sufis e a cidade de Lutyens

Abra o dia no Túmulo de Humayun (estação JLN Stadium ou Hazrat Nizamuddin) e reserve tempo para o museu subterrâneo aberto em 2024 e para o túmulo de Isa Khan, mais antigo que o principal.
Dinheiro
A moeda é a rupia indiana (INR, ₹), e ₹100 valiam cerca de R$5,40 no fim de setembro de 2026. As faixas de preço mais comuns: chai de rua ₹10–30, refeição de rua ₹60–150, prato em restaurante simples ₹200–400, jantar para dois em lugar médio ₹1.500–2.500, cerveja em bar ₹300–600, metrô ₹11–64, corrida curta de autorriquixá ₹60–150 e 5 km de Uber ₹150–250. Cama em hostel sai por ₹500–900, hotel médio limpo em Connaught Place ou no sul por ₹3.000–7.000 e os endereços de alto padrão a partir de ₹20.000. O pagamento local é dominado pelo UPI (PhonePe, Google Pay, Paytm), que exige conta em banco indiano. Estrangeiros conseguem uma carteira UPI pré-paga em balcões no aeroporto, mas o mais simples é combinar cartão nos restaurantes e lojas maiores com dinheiro vivo em notas pequenas de ₹10, ₹20, ₹50 e ₹100 para rua, autos e templos. Caixas eletrônicos são fáceis de achar e costumam limitar o saque a ₹10.000 por operação, com taxa do banco local somada à do seu. Gorjeta de 5% a 10% é usual em restaurante com serviço de mesa, e ₹50–100 para carregador ou guia. A taxa de serviço impressa na conta não é obrigatória por decisão judicial, e você pode pedir para retirá-la sem discussão.
Como chegar e se locomover

Do aeroporto: Airport Express no T3, linha magenta no T1
O Aeroporto Internacional Indira Gandhi (DEL) fica cerca de 16 km a sudoeste de Connaught Place e tem três terminais em operação, dois deles com metrô na porta. A linha laranja, a Airport Express, liga o Terminal 3 à Estação Ferroviária de Nova Délhi em cerca de 20 minutos por ₹60–70, funcionando das 4h45 às 23h30, aproximadamente; o Terminal 1 fica na linha magenta. Táxi por aplicativo custa ₹500–900 até o centro e leva de 40 a 80 minutos conforme o horário. De madrugada, prefira o balcão de táxi pré-pago da polícia, dentro do saguão. Os trens de longa distância partem de quatro estações: Nova Délhi (NDLS), Velha Délhi (DLI), Hazrat Nizamuddin (NZM) e Anand Vihar. Compre a passagem pelo site ou pelo aplicativo da IRCTC, e assim você escapa das agências falsas da calçada de Paharganj. Desde 22 de fevereiro de 2026, o corredor completo do Namo Bharat, o trem regional de 82 km, liga Sarai Kale Khan a Meerut em cerca de 58 minutos, por ₹20 a ₹150.
Metrô: cerca de 390 km e dez linhas
O metrô é o jeito prático de circular: cerca de 390 km, mais de 280 estações e dez linhas coloridas, funcionando das 6h às 23h, aproximadamente, com dois novos trechos da Fase 4 inaugurados em 8 de março de 2026. As tarifas foram reajustadas em agosto de 2025 e vão de ₹11 a ₹64 por viagem, com 10% de desconto no cartão inteligente. Há passes turísticos de 1 e 3 dias (cerca de ₹200 e ₹500, com depósito reembolsável) e bilhetes por QR code no aplicativo DMRC Momentum 2.0. Na entrada, as bolsas passam pelo raio-X e os passageiros pelo detector de metais e pela revista, e o primeiro vagão é reservado a mulheres; homem que entra por engano é gentilmente convidado a sair. Na superfície, ônibus da DTC e elétricos cobrem o que o metrô não alcança e oferecem gratuidade pelo Pink Saheli a residentes elegíveis de Délhi com 12 anos ou mais; visitantes não devem contar com esse benefício. Autorriquixás têm taxímetro (cerca de ₹30 na bandeirada), mas na prática o preço se negocia, e pelo Uber, Ola ou Rapido o preço já vem fechado no aplicativo. Caminhar funciona bem dentro de Lutyens, do Lodhi Garden, de Mehrauli e dos becos da Velha Délhi, e mal em quase todo o resto: a calçada some no meio da quadra, atravessar a rua exige negociação com o trânsito e a bicicleta só é razoável em parques.
Segurança

Délhi é uma cidade grande e navegável, e os riscos mais comuns são pequenos: golpes de agência de viagem e de motorista de riquixá, batedores de carteira em multidão (Estação Ferroviária de Nova Délhi, Paharganj, Chandni Chowk, vagões lotados) e trânsito. Atravessar a rua é a coisa mais perigosa do seu dia, porque a Índia tem uma das maiores taxas de mortalidade em acidentes rodoviários do mundo. Nunca atravesse sozinho: vá no meio de moradores e no passo deles. Mulheres viajando sozinhas relatam assédio verbal e apalpadelas em espaços apertados. As medidas práticas que as moradoras usam são o primeiro vagão do metrô, reservado a elas, aplicativos de táxi com viagem compartilhada em vez de carro na rua depois das 22h, e evitar ônibus vazios à noite. Anote os números antes de sair: emergência geral 112, polícia 100, ambulância 102, linha de apoio a mulheres 1091; há postos de polícia turística nos principais monumentos. Depois da explosão de um carro junto à estação de metrô do Forte Vermelho, em 10 de novembro de 2025, que matou quinze pessoas, a triagem de bolsas ficou mais rigorosa em metrô, monumentos e mercados, e alertas periódicos levam a bloqueios pontuais de rua. Conte com filas maiores e leve documento. Na saúde, o risco mais concreto é o ar de novembro a janeiro e a comida ou água mal manipuladas no verão.
Dicas de etiqueta
Sapatos fora, sempre
Descalce na entrada de templos, mesquitas, gurudwaras, dargahs e na maioria das casas. Há guarda-calçados gratuito ou por ₹10–20; leve meias, porque o piso de pedra ferve à tarde e gela em janeiro.
Cabeça coberta em gurudwara e dargah
No Bangla Sahib e em Nizamuddin, homens e mulheres cobrem a cabeça; lenços são emprestados na porta. Nos templos sikhs também se lavam os pés no canal antes de entrar.
Mão direita para comer, dar e receber
A mão esquerda é considerada impura. Entregue dinheiro, cartão ou comida com a direita, mesmo se você for canhoto, e coma com a direita quando estiver comendo com a mão.
Namaste em vez de aperto de mão
Junte as palmas na altura do peito e diga namaste: o gesto funciona com todo mundo e resolve a dúvida do cumprimento. Muitas mulheres não apertam a mão de homens, então espere que a mão seja estendida antes de estender a sua.
Roupa que cobre ombros e joelhos
Ombros e joelhos cobertos são obrigatórios em templos, mesquitas, gurudwaras e dargahs, e são também o padrão prático em Shahjahanabad e nos bairros residenciais. Shorts masculinos são raros fora de academias e áreas turísticas, e uma calça leve resolve inclusive o calor.
Negociar onde se negocia
Bazares como Chandni Chowk, Janpath, Sarojini Nagar e Karol Bagh esperam pechincha, e o primeiro preço a um estrangeiro costuma ser duas a três vezes o valor. Em lojas com etiqueta, restaurantes, farmácias e metrô, o preço é fixo e regatear soa mal.
Erros a evitar

Quem aborda perto da estação
Aceitar informação de quem aborda você na rua perto da Estação Ferroviária de Nova Délhi ou em Paharganj. O golpe padrão é dizer que seu hotel fechou, pegou fogo ou está interditado, e levá-lo a um ‘escritório de turismo do governo’ que vende um pacote caro. O único posto oficial é o India Tourism na Janpath, 88. Qualquer outro endereço que te ofereçam na calçada é conversa.
Riquixá sem preço nem aplicativo
Entrar em autorriquixá sem preço combinado nem aplicativo. Motoristas raramente ligam o taxímetro para estrangeiros, e a rota pode virar uma parada em loja de tapetes que paga comissão ao motorista. Combine o valor antes ou chame por Uber, Ola ou Rapido.
Planejar por quilômetro
Planejar o dia por distância em quilômetros. Doze quilômetros em Délhi podem levar 70 minutos de carro no horário de pico e 20 de metrô, então monte o roteiro por linha de metrô, não pelo mapa.
Na segunda, o Forte Vermelho e o Akshardham fecham
Cair na segunda-feira. Forte Vermelho e Akshardham fecham às segundas, o Túmulo de Humayun e o Qutub Minar abrem todos os dias, e a Jama Masjid suspende visitas nos horários das cinco orações.
Água de torneira e salada crua
Beber água de torneira, aceitar gelo de origem desconhecida ou comer salada crua em banca. Prefira água de garrafa lacrada, comida bem cozida e servida quente e frutas que você mesmo descasca. Uma banca movimentada pode ter reposição rápida, mas a fila não comprova higiene nem elimina o risco de contaminação.
Frases úteis
नमस्ते: namaste (namastê)
Olá e adeus, com as palmas juntas; serve para qualquer pessoa e qualquer hora
शुक्रिया / धन्यवाद: shukriya / dhanyavaad (chukriá / dhanniavád)
Obrigado; o primeiro é urdu e mais comum na rua, o segundo é hindi e mais formal
कितने का है? Kitne ka hai? (kitnê ka rê?)
Quanto custa? A frase que abre qualquer negociação de bazar
बहुत महँगा है: bahut mehenga hai (baút mehengá rê)
Está muito caro: o contra-lance educado ao primeiro preço
मीटर से चलिए: meter se chaliye (mítar se tchalie)
Ande pelo taxímetro, por favor: dito ao entrar no autorriquixá
मुझे नहीं चाहिए: mujhe nahin chahiye (mujê nahín tchahiê)
Não quero, obrigado: a recusa firme e sem grosseria a vendedores insistentes
Bairros
Shahjahanabad (Velha Délhi)
A cidade murada de Shah Jahan, hoje um mercado atacadista denso de becos organizados por produto: Khari Baoli (especiarias), Dariba Kalan (prata), Chawri Bazar (papel e convites), Kinari Bazar (passamanaria). Melhor de manhã cedo; a partir das 11h a circulação vira lenta e o trecho central de Chandni Chowk é fechado a veículos motorizados durante o dia, restando riquixás de pedal e a pé.
Connaught Place (Rajiv Chowk)
Anel georgiano de colunatas brancas desenhado por Robert Tor Russell e construído entre 1929 e 1933, com círculos interno, médio e externo. Concentra companhias aéreas, livrarias, bares, o mercado de rua de Janpath e a maior estação de baldeação do metrô; é o ponto zero para calcular distâncias na cidade.

Délhi de Lutyens
O distrito de poder: Rashtrapati Bhavan, os blocos Norte e Sul, o Parlamento, o Kartavya Path e as embaixadas de Chanakyapuri. Quarteirões de bangalôs em lotes de meio hectare, quase sem comércio, com as ruas mais arborizadas e mais patrulhadas da cidade.

Nizamuddin
Bairro em torno da dargah de Nizamuddin Auliya, morto em 1325, com becos de comida muçulmana e casas de qawwali. Do outro lado da via ficam o Túmulo de Humayun e o Sunder Nursery, parque histórico de cerca de 36 hectares reaberto em 2018; é o quarteirão que melhor mostra a Délhi mogol viva e não só em ruína.
Khan Market e Lodhi Colony
Khan Market é um mercado de duas fileiras erguido para refugiados em 1951 e hoje um dos aluguéis comerciais mais caros da Ásia, com livrarias, cafés e farmácias. Ao lado, Lodhi Colony guarda o Lodhi Art District, com cerca de 50 murais pintados desde 2015 nos blocos residenciais do fim do período britânico.
Hauz Khas e Saket
Hauz Khas cresceu em volta do reservatório escavado por Alauddin Khalji por volta de 1300 e da madrassa de Firoz Shah Tughlaq; o vilarejo virou um aglomerado de bares, estúdios e lojas de design. Saket, mais ao sul, é a Délhi de shopping center e cinema, com a área de Champa Gali e Lado Sarai concentrando galerias.

Mehrauli
A cidade mais antiga ainda habitada da região, colada ao complexo do Qutub Minar. O Parque Arqueológico de Mehrauli tem mais de cem estruturas em 80 hectares (Jamali Kamali, o túmulo de Balban, o poço em degraus Rajon ki Baoli) e quase nenhuma bilheteria.
Paharganj e Karol Bagh
Paharganj é o corredor de hotéis baratos em frente à Estação Ferroviária de Nova Délhi, com o Main Bazaar como espinha; funcional e barato, mas é onde se concentram os golpes de agência de viagem. Karol Bagh, a oeste, é o bairro de compras de eletrônicos, tecidos e roupa de casamento, com o Gaffar Market como referência.
História
séc. XI–XII · Lal Kot e Qila Rai Pithora
O rajaputo tomara Anangpal II ergue Lal Kot por volta de 1052 sobre o afloramento de quartzito de Mehrauli, onde a Cordilheira de Délhi encontra a planície. Prithviraj Chauhan amplia as muralhas no século XII e a chama de Qila Rai Pithora.
1192–1206 · O Sultanato de Délhi
Muhammad de Ghor derrota Prithviraj Chauhan na segunda batalha de Tarain, em 1192. Qutb ud-Din Aibak assume em 1206 e funda o Sultanato; o Qutub Minar começa em 1199 e Iltutmish o conclui nos anos 1220.
1303–1398 · Quatro capitais e o saque de Timur
Alauddin Khalji constrói Siri, Ghiyath al-Din Tughlaq levanta Tughlaqabad (1321–1325), Muhammad bin Tughlaq fecha Jahanpanah e chega a transferir a corte para Daulatabad em 1327, e Firoz Shah Tughlaq funda Firozabad em 1354. Em 1398 Timur toma a cidade, massacra a população e leva os artesãos para Samarcanda.
1526–1545 · Mogóis, Sher Shah e o Purana Qila
Babur derrota Ibrahim Lodi em Panipat, 90 km ao norte, e funda o Império Mogol em 1526. Humayun começa Dinpanah em 1533 e Sher Shah Suri, que o expulsa entre 1540 e 1545, termina as muralhas que hoje se chamam Purana Qila.
1565–1572 · O túmulo de Humayun, modelo para o Taj Mahal
Bega Begum encomenda o mausoléu de Humayun ao arquiteto Mirak Mirza Ghiyas: o primeiro grande jardim funerário mogol da Índia, com planta em char bagh e cúpula dupla. Cerca de sessenta anos depois, o Taj Mahal repete o esquema.
1638–1656 · Shahjahanabad
Shah Jahan transfere a capital de Agra e constrói o Forte Vermelho e a cidade murada de Shahjahanabad, com Chandni Chowk como eixo e um canal correndo no meio da avenida. A Jama Masjid, com pátio para 25 mil pessoas, fica pronta em 1656.

1739 · Nader Shah leva o trono
O persa Nader Shah saqueia Délhi, ordena um massacre que dura um dia e carrega o Trono do Pavão e o diamante Koh-i-Noor. O poder mogol vira formalidade e a cidade passa a trocar de dono entre marathas, afegãos e britânicos.
1857 · A revolta e a demolição
Os amotinados proclamam Bahadur Shah Zafar imperador; os britânicos retomam a cidade em setembro e exilam o último mogol em Rangum. A repressão inclui a demolição de bairros inteiros ao redor do Forte Vermelho e a conversão de metade do forte em quartel.
1911–1931 · A Nova Délhi de Lutyens
No Durbar de 1911, Jorge V anuncia a transferência da capital de Calcutá. Edwin Lutyens e Herbert Baker desenham uma cidade de hexágonos, avenidas radiais e bangalôs para funcionários; a nova capital é inaugurada em 1931, com o Rashtrapati Bhavan e seus 340 cômodos como centro.

1947–1984 · Partição, refugiados e o pogrom
Cerca de 500 mil refugiados punjabis chegam depois de 1947 e a população quase dobra em dois anos, criando Lajpat Nagar, Patel Nagar e Rajinder Nagar. Gandhi é assassinado na Birla House em 30 de janeiro de 1948; em novembro de 1984, após a morte de Indira Gandhi, cerca de 3.000 sikhs são mortos na cidade.
Ilustração com IA2002–2026 · Metrô, Central Vista e a Fase 4
A primeira linha do metrô abre em dezembro de 2002 e a frota de ônibus passa a gás natural por ordem da Suprema Corte. O novo Parlamento é inaugurado em maio de 2023, o corredor completo do Namo Bharat até Meerut entra em operação em 22 de fevereiro de 2026 e os primeiros trechos da Fase 4 do metrô, em 8 de março de 2026.
Ilustração com IAHistória completa
O corredor entre a cordilheira e o Yamuna
Délhi existe por causa de um estreitamento geográfico. A Cordilheira de Délhi, ponta norte dos Aravalli, encosta no rio Yamuna e forma um corredor de poucos quilômetros por onde passa quase todo o tráfego entre o noroeste da Ásia e a planície do Ganges. Quem controla esse corredor controla a estrada de invasão e a estrada de comércio. Por isso a cidade foi refundada tantas vezes: cada dinastia que chegou preferiu construir a sua própria capital murada perto do desfiladeiro em vez de reformar a anterior. O resultado é uma cidade com sete ou oito centros históricos espalhados por 30 km, do Qutub Minar ao sul até Shahjahanabad ao norte, e com mais de 1.300 monumentos catalogados, dos quais só uma minoria tem placa.
Mehrauli e as cinco dinastias muçulmanas, de 1206 a 1526
A paisagem que você vai percorrer no sul da cidade vem do Sultanato de Délhi, fundado em 1206, catorze anos depois da conquista ghúrida de 1192, e sediado em Mehrauli como a primeira administração muçulmana estável do subcontinente. Nos três séculos seguintes, cinco dinastias (mameluca, khalji, tughlaq, sayyid e lodi) deixaram cada uma sua fortaleza, seu poço em degraus e seus túmulos octogonais, hoje espalhados entre campos de golfe, parques e quintais. Desse período vem o vocabulário arquitetônico que Délhi ainda usa: arco em ponta, quartzito local revestido de gesso, cúpula sobre tambor. Duas catástrofes marcaram o ciclo, a transferência forçada da população para Daulatabad em 1327 e o saque de Timur em 1398, que esvaziou a cidade por décadas.
Mogol: a camada mais fotografada de Délhi
A segunda camada é mogol e é a que o turista fotografa. Humayun morre em 1556 caindo da escada da sua biblioteca, e o túmulo que a viúva ergue entre 1565 e 1572 inventa o formato que o Taj Mahal repetiria. Shah Jahan muda a capital de Agra para cá em 1648 e constrói Shahjahanabad, uma cidade murada de 6,5 km² organizada em torno de Chandni Chowk, com corporações de ofício distribuídas por rua: prataria em Dariba Kalan, papel em Chawri Bazar, especiarias em Khari Baoli. Essa lógica não morreu: a Velha Délhi ainda é um mercado atacadista organizado por quarteirão de produto, e Khari Baoli segue sendo o maior mercado de especiarias da Ásia.
O Forte Vermelho vira quartel, em 1857
A revolta de 1857 partiu a cidade ao meio. A repressão britânica destruiu bairros inteiros, transformou o Forte Vermelho em quartel, proibiu a volta de moradores muçulmanos por anos e encerrou a corte urdu de que Ghalib e Zauq faziam parte. Meio século depois, os mesmos britânicos decidiram que Délhi era imperial o bastante para ser capital de novo, e Lutyens desenhou Nova Délhi de costas para Shahjahanabad, com eixos monumentais, largura de avenida militar e nenhuma continuidade com a malha antiga. Essa ruptura ainda se vê ao andar: os becos estreitos da cidade murada terminam nas rotatórias largas e nos bangalôs arborizados do distrito de Lutyens.
1947 muda a demografia mais rápido que qualquer conquista
1947 muda a demografia mais rápido do que qualquer conquista militar. Cerca de meio milhão de refugiados punjabis chegam com a Partição e boa parte da população muçulmana parte para o Paquistão; a Délhi urdu vira uma Délhi punjabi, e o comércio, a comida e o sotaque acompanham. Depois vêm o Estado de Emergência e as demolições de 1975–77, a abertura econômica de 1991, o metrô em 2002 e a explosão da NCR: Gurugram, que era um vilarejo em 1990, hoje concentra torres corporativas de multinacionais. Por isso a cidade de hoje põe obras de metrô e corredores de trem rápido ao lado de dargahs do século XIV, e convive com uma crise de ar que fecha escolas todo inverno.
O Pilar de Ferro, ao lado do Qutub Minar, foi fundido entre os séculos IV e V e continua praticamente sem ferrugem.
Os túmulos do Sultanato não ficaram só nos parques: há mausoléus lodi do século XV dentro do campo do Delhi Golf Club, entre um buraco e outro.
Geografia e forma da cidade
O Yamuna e a cordilheira
Délhi está na planície indo-gangética, a cerca de 216 m de altitude, cortada de norte a sul pelo rio Yamuna, que corre pelo lado leste do território e há muito deixou de ser usável: o trecho urbano recebe esgoto de mais de vinte drenos e a espuma da poluição é visível nos ghats. O único relevo é a Cordilheira de Délhi, um esporão de quartzito dos Aravalli que entra pela cidade em quatro segmentos e sustenta o Ridge Norte, o Parque Sanjay Van e a área de Mehrauli. É também o que sobrou de mata seca e o motivo de a cidade ter macacos e pavões em bairros residenciais.
O clima e a monção
O clima é semiárido com monção: junho a setembro concentram quase toda a chuva anual de cerca de 650–800 mm, e o verão pré-monção chega a 45–48 °C.
Délhi tem três malhas urbanas coladas uma na outra
Urbanisticamente a cidade tem três lógicas incompatíveis coladas uma na outra: os becos orgânicos de Shahjahanabad, a geometria radial de Lutyens em hexágonos e círculos, e as colônias em grade construídas depois de 1947 e nos anos 1980, cada uma com seu mercado central de blocos. Em volta, a NCR se espalha por Haryana e Uttar Pradesh sem costura administrativa, o que explica por que o transporte e o ar são geridos por conselhos interestaduais.
Cultura

A capital institucional da cultura
Délhi é a capital institucional da cultura indiana: sedia a Sahitya Akademi, a Lalit Kala Akademi, a National School of Drama (fundada em 1959) e o cluster de teatros de Mandi House (Kamani, Sri Ram Centre, Shri Ram Bharatiya Kala Kendra) onde há temporada de teatro em hindi, dança kathak e música hindustânica quase toda semana. O Museu Nacional, na Janpath, guarda a Dançarina de Mohenjo-daro, em bronze, de cerca de 2500 a.C., e relíquias budistas atribuídas ao próprio Buda; há anos existe um plano de transferir o acervo para os blocos Norte e Sul, então vale conferir a situação antes de ir. A National Gallery of Modern Art, na Jaipur House ao lado do India Gate, cobre a arte indiana dos últimos duzentos anos, e a India Art Fair, em fevereiro, é a principal feira de arte do sul da Ásia.
Poesia urdu: a camada mais antiga e viva de Délhi
A camada mais antiga e mais viva é a poesia urdu e a música sufi. Mirza Ghalib morreu em 1869 na haveli de Ballimaran, hoje um pequeno museu, e a tradição de mushaira, o sarau em que se recita poesia e o público responde em voz alta, sobrevive em bairros como Nizamuddin e Jamia Nagar. Nas quintas-feiras à noite, o qawwali cantado na dargah de Nizamuddin liga direto ao século XIV, quando Amir Khusrau formalizou o gênero. Em paralelo, Délhi virou desde os anos 2000 o centro do rap em hindi e punjabi, com cenas nascidas em bairros periféricos como Khirki e Trilokpuri.
Críquete, multiplex e noite curta
No cotidiano, a cidade se divide entre o críquete no Estádio Arun Jaitley (o antigo Feroz Shah Kotla, de 1883), o cinema em multiplexes de shopping e uma vida noturna concentrada em Hauz Khas Village, Aerocity e Connaught Place, com a ressalva de que a idade legal para beber em Délhi é 25 anos e há dias secos em 26 de janeiro, 15 de agosto e 2 de outubro. A cidade é também um mosaico religioso funcional: templos hindus, a Jama Masjid, o Gurudwara Bangla Sahib, o Templo do Lótus bahá'í (1986), catedrais anglicanas e templos jainistas dividem o mesmo bairro sem que isso seja motivo de comentário local.
No mushaira, o sarau de poesia, o público responde ao poeta em voz alta, de um jeito que de longe parece correção.
Festas e eventos

Diwali (outubro ou novembro)
Cinco dias de lâmpadas, doces e compras; os mercados de Sadar Bazar e Lajpat Nagar ficam impraticáveis nas duas semanas anteriores. Fogos são restritos por decisão judicial a modelos ‘verdes’ e a poucas horas por noite, e o ar piora bastante nos dias seguintes.

Holi (março, lua cheia de Phalguna)
Um dia de pó colorido e água na rua, geralmente das 9h às 14h. Comércio, metrô e trânsito operam reduzidos, roupa branca velha é a fantasia padrão e o consenso local é que quem não quer participar fica em casa até a tarde.

Ramlila e Dussehra (setembro ou outubro)
Dez noites de teatro popular sobre o Ramayana no Ramlila Maidan e no gramado do Forte Vermelho, terminando com a queima de efígies gigantes de Ravana. É gratuito, começa por volta das 19h e atrai multidões enormes.

Ramadã e Eid al-Fitr
Durante o mês de jejum, os becos de Matia Mahal, ao lado da Jama Masjid, viram uma feira noturna de comida que funciona até depois da meia-noite. No Eid, a mesquita recebe orações de massa pela manhã e o acesso a visitantes fica suspenso por algumas horas.

Dia da República (26 de janeiro)
Desfile militar e de carros alegóricos das unidades federativas no Kartavya Path, com ensaios gerais nos dias anteriores e Beating Retreat em 29 de janeiro. Ingressos são vendidos on-line com antecedência, o centro fica bloqueado e várias estações de metrô fecham no dia.
Livros e filmes
Cidade dos Djins: William Dalrymple (1993)
Um ano de residência em Délhi cruzando o presente da cidade com suas camadas: 1947, 1857, os mogóis, o Sultanato. É o livro que ensina a enxergar as sete cidades sobrepostas.
Crepúsculo em Délhi: Ahmed Ali (1940)
Romance escrito na própria Shahjahanabad sobre uma família muçulmana entre 1911 e 1919, publicado quando a cultura que descreve ainda estava de pé. Registra o que a Partição desmontou sete anos depois.
Monsoon Wedding: Mira Nair (2001)
Casamento punjabi de classe média na Délhi do sul, filmado em casas, jardins e mercados reais. Mostra a cidade construída pelos refugiados de 1947, que quase não aparece nos guias.
Perguntas frequentes
Nova Délhi: que golpe aplicam perto da Estação Ferroviária de Nova Délhi e em Paharganj?
O golpe padrão é dizer que seu hotel fechou, pegou fogo ou está interditado, e levá-lo a um ‘escritório de turismo do governo’ que vende um pacote caro. O único posto oficial é o India Tourism na Janpath, 88.
Nova Délhi: como ir de metrô do aeroporto ao centro?
A linha laranja, a Airport Express, liga o Terminal 3 à Estação Ferroviária de Nova Délhi em cerca de 20 minutos por ₹60 a 70, funcionando das 4h45 às 23h30, aproximadamente; o Terminal 1 fica na linha magenta.
Nova Délhi: como fazer o bate-volta a Agra?
233 km a sudeste, 1h40 a 2h de trem expresso saindo de Hazrat Nizamuddin ou da Estação de Nova Délhi, ou cerca de 3h30 de carro pela Yamuna Expressway.
Nova Délhi: qual é a moeda e quanto vale?
A moeda é a rupia indiana (INR, ₹), e ₹100 valiam cerca de R$5,40 no fim de setembro de 2026.
Nova Délhi: qual é a melhor época para ir?
Fevereiro e março são os melhores meses: 12 a 28 °C, sol, jardins floridos e ar em nível apenas ruim, não severo.
Outras cidades do país
Índia ↗- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–mar · out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 4.000–7.000 INRPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–fev · nov–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 6.000–12.000 INRPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–fev · nov–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 6.000–10.000 INRPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–fev · nov–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 20–40 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
















