
China
Xangai
Fachadas dos anos 1930, torres de vidro e ruas de plátanos
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Não venha atrás da China antiga: os jardins clássicos ficam em Suzhou, a um bate-volta de trem-bala. Com um dia só, chegue ao Bund às 8h e atravesse o rio na balsa da Rua Jinling, por 2 CNY. Suba à Shanghai Tower antes das 11h e volte a Puxi para almoçar macarrão de óleo de cebolinha numa loja de bairro. À tarde, pegue o metrô até a antiga concessão francesa e ande sob os plátanos das ruas Wukang e Anfu. O que decepciona é andar em Pudong, com superquadras de 500 m, passarelas elevadas e quase nenhum comércio de rua. A favor da cidade, os museus públicos são gratuitos e o metrô passa de 800 km. Evite agosto, que passa dos 32 °C quase todo dia.
3
Quando Fim de setembro a novembro; abril e maio como segunda opção
Como o guia chega a este número
O clima é subtropical úmido, com quatro estações bem marcadas. A primavera vai de março a maio, entre 10 e 25 °C, com chuva intermitente e as azaleias e magnólias floridas em abril. Em meados de junho começa o meiyu, a “chuva das ameixas”: três a quatro semanas de garoa contínua e umidade perto de 85%, que é quando a roupa lavada simplesmente para de secar. Julho e agosto passam dos 32 °C quase todo dia, com sensação acima de 38 °C, e é também a temporada de tufões, que se estende até setembro e costuma render um ou dois dias de transporte suspenso. O melhor período vai do fim de setembro a novembro: 15 a 25 °C, céu mais limpo e a temporada do caranguejo-peludo. O inverno, de dezembro a fevereiro, fica entre 1 e 10 °C com umidade alta, o que faz parecer mais frio do que o termômetro indica; neve é rara e poucos prédios antigos têm aquecimento central. Evite a Semana Dourada de 1 a 7 de outubro e os dias em torno da Festa da Primavera, quando os preços sobem e o Bund funciona com controle de fluxo; se puder escolher só o que evitar, evite agosto.
Por pessoa/dia cerca de 450–900 CNY por pessoa com hotel médio, refeições e transporte; cerca de 250 CNY em modo econômico
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaReserve três dias: um para o rio e as duas margens, outro para as antigas concessões e suas vielas, e o terceiro para os museus de arte do West Bund e os canais de Zhujiajiao. Não venha atrás da China antiga: os jardins clássicos ficam em Suzhou, a um bate-volta de trem-bala. Com um dia só, chegue ao Bund às 8h e atravesse o rio na balsa da Rua Jinling, por 2 CNY. Suba à Shanghai Tower antes das 11h e volte a Puxi para almoçar macarrão de óleo de cebolinha numa loja de bairro. À tarde, pegue o metrô até a antiga concessão francesa e ande sob os plátanos das ruas Wukang e Anfu. O que decepciona é andar em Pudong, com superquadras de 500 m, passarelas elevadas e quase nenhum comércio de rua. A favor da cidade, os museus públicos são gratuitos e o metrô passa de 800 km. Evite agosto, que passa dos 32 °C quase todo dia.Em Xangai, as 52 fachadas de pedra do Bund, erguidas entre 1900 e 1937 na margem oeste do rio Huangpu, ficam de frente para os arranha-céus de Pudong, onde a Shanghai Tower, de 632 m, subiu sobre antigos arrozais. O Bund é obra da abertura do porto ao comércio estrangeiro em 1843, que repartiu a cidade em concessões com polícia e regras de construção próprias. Pudong nasceu da autorização de Pequim, em 1990, para construir na outra margem. Longe do rio, a cidade das concessões continua nas ruas de plátanos da antiga concessão francesa e nas vielas de casas shikumen de Xintiandi e Tianzifang. A comida justifica a viagem: shengjianbao selado na chapa no café da manhã, hongshaorou, a barriga de porco cozida em soja e açúcar de rocha, e o caranguejo-peludo na temporada. Venha do fim de setembro a novembro, com 15 a 25 °C, fora da Semana Dourada de 1 a 7 de outubro, e reserve três dias.
Ficha rápida
- População
- cerca de 24,9 mi no município; cerca de 29 mi na mancha urbana contínua
- Fundação
- Condado de Huating em 751; condado de Xangai em 1292; porto aberto ao estrangeiro em 1843
- País e região
- China · município sob administração direta, delta do Yangtzé
- Idiomas
- Mandarim padrão (putonghua); xangainês (família wu) na conversa local; inglês limitado fora de hotéis e museus
- Moeda
- Yuan renminbi (CNY, ¥): cerca de 6,9 CNY por dólar em 2026
- Fuso
- UTC+8, sem horário de verão; toda a China usa um fuso só
- Melhor época
- Fim de setembro a novembro; abril e maio como segunda opção
- Custo médio por dia
- cerca de 450–900 CNY por pessoa com hotel médio, refeições e transporte; cerca de 250 CNY em modo econômico
Quando ir
Fim de setembro a novembro; abril e maio como segunda opção
janeiro
2° a 8°C
70 mm de chuva
fevereiro
4° a 10°C
64 mm de chuva
março
7° a 14°C
87 mm de chuva
abril
12° a 20°C
77 mm de chuva
maio
18° a 25°C
90 mm de chuva
junho
22° a 28°C
197 mm de chuva
julho
26° a 32°C
147 mm de chuva
agosto
26° a 32°C
210 mm de chuva
dezembro
4° a 11°C
49 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
O clima é subtropical úmido, com quatro estações bem marcadas. A primavera vai de março a maio, entre 10 e 25 °C, com chuva intermitente e as azaleias e magnólias floridas em abril. Em meados de junho começa o meiyu, a “chuva das ameixas”: três a quatro semanas de garoa contínua e umidade perto de 85%, que é quando a roupa lavada simplesmente para de secar. Julho e agosto passam dos 32 °C quase todo dia, com sensação acima de 38 °C, e é também a temporada de tufões, que se estende até setembro e costuma render um ou dois dias de transporte suspenso. O melhor período vai do fim de setembro a novembro: 15 a 25 °C, céu mais limpo e a temporada do caranguejo-peludo. O inverno, de dezembro a fevereiro, fica entre 1 e 10 °C com umidade alta, o que faz parecer mais frio do que o termômetro indica; neve é rara e poucos prédios antigos têm aquecimento central. Evite a Semana Dourada de 1 a 7 de outubro e os dias em torno da Festa da Primavera, quando os preços sobem e o Bund funciona com controle de fluxo; se puder escolher só o que evitar, evite agosto.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | 2 a 8 | 70 |
| fevereiro | 4 a 10 | 64 |
| março | 7 a 14 | 87 |
| abril | 12 a 20 | 77 |
| maio | 18 a 25 | 90 |
| junho | 22 a 28 | 197 |
| julho | 26 a 32 | 147 |
| agosto | 26 a 32 | 210 |
| setembro · | 22 a 28 | 117 |
| outubro · | 17 a 23 | 71 |
| novembro · | 11 a 18 | 58 |
| dezembro | 4 a 11 | 49 |
Dicas do Nilo
Atravesse o Huangpu na balsa de 2 CNY, não pelo túnel
O túnel turístico entre as margens cobra caro para mostrar luzes piscando, e a balsa da Rua Jinling cruza em cinco minutos, ao ar livre. É a travessia que os moradores usam para ir trabalhar, e se paga com o QR code do Alipay na catraca. Faça a volta, de Pudong para Puxi, no fim da tarde, com a fileira inteira de fachadas do Bund de frente para a balsa.
Vá ao Bund às 8h, antes da multidão da noite
Às 8h, a luz bate rasante nas fachadas e a pista do calçadão está livre. Nos feriados de 1º de outubro e do Ano-Novo, quando há controle de fluxo, o começo da manhã é o único horário tranquilo.
Mostre o cartão de embarque e pague 40 CNY no maglev
Com o cartão de embarque do mesmo dia, apresentado no balcão, a passagem cai de cerca de 50 para 40 CNY. A viagem de 30 km entre Pudong e Longyang Road dura cerca de 8 minutos, e desde 2021 o trem anda a 300 km/h o dia inteiro. Se o seu destino é o centro e você tem mala, a linha 2 direta leva de 60 a 75 minutos e evita a troca em Longyang.
No Museu de Xangai Leste, o visitante individual entra sem reserva desde 2024
Basta levar o passaporte físico até o portão B1 e passar pela segurança. O mini-programa do WeChat volta a exigir reserva em feriados, férias escolares e mostras especiais, e também para a Galeria Digital e a Curio-city. São cerca de 113 mil m²: conte três horas para as galerias principais e meio dia se quiser ver também as de pintura e caligrafia.
Os carrinhos de café da manhã fecham às 9h30
Os carrinhos não voltam à tarde, e é neles que se acham o cifantuan e o doujiang. O cifantuan é arroz glutinoso enrolado à mão em volta de um youtiao, e o doujiang é leite de soja quente. Perto deles, quatro shengjianbao custam de 8 a 15 CNY, e vale deixar esfriar um pouco antes de comer, porque o caldo fica dentro do pão.
Em novembro, fuja da semana da CIIE e das feiras de arte
Na semana em que a CIIE ocupa o centro de convenções de Hongqiao, hotéis e táxis somem. A West Bund Art & Design e a ART021 caem juntas num mesmo fim de semana. Confira as datas das três antes de reservar: fora delas, novembro continua sendo boa época. Se a viagem puder ir para setembro, o Festival de Turismo de Xangai abre com desfile na Avenida Huaihai, e por alguns dias dezenas de atrações vendem ingresso pela metade do preço.
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Abrir o appO que ver
Em Xangai, o Bund, com prédios de 1900 a 1937, e Pudong, erguido sobre arrozais depois de 1990, ficam frente a frente no rio Huangpu.
Xangai é uma planície de delta quase toda a menos de cinco metros do nível do mar, e os passeios seguem o Huangpu: o Bund e as antigas concessões ficam na margem do lado de Puxi, e as torres erguidas depois de 1990, na outra.

O Bund (Waitan)
Um quilômetro e meio de calçadão na margem oeste do Huangpu com 52 edifícios erguidos entre 1900 e 1937. Vale entrar no saguão do antigo HSBC (1923), cuja cúpula tem um mosaico de 1923 com oito cidades portuárias, e olhar a Alfândega de 1927, com torre de 79 m e o sino Big Ching.
O calçadão do Huangpu reúne 52 edifícios que datam de 1900 a 1937, o saguão do HSBC de 1923 tem um mosaico com oito cidades portuárias, e a Alfândega de 1927 ergue uma torre de 79 m.
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Shanghai Tower
632 m concluídos em 2016, o prédio mais alto da China. O mirante fica no 118º andar, a 546 m, e os elevadores sobem a cerca de 20,5 m/s; ingresso na faixa de 180 CNY, com reserva de horário pelo aplicativo.
O prédio recordista de altura da China, com 632 m prontos em 2016, põe o mirante no piso 118, a 546 m, com elevadores que alcançam cerca de 20,5 m/s, e cobra ingresso na faixa de 180 CNY, com a hora marcada no aplicativo.
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Museu de Xangai (Praça do Povo)
Aberto em 1996, com planta em forma de ding, o vaso ritual de bronze. As galerias de bronzes, cerâmica, caligrafia e móveis Ming continuam sendo a melhor introdução à arte chinesa no país; entrada gratuita com reserva prévia.
A planta tem forma de ding, o vaso ritual.
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Xintiandi, Tianzifang e Wukang Mansion
Xintiandi e Tianzifang mostram dois destinos para as casas de viela shikumen: Xintiandi (2001) demoliu e reconstruiu as casas como galeria comercial e guarda o sítio do 1º Congresso do PCC, enquanto Tianzifang manteve vielas e moradores. Na mesma antiga concessão, o Wukang Mansion, projetado por László Hudec em 1924 na proa de um cruzamento em Y, é a esquina mais fotografada da cidade.
Xintiandi em 2001 demoliu e reconstruiu as casas como galeria comercial e guarda o sítio do primeiro congresso, Tianzifang deixou moradores e becos no lugar, e o Wukang, projetado por László Hudec em 1924 na proa de um encontro em Y, é a esquina mais retratada.
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Jardim Yu
Jardim privado construído entre 1559 e 1577 por Pan Yunduan para o pai, com cerca de 2 hectares, rochas do lago Tai e muros com dragões. Ao lado ficam o bazar do Yuyuan, o Templo do Deus da Cidade e a casa de chá Huxinting, de 1855, no fim da Ponte de Nove Curvas.
Jardim privado construído entre 1559 e 1577 por Pan Yunduan para o pai, com cerca de 2 hectares, rochas do lago Tai e muros com dragões.
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Power Station of Art e West Bund
Uma termelétrica de 1985, convertida em 2012 no primeiro museu público de arte contemporânea da China, com chaminé de 165 m; sedia a Bienal de Xangai nos anos ímpares. A 5 km, o West Bund enfileira Long Museum, Tank Shanghai (tanques de combustível de 1959) e o Museu West Bund.
Quem entra na antiga usina térmica encontra, depois da conversão, o primeiro museu público de arte contemporânea da China.
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Templo Jing'an
Fundação atribuída a 247, transferido para o local atual em 1216 e reconstruído em ouro e madeira entre 1980 e 2010. No salão principal há um Buda de prata de cerca de 15 toneladas; do lado de fora, o templo dourado encosta em torres de escritório.
A origem é dada como 247, o templo foi transferido ao endereço de hoje em 1216 e reconstruído em ouro e madeira de 1980 a 2010, e na parte externa o templo dourado fica junto de torres de escritório. O salão principal tem Buda de prata de cerca de 15 ton.
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Museu de Xangai Leste
A nova sede em Pudong, aberta por etapas entre 2023 e 2024, tem cerca de 113 mil m². As galerias principais pedem três horas, e quem quiser ver também as de pintura e caligrafia precisa de meio dia. A visita individual dispensa reserva desde 2024, com o passaporte, mas em feriados e mostras especiais ela volta a ser exigida.
Fica longe do centro, em Pudong, e pede de três horas a meio dia. Numa visita curta, a sede da Praça do Povo, de 1996, dá a melhor introdução à arte chinesa numa manhã e fica no centro.
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Templo e pagode de Longhua
O maior conjunto budista da cidade, no sul. O pagode de sete andares e 40,6 m foi reconstruído em 977 e não pode ser escalado; no Ano-Novo lunar o sino é tocado 108 vezes à meia-noite.
É o maior conjunto budista da cidade, mas fica no sul, longe do centro, e o pagode de 40,6 m reconstruído em 977 não pode ser escalado. Numa primeira visita, a ida até lá pesa mais do que o pagode, que se vê só de fora.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O rio e as duas margens
Comece às 8h no calçadão do Bund, entre a ponte Waibaidu e a praça Chen Yi: a luz da manhã bate nas fachadas e o passeio ainda está vazio.
Entre no saguão do antigo HSBC, na Zhongshan Dong Yi Lu, 12, hoje agência bancária, para ver o mosaico da cúpula de 1923.
Atravesse para Pudong na balsa da Rua Jinling, 2 CNY e cinco minutos, em vez do túnel turístico.
Suba a Shanghai Tower até o 118º andar, a 546 m, com horário reservado; antes das 11h a fila é curta.
Feche o dia no Museu de Xangai Leste, também em Pudong, e conte três horas para as galerias principais.
Dia 2 · Concessões, vielas e plátanos
Tome o café da manhã de shengjianbao e leite de soja quente numa loja de bairro perto da estação Shaanxi South Road.
Ande a Rua Wukang do Wukang Mansion (Hudec, 1924) até a Rua Anfu, entrando na Ferguson Lane e terminando na Rua Yongkang.
Almoce comida benbang num restaurante de bairro: hongshaorou, sijixi kaofu e cong you ban mian dão a medida da cozinha local.
Visite à tarde o Xintiandi e o sítio do 1º Congresso do PCC, na Rua Xingye, 76, e depois Tianzifang, para ver como as mesmas vielas ficaram quando não foram demolidas.
Passe o fim de tarde no Templo Jing'an e na Rua Nanjing Oeste e jante nas casas da Rua Huanghe, atrás do Grande Teatro.
Dia 3 · Arte, água e o resto
Comece a manhã na Power Station of Art, usina de 1985 com chaminé de 165 m, e siga para o West Bund, onde o Long Museum, o Tank Shanghai e o Museu West Bund ficam a distância de caminhada.
Almoce na margem do Xuhui Binjiang e ande um trecho dos 11 km de calçadão de rio.
Pegue a linha 17 do metrô até Zhujiajiao, cerca de 1 hora desde Hongqiao, para os canais e a ponte Fangsheng, de 1571.
Volte no fim da tarde e desça a Rua Nanjing Leste a pé, do Bund até a Praça do Povo.
Jante caranguejo-peludo se for entre setembro e novembro; fora da temporada, macarrão de óleo de cebolinha e um copo de huangjiu morno.
Comida
Ilustração com IAShengjianbao
Pãozinho de porco selado na chapa, com fundo crocante, cebolinha e gergelim em cima e caldo quente dentro. Espere dois minutos depois que sai da chapa, morda um canto para o vapor sair e só então coma; custa cerca de 8–15 CNY por quatro unidades.
Ilustração com IAXiaolongbao
O bolinho de massa fina com caldo, originário de Nanxiang (distrito de Jiading) em 1871. Massa com 16 a 18 pregas, recheio de porco e gelatina de pele que derrete no vapor; a casa histórica é a Nanxiang Mantou Dian, no Yuyuan desde 1900.
Ilustração com IAHongshaorou
Barriga de porco cortada em cubos e cozida devagar em molho de soja, açúcar de rocha e vinho de arroz até ficar vermelha e brilhante. É o retrato da cozinha benbang, resumida na expressão “nong you chi jiang”: muito óleo, molho vermelho.
Ilustração com IADa zha xie
Caranguejo-peludo do lago Yangcheng, cozido no vapor e servido com vinagre de Zhenjiang e gengibre. Temporada de setembro a novembro; a fêmea, com ova, é procurada em outubro, e o macho em novembro.
Ilustração com IACong you ban mian
Macarrão seco misturado com óleo de cebolinha queimada devagar, molho de soja e açúcar, às vezes com camarão seco. Almoço de 15 a 25 CNY em qualquer loja de bairro.
Ilustração com IACifantuan e doujiang
Café da manhã de rua: arroz glutinoso enrolado à mão em volta de um youtiao frito, com açúcar ou conserva salgada, acompanhado de leite de soja quente. Vendido em carrinhos e lojinhas até umas 9h30.
Ilustração com IASijixi kaofu
Glúten de trigo assado e refogado com cogumelo shiitake, broto de lírio e amendoim, servido frio no começo da refeição. É um dos pratos de entrada mais comuns nas casas benbang e um dos poucos vegetarianos.
Ilustração com IAHuangjiu de Shaoxing
Vinho de arroz amarelo, servido morno em pequenas jarras, às vezes com fatia de gengibre. É também o álcool que dá nome ao frango bêbado (zui ji) e ao camarão bêbado (zui xia), servidos frios.
Bate-voltas

Suzhou
Suzhou fica a 25–30 minutos de trem-bala desde a estação de Hongqiao, por cerca de 40 CNY. É uma cidade de canais com nove jardins clássicos tombados pela Unesco, entre eles o do Humilde Administrador (1509) e o do Mestre das Redes, e dá para fazer em um dia inteiro sem pressa.

Hangzhou
Hangzhou fica a 45–60 minutos de trem-bala, com passagem na faixa de 75 a 120 CNY. O Lago Oeste, também Unesco, tem cerca de 15 km de volta a pé ou de bicicleta, e as plantações de chá longjing de Meijiawu ficam a 20 minutos de táxi do lago.

Zhujiajiao e Wuzhen
Zhujiajiao fica a 45 km e é a saída barata: metrô linha 17, cerca de 1 hora desde Hongqiao, canais e a ponte Fangsheng de 1571. Wuzhen exige ônibus de cerca de 1h40 da rodoviária sul e vale por uma noite: a parte leste é museu diurno, a oeste abre iluminada até tarde.
Por onde começar
O rio e as duas margens

Comece às 8h no calçadão do Bund, entre a ponte Waibaidu e a praça Chen Yi: a luz da manhã bate nas fachadas e o passeio ainda está vazio.
Concessões, vielas e plátanos

Tome o café da manhã de shengjianbao e leite de soja quente numa loja de bairro perto da estação Shaanxi South Road.
Arte, água e o resto

Comece a manhã na Power Station of Art, usina de 1985 com chaminé de 165 m, e siga para o West Bund, onde o Long Museum, o Tank Shanghai e o Museu West Bund ficam a distância de caminhada.
Dinheiro

A moeda é o yuan renminbi (CNY, ¥), a cerca de 6,9 por dólar em 2026. Praticamente tudo se paga por QR code: Alipay e WeChat Pay aceitam cartões Visa e Mastercard estrangeiros desde 2023, mas o cadastro exige SMS e foto do passaporte, então instale e teste antes de embarcar; no balcão, com fila atrás, não é hora de descobrir isso. O limite para cartão estrangeiro é de US$ 5.000 por transação e US$ 50.000 por ano. Dinheiro vivo continua sendo aceito por lei, mas lojas pequenas podem não ter troco para notas de 100; caixas eletrônicos do Bank of China e do ICBC aceitam cartões internacionais. Faixas de preço de 2026: café 15–35 CNY (as redes locais tipo Luckin ficam entre 10 e 16), café da manhã de rua 8–15, almoço de macarrão ou arroz numa loja de bairro 15–25, jantar em restaurante médio 100–200 por pessoa, drinque em rooftop do Bund 100–150, metrô 3–9 no centro e até 15 nas linhas longas, corrida de táxi pelo centro 30–60, diária de hotel de três estrelas 400–900. Gorjeta não existe em restaurante, táxi ou hotel. Museus públicos, incluindo o Museu de Xangai e o de Xangai Leste, não cobram ingresso.
Como chegar e se locomover

Aeroportos: 2, não intercambiáveis
A cidade tem dois aeroportos e eles não são intercambiáveis, o que vale decorar antes de comprar bilhete: Pudong (PVG) fica a cerca de 40 km a leste e concentra os voos internacionais; Hongqiao (SHA) fica a 13 km a oeste, é quase todo doméstico e está colado na estação ferroviária de Hongqiao. Entre os dois são 55 km e cerca de 1h30 de metrô, então confira o código antes de fechar uma conexão. De Pudong, o maglev cobre os 30 km até a estação Longyang Road em cerca de 8 minutos, a 300 km/h, por cerca de 50 CNY: 40 com o cartão de embarque do dia; ali se troca para as linhas 2, 7, 16 e 18 do metrô. A linha 2 vai direto ao centro em 60 a 75 minutos, às vezes com troca de trem em Guanglan Road, e o táxi até o Bund custa por volta de 200 CNY em 50 a 70 minutos. Da estação de Hongqiao saem trens-bala para Suzhou (25 min), Hangzhou (45–60 min), Nanjing (1h10) e Pequim (4h20–4h40).
A maior rede do mundo: 800 km e 500 estações
O metrô abriu em 1993 e hoje passa de 800 km e 500 estações em cerca de 20 linhas, a maior rede do mundo, com movimento diário perto de 10 milhões de viagens. Opera das 5h30 às 22h30–23h, com algumas linhas estendidas na sexta e no sábado; toda entrada tem raio-X de bagagem, o que acrescenta um ou dois minutos que ninguém soma no planejamento. A tarifa começa em 3 CNY até 6 km e sobe 1 CNY a cada 10 km adicionais: no centro fica entre 3 e 9 CNY, e nas linhas longas chega a 15 CNY. Paga-se com QR code dentro do Alipay, do WeChat ou do app Metro Daduhui, com o cartão de transporte público, ou com o Shanghai Pass de 1, 3 ou 7 dias, que dá viagens ilimitadas em metrô, ônibus e balsas. Ônibus custam 2 CNY, as balsas que cruzam o Huangpu também 2 CNY e valem mais que o túnel turístico. Táxis têm bandeirada de 16 CNY pelos primeiros 3 km e cerca de 2,9 CNY/km, com acréscimo noturno entre 23h e 5h; o DiDi tem interface em inglês e evita o problema do endereço falado, que raramente funciona bem por voz. As bicicletas compartilhadas exigem app chinês com registro de nome real. A pé, a antiga concessão francesa, o Bund e Jing'an funcionam bem; Pudong, não.
Segurança
Xangai tem índice de crime violento muito baixo para uma cidade de cerca de 24,9 milhões de habitantes, e andar sozinho à noite no centro é rotina para os moradores. Os riscos concretos são três. O primeiro é o trânsito: as motos elétricas são silenciosas, circulam em contramão e sobem na calçada, e você não vai ouvir nenhuma chegando. O segundo são dois golpes antigos, aplicados na Rua Nanjing Leste, no Bund e na Praça do Povo: o convite para uma “cerimônia do chá” e o convite de “estudantes de arte” para ver uma galeria, que terminam numa conta de milhares de yuans; a regra prática é não seguir com desconhecidos que abordam em inglês oferecendo um endereço. O terceiro são táxis irregulares em aeroportos e estações: use a fila oficial ou o DiDi e confira se o taxímetro foi ligado. Batedores de carteira existem em multidões de feriado, e a densidade é o risco histórico da cidade: o esmagamento no Bund na virada de 2014 para 2015 matou 36 pessoas e a contagem regressiva pública foi cancelada em definitivo. Evite fotografar instalações militares e operações policiais; o uso de VPN é tolerado na prática, mas não é legal.
Dicas de etiqueta

Pague com o telefone
Alipay e WeChat Pay resolvem quase tudo, do metrô à feira. Vincule um cartão internacional antes de viajar, porque o cadastro pede SMS e verificação de passaporte, e carregue algumas notas de 10 e 20 CNY para carrinhos de rua e ônibus antigos.
Leve o passaporte aos museus públicos
A entrada nos museus públicos é registrada pelo documento, e no Museu de Xangai Leste, em Pudong, o passaporte físico faz as vezes de ingresso.
Ande com o passaporte
Hotel, trem, chip de celular, catraca de museu e alguns cafés pedem registro com nome real, e a maioria dos sistemas lê o documento físico. Fotocópia ou foto no celular não costumam ser aceitas.
Não dê gorjeta
Restaurantes, táxis, hotéis e guias não trabalham com gorjeta, e oferecer pode ser lido como engano ou esquecimento. Contas grandes podem ter taxa de serviço de 10–15% em hotéis, já embutida.
A mesa é coletiva
Os pratos vão ao centro e quem convidou pede para todos; recusar comida servida no seu prato é mais rude que recusar a segunda dose. Não espete os palitinhos em pé no arroz (é o formato do incenso de funeral) e sirva chá ao vizinho antes de servir a si mesmo.
Olhe duas vezes antes de atravessar
As motos não fazem barulho nenhum, e isso muda como se atravessa a rua aqui. O sinal verde de pedestre não impede a conversão à direita dos carros, então atravesse olhando para os dois lados mesmo em faixa.
Erros a evitar
Chegar sem Alipay e sem VPN
Chegar sem Alipay ou WeChat Pay configurados e sem ter resolvido a internet. Google, Gmail, WhatsApp, Instagram e a maior parte dos serviços ocidentais não abrem na rede chinesa, e as lojas de aplicativo locais não vendem VPN. Configure o pagamento antes de embarcar e, se depender desses serviços, instale também a VPN, porque depois de pousar já não dá; o uso de VPN é tolerado na prática, mas não é legal.
Pudong e Hongqiao ficam a 55 km um do outro
Confundir Pudong (PVG) com Hongqiao (SHA). São 55 km e cerca de 1h30 de metrô entre eles, e muitas conexões internacional–doméstica trocam de aeroporto sem aviso claro no bilhete.
Leve o endereço em caracteres na tela
Contar com o inglês fora dos hotéis. Táxis, feiras e a maioria dos restaurantes de bairro funcionam só em chinês; leve o endereço em caracteres na tela do celular e use um tradutor com câmera para o cardápio.
O Bund à noite em feriado nacional
Ir ao Bund à noite em feriado nacional achando que é um passeio calmo. Em 1º de outubro e no Ano-Novo há controle de fluxo, corredores de mão única e fila para subir no calçadão; o horário civilizado é antes das 9h da manhã.
Trânsito de 240 horas sem passagem confirmada
Usar o trânsito sem visto de 240 horas sem ter passagem confirmada para um terceiro país. A isenção exige bilhete de saída para um destino diferente do de origem dentro do prazo. O balcão de embarque confere isso, não a imigração na chegada.
Frases úteis
你好: nǐ hǎo (ni rrão)
Olá
谢谢: xièxie (siê-siê)
Obrigado
多少钱?: duōshao qián (duô-sháo tchién)
Quanto custa?
买单: mǎidān (mái-dan)
A conta, por favor
我不吃辣: wǒ bù chī là (uô bu tchr lá)
Eu não como picante
侬好: nong hó
Olá em xangainês, usado entre moradores mais velhos
Bairros

Huangpu
Distrito central que absorveu Luwan em 2011 e concentra o Bund, a Rua Nanjing Leste, a Praça do Povo, a cidade murada com o Jardim Yu e o Xintiandi. É onde ficam os museus públicos gratuitos e a maior parte dos hotéis de visitante.
Antiga Concessão Francesa (Xuhui e oeste de Huangpu)
Quatro quilômetros de ruas curvas sob plátanos plantados nos anos 1920, com casas de viela, casarões art déco, cafés e lojas de designers. Ainda é bairro residencial: as ruas Wukang, Anfu, Yongkang e Fumin concentram o comércio de rua.

Jing'an
Escritórios e luxo ao longo da Rua Nanjing Oeste, ancorados no Templo Jing'an. Inclui o Zhangyuan, conjunto de shikumen restaurado e reaberto em 2022, e a margem do riacho Suzhou com o polo de arte M50 na Rua Moganshan, 50.

Lujiazui e Pudong central
A ponta de terra onde estão a Shanghai Tower, a Jin Mao, o World Financial Center e a Pérola do Oriente, ligadas por passarelas circulares elevadas. Bom para ver, difícil de andar: as quadras têm 500 m e o comércio de rua é raro.
Hongkou e North Bund
Ao norte do riacho Suzhou, foi o assentamento americano e depois o bairro que recebeu os refugiados judeus entre 1938 e 1945. Tem o Museu dos Refugiados Judeus (ampliado em 2020), a Rua Duolun com casas dos anos 1920 e o Parque Lu Xun.
West Bund (Xuhui Binjiang)
Onze quilômetros de antigos armazéns, hangares e depósitos de combustível na margem sul, convertidos desde 2010 em corredor de museus: Long Museum, Yuz, Tank Shanghai e o Museu West Bund, que opera com o Centre Pompidou desde 2019.
Yangpu
Nordeste universitário, com Fudan e Tongji, e a margem industrial do Huangpu transformada em parque linear a partir de 2019. Preços de moradia e comida bem abaixo do centro.
Qingpu e o oeste rural
Distritos de água a 30–50 km do centro, com lagos, canais e a vila de Zhujiajiao. Alcançável de metrô pela linha 17, é onde a cidade volta a ter dois andares de altura.
História
751 · Condado de Huating
A administração Tang cria o condado de Huating, a cerca de 30 km do centro atual. A economia é de sal, pesca e, mais tarde, algodão.
1292 · Nasce o condado de Xangai
A dinastia Yuan eleva o povoado de Shanghai a condado próprio. O nome significa aproximadamente “sobre o mar”.
1553–1554 · A muralha do casco velho
Uma muralha circular de cerca de 5 km é erguida contra os piratas wokou. Foi demolida em 1912 e o traçado virou as avenidas Renmin e Zhonghua, que ainda desenham um círculo no mapa.
1842–1843 · Tratado de Nanquim
Derrotada na Primeira Guerra do Ópio, a China abre cinco portos ao comércio britânico. Xangai é aberta em 17 de novembro de 1843 e ganha um assentamento britânico em 1845.
1849–1863 · As concessões estrangeiras
A França obtém sua concessão em 1849; os assentamentos britânico e americano se fundem no Assentamento Internacional em 1863. Cada um passa a ter polícia, tribunais, impostos e regras de construção próprios.

1853–1864 · Refugiados e a invenção do shikumen
A Revolta dos Taiping e a Sociedade das Pequenas Espadas empurram centenas de milhares de chineses para dentro das concessões. Para abrigá-los em série, especuladores criam o shikumen, a casa de viela com portão de pedra que definiu a forma da cidade.
1921 · Fundação do Partido Comunista
O primeiro congresso do PCC reúne treze delegados numa casa shikumen da concessão francesa, em julho de 1921. O prédio está preservado na Rua Xingye, 76, hoje dentro do Xintiandi.
1927–1937 · O expurgo e a década do jazz
Chiang Kai-shek rompe com os comunistas e massacra sindicalistas em 12 de abril de 1927. Ainda assim a cidade cresce: chega aos anos 1930 com cerca de 3 milhões de habitantes, estúdios de cinema, jornais em dez idiomas e salões de dança.
1937–1945 · Guerra, ocupação e refúgio
A Batalha de Xangai dura de agosto a novembro de 1937 e arrasa Zhabei e Hongkou. Entre 1938 e 1945, cerca de 20 mil judeus europeus se refugiam em Hongkou, um dos poucos destinos do mundo que não exigia visto.
1949–1978 · A cidade que pagava a conta
O Exército Popular entra em 27 de maio de 1949 e os negócios estrangeiros liquidam suas posições. Sob Mao, Xangai vira parque industrial e chega a repassar ao governo central uma fatia perto de um sexto da receita fiscal do país.

1990–2016 · A decisão de Pudong
Em abril de 1990 Pequim autoriza a Zona Nova de Pudong; a Torre Pérola do Oriente fica pronta em 1994, a Jin Mao em 1999, o World Financial Center em 2008 e a Shanghai Tower em 2016. A Expo de 2010 recebeu cerca de 73 milhões de visitantes, a maior do gênero.
Ilustração com IAHistória completa
O porto do algodão e a muralha de 1553
Xangai nasceu para escoar a produção do delta do Yangtzé: sal, arroz e algodão em volume grande demais para as estradas. O rio Huangpu oferecia um canal navegável até o mar sem os bancos de areia da foz principal. O condado de Huating aparece em 751, o de Xangai em 1292, e a partir do século XVI a cidade vive de tecer e vender algodão. A muralha de 1553 contra os piratas fechou um círculo de 5 km que ainda hoje se lê no mapa: as avenidas Renmin e Zhonghua correm exatamente onde ela estava até ser derrubada em 1912. Nada disso, porém, fazia de Xangai uma cidade importante: Suzhou e Hangzhou eram maiores, mais ricas e mais antigas.
O Tratado de Nanquim abriu o porto em 1843
O Tratado de Nanquim, assinado em 1842 no fim da Primeira Guerra do Ópio, obrigou a China a abrir cinco portos; Xangai foi aberta em novembro de 1843 e, ao contrário dos outros quatro, tinha rio fundo, hinterland enorme e nenhuma elite local capaz de resistir. Em 1845 os britânicos delimitam seu assentamento ao norte da cidade murada; a França obtém o seu em 1849; em 1863 britânicos e americanos fundem os seus no Assentamento Internacional. O resultado foi uma cidade com três administrações simultâneas, três polícias, três códigos de obras e uma zona cinzenta jurídica que atraiu bancos, imprensa, revolucionários e contrabandistas na mesma proporção. Quando a Revolta dos Taiping despejou refugiados chineses nas concessões a partir de 1853, o negócio imobiliário inventou o shikumen: fileiras de casas de viela com portão de pedra, tipologia que abrigou a maior parte da população até os anos 1990.
A maior cidade da China entre 1920 e 1937
Entre 1920 e 1937, Xangai foi a maior cidade da China e um lugar de extremos: sediou o primeiro congresso do Partido Comunista em julho de 1921 e, seis anos depois, o massacre com que Chiang Kai-shek liquidou esse mesmo partido na cidade. Nos anos 1930 conviviam ali estúdios de cinema que lançaram Ruan Lingyu, orquestras, sindicatos, gangues e um mercado de câmbio que operava em várias moedas. A Batalha de Xangai, de agosto a novembro de 1937, destruiu bairros inteiros e entregou a cidade aos japoneses, e as concessões sobreviveram como ilhas até 1941, recebendo cerca de 20 mil judeus europeus que não precisavam de visto para desembarcar. Em 1943, as potências renunciaram formalmente aos direitos extraterritoriais, e em 27 de maio de 1949 o Exército Popular entrou na cidade.
Sob Mao, a Xangai comercial foi desmontada
Sob Mao, a Xangai comercial foi desmontada e a Xangai industrial foi ampliada. A cidade fabricava de rádios a navios e transferia ao governo central uma fatia enorme da arrecadação nacional, sem direito a reinvestir: até os anos 1980 quase nada de novo foi construído, o que por acidente preservou o casario das concessões. A Revolução Cultural fez de Xangai um centro político: a chamada Tempestade de Janeiro de 1967 e, depois, a base do Bando dos Quatro. A abertura de Deng Xiaoping chegou tarde aqui: as primeiras zonas econômicas especiais de 1980 foram no sul, e Xangai só recebeu autorização para desenvolver Pudong em abril de 1990. A partir daí a curva é vertical: metrô inaugurado em 1993, Pérola do Oriente em 1994, Jin Mao em 1999, aeroporto de Pudong em 1999, maglev em 2004, Expo em 2010, Shanghai Tower em 2016.
Migrantes sem hukou são 40% dos moradores
A cidade de 2026 ainda administra três heranças ao mesmo tempo. A primeira é demográfica: cerca de 40% dos moradores são migrantes sem hukou local, e a população nascida na cidade envelhece depressa, com mais de um quarto dos residentes registrados acima dos 60 anos. A segunda é o trauma recente do confinamento de abril a junho de 2022, dois meses que atingiram 25 milhões de pessoas e mudaram o modo como a cidade fala de estoque, vizinhança e mobilidade. A terceira é o reposicionamento cultural: desde 2019 abriram o Museu West Bund com o Centre Pompidou, o Museu de Astronomia em Lingang (2021) e o Museu de Xangai Leste em Pudong (2023–2024), com cerca de 113 mil m² e sem cobrança de ingresso. Enquanto isso, o porto passou de 50 milhões de contêineres TEU por ano, o maior movimento do mundo.
O nome Shanghai significa, aproximadamente, “sobre o mar”.
Geografia e forma da cidade
Planície de delta a quatro metros
Xangai ocupa 6.340 km² de planície aluvial no delta do Yangtzé, com altitude média em torno de 4 metros; o ponto natural mais alto é o morro She Shan, com 99 m, a 30 km do centro.
O Huangpu, o riacho Suzhou e Chongming
O rio Huangpu, com cerca de 113 km, corta a cidade de sul a norte e desemboca no Yangtzé em Wusongkou, definindo a divisão básica entre Puxi (as margens oeste, onde está tudo o que é anterior a 1990) e Pudong (a margem leste, quase toda posterior). O riacho Suzhou, antigo rio Wusong, entra pelo oeste e encontra o Huangpu exatamente na ponta norte do Bund, e essa confluência explica por que os bancos estrangeiros se instalaram ali. A ilha de Chongming, no meio da foz, tem cerca de 1.267 km² e é a terceira maior da China.
Subsidência, muros e o mosaico de malhas
Como o subsolo é sedimento mole e a cidade bombeou água do lençol até os anos 1960, algumas áreas afundaram mais de dois metros, e por isso muros de contenção escondem o rio de quem não está no calçadão. Cada época deixou sua malha, e dá para saber onde se está pelo desenho das ruas: quadras curtas e ruas curvas na antiga concessão francesa, ruas comerciais em grade no antigo Assentamento Internacional, formado em 1863 pela fusão dos assentamentos britânico e americano, e superquadras de 500 m em Pudong. Por cima de tudo passam quatro anéis viários (Interno, Médio, Externo e o anel suburbano), cortados por vias elevadas como a Yan'an e a Nan-Bei.
A cidade afundou mais de dois metros, e por isso o rio ficou atrás de um muro.
Cultura
Xangai, a capital do cinema chinês antes de 1949
Xangai foi a capital do cinema chinês antes de 1949: os estúdios da cidade produziram “A Deusa” (1934), com Ruan Lingyu, e sustentaram uma indústria de imprensa e publicidade cujos cartazes ainda circulam como iconografia. A literatura que a explica é local e disponível: Mao Dun escreveu “Meia-Noite” (1933) sobre a bolsa e as fábricas; Eileen Chang publicou entre 1943 e 1947 os contos da cidade ocupada; Wang Anyi ganhou o prêmio Mao Dun em 2000 com “O Canto das Saudades Eternas”, que segue uma moradora de viela de 1945 aos anos 1980. O Festival Internacional de Cinema de Xangai, categoria A da FIAPF desde 1994, ocupa duas semanas de junho e vende ingressos online que somem em minutos.
A orquestra de 1879 e o fim de semana de arte de novembro
Na música e nas artes visuais a cidade opera em duas velocidades. A Orquestra Sinfônica de Xangai, fundada em 1879 como banda municipal e a mais antiga da Ásia, toca desde 2014 numa sala projetada por Arata Isozaki na Rua Fuxing Zhong; o Grande Teatro de Xangai, de 1998, na Praça do Povo, recebe ópera e dança. Do outro lado, o mercado de arte contemporânea se concentra num único fim de semana de novembro, que move a cidade inteira. A cena de música ao vivo é pequena e migra de endereço; vale checar programação semanal em vez de procurar casas fixas.
Masters de tênis em outubro e o GP de Fórmula 1
Três eventos anuais marcam o calendário esportivo de Xangai: o Masters de tênis, em outubro, no Estádio Qizhong; a Maratona de Xangai, que fecha o centro em novembro; e o Grande Prêmio da China de Fórmula 1, que corre desde 2004 no Circuito Internacional de Xangai, em Jiading. No futebol, Shanghai Port e Shanghai Shenhua dividem a torcida da cidade. Fora dos estádios, os moradores marcam encontro no café mais do que no bar, e Xangai tem a maior concentração de cafeterias do mundo, com estimativas acima de 9 mil endereços, o que explica a sequência de balcões pelas ruas da antiga concessão francesa.
Nos anos 1930, a cidade tinha jornais em dez idiomas.
Um xiaolongbao bem feito tem de 16 a 18 pregas na massa, e a receita veio de Nanxiang, em 1871.
Festas e eventos

Festa da Primavera (Ano-Novo chinês)
Janeiro ou fevereiro, data móvel pelo calendário lunar. O Yuyuan monta uma exposição de lanternas por cerca de um mês e o Templo de Longhua toca o sino 108 vezes à meia-noite; muitos restaurantes pequenos fecham de três a sete dias.
Ilustração com IAFestival Internacional de Cinema de Xangai
Duas semanas em junho, com sessões espalhadas por dezenas de salas. Categoria A da FIAPF desde 1994; os ingressos abrem online cerca de dez dias antes e as cópias raras esgotam em minutos.
Ilustração com IASemana de Moda de Xangai
Março/abril e outubro, com base em Xintiandi e showrooms espalhados por Jing'an e Xuhui. É o principal calendário comercial dos designers chineses independentes e enche os hotéis do centro.
Ilustração com IAFestival de Turismo de Xangai
Setembro, aberto por um desfile de carros alegóricos na Avenida Huaihai. Durante alguns dias dezenas de atrações da cidade e do entorno vendem ingresso pela metade do preço.

Novembro de arte e negócios
West Bund Art & Design e ART021 acontecem no mesmo fim de semana de novembro; nos anos ímpares a Bienal ocupa a Power Station of Art; e a CIIE, feira de importações, toma o centro de convenções de Hongqiao e satura hotéis e táxis por uma semana.
Livros e filmes
“O Canto das Saudades Eternas”, de Wang Anyi (1995)
Acompanha uma moradora de viela de 1945 aos anos 1980 e mostra o que restou da cidade das concessões por baixo da cidade socialista. Ganhou o prêmio Mao Dun em 2000.
“Flores de Xangai”, de Hou Hsiao-hsien (1998)
Rodado inteiro em interiores de casas de cortesãs do século XIX, com diálogos em xangainês. Explica a economia de favores, dívidas e paciência que a cidade herdou dos anos das concessões.
Contos de Eileen Chang, Zhang Ailing (1943–1947)
“Amor numa Cidade Arruinada” e os outros contos foram escritos dentro da Xangai ocupada, no calor da hora. É a fonte direta de boa parte do que o cinema chinês diz sobre a cidade até hoje.
Perguntas frequentes
Xangai: o Google e o WhatsApp funcionam na China?
Não: Google, Gmail, WhatsApp, Instagram e a maior parte dos serviços ocidentais não abrem na rede chinesa, e as lojas de aplicativo locais não vendem VPN. Quem precisa deles instala a VPN antes de embarcar, porque depois de pousar já não dá; o uso é tolerado na prática, mas não é legal.
Xangai: dá para fazer conexão entre Pudong e Hongqiao?
Dá, mas com folga: Pudong (PVG) e Hongqiao (SHA) ficam a 55 km um do outro, cerca de 1h30 de metrô, e muitas conexões entre voo internacional e doméstico trocam de aeroporto sem aviso claro no bilhete. Confira o código antes de fechar a conexão.
Xangai: quanto tempo leva o trem até Suzhou?
Suzhou fica a 25 a 30 minutos de trem-bala desde a estação de Hongqiao, por cerca de 40 CNY.
Xangai: é seguro andar à noite?
Xangai tem índice de crime violento muito baixo para uma cidade de cerca de 24,9 milhões de habitantes, e andar sozinho à noite no centro é rotina para os moradores.
Xangai: o que é o shengjianbao?
Pãozinho de porco selado na chapa, com fundo crocante, cebolinha e gergelim em cima e caldo quente dentro.
Outras cidades do país
China ↗- Dias
- 4
- Quando
- set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 40–70 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 1–2
- Quando
- set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 100–250 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.








