
Chile
Ilha de Páscoa
A pedreira de Rano Raraku, os quinze moais de Ahu Tongariki e a cratera de Rano Kau no meio do Pacífico
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
No primeiro dia, depois do pouso em Mataveri, eu caminharia pela orla de Hanga Roa, de Hanga Piko até Tahai, para ver o pôr do sol. Dedicaria o segundo e o terceiro dias completos a percorrer o Parque Nacional com um guia local credenciado: um dia para o nascer do sol em Ahu Tongariki, a pedreira de Rano Raraku, Ahu Te Pito Kura e o banho de mar em Anakena; o outro para Ahu Vinapu, a cratera de Rano Kau, a aldeia de Orongo, Puna Pau e Ahu Akivi. No quarto dia, eu subiria ao cume do Maunga Terevaka pela manhã, com guia se o parque exigir, e guardaria a tarde para a igreja de Hanga Roa, um mergulho saindo da Caleta Hanga Roa Otai ou uma volta tranquila a Anakena. Quem puder ficar cinco dias ganha margem preciosa contra aguaceiros e vento.
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Quando Outubro a abril; outubro, novembro, março e abril têm temperaturas amenas entre 22 °C e 25 °C e menos filas nos sítios, enquanto fevereiro traz o festival Tapati Rapa Nui e de maio a agosto há mais pancadas de chuva e vento.
Como o guia chega a este número
Rapa Nui pode ser visitada o ano inteiro graças ao clima subtropical marítimo sem inverno rigoroso, mas a melhor época vai de outubro a abril. Outubro, novembro, março e abril combinam temperaturas agradáveis entre 22 °C e 25 °C, mar já convidativo para banho em Anakena e para mergulho nas caletas, boa luz para fotografar os moais e preços de passagem e hospedagem mais contidos que no pico do verão. Dezembro a fevereiro é a alta temporada, com máximas perto de 27 °C e foco na primeira quinzena de fevereiro, quando acontece a Tapati Rapa Nui: é a época mais vibrante da cultura local, mas exige reservar voo e pousada com muitos meses de antecedência. De maio a agosto (inverno austral), as máximas ficam em torno de 20 °C e as mínimas perto de 14 °C, mas o vento sul ganha força e maio costuma registrar o maior volume mensal de chuva; ainda assim, os aguaceiros são passageiros e os sítios arqueológicos ficam quase vazios.
Por pessoa/dia Econômico cerca de 39.700 CLP; médio cerca de 93.600 CLP; confortável cerca de 197.000 CLP por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Como o guia chega a este número
Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
Econômico cerca de 39.700 CLP; médio cerca de 93.600 CLP; confortável cerca de 197.000 CLP por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026). Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu reservaria quatro dias para a Ilha de Páscoa, contando o da chegada: é o mínimo para compensar as mais de cinco horas de voo desde Santiago sem correr pelos sítios nem perder o nascer do sol se chover numa manhã. No primeiro dia, depois do pouso em Mataveri, eu caminharia pela orla de Hanga Roa, de Hanga Piko até Tahai, para ver o pôr do sol. Dedicaria o segundo e o terceiro dias completos a percorrer o Parque Nacional com um guia local credenciado: um dia para o nascer do sol em Ahu Tongariki, a pedreira de Rano Raraku, Ahu Te Pito Kura e o banho de mar em Anakena; o outro para Ahu Vinapu, a cratera de Rano Kau, a aldeia de Orongo, Puna Pau e Ahu Akivi. No quarto dia, eu subiria ao cume do Maunga Terevaka pela manhã, com guia se o parque exigir, e guardaria a tarde para a igreja de Hanga Roa, um mergulho saindo da Caleta Hanga Roa Otai ou uma volta tranquila a Anakena. Quem puder ficar cinco dias ganha margem preciosa contra aguaceiros e vento.Eu iria à Ilha de Páscoa para ver de perto a escala dos moais contra o tamanho do oceano em volta: rostos de pedra de vários metros numa ilha de 163,6 km² cercada por milhares de quilômetros de Pacífico aberto. Na cratera de Rano Raraku, centenas deles continuam presos à rocha em diferentes estágios de entalhe, e é ali que se entende como uma sociedade polinésia isolada produziu quase novecentas estátuas. Em Ahu Tongariki, quinze moais reerguidos encaram o interior com a arrebentação nas costas, e no penhasco de Rano Kau a aldeia de Orongo mostra a fase em que a disputa política passou das estátuas para a competição anual do Homem-Pássaro.
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A visita não é uma caminhada solitária por ruínas abandonadas. A cultura rapa nui está viva nas ruas de Hanga Roa, na língua falada pelas famílias, nas canoas polinésias que saem das caletas e na gestão comunitária de Ma'u Henua, que exige guia local credenciado nos sítios do parque para proteger as plataformas sagradas.
Ficha rápida
- População
- 4.800 habitantes na comuna de Isla de Pascua, que abrange a ilha inteira, segundo o Censo 2024 do INE (7.750 no censo de 2017). A projeção demográfica do INE para 2024, calculada antes do censo, era de 8.872. Quase toda a população vive em Hanga Roa, a única localidade urbana.
- Fundação
- Colonização polinésia liderada na tradição oral pelo ariki Hotu Matu'a (séculos IX–XII d.C.); primeiro contato europeu pelo holandês Jakob Roggeveen no domingo de Páscoa, 5 de abril de 1722; anexação ao Chile em 9 de setembro de 1888.
- País e região
- Chile, Região de Valparaíso, província e comuna de Isla de Pascua (território especial), na Polinésia oriental, a cerca de 3.700 km da costa continental chilena.
- Idioma
- Espanhol chileno e língua rapa nui (vananga rapa nui), de tronco polinésio oriental, falada no cotidiano das famílias e ensinada nas escolas da ilha.
- Moeda
- Peso chileno (CLP); cerca de CLP 964 por dólar na referência de 24 de setembro de 2026. Dólares em espécie são aceitos em agências de mergulho, guias e na tarifa internacional do parque.
- Fuso horário
- Pacific/Easter: UTC-6 no horário padrão de inverno e UTC-5 no horário de verão, do início de setembro ao início de abril (duas horas atrás de Santiago).
- Melhor época
- Outubro a abril; outubro, novembro, março e abril têm temperaturas amenas entre 22 °C e 25 °C e menos filas nos sítios, enquanto fevereiro traz o festival Tapati Rapa Nui e de maio a agosto há mais pancadas de chuva e vento.
- Custo médio por dia
- Econômico cerca de 39.700 CLP; médio cerca de 93.600 CLP; confortável cerca de 197.000 CLP por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026). Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
Quando ir
Outubro a abril; outubro, novembro, março e abril têm temperaturas amenas entre 22 °C e 25 °C e menos filas nos sítios, enquanto fevereiro traz o festival Tapati Rapa Nui e de maio a agosto há mais pancadas de chuva e vento.
maio
18° a 23°C
117 mm de chuva
junho
17° a 22°C
109 mm de chuva
julho
16° a 21°C
113 mm de chuva
agosto
16° a 21°C
97 mm de chuva
setembro
16° a 22°C
97 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
Rapa Nui pode ser visitada o ano inteiro graças ao clima subtropical marítimo sem inverno rigoroso, mas a melhor época vai de outubro a abril. Outubro, novembro, março e abril combinam temperaturas agradáveis entre 22 °C e 25 °C, mar já convidativo para banho em Anakena e para mergulho nas caletas, boa luz para fotografar os moais e preços de passagem e hospedagem mais contidos que no pico do verão. Dezembro a fevereiro é a alta temporada, com máximas perto de 27 °C e foco na primeira quinzena de fevereiro, quando acontece a Tapati Rapa Nui: é a época mais vibrante da cultura local, mas exige reservar voo e pousada com muitos meses de antecedência. De maio a agosto (inverno austral), as máximas ficam em torno de 20 °C e as mínimas perto de 14 °C, mas o vento sul ganha força e maio costuma registrar o maior volume mensal de chuva; ainda assim, os aguaceiros são passageiros e os sítios arqueológicos ficam quase vazios.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro · | 20 a 27 | 81 |
| fevereiro · | 21 a 28 | 69 |
| março · | 20 a 27 | 87 |
| abril · | 19 a 26 | 123 |
| maio | 18 a 23 | 117 |
| junho | 17 a 22 | 109 |
| julho | 16 a 21 | 113 |
| agosto | 16 a 21 | 97 |
| setembro | 16 a 22 | 97 |
| outubro · | 16 a 23 | 91 |
| novembro · | 18 a 24 | 75 |
| dezembro · | 19 a 26 | 70 |
Dicas do Nilo
Resolva o FUI e a hospedagem registrada antes de ir ao aeroporto de Santiago
Para não residentes, a PDI confere no aeroporto de Santiago três requisitos da Lei 21.070: passagem de ida e volta dentro do limite de 30 dias, reserva num hotel ou cabana registrado no Sernatur (ou carta-convite de residente certificada pela Delegação Presidencial Provincial) e o Formulario Único de Ingreso (FUI) preenchido. Eu conferiria se o nome da pousada consta na lista oficial do Sernatur antes de pagar a reserva.
Combine o guia credenciado com antecedência e poupe a entrada única de Rano Raraku
Como o Parque Nacional Rapa Nui exige guia local credenciado (ou anfitrião Rapa Nui) nos sítios controlados e só permite entrar uma vez em Rano Raraku e uma vez em Orongo durante os 10 dias do ingresso, eu contrataria um guia local para dois dias inteiros e combinaria com ele de usar a entrada de Rano Raraku na manhã de céu mais limpo.
Use Tahai, Hanga Roa e a praia de Anakena nos turnos sem guia
Você não precisa de guia pago para todas as horas do dia: as isenções do parque cobrem o gramado de Tahai, a vila de Hanga Roa com a igreja e as caletas, e a faixa de areia de Anakena (sem o setor dos ahus). Eu deixaria esses lugares para a tarde da chegada e para o último dia, contrataria o guia para os dias da costa sul e de Rano Kau e perguntaria a Ma'u Henua se a subida ao Terevaka, que parte do sítio controlado de Ahu Akivi, também exige guia.
Leve pesos chilenos e dólares em espécie desde Santiago
Quando a conexão via satélite oscila em Hanga Roa, máquinas de cartão e caixas eletrônicos podem ficar indisponíveis por horas, e fora da vila não há sinal de celular. Eu levaria do continente o suficiente em espécie para pagar o guia, os quiosques da praia de Anakena e eventuais imprevistos.
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Abrir o appO que ver

Rano Raraku
Este cone de tufo vulcânico consolidado, a cerca de 18 km de Hanga Roa, foi a oficina central onde cerca de 95% dos moais da ilha foram esculpidos diretamente na rocha matriz entre os séculos XII e XVI. Quase quatrocentas estátuas permanecem nas encostas internas e externas da cratera, em diferentes estágios de entalhe: algumas ainda presas à parede pela quilha nas costas, como o gigantesco Te Tokanga (com mais de 21 m de comprimento), outras de pé até o peito no sedimento da encosta, como o moai ajoelhado Tukuturi. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui permite entrar em Rano Raraku apenas uma vez durante os 10 dias de validade e exige acompanhamento de guia credenciado ou anfitrião Rapa Nui; após o incêndio de outubro de 2022, é estritamente proibido sair das trilhas demarcadas por cordas.
A cratera onde quase todos os moais foram talhados reúne centenas de estátuas nas encostas; o ingresso permite apenas uma entrada e exige guia.
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Ahu Tongariki
Situada na enseada de Hotu Iti, a cerca de 20 km de Hanga Roa e a cinco minutos de carro de Rano Raraku, é a maior plataforma cerimonial da Polinésia, com cerca de 200 m de comprimento e quinze moais reerguidos lado a lado entre 1992 e 1996, depois de terem sido varridos pelo tsunami de maio de 1960. O segundo moai da direita para a esquerda carrega um pukao (cilindro de escória vermelha no topo da cabeça), e na esplanada diante da plataforma fica um moai solitário que viajou ao Japão para exposição antes do restauro. É o ponto clássico para assistir ao nascer do sol atrás dos quinze moais; exige ingresso do parque e guia ou anfitrião local.
Os quinze moais reerguidos na maior plataforma cerimonial da Polinésia formam a cena mais imponente da ilha, especialmente ao amanhecer.
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Orongo
No topo da borda sudoeste da cratera de Rano Kau, a 300 m de altura sobre um penhasco vertical que cai no Pacífico, esta aldeia cerimonial de 53 casas elípticas construídas com lajes de basalto sobrepostas sem argamassa era ocupada apenas durante as semanas da primavera austral para a competição do Homem-Pássaro (Tangata Manu). Da ponta do sítio avistam-se os três ilhotes marinhos de Motu Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao, onde os competidores buscavam o ovo da ave manutara; para proteger os petróglifos esculpidos nas rochas da borda, parte da extremidade final permanece cercada. Assim como Rano Raraku, Orongo admite uma única entrada por ingresso do parque e exige guia credenciado.
A aldeia de pedra sobre o penhasco de 300 m diante dos três ilhotes marinhos explica a transição histórica para o culto do Homem-Pássaro; entrada única com guia.
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Rano Kau
A cerca de 5 km do centro de Hanga Roa, antes da portaria de Orongo, um mirante na borda da caldeira abre a vista sobre a imensa cratera vulcânica de 1,6 km de diâmetro, cujo fundo abriga uma lagoa de água doce coberta por um mosaico flutuante de totora e um microclima protegido do vento onde crescem figueiras, bananeiras e samambaias. Na parede oposta, uma brecha aberta pela erosão marinha deixa ver o oceano aberto através da borda do vulcão. O mirante fica no setor do parque que se visita com o ingresso e o guia do dia de Orongo; quem quiser subir por conta própria deve confirmar a regra vigente com Ma'u Henua.
A caldeira vulcânica de 1,6 km de diâmetro com lagoa de totora e brecha aberta para o Pacífico é a paisagem natural mais impressionante da ilha; o mirante entra no dia guiado de Orongo.
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Playa de Anakena
Localizada a 18 km a nordeste de Hanga Roa pelo asfalto que corta o centro da ilha, Anakena (Hanga Rau o Te Ariki) é a enseada onde a tradição situa o desembarque do rei fundador Hotu Matu'a. É a principal praia de banho de Rapa Nui, com areia branca de origem coralígena, mar azul-turquesa mais calmo que o resto da costa rochosa e um bosque de coqueiros introduzidos do Taiti na década de 1960. Na entrada do bosque funcionam quiosques administrados por famílias locais que vendem empanadas, peixe grelhado e bebidas; a faixa de areia para banho, que se visita sem guia, fica ao lado das plataformas arqueológicas de Ahu Nau Nau e Ahu Ature Huki, onde o guia volta a ser exigido.
Única praia grande de areia coralígena branca e águas calmas para banho, ligada ao desembarque ancestral de Hotu Matu'a e ladeada por coqueiros e ahus.
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Ahu Nau Nau
Erguida diretamente sobre a duna da praia de Anakena e restaurada em 1978 pela equipe do arqueólogo rapanui Sergio Rapu, esta plataforma sustenta sete moais (cinco inteiros e dois fragmentados), quatro deles coroados com seus pukaos vermelhos. Por terem ficado séculos soterrados na areia clara da praia, os moais de Ahu Nau Nau conservaram nas costas e nas orelhas os relevos esculpidos mais nítidos da ilha. Foi ali, na areia, que os arqueólogos encontraram o olho original de coral branco e escória vermelha que pertence ao acervo do Museu Antropológico Padre Sebastián Englert, fechado ao público desde julho de 2024. Para entrar no perímetro cercado do ahu é necessário apresentar o ingresso do parque com guia.
Plataforma na areia de Anakena cujos moais com pukaos vermelhos preservaram os entalhes mais nítidos da ilha por terem ficado soterrados.
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Complejo Ceremonial de Tahai
A dez minutos de caminhada para o norte a partir do centro de Hanga Roa, Tahai reúne três plataformas restauradas pelo arqueólogo americano William Mulloy entre 1968 e 1974 num amplo gramado aberto sobre o mar: Ahu Vai Uri, com cinco moais de tamanhos diferentes; Ahu Tahai, com uma única estátua erodida; e Ahu Ko Te Riku, cujo moai recebeu réplicas dos olhos de coral branco e pupila de rocha escura, além do pukao vermelho. Ao redor ainda se veem a rampa de pedra para canoas, fundações de casas-barco (hare paenga) e o túmulo de Mulloy. Por ficar na borda urbana de Hanga Roa, o gramado de observação do pôr do sol tem acesso livre sem consumir a entrada única dos sítios fechados; respeite os cordões de isolamento e não suba nas pedras.
Três plataformas costeiras a pé desde Hanga Roa, incluindo o único moai com olhos reconstituídos e a melhor posição para o pôr do sol.
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Ahu Akivi
Situado no interior da ilha, a cerca de 10 km ao norte de Hanga Roa nas encostas suaves do Terevaka, este ahu restaurado em 1960 por William Mulloy e Gonzalo Figueroa reúne sete moais de porte muito semelhante, com cerca de 4,5 m de altura. Como a plataforma fica mais de 2 km terra adentro, os sete moais olham para a antiga aldeia que existia diante deles e, por consequência geográfica, ficam de frente para a direção do oceano e alinhados com o pôr do sol nos equinócios de primavera e outono. Exige ingresso do parque e acompanhamento de guia ou anfitrião.
Plataforma no interior com sete moais de mesmo porte voltados na direção do oceano e alinhados com o equinócio.
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Puna Pau
Pequeno cone secundário a cerca de 7 km a leste de Hanga Roa cujo interior é formado por escória vulcânica porosa de cor vermelha intensa (hani-hani). Era a pedreira exclusiva onde se esculpiam os pukaos, grandes cilindros de até 10 toneladas que representavam o coque de cabelos amarrados no topo da cabeça dos moais na fase final dos ahus. Cerca de vinte a trinta cilindros inacabados permanecem espalhados pela trilha interna e pela borda, que também oferece vista aberta sobre Hanga Roa. Exige ingresso do parque e guia.
Pedreira de escória vulcânica vermelha onde eram esculpidos os cilindros (pukaos) colocados sobre a cabeça dos moais.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Chegada a Hanga Roa, a orla de Hanga Piko e pôr do sol em Tahai
Desembarque no Aeroporto Mataveri e, se não comprou o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui on-line com a data da chegada, compre no balcão do aeroporto; depois faça o check-in na pousada em Hanga Roa e confirme com o guia credenciado o horário de saída dos dois dias seguintes.
Almoce uma empanada de atum ou um ceviche rapa nui na orla da avenida Policarpo Toro e desça à Caleta Hanga Piko para ver os barcos de pesca, o moai solitário de Ahu Riata e, com sorte, as tartarugas que se aproximam das pedras.
À tarde, siga a pé pela orla para o norte, passando pela enseada de Pea e pela caleta de Hanga Roa Otai, até o gramado de Tahai, que se visita sem guia.
Termine o dia no Complejo Ceremonial de Tahai, assistindo ao pôr do sol no Pacífico atrás dos cinco moais de Ahu Vai Uri e do moai com olhos de Ahu Ko Te Riku.
Dia 2 · Nascer do sol em Ahu Tongariki, a pedreira de Rano Raraku e a praia de Anakena
Saia antes do amanhecer com seu guia credenciado pela estrada sul (atenção redobrada aos cavalos na pista escura) para ver o sol nascer atrás dos quinze moais alinhados de Ahu Tongariki.
Logo na abertura da portaria, use sua entrada única em Rano Raraku com a luz lateral da manhã, percorrendo com calma a trilha das quase quatrocentas estátuas na encosta externa e o mirante da lagoa interna da cratera.
Continue pela costa norte até Ahu Te Pito Kura, onde jaz o gigantesco moai Paro tombado ao lado da pedra esférica Te Pito o Te Henua.
Passe o início da tarde na Playa de Anakena: visite com o guia os moais de chapéu vermelho de Ahu Nau Nau e o moai solitário de Ahu Ature Huki, almoce nos quiosques sob os coqueiros e aproveite a única praia de areia branca da ilha para nadar antes de voltar a Hanga Roa pela estrada central.
Dia 3 · A cratera de Rano Kau, a aldeia de Orongo e o circuito de Ahu Akivi
Pela manhã, acompanhado pelo guia, visite os muros de basalto encaixado de Ahu Vinapu, junto à cabeceira da pista, e suba a estrada do vulcão sudoeste até o mirante aberto da caldeira de Rano Kau, com sua lagoa de 1,6 km coberta de totora.
Apresente o ingresso na portaria de Orongo (entrada única) para percorrer as casas de lajes de basalto sobre o penhasco e ver de frente os ilhotes de Motu Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao, palco da antiga cerimônia do Homem-Pássaro.
Após o almoço em Hanga Roa, faça o circuito do interior: suba à pedreira de escória vermelha de Puna Pau, onde eram talhados os pukaos, e siga até os sete moais de Ahu Akivi, que olham na direção do oceano.
À noite, jante atum grelhado ou assista a uma apresentação tradicional de música e dança rapa nui em Hanga Roa.
Dia 4 · Subida ao Maunga Terevaka, igreja de Hanga Roa e mergulho ou praia
Comece cedo no estacionamento de Ahu Akivi para a subida de cerca de 3,5 km até o cume do Maunga Terevaka (507 m), ponto mais alto da ilha, de onde se vê o oceano em 360 graus ao redor de toda Rapa Nui; vá com guia local ou confirme antes com Ma'u Henua se a trilha pode ser feita sem ele.
De volta a Hanga Roa, conheça os entalhes de madeira da Iglesia de la Santa Cruz (se for domingo de manhã, assista à missa com hinos em língua rapa nui) e percorra a feira de artesanato ao lado para ver esculturas em madeira e pedra vulcânica.
Reserve a tarde para um batismo de mergulho saindo da Caleta Hanga Roa Otai, um passeio de barco a partir de Hanga Piko ou uma segunda pausa de praia em Anakena, e volte a Tahai para o último pôr do sol.
Comida
Empanadas de atún
Diferentes das empanadas chilenas do continente, as empanadas de Hanga Roa são grandes, fritas na hora até a massa ficar dourada e crocante, e recheadas com cubos generosos de atum fresco (kahi) refogado com cebola, tomate ou queijo derretido.
Ceviche rapa nui e po'e
O ceviche da ilha usa atum-de-barbatana-amarela (kahi), mahi-mahi ou toremo cortado em cubos grandes, marinado com limão, cebola-roxa, coentro e, em muitas casas, leite de coco, acompanhado de rodelas de batata-doce (kumara) ou de po'e, um bolo úmido e denso de origem polinésia feito com banana, abóbora ou mandioca ralada, farinha e coco assado no forno.
Umu Rapa Nui (curanto polinésio)
Cozido tradicional de festa preparado num buraco cavado na terra forrado com pedras vulcânicas incandescentes e folhas de bananeira, onde assam lentamente peixe, frango, carne, batata-doce (kumara), taro e po'e. Costuma fazer parte de apresentações noturnas de dança ou encomendas comunitárias.
Tunu ahi
Peixe fresco assado sobre pedras vulcânicas quentes à beira-mar, tradição dos pescadores que alguns passeios costeiros e restaurantes de Hanga Roa reproduzem.
Onde comer
- Avenida Policarpo Toro e caletas de Hanga Roa
Restaurantes e terraços de frente para o mar que preparam atum fresco (kahi) grelhado ou em crosta, ceviche rapa nui marinado com limão e leite de coco, batata-doce (kumara) e po'e. Reserve mesa para o fim da tarde, quando o sol baixa sobre o Pacífico.
- Avenida Atamu Tekena e rua Te Pito o Te Henua
Lanchonetes e padarias familiares onde saem empanadas grandes fritas na hora, recheadas com atum em cubos e queijo ou camarão, ideais para um almoço econômico ou para levar antes do passeio da manhã.
- Bosque de coqueiros da Playa de Anakena
Quiosques tradicionais sob as árvores na entrada da praia, que servem empanadas de atum, anticuchos (espetinhos na brasa), peixe do dia e sucos naturais para quem passa o dia entre Ahu Tongariki, Rano Raraku e o banho de mar.
· 2026-10-17
Bate-voltas
Poike e a costa sudeste (Vaihu e Akahanga)
Dentro da própria ilha, a 10–15 km de Hanga Roa pela estrada sul, as plataformas não restauradas de Vaihu e Akahanga (onde a tradição oral situa o túmulo do rei Hotu Matu'a) mostram como todos os ahus da ilha estavam antes das restaurações do século XX, com moais derrubados de bruços e pukaos rolados na grama; mais a leste, o vulcão Poike exige trilha guiada própria.
Navegação e mergulho nos ilhotes de Motu Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao
Saindo de barco da Caleta Hanga Piko ou de Hanga Roa Otai em dias de mar calmo (cerca de 20 a 30 minutos de navegação costeira), é possível contornar de baixo o penhasco de 300 m de Rano Kau e mergulhar com cilindro ou snorkel na água cristalina junto aos três ilhotes sagrados do culto de Tangata Manu, sem desembarcar nas rochas protegidas.
Por onde começar
Chegada a Hanga Roa, a orla de Hanga Piko e pôr do sol em Tahai

Desembarque no Aeroporto Mataveri e, se não comprou o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui on-line com a data da chegada, compre no balcão do aeroporto; depois faça o check-in na pousada em Hanga Roa e confirme com o guia credenciado o horário de saída dos dois dias seguintes.
Nascer do sol em Ahu Tongariki, a pedreira de Rano Raraku e a praia de Anakena

Saia antes do amanhecer com seu guia credenciado pela estrada sul (atenção redobrada aos cavalos na pista escura) para ver o sol nascer atrás dos quinze moais alinhados de Ahu Tongariki.
A cratera de Rano Kau, a aldeia de Orongo e o circuito de Ahu Akivi

Pela manhã, acompanhado pelo guia, visite os muros de basalto encaixado de Ahu Vinapu, junto à cabeceira da pista, e suba a estrada do vulcão sudoeste até o mirante aberto da caldeira de Rano Kau, com sua lagoa de 1,6 km coberta de totora.
Subida ao Maunga Terevaka, igreja de Hanga Roa e mergulho ou praia

Comece cedo no estacionamento de Ahu Akivi para a subida de cerca de 3,5 km até o cume do Maunga Terevaka (507 m), ponto mais alto da ilha, de onde se vê o oceano em 360 graus ao redor de toda Rapa Nui; vá com guia local ou confirme antes com Ma'u Henua se a trilha pode ser feita sem ele.
Dinheiro
A moeda oficial é o peso chileno (CLP), mas notas de dólar americano (USD) em bom estado são amplamente aceitas para pagar guias, mergulhos, aluguel de carros e o próprio ingresso internacional do parque. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui, administrado por Ma'u Henua, é obrigatório para visitar os sítios arqueológicos, é nominal e vale por 10 dias corridos a partir da data de emissão. Pela tabela vigente desde 1º de outubro de 2025 (consultada em outubro de 2026), custa USD 100 para adulto estrangeiro (USD 40 para crianças estrangeiras de 7 a 12 anos) e CLP 40.000 para adulto chileno ou residente no Chile (CLP 20.000 para crianças nacionais de 7 a 12 anos); menores de 7 anos são isentos. Como o comunicado de Ma'u Henua conta a validade desde a emissão (e um guia local fala em «primeiro controle»), não compre semanas antes: se usar a plataforma digital oficial, confirme ali se dá para escolher a data de início e marque a da chegada; senão, compre ao desembarcar, no balcão do aeroporto de Mataveri ou, por ora, no escritório de atendimento de Ma'u Henua na rua Kiri Reva, em Hanga Roa (todos os dias, das 9h às 17h). Guarde o bilhete impresso ou no celular, pois sem ele não se entra em nenhum sítio controlado. Em Hanga Roa há agências do BancoEstado e do Santander com caixas eletrônicos na rua Atamu Tekena, mas o pagamento com cartão pode falhar quando a internet via satélite oscila; leve uma reserva de pesos chilenos e dólares em espécie desde Santiago. Como quase todos os alimentos industrializados, combustíveis e bebidas chegam de avião ou navio a partir de Valparaíso, os preços de supermercado e restaurante são mais altos que no continente; economize trazendo na bagagem despachada de Santiago itens secos permitidos (respeitando o controle fitossanitário do SAG).
Como chegar e se locomover

Como chegar: voos da LATAM pelo Aeroporto Mataveri (IPC)
A única ligação aérea comercial regular para Rapa Nui parte de Santiago do Chile (SCL), operada pela LATAM em aeronaves de fuselagem larga (Boeing 787), num voo de cerca de 5h30 na ida contra o vento e cerca de 4h45 na volta. Antes de ir para o portão de embarque em Santiago, todo passageiro não residente passa pelo controle da PDI para Ilha de Páscoa, onde deve apresentar documento de identidade ou passaporte, passagem de ida e volta com permanência máxima de 30 dias (Lei 21.070), reserva confirmada em hospedagem registrada no Sernatur (ou carta-convite oficial da Delegação Presidencial Provincial) e o Formulario Único de Ingreso (FUI) preenchido. O Aeroporto Internacional Mataveri (IPC) fica colado à borda sul de Hanga Roa, a 5 minutos de carro dos hotéis; a maioria das pousadas inclui o traslado de chegada com colar de flores.
Como circular na ilha: guia, carro alugado, táxi e caminhada
Não existe sistema de ônibus público em Rapa Nui. Dentro de Hanga Roa, tudo se faz a pé ou em corridas curtas de táxi com preço fixo na vila. Para percorrer os sítios do Parque Nacional fora da vila, há duas escolhas principais: contratar excursões em pequenos grupos ou guia privado já com veículo incluído, ou alugar um carro ou jipe nas locadoras da rua Atamu Tekena e contratar à parte o guia local credenciado para acompanhar no seu veículo. Lembre-se de que alugar um carro sozinho não dispensa a presença obrigatória do guia credenciado na portaria de Rano Raraku, Orongo, Tongariki, Akivi e demais sítios controlados. Há apenas dois postos de gasolina na ilha, ambos em Hanga Roa, e fora da vila não há sinal de celular confiável.
Segurança

Rapa Nui é um destino extremamente seguro em termos de criminalidade urbana, onde se caminha tranquilo por Hanga Roa e Tahai. Os cuidados reais estão na estrada, no sol e no mar: fora de Hanga Roa não há iluminação pública, não há sinal de telefone celular e cavalos e bois atravessam ou dormem sobre o asfalto, especialmente de madrugada no caminho para o nascer do sol em Ahu Tongariki. Nas falésias de Rano Kau, Orongo e costa norte, o vento sopra forte e não há grades contínuas na beira do precipício. A costa da ilha é quase toda formada por rocha vulcânica afiada e ondas de mar aberto sem barreira de corais; só entre na água na praia de Anakena ou na pequena enseada Pea, em Hanga Roa, e em passeios de mergulho acompanhados por instrutores locais nas caletas. O Hospital Hanga Roa atende urgências médicas na ilha, mas casos de alta complexidade dependem de evacuação aeromédica a mais de 3.700 km até o continente, por isso é indispensável viajar com seguro-viagem que cubra remoção aérea.
Dicas de etiqueta

Nunca suba num ahu nem toque nos moais
Os ahus não são palcos de pedra, mas monumentos funerários e sagrados (tapu) que guardam restos mortais de ancestrais rapa nui, e a rocha vulcânica dos moais se esfarela com a gordura das mãos. Caminhar sobre um ahu, tocar numa estátua ou ultrapassar os cordões de pedras pintadas de branco é infração grave sujeita a multa pesada e expulsão do parque.
Contrate guia credenciado e apresente o ingresso aos muto'i
Nos acessos dos sítios arqueológicos, os guarda-parques de Ma'u Henua conferem o ingresso nominal e o credenciamento do guia local ou anfitrião Rapa Nui. Respeite as orientações e o limite de uma única entrada em Rano Raraku e em Orongo.
Atenção aos cavalos soltos nas estradas
Milhares de cavalos circulam livremente pelas estradas e pastagens da ilha, inclusive à noite, quando não há iluminação pública fora de Hanga Roa. Se estiver dirigindo, mantenha velocidade baixa (máximo de 40 a 60 km/h na estrada) e redobre o cuidado ao ir a Ahu Tongariki antes do amanhecer.
Não leve pedras, areia ou conchas da ilha
Retirar qualquer fragmento de rocha vulcânica, obsidiana (mata'a), coral ou areia das praias e sítios é proibido por lei e fiscalizado no raio-X do aeroporto de Mataveri.
Erros a evitar
Chegar ao aeroporto de Santiago sem o FUI e sem hospedagem registrada
Para não residentes, tentar embarcar para Mataveri sem ter preenchido o Formulario Único de Ingreso (FUI), ou com reserva numa acomodação informal fora do registro do Sernatur e sem carta-convite de residente certificada pela Delegação Presidencial Provincial, impede o embarque já no controle da PDI em Santiago.
Alugar um carro achando que pode entrar sozinho em Rano Raraku e Tongariki
O aluguel de veículo dá autonomia de deslocamento, mas não substitui a regra de Ma'u Henua: sem um guia credenciado ou anfitrião Rapa Nui junto com você na portaria, a entrada nos sítios arqueológicos controlados não é autorizada.
Gastar a entrada única de Rano Raraku ou Orongo num fim de tarde chuvoso
Como o ingresso de 10 dias permite passar pela catraca de Rano Raraku e de Orongo apenas uma vez em cada, evite entrar faltando uma hora para fechar ou sob aguaceiro fechado.
Procurar a caverna Ana Kai Tangata achando que o interior está aberto
A caverna costeira ao sul de Hanga Roa, famosa pelas pinturas rupestres de aves manutara no teto, tem o acesso interno fechado há anos por risco de desprendimento de rochas; só é possível olhar a enseada a partir da plataforma superior da escadaria.
Depender exclusivamente de cartão e internet móvel
Fora de Hanga Roa não há sinal de celular nas estradas do parque, e dentro da vila as maquininhas de cartão podem ficar fora do ar quando a conexão oscila. Leve dinheiro em espécie (CLP e USD) desde o continente.
Frases úteis
Iorana
Olá, bom dia, boa tarde ou bem-vindo: a saudação universal em língua rapa nui.
Mauruuru
Obrigado ou obrigada em língua rapa nui (pronuncia-se ma-u-ru-u-ru).
Riva riva
Muito bom, tudo bem ou excelente, resposta comum quando perguntam Pehe koe? (Como vai você?).
Tapu
Sagrado, interdito ou proibido: quando uma placa indica Tapu num ahu ou muro de pedras, nunca passe dali.
Una empanada de atún queso, por favor
Uma empanada de atum com queijo, por favor: o pedido clássico nas lanchonetes de Hanga Roa e de Anakena.
Onde ficar
- Centro de Hanga Roa e Avenida Atamu Tekena · Quem prioriza ficar a poucos passos de padarias, supermercados, farmácia, bancos e agências de passeio.: Permite resolver todas as compras e refeições do dia a pé, sem precisar de táxi à noite. A desvantagem é não ter vista para o mar a partir do quarto. Em qualquer área, confira antes de pagar se a hospedagem consta no registro do Sernatur: sem isso (ou sem carta-convite de residente certificada), o embarque em Santiago é recusado.
- Orla costeira (Avenida Policarpo Toro) e setor de Tahai · Quem quer caminhar à beira-mar no fim da tarde e assistir ao pôr do sol em Tahai a pé.: Combina a brisa do Pacífico, os restaurantes com terraço sobre as ondas e os moais de Tahai a poucos passos. Fica a dez ou quinze minutos de caminhada do comércio da rua Atamu Tekena.
- Bordas rurais de Hanga Roa (caminho de Mataveri, Orito e estrada de Anakena) · Quem busca cabanas e hotéis com jardins amplos, silêncio absoluto e céu escuro à noite.: Oferece mais espaço e sossego longe das motos do centro, mas exige caminhar de 20 a 30 minutos por ruas sem calçada iluminada ou chamar um táxi sempre que for jantar na vila.
· 2026-10-17
Bairros
Hanga Roa e Tahai
A única localidade urbana da ilha, dividida entre o eixo comercial da avenida Atamu Tekena (mercados, padarias de empanadas, farmácias, bancos e lojas), a orla costeira da avenida Policarpo Toro (restaurantes, caletas de pesca de Hanga Roa Otai e Hanga Piko, escolas de mergulho) e, na ponta norte a pé, o complexo cerimonial aberto de Tahai, ao lado do Museu Antropológico Padre Sebastián Englert, fechado ao público desde julho de 2024.

Rano Kau e Orongo
O extremo sudoeste da ilha, logo ao sul da pista do aeroporto de Mataveri. Abriga a subida asfaltada até o mirante da cratera de Rano Kau, a aldeia cerimonial de Orongo sobre o penhasco em frente aos ilhotes de Motu Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao, e, na base oriental da pista, as plataformas de Ahu Vinapu.

Costa Sul e Rano Raraku (Hotu Iti)
A estrada costeira meridional que sai de Hanga Roa passando por Vaihu, Akahanga, a cratera-pedreira de Rano Raraku e a enseada de Hotu Iti, onde se alinham os quinze moais restaurados de Ahu Tongariki.

Anakena e Costa Norte
O litoral setentrional da ilha, onde ficam o sítio de Ahu Te Pito Kura (com o maior moai já transportado até uma plataforma) e a baía de Anakena, única praia grande de areia coralígena branca, ladeada por coqueiros trazidos do Taiti nos anos 1960 e pelos moais de Ahu Nau Nau e Ahu Ature Huki.

Interior Vulcânico e Ahu Akivi
O setor centro-oeste e as encostas do Maunga Terevaka, que reúnem a pedreira de escória vermelha de Puna Pau, os sete moais de Ahu Akivi, as cavernas de Ana Te Pahu e o ponto de partida da trilha de subida ao topo do Terevaka.
História
Séculos IX–XII · O desembarque de Hotu Matu'a em Anakena
Navegadores polinésios chegaram em canoas duplas à praia de Hanga Rau (Anakena), introduzindo inhame, taro, batata-doce, banana, cana-de-açúcar e galinhas e dividindo a ilha entre clãs (mata).
Séculos XII–XVI · A era dos ahus e dos moais
Durante cerca de quinhentos anos, os clãs esculpiram centenas de moais na cratera de Rano Raraku para representar ancestrais divinizados (aringa ora), erguendo-os de costas para o mar sobre plataformas de pedra.
Séculos XVII–XIX · Crise ecológica e o culto do Homem-Pássaro
Com o esgotamento da floresta de palmeiras nativas e conflitos internos que derrubaram os moais dos ahus (período Huri Moai), a disputa política anual transferiu-se para a cerimônia de Tangata Manu na aldeia de Orongo.
5 de abril de 1722 · A chegada de Jakob Roggeveen
O navegador holandês avistou a ilha no domingo de Páscoa de 1722, batizando-a de Paasch-Eyland. No século seguinte sucederam-se visitas de James Cook (1774) e La Pérouse (1786).
1862–1877 · Incursões esclavagistas e colapso demográfico
Entre 1862 e 1863, navios negreiros saídos do Peru sequestraram cerca de 1.500 ilhéus, incluindo os sábios capazes de ler as tabuletas rongorongo. Os poucos repatriados trouxeram varíola e tuberculose; em 1877 restavam apenas 111 habitantes na ilha.
9 de setembro de 1888 · O Acordo de Vontades com o Chile
O capitão chileno Policarpo Toro e o ariki Atamu Tekena assinaram o tratado de anexação em Hanga Roa. Nas décadas seguintes, o Estado chileno arrendou quase toda a ilha à Companhia Exploradora da Ilha de Páscoa, ligada à empresa Williamson-Balfour, para criação de ovelhas, e a população rapa nui ficou confinada a Hanga Roa: sob a companhia até 1953 e sob a administração da Marinha até a Lei Pascua de 1966.
1960 e 1992–1996 · O tsunami de Valdivia e a restauração de Tongariki
Em maio de 1960, o maremoto gerado pelo terremoto de Valdivia varreu a costa de Hotu Iti e arrastou os moais de Ahu Tongariki até cem metros terra adentro. Entre 1992 e 1996, arqueólogos chilenos com apoio japonês reergueram os quinze moais.
1966 e 2017–2018 · Cidadania plena, Ma'u Henua e Lei de Residência
A Lei Pascua de 1966 reconheceu os direitos civis dos rapa nui. Em 2017, a administração do Parque Nacional passou para a comunidade indígena Ma'u Henua, e em 2018 entrou em vigor a Lei 21.070, que limita a estadia de não residentes a 30 dias.
Outubro de 2022 · O incêndio em Rano Raraku
Um incêndio de pastagem atingiu mais de cem hectares na cratera e nas encostas de Rano Raraku, danificando termicamente a pedra de dezenas de moais e reforçando o controle obrigatório de visitação guiada.
História completa
O umbigo do mundo e a engenharia dos ancestrais
Conhecida na tradição oral como Te Pito o Te Henua (o umbigo da terra) e Mata ki Te Rangi (olhos que olham para o céu), Rapa Nui foi o vértice mais oriental da expansão polinésia pelo Pacífico. Quando as canoas de Hotu Matu'a desembarcaram na enseada de Anakena, encontraram uma ilha sem recifes de coral protetores nem rios permanentes, cuja água doce se acumulava apenas no fundo das três crateras vulcânicas de Rano Kau, Rano Raraku e Rano Aroi e em cavernas subterrâneas. Para cultivar batata-doce, taro e inhame sob o vento oceânico constante, os agricultores inventaram o manavai, jardins circulares murados com pedras basálticas que conservam a umidade do solo. Ao mesmo tempo, cada linhagem ergueu na beira do mar sua plataforma cerimonial (ahu) e esculpiu na rocha de tufo comprimido de Rano Raraku os moais, estátuas que encarnavam a força espiritual (mana) dos chefes ancestrais voltadas de costas para o oceano, protegendo as aldeias.
Do período Huri Moai à competição de Orongo
Por volta do século XVII, a combinação de superpopulação, desaparecimento da palmeira gigante nativa (Paschalococos disperta) e disputas entre os clãs do oeste (Tu'u) e do leste (Hotu Iti) interrompeu a oficina de Rano Raraku, deixando centenas de estátuas inacabadas presas à rocha. Durante as guerras internas do período Huri Moai, as tribos rivais derrubaram os moais de seus pedestais de frente para o chão, de modo que no século XIX já não restava nenhum moai em pé nos ahus costeiros. A ordem política foi reorganizada em torno do culto a Make-Make, o deus criador, na aldeia de pedra de Orongo, no alto do penhasco de Rano Kau: a cada primavera, os representantes dos clãs (hopu manu) desciam a falésia e nadavam apoiados em feixes de totora até o ilhote de Motu Nui para recolher o primeiro ovo da andorinha-do-mar manutara, sagrando o vencedor como Tangata Manu (Homem-Pássaro) por um ano.
O quase extermínio no século XIX e a retomada comunitária
A tragédia que quase apagou a memória rapa nui não veio de guerras internas, mas de fora. Entre dezembro de 1862 e 1863, frotas esclavagistas peruanas capturaram cerca de 1.500 habitantes para trabalhar na extração de guano e em fazendas no Peru. Quando a pressão diplomática forçou a repatriação dos poucos sobreviventes, a varíola trazida a bordo dizimou quem havia ficado na ilha, e a saída posterior de moradores para o Taiti reduziu a população total a 111 pessoas em 1877. Em 1888, o Chile anexou a ilha pelo acordo firmado entre Policarpo Toro e Atamu Tekena, mas entregou as terras do interior à Companhia Exploradora da Ilha de Páscoa, que transformou Rapa Nui numa imensa fazenda de ovelhas e proibiu os próprios ilhéus de circular fora do muro de Hanga Roa sem salvo-conduto. O arrendamento terminou em 1953, mas a restrição continuou sob a administração da Marinha. Só em 1966, depois do movimento pacífico liderado pelo professor Alfonso Rapu, a Lei Pascua deu aos rapa nui cidadania plena. Hoje, a comunidade Ma'u Henua administra diretamente o Parque Nacional e os recursos da bilheteria.
Quase todos os ahus costeiros têm os moais virados de costas para o mar e de frente para o interior: as estátuas não vigiavam o oceano, mas olhavam para os descendentes da aldeia estendida aos seus pés. A exceção conhecida é Ahu Akivi, no interior.
Geografia e forma da cidade

Três vulcões nos vértices de um triângulo
Com 163,6 km² e cerca de 24 km na sua maior extensão diagonal, a ilha tem a forma de um triângulo retângulo criado por três vulcões extintos principais, um em cada ponta: ao norte, o Maunga Terevaka (507 m), ponto mais alto da ilha; a sudoeste, a caldeira colapsada de Rano Kau (cerca de 324 m), com uma lagoa de 1,6 km de diâmetro tapada por juncos de totora; e a leste, na península de Poike, o vulcão mais antigo (370 m). Entre eles espalham-se cerca de setenta cones secundários de escória e tufo, entre os quais Rano Raraku e Puna Pau, além de extensos tubos de lava subterrâneos.
Uma única vila e o resto como parque arqueológico
Quase toda a infraestrutura urbana, o porto de carga de Hanga Piko, os hotéis, restaurantes e a pista de 3.318 m do Aeroporto Internacional Mataveri ficam no canto sudoeste, em Hanga Roa. A pista, ampliada pela NASA nos anos 1980 (obra concluída em 1987) como local de pouso de emergência do ônibus espacial, corta a largura do istmo ao sul da vila. Fora de Hanga Roa e do fundo rural de Vaitea, duas estradas pavimentadas principais cruzam a ilha: uma acompanha a costa sul até Ahu Tongariki e contorna Rano Raraku até a praia de Anakena, no norte; a outra corta a ilha pelo meio, passando por Vaitea, para ligar Hanga Roa diretamente a Anakena.
Clima subtropical oceânico
Apesar de estar na latitude 27° S, fora dos trópicos, Rapa Nui tem clima subtropical marítimo ameno o ano inteiro. No verão (dezembro a março), as temperaturas máximas ficam entre 25 °C e 27 °C e as mínimas perto de 19 °C; no inverno (junho a agosto), as máximas giram em torno de 20 °C e as mínimas raramente baixam de 14 °C. Chove em qualquer época do ano (média anual perto de 1.100 mm), quase sempre na forma de aguaceiros curtos trazidos pelo vento oceânico que passam rápido, sendo maio o mês estatisticamente mais úmido.
Não há nenhum rio ou córrego permanente na superfície de Rapa Nui: a chuva infiltra-se na rocha vulcânica porosa e só forma lagoas de água doce dentro das três crateras de Rano Kau, Rano Raraku e Rano Aroi.
Cultura
Uma ilha polinésia sob bandeira chilena
Quem desembarca em Mataveri percebe em poucos minutos que a geografia humana de Rapa Nui pertence à Polinésia, com parentesco direto com o Taiti, as Marquesas, Mangareva e a Nova Zelândia maori, e não à América hispânica continental. Os moradores se cumprimentam com Iorana, usam colares de flores ou conchas nas recepções e despedidas no aeroporto, praticam a canoa polinésia de seis lugares (hoe vaka) nas enseadas de Hanga Roa e preservam a escultura em madeira (moai kavakava, reimiro e remos cerimoniais) e a pintura corporal com pigmentos minerais (kie'a) nos festivais.
A gestão comunitária de Ma'u Henua e os muto'i
Desde a transferência da administração do Parque Nacional Rapa Nui para a Comunidade Indígena Polinésia Ma'u Henua, a proteção dos sítios arqueológicos é feita pelos muto'i, guarda-parques locais que controlam as portarias de Rano Raraku, Orongo, Tongariki, Anakena e Akivi. A exigência de guia local credenciado (ou anfitrião Rapa Nui maior de idade) vale desde a reabertura ao turismo, em agosto de 2022, e não é apenas uma formalidade turística: serve para impedir que visitantes pisem sobre plataformas funerárias (os ahus guardam ossadas de ancestrais) ou toquem nos moais de tufo poroso. O incêndio de outubro de 2022 em Rano Raraku reforçou depois o controle.
Festas e eventos
Tapati Rapa Nui, primeira quinzena de fevereiro
Durante cerca de duas semanas, o festival divide a comunidade de Hanga Roa em clãs que disputam provas de canto ancestral (riu e kai kai), escultura em madeira e pedra, regatas de canoa de totora, o triatlo tradicional Tau'a Rapa Nui na cratera de Rano Raraku e o Haka Pei, em que jovens descem de bruços sobre dois troncos de bananeira amarrados pela encosta íngreme do cerro Pu'i a até 70 km/h.
Dia da Língua Rapa Nui (Mahana o te Re'o), novembro
Celebração comunitária nas escolas e espaços públicos de Hanga Roa dedicada à transmissão oral, música, poesia patu'a e teatro em língua rapa nui.
Aringa Ora o Koro, junho
A festa do ano novo rapa nui, ligada ao solstício de inverno austral, celebra o ciclo anual da vida, a fertilidade e a produtividade com encontros comunitários em Hanga Roa. A programação varia de ano para ano; confira com a Municipalidade de Isla de Pascua.
Livros e filmes
La tierra de Hotu Matu'a (1948), de Padre Sebastián Englert
O estudo clássico de história, etnologia e língua escrito pelo missionário capuchinho que viveu mais de trinta anos em Rapa Nui e deu nome ao museu da ilha, registrando genealogias, lendas e topônimos diretamente com os anciãos da primeira metade do século XX.
Rapa Nui (1994), filme produzido por Kevin Costner e dirigido por Kevin Reynolds
Embora tome grandes liberdades cronológicas ao comprimir a escultura dos moais e a corrida do Homem-Pássaro na mesma época, o filme foi inteiramente rodado nas paisagens reais de Rano Raraku, Rano Kau e Anakena com participação de moradores da ilha, e segue lembrado na memória local.
Perguntas frequentes
Ilha de Páscoa: quantos dias reservar?
Eu reservaria quatro dias para a Ilha de Páscoa, contando o da chegada: é o mínimo para compensar as mais de cinco horas de voo desde Santiago sem correr pelos sítios nem perder o nascer do sol se chover numa manhã. No primeiro dia, depois do pouso em Mataveri, eu caminharia pela orla de Hanga Roa, de Hanga Piko até Tahai, para ver o pôr do sol. Dedicaria o segundo e o terceiro dias completos a percorrer o Parque Nacional com um guia local credenciado: um dia para o nascer do sol em Ahu Tongariki, a pedreira de Rano Raraku, Ahu Te Pito Kura e o banho de mar em Anakena; o outro para Ahu Vinapu, a cratera de Rano Kau, a aldeia de Orongo, Puna Pau e Ahu Akivi. No quarto dia, eu subiria ao cume do Maunga Terevaka pela manhã, com guia se o parque exigir, e guardaria a tarde para a igreja de Hanga Roa, um mergulho saindo da Caleta Hanga Roa Otai ou uma volta tranquila a Anakena. Quem puder ficar cinco dias ganha margem preciosa contra aguaceiros e vento.
Ilha de Páscoa: como chegar e o que apresentar no embarque em Santiago?
A única ligação aérea comercial regular para Rapa Nui parte de Santiago do Chile (SCL), operada pela LATAM em aeronaves de fuselagem larga (Boeing 787), num voo de cerca de 5h30 na ida contra o vento e cerca de 4h45 na volta. Antes de ir para o portão de embarque em Santiago, todo passageiro não residente passa pelo controle da PDI para Ilha de Páscoa, onde deve apresentar documento de identidade ou passaporte, passagem de ida e volta com permanência máxima de 30 dias (Lei 21.070), reserva confirmada em hospedagem registrada no Sernatur (ou carta-convite oficial da Delegação Presidencial Provincial) e o Formulario Único de Ingreso (FUI) preenchido. O Aeroporto Internacional Mataveri (IPC) fica colado à borda sul de Hanga Roa, a 5 minutos de carro dos hotéis; a maioria das pousadas inclui o traslado de chegada com colar de flores.
Ilha de Páscoa: posso visitar os moais de carro alugado ou preciso de guia em todos os sítios?
Não existe sistema de ônibus público em Rapa Nui. Para percorrer os sítios do Parque Nacional fora da vila, há duas escolhas principais: contratar excursões em pequenos grupos ou guia privado já com veículo incluído, ou alugar um carro ou jipe nas locadoras da rua Atamu Tekena e contratar à parte o guia local credenciado para acompanhar no seu veículo. Alugar um carro sozinho não dispensa a presença obrigatória do guia credenciado na portaria de Rano Raraku, Orongo, Tongariki, Akivi e demais sítios controlados. Você não precisa de guia pago para todas as horas do dia: as isenções do parque cobrem o gramado de Tahai, a vila de Hanga Roa com a igreja e as caletas, e a faixa de areia de Anakena (sem o setor dos ahus). A subida ao Terevaka parte do sítio controlado de Ahu Akivi: pergunte a Ma'u Henua se a subida também exige guia. Há apenas dois postos de gasolina na ilha, ambos em Hanga Roa, e fora da vila não há sinal de celular confiável.
Ilha de Páscoa: quanto custa o ingresso do parque e quando comprar?
O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui, administrado por Ma'u Henua, é obrigatório para visitar os sítios arqueológicos, é nominal e vale por 10 dias corridos a partir da data de emissão. Pela tabela vigente desde 1º de outubro de 2025 (consultada em outubro de 2026), custa USD 100 para adulto estrangeiro (USD 40 para crianças estrangeiras de 7 a 12 anos) e CLP 40.000 para adulto chileno ou residente no Chile (CLP 20.000 para crianças nacionais de 7 a 12 anos); menores de 7 anos são isentos. Como o comunicado de Ma'u Henua conta a validade desde a emissão (e um guia local fala em «primeiro controle»), não compre semanas antes: se usar a plataforma digital oficial, confirme ali se dá para escolher a data de início e marque a da chegada; senão, compre ao desembarcar, no balcão do aeroporto de Mataveri ou, por ora, no escritório de atendimento de Ma'u Henua na rua Kiri Reva, em Hanga Roa (todos os dias, das 9h às 17h). Guarde o bilhete impresso ou no celular, pois sem ele não se entra em nenhum sítio controlado. O ingresso dá direito a entrar apenas uma vez em Rano Raraku e uma vez em Orongo.
Ilha de Páscoa: o cartão funciona ou é melhor levar dinheiro em espécie?
A moeda oficial é o peso chileno (CLP), mas notas de dólar americano (USD) em bom estado são amplamente aceitas para pagar guias, mergulhos, aluguel de carros e o próprio ingresso internacional do parque. Em Hanga Roa há agências do BancoEstado e do Santander com caixas eletrônicos na rua Atamu Tekena, mas o pagamento com cartão pode falhar quando a internet via satélite oscila, e máquinas de cartão e caixas eletrônicos podem ficar indisponíveis por horas; fora da vila não há sinal de celular. Eu levaria do continente o suficiente em espécie, em pesos chilenos e dólares, para pagar o guia, os quiosques da praia de Anakena e eventuais imprevistos. Os preços de supermercado e restaurante são mais altos que no continente, porque quase tudo chega de avião ou navio a partir de Valparaíso.
Ilha de Páscoa: qual é a melhor época para ir?
Rapa Nui pode ser visitada o ano inteiro graças ao clima subtropical marítimo sem inverno rigoroso, mas a melhor época vai de outubro a abril. Outubro, novembro, março e abril combinam temperaturas agradáveis entre 22 °C e 25 °C, mar já convidativo para banho em Anakena e para mergulho nas caletas, boa luz para fotografar os moais e preços de passagem e hospedagem mais contidos que no pico do verão. Dezembro a fevereiro é a alta temporada, com máximas perto de 27 °C e foco na primeira quinzena de fevereiro, quando acontece a Tapati Rapa Nui: é a época mais vibrante da cultura local, mas exige reservar voo e pousada com muitos meses de antecedência. De maio a agosto (inverno austral), as máximas ficam em torno de 20 °C e as mínimas perto de 14 °C, mas o vento sul ganha força e maio costuma registrar o maior volume mensal de chuva; ainda assim, os aguaceiros são passageiros e os sítios arqueológicos ficam quase vazios.
Ilha de Páscoa: quais cuidados tomar na estrada e no mar?
Rapa Nui é um destino extremamente seguro em termos de criminalidade urbana, onde se caminha tranquilo por Hanga Roa e Tahai. Os cuidados reais estão na estrada, no sol e no mar: fora de Hanga Roa não há iluminação pública, não há sinal de telefone celular e cavalos e bois atravessam ou dormem sobre o asfalto, especialmente de madrugada no caminho para o nascer do sol em Ahu Tongariki. Nas falésias de Rano Kau, Orongo e costa norte, o vento sopra forte e não há grades contínuas na beira do precipício. A costa da ilha é quase toda formada por rocha vulcânica afiada e ondas de mar aberto sem barreira de corais; só entre na água na praia de Anakena ou na pequena enseada Pea, em Hanga Roa, e em passeios de mergulho acompanhados por instrutores locais nas caletas. O Hospital Hanga Roa atende urgências médicas na ilha, mas casos de alta complexidade dependem de evacuação aeromédica a mais de 3.700 km até o continente, por isso é indispensável viajar com seguro-viagem que cubra remoção aérea.
Ilha de Páscoa: o Museu Antropológico Padre Sebastián Englert está aberto?
O museu, no setor de Tahai, guarda peças que não aparecem nos sítios abertos, como o olho original de moai encontrado nas escavações de Anakena em 1978 e um moai feminino. Está fechado ao público por motivos de força maior desde 19 de julho de 2024, e o aviso no site oficial (consultado em 17/10/2026) diz apenas que a reabertura está em preparação, sem data. Antes de planejar a visita, confira o site do museu; enquanto ele estiver fechado, o olho de Ahu Ko Te Riku, em Tahai, é uma réplica que se vê ao ar livre.
Outras cidades do país
Chile ↗- Dias
- 2–3
- Quando
- mar–mai · set–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 110.000 CLPPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 1–2
- Quando
- jan–mar · nov–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 80–130 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- abr–mai · set–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 66.200 CLPPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 6–7
- Quando
- jan–mar · nov–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 99.900 CLPPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- jan–abr · out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 121.000 CLPPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.







