
China
Badaling
Trecho restaurado da Grande Muralha perto de Pequim
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Entre na abertura, suba ao Beibalou, almoce num pátio da vila por ¥40–80 e faça o ramo sul à tarde. Com um segundo dia, vá à Muralha Remanescente, sem restauro, ao ziguezague ferroviário de Zhan Tianyou, em Qinglongqiao, e ao mirante de Hongyeling, de onde se vê a muralha inteira pelo lado de fora. Badaling não serve a quem procura ruína vazia. Aqui há bilheteria, teleférico e teto diário de 65 mil pessoas, e boa parte do que você pisa é reconstrução das décadas de 1950 a 1980. Com só meia manhã, entre na abertura e vá direto à Torre Norte 8, deixando de lado a fila da estela com o verso de Mao, a mais longa do lugar. O comércio barulhento da base decepciona, e o Museu da Grande Muralha está fechado para reforma desde 2023, com reabertura prevista para o fim de 2026 ou o início de 2027.
1–2
Quando Meados de setembro a fim de outubro; abril e maio como segunda janela
Como o guia chega a este número
De meados de setembro ao fim de outubro fica a melhor janela, com 15–25 °C e céu limpo depois das chuvas de verão, e as folhas mudam de cor na segunda quinzena de outubro. Abril e maio vêm em segundo lugar, com a mesma faixa de temperatura, mas em abril ainda sopram o vento forte e a poeira do noroeste que marcam março. O verão, de junho a agosto, dá 28–33 °C em Pequim e 3 a 5 °C menos no passo, e quase toda a chuva do ano cai em julho e agosto, em poucos dias e forte; depois dessas pancadas o ar fica mais limpo. O inverno, de novembro a março, oscila entre −10 e 3 °C, com vento cortante no corredor, gelo nos degraus, o menor movimento do ano e visibilidade excelente, e pede calçado de sola dura. Evite a Semana Dourada, de 1 a 7 de outubro, e os dias centrais da Festa da Primavera. Se só puder ir em feriado, esteja no portão na hora em que ele abre.
Por pessoa/dia Bate-volta saindo de Pequim: ¥100–250 (cerca de R$ 75–190) com trem, ingresso e almoço
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaUm dia basta para Badaling, se for o dia inteiro. Entre na abertura, suba ao Beibalou, almoce num pátio da vila por ¥40–80 e faça o ramo sul à tarde. Com um segundo dia, vá à Muralha Remanescente, sem restauro, ao ziguezague ferroviário de Zhan Tianyou, em Qinglongqiao, e ao mirante de Hongyeling, de onde se vê a muralha inteira pelo lado de fora. Badaling não serve a quem procura ruína vazia. Aqui há bilheteria, teleférico e teto diário de 65 mil pessoas, e boa parte do que você pisa é reconstrução das décadas de 1950 a 1980. Com só meia manhã, entre na abertura e vá direto à Torre Norte 8, deixando de lado a fila da estela com o verso de Mao, a mais longa do lugar. O comércio barulhento da base decepciona, e o Museu da Grande Muralha está fechado para reforma desde 2023, com reabertura prevista para o fim de 2026 ou o início de 2027.Em Badaling, a Grande Muralha sobe pela crista da serra de Jundu em 3,74 km de tijolo e granito restaurados, e dos dois lados o muro original segue em ruína até sumir de vista. O trecho foi erguido em 1504 e 1505 para fechar o desfiladeiro de Guangou, o caminho mais curto entre a estepe e a planície de Pequim, e em 1957 foi o primeiro da linha aberto à visitação. O ramo norte sobe em degraus irregulares até o Beibalou, a torre a 1.015 m, e o ramo sul tem sete torres, rampas mais suaves e bem menos gente. Depois da caminhada, almoce num restaurante de pátio da vila, onde o carneiro chega à mesa na panela de cobre. Venha entre meados de setembro e o fim de outubro, fugindo da Semana Dourada, e reserve um dia inteiro, mais um se quiser a Muralha Remanescente, sem restauro.
Ficha rápida
- População
- cerca de 10 mil na vila de Badaling (censo de 2020); cerca de 350 mil no distrito de Yanqing; cerca de 21,8 mi no município de Pequim
- Fundação
- Muro de tijolo e granito concluído em 1505 (Ming); aberto à visitação em 1957
- País e região
- China: vila de Badaling, distrito de Yanqing, município de Pequim
- Idioma
- Mandarim padrão (pǔtōnghuà), com sotaque de Pequim; inglês só nas bilheterias e placas
- Moeda
- Yuan renminbi (CNY, ¥): cerca de ¥7,1 por US$ 1 e cerca de ¥1,3 por R$ 1 em 2026, aproximado
- Fuso
- UTC+8 o ano inteiro; a China usa um fuso único e não adota horário de verão
- Melhor época
- Meados de setembro a fim de outubro; abril e maio como segunda janela
- Custo médio por dia
- Bate-volta saindo de Pequim: ¥100–250 (cerca de R$ 75–190) com trem, ingresso e almoço
Quando ir
Meados de setembro a fim de outubro; abril e maio como segunda janela
janeiro
-11° a -1°C
1 mm de chuva
fevereiro
-8° a 4°C
3 mm de chuva
março
-2° a 11°C
7 mm de chuva
abril
6° a 20°C
17 mm de chuva
maio
12° a 26°C
35 mm de chuva
junho
17° a 30°C
65 mm de chuva
julho
20° a 31°C
90 mm de chuva
agosto
18° a 29°C
72 mm de chuva
novembro
-3° a 8°C
8 mm de chuva
dezembro
-9° a 1°C
2 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
De meados de setembro ao fim de outubro fica a melhor janela, com 15–25 °C e céu limpo depois das chuvas de verão, e as folhas mudam de cor na segunda quinzena de outubro. Abril e maio vêm em segundo lugar, com a mesma faixa de temperatura, mas em abril ainda sopram o vento forte e a poeira do noroeste que marcam março. O verão, de junho a agosto, dá 28–33 °C em Pequim e 3 a 5 °C menos no passo, e quase toda a chuva do ano cai em julho e agosto, em poucos dias e forte; depois dessas pancadas o ar fica mais limpo. O inverno, de novembro a março, oscila entre −10 e 3 °C, com vento cortante no corredor, gelo nos degraus, o menor movimento do ano e visibilidade excelente, e pede calçado de sola dura. Evite a Semana Dourada, de 1 a 7 de outubro, e os dias centrais da Festa da Primavera. Se só puder ir em feriado, esteja no portão na hora em que ele abre.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | -11 a -1 | 1 |
| fevereiro | -8 a 4 | 3 |
| março | -2 a 11 | 7 |
| abril | 6 a 20 | 17 |
| maio | 12 a 26 | 35 |
| junho | 17 a 30 | 65 |
| julho | 20 a 31 | 90 |
| agosto | 18 a 29 | 72 |
| setembro · | 12 a 25 | 53 |
| outubro · | 5 a 17 | 20 |
| novembro | -3 a 8 | 8 |
| dezembro | -9 a 1 | 2 |
Dicas do Nilo
Trem de Qinghe: 25 minutos, contra até 2h de ônibus
O ônibus 877 de Deshengmen custa ¥12, mas leva de 1h20 a 2h e, nos fins de semana, pega a expressa G6 parada. Pegue o primeiro trem em Qinghe para Badaling Changcheng, a ¥16–31 na segunda classe, e compre na véspera pelo aplicativo da ferrovia, porque os assentos da manhã esgotam. Some 15 minutos na chegada para vencer os cerca de 102 m de escada rolante até a superfície.
Às 10h, quando o ramo norte enche, vire para o sul
Por volta das dez, os ônibus de excursão despejam gente no ramo norte, e quase ninguém vira para o ramo sul. Ele tem sete torres e degraus mais regulares; suba até a Torre Sul 4, de onde se enxerga o ramo norte inteiro, a foto que ninguém tira estando dentro dele. Entre 30 de abril e 7 de outubro, o ramo sul reabre à noite, das 18h30 às 22h, com ingresso separado e mais caro.
Leve o passaporte: foto do documento no celular não passa
A catraca confere o documento original usado na compra nominal, regra em vigor desde 2019. Foto no telefone não serve. Faça a reserva antes de deixar Pequim, pelo site do parque ou pelo mini-programa oficial do WeChat. Confira a grafia do nome e os algarismos do passaporte: uma divergência pode impedir a entrada depois de uma viagem de 80 km.
Água a ¥2 antes de entrar; leve trocado para as bancas
Dentro do complexo, a garrafa de água custa de ¥5 a ¥10, e do lado de fora do portão, ¥2, então compre antes de entrar. Leve notas pequenas, porque as bancas quase nunca têm troco para ¥100, e deixe Alipay ou WeChat Pay vinculado ao cartão antes de embarcar, já que muitas não têm maquininha.
Use sola firme: é na descida que se torce o tornozelo
Escolha tênis de sola firme e aderente para os degraus de granito, polidos por décadas de uso. Na descida, proteja joelhos e tornozelos, sobretudo no inverno: com gelo, a torção é a principal causa de acidente local. Leve um corta-vento na mochila. A corrente de ar no desfiladeiro deixa o passo de 3 a 5 °C abaixo de Pequim, mesmo com tempo quente na cidade.
Evite a Semana Dourada, de 1 a 7 de outubro
Na Semana Dourada, de 1 a 7 de outubro, a cota de 65 mil visitantes se esgota antes do meio-dia, e a escada vira fila parada. Se não puder fugir do feriado, o único horário que funciona é a abertura, às 6h30 no verão e às 7h30 no inverno. O contrário acontece nos dois ou três primeiros dias da Festa da Primavera, entre os mais vazios do ano, quando faz frio, venta no corredor e a visibilidade é excelente.
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Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Badaling: A garganta e as cristas
O muro restaurado tem 3,74 km e 19 torres (12 no ramo norte, mais íngreme, e 7 no ramo sul, de rampas mais suaves), uma fração dos 12 km e 43 torres originais; o restante segue em ruína pela serra.

Beibalou: Torre Norte 8
Ponto mais alto do trecho, a 1.015 m, cerca de 1 km de escada desde o portão norte. Leva 40 a 60 minutos de subida contínua, e dali se vê a muralha seguir pela crista nos dois sentidos até perder de vista.
É a razão de subir o ramo norte inteiro: dali se vê a muralha seguir pela crista nos dois sentidos, e não há mirante equivalente do outro lado. Saia do portão na abertura, porque a subida leva de 40 a 60 minutos e o corredor engarrafa antes das dez.
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Ramo Sul e Torre Sul 4
Sete torres em rampas mais macias, com uma fração do fluxo do lado norte. Serve para ver a linha do muro sem estar dentro dela.
Badaling ocupa a garganta norte do corredor de Guangou, uma fenda de cerca de 20 km na serra de Jundu, extremidade sul da cordilheira Yan, que liga a planície de Pequim (cerca de 50 m de altitude) à bacia de Yanqing (cerca de 500 a 600 m).
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Portão “Juyong Waizhen”
O portão leste, com a placa de pedra datada de 1505 identificando o posto como avanço externo de Juyongguan. O portão oeste, “Beimen Suoyue” (“a chave da porta do norte”), é de 1582 e fica a poucos metros.
A placa de 1505 marca o posto leste, avanço externo de Juyongguan, e Beimen Suoyue, a chave da entrada norte, é de 1582 e está perto.
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Muralha Remanescente de Badaling
Trecho não restaurado a poucos quilômetros ao sul, com torres em ruína, tijolo original exposto e ingresso próprio. Mostra a diferença entre o muro de 1505 e o muro reconstruído nos anos 1950–80.
O ingresso é outro e o trecho não foi restaurado: torres em ruína e tijolo de 1505, a poucos quilômetros ao sul do muro reconstruído nos anos 1950–80.
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Memorial Zhan Tianyou, em Qinglongqiao
Estátua, túmulo e pequeno museu do engenheiro da ferrovia de 1909, ao lado da estação com o ziguezague em “V” que resolve a rampa. É a obra de engenharia moderna do trecho, ao lado da antiga.
Uma estátua e um museu recordam o engenheiro da linha de 1909, e o ziguezague em V que vence a rampa fica junto da estação.
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Parque Florestal Nacional de Badaling
Reserva contígua com o mirante de Hongyeling, o único ponto de onde se fotografa a muralha de fora dela. Ingresso próprio; folhas vermelhas na segunda quinzena de outubro.
De Hongyeling, o único lugar que permite fotografar a muralha por fora, a mata cobra ingresso próprio, e as folhas vermelhas chegam na segunda quinzena de outubro.
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Estação Badaling Changcheng
Estação de alta velocidade cravada cerca de 102 m dentro da montanha, aberta em 30 de dezembro de 2019. A subida por escadas rolantes até a superfície leva vários minutos e é, por si só, uma obra para ver.
A parada de trem rápido foi posta cerca de 102 m montanha adentro e abriu em 30 de dezembro de 2019, e as escadas rolantes até a superfície gastam vários minutos e já valem a ida.
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Museu da Grande Muralha da China
Instituição do próprio complexo, dedicada à construção, à guarnição e à cartografia do muro. Está fechado para reforma desde 2023, com reabertura prevista para o fim de 2026 ou o início de 2027; confirme se reabriu antes de contar com ele no roteiro.
Está fechado para reforma desde 2023, com reabertura prevista para o fim de 2026 ou o início de 2027. Confirme se reabriu antes de reservar hora, para não caminhar até uma porta fechada.
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Teleférico e tobogã
O teleférico sobe até perto da Torre Norte 7, e o tobogã, um carrinho de trilho aberto, sobe até a Torre Norte 4 e desce por uma calha de metal. Os dois encurtam parte da subida, mas nenhum dispensa a escada que vem depois.
Poupa a primeira metade da subida e alivia o joelho na descida, mas o ponto de chegada ainda fica a centenas de degraus do Beibalou. O tobogã é um brinquedo de dez minutos que desce por uma calha de metal.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O ramo norte, logo que o portão abre
Escolha o trem mais cedo disponível de Qinghe a Badaling Changcheng e confira sua chegada antes de reservar a entrada. Conte ainda 15 minutos para subir os cerca de 102 m da estação até a superfície.
O portão abre às 6h30 no verão e às 7h30 no inverno; a chegada de trem pode ser posterior. Ao entrar, siga o ramo norte a pé até a Torre Norte 8, o Beibalou, a 1.015 m: 40 a 60 minutos de escada contínua.
Na volta, veja as inscrições dos portões (“Juyong Waizhen”, de 1505, e “Beimen Suoyue”, de 1582) e a estela com o verso de Mao.
Almoce num restaurante de pátio na vila (¥40–80) e faça o ramo sul à tarde, quando os ônibus de excursão já lotaram o norte.
Se estiver entre maio e o começo de outubro, avalie voltar às 18h30 para a sessão noturna iluminada do ramo sul.
Se ficar mais
Dia 2 · A muralha sem restauro, a ferrovia de 1909 e o mirante de Hongyeling
Comece pela Muralha Remanescente de Badaling, com ingresso próprio: torres em ruína, tijolo Ming exposto e quase ninguém.
Siga para Qinglongqiao e o memorial de Zhan Tianyou, ao lado do ziguezague ferroviário que vence a rampa da serra.
À tarde, suba ao mirante de Hongyeling, no Parque Florestal Nacional de Badaling, único ponto de onde se fotografa a muralha de fora dela.
Termine em Yanqing, a cidade do distrito, que tem mercado, farmácia e caixas eletrônicos que aceitam cartão internacional, coisa que Badaling praticamente não tem. Se dormir numa pousada de lá (¥250 a ¥500), o café do dia seguinte é o huoshao, o pão chato vendido nas ruas só pela manhã.
Comida
Ilustração com IAHuoshao de Yanqing
Pão chato assado no forno de parede, tostado por fora e oco por dentro, aberto e recheado com carne ou ovo. Vendido de manhã nas ruas de Yanqing, ¥3–8.
Ilustração com IABanquete de tofu de Liugou
Especialidade da aldeia de Liugou, a cerca de 20 km: tofu fervido em panela sobre braseiro com barriga de porco e conserva de repolho, acompanhado de dezenas de pratinhos. ¥50–90 por pessoa, com reserva no fim de semana.
Ilustração com IAKaolaolao de youmian
Rolinhos de farinha de aveia nua cozidos no vapor, servidos com caldo de carneiro ou molho de tomate e alho. Comida de montanha do norte, pesada de propósito para o frio.
Ilustração com IACarneiro do pátio
Nos restaurantes familiares da vila, o carneiro vem assado inteiro em ocasiões ou em fatias finas na panela de cobre (shuàn yángròu), com molho de gergelim. É o prato de inverno da região.
Ilustração com IATanghulu
Espeto de frutinhas de espinheiro (haw) mergulhadas em açúcar endurecido, vendido nos acessos da muralha. ¥10–15; o açúcar racha no frio, que é quando fica bom.
Ilustração com IAMilho e batata-doce de barraca
Espiga cozida e batata-doce assada em tambor, à venda em toda a subida. ¥5–15, e é a única comida quente disponível entre o portão e a Torre Norte 8.
Ilustração com IAMaçã guoguang de Yanqing
Maçã pequena, ácida e firme, colhida em outubro nos pomares do distrito; vendida em caixa na beira da estrada. A região também produz uva e hortaliça para o mercado de Pequim.
Ilustração com IAZhajiangmian e jiaozi
Os básicos de Pequim, macarrão com pasta de soja fermentada e pastéis cozidos, nos restaurantes do estacionamento. Confira o preço antes de pedir: a mesma tigela custa o dobro dentro do complexo.
Bate-voltas

Juyongguan
A cerca de 20 km ao sul pelo desfiladeiro, 25–35 minutos de carro. Fortaleza em anel completo no fundo do vale, com a Plataforma das Nuvens de 1345 e suas inscrições em seis escritas.

Tumbas Ming (Shisanling)
Ficam cerca de 30 km ao sul, a 40–50 minutos de carro ou de ônibus até Changping. São treze mausoléus imperiais dos séculos XV a XVII: visite Dingling, escavada em 1956–1958, e a via sagrada.

Longqingxia e Guyaju
35–45 km a nordeste, cerca de 1 hora. Desfiladeiro represado com passeio de barco no verão e lanternas de gelo no inverno, e as centenas de câmaras escavadas na rocha de Guyaju, de datação incerta.
Por onde começar
O ramo norte, logo que o portão abre

Escolha o trem mais cedo disponível de Qinghe a Badaling Changcheng e confira sua chegada antes de reservar a entrada. Conte ainda 15 minutos para subir os cerca de 102 m da estação até a superfície.
A muralha sem restauro, a ferrovia de 1909 e o mirante de Hongyeling

Comece pela Muralha Remanescente de Badaling, com ingresso próprio: torres em ruína, tijolo Ming exposto e quase ninguém.
Dinheiro
A moeda é o yuan renminbi (CNY, ¥), a cerca de ¥7,1 por dólar e ¥1,3 por real em 2026. Quase todo o comércio cobra por QR code. Desde 2023, Alipay e WeChat Pay aceitam cartões estrangeiros, então instale e vincule o cartão antes de embarcar, porque muita banca não tem maquininha. Dinheiro é aceito por lei, mas os vendedores da muralha raramente têm troco para uma nota de ¥100, e caixas eletrônicos que aceitam cartão internacional existem em Yanqing e em Pequim, praticamente nunca em Badaling. O ingresso custa ¥35–40, o teleférico de ida e volta cerca de ¥140, o trem ¥16–31 e o ônibus 877, ¥6–12. A água sai por ¥5–10 na subida e por ¥2 fora do complexo, e o milho cozido, por ¥10. Almoço em pátio da vila fica em ¥40–80 por pessoa, e jantar em Pequim, em ¥30–100. A diária de pousada em Yanqing vai de ¥250 a ¥500, e a de hotel médio em Pequim, de ¥400 a ¥900. Não se dá gorjeta em restaurante nem em táxi, e insistir costuma constranger. Para entrar na China, brasileiros não precisam de visto em estadas de até 30 dias, pela medida válida até 31 de dezembro de 2026.
Como chegar e se locomover
De Pequim, de trem-bala até a estação da muralha
Você chega a Pequim pelo aeroporto Capital (PEK) ou por Daxing (PKX) e segue de trem. O caminho padrão é a linha de alta velocidade Pequim–Zhangjiakou, que sai de Qinghe (ou, em parte dos horários, de Pequim Norte) para a estação junto à muralha, com partidas a cada 30–60 minutos, bilhete de ¥16–31 e cerca de 25 minutos de viagem. Reserve com antecedência, porque a demanda da manhã é alta, e conte 15 minutos a mais depois de descer, já que a plataforma fica bem abaixo do solo e a saída é só por escadas rolantes longas. A alternativa barata é o ônibus 877, de Deshengmen, por ¥12, ou cerca de ¥6 pagando com cartão de transporte ou aplicativo; a viagem leva de 1h20 a 2h e, nos fins de semana, pega o trânsito da expressa G6. A antiga linha suburbana S2, a ferrovia panorâmica de 1909, está suspensa desde o fim de 2025 por uma obra de longa duração.
Ônibus grátis entre estacionamento, estação e portão
No local, ônibus de ligação gratuitos circulam entre estacionamentos, estação e portões, das 6h30 às 17h. O ingresso da muralha custa ¥40 na alta temporada (1º de abril a 31 de outubro) e ¥35 na baixa, com entrada das 6h30 às 16h30 no verão e das 7h30 às 16h no inverno, e menores de 18 e maiores de 60 anos não pagam. A reserva é feita pelo canal oficial do parque, no WeChat ou no site, com nome e número de documento, e o teto de 65 mil por dia é controlado por um semáforo de lotação. O teleférico sobe até perto da Torre Norte 7, e o tobogã, até a Torre Norte 4, cada um por cerca de ¥100–140 ida e volta, e nenhum dos dois elimina a escada. Táxi ou aplicativo de Pequim até o portão sai por ¥300–500 só na ida; no estacionamento, recuse os carros sem licença que abordam turistas. Dentro do complexo tudo é feito a pé, e a descida dos degraus gastos é mais escorregadia que a subida.
Segurança
Badaling é seguro no sentido criminal; o risco real é físico e comercial. O muro tem degraus de altura irregular, corrimão que aparece e some e trechos de inclinação forte, e a maior parte das ocorrências é queda na descida, insolação em julho e agosto ou hipotermia leve no inverno, quando o vento no passo derruba a sensação térmica bem abaixo de zero. Leve água, protetor e casaco corta-vento mesmo em dia quente na cidade, porque o topo é sempre mais frio e mais ventoso. Em feriado nacional há compressão de gente nos gargalos entre torres, e se a escada parar, espere em vez de forçar a passagem. Os golpes comuns são a excursão vendida na rua que troca Badaling por um trecho menor com paradas em lojas, os carros sem licença que cobram ¥400 ou mais para voltar a Pequim e o preço inflacionado de água e lembrança dentro do complexo. Não há área a evitar por criminalidade, e à noite, fora da temporada de visita iluminada, a vila simplesmente fecha. No Badaling Wildlife World, fique dentro do veículo com as janelas fechadas na área dos felinos, regra aplicada com rigor desde o acidente fatal de 2016.
Dicas de etiqueta
Leve o passaporte físico
O passaporte físico é conferido na catraca, um a um, e a fila para atrás de quem procura o documento no fundo da mochila. Deixe-o num bolso de fora antes de chegar ao portão.
Não escreva na pedra
Gravar nome ou data nos tijolos é infração, com multa e inclusão em lista de turistas impedidos de voltar ao sítio. A cada temporada há casos divulgados na imprensa.
Mantenha a direita e não pare no meio da escada
Os trechos íngremes têm largura útil pequena e o fluxo é de mão dupla. Para fotografar, saia para o vão de uma torre.
Nada de fogo entre novembro e maio
É o período oficial de prevenção de incêndio florestal em Pequim: proibido fumar, acender qualquer chama ou soltar fogos na área da serra.
Não solte drone
O espaço aéreo em torno de Pequim e do sítio é controlado e o voo sem autorização é apreendido na hora pelos seguranças do parque.
Regateie nas bancas de fora, não dentro do complexo
Nas bancas do lado de fora do portão a negociação é esperada e o primeiro preço costuma ser o dobro. Dentro do complexo o preço é tabelado e insistir não leva a nada.
Erros a evitar

A cota de 65 mil se preenche cedo
A cota de 65 mil se preenche cedo, e a escada do ramo norte engarrafa. Quem chega na abertura sobe ao Beibalou quase sozinho.
“Badaling” e “Badaling Changcheng” diferem
“Badaling” é a estação de superfície da antiga linha S2, hoje suspensa. É “Badaling Changcheng”, mais fundo na serra, que serve o portão.
Achar que o teleférico dispensa a escada
O teleférico deixa você perto da Torre Norte 7, e o tobogã, na Torre Norte 4. Nos dois casos ainda restam centenas de degraus irregulares, alguns com mais de 30 cm.
É a descida que machuca o joelho
Ir de tênis de sola lisa é o erro: o granito polido fica traiçoeiro, sobretudo na descida. No inverno, com gelo, o risco de torção é ainda maior.
O golpe leva a Shuiguan dizendo Badaling
O golpe clássico leva o grupo a Shuiguan ou a Juyongguan dizendo que é Badaling. Ele inclui paradas obrigatórias em lojas de jade e chá.
Frases úteis
你好 (nǐ hǎo, “ni rrão”)
Olá
长城怎么走?(Chángchéng zěnme zǒu, “tchang-tchêng dzâme dzôu”)
Como se vai para a Muralha?
多少钱?(duōshao qián, “duô-shao tchién”)
Quanto custa?
北八楼在哪儿?(Běibālóu zài nǎr, “bêi-bá-lôu dzai nar”)
Onde fica a Torre Norte 8?
谢谢 (xièxie, “siê-siê”)
Obrigado
不到长城非好汉 (bú dào Chángchéng fēi hǎohàn, “bu dao tchang-tchêng fêi rrão-han”)
“Quem não chega à Muralha não é herói”: verso de Mao de 1935, gravado na estela e nas medalhas
Bairros

Ramo Norte
As 12 torres que sobem à direita de quem entra pelo portão principal, passando pelo Beibalou (Torre Norte 8, 1.015 m), o ponto mais alto, até a Torre Norte 12. É onde estão as rampas mais duras, o teleférico e 90% das pessoas.

Ramo Sul
Sete torres na direção oposta, com degraus mais regulares e uma fração do movimento. Do alto, a vista abre para o vale de Guangou, sem o aglomerado de gente do outro lado.
Praça de entrada e Estacionamento
O nó de serviços na base: bilheterias, banheiros, ônibus de ligação gratuitos, barracas de milho cozido e as bancas que gravam medalhas. Tudo é mais caro aqui do que 500 m adiante.
Vila de Badaling
O povoado de cerca de 10 mil habitantes esticado ao longo da rodovia, com pousadas familiares, mercearias e restaurantes de pátio (nongjiayuan). Fora do horário de visita, a rua esvazia por completo.
Qinglongqiao
Estação de 1909 a 3 km, com o ziguezague ferroviário, a estátua e o túmulo de Zhan Tianyou. É o pedaço do conjunto que quase ninguém procura e o único onde se vê a engenharia civil do início do século XX.
Guangou e Shuiguan
O corredor entre Badaling e Juyongguan, com o trecho de muralha de Shuiguan e ruínas de postos ao longo do vale. É onde muitas excursões baratas param dizendo que é Badaling.
Kangzhuang e Dongsanpu
Saída da expressa e cinturão de hotéis, postos e depósitos a 8–12 km. Serve como base barata para quem dorme perto para entrar assim que o portão abre.
Centro de Yanqing
A sede do distrito, 20 km a nordeste: mercados, hospital, rodoviária, restaurantes de comida real e o parque do que foi a Expo de Horticultura de 2019. É onde se resolve qualquer problema prático.
História
séc. VI · Primeira barreira no desfiladeiro
Por volta de 555 a dinastia Qi do Norte ergue uma linha de muralha de Shanxi até o mar, passando pelo corredor de Guangou, abaixo de Badaling. Restam vestígios de terra batida sob a obra Ming.
1211–1215 · Os mongóis forçam a passagem
As tropas de Gêngis Khan atravessam o corredor de Juyong rumo a Zhongdu, a Pequim dos Jin, tomada em 1215. O episódio fixa o desfiladeiro como o ponto fraco do norte da capital.
1368–1421 · Os Ming assumem o passo
Depois de expulsar os Yuan, os Ming refazem a guarnição de Juyongguan. Com a mudança da capital de Nanquim para Pequim em 1421, defender o desfiladeiro vira assunto de Estado.
1505 · O muro de tijolo em Badaling
No 18º ano do reinado Hongzhi conclui-se o anteparo externo de granito e tijolo, cerca de 12 km com 43 torres. O portão leste traz a inscrição “Juyong Waizhen”; o portão oeste, “Beimen Suoyue”, é de 1582.
1644 · A muralha perde a função
Em abril o exército camponês de Li Zicheng passa pelo corredor e toma Pequim; meses depois os Qing entram pelo leste e incorporam a estepe. Sem fronteira a defender, o muro fica dois séculos sem manutenção.

1900 · A fuga da corte
Com a entrada da Aliança das Oito Nações em Pequim, a imperatriz viúva Cixi deixa a capital rumo a Xi'an cruzando Badaling. Fotógrafos estrangeiros registram o trecho e a muralha começa a circular como imagem.
1909 · A ferrovia de Zhan Tianyou
Abre a linha Pequim–Zhangjiakou, primeira grande ferrovia projetada e construída por engenheiros chineses, sob comando de Zhan Tianyou. O ziguezague de Qinglongqiao e o túnel de Badaling vencem a rampa da serra.
1952–1957 · Restauro e abertura
Por iniciativa apoiada por Guo Moruo, o governo restaura os trechos norte e sul do passo. Em 1957 Badaling se torna o primeiro pedaço de Grande Muralha aberto à visitação organizada.
1972 · Nixon sobe a rampa norte
Em 24 de fevereiro de 1972 Richard e Pat Nixon visitam Badaling durante a viagem que reabre a relação China–EUA. Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Gorbatchov repetem o roteiro na década seguinte.
1984–1987 · Campanha e Patrimônio Mundial
A campanha “Ame a China, restaure nossa Muralha”, lançada em 1984, financia obras por doação popular. Em 1987 a Unesco inscreve a Grande Muralha na lista do Patrimônio Mundial e Badaling vira o trecho-vitrine.

2019–2026 · Cota diária e trem-bala
Em 1º de junho de 2019 entra em vigor o teto de 65 mil visitantes por dia, com bilhete nominal. Em 30 de dezembro do mesmo ano abre a estação Badaling Changcheng, cerca de 102 m abaixo do solo, na alta velocidade Pequim–Zhangjiakou.

História completa
O desfiladeiro de Guangou: uma dobra do terreno
Badaling existe por causa de uma dobra do terreno. O desfiladeiro de Guangou corta a serra de Jundu por cerca de 20 km e é o caminho mais curto entre a estepe, a bacia de Yanqing e a planície onde está Pequim. Quem controla o desfiladeiro controla o acesso à capital, e isso foi entendido cedo: por volta de 555 a Qi do Norte já erguia muralha de terra batida na região. Entre 1211 e 1215 as tropas mongóis usaram o mesmo corredor para chegar a Zhongdu, a cidade que os Jin haviam feito capital no sítio da futura Pequim.
A muralha de tijolo que existe hoje é de depois de 1421
A muralha de tijolo que se visita hoje é resposta tardia a esse problema. Quando o imperador Yongle transfere a capital de Nanquim para Pequim, em 1421, o desfiladeiro deixa de ser fronteira distante e passa a ser defesa doméstica, a 80 km do palácio. A fortaleza de Juyongguan é reforçada e, em 1505, conclui-se em Badaling o anteparo externo: cerca de 12 km de granito e tijolo com 43 torres, muro de aproximadamente 7,8 m de altura e 6 m de largura no topo, feito para permitir a passagem de cinco cavalos lado a lado. O portão leste ostenta 居庸外镇, “posto avançado de Juyong”; o oeste, gravado em 1582, diz 北门锁钥, “a chave da porta do norte”. Nada disso funcionou como pretendido: em abril de 1644 o exército camponês de Li Zicheng atravessou o corredor e tomou Pequim, e meses depois os Qing entraram pelo leste, anexaram a estepe e transformaram a muralha em obra sem inimigo.
Abandono e redescoberta, da fotografia à ferrovia de 1909
Seguiram-se dois séculos de abandono. A muralha volta à cena por dois motivos, ambos externos. O primeiro é a fotografia: depois de 1860, e sobretudo com a fuga de Cixi por Badaling em 1900, viajantes europeus e americanos fixam a imagem do muro serpenteando na serra como símbolo do país inteiro. O segundo é a ferrovia. Em 1909 abre a linha Pequim–Zhangjiakou, projetada por Zhan Tianyou, com o ziguezague de Qinglongqiao e o túnel de Badaling resolvendo a subida. Foi a primeira grande ferrovia chinesa sem engenharia estrangeira, e é ela que põe o passo a poucas horas da capital, criando os primeiros visitantes de fim de semana.
A conversão em atração é dos anos 1950
A conversão em atração nacional é dos anos 1950. O trecho é restaurado a partir de 1952 e aberto em 1957, o primeiro da linha inteira, e nas décadas seguintes Badaling recebe praticamente todo chefe de Estado em visita a Pequim, o que fixa a ideia de que a Grande Muralha é aquele trecho de 3,74 km de degraus. Em 1984 a campanha “Ame a China, restaure nossa Muralha” arrecada doações para as obras, e em 1987 vem a inscrição da Unesco. Do fim dos anos 1980 em diante, o trecho passa a receber vários milhões de visitantes por ano, na casa dos 9 a 10 milhões antes de 2020, com todo o comércio que isso implica: teleférico, tobogã, barracas de medalha gravada e um vilarejo inteiro vivendo de estacionamento e almoço.
Cota de 65 mil visitantes por dia, desde 2019
O presente é uma tentativa de administrar esse volume. Desde 1º de junho de 2019 vale a cota de 65 mil pessoas por dia, com bilhete nominal e semáforo de lotação. Em 30 de dezembro de 2019 abriu a estação Badaling Changcheng da alta velocidade Pequim–Zhangjiakou, escavada cerca de 102 m dentro da montanha, o que reduziu a viagem desde Pequim a algo em torno de 25 minutos. Os Jogos de Inverno de 2022 levaram as provas alpinas e de trenó para Xiaohaituo, no mesmo distrito de Yanqing, e deixaram estradas e hotéis novos. Desde 2019, o programa do Parque Cultural Nacional da Grande Muralha reorganiza o entorno, com obras de museu e de acessos que ainda fecham partes do complexo.
Geografia e forma da cidade

A garganta e as cristas
Badaling ocupa a garganta norte do corredor de Guangou, uma fenda de cerca de 20 km na serra de Jundu, extremidade sul da cordilheira Yan, que liga a planície de Pequim (cerca de 50 m de altitude) à bacia de Yanqing (cerca de 500–600 m). A vila fica a 652 m; a muralha sobe pelas cristas até 1.015 m na Torre Norte 8, o Beibalou, o ponto mais alto do trecho.
O muro restaurado e a fila de serviços
O muro restaurado tem 3,74 km e 19 torres (12 no ramo norte, mais íngreme, e 7 no ramo sul, de rampas mais suaves), uma fração dos 12 km e 43 torres originais; o restante segue em ruína pela serra. O que foi construído em volta é uma sequência linear de estacionamentos, portões, praça de serviços e ruas de restaurantes espremida entre a expressa G6 Pequim–Lhasa, a ferrovia de 1909 e o túnel da alta velocidade.
O funil de ar entre bacias
O clima é continental de monção, mas o passo é sistematicamente 3 a 5 °C mais frio que o centro de Pequim e muito mais ventoso, porque funciona como funil de ar entre as duas bacias.
Em 1900, fugindo das tropas estrangeiras que entraram em Pequim, a imperatriz Cixi escapou para o oeste passando por Badaling.
Entre a vila, a 652 m, e o Beibalou, a 1.015 m, a muralha vence o desnível em cerca de 1 km de escada contínua.
Cultura
A muralha no hino nacional chinês, escrito em 1935
Badaling funciona como símbolo nacional tanto quanto como lugar. A muralha aparece na letra do hino nacional chinês, “A Marcha dos Voluntários”, escrito por Tian Han em 1935, que fala em erguer “uma nova Grande Muralha” com carne e sangue, e num verso de Mao do mesmo ano, hoje gravado numa estela ao pé do ramo norte. A visita segue um roteiro que a escola, a televisão e a diplomacia ensinaram: subir, fotografar a frase, comprar a medalha com o nome gravado e descer.
Gravação de latão, ensaio de casamento e turma de escola
O status de símbolo nacional criou um pequeno comércio aos pés da muralha. Bancas gravam latão na hora, casais fazem ensaio fotográfico de casamento nas ameias, escolas trazem turmas inteiras de uniforme, e o comércio da base vive de água, milho, chapéu e ímã de geladeira. O contraponto erudito está a três quilômetros dali: Zhan Tianyou, engenheiro da ferrovia de 1909, é figura de livro didático, e sua estátua em Qinglongqiao recebe visitas escolares pela mesma razão que a muralha, provar uma capacidade nacional.
Yanqing acrescentou uma camada esportiva
O distrito de Yanqing acrescentou uma camada esportiva recente. A prova de estrada do ciclismo dos Jogos de 2008 terminou em circuitos junto à muralha, na região de Juyongguan, e os Jogos de Inverno de 2022 puseram o esqui alpino e as pistas de trenó em Xiaohaituo, 25 km ao norte, deixando teleféricos, estradas e hotelaria que hoje servem ao turismo de montanha o ano todo. Na baixa temporada, a vida cultural local é rural e sazonal: feiras de templo no ano-novo lunar, lanternas de gelo em janeiro, colheita de maçã em outubro.
Gravado numa estela ao pé do ramo norte, o verso de Mao de 1935 sobre quem chega à Muralha virou bordão escolar e deu origem às medalhas com nome gravado.
Festas e eventos

Festival das Lanternas de Gelo de Longqingxia
Em 2026, a edição foi anunciada de 15 de janeiro ao início de março, no desfiladeiro de Longqing, a 35–45 km a nordeste. Esculturas de gelo iluminadas em escala grande; a série de edições começou nos anos 1980. Confira as datas da edição que pretende visitar.
Ilustração com IAMuralha à noite
A temporada de 2026 foi anunciada de 30 de abril a 6 de outubro, entre as torres Norte 4 e Sul 4. A entrada era das 18h30 às 21h; a iluminação, das 19h20 às 22h, conforme a programação de cada dia. O ingresso noturno é separado do diurno. Confira a edição e os horários antes de reservar.
Ilustração com IATemporada das folhas vermelhas
Segunda quinzena de outubro, no Parque Florestal Nacional de Badaling, com a serra mudando de cor. Hongyeling oferece vista da muralha de fora, mas confirme a abertura dessa trilha: o anúncio de reabertura do parque, em junho de 2026, mantinha a rota fechada.

Semana Dourada de outubro
O feriado nacional de 2026 foi marcado de 1 a 7 de outubro. Se puder, escolha outra semana para visitar Badaling: a procura é alta e há controle de entrada. Reserve com antecedência; não conte com ingresso na chegada.
Ilustração com IAFesta da Primavera
Ano-novo lunar, em janeiro ou fevereiro; em 2026 caiu em 17 de fevereiro. Yanqing monta feiras de templo, e o passo fica gelado e ventoso. Confira a programação da edição que pretende visitar.
Livros e filmes
“The Great Wall: China Against the World, 1000 BC–AD 2000”, de Julia Lovell (2006)
Explica por que sucessivas dinastias construíram muros e por que eles quase sempre falharam. Serve de antídoto contra a ideia de muralha única e eterna.
“The Great Wall of China: From History to Myth”, de Arthur Waldron (1990)
Demonstra que a imagem de uma muralha contínua e milenar é construção moderna, em boa parte europeia. É o livro que reorganiza o que se vê em Badaling.
“The Great Wall Revisited”, de William Lindesay (2008)
Refotografia do muro Ming: as mesmas torres em imagens de 1870 a 2000. Mostra o quanto de Badaling é reconstrução do século XX.
Perguntas frequentes
Badaling: como ir de trem-bala desde Pequim?
O caminho padrão é a linha de alta velocidade Pequim–Zhangjiakou, que sai de Qinghe (ou, em parte dos horários, de Pequim Norte) para a estação junto à muralha, com partidas a cada 30 a 60 minutos, bilhete de ¥16 a 31 e cerca de 25 minutos de viagem.
Badaling: qual é a moeda e quanto vale?
A moeda é o yuan renminbi (CNY, ¥), a cerca de ¥7,1 por dólar e ¥1,3 por real em 2026.
Badaling: qual é a melhor época para ir?
De meados de setembro ao fim de outubro fica a melhor janela, com 15 a 25 °C e céu limpo depois das chuvas de verão, e as folhas mudam de cor na segunda quinzena de outubro.
Badaling: preciso levar o passaporte físico?
O passaporte físico é conferido na catraca, um a um, e a fila para atrás de quem procura o documento no fundo da mochila.
Badaling: o que é o huoshao de Yanqing?
Pão chato assado no forno de parede, tostado por fora e oco por dentro, aberto e recheado com carne ou ovo. Vendido de manhã nas ruas de Yanqing, ¥3 a 8.
Outras cidades do país
China ↗- Dias
- 4
- Quando
- set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 40–70 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- set–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 450–900 CNYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.








