
Coreia do Sul
Jeju
Jeju: o vulcão Hallasan, cones e cavernas de lava, a costa de basalto e as trilhas Olle numa ilha ao sul da Coreia
Dias Eu ficaria quatro dias em Jeju, com as três primeiras noites em Jeju-si e a quarta em Seogwipo.
Como o guia chega a este número
O primeiro dia é para a capital antiga e o Parque da Paz 4·3, que explicam a ilha; o segundo, para o leste, com Manjanggul, o Museu das Haenyeo e Seongsan Ilchulbong; o terceiro, para o Hallasan, com reserva feita no mês anterior; e o quarto, para as cachoeiras e a costa de Seogwipo. Quem tiver mais tempo pode somar a costa oeste, de Yongmeori à praia de Hyeopjae, num dia de carro a partir de Seogwipo, e Udo, de preferência dormindo uma noite em Seongsan para pegar a balsa da manhã. Menos de quatro dias obriga a escolher entre o Hallasan e o leste.
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Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Quando Abril, maio, outubro e novembro; de junho a setembro o calor é úmido, chove mais e há risco de tempestades e tufões, e no inverno o vento forte e a neve no Hallasan mudam o planejamento das trilhas.
Como o guia chega a este número
A primavera, de março a maio, é a estação de flores de canola e cerejeiras e uma das melhores para as trilhas Olle. O verão, de junho a agosto, é quente e muito úmido, com a temporada de praias com salva-vidas e risco de tempestades e tufões; a chuva também pesa no início do outono. Outubro e novembro trazem ar mais seco e capim prateado nos oreum. O inverno é mais ameno que no continente, com poucos dias abaixo de zero na costa, mas venta muito e o Hallasan fica coberto de neve: o guia oficial indica Eorimok como a trilha mais simples para ver o Hallasan nevado, e as estradas da montanha exigem cuidado. No inverno, as tangerinas estão maduras. Em Seongpanak, a 760 m, agosto é o mês mais chuvoso, e o tempo lá em cima muda mais rápido que na cidade.
Por pessoa/dia Econômico cerca de 47.100 KRW; médio cerca de 117.000 KRW; confortável cerca de 282.000 KRW por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Como o guia chega a este número
Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
Econômico cerca de 47.100 KRW; médio cerca de 117.000 KRW; confortável cerca de 282.000 KRW por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026). Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
Salta · entre as mais baratasZermatt · entre as mais caras
Mais barato que 73% delas. O traço marca a mediana. Comparação pelo meio da faixa diária de cada cidade, convertida pelo câmbio de 24 de set. de 2026.
O que o Nilo achaEu indicaria Jeju para quem gosta de caminhar devagar por paisagem vulcânica, reparar em como um povo se organiza com pouca terra boa e comer o que o mar e o pasto dão. A pedra preta está em tudo: nos muros baixos que desenham os campos, nas casas tradicionais de Seongeup, ainda habitadas, e nos dol hareubang, os avôs de pedra de chapéu redondo que guardavam as vilas. Os antigos apelidos da ilha falam de muita pedra, muito vento e muitas mulheres, e de casas sem portão, em que paus atravessados entre pilares de pedra avisavam a quem passava se a entrada estava aberta. Na mesa, eu iria atrás do que só existe aqui, como o okdom grelhado inteiro, o momguk de alga e o bingtteok de trigo-sarraceno. Os parques e museus temáticos comerciais espalhados pela ilha eu deixaria de fora: o tempo rende mais num oreum ou num mercado.Jeju inteira saiu de erupções, e a visita acompanha o caminho da lava. Na costa, ela formou o cone de tufo de Seongsan, que se ergue do mar, as colunas hexagonais de Jungmun e as falésias em camadas de Yongmeori, com praias de areia clara e água rasa entre elas. Nesse litoral trabalham as haenyeo, mergulhadoras que descem em apneia atrás de abalone e ouriço e marcam a posição com boias laranja, e por ele passam as trilhas Olle, de aldeia em aldeia. No interior, a lava correu por baixo da terra e deixou tubos como Manjanggul, enquanto o Hallasan, sempre à vista quando as nuvens deixam, pede um dia inteiro e reserva. As duas cidades dividem o trabalho: Jeju-si guarda o mercado e o que restou da capital antiga, e Seogwipo fica entre cachoeiras que caem quase no mar. O massacre de 1948 deixou marcas em aldeias, cavernas e praias que hoje recebem visitantes, e o Parque da Paz 4·3 ajuda a reconhecê-las.
Ficha rápida
- População
- 662.792 residentes registrados na Província Autônoma Especial de Jeju, que inclui Jeju-si, Seogwipo e as ilhas menores, segundo o registro de moradores do Ministério do Interior da Coreia (dado de junho de 2026).
- Fundação
- Sem fundação única: a ilha foi sede do antigo reino de Tamna, passou a distrito do reino de Goryeo em 1105, virou província separada em 1º de agosto de 1946 e Província Autônoma Especial em 1º de julho de 2006.
- País e região
- Coreia do Sul, Província Autônoma Especial de Jeju, ilha a cerca de 130 km da costa sul da península coreana. A capital é Jeju-si, no norte; Seogwipo ocupa a metade sul.
- Idioma
- Coreano. A língua de Jeju, falada sobretudo pelos mais velhos, foi classificada pela UNESCO em 2010 como criticamente ameaçada.
- Moeda
- Won sul-coreano (KRW).
- Fuso horário
- Asia/Seoul, UTC+9, sem horário de verão.
- Melhor época
- Abril, maio, outubro e novembro; de junho a setembro o calor é úmido, chove mais e há risco de tempestades e tufões, e no inverno o vento forte e a neve no Hallasan mudam o planejamento das trilhas.
- Custo médio por dia
- Econômico cerca de 47.100 KRW; médio cerca de 117.000 KRW; confortável cerca de 282.000 KRW por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026). Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
O que mudou
Mudanças recentes que alteram o plano, com a data e a fonte.
- mai. de 2026
Manjanggul reabriu em 30 de maio de 2026, depois de dois anos e cinco meses fechado, com deque em todo o trecho aberto, reforço contra queda de rochas e iluminação de LED mais fraca. fonte
- set. de 2026
A trilha de Gwaneumsa voltou a chegar ao topo do Hallasan em 24 de setembro de 2026, após obras no trecho entre Samgakbong e o cume, fechado em agosto e setembro. fonte
- ago. de 2026
Em agosto de 2026 entrou em vigor a prorrogação da restrição à circulação de veículos de fora em Udo, com exceções como ônibus fretados de 16 lugares, carros alugados elétricos ou a hidrogênio, carros alugados por pessoas com dificuldade de locomoção e por hóspedes da ilha. fonte
- mar. de 2026
O Festival do Fogo de Jeju aboliu a queima do capim de Saebyeol Oreum; a edição de março de 2026 trocou o fogo no morro por um espetáculo de luz. fonte
Quando ir
Abril, maio, outubro e novembro; de junho a setembro o calor é úmido, chove mais e há risco de tempestades e tufões, e no inverno o vento forte e a neve no Hallasan mudam o planejamento das trilhas.
janeiro
4° a 9°C
68 mm de chuva
10h11 de luz
Feriados nacionais
1 – 3 de jan. de 2027 · feriado prolongado · New Year's Day
1 de jan. de 2028 · New Year's Day
26 – 30 de jan. de 2028 · feriado prolongado · Lunar New Year, Lunar New Year, Lunar New Year
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
fevereiro
4° a 10°C
57 mm de chuva
11h01 de luz
Feriados nacionais
6 – 9 de fev. de 2027 · feriado prolongado · Lunar New Year, Lunar New Year, Lunar New Year
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
março
7° a 13°C
91 mm de chuva
11h58 de luz
Feriados nacionais
27 de fev. – 1 de mar. de 2027 · feriado prolongado · Independence Movement Day
1 de mar. de 2028 · Independence Movement Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
maio
15° a 22°C
96 mm de chuva
Melhor época13h54 de luz
Feriados nacionais
1 – 5 de mai. de 2027 · feriado prolongado · Labour Day, Children's Day
13 – 16 de mai. de 2027 · feriado prolongado · Buddha's Birthday
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
junho
19° a 25°C
171 mm de chuva
14h22 de luz
Feriados nacionais
6 de jun. de 2027 · Memorial Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
julho
24° a 29°C
210 mm de chuva
14h10 de luz
Feriados nacionais
17 – 19 de jul. de 2027 · feriado prolongado · Constitution Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
agosto
25° a 30°C
272 mm de chuva
13h24 de luz
Feriados nacionais
14 – 16 de ago. de 2027 · feriado prolongado · Liberation Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
setembro
21° a 26°C
228 mm de chuva
12h23 de luz
Feriados nacionais
11 – 14 de set. de 2027 · feriado prolongado · Chuseok
14 – 19 de set. de 2027 · feriado prolongado · Chuseok, Chuseok
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
outubro
16° a 22°C
95 mm de chuva
Melhor época11h22 de luz
Feriados nacionais
2 – 4 de out. de 2027 · feriado prolongado · National Foundation Day
9 – 11 de out. de 2027 · feriado prolongado · Hangul Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
dezembro
6° a 11°C
56 mm de chuva
9h56 de luz
Feriados nacionais
25 – 27 de dez. de 2026 · feriado prolongado · Christmas Day
25 de dez. de 2027 · Christmas Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
Alta, média e baixa temporada
Média · março a maio
Flores de canola e cerejeira, clima bom para as trilhas Olle e cevada verde em Gapado em abril. A partir de março, o parque do Hallasan adota horários-limite mais tardios nos postos de controle.
Alta · julho e agosto
Temporada de praias, com salva-vidas e horário estendido em praias como Hyeopjae, aluguel de carro bem mais caro e calor úmido. Chuva forte e tufões podem cancelar balsas e fechar trilhas.
Média · junho e setembro a novembro
Junho e setembro ainda são quentes e chuvosos; outubro e novembro trazem ar mais seco e capim prateado nos oreum.
Baixa · dezembro a fevereiro
Vento forte na costa, neve e gelo no Hallasan e neve nas estradas da montanha. É a época das tangerinas e das camélias, e as trilhas até Witse Oreum ficam brancas.
O que muda ao longo do ano

A primavera, de março a maio, é a estação de flores de canola e cerejeiras e uma das melhores para as trilhas Olle. O verão, de junho a agosto, é quente e muito úmido, com a temporada de praias com salva-vidas e risco de tempestades e tufões; a chuva também pesa no início do outono. Outubro e novembro trazem ar mais seco e capim prateado nos oreum. O inverno é mais ameno que no continente, com poucos dias abaixo de zero na costa, mas venta muito e o Hallasan fica coberto de neve: o guia oficial indica Eorimok como a trilha mais simples para ver o Hallasan nevado, e as estradas da montanha exigem cuidado. No inverno, as tangerinas estão maduras. Em Seongpanak, a 760 m, agosto é o mês mais chuvoso, e o tempo lá em cima muda mais rápido que na cidade.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | 4 a 9 | 68 |
| fevereiro | 4 a 10 | 57 |
| março | 7 a 13 | 91 |
| abril · | 11 a 18 | 90 |
| maio · | 15 a 22 | 96 |
| junho | 19 a 25 | 171 |
| julho | 24 a 29 | 210 |
| agosto | 25 a 30 | 272 |
| setembro | 21 a 26 | 228 |
| outubro · | 16 a 22 | 95 |
| novembro · | 10 a 16 | 70 |
| dezembro | 6 a 11 | 56 |
Dicas do Nilo
Reserve o Hallasan no dia em que o mês abre
O sistema do parque libera as vagas do mês seguinte no primeiro dia útil de cada mês, às 9h, e no primeiro dia pode haver fila virtual. O QR chega por mensagem ao celular informado; sem ele, não se passa do controle.
Uma base no norte e outra no sul
Eu dormiria em Jeju-si nas três primeiras noites, para a capital, o leste e o Hallasan, e mudaria para Seogwipo na manhã do quarto dia. Assim o sul e, se houver tempo, o oeste ficam perto do hotel, sem duas horas de ônibus na volta.
Monte o dia do leste pelo calendário
Antes de escolher a data, confira a primeira segunda-feira do mês (Seongsan Ilchulbong), a primeira quarta (Manjanggul), as segundas (Museu das Haenyeo) e as terças (Geomunoreum).
Cartão de transporte no bolso
Um cartão T-money resolve os ônibus, dá desconto e evita o problema das linhas que não aceitam dinheiro. A recarga é feita em lojas de conveniência, inclusive no aeroporto.
Yongmeori depende do mar
Mesmo dentro do horário, a costa fecha com maré alta e ondas. Eu ligaria para 064-794-2940 antes de atravessar a ilha e teria a praia de Hyeopjae como plano B.
Udo com hora de volta
A balsa não sai com mar agitado. Eu iria a Udo de manhã, com a volta de tarde, e confirmaria o último horário no porto ao chegar.
Explorar o mapa
Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Deixe por último, se sobrar tempo: Jeju Mokgwana · Yongduam · Saebyeol Oreum · Seopjikoji · Aldeia de Seongeup · Soesokkak · Parque Cultural da Pedra de Jeju · Samseonghyeol · O'sulloc Tea Museum

Hallasan
O vulcão que forma a ilha, com 1.947 m, é o ponto mais alto da Coreia do Sul e área de parque nacional. Só duas trilhas chegam ao lago de cratera Baengnokdam, no topo: Seongpanak, com 9,6 km até o cume e cerca de 4h30 de subida pelo lado leste, mais longa e de inclinação moderada, e Gwaneumsa, com 8,7 km pelo norte, mais íngreme. As duas exigem reserva no sistema oficial do parque, com QR enviado por mensagem ao celular; o parque pede documento de identidade e fecha a passagem nos postos de controle no fim da manhã ou no início da tarde, conforme a estação. Quem não conseguir vaga, ou não tiver fôlego para cerca de 19 km ida e volta, sobe pelas trilhas de Yeongsil ou Eorimok até o abrigo de Witse Oreum, a cerca de 1.700 m, sem o lago. Pela trilha de Yeongsil, são 3,7 km, cerca de 1h30, a partir da área de descanso a 1.280 m, aonde só sobem veículos de até 12 lugares; quem chega de ônibus desce no escritório do parque, a 1.000 m, e soma 2,4 km de estrada, num total de cerca de 3h15 até Witse Oreum. Dali a trilha continua até a junção do Paredão Sul. O tempo fecha rápido lá em cima: confira no site do parque se as trilhas estão abertas no dia.
É a razão de muita gente ir a Jeju: o topo do vulcão, o lago de cratera e a passagem por três faixas de vegetação num só dia. A reserva de Seongpanak ou Gwaneumsa e o horário-limite dos postos de controle decidem o roteiro, e Yeongsil e Eorimok ficam como alternativa sem reserva até Witse Oreum.
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Seongsan Ilchulbong
Um cone de tufo de 182 m que se ergueu do mar numa erupção rasa há milhares de anos e hoje está ligado à ilha por areia e cascalho. A trilha paga sobe por escadas até a borda de uma cratera de cerca de 600 m de diâmetro, coberta de capim, em 30 a 40 minutos; a trilha gratuita contorna a base até a praia de Umutgae. O nome quer dizer pico do nascer do sol, e o horário acompanha a luz: abre às 6h de novembro a fevereiro, às 5h em março, abril, setembro e outubro e às 4h30 de maio a agosto, com a bilheteria fechando uma hora antes do fim. Fecha na primeira segunda-feira de cada mês. Adulto paga 5.000 wons.
O cone de tufo saído do mar é a imagem da ilha e a subida curta leva à borda da cratera; abre antes do nascer do sol na maior parte do ano. Fecha na primeira segunda-feira do mês.
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Manjanggul
Um tubo de lava de cerca de 7,4 km, com até 18 m de largura, do qual o público percorre cerca de 1 km até uma coluna de lava de 7,6 m. A gruta reabriu em 30 de maio de 2026, depois de dois anos e cinco meses fechada por causa de uma queda de rochas em 2023: o trecho aberto ganhou deque em toda a extensão e iluminação de LED mais fraca. Lá dentro faz frio o ano inteiro, em torno de 12 °C a 14 °C, e uma blusa resolve. Abre das 9h às 18h, com última entrada às 17h, e fecha na primeira quarta-feira do mês; adulto paga 4.000 wons.
O tubo de lava aberto ao público é o jeito de ver por dentro o sistema de Geomunoreum, patrimônio da UNESCO, e reabriu em maio de 2026 com deque em todo o trecho. Fecha na primeira quarta do mês.
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Geomunoreum
O cone de onde saiu a lava que formou Manjanggul e outros tubos é o único oreum incluído no Patrimônio Mundial, e só se visita com reserva e acompanhado por guia. As saídas vão das 9h às 14h, a cada 30 minutos, com até 50 pessoas por grupo; há percursos de cerca de 2,1 km (uma hora), 5 km (duas horas e meia) e 6,7 km (três horas e meia). A reserva abre no dia 1º do mês anterior, às 9h, e vagas que sobram podem ser pegas no local. Fecha às terças, no Seollal e no Chuseok; não se entra de chinelo nem com comida além de doces de emergência. Adulto paga 2.000 wons.
A caminhada guiada pelo cone e pela floresta mostra o vulcão que formou Manjanggul, mas exige reserva com antecedência e fecha às terças; para quem não planejou, Manjanggul cobre o essencial do sistema.
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Museu das Haenyeo
Em Hado, na costa nordeste, o museu conta a vida das mergulhadoras de Jeju, que descem em apneia até cerca de 20 m para colher abalone, ouriço e algas, e cuja cultura entrou na lista do patrimônio imaterial da UNESCO em 2016. Os objetos expostos foram doados pelas próprias haenyeo, e há uma casa reconstruída e salas sobre a luta delas contra o domínio japonês. Abre das 9h às 18h e fecha às segundas; a entrada de adulto custa 1.100 wons.
Explica as mergulhadoras que se veem de boia laranja ao longo da costa, com objetos doados por elas; fica no caminho entre Manjanggul e Seongsan. Fecha às segundas.
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Parque da Paz 4·3 de Jeju
Memorial e museu dedicados às vítimas do levante e do massacre de 1948 e 1949, aberto em 2008 em Bonggae-dong, no interior de Jeju-si. O memorial explica as causas, a repressão e a busca pela verdade. Ajuda a ler o resto da ilha: aldeias, cavernas e lugares como Jeongbang e a área de Seongsan guardam marcos do 4·3. Confira horário e dia de fechamento no site da fundação antes de ir.
Dá o contexto do massacre de 1948 e 1949, sem o qual os marcos de memória espalhados pela ilha passam despercebidos; pede duas horas sem pressa.
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Mercado Dongmun
Aberto logo depois da libertação de 1945, é o maior mercado tradicional da ilha, com frutas, peixe, ervas e roupas. As bancas de peixe vendem hoe de peixe-espada a preços razoáveis, segundo a Organização de Turismo da Coreia, e à noite a área do portão 8 vira feira de comida de rua. Funciona das 7h às 21h, com horário variando por banca, e fica no centro antigo de Jeju-si.
O maior mercado tradicional da ilha resolve uma refeição e as compras de tangerinas e doces; a feira noturna perto do portão 8 é o melhor horário.
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Cachoeira de Jeongbang
Uma queda de 23 m que cai do penhasco direto sobre o litoral de pedras, perto do centro de Seogwipo; o site oficial de turismo da ilha a descreve como a única cachoeira costeira da Coreia que despeja no mar. Uma escada desce em cerca de cinco minutos até a base, entre paredes de basalto colunar. Abre das 9h às 17h50, com última entrada às 17h30, e pode fechar com mar ou tempo ruim; adulto paga 2.000 wons.
A cachoeira que cai sobre o litoral, entre paredes de basalto, é a mais impressionante do sul e fica a minutos do centro de Seogwipo.
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Cachoeira de Cheonjiyeon
Queda de 22 m no fim de um vale de floresta subtropical, a curta caminhada do porto de Seogwipo, com trilha plana e bem cuidada. Fica aberta das 9h às 22h, com última entrada às 21h20, e por isso funciona no fim do dia; o guia oficial destaca a vista noturna.
Aberta até as 22h e a poucos passos do porto, fecha bem um dia em Seogwipo; a trilha plana serve a qualquer idade.
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Mais lugares do guia
Oedolgae
Um pilar de rocha de cerca de 20 m que sai do mar a oeste do centro de Seogwipo, com pinheiros no alto. O guia oficial o indica como ponto de partida da trilha Olle 7, e um trecho dessa costa é a forma mais simples de caminhar na Olle sem dedicar o dia inteiro.
O pilar no mar é o ponto mais fácil para caminhar um trecho da trilha Olle 7 pela costa de Seogwipo.
Jusangjeolli
No litoral de Jungmun e Daepo, colunas de basalto hexagonais formadas pelo resfriamento rápido da lava ao encontrar o mar se alinham como um paredão. A visita é curta, e o horário acompanha o pôr do sol, em geral das 9h às 18h, segundo a Organização de Turismo da Coreia.
As colunas de basalto mostram em poucos minutos como a lava encontrou o mar; combina com o resto de Jungmun e fecha conforme o pôr do sol.
Costa de Yongmeori
Ao pé do Sanbangsan, falésias de tufo com cerca de 700 m de extensão e 25 m a 40 m de altura foram esculpidas pelas ondas em camadas e cavidades. O caminho segue rente à água e fecha com maré alta, ondas ou mau tempo: o horário padrão é das 9h às 17h, com última entrada às 16h30, e convém ligar para 064-794-2940 ou checar o Instagram oficial @6sot_official no dia. Adulto paga 2.000 wons. O Sanbangsan, logo acima, tem uma escadaria até a gruta-templo de Sanbanggulsa.
A caminhada rente às falésias de tufo é a costa mais esculpida da ilha, mas depende da maré e das ondas do dia; convém confirmar a abertura antes de sair.
Praia de Hyeopjae
Areia clara, água rasa e a silhueta de Biyangdo em frente fazem de Hyeopjae a praia mais conhecida do oeste e uma das preferidas de famílias com crianças. A temporada oficial, com salva-vidas, ocupa o verão, do fim de junho ao início de setembro, com datas e horários anunciados a cada ano. Fora dela a praia continua aberta, sem serviço de banho, e vale pelo pôr do sol.
A praia mais conhecida do oeste, rasa e com Biyangdo em frente, termina o dia do oeste com o pôr do sol.
Mercado Maeil Olle de Seogwipo
Mercado coberto no centro de Seogwipo, aberto o ano inteiro, com peixe fresco, frutas cítricas, omegitteok e suco de hallabong. A cobertura faz dele um bom programa de dia de chuva, e à noite parte dele funciona como feira de comida.
Mercado coberto no centro de Seogwipo para almoçar e provar doces e frutas da ilha; serve também em dia de chuva.
Floresta de Bijarim
Mais de 2.800 árvores de bija, uma conífera da família do teixo, com 500 a 800 anos, crescem numa área de 45 hectares no leste da ilha; o guia oficial de Jeju a apresenta como o maior monumento natural de floresta da Coreia do Sul. O percurso A é quase todo plano e é o que o site oficial recomenda para grávidas, carrinhos e cadeiras de rodas; o B tem trechos de pedra. Abre das 9h às 18h, com última entrada às 17h; adulto paga 3.000 wons, e não se entra com comida nem bebida, exceto água.
Uma floresta de árvores centenárias com percurso plano, boa troca para dias de vento na costa ou para quem não vai ao Hallasan.
Praia de Hamdeok
Na costa nordeste, a cerca de uma hora de ônibus do aeroporto, a praia de areia clara e água turquesa e rasa é uma das preferidas de famílias. Ao lado, o pequeno cone de Seoubong se sobe em pouco tempo e mostra a praia e o Hallasan de cima.
A praia mais acessível a partir de Jeju-si, com água rasa e o mirante de Seoubong ao lado; serve a quem quer mar no leste sem ir até Seongsan.
Jeju Mokgwana
O antigo complexo do governo da ilha no período Joseon, ao lado do pavilhão Gwandeokjeong, foi reconstruído a partir de escavações e é o melhor lugar para entender como Jeju-si funcionava como capital. Abre todos os dias das 9h às 18h; adulto paga 1.500 wons. De maio a outubro, há abertura noturna gratuita das 18h às 21h, exceto segundas e terças.
O complexo reconstruído do governo Joseon explica a capital, mas é pequeno e cabe na mesma caminhada do Mercado Dongmun; a abertura noturna gratuita de maio a outubro é o melhor motivo para entrar.
Yongduam
Uma rocha de lava na costa de Jeju-si que, segundo a lenda, é um dragão que não conseguiu subir ao céu, perto do aeroporto. É uma parada curta, que faz sentido no fim da tarde de um dia na capital ou entre a chegada e o hotel.
Uma rocha bonita perto do aeroporto, boa para o primeiro ou o último fim de tarde; não justifica deslocamento próprio.
Saebyeol Oreum
Um dos cones mais conhecidos do oeste, com 519,3 m de altitude no topo, alcançado em 20 a 30 minutos por trilha com trechos íngremes. No outono o morro fica coberto de capim prateado. É também o palco do Festival do Fogo de Jeju, em março.
A subida curta mostra o que é um oreum e rende muito no outono, com o capim prateado; fora de um roteiro de carro pelo oeste, não justifica a viagem.
Seopjikoji
Um cabo na costa leste com pradaria, rochas e vista para Seongsan Ilchulbong; na primavera fica cercado de flores de canola. Faz sentido como complemento de Seongsan, não como destino próprio.
Bonito para ver Seongsan Ilchulbong de lado, mas repete a paisagem do pico; entra se sobrar tempo no dia do leste.
Aldeia de Seongeup
Antiga vila murada no interior de Pyoseon, sede de condado desde 1423 e habitada há cerca de 600 anos, com muralhas preservadas, casas tradicionais e ruelas curtas, as olle, que levam da rua a cada casa. A vila inteira é patrimônio folclórico nacional, e moradores atuam como guias voluntários. Por ser bairro de moradia, a visita pede discrição e respeito aos quintais.
Uma vila murada ainda habitada, que mostra como era um centro administrativo da ilha, mas fica fora do caminho do roteiro; entra para quem estiver de carro entre o leste e Seogwipo.
Soesokkak
Desfiladeiro em Seogwipo onde a água doce que desce do Hallasan encontra o mar e forma poços profundos entre paredões de lava. A forma de vê-lo de perto é de barco: na tewoo, a balsa tradicional de Jeju, ou em botes a remo para duas ou três pessoas.
O passeio de tewoo pelo desfiladeiro é diferente e curto, mas depende do barco e do tempo; entra num dia folgado em Seogwipo.
Parque Cultural da Pedra de Jeju
Museu e parque ecológico em Jocheon dedicados à cultura da pedra na ilha, com dol hareubang, pilares de portão e estátuas de túmulo expostos ao ar livre e uma casa tradicional de telhado de palha. Fecha às segundas e no 1º de janeiro, no Seollal e no Chuseok; as visitas guiadas, de uma hora a uma hora e meia, saem das 9h às 16h, com pausa ao meio-dia, e a reserva é recomendada.
Explica a pedra que se vê em muros, casas e estátuas por toda a ilha, mas pede visita guiada e fica no interior, fora do roteiro de ônibus; rende para quem já vai a Geomunoreum ou Bijarim de carro.
Samseonghyeol
No centro de Jeju-si, um bosque protegido guarda os três buracos de onde, segundo a lenda, saíram os fundadores do reino de Tamna. Há cerimônias tradicionais em 10 de abril, 10 de outubro e 10 de dezembro. A visita é curta e cabe no mesmo passeio de Jeju Mokgwana.
O lugar da lenda de fundação de Tamna, pequeno e tranquilo; vale como desvio curto no dia de Jeju-si, não como destino.
O'sulloc Tea Museum
Museu do chá ao lado de grandes plantações de chá verde no sudoeste da ilha, com objetos ligados ao chá, uma casa de chá e doces feitos com chá verde. Funciona como pausa no dia do oeste.
O campo de chá e a casa de chá rendem uma pausa agradável, mas o museu é pequeno e não substitui o tempo em Yongmeori ou na praia de Hyeopjae no mesmo dia.
O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Jeju-si: a capital antiga e a memória do 4·3
De manhã, vá de táxi ou de ônibus ao Parque da Paz 4·3, em Bonggae-dong, e reserve duas horas para o memorial (confira o horário no site da fundação).
Volte ao centro e almoce gogi-guksu numa das casas da rua do macarrão, em Samseong-ro.
À tarde, caminhe até Jeju Mokgwana e o pavilhão Gwandeokjeong (9h às 18h); se tiver tempo, passe antes pelo santuário de Samseonghyeol, na mesma região.
No fim da tarde, siga de táxi até Yongduam para ver a rocha do dragão com o sol baixo.
À noite, jante na feira em volta do portão 8 do Mercado Dongmun ou numa churrascaria de porco preto perto do porto. Durma em Jeju-si.
Dia 2 · Leste: o tubo de lava, as haenyeo e Seongsan Ilchulbong
Saia cedo de ônibus ou carro rumo à costa nordeste (do aeroporto, cerca de 70 minutos de ônibus) e chegue a Manjanggul na abertura, às 9h; leve uma blusa para o frio de dentro do tubo. Evite a primeira quarta-feira do mês.
Siga para o Museu das Haenyeo, em Hado, para uma hora de visita; ele fecha às segundas, e nesse caso troque pela floresta de Bijarim.
Almoce na costa, onde casas de haenyeo servem jeonbok-juk e mulhoe, ou vá ao Haenyeo's Kitchen, em Jongdal (confira datas e reserva no site do restaurante).
À tarde, suba Seongsan Ilchulbong pela trilha paga (30 a 40 minutos até a cratera) e desça pela gratuita até a praia de Umutgae; confira o horário de fechamento da estação e a primeira segunda-feira do mês.
Se sobrar luz, vá a Seopjikoji. Volte a Jeju-si de ônibus, em cerca de duas horas, para dormir perto do terminal de onde sai o ônibus do Hallasan.
Dia 3 · Hallasan pela trilha de Seongpanak
Com a reserva feita no sistema do parque, pegue o ônibus 281 no terminal de Jeju-si, a partir das 6h; o trecho até Seongpanak leva cerca de 45 minutos. Leve documento, o QR no celular, água, comida e roupa de frio.
Comece a caminhar antes das 7h: são 9,6 km e cerca de 4h30 até o topo, e o controle do abrigo de Jindallaebat fecha a passagem no fim da manhã ou no começo da tarde, conforme a estação.
No topo, veja o lago Baengnokdam e comece a descida dentro do horário marcado pelo parque.
Desça por Seongpanak e volte a Jeju-si pelo 281. Sem reserva, faça Yeongsil ou Eorimok até Witse Oreum, saindo no mesmo horário.
Jante cedo em Jeju-si; o dia seguinte começa com a mudança para o sul.
Dia 4 · Seogwipo: cachoeiras, mercado e a costa da Olle 7
De manhã, mude para Seogwipo: o ônibus 281 cruza a montanha pela estrada 5.16, e a limusine 600 sai do aeroporto e passa por Jungmun. Deixe as malas no hotel.
Visite a cachoeira de Jeongbang (9h às 17h50) e desça a escada até a base.
Almoce no Mercado Maeil Olle e prove omegitteok e suco de hallabong.
À tarde, caminhe pela costa até Oedolgae por um trecho da Olle 7; depois, de táxi ou ônibus, siga para Jusangjeolli, em Jungmun, antes do pôr do sol.
À noite, volte ao centro para a cachoeira de Cheonjiyeon (última entrada às 21h20) e atravesse a ponte Saeyeongyo, iluminada até as 22h. Durma em Seogwipo; no dia da partida, a limusine 600 leva ao aeroporto.
Comida
Heuk-dwaeji (porco preto)
Carne de porco da raça nativa de pele preta, assada na grelha da mesa. Em Jeju costuma vir com meljeot, anchova salgada que corta a gordura. Há uma rua só de churrascarias de porco preto perto do porto de Jeju-si.
Galchi (peixe-espada)
Peixe longo e prateado preparado grelhado, cozido em molho de soja ou de pimenta, ou em galchi-guk, sopa clara com abóbora. No Mercado Dongmun também se vende cru, em hoe.
Okdom-gui
Peixe-telha grelhado, um dos sete pratos locais que a província destaca como típicos da ilha, ao lado da sopa de peixe-espada e do gogi-guksu.
Gogi-guksu
Macarrão grosso em caldo de osso de porco, coberto com fatias de carne cozida. A rua do macarrão, em Samseong-ro, no centro de Jeju-si, reúne várias casas.
Momguk
Sopa espessa de caldo de porco com mom, uma alga parda da costa de Jeju, com trigo-sarraceno. Refeição simples e muito local.
Jeonbok-juk
Mingau de arroz com abalone; em Jeju se usa o abalone inteiro, inclusive as vísceras, o que dá a cor esverdeada. Casas de haenyeo na costa servem a receita.
Mulhoe
Peixe cru em caldo gelado temperado com doenjang, a pasta de soja; a versão com jaridom, um peixe pequeno das águas de Jeju, é a jari-mulhoe. Prato de verão.
Haemul ttukbaegi
Ensopado de frutos do mar em caldo de doenjang, com caranguejo, mariscos e o pequeno molusco obunjagi, servido fervendo na tigela de barro.
Bingtteok
Crepe fino de trigo-sarraceno enrolado sobre um recheio de nabo temperado com gergelim e cebolinha.
Omegitteok
Bolinho de painço glutinoso com feijão vermelho por fora e por dentro, vendido nos mercados; hoje há versões com castanhas e frutas.
Hallabong e gamgyul
As tangerinas são o fruto símbolo da ilha. Variedades como a hallabong e a cheonhyehyang aparecem em sucos, doces e geleias; no inverno as tangerinas estão maduras nos pomares.
Soju Hallasan
O soju da ilha, com cerca de 20% de álcool segundo o guia oficial de Jeju, aparece em quase toda mesa de churrasco.
Onde comer
- Centro antigo de Jeju-si
Mercado Dongmun para peixe-espada cru, doces de tangerina e a feira noturna perto do portão 8, com rolinhos de kimchi com porco preto e gimbap de abalone. Na rua do macarrão de Samseong-ro, gogi-guksu a qualquer hora do dia.
- Tap-dong e o porto
A rua de churrascarias de porco preto, onde a carne vem com meljeot, e as casas de peixe cru do cais Seobudu, que costumam terminar a refeição com sopa picante ou mingau de peixe.
- Centro de Seogwipo
Mercado Maeil Olle para almoço rápido de peixe, omegitteok e suco de hallabong, num espaço coberto que serve em dia de chuva; à noite parte dele funciona como feira de comida.
- Haenyeo's Kitchen · Costa leste (Jongdal e Bukchon)
O Haenyeo's Kitchen serve frutos do mar colhidos pelas mergulhadoras com uma apresentação sobre a vida delas: em Jongdal, um bufê com apresentação ao vivo; em Bukchon, um menu em etapas com projeções. Confira dias de funcionamento e reserva no site do restaurante antes de ir.
Fonte · 2026-10-19
- Aldeias costeiras do leste
Casas de haenyeo e restaurantes de aldeia servem jeonbok-juk com o abalone inteiro, haemul ttukbaegi e, no verão, mulhoe. Pergunte o preço do dia dos frutos do mar, que varia com a pesca.
· 2026-10-19
Bate-voltas
Costa oeste: Yongmeori, Sanbangsan e Hyeopjae
Um dia a partir de Seogwipo, melhor de carro. Pela manhã, a costa de Yongmeori (9h às 17h, última entrada às 16h30, 2.000 wons), que fecha com maré alta ou ondas: confirme pelo telefone 064-794-2940 ou pelo Instagram @6sot_official antes de sair. Logo acima, a escadaria do Sanbangsan leva à gruta-templo de Sanbanggulsa. À tarde, siga pela costa oeste até a praia de Hyeopjae para o pôr do sol atrás de Biyangdo; de lá, o ônibus leva cerca de 70 minutos até o aeroporto.
Udo
A maior das ilhas vizinhas fica a cerca de 15 minutos de balsa de Seongsan ou de Jongdal; de Jeju-si, conte cerca de duas horas de ônibus até o porto, ou durma uma noite em Seongsan para pegar a balsa da manhã. Tem 17 km de contorno, percorridos em duas a três horas de bicicleta elétrica, de patinete ou no ônibus interno. A ilha restringe a circulação de carros vindos de fora; confira as exceções na página oficial antes de levar um veículo. Os destaques são a praia de Seobinbaeksa, de fragmentos de algas calcárias, a praia de Hagosudong, o mirante de Udobong, com 132 m, e a gruta marinha de Geommeolle, acessível na maré baixa. A entrada do parque marinho custa 1.000 wons para adultos, além da balsa, que pode não sair com mar agitado.
Circulação de veículos de fora restrita em Udo, com exceções: 1 de agosto de 2026 – 31 de julho de 2029 (conferido em out. de 2026) fonte
Marado e Gapado
Marado, o ponto mais ao sul da Coreia do Sul, tem 1,3 km de comprimento e se percorre em cerca de uma hora, com o marco do extremo sul, uma capela de telhado em forma de concha de abalone e um farol de 1915. As balsas saem de Unjin ou do porto de Songaksan, no sudoeste, e levam cerca de 30 minutos. Gapado, no caminho, fica coberta de cevada verde em abril.
Biyangdo
Uma ilhota vulcânica a cerca de 15 minutos de balsa do porto de Hallim, bem em frente à praia de Hyeopjae. Uma trilha de 20 minutos sobe o Biyangbong, de 114 m, até um farol branco, e a costa norte tem cerca de 20 hornitos, chaminés de lava, entre eles a pedra da mulher carregando um bebê. A volta completa a pé leva cerca de duas horas.
Por onde começar
Jeju-si: a capital antiga e a memória do 4·3

De manhã, vá de táxi ou de ônibus ao Parque da Paz 4·3, em Bonggae-dong, e reserve duas horas para o memorial (confira o horário no site da fundação).
Leste: o tubo de lava, as haenyeo e Seongsan Ilchulbong

Saia cedo de ônibus ou carro rumo à costa nordeste (do aeroporto, cerca de 70 minutos de ônibus) e chegue a Manjanggul na abertura, às 9h; leve uma blusa para o frio de dentro do tubo. Evite a primeira quarta-feira do mês.
Seogwipo: cachoeiras, mercado e a costa da Olle 7

De manhã, mude para Seogwipo: o ônibus 281 cruza a montanha pela estrada 5.16, e a limusine 600 sai do aeroporto e passa por Jungmun. Deixe as malas no hotel.
Dinheiro

A moeda é o won sul-coreano (KRW). Cartão de crédito é aceito na maior parte do comércio, mas convém ter algum dinheiro para bancas de mercado e para o ônibus, onde o cartão de transporte é o meio mais prático. Entradas consultadas em outubro de 2026 nos sites oficiais de turismo da Coreia e de Jeju: Seongsan Ilchulbong custa 5.000 wons para adultos, Manjanggul 4.000, Bijarim 3.000, Geomunoreum, Jeongbang e Yongmeori 2.000 cada, Jeju Mokgwana 1.500, o Museu das Haenyeo 1.100 e o parque marinho de Udo 1.000, sem contar a balsa. O sistema de reservas do Hallasan não publica tarifa de trilha na tabela de preços; o estacionamento de Seongpanak cobra 1.000 wons pela primeira hora para carro pequeno, até 13.000 wons por dia.
Como chegar e se locomover

Chegar
O Aeroporto Internacional de Jeju (CJU) fica dentro de Jeju-si e é o segundo maior do país; a ponte aérea com Gimpo, em Seul, é uma das rotas mais movimentadas do mundo, e há voos de várias cidades coreanas, como Busan. Em julho de 2026 havia voos internacionais diretos para 23 cidades, sobretudo na China, no Japão, em Taiwan, em Hong Kong e em Singapura, segundo a Organização de Turismo da Coreia. Também há balsas de portos do continente; horários no site de reservas da associação de navegação coreana (island.haewoon.co.kr).
Do aeroporto
Os ônibus saem do térreo do terminal. O centro antigo de Jeju-si e o Mercado Dongmun ficam a cerca de 20 minutos de ônibus. Para Jungmun e Seogwipo, a limusine 600 sai em frente ao portão 5, das 6h às 22h40, com intervalos de 16 a 40 minutos, e para em vários hotéis até o Seogwipo KAL Hotel; a tarifa de adulto vai de 1.300 a 5.500 wons, conforme o trecho, pela tabela do site bus.jeju.go.kr.
Ônibus na ilha
Não há trem nem metrô. A rede de ônibus tem linhas expressas entre regiões, azuis de longa distância e verdes locais; segundo a tabela do site oficial bus.jeju.go.kr, o adulto paga 1.150 wons com cartão ou 1.200 em dinheiro nas linhas comuns, e nas expressas 2.000 wons com cartão até 20 km, com acréscimo por distância até 3.000 wons; quem paga em dinheiro na expressa paga sempre os 3.000. Cartões T-money funcionam em todos os ônibus: encoste o cartão ao subir e ao descer. Algumas linhas não aceitam dinheiro. A linha 281 liga o terminal de Jeju-si a Seogwipo pela estrada 5.16 e para em Seongpanak, a trilha do Hallasan; das 6h às 22h, com cerca de 45 minutos de Jeju-si até a trilha e 50 de Seogwipo. Planeje rotas no site oficial bus.jeju.go.kr.
Carro
Para o oeste, o interior e os oreum, carro alugado rende mais que ônibus. Estrangeiros precisam apresentar passaporte e carteira internacional de habilitação. Julho e agosto são alta temporada e o aluguel encarece. As estradas que cruzam o Hallasan, 5.16 e 1100, são sinuosas e pegam neblina e neve no inverno. Udo restringe a circulação de carros vindos de fora: na ilha, use ônibus, bicicleta ou carro elétrico alugado, e confira na página oficial as exceções (entre elas, ônibus fretados de 16 lugares e carros alugados elétricos ou a hidrogênio) antes de levar um veículo.
Táxi
Táxis com taxímetro circulam nas duas cidades e servem bem para trechos curtos, como do centro de Seogwipo a Oedolgae. A província credencia motoristas que falam inglês no serviço Jeju Global Taxi (jeju.go.kr/globaltaxi), com reserva prévia.
Barcos para as ilhas
A balsa para Udo sai de Seongsan e de Jongdal e leva cerca de 15 minutos; para Marado, de Unjin ou do porto de Songaksan, cerca de 30 minutos; para Biyangdo, de Hallim, cerca de 15 minutos. Todas dependem do mar do dia.
Segurança
A Coreia do Sul tem fama de segurança pública alta, destacada pelo próprio guia oficial de Jeju; numa viagem à ilha, os riscos que mais pesam são de natureza e trânsito. No Hallasan, a altitude, a distância e a mudança rápida do tempo causam exaustão, quedas e problemas cardíacos, e o parque recomenda que quem não tem preparo ou tem doença crônica fique nas trilhas até Witse Oreum. No verão, cuidado com vespas na trilha, segundo o próprio parque. No litoral, ondas e maré fecham caminhos como Yongmeori e podem suspender balsas; nas praias, nade só na temporada e na área com salva-vidas. No verão e no início do outono, acompanhe os avisos de tempestade e tufão do serviço meteorológico. Nas estradas da montanha, neblina e neve exigem velocidade baixa. Emergências: 112 para polícia e 119 para bombeiros e ambulância; a central de turismo da ilha (064-740-6000) atende em inglês, chinês e japonês, e a linha nacional 1330 também tem atendimento em outros idiomas.
Antes de ir
- Tomada
- tipos C e F
- Voltagem
- 220 V
- Mão de direção
- pela direita
- Emergência
- Polícia 112 · Ambulância, Bombeiros 119
- Código do país
- +82
- Idiomas oficiais
- coreano e língua de sinais coreana
- Moeda
- Won sul-coreano (KRW)
Fonte: Wikidata (CC0), conferido em setembro de 2026.
Dicas de etiqueta
Ônibus e cartão
Encoste o cartão de transporte ao subir e também ao descer, para que a baldeação seja reconhecida.
Reserva do Hallasan é nominal
O QR de entrada vai para o celular cadastrado e o parque pede documento; cancele pelo sistema se não for, porque quem falta sem cancelar fica três meses sem poder reservar, e um ano na segunda vez.
Aldeias habitadas
Seongeup e as aldeias costeiras são casas de moradia: não entre em quintais, peça licença antes de fotografar pessoas e fale baixo.
Memória do 4·3
No Parque da Paz e nos marcos espalhados pela ilha, trate o lugar como memorial, sem poses de foto sobre as placas.
Fumo e lixo
Fumar fora das áreas indicadas pode render multa de até 100.000 wons, e jogar lixo no chão, de até 50.000, segundo o guia oficial.
Mesa coreana
Os acompanhamentos e a água vêm sem custo e podem ser repostos; talheres costumam ficar na gaveta da mesa, e o botão sobre ela chama o garçom.
Erros a evitar

Chegar a Seongpanak sem reserva
Sem reserva não se passa do controle para o topo, e as vagas são limitadas: no dia em que o mês abre, o próprio sistema avisa que pode haver fila virtual e datas esgotadas. Quem perdeu a janela pode subir por Yeongsil ou Eorimok até Witse Oreum.
Começar a subida tarde
Os postos de controle fecham a passagem para o topo no fim da manhã ou no começo da tarde, conforme a estação. Quem sai às 9h de Seongpanak corre o risco de ser barrado no meio da trilha.
Medir a ilha pelo mapa
Leste e oeste parecem perto, mas o ônibus do aeroporto a Seongsan leva cerca de duas horas. Agrupar os passeios por região evita perder metade do dia em trânsito.
Ignorar os fechamentos
Seongsan Ilchulbong fecha na primeira segunda-feira do mês, Manjanggul na primeira quarta, Geomunoreum às terças e o Museu das Haenyeo às segundas. Um dia do leste numa segunda pode perder dois deles.
Ir a Yongmeori sem checar a maré
Com maré alta ou ondas, a costa fecha mesmo dentro do horário. Ligue ou veja o aviso oficial antes de atravessar a ilha.
Esquecer a carteira internacional
Locadoras pedem passaporte e carteira internacional de habilitação a estrangeiros; sem ela, não há carro.
Frases úteis
안녕하세요 (annyeonghaseyo)
Olá; serve para cumprimentar em qualquer hora.
감사합니다 (gamsahamnida)
Obrigado.
얼마예요? (eolmayeyo?)
Quanto custa?
카드 돼요? (kadeu dwaeyo?)
Aceita cartão?
화장실은 어디예요? (hwajangsireun eodiyeyo?)
Onde fica o banheiro?
…까지 가 주세요 (…kkaji ga juseyo)
Por favor, vá até… (para o táxi).
여기서 세워 주세요 (yeogiseo sewo juseyo)
Pare aqui, por favor.
물 주세요 (mul juseyo)
Água, por favor.
맛있어요 (masisseoyo)
Está gostoso.
도와주세요 (dowajuseyo)
Socorro; me ajude.
Onde ficar
- Centro antigo de Jeju-si · Quem chega de avião, vai ao Hallasan de ônibus e quer jantar a pé.: Fica a cerca de 20 minutos do aeroporto, perto do Mercado Dongmun e do terminal de onde sai o 281 para Seongpanak, e tem restaurantes até tarde. A desvantagem é a distância das praias e do sul: do centro a Seongsan são cerca de duas horas de ônibus.
- Shin-Jeju · Quem tem voo cedo ou chegada tarde e prefere hotel de rede.: Está acima do aeroporto, com hotéis de rede e ônibus para os dois lados da ilha. Para o Mercado Dongmun e o centro antigo, conte com táxi ou ônibus.
- Centro de Seogwipo · Quem quer explorar o sul sem carro e jantar perto do porto.: Cachoeiras, mercado, ponte e porto ficam a pé, e o 281 e a limusine 600 ligam o centro ao Hallasan e ao aeroporto. A desvantagem é o aeroporto do outro lado da montanha, o que pesa em voos cedo.
- Jungmun · Quem procura resort, piscina e praia, sobretudo em família.: É uma área planejada de resorts e hotéis grandes, perto de Jusangjeolli e da praia Saekdal, com a limusine 600 para o aeroporto. Os passeios fora do complexo pedem ônibus, táxi ou carro.
- Seongsan · Quem quer o nascer do sol em Seongsan Ilchulbong ou a primeira balsa para Udo.: Põe o pico e o porto de Udo a uma caminhada. Fica no extremo leste, longe do aeroporto e do oeste; vale como uma ou duas noites, não como base única.
- Hallim, Hyeopjae e Aewol · Quem viaja de carro e quer praia e pôr do sol.: Pensões e casas tradicionais reformadas, um tipo de hospedagem comum na ilha segundo o guia oficial, ficam perto de Hyeopjae, do porto de Hallim e da trilha de Handam. Sem carro, o leste, o Hallasan e Seogwipo ficam longe.
· 2026-10-19
Bairros

Centro antigo de Jeju-si
Em torno de Gwandeok-ro ficam o complexo de Jeju Mokgwana, o pavilhão Gwandeokjeong e o Mercado Dongmun, o maior mercado tradicional da ilha. É a parte da capital que se percorre a pé, com comércio de bairro, ônibus para quase toda a ilha e o aeroporto a cerca de 20 minutos de ônibus.
Tap-dong e o porto
Entre o centro antigo e o mar, a orla de Tap-dong reúne a rua de restaurantes de porco preto e, junto ao cais oeste, Seobudu, uma fileira de casas de peixe cru.
Shin-Jeju
A cidade nova, criada nas últimas décadas acima do aeroporto, concentra prédios do governo provincial, hotéis de rede e avenidas largas. Serve a quem chega tarde ou parte cedo, mas tem pouco do caráter da cidade antiga.

Centro de Seogwipo
O centro junta o Mercado Maeil Olle, a rua de Lee Jung-seop, o porto com a ponte Saeyeongyo e a cachoeira de Cheonjiyeon. A cachoeira de Jeongbang e a pedra de Oedolgae ficam a uma curta corrida de táxi.

Jungmun
Complexo turístico criado em 1978 a oeste de Seogwipo, com resorts, o centro de convenções, a praia Saekdal e as colunas de basalto de Jusangjeolli. O ônibus limusine 600 liga Jungmun ao aeroporto.

Seongsan e a costa leste
A ponta leste tem Seongsan Ilchulbong, o porto de onde saem as balsas para Udo, o cabo de Seopjikoji e, mais ao norte, aldeias de haenyeo como Hado e praias como Woljeong-ri, Gimnyeong e, já perto de Jeju-si, Hamdeok. Fica longe do aeroporto, perto de tudo o que se faz ao nascer do sol.

Hallim, Hyeopjae e Aewol
Na costa oeste, a praia de Hyeopjae olha para a ilha de Biyangdo, o porto de Hallim tem a balsa para ela e Aewol tem a trilha costeira de Handam. É a costa do pôr do sol, mais bem servida por carro.

Interior e oreum
Entre as duas cidades ficam os cones vulcânicos, como Saebyeol Oreum, florestas como Bijarim e Saryeoni e as entradas das trilhas do Hallasan. Quase não há hospedagem nem comércio: é território de passagem de carro ou de ônibus específico.
História
Pré-história · Primeiros moradores
A ocupação humana da ilha começou há 8 mil a 10 mil anos, segundo a síntese histórica da província.
Séc. V · Reino de Tamna
Tamna, o primeiro Estado conhecido na ilha, passou a pagar tributo a reinos da península a partir do século V. A lenda situa a origem do povo de Jeju em três buracos no chão, preservados no santuário de Samseonghyeol, em Jeju-si.
1105 · Distrito de Goryeo
O reino de Goryeo aboliu o nome do antigo reino e transformou a ilha no distrito de Tamna, com funcionários enviados do continente.
1271–1273 · Os Sambyeolcho e os mongóis
Em 1271 os rebeldes Sambyeolcho, vindos de Jindo, se fortificaram na ilha; dois anos depois foram derrotados por tropas de Goryeo e dos mongóis, e em 1273 a dinastia Yuan instalou um governador militar. A ilha virou pasto de cavalos para a cavalaria até 1356.
Joseon · Sede administrativa em Jeju-si
O complexo de Jeju Mokgwana concentrou o governo da ilha. Escavações de 1991 a 1998 acharam restos de 30 edifícios, e oito foram reconstruídos até 2002.
1910–1945 · Domínio japonês
Jeju fez parte da Coreia anexada pelo Japão. Vestígios de instalações militares japonesas ficam em Seongsan Ilchulbong e em Geomunoreum.
1946 · Província própria
Em 1º de agosto de 1946, sob o governo militar dos Estados Unidos, Jeju deixou de pertencer a Jeolla do Sul e virou província separada.
1948–1949 · Levante e massacre de 4·3
O levante de 3 de abril de 1948 e a repressão que se seguiu mataram entre 14 mil e 30 mil pessoas, cerca de um décimo da população da ilha. O tema ficou censurado por décadas.
2003 · Relatório e pedido de desculpas
Uma comissão nacional publicou o relatório sobre o 4·3, e o presidente Roh Moo-hyun pediu desculpas em nome do governo. O Parque da Paz 4·3 abriu em 28 de março de 2008.
2007 · Patrimônio Mundial
Hallasan, Seongsan Ilchulbong e o sistema de tubos de lava de Geomunoreum foram inscritos pela UNESCO como Ilha Vulcânica e Tubos de Lava de Jeju.
2016 · As haenyeo na UNESCO
A cultura das mergulhadoras de Jeju entrou na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
História completa
Um reino numa ilha vulcânica
Antes de ser província coreana, Jeju foi Tamna, um reino que mantinha relações de tributo com os Estados da península e cuja origem a tradição local explica com três semideuses saídos da terra, em Samseonghyeol, hoje no centro de Jeju-si. Goryeo incorporou a ilha em 1105; depois da derrota dos rebeldes Sambyeolcho, a dinastia mongol Yuan a governou de 1273 a 1356, e Joseon firmou o controle central no século XV. O complexo de Jeju Mokgwana, reconstruído a partir de escavações, mostra como a ilha era governada a partir do norte, onde a cidade continua concentrando a administração, o porto e o aeroporto.
Isolamento e economia de mar
A distância do continente e o solo vulcânico, que não retém água, fizeram de Jeju uma terra de pastoreio, pesca e mergulho. Desde o século XVIII as mulheres passaram a dominar a coleta no fundo do mar, e as haenyeo se tornaram arrimo de muitas famílias.
O século XX e o 4·3
Depois de 35 anos de domínio japonês, Jeju virou província em 1946 e, dois anos depois, foi palco do levante de 3 de abril de 1948. A campanha de repressão, que durou até 1949, deixou entre 14 mil e 30 mil mortos, cerca de um décimo da população, e levou cerca de 40 mil pessoas a fugir para o Japão. O assunto ficou proibido por décadas; só em 2003 o governo reconheceu os abusos e pediu desculpas. O Parque da Paz 4·3, aberto em 2008, é o lugar para entender por que tantas aldeias do interior têm marcos de memória.
Da ilha agrícola ao destino de férias
Jeju-si cresceu rápido a partir dos anos 1970 e ganhou Shin-Jeju, a cidade nova acima do aeroporto; no sul, o complexo turístico de Jungmun foi criado em 1978. Em 2006 a ilha ganhou o status de Província Autônoma Especial, com duas cidades, Jeju-si e Seogwipo, no lugar dos antigos condados. Depois vieram o reconhecimento da UNESCO, em 2007, e as trilhas Olle, inspiradas no Caminho de Santiago, que levam o visitante a pé pelas aldeias costeiras.
Geografia e forma da cidade

Um vulcão que é a ilha
Jeju é um vulcão em escudo de 73 km de leste a oeste e 31 km de norte a sul; a província inteira, com as ilhas menores, tem cerca de 1.850 km². O Hallasan, com 1.947 m, ocupa o centro e é visível de quase toda a costa quando não está coberto de nuvens; no topo fica o lago de cratera Baengnokdam. Nas encostas há cerca de 360 cones parasitas, os oreum, de cinzas e escória, e perto do mar aparecem cones e anéis de tufo formados por erupções em contato com a água, como Seongsan Ilchulbong e Yongmeori.
Lava por baixo, floresta por cima
Rios de lava que esfriaram por fora e continuaram correndo por dentro deixaram tubos como Manjanggul, no sistema de Geomunoreum. Sobre os campos de lava cresce o gotjawal, floresta de árvores e trepadeiras sobre pedra solta, que funciona como área de recarga da água subterrânea da qual a ilha depende. A água volta à superfície no litoral, em nascentes frias e nas cachoeiras do sul.
Norte e sul
O Hallasan divide a ilha em duas metades. No norte, Jeju-si concentra aeroporto, porto e comércio e recebe mais o vento continental de inverno. No sul, Seogwipo fica mais protegida e tem invernos um pouco mais amenos, falésias de basalto e as cachoeiras de Jeongbang e Cheonjiyeon. As duas cidades se ligam por estradas que cruzam a montanha, como a 5.16 e a 1100, sinuosas e sujeitas a neblina e neve no inverno.
A montanha tem outro clima
O tempo no Hallasan muda mais e mais rápido que na costa. Em Seongpanak, a 760 m, a média de janeiro fica abaixo de zero e a chuva anual passa de 4.300 mm nas normais de 1999 a 2020 do serviço meteorológico coreano, com agosto como mês mais chuvoso. Uma manhã de sol em Jeju-si não garante topo aberto.
Cultura

As haenyeo
As mergulhadoras de Jeju descem sem cilindro, com máscara, rede e uma boia laranja chamada tewak, e ao voltar à superfície soltam um assobio de respiração, o sumbisori. Hoje quase nove em cada dez têm mais de 60 anos. A cultura delas entrou na lista do patrimônio imaterial da UNESCO em 2016, e o Museu das Haenyeo, em Hado, guarda a história; em vários pontos da costa as boias laranja mostram onde elas estão trabalhando.
Pedra, vento e muros
O basalto está em toda parte: nos muros baixos de pedra empilhada que separam campos e túmulos, nas casas tradicionais e nos dol hareubang, as estátuas de avô de pedra com chapéu redondo que guardavam as entradas das vilas fortificadas. Restam 47 ou 48 originais pré-modernos, 21 deles em Jeju-si e 12 em Seongeup. O Parque Cultural da Pedra de Jeju, em Jocheon, reúne essa tradição e os mitos de Seolmundae Halmang, a figura que, segundo a lenda, arrancou o topo do Hallasan e o atirou onde hoje está o Sanbangsan.
Língua de Jeju
A fala tradicional da ilha é tão diferente do coreano padrão que pesquisadores a tratam como língua própria, hoje criticamente ameaçada. O título da série de 2025 da Netflix ambientada na ilha, Pokssak sogatsuda, é uma expressão de Jeju para agradecer o esforço de alguém.
Memória do 4·3
O 3 de abril é dia de cerimônia no Parque da Paz 4·3, e a literatura e o cinema coreanos voltaram ao tema nas últimas décadas, de Jiseul, de O Muel, ao romance de Han Kang publicado em inglês como We Do Not Part. A lembrança aparece também em placas discretas em aldeias, cavernas e praias.
Trilhas Olle
A ex-jornalista Suh Myung-sook, nascida na ilha, criou a fundação que abriu as trilhas Olle inspirada no Caminho de Santiago. Olle é a palavra de Jeju para a ruela que liga a estrada ao portão da casa. São 21 rotas principais e seis variantes, cerca de 437 km, quase todas pelo litoral e pelas ilhas vizinhas.
Festas e eventos
Festival do Nascer do Sol de Seongsan
Na virada do ano, em torno de Seongsan Ilchulbong, para ver o primeiro nascer do sol do ano no ponto mais a leste da ilha.
Tamna Ipchun-gut
No início de fevereiro, perto do Ipchun, o começo da primavera no calendário tradicional, festa ligada à data no complexo de Jeju Mokgwana e no centro antigo de Jeju-si.
Festival do Fogo de Jeju (Deulbul)
Em março, em Saebyeol Oreum. A queima do capim do cone foi abolida, e a festa passou a projetar sobre o oreum um espetáculo de luz, mantendo a marcha das tochas e as fogueiras de pedidos.
Flores de cerejeira de Jeonnong-ro
Em abril, na rua Jeonnong-ro, a cinco minutos do aeroporto, um túnel de cerejeiras ganha feira e barracas de comida, segundo o guia oficial.
Cerimônia do 4·3
Em 3 de abril, cerimônia em memória das vítimas no Parque da Paz 4·3.
Festival da Cevada Verde de Gapado
Na primavera, quando a ilha de Gapado fica coberta de cevada verde, sobretudo em abril.
Livros e filmes
Jakbyeolhaji anneunda (We Do Not Part), de Han Kang (2021)
Romance em que a narradora viaja a Jeju a pedido de uma amiga e reflete sobre o massacre do 4·3; a tradução francesa ganhou o Prêmio Médicis de literatura estrangeira em 2023.
The Island of Sea Women, de Lisa See (2019)
Romance histórico sobre a amizade de duas haenyeo do domínio japonês aos dias de hoje; a autora entrevistou mergulhadoras na ilha.
Jiseul, de O Muel (2012)
Filme em preto e branco, falado na língua de Jeju por atores locais, sobre moradores que se esconderam numa caverna durante a repressão de 1948.
Pokssak sogatsuda (When Life Gives You Tangerines, 2025)
Série de 2025 da Netflix ambientada em Jeju; o título original é uma expressão da língua da ilha.
Our Blues (2022)
Série coreana em formato de episódios independentes, com histórias de personagens tendo Jeju como cenário.
Perguntas frequentes
Jeju: como ir do aeroporto a Jeju-si e a Seogwipo?
O Aeroporto Internacional de Jeju (CJU) fica dentro de Jeju-si. Os ônibus saem do térreo do terminal. O centro antigo de Jeju-si e o Mercado Dongmun ficam a cerca de 20 minutos de ônibus. Para Jungmun e Seogwipo, a limusine 600 sai em frente ao portão 5, das 6h às 22h40, com intervalos de 16 a 40 minutos, e para em vários hotéis até o Seogwipo KAL Hotel; a tarifa de adulto vai de 1.300 a 5.500 wons, conforme o trecho, pela tabela do site bus.jeju.go.kr.
Jeju: quantos dias ficar?
Eu ficaria quatro dias em Jeju, com as três primeiras noites em Jeju-si e a quarta em Seogwipo. O primeiro dia é para a capital antiga e o Parque da Paz 4·3, que explicam a ilha; o segundo, para o leste, com Manjanggul, o Museu das Haenyeo e Seongsan Ilchulbong; o terceiro, para o Hallasan, com reserva feita no mês anterior; e o quarto, para as cachoeiras e a costa de Seogwipo. Quem tiver mais tempo pode somar a costa oeste, de Yongmeori à praia de Hyeopjae, num dia de carro a partir de Seogwipo, e Udo, de preferência dormindo uma noite em Seongsan para pegar a balsa da manhã. Menos de quatro dias obriga a escolher entre o Hallasan e o leste.
Jeju: como reservar a trilha do Hallasan?
Seongpanak e Gwaneumsa, as únicas trilhas que chegam ao topo, exigem reserva no sistema oficial do parque. O sistema libera as vagas do mês seguinte no primeiro dia útil de cada mês, às 9h, e no primeiro dia pode haver fila virtual. O QR chega por mensagem ao celular informado; sem ele, não se passa do controle. Cancele pelo sistema se não for, porque quem falta sem cancelar fica três meses sem poder reservar, e um ano na segunda vez. Quem perdeu a janela pode subir por Yeongsil ou Eorimok até Witse Oreum.
Jeju: como subir ao topo do Hallasan?
Só duas trilhas chegam ao lago de cratera Baengnokdam, no topo: Seongpanak, com 9,6 km até o cume e cerca de 4h30 de subida pelo lado leste, mais longa e de inclinação moderada, e Gwaneumsa, com 8,7 km pelo norte, mais íngreme. As duas exigem reserva no sistema oficial do parque, com QR enviado por mensagem ao celular; o parque pede documento de identidade e fecha a passagem nos postos de controle no fim da manhã ou no início da tarde, conforme a estação. Quem sai às 9h de Seongpanak corre o risco de ser barrado no meio da trilha. Quem não conseguir vaga, ou não tiver fôlego para cerca de 19 km ida e volta, sobe pelas trilhas de Yeongsil ou Eorimok até o abrigo de Witse Oreum, a cerca de 1.700 m, sem o lago. O tempo fecha rápido lá em cima: confira no site do parque se as trilhas estão abertas no dia.
Jeju: como circular de ônibus pela ilha?
Não há trem nem metrô. A rede de ônibus tem linhas expressas entre regiões, azuis de longa distância e verdes locais; segundo a tabela do site oficial bus.jeju.go.kr, o adulto paga 1.150 wons com cartão ou 1.200 em dinheiro nas linhas comuns, e nas expressas 2.000 wons com cartão até 20 km, com acréscimo por distância até 3.000 wons; quem paga em dinheiro na expressa paga sempre os 3.000. Cartões T-money funcionam em todos os ônibus: encoste o cartão ao subir e ao descer. Algumas linhas não aceitam dinheiro. A linha 281 liga o terminal de Jeju-si a Seogwipo pela estrada 5.16 e para em Seongpanak, a trilha do Hallasan; das 6h às 22h, com cerca de 45 minutos de Jeju-si até a trilha e 50 de Seogwipo. Planeje rotas no site oficial bus.jeju.go.kr.
Jeju: vale alugar carro?
Para o oeste, o interior e os oreum, carro alugado rende mais que ônibus. Estrangeiros precisam apresentar passaporte e carteira internacional de habilitação. Julho e agosto são alta temporada e o aluguel encarece. As estradas que cruzam o Hallasan, 5.16 e 1100, são sinuosas e pegam neblina e neve no inverno. Udo restringe a circulação de carros vindos de fora: na ilha, use ônibus, bicicleta ou carro elétrico alugado, e confira na página oficial as exceções (entre elas, ônibus fretados de 16 lugares e carros alugados elétricos ou a hidrogênio) antes de levar um veículo.
Jeju: como visitar a costa oeste e Yongmeori?
Um dia a partir de Seogwipo, melhor de carro. Pela manhã, a costa de Yongmeori (9h às 17h, última entrada às 16h30, 2.000 wons), que fecha com maré alta ou ondas: confirme pelo telefone 064-794-2940 ou pelo Instagram @6sot_official antes de sair. Logo acima, a escadaria do Sanbangsan leva à gruta-templo de Sanbanggulsa. À tarde, siga pela costa oeste até a praia de Hyeopjae para o pôr do sol atrás de Biyangdo; de lá, o ônibus leva cerca de 70 minutos até o aeroporto.
Jeju: como ir a Udo?
A maior das ilhas vizinhas fica a cerca de 15 minutos de balsa de Seongsan ou de Jongdal; de Jeju-si, conte cerca de duas horas de ônibus até o porto, ou durma uma noite em Seongsan para pegar a balsa da manhã. Tem 17 km de contorno, percorridos em duas a três horas de bicicleta elétrica, de patinete ou no ônibus interno. A ilha restringe a circulação de carros vindos de fora; confira as exceções na página oficial antes de levar um veículo. Os destaques são a praia de Seobinbaeksa, de fragmentos de algas calcárias, a praia de Hagosudong, o mirante de Udobong, com 132 m, e a gruta marinha de Geommeolle, acessível na maré baixa. A entrada do parque marinho custa 1.000 wons para adultos, além da balsa, que pode não sair com mar agitado.
Jeju: qual a melhor época para ir?
Abril, maio, outubro e novembro; de junho a setembro o calor é úmido, chove mais e há risco de tempestades e tufões, e no inverno o vento forte e a neve no Hallasan mudam o planejamento das trilhas.
Jeju: preciso de dinheiro vivo?
Cartão de crédito é aceito na maior parte do comércio, mas convém ter algum dinheiro para bancas de mercado e para o ônibus, onde o cartão de transporte é o meio mais prático.
Jeju: é seguro?
A Coreia do Sul tem fama de segurança pública alta, destacada pelo próprio guia oficial de Jeju; numa viagem à ilha, os riscos que mais pesam são de natureza e trânsito. No Hallasan, a altitude, a distância e a mudança rápida do tempo causam exaustão, quedas e problemas cardíacos, e o parque recomenda que quem não tem preparo ou tem doença crônica fique nas trilhas até Witse Oreum. No litoral, ondas e maré fecham caminhos como Yongmeori e podem suspender balsas; nas praias, nade só na temporada e na área com salva-vidas. No verão e no início do outono, acompanhe os avisos de tempestade e tufão do serviço meteorológico. Emergências: 112 para polícia e 119 para bombeiros e ambulância; a central de turismo da ilha (064-740-6000) atende em inglês, chinês e japonês, e a linha nacional 1330 também tem atendimento em outros idiomas.
Outras cidades do país
Coreia do Sul ↗- Dias
- 3–4
- Quando
- abr–jun · set–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 160.000–260.000 KRWPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- abr–mai · out
- Por pessoa/dia
- Média de 144.700 KRWPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.








