
Vietnã
Hanói
Phở, bún chả e o Bairro Antigo em volta do lago
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Um terceiro vai para o Lago Oeste, o rio e um ritmo mais lento, e um quarto rende mais em Ninh Bình ou Cát Bà do que dentro da cidade. Não venha atrás de calçada livre, silêncio ou horário elástico, porque a calçada é cozinha e estacionamento e cada prato só sai em certas horas. Com um dia só, tome phở às 7h, dê a volta no lago até o templo Ngọc Sơn e suba pelas ruas Hàng até o mercado Đồng Xuân. Almoce bún chả antes das 14h, passe a tarde no Templo da Literatura e termine na esquina de Tạ Hiện ao anoitecer, com bia hơi. Duas coisas decepcionam: o metrô, com 21,6 km, não passa perto do que você quer ver, e de novembro a março a poluição piora, com dias de céu branco no auge do inverno.
2–3
Quando Outubro e novembro: 22–28 °C, pouca chuva; outubro tem o céu mais limpo
Como o guia chega a este número
Hanói tem quatro estações de verdade, ao contrário do sul do país, e a melhor janela é outubro e novembro: 22 a 28 °C e pouca chuva, com outubro como o mês mais estável e de céu mais limpo, e novembro já com o ar começando a piorar. Setembro é transição, porque ainda cai na temporada de tufões, que vai de julho a setembro. De maio a agosto o problema é o calor, de 30 a 38 °C, com chuvas de monção no fim da tarde; julho é o mês que eu evitaria. O inverno, de dezembro a fevereiro, fica entre 13 e 20 °C, cinzento, com garoa fina (mưa phùn) e uma umidade que pede casaco. Março e abril trazem o nồm, com umidade acima de 90%, paredes e piso suando e roupa que não seca: uma camisa pendurada por dois dias continua molhada. A alta temporada segue esse calendário, e o pico de preços é a virada do ano ocidental; no Tết, entre o fim de janeiro e meados de fevereiro, o hotel não encarece, mas muitos restaurantes e lojas fecham por vários dias. A poluição do ar tem calendário próprio: piora de novembro a março, com dias de índice acima de 150, e quem tem problema respiratório deve levar máscara.
Por pessoa/dia Diária de US$ 25 a 45, com pouso simples, comida de rua e deslocamento urbano incluídos.
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaDois dias cobrem o centro: o lago Hoàn Kiếm, o Bairro Antigo, Ba Đình, a cidadela, o Templo da Literatura e a prisão Hỏa Lò. Um terceiro vai para o Lago Oeste, o rio e um ritmo mais lento, e um quarto rende mais em Ninh Bình ou Cát Bà do que dentro da cidade. Não venha atrás de calçada livre, silêncio ou horário elástico, porque a calçada é cozinha e estacionamento e cada prato só sai em certas horas. Com um dia só, tome phở às 7h, dê a volta no lago até o templo Ngọc Sơn e suba pelas ruas Hàng até o mercado Đồng Xuân. Almoce bún chả antes das 14h, passe a tarde no Templo da Literatura e termine na esquina de Tạ Hiện ao anoitecer, com bia hơi. Duas coisas decepcionam: o metrô, com 21,6 km, não passa perto do que você quer ver, e de novembro a março a poluição piora, com dias de céu branco no auge do inverno.Hanói gira em torno do lago Hoàn Kiếm, e ao norte dele as 36 ruas de guilda do Bairro Antigo ainda levam o nome do ofício que as ocupou desde o século XV, como a prata da Hàng Bạc e a seda da Hàng Gai. Caminhe entre casas-tubo de três metros de fachada até a cidadela imperial de Thăng Long e o Templo da Literatura, fundado em 1070. Reserve uma manhã de semana para o mausoléu de Hồ Chí Minh, na praça Ba Đình. A comida tem hora marcada: phở no café da manhã, bún chả na brasa até as 14h, bún ốc no meio da tarde e, ao anoitecer, bia hơi num banco de plástico de vinte centímetros virado para a rua. Na calçada se cozinha, se conserta moto e se janta, então quem quer andar desce para o asfalto. Venha em outubro ou novembro, com 22 a 28 °C e pouca chuva, de preferência em outubro, antes de o ar do inverno piorar, e guarde o fim de semana para o lago fechado aos carros.
Ficha rápida
- População
- cerca de 8,8 mi no município (2025); cerca de 19,8 mi na região metropolitana da capital
- Fundação
- Cidadela de Cổ Loa no séc. III a.C.; capital desde 1010, quando foi batizada Thăng Long
- País e região
- Vietnã, delta do rio Vermelho, norte do país
- Idioma
- Vietnamita; inglês funcional em hotéis, cafés e agências, pouco fora deles
- Moeda
- Dong vietnamita (VND); cerca de 26.000 VND por dólar em 2026
- Fuso horário
- UTC+7, sem horário de verão
- Melhor época
- Outubro e novembro: 22–28 °C, pouca chuva; outubro tem o céu mais limpo
- Custo médio por dia
- Diária de US$ 25 a 45, com pouso simples, comida de rua e deslocamento urbano incluídos.
Quando ir
Outubro e novembro: 22–28 °C, pouca chuva; outubro tem o céu mais limpo
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
Melhor épocanovembro
Melhor épocadezembro
O que muda ao longo do ano
Hanói tem quatro estações de verdade, ao contrário do sul do país, e a melhor janela é outubro e novembro: 22 a 28 °C e pouca chuva, com outubro como o mês mais estável e de céu mais limpo, e novembro já com o ar começando a piorar. Setembro é transição, porque ainda cai na temporada de tufões, que vai de julho a setembro. De maio a agosto o problema é o calor, de 30 a 38 °C, com chuvas de monção no fim da tarde; julho é o mês que eu evitaria. O inverno, de dezembro a fevereiro, fica entre 13 e 20 °C, cinzento, com garoa fina (mưa phùn) e uma umidade que pede casaco. Março e abril trazem o nồm, com umidade acima de 90%, paredes e piso suando e roupa que não seca: uma camisa pendurada por dois dias continua molhada. A alta temporada segue esse calendário, e o pico de preços é a virada do ano ocidental; no Tết, entre o fim de janeiro e meados de fevereiro, o hotel não encarece, mas muitos restaurantes e lojas fecham por vários dias. A poluição do ar tem calendário próprio: piora de novembro a março, com dias de índice acima de 150, e quem tem problema respiratório deve levar máscara.
Dicas do Nilo
Para comer bún chả, sente antes das 14h
As barracas de brasa do bún chả só servem até o começo da tarde, e depois das 14h a fumaça da grelha já sumiu da calçada. Metade da comida de Hanói só existe dentro de uma janela de horário: xôi xéo em folha de bananeira antes das nove da manhã, por 15.000 a 25.000 VND, phở no café da manhã, bún ốc no meio da tarde e bia hơi a partir do fim do dia. Monte o resto do dia em volta desses horários.
Mausoléu: manhã de terça, não fim de semana
No fim de semana, a fila do mausoléu de Hồ Chí Minh é de excursões escolares inteiras. Ele abre só nas manhãs de terça, quarta, quinta, sábado e domingo. Chegue à praça Ba Đình antes das 8h, num dia de semana, com ombros e joelhos cobertos e sem chapéu. Mãos fora dos bolsos; lá dentro não se fala nem se fotografa. Confirme a data antes de sair do hotel, porque o fechamento anual para manutenção dura semanas, em geral entre junho e agosto.
Do aeroporto, o ônibus 86 custa 45.000 VND
Ele faz o mesmo trajeto do aplicativo, que cobra 200.000 a 300.000 VND, e com pouca bagagem leva os mesmos 40 a 60 minutos. Nội Bài fica a 27 km do centro, e o expresso 86 sai do terminal, passa pelo lago Hoàn Kiếm e chega à estação de trem. As linhas 7, 17 e 90 cobram menos ainda, mas enchem e demoram mais; deixe-as para quando estiver sem mala.
Da sexta à noite ao domingo, o lago é só de pedestres
É o único momento em que você atravessa as ruas em volta do lago Hoàn Kiếm sem negociar com moto nenhuma. Elas fecham para veículos de sexta à noite a domingo à noite, e a ginástica em grupo, o badminton e as barracas tomam o asfalto. Guarde o passeio a pé pelo Bairro Antigo para esse fim de semana e deixe mausoléu, cidadela e museus para os dias úteis.
Saque de uma vez: cada saque custa até 50.000 VND
O caixa eletrônico cobra de 20.000 a 50.000 VND por saque. Tire um valor alto de uma vez, em vez de repetir a operação em dias seguidos. Ande com notas pequenas: o copo de bia hơi custa 5.000 a 10.000 VND, e a barraca não troca nota grande. O QR code pendurado no guarda-sol resolve tudo entre vietnamitas. Para você, quase nunca resolve; na rua, use dinheiro.
Na rua do trem, entre por um café licenciado
O trecho da rua do trem entre Trần Phú e Phùng Hưng só pode ser visitado hoje a partir dos cafés licenciados da beira dos trilhos. Sente-se num deles, peça um cà phê nâu đá e pergunte no balcão a que horas passa o próximo trem. Quem fica de pé sobre os trilhos leva multa e corre risco de verdade.
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Abrir o appO que ver
Hanói: O rio, os diques e os lagos
Hanói cresceu na margem direita do rio Vermelho, num delta plano cheio de lagos, e o centro de quem visita é o lago Hoàn Kiếm. Em volta dele ficam o Bairro Antigo, os hotéis, as agências, os bares e a maior parte dos preços em dólar da cidade.

Lago Hoàn Kiếm e templo Ngọc Sơn
Lago de 12 hectares no centro, com a Torre da Tartaruga sobre uma ilhota e o templo Ngọc Sơn, do século XIX, alcançado pela ponte vermelha Thê Húc. As ruas em volta ficam fechadas a veículos de sexta à noite a domingo à noite.
No meio da cidade, a Torre da Tartaruga ocupa uma ilhota nos 12 hectares de água, e a ponte Thê Húc leva ao templo Ngọc Sơn do século XIX. O entorno interdita veículos no período de sexta à noite até domingo à noite.
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Bairro Antigo
Cerca de 36 ruas de guilda formadas a partir do século XV. Repare nas casas-tubo estreitas e compridas, resultado de um imposto colonial cobrado por metro de fachada; a do nº 87 da rua Mã Mây está restaurada e aberta à visita.
As casas compridas e estreitas nasceram de um imposto cobrado pela largura da fachada, e uma delas abre por dentro para quem quiser entrar; cerca de 36 ruas, desde o século XV; número 87 da rua Mã Mây.
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Templo da Literatura
Fundado em 1070 e ampliado em 1076 com o Quốc Tử Giám, primeira universidade do Vietnã. Guarda 82 estelas de pedra sobre tartarugas com os nomes dos doutores formados entre 1442 e 1779, inscritas no registro Memória do Mundo da UNESCO.
Tem origem em 1070 e em 1076 ganha o Quốc Tử Giám, a universidade que inaugura o ensino superior do país, e 82 placas de rocha em cima de tartarugas grafam os doutores formados de 1442 a 1779, placas que entraram na Memória do Mundo.
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Cidadela Imperial de Thăng Long
Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2010. Reúne a porta Đoan Môn, a torre da bandeira de 1812 e, no nº 18 da rua Hoàng Diệu, escavações abertas em 2002 que expuseram treze séculos de fundações sobrepostas, além do bunker D67, posto de comando militar da guerra.
Porta, torre de bandeira e escavações com fundações empilhadas de muitos séculos, mais um abrigo de comando, contam a capital por camadas; patrimônio mundial desde 2010; torre de 1812 e escavações de 2002.
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Complexo Ba Đình
A praça onde a independência foi declarada em 1945, o mausoléu de Hồ Chí Minh (1975), o Pagode de Um Pilar (1049, reconstruído em 1955) e a casa sobre palafitas onde ele morou de 1958 a 1969. O mausoléu abre só de manhã, de terça a quinta e no fim de semana, com regras estritas de roupa e silêncio.
Praça da proclamação, túmulo, pagode de um pilar e casa sobre palafitas formam um conjunto, e o túmulo só recebe de manhã com regra de roupa e de silêncio; proclamação em 1945, mausoléu de 1975; pagode de 1049, refeito em 1955.
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Prisão Hỏa Lò
Construída pelos franceses em 1896 como Maison Centrale e usada até 1993; hoje é museu. A maior parte da exposição trata dos presos políticos vietnamitas do período colonial e uma sala menor dos pilotos americanos detidos ali a partir de 1964.
Erguida em 1896 pelos franceses e usada até 1993, a antiga cadeia hoje é museu e dedica o grosso da mostra aos presos políticos vietnamitas do período colonial, com um espaço reduzido para os pilotos americanos detidos ali desde 1964.
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Lago Oeste, Trấn Quốc e Quán Thánh
O maior lago da cidade, com cerca de 500 hectares e 17 km de volta. Na margem sul estão o pagode Trấn Quốc, de origem no século VI e transferido para a ilhota em 1615, e o templo taoista Quán Thánh, com uma estátua de bronze de Trấn Vũ de quatro toneladas, fundida em 1677.
A volta é longa e, na margem sul, um pagode transferido para uma ilhota divide o espaço com um templo que guarda um bronze pesado; cerca de 500 hectares e 17 km; bronze de quatro toneladas, de 1677.
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Ponte Long Biên
Ponte ferroviária e rodoviária de 1902, com quase 1,7 km de vãos de treliça projetados pela firma Daydé & Pillé. Bombardeada repetidamente entre 1967 e 1972, nunca foi reconstruída por inteiro; passou por obras de reparo concluídas em maio de 2026.
São quase 1,7 km de treliça de 1902, com as obras de reparo terminadas só em maio de 2026. Vinte minutos a pé pela passarela lateral, e não tente atravessar pelos trilhos.
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Museu de Etnologia do Vietnã
Aberto em 1997, no oeste da cidade, documenta os 54 grupos étnicos reconhecidos no país. No jardim há casas tradicionais remontadas em tamanho real, entre elas a casa comunal Bahnar, com cerca de 19 metros de altura.
O museu documenta os 54 grupos étnicos do Vietnã e remonta no jardim casas tradicionais em tamanho real, como a comunal Bahnar, de 19 m. Fica, porém, no oeste da cidade, longe do lago e do Bairro Antigo, e a visita pede meia manhã contando ida e volta.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O lago, o Bairro Antigo e a esquina de bia hơi
Comece às 7h com uma tigela de phở numa barraca da rua Bát Đàn ou Lý Quốc Sư e um cà phê nâu đá em seguida.
Dê a volta no lago Hoàn Kiếm, entre no templo Ngọc Sơn pela ponte Thê Húc e veja a Torre da Tartaruga da margem leste.
Percorra as ruas Hàng do Bairro Antigo até o mercado Đồng Xuân, de 1889, e entre na casa restaurada do nº 87 da rua Mã Mây.
Almoce bún chả antes das 14h; qualquer barraca com fumaça de brasa na calçada serve.
Termine ao anoitecer num banco de plástico da esquina de Tạ Hiện com um copo de bia hơi.
Dia 2 · Ba Đình, a cidadela e a história oficial
Chegue à praça Ba Đình antes das 8h para a fila do mausoléu; ombros e joelhos cobertos, sem foto lá dentro.
Siga no mesmo complexo para o Pagode de Um Pilar, de 1049, e a casa sobre palafitas onde Hồ Chí Minh morou de 1958 a 1969.
Atravesse para a Cidadela Imperial de Thăng Long: porta Đoan Môn, bunker D67 e as escavações do nº 18 da rua Hoàng Diệu.
Almoce em Đống Đa e visite o Templo da Literatura, com as 82 estelas de doutores formados entre 1442 e 1779.
Feche o dia na prisão Hỏa Lò e, se der tempo, numa sessão do teatro de marionetes sobre água.
Se ficar mais
Dia 3 · Lago Oeste, rio e um dia mais lento
Saia cedo para o pagode Trấn Quốc e o templo Quán Thánh, na ponta sul do lago Oeste.
Dê a volta pela margem norte, por Nghi Tàm e Quảng An, e pare nos jardins de flores da península.
Vá ao Museu de Etnologia do Vietnã e reserve duas horas, contando o jardim com as casas remontadas.
Volte para o rio no fim da tarde e caminhe até a ponte Long Biên, que teve os reparos concluídos em maio de 2026.
Jante chả cá na rua que leva o nome do prato e termine com um cà phê trứng no Café Giảng.
Comida
Ilustração com IAPhở
Caldo de osso de boi cozido por horas com anis-estrelado, gengibre e canela, macarrão de arroz e carne fatiada. Em Hanói vem com pouca erva e sem molho doce, ao contrário da versão do sul; come-se no café da manhã, 45.000–70.000 VND.
Ilustração com IABún chả
O almoço padrão da cidade: hambúrgueres de porco e fatias de barriga grelhados na brasa, servidos numa tigela de caldo agridoce com mamão em conserva, ao lado de macarrão de arroz e um monte de ervas. Só se serve até o começo da tarde.
Ilustração com IAChả cá
Peixe marinado em açafrão-da-terra e galanga, frito na chapa sobre a mesa com uma quantidade improvável de endro e cebolinha, servido com bún e amendoim. Nasceu no século XIX na rua que hoje se chama Chả Cá.
Ilustração com IABánh cuốn
Folhas finíssimas de massa de arroz cozidas no vapor sobre um pano esticado, recheadas com porco e cogumelo e cobertas de cebola frita. A versão de Thanh Trì vem sem recheio; o molho é nước chấm morno.
Ilustração com IABún ốc e bún riêu
Sopas de macarrão de arroz com caldo azedo de tomate e vinagre: bún ốc leva caracóis de água doce, bún riêu leva pasta de caranguejo de arrozal. Comida de meio de tarde, servida em barracas com bancos baixos.
Ilustração com IACà phê trứng
Café coado coberto por gema batida com leite condensado, inventado no Café Giảng em 1946, quando faltava leite fresco. Serve-se quente, em xícara pequena apoiada numa tigela de água quente; cerca de 35.000 VND.
Ilustração com IABia hơi
Cerveja de barril fabricada e vendida no mesmo dia, sem pasteurização, entregue em barris de alumínio no fim da tarde. Custa 5.000–10.000 VND o copo e se bebe em bancos de plástico na calçada, com a esquina de Tạ Hiện como endereço mais conhecido.
Ilustração com IAXôi xéo
Arroz glutinoso amarelado com açafrão-da-terra, feijão-mungo prensado em lâminas, cebola frita e um fio de gordura. É o café da manhã mais tradicional da cidade, vendido em folhas de bananeira empilhadas pelas calçadas.
Bate-voltas

Ninh Bình e Tràng An
95 km ao sul, 2h de carro ou 2h15 de trem até a estação de Ninh Bình. Karst calcário no meio de arrozais, com passeio de barco a remo em Tràng An, Patrimônio Mundial desde 2014, o templo de Bái Đính e o mirante de Hang Múa, no alto de cerca de 500 degraus.

Baía de Hạ Long e Cát Bà
165 km a leste, 2h30 pela autoestrada CT02. Dá para ir e voltar no mesmo dia, mas sobra pouco tempo na água; a alternativa é uma noite a bordo ou ficar na ilha de Cát Bà, do lado do arquipélago de Lan Hạ.

Bát Tràng e Đường Lâm
Bát Tràng fica a 14 km a sudeste, 30 minutos de carro ou pelo ônibus 47, e faz cerâmica desde o século XIV. Đường Lâm está a 44 km a oeste, cerca de 1h15, e é uma aldeia de casas de laterita e muros de terra preservados desde o século XVII.
Por onde começar
O lago, o Bairro Antigo e a esquina de bia hơi

Comece às 7h com uma tigela de phở numa barraca da rua Bát Đàn ou Lý Quốc Sư e um cà phê nâu đá em seguida.
Ba Đình, a cidadela e a história oficial

Chegue à praça Ba Đình antes das 8h para a fila do mausoléu; ombros e joelhos cobertos, sem foto lá dentro.
Lago Oeste, rio e um dia mais lento

Saia cedo para o pagode Trấn Quốc e o templo Quán Thánh, na ponta sul do lago Oeste.
Dinheiro
A moeda é o dong (VND), e ela vem com muitos zeros: cerca de 26.000 VND por dólar e 4.500–5.000 VND por real em 2026, com a cotação mudando dia a dia. Em vez de fazer conta a cada compra, guarde de cabeça as faixas de preço: café gelado com leite condensado 20.000–35.000 VND, café de gema 35.000–50.000, tigela de phở 45.000–70.000, prato de bún chả 40.000–60.000, copo de bia hơi 5.000–10.000, refeição em restaurante com mesa e ar-condicionado 150.000–350.000, cama de hostel 150.000–300.000, hotel simples no centro 500.000–900.000, quatro estrelas 1,5–3 milhões. Um dia inteiro com comida de rua, transporte público e hospedagem simples cabe em US$ 25 a 45. Dinheiro resolve tudo na rua; cartão funciona em hotéis, supermercados e restaurantes maiores, e entre vietnamitas o pagamento por QR code é onipresente, com o código plastificado pendurado até no guarda-sol da barraca. Caixas eletrônicos cobram de 20.000 a 50.000 VND por saque, por isso compensa sacar valores maiores de uma vez. Não há cultura de gorjeta: em barraca de rua ninguém dá, em restaurante com serviço basta arredondar a conta para cima, e guias e motoristas de dia inteiro costumam receber 100.000–200.000 VND.
Como chegar e se locomover
Do aeroporto ao centro: ônibus 86 ou aplicativo
O aeroporto internacional de Nội Bài (HAN) fica 27 km ao norte, ligado ao centro pela ponte Nhật Tân e pela avenida Võ Nguyên Giáp; a viagem leva de 40 a 60 minutos conforme o horário. O ônibus expresso 86 vai do terminal à estação ferroviária de Hanói passando pelo lago Hoàn Kiếm, por 45.000 VND; as linhas comuns 7, 17 e 90 custam menos e demoram mais. Os aplicativos (Grab, Be e Xanh SM, de táxis elétricos) têm pontos de embarque sinalizados nos terminais T1 e T2 e cobram por volta de 200.000 a 300.000 VND até o Bairro Antigo. Táxi de rua com taxímetro fica na mesma faixa; confirme que o taxímetro foi ligado e prefira as empresas grandes. Quem não confirma corre o risco de pagar um valor sem relação nenhuma com esses números.
Metrô: duas linhas, 21,6 km ao todo
Dentro da cidade há duas linhas de metrô, somando 21,6 km em 2026: a 2A Cát Linh–Hà Đông, de 13,1 km, aberta em novembro de 2021, e o trecho elevado da linha 3, Nhổn–Cầu Giấy, aberto em agosto de 2024; o prolongamento subterrâneo da linha 3 até a estação de Hanói está previsto para 2027. A passagem avulsa custa de 8.000 a 15.000 VND conforme a distância, com passe diário em torno de 30.000 VND, e desde setembro de 2025 a bilhetagem é integrada com os ônibus urbanos, cuja tarifa é calculada por quilômetro rodado. Fora dos eixos do metrô, o transporte real é a moto: o mototáxi por aplicativo custa menos que o carro e é mais rápido no engarrafamento, e é assim que a maioria se desloca quase o tempo todo. O centro é caminhável em distâncias curtas, com a ressalva de que a calçada costuma estar ocupada e o pedestre acaba andando na pista; nos fins de semana as ruas em volta do lago Hoàn Kiếm viram área de pedestres. Alugar moto sem a habilitação reconhecida no país é ilegal e invalida o seguro. Com o seguro invalidado, um acidente sai do seu bolso, inclusive a conta de hospital.
Segurança
Hanói tem índice baixo de crime violento, e caminhar à noite no centro é comum, inclusive sozinho. O risco mais frequente é o furto por arrancada: celular ou bolsa levados por dupla em moto, sobretudo perto do lago Hoàn Kiếm, na rua Tạ Hiện e na saída dos bares depois da meia-noite. Usar o celular de costas para a pista e levar a bolsa do lado da calçada evita a maior parte dos casos. Os golpes que existem são de valor pequeno e sempre os mesmos: táxi com taxímetro acelerado, motorista que afirma que o seu hotel fechou e leva a outro, engraxate que começa a consertar o sapato sem combinar preço, vendedora que apoia o balaio de frutas no seu ombro para a foto e cobra depois, e a conta de bar que chega com itens a mais. Confira a conta linha por linha antes de pagar, ninguém se ofende com isso. O maior perigo objetivo aqui é o trânsito: o Vietnã registra por volta de 6 a 7 mil mortes anuais em acidentes de rua, a maioria em motocicleta, e alugar moto sem experiência real é a decisão mais arriscada que um visitante toma nesta cidade. Água de torneira não se bebe; o gelo de restaurantes e barracas estabelecidas é industrial e seguro. Não há área do centro que se deva evitar por questão de segurança.
Dicas de etiqueta
Tirar os sapatos
Em casas particulares, em muitos templos e em restaurantes com estrado de madeira, os sapatos ficam na porta. Se houver pares alinhados na entrada, a regra vale para você também.
Duas mãos para dar e receber
Cartão, dinheiro, presente ou copo passam com as duas mãos, ou com a direita apoiando a esquerda no antebraço. Uma mão só é aceitável entre amigos da mesma idade, nunca com quem é mais velho.
Como chamar alguém
O vietnamita escolhe o pronome pela idade relativa: anh para um homem um pouco mais velho, chị para uma mulher, em para alguém mais novo, ông e bà para idosos. Errar é comum e perdoado; um “xin chào” resolve quando a idade não estiver clara.
No mausoléu e nos templos
Ombros e joelhos cobertos, sem chapéu, sem conversa e sem foto dentro do mausoléu; mãos fora dos bolsos. Em templos budistas, não aponte os pés na direção do altar nem passe na frente de quem está rezando.
A mesa e o copo
Quem serve começa pelo mais velho. Numa mesa de bia hơi o brinde é coletivo: espere o “một, hai, ba, dô!” antes de beber. Pauzinhos espetados em pé no arroz lembram o incenso dos mortos e não se fazem.
A cabeça e o toque
Não se toca na cabeça de ninguém, nem de criança. Afeto entre casais em público é discreto, e para chamar alguém se acena com a palma virada para baixo, nunca para cima.
Erros a evitar
Entre devagar e mantenha a velocidade
Parar no meio da rua ao atravessar é a única coisa que costuma render buzina: a regra local é entrar devagar, andar em linha reta e manter a velocidade constante, deixando que as motos calculem o desvio. Frear no meio é o que causa acidente.
Confiar no taxímetro sem ver a empresa
Confiar no taxímetro sem olhar o nome da empresa. Fora das companhias grandes e dos aplicativos existem carros com taxímetro adulterado no entorno do Bairro Antigo e da estação; combinar o preço antes ou usar aplicativo resolve.
Procurar bún chả na hora do jantar
Achar que bún chả se come à noite. As barracas de brasa só servem até o começo da tarde, e quem chega para jantar encontra a grelha apagada: a barraca não fechou de vez, apenas passou a hora do prato.
O mausoléu à tarde ou numa segunda
Programar o mausoléu de Hồ Chí Minh para a tarde ou para uma segunda-feira. Ele abre só nas manhãs de terça, quarta, quinta, sábado e domingo, e fecha por várias semanas seguidas para manutenção, em geral entre junho e agosto.
Rua do trem: só pelos cafés licenciados desde 2025
Tratar a rua do trem como passeio livre. Desde março de 2025 os tours em grupo estão proibidos e o acesso ao trecho de Trần Phú e Phùng Hưng se dá pelos cafés licenciados; ficar sobre os trilhos fora disso rende multa e risco real.
Frases úteis
Xin chào
Olá (pron. “sin tchao”)
Cảm ơn
Obrigado (pron. “cám ơn”, com o “ơ” entre â e o)
Bao nhiêu tiền?
Quanto custa? (pron. “bao nhiêu tiên”)
Không cay, cảm ơn
Sem pimenta, obrigado (pron. “khong cai, cám ơn”)
Ngon quá
Está muito bom (pron. “ngon goá”): dito ao dono da barraca, sempre funciona
Một, hai, ba, dô!
Um, dois, três, vamos! (pron. “mót, hai, ba, zô”): o brinde coletivo antes de beber
Bairros

Hoàn Kiếm
Centro histórico e turístico: o lago, o Bairro Antigo ao norte e o traçado francês ao sul. Concentra hotéis, agências, bares e a maior parte dos preços em dólar da cidade.
Bairro Antigo (36 ruas)
Malha medieval de ruas estreitas cujos nomes ainda dizem o ofício antigo: Hàng Bạc (prata), Hàng Mã (papel), Hàng Gai (seda). Comércio no térreo, moradia em cima, casas-tubo de três metros de largura.
Ba Đình
O bairro do poder: praça Ba Đình, mausoléu, Assembleia Nacional, ministérios e a maioria das embaixadas. Ruas largas, arborizadas e bem mais silenciosas que o centro.
Tây Hồ
Península e margens do lago Oeste, com Nghi Tàm e Quảng An. Mora ali boa parte dos estrangeiros de longa estadia; pagodes antigos, cafés caros e a via mais corrida da cidade ao amanhecer.

Đống Đa
Denso, residencial e sem turismo, a sudoeste do centro. Abriga o Templo da Literatura, o outeiro de Đống Đa e a comida de bairro a preço de bairro.
Hai Bà Trưng
Ao sul, entre o rio e a estação ferroviária. Mistura fábricas antigas convertidas, universidades e o parque Thống Nhất; a rua Khâm Thiên atravessa a área bombardeada em 1972.
Cầu Giấy e Mỹ Đình
O oeste construído depois de 2000: torres de escritório, condomínios, o estádio Mỹ Đình e a linha 3 do metrô. Onde a cidade se parece com qualquer capital asiática recente.

Long Biên
Margem esquerda do rio Vermelho, do outro lado das pontes. Bairro de mercado atacadista, hortas de aluvião sob a ponte Long Biên e expansão imobiliária recente.
História
séc. III a.C. · A cidadela de Cổ Loa
An Dương Vương ergue muralhas concêntricas em Cổ Loa, 17 km a nordeste do centro atual. É o maior sítio fortificado do delta antes da chegada chinesa.
866 · Đại La, forte chinês
O governador Cao Biền reconstrói a fortaleza de Đại La sobre o dique do rio Vermelho, durante o milênio de domínio chinês encerrado em 938.
1010 · Thăng Long, o dragão que sobe
Lý Thái Tổ transfere a capital de Hoa Lư para Đại La e a rebatiza Thăng Long. É a data que funda a cidade como capital.
1070–1076 · Templo da Literatura
A corte ergue o Văn Miếu em honra a Confúcio e, seis anos depois, o Quốc Tử Giám, primeira universidade do país.
1428 · Lê Lợi refunda a corte
Depois de dez anos de guerra, os Ming são expulsos e a dinastia Lê reinstala o governo em Thăng Long. A lenda da espada devolvida à tartaruga do lago Hoàn Kiếm nasce desse episódio.
1831 · O nome Hà Nội
O imperador Minh Mạng cria a província de Hà Nội, “dentro dos rios”. A capital já estava em Huế desde 1802.
1873–1902 · A cidade francesa
Francis Garnier ataca a cidadela em 1873 e Henri Rivière repete o ataque em 1882. Em 1888 Hanói vira cidade de concessão francesa e em 1902 capital da Indochina Francesa.

1945 · A independência em Ba Đình
Em 2 de setembro, Hồ Chí Minh lê a declaração de independência na praça Ba Đình diante de centenas de milhares de pessoas.

1946–1954 · Guerra e retomada
A resistência contra a França começa nas ruas do centro em 19 de dezembro de 1946. Em 10 de outubro de 1954 o Việt Minh entra em Hanói, data celebrada até hoje.
1972 · Linebacker II
Entre 18 e 29 de dezembro, bombardeios de B-52 atingem a rua Khâm Thiên e o hospital Bạch Mai. A resposta antiaérea é lembrada como “Điện Biên Phủ no ar”.
1986–hoje · Đổi Mới e expansão
As reformas de 1986 abrem a economia. Em 2008 a cidade absorve a província de Hà Tây e triplica de área; em 1º de julho de 2025 os distritos são extintos e Hanói passa a ter 126 bairros e comunas.
Ilustração com IAHistória completa
Cổ Loa, a cidadela do século III a.C.
A ocupação deste território é anterior ao nome da cidade. No século III a.C., An Dương Vương ergueu em Cổ Loa, 17 km a nordeste do centro atual, uma cidadela de muralhas em espiral: o maior sítio fortificado do delta antes da anexação chinesa. Durante os mil anos de domínio chinês, entre 111 a.C. e 938 d.C., o ponto virou posto administrativo: em 866 o governador Cao Biền reconstruiu a fortaleza de Đại La sobre o dique do rio Vermelho. Quando Ngô Quyền derrotou a frota chinesa no rio Bạch Đằng em 938, a região já tinha muralha, mercado e porto fluvial.
A corte sai de Hoa Lư em 1010
Em 1010, Lý Thái Tổ tirou a corte de Hoa Lư, encaixada entre montanhas de calcário, e a trouxe para a planície. O edito de transferência justificava a escolha pela posição central no delta e pelo rio; ele chamou o lugar de Thăng Long, “dragão ascendente”. Nos quatro séculos seguintes, as dinastias Lý, Trần e Lê construíram a cidadela, o Templo da Literatura em 1070 e a primeira universidade do país em 1076, e em volta das muralhas se acomodaram as aldeias de artesãos que deram origem ao Bairro Antigo: cada rua com um ofício e o prefixo Hàng, “mercadoria”. Em 1428, Lê Lợi expulsou os Ming e refundou a corte ali. Em 1802 os Nguyễn levaram a capital para Huế e, em 1831, Minh Mạng rebatizou o lugar de Hà Nội, “dentro dos rios”: nome de província, não de capital.
A França chegou em duas ondas
A França chegou em duas ondas. Francis Garnier tomou a cidadela em 1873 e morreu poucos dias depois; Henri Rivière repetiu o ataque em 1882 e morreu também; em 1883 o protetorado estava assinado. Em 1888 Hanói virou cidade de concessão francesa e, em 1902, capital de toda a Indochina Francesa. A administração colonial demoliu boa parte da cidadela, aterrou canais e desenhou ao sul do lago Hoàn Kiếm um bairro de quadras retas, com a catedral de São José (1886), a prisão Hỏa Lò (1896), a ponte Long Biên (1899–1902), projetada pela firma Daydé & Pillé e batizada Paul Doumer, e a Ópera (1911).
O século XX: independência de 1945 e a guerra
Em 2 de setembro de 1945, Hồ Chí Minh leu a declaração de independência na praça Ba Đình. A guerra contra a França começou nas ruas do centro em 19 de dezembro de 1946 e terminou com a entrada do Việt Minh em Hanói em 10 de outubro de 1954. Durante a guerra seguinte, boa parte da população foi evacuada para o campo e, entre 18 e 29 de dezembro de 1972, os bombardeios da operação Linebacker II atingiram a rua Khâm Thiên e o hospital Bạch Mai; a resposta antiaérea entrou na memória local como “Điện Biên Phủ no ar”. O mausoléu de Hồ Chí Minh foi inaugurado em 1975, no mesmo ponto da praça onde ele havia falado trinta anos antes.
O presente começa em 1986
O presente começa em 1986, com as reformas do Đổi Mới, que legalizaram o comércio privado e devolveram à calçada a função que ela tinha antes de 1954. A cidade cresceu para fora: em 2008 absorveu a província de Hà Tây, passando de cerca de 900 km² para 3.359 km², e a população municipal chegou a cerca de 8,8 milhões em 2025. O metrô veio tarde para o tamanho da cidade: a primeira linha abriu em 2021, a segunda em 2024, e juntas somam hoje 21,6 km. Duas mudanças recentes se notam na rua: em 1º de julho de 2025 os distritos foram extintos e a cidade foi reorganizada em 126 bairros e comunas; a partir de 1º de julho de 2026 começou a restrição às motos a gasolina dentro do anel viário 1, iniciada por um piloto em onze ruas do Bairro Antigo.
Geografia e forma da cidade
O rio, os diques e os lagos
Hanói ocupa a margem direita do rio Vermelho, num delta plano de 5 a 20 metros acima do nível do mar, protegido por um sistema de diques que existe desde o século XI e que ainda define até onde a cidade pode crescer. O rio corre a nordeste do centro e é atravessado por Long Biên (1902), Chương Dương (1985), Thăng Long (1985), Vĩnh Tuy e Nhật Tân (2015). O interior é cheio de lagos, restos de meandros antigos: Hoàn Kiếm, com 12 hectares, no centro; Tây Hồ, o lago Oeste, com cerca de 500 hectares e 17 km de perímetro; Trúc Bạch e Bảy Mẫu.
Três lógicas de malha e os anéis
A malha urbana tem três lógicas justapostas: as ruas curtas e tortas do Bairro Antigo, herdadas das aldeias de artesãos; as avenidas arborizadas e as vilas do plano francês entre Hoàn Kiếm e Ba Đình; e os anéis viários Vành đai 1, 2 e 3, mais o 4 em obras, com torres residenciais a oeste, em Cầu Giấy e Nam Từ Liêm.
Clima de monção e o ar do inverno
O clima é subtropical úmido, com inverno seco e frio e verão de monção, e a poluição do ar do inverno é agravada pela inversão térmica sobre a planície.
A fachada de três metros das casas-tubo do Bairro Antigo é herança de um imposto colonial que cobrava por metro de frente para a rua.
Cultura
A cultura oficial do país sai daqui
Hanói produz a cultura oficial do país: a Ópera de 1911, o Teatro Nacional de Tuồng, a academia de música e as editoras estatais ficam aqui. A forma cênica mais antiga ainda em atividade é o múa rối nước, teatro de marionetes sobre água nascido nas aldeias alagadas do delta por volta do século XI, hoje encenado várias vezes por dia no teatro Thăng Long, à beira do lago Hoàn Kiếm, com orquestra ao vivo. O ca trù, canto de câmara acompanhado de tambor e alaúde de três cordas, está na lista da UNESCO de patrimônio em necessidade urgente de salvaguarda desde 2009 e sobrevive em poucas casas do Bairro Antigo.
A literatura moderna se escreveu aqui
A literatura moderna vietnamita se escreveu em grande parte aqui: o grupo Tự Lực Văn Đoàn nos anos 1930, a sátira colonial de Vũ Trọng Phụng e, depois de 1986, a onda crítica do Đổi Mới, com “A Dor da Guerra”, de Bảo Ninh, escrito na cidade e publicado em 1990. Nas artes plásticas, a Escola Superior de Belas-Artes da Indochina, fundada em 1925, criou a tradição da pintura sobre laca e sobre seda que o Museu de Belas-Artes documenta. A cena contemporânea é pequena e se concentra em espaços independentes e cafés-galeria de Tây Hồ e do Bairro Antigo.
Budismo, ancestrais, taoismo e as deusas mãe
A vida religiosa é uma sobreposição sem conflito de budismo mahayana, culto aos ancestrais, taoismo e culto às deusas mãe, o đạo Mẫu, reconhecido pela UNESCO em 2016, com suas sessões de transe hầu đồng em templos do centro. No dia a dia, porém, a cultura mais visível é a da calçada: café gelado com leite condensado às sete da manhã, badminton e ginástica em grupo à beira dos lagos antes do amanhecer, futebol acompanhado em massa quando a seleção joga, e a esquina de bia hơi ao anoitecer.
No teatro de marionetes sobre água, à beira do lago Hoàn Kiếm, não dá para descobrir quem move os bonecos, por mais que se procure a sessão inteira.
Festas e eventos
Ilustração com IATết Nguyên Đán
Ano-novo lunar, entre o fim de janeiro e meados de fevereiro. As famílias voltam para casa, o comércio fecha por três a cinco dias e a cidade fica mais vazia que em qualquer outro momento do ano; a rua Hàng Mã vende papel votivo e enfeites vermelhos no mês anterior.

Festival de Gióng
Em Sóc Sơn, no 6º dia do 1º mês lunar, e em Phù Đổng, no 9º dia do 4º mês lunar. Reencenação da batalha do herói mítico Thánh Gióng, com centenas de figurantes; inscrito pela UNESCO em 2010.
Ilustração com IAFestival de Cổ Loa
Do 6º ao 16º dia do 1º mês lunar, na cidadela de Cổ Loa. Procissão em honra de An Dương Vương, com luta, xadrez humano e tiro de besta, a arma ligada à lenda do lugar.
Ilustração com IATết Trung Thu
Festa do meio do outono, na lua cheia do 8º mês lunar, em setembro ou outubro. Lanternas, bolos bánh nướng e bánh dẻo e dança do leão nas ruas; a rua Hàng Mã fica intransitável nas duas semanas anteriores.
Ilustração com IA2 de setembro e 10 de outubro
Dia Nacional, aniversário da declaração de independência de 1945 em Ba Đình, e Dia da Libertação da Capital, que marca a entrada do Việt Minh em 1954. Bandeiras, desfiles em anos redondos e trânsito fechado no centro.
Livros e filmes
“A Dor da Guerra”, de Bảo Ninh (1990)
Romance escrito em Hanói por um veterano do 27º batalhão de jovens voluntários; explica o silêncio da geração que voltou do sul e o que a cidade fez com essa memória.
“Mùa hè chiều thẳng đứng” / “Verão em Hanói”, de Trần Anh Hùng (2000)
Filme rodado em locações da cidade; mostra a rotina doméstica, os quintais e a luz de uma Hanói anterior às torres do oeste.
“Số đỏ” / “Sorte Grande”, de Vũ Trọng Phụng (1936)
Sátira da elite de Hanói nos anos 1930, entre a moda francesa e a hierarquia confucionista. Explica a camada colonial que ainda está de pé ao sul do lago.
Perguntas frequentes
Hanói: como ir do aeroporto ao centro?
O ônibus expresso 86 vai do terminal à estação ferroviária de Hanói passando pelo lago Hoàn Kiếm, por 45.000 VND; as linhas comuns 7, 17 e 90 custam menos e demoram mais. Os aplicativos (Grab, Be e Xanh SM, de táxis elétricos) têm pontos de embarque sinalizados nos terminais T1 e T2 e cobram por volta de 200.000 a 300.000 VND até o Bairro Antigo.
Hanói: qual é a moeda e quanto vale?
A moeda é o dong (VND), e ela vem com muitos zeros: cerca de 26.000 VND por dólar e 4.500 a 5.000 VND por real em 2026, com a cotação mudando dia a dia.
Hanói: qual é a melhor época para ir?
Hanói tem quatro estações de verdade, ao contrário do sul do país, e a melhor janela é outubro e novembro: 22 a 28 °C e pouca chuva, com outubro como o mês mais estável e de céu mais limpo, e novembro já com o ar começando a piorar.
Hanói: onde preciso tirar os sapatos?
Em casas particulares, em muitos templos e em restaurantes com estrado de madeira, os sapatos ficam na porta.
Hanói: é seguro andar pelo centro à noite?
Hanói tem índice baixo de crime violento, e caminhar à noite no centro é comum, inclusive sozinho.
Outras cidades do país
Vietnã ↗- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–mar · dez
- Por pessoa/dia
- Média de 1.500.000–2.500.000 VNDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
Roteiros que passam por aqui
Tailândia, Camboja e Vietnã em 15 diasO grande circuito da IndochinaBangkok · Chiang Mai · Siem Reap · Ho Chi Minh · Hanói12–16 dias5 cidades
Vietnã e Camboja em 7 diasDe Hanói a AngkorHanói · Ho Chi Minh · Siem Reap7–9 dias3 cidades
Tailândia e Vietnã em 10 diasMercados e templos do Sudeste AsiáticoBangkok · Chiang Mai · Hanói · Ho Chi Minh9–13 dias4 cidades






