
China
Pequim
Cidade Proibida, a Muralha, hutongs e pato laqueado
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
O primeiro é do Eixo Central; o segundo, da Muralha em Mutianyu e das Tumbas Ming; o terceiro, dos templos, de Dashilan e da zona 798; o quarto, do Palácio de Verão e de uma pedalada por Shichahai. Não é cidade para improvisar, porque as entradas principais são nominais, com passaporte e uma semana de antecedência. As distâncias também são grandes demais para decidir na hora. Com um dia só, faça o Eixo Central inteiro: Tiananmen às 8h e a Cidade Proibida às 9h30. À uma da tarde, suba o Jingshan para ver o alinhamento do alto, passe a tarde nos hutongs e jante pato laqueado. O que decepciona é andar a pé, porque quarteirões de até 1 km fazem 3 km durarem mais do que parecem no mapa. Boa parte do centro histórico, além disso, virou fachada restaurada com loja dentro. Em compensação, o ar melhorou de verdade, e o outono é seco e limpo.
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Quando 20 de setembro a 25 de outubro: seco, 15–25 °C, evitando o feriado de 1º a 7 de outubro
Como o guia chega a este número
O clima é continental de monção, com quatro estações muito marcadas e apenas cerca de 570 mm de chuva por ano, três quartos dela entre junho e agosto. O melhor período vai de 20 de setembro a 25 de outubro: céu seco, 15–25 °C e folhas amarelas nos parques, exceto a semana de 1º a 7 de outubro, feriado nacional. Fim de abril e maio também funcionam, com 18–28 °C, mas março e a primeira metade de abril trazem vento e poeira do noroeste, com episódios de tempestade de areia que deixam o céu cor de chá. O verão é quente e úmido, com máximas de 31–35 °C, pancadas de fim de tarde e férias escolares chinesas em julho e agosto, o que enche a Muralha e os museus. O inverno é seco e frio, de -8 °C à noite a 2–5 °C de dia, com pouquíssima neve, hotéis mais baratos e a cidade quase vazia de estrangeiros; evite apenas a semana do ano-novo lunar, quando metade dos restaurantes pequenos fecha. A poluição melhorou muito (média anual de PM2,5 de 27,0 µg/m³ em 2025, contra 89,5 em 2013), mas ainda há dias de inversão térmica em dezembro e janeiro, e nesses dias não se enxerga o eixo de 7,8 km do alto do Jingshan.
Por pessoa/dia US$ 40–70 por pessoa com hotel de três estrelas, comida local e metrô
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaPequim pede quatro dias. O primeiro é do Eixo Central; o segundo, da Muralha em Mutianyu e das Tumbas Ming; o terceiro, dos templos, de Dashilan e da zona 798; o quarto, do Palácio de Verão e de uma pedalada por Shichahai. Não é cidade para improvisar, porque as entradas principais são nominais, com passaporte e uma semana de antecedência. As distâncias também são grandes demais para decidir na hora. Com um dia só, faça o Eixo Central inteiro: Tiananmen às 8h e a Cidade Proibida às 9h30. À uma da tarde, suba o Jingshan para ver o alinhamento do alto, passe a tarde nos hutongs e jante pato laqueado. O que decepciona é andar a pé, porque quarteirões de até 1 km fazem 3 km durarem mais do que parecem no mapa. Boa parte do centro histórico, além disso, virou fachada restaurada com loja dentro. Em compensação, o ar melhorou de verdade, e o outono é seco e limpo.Pequim foi desenhada em torno de um eixo cerimonial de 7,8 km, e do alto do Jingshan dá para vê-lo alinhado, com a Cidade Proibida logo abaixo. Ao longo desse eixo ficam a Praça Tiananmen, o portão do Meridiano, os três grandes salões do palácio e as torres do Tambor e do Sino. Entre as avenidas de oito faixas sobrevivem os hutongs, becos de casas baixas onde a vida de bairro continua e que se percorrem de bicicleta compartilhada. Mais ao sul, no Templo do Céu, os moradores praticam tai chi entre os ciprestes; fora da cidade, a Muralha em Mutianyu corre pela serra em trechos restaurados. À noite, coma pato laqueado em panquecas finas ou espetinhos de carneiro na Gui Jie. As entradas principais são nominais, com passaporte e uma semana de antecedência, então a cidade pede plano. Venha entre 20 de setembro e 25 de outubro, com céu seco e 15–25 °C, fugindo do feriado de 1º a 7 de outubro, e reserve quatro dias.
Ficha rápida
- População
- cerca de 21,8 mi de residentes permanentes no município (2025); cerca de 23 mi na área metropolitana
- Fundação
- Povoado de Ji no séc. XI a.C.; capital secundária dos Liao em 938; capital imperial a partir dos Jin, em 1153; capital da República Popular desde 1º de outubro de 1949
- País e região
- China, município autônomo de 16.410 km² no extremo norte da Planície do Norte da China
- Idioma
- Mandarim (putonghua), com sotaque pequinês cheio de erhua; inglês raro fora de hotéis, aeroportos e museus
- Moeda
- Yuan renminbi (CNY); cerca de 7 CNY por dólar e cerca de 1,3 CNY por real em 2026
- Fuso horário
- UTC+8 em todo o país, sem horário de verão
- Melhor época
- 20 de setembro a 25 de outubro: seco, 15–25 °C, evitando o feriado de 1º a 7 de outubro
- Custo médio por dia
- US$ 40–70 por pessoa com hotel de três estrelas, comida local e metrô
Quando ir
20 de setembro a 25 de outubro: seco, 15–25 °C, evitando o feriado de 1º a 7 de outubro
janeiro
-7° a 2°C
2 mm de chuva
fevereiro
-4° a 6°C
6 mm de chuva
março
2° a 13°C
9 mm de chuva
abril
9° a 21°C
22 mm de chuva
maio
15° a 27°C
36 mm de chuva
junho
20° a 31°C
72 mm de chuva
julho
23° a 32°C
170 mm de chuva
agosto
22° a 31°C
113 mm de chuva
novembro
1° a 10°C
14 mm de chuva
dezembro
-5° a 4°C
2 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
O clima é continental de monção, com quatro estações muito marcadas e apenas cerca de 570 mm de chuva por ano, três quartos dela entre junho e agosto. O melhor período vai de 20 de setembro a 25 de outubro: céu seco, 15–25 °C e folhas amarelas nos parques, exceto a semana de 1º a 7 de outubro, feriado nacional. Fim de abril e maio também funcionam, com 18–28 °C, mas março e a primeira metade de abril trazem vento e poeira do noroeste, com episódios de tempestade de areia que deixam o céu cor de chá. O verão é quente e úmido, com máximas de 31–35 °C, pancadas de fim de tarde e férias escolares chinesas em julho e agosto, o que enche a Muralha e os museus. O inverno é seco e frio, de -8 °C à noite a 2–5 °C de dia, com pouquíssima neve, hotéis mais baratos e a cidade quase vazia de estrangeiros; evite apenas a semana do ano-novo lunar, quando metade dos restaurantes pequenos fecha. A poluição melhorou muito (média anual de PM2,5 de 27,0 µg/m³ em 2025, contra 89,5 em 2013), mas ainda há dias de inversão térmica em dezembro e janeiro, e nesses dias não se enxerga o eixo de 7,8 km do alto do Jingshan.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | -7 a 2 | 2 |
| fevereiro | -4 a 6 | 6 |
| março | 2 a 13 | 9 |
| abril | 9 a 21 | 22 |
| maio | 15 a 27 | 36 |
| junho | 20 a 31 | 72 |
| julho | 23 a 32 | 170 |
| agosto | 22 a 31 | 113 |
| setembro · | 16 a 27 | 54 |
| outubro · | 9 a 19 | 29 |
| novembro | 1 a 10 | 14 |
| dezembro | -5 a 4 | 2 |
Dicas do Nilo
Alipay, WeChat Pay e eSIM: tudo pronto em casa
O país paga por QR code, e a rede local não abre os aplicativos ocidentais. Ainda em casa, deixe o Alipay ou o WeChat Pay funcionando com o seu cartão e contrate eSIM ou roaming. Desde 1º de junho de 2025, passaportes comuns do Brasil, da Argentina, do Chile, do Peru e do Uruguai entram sem visto por até 30 dias. Quem não se enquadra tem o trânsito sem visto de 240 horas, por um dos 65 portos designados.
Reserve com 7 dias: Cidade Proibida e Tiananmen, passaporte
Cidade Proibida, Praça Tiananmen e Museu Nacional só se visitam com reserva ligada ao passaporte, que abre sete dias antes e esgota no mesmo dia. Entre no sistema na hora em que as vagas abrem, reserve as três de uma vez e use o mesmo passaporte que vai mostrar na porta. Se quiser a Galeria dos Tesouros, some 10 CNY ao ingresso do palácio.
Entre no Templo do Céu antes das 9h, coma o jianbing antes
Antes das nove, os moradores ocupam o bosque para praticar tai chi e cantar, sem horário de apresentação, e o salão principal, de 38 m, ainda está sem fila. Tome antes um jianbing de carrinho, que só se acha pela manhã.
Metrô: raio-X de até 5 minutos a cada entrada
Cada baldeação de metrô soma dois a cinco minutos no raio-X da bagagem, e não se pode comer nem beber dentro do vagão. Desde 15 de junho de 2025 a catraca aceita cartão estrangeiro por aproximação, então, para três ou quatro dias, não vale comprar o Yikatong. A tarifa vai de 3 CNY até 6 km a 6 CNY até 32 km. O serviço encerra por volta das 23h, e a última partida da sua linha pode ser mais cedo; para a volta tardia, o Didi tem interface em inglês.
Em Mutianyu, suba de teleférico e ande da torre 14 à 20
É o trecho mais íngreme e menos frequentado da Muralha nesse setor. Mutianyu também vale mais que Badaling, que recebe os ônibus de excursão e vira fila no sábado. Saia de Pequim às 7h e suba de teleférico até a torre 14. Na volta, as Tumbas Ming ficam no caminho e pedem uma parada na Via Sagrada.
Reserve o pato laqueado da noite na hora do almoço
As mesas da noite acabam antes de escurecer. Escolha antes o estilo, forno aberto ou fechado, já que cada casa segue uma das duas escolas e o pato muda de uma para a outra. Se a noite continuar, vá até a Gui Jie, onde espetinho e caranguejo apimentado saem até de madrugada.
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Abrir o appO que ver
Pequim: O anfiteatro de montanhas e a planície
Pequim ocupa a ponta noroeste da Planície do Norte da China, a cerca de 44 m de altitude, dentro de um anfiteatro de montanhas: a cordilheira Yan fecha o norte e o nordeste, as Colinas Ocidentais, ramificação do Taihang, fecham o oeste, e a única saída fácil é para sudeste, rumo ao mar de Bohai, a uns 150 km.

Cidade Proibida (Museu do Palácio)
Palácio imperial construído entre 1406 e 1420, com 72 hectares e cerca de 980 edifícios, residência de 24 imperadores Ming e Qing até 1924 e Patrimônio Mundial desde 1987. Entrada só pelo portão do Meridiano e saída pelo portão da Divina Proeza; ingresso de 60 CNY na alta temporada e 40 na baixa, reserva nominal com passaporte até sete dias antes, fechado às segundas.
É o centro do eixo e o motivo de muita gente vir a Pequim: 72 hectares de palácio que abrigaram 24 imperadores Ming e Qing. Reserve com o passaporte sete dias antes, siga o percurso de sentido único, de sul a norte, e saia pela Divina Proeza direto para a subida do Jingshan.
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Templo do Céu
Recinto ritual de 273 hectares aberto em 1420, onde o imperador pedia boa colheita no primeiro mês do ano lunar, no Salão da Oração pelas Boas Colheitas, e adorava o céu no solstício de inverno, no Altar Circular. O salão tem 38 m, três telhados azuis circulares e é montado sem um prego; a versão atual é de 1890, refeita depois de um raio. Chegue antes das nove para ver os grupos de tai chi, ópera e dança no bosque de ciprestes.
Era o recinto onde o imperador pedia boa colheita no início do ano lunar e adorava o céu no solstício de inverno, e o salão circular de telhados azuis é o desenho mais conhecido da cidade depois do palácio. Vá antes das nove, quando os moradores ocupam o bosque com tai chi e ópera e o salão ainda está sem fila.
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Muralha em Mutianyu
Trecho de 5,4 km restaurado a 73 km a nordeste, com 22 torres de vigia erguidas a partir de 1568 sob o general Qi Jiguang. Ingresso em torno de 45 CNY, ônibus interno e teleférico à parte (cerca de 140 CNY ida e volta); é a alternativa menos lotada a Badaling, que absorve os ônibus de excursão.
É o trecho da Muralha que eu escolheria a partir de Pequim: restaurado, com torres de vigia em sequência e bem menos cheio que Badaling. Saia cedo e use o teleférico para chegar ao alto antes dos grupos.
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Parque Jingshan
Colina artificial de 45 m feita com a terra escavada do fosso da Cidade Proibida no século XV. Do pavilhão Wanchun, no topo, vê-se o eixo inteiro alinhado, do portão de Yongding às torres do Tambor e do Sino; foi na encosta leste que o imperador Chongzhen se enforcou em 1644. Ingresso simbólico, cerca de 2 CNY.
É o único lugar de onde se vê o eixo inteiro alinhado, com os telhados da Cidade Proibida logo abaixo, e a subida é curta e quase de graça. Suba ao sair do palácio pela Divina Proeza, que dá na frente do parque.
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Praça Tiananmen
44 hectares entre o portão de 1420 e o mausoléu de Mao, de 1977, com o Grande Salão do Povo (1959) a oeste e o Museu Nacional da China a leste. Entra-se por reserva antecipada e revista com passaporte; o hasteamento da bandeira acontece ao nascer do sol e lota a praça uma hora antes.
Vale pela escala e pelo que está em volta dela: o portão de 1420, o mausoléu de Mao e o Grande Salão do Povo na mesma praça. Combine com a Cidade Proibida no mesmo dia; quem quer ver o hasteamento da bandeira chega uma hora antes do nascer do sol.
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Templo Yonghe (Templo dos Lamas)
Residência principesca de 1694 convertida em mosteiro tibetano-mongol em 1744 por Qianlong. No pavilhão dos Dez Mil Venturas há um Maitreya de 18 m acima do solo esculpido num único tronco de sândalo trazido do Nepal. Do outro lado da rua ficam o Templo de Confúcio e o Guozijian, a academia imperial fundada em 1306.
Vale pelo Maitreya de 18 m esculpido num único tronco de sândalo do Nepal, no mosteiro que Qianlong instalou em 1744 na residência de 1694.
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Torres do Tambor e do Sino e o Shichahai
As duas torres fecham a ponta norte do Eixo Central: a do Tambor marcava as horas com 25 tambores de couro, um grande e 24 menores, e a do Sino, reconstruída em 1747, guarda um sino de bronze de 63 toneladas. Em volta ficam os lagos de Qianhai e Houhai e a malha de hutongs mais preservada da cidade.
Vale pelo bairro tanto quanto pelas torres: em volta delas ficam os lagos de Qianhai e Houhai e a malha de hutongs mais preservada da cidade. Vá no fim da tarde e emende com a beira dos lagos à noite.
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Zona de arte 798
Complexo de fábricas de eletrônica em Dashanzi construído nos anos 1950 por engenheiros da Alemanha Oriental, com telhados em dente de serra e estrutura de inspiração Bauhaus. Artistas ocuparam os galpões a partir de 2002; hoje reúne galerias, o museu UCCA e livrarias, com entrada franca e boa parte das casas fechada às segundas.
Vale pelos galpões dos anos 1950 com telhado em dente de serra, hoje ocupados por galerias, pelo museu UCCA e por livrarias, com entrada franca. Evite a segunda, quando boa parte das casas fecha.
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Palácio de Verão (Yiheyuan)
290 hectares a noroeste, três quartos deles ocupados pelo lago Kunming, escavado à mão. O Longo Corredor tem 728 m e cerca de 14 mil cenas pintadas nas vigas; a imperatriz viúva Cixi reconstruiu o conjunto em 1888, segundo a tradição com verba destinada à marinha. Patrimônio Mundial desde 1998.
É o jardim de verão da corte Qing, à beira de um lago, bonito mas longe do centro e de meio dia inteiro. Com três dias ou menos na cidade, dá para deixá-lo de fora sem perder o essencial.
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O roteiro do Nilo
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Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O Eixo Central, de ponta a ponta
8h: entre na Praça Tiananmen com a reserva feita antes e o passaporte na mão; do lado leste fica o Museu Nacional da China, gratuito e também com vaga nominal.
9h30: Cidade Proibida pelo portão do Meridiano; percorra primeiro o eixo dos três grandes salões e depois desvie para os pátios laterais e a Galeria dos Tesouros, com bilhete extra de 10 CNY.
13h: saia pelo portão da Divina Proeza, atravesse a rua e suba os 45 m de Jingshan para ver o eixo alinhado do alto.
Às 15h, passeie pelo parque Beihai e depois pelos hutongs entre Nanluoguxiang e as torres do Tambor e do Sino, a pé ou de bicicleta compartilhada.
Às 19h, jante pato laqueado numa casa do centro, com mesa reservada.
Dia 2 · Muralha e vale das tumbas
Saia às 7h para Mutianyu, 73 km a nordeste, de ônibus turístico a partir de Qianmen (cerca de 80 CNY ida e volta) ou de carro com motorista (500–700 CNY o dia).
9h30: suba de teleférico até a torre 14 e caminhe para oeste até a torre 20 e de volta; esse trecho é o mais íngreme e o menos frequentado.
Às 13h, almoce na aldeia de Mutianyu e desça pelo tobogã de trilho, quando estiver operando.
Às 16h, na volta, pare nas Tumbas Ming e caminhe uma hora pela Via Sagrada de 7 km, com os pares de animais de pedra.
Às 20h, jante espetinhos na Gui Jie, que serve até de madrugada.
Dia 3 · Templos, becos de comércio e arte
Às 7h30, entre no Templo do Céu pelo portão sul, antes das nove, para ver os grupos de tai chi, ópera e dança entre os ciprestes.
Às 10h30, ande por Qianmen e pelo beco de Dashilan, com as lojas centenárias de chá, sapatos de pano e remédios tradicionais.
13h: Templo Yonghe e, do outro lado da rua, o Templo de Confúcio e o Guozijian; encaixe um café em Wudaoying, no mesmo quarteirão.
Às 16h, visite as galerias e o museu UCCA na zona de arte 798, em Chaoyang.
Às 20h, assista a uma hora de ópera de Pequim no Teatro Chang'an ou tome uma cerveja em Sanlitun.
Dia 4 · Palácio de Verão e Shichahai
9h: comece no Palácio de Verão (Yiheyuan), em Haidian, a noroeste: 290 hectares dos quais três quartos são ocupados pelo lago Kunming, escavado à mão.
Percorra o Longo Corredor de 728 m, com cerca de 14 mil cenas pintadas nas vigas, que a imperatriz viúva Cixi reconstruiu em 1888.
Ao lado, ande pelas ruínas do Yuanmingyuan, o Antigo Palácio de Verão de 350 hectares, saqueado e incendiado por tropas anglo-francesas em outubro de 1860; restam sobretudo as colunas de pedra dos Palácios Ocidentais.
À tarde, volte ao centro e alugue uma bicicleta para pedalar em torno dos lagos de Qianhai e Houhai, no Shichahai, entre a malha de hutongs mais preservada da cidade.
Jante shuan yangrou, carneiro escaldado em panela de cobre com chaminé de carvão, na Donglaishun, que funciona desde 1903.
Comida
Ilustração com IAPato laqueado (Beijing kaoya)
Pato inflado, escaldado, seco por horas e assado até a pele vidrar, fatiado à mesa e comido em panquecas finas com cebolinha, pepino e molho de soja doce. Duas escolas: forno aberto com lenha de árvore frutífera, da linhagem do Quanjude (1864), e forno fechado, da linhagem do Bianyifang, que remonta a 1416. Um pato inteiro serve duas a três pessoas e custa 200–400 CNY.
Ilustração com IAZhajiangmian
Macarrão de trigo com molho de pasta de soja fermentada refogada com cubos de porco, servido com tirinhas cruas de pepino, rabanete, broto de feijão e soja verde que o cliente mistura na hora. É o prato caseiro da cidade; 20–35 CNY numa casa de bairro.
Ilustração com IAJianbing
Panqueca de farinha de trigo e feijão-mungo feita na chapa em cerca de 90 segundos, com ovo quebrado por cima, molho de soja doce, coentro e uma folha de massa frita que estala. Café da manhã de carrinho, 8–15 CNY, some das ruas depois das dez.
Ilustração com IAShuan yangrou
Carneiro escaldado em panela de cobre com chaminé de carvão: fatias finíssimas mergulhadas por segundos no caldo e depois no molho de gergelim com tofu fermentado e cebolinha. Comida de inverno; a casa mais antiga, Donglaishun, funciona desde 1903.
Ilustração com IALuzhu huoshao e baodu
Os dois pratos de miúdos que definem a cozinha popular local: o luzhu cozinha vísceras de porco e tofu frito num caldo espesso com pedaços de pão achatado, e o baodu escalda tripa de carneiro por poucos segundos para comer com molho de gergelim. Entre 25 e 50 CNY, servidos em casas de balcão.
Ilustração com IADouzhir com jiaoquan
Bebida de resíduo fermentado de feijão-mungo, azeda e servida quente, acompanhada de anéis de massa frita e conserva de mostarda. Custa 3–6 CNY, divide opiniões entre os próprios pequineses e funciona como teste de quem diz gostar da comida daqui.
Ilustração com IAChuan'r na Gui Jie
Espetinhos de carneiro com cominho e pimenta, herança uigur adotada pela cidade, grelhados na calçada e comidos com cerveja gelada. A Gui Jie, a Rua dos Fantasmas, ocupa 1,5 km da avenida Dongzhimen Nei com cerca de 150 restaurantes que servem isso e caranguejo apimentado madrugada adentro.
Ilustração com IATanghulu e os doces de corte
Espetos de frutinhas de espinheiro cobertas de calda de açúcar endurecida, vendidos na rua de outubro a março. Ao lado deles sobrevivem os doces da corte Qing: wandouhuang, pasta gelada de ervilha; aiwowo, bolinho de arroz recheado; e lüdagun, rolo de feijão-azuki passado no pó de soja tostada.
Bate-voltas

Muralha em Jinshanling
O trecho de Jinshanling fica 130 km a nordeste, a cerca de 2h30 de carro: são 10 km de muralha Ming com restauração mínima e 67 torres de vigia, com uma fração da gente de Mutianyu. Combina com Gubei Water Town, aldeia reconstruída aos pés de Simatai, onde o trecho de muralha abre à noite.

Tumbas Ming e Badaling
As Tumbas Ming ficam 50 a 70 km a noroeste, a cerca de 1h de carro: treze mausoléus imperiais espalhados por um vale, dos quais só Dingling, Changling e Zhaoling abrem à visita. Badaling fica 20 km além, e até lá se chega de trem desde a estação de Qinghe em cerca de meia hora.

Tianjin
120 km a sudeste, 30 minutos de trem-bala desde Pequim Sul por 55–70 CNY. Antiga cidade de concessões estrangeiras: as ruas Wudadao, com centenas de casas europeias dos anos 1920, o porto fluvial e a biblioteca de Binhai, projetada pelo MVRDV e aberta em 2017.
Por onde começar
O Eixo Central, de ponta a ponta

8h: entre na Praça Tiananmen com a reserva feita antes e o passaporte na mão; do lado leste fica o Museu Nacional da China, gratuito e também com vaga nominal.
Muralha e vale das tumbas

Saia às 7h para Mutianyu, 73 km a nordeste, de ônibus turístico a partir de Qianmen (cerca de 80 CNY ida e volta) ou de carro com motorista (500–700 CNY o dia).
Templos, becos de comércio e arte

Às 7h30, entre no Templo do Céu pelo portão sul, antes das nove, para ver os grupos de tai chi, ópera e dança entre os ciprestes.
Palácio de Verão e Shichahai

9h: comece no Palácio de Verão (Yiheyuan), em Haidian, a noroeste: 290 hectares dos quais três quartos são ocupados pelo lago Kunming, escavado à mão.
Dinheiro
A moeda é o yuan renminbi (CNY, dito yuan ou kuai), a cerca de 7 por dólar e 1,3 por real em 2026. O país funciona em pagamento por QR code, e quase tudo se paga assim: instale Alipay ou WeChat Pay e vincule um cartão Visa ou Mastercard antes de viajar. Desde 2023 o cadastro estrangeiro funciona sem conta bancária chinesa; transações abaixo de 200 CNY costumam sair sem taxa, e acima disso a cobrança é de cerca de 3%. Dinheiro em espécie é aceito por lei e nenhum estabelecimento pode recusá-lo, mas muitos vendedores de rua não têm troco para uma nota de 100, então leve notas de 10 e 20. Faixas de 2026: café da manhã de rua 8–15 CNY, tigela de macarrão 20–35, jantar de bairro 60–120 por pessoa, pato laqueado inteiro 200–400, chope 10–25, café de especialidade 25–40, metrô 3–8, corrida de aplicativo de 10 km em torno de 35, cama em hostel 100–150, hotel três estrelas 300–500, cinco estrelas 900–1.500. Caixas eletrônicos do Bank of China e do ICBC aceitam cartões estrangeiros. Não se dá gorjeta em restaurante, táxi ou hotel, e insistir só gera constrangimento.
Como chegar e se locomover
Capital (PEK) e Daxing (PKX): os dois aeroportos de Pequim
Pequim tem dois aeroportos internacionais, e vale escolher o voo pelo bairro onde você vai ficar. O aeroporto Capital (PEK), 25 km a nordeste, liga-se ao centro pela Linha do Aeroporto, 25 CNY e cerca de 20 minutos até Dongzhimen, onde se troca para as linhas 2 e 13; de táxi são 90–130 CNY em 40 a 60 minutos. O de Daxing (PKX), 46 km ao sul, funciona desde setembro de 2019 num terminal único de 700 mil m² projetado por Zaha Hadid: o Expresso de Daxing leva 19 minutos até Caoqiao por 35 CNY e há trem intermunicipal até Pequim Oeste em 28 minutos, enquanto o táxi custa 200–250 CNY. Os trens de alta velocidade partem de Pequim Sul (Tianjin a meia hora, Xangai a cerca de 4h30), Pequim Oeste (Xi'an a cerca de 4h30), Pequim Norte, Pequim Chaoyang e Pequim Fengtai. Para embarcar, o passaporte funciona como bilhete e é lido na catraca: compre pelo aplicativo oficial ou numa bilheteria e chegue 40 minutos antes. A entrada sem visto para sul-americanos e o trânsito de 240 horas têm prazo e mudam, então confirme a regra vigente no consulado antes de comprar passagem.
Vinte e sete linhas e 880 quilômetros
O metrô tem 27 linhas, mais de 450 estações e cerca de 880 km, e é a espinha dorsal do deslocamento: opera aproximadamente das 5h às 23h, com últimas partidas cedo, e toda entrada tem raio-X de bagagem, o que soma dois a cinco minutos por estação. A tarifa é por distância, de 3 CNY até 6 km, 4 até 12 km, 5 até 22 km e 6 até 32 km, mais 1 CNY a cada 20 km adicionais, e desde 15 de junho de 2025 as catracas aceitam cartões estrangeiros por aproximação (Visa, Mastercard, Amex, JCB, UnionPay), os mesmos cartões no celular, o QR do Alipay e do WeChat e o cartão local Yikatong. Ônibus custam 2 CNY, ou 1 CNY com cartão; táxis começam em 13 CNY pelos primeiros 3 km e cobram cerca de 2,5 CNY/km, com adicional noturno, e o Didi tem interface em inglês. Bicicletas compartilhadas custam 1,5–2,5 CNY por meia hora, exigem Alipay ou WeChat e são o jeito mais prático de vencer as distâncias médias, porque a cidade é plana e quase toda avenida tem ciclovia separada por canteiro. A pé, no entanto, quarteirões de até 1 km e avenidas de oito faixas tornam qualquer trajeto mais longo do que o mapa sugere.
Segurança
Em Pequim, os riscos são golpe, batedor de carteira e trânsito, quase nunca violência. Pequim tem índices de crime violento muito baixos e é uma cidade em que se anda de madrugada sem apreensão. O golpe mais comum, repetido há mais de vinte anos, é a “cerimônia do chá”: alguém aborda em inglês perto de Tiananmen, Qianmen ou Wangfujing dizendo que estuda arte ou quer praticar o idioma, conduz a uma casa de chá ou galeria e apresenta no fim uma conta de milhares de yuans. A regra é simples: recuse convites de desconhecidos para chá, bar ou galeria e nunca consuma sem ver o preço escrito. Táxis clandestinos na saída dos aeroportos e das estações cobram várias vezes a tarifa. Use a fila oficial ou o aplicativo. Batedores de carteira aparecem em vagões lotados e nas ruas de pedestres de Dashilan e Nanluoguxiang. No trânsito, o perigo maior são as bicicletas elétricas silenciosas, que andam na contramão da ciclovia e sobem na calçada: olhe para os dois lados mesmo em rua de mão única, porque elas chegam sem fazer barulho. Emergências: 110 para polícia, 120 para ambulância, 119 para bombeiros e 12345 para a central da prefeitura, que atende em inglês em horário comercial. Não fotografe instalações militares, tropas ou cordões de segurança, e não se aproxime de qualquer aglomeração de protesto.
Dicas de etiqueta
Passaporte original obrigatório; cópia não é aceita
Hotel, trem, museu, entrada em Tiananmen e compra de chip exigem o documento original e registro nominal. Quem se hospeda na casa de alguém precisa se registrar na delegacia do bairro em até 24 horas.
Pauzinhos nunca fincados no arroz
Dois pauzinhos em pé na tigela imitam o incenso dos rituais fúnebres. Deixe-os deitados no apoio ou atravessados sobre a borda do prato.
Não se dá gorjeta
Restaurantes, táxis, hotéis e guias não esperam gorjeta e devolvem o troco até o último jiao. O gesto equivalente é elogiar a casa ao dono ou voltar outra vez.
A conta é de uma pessoa só
Quem convida paga a mesa inteira, e disputar a conta faz parte do rito. Dividir em partes iguais entre desconhecidos é raro fora de grupos jovens.
Duas mãos para entregar e receber
Cartão de visita, presente, dinheiro e copo passam com as duas mãos. Ao brindar, encoste a borda do seu copo abaixo da borda do copo da pessoa mais velha.
No metrô, mochila na esteira e comida guardada
Toda entrada tem raio-X, e comer ou beber dentro dos trens é proibido desde 2019. Deixe sair antes de entrar e fique à direita nas escadas rolantes.
Erros a evitar

Internet filtrada e falta de número chinês no aeroporto
Chegar sem o Alipay ou o WeChat Pay instalado e sem um cartão internacional já vinculado a ele. Quase tudo se paga por QR code, e configurar o aplicativo no aeroporto, com a rede filtrada e sem número chinês, costuma tomar horas.
Não reservar a Cidade Proibida com antecedência
Chegar sem as reservas nominais da Cidade Proibida, da Praça Tiananmen e do Museu Nacional, contando comprar na hora. Não há venda na porta, e quem chega sem reserva descobre na fila que as vagas do dia já sumiram.
Contar com Google Maps e WhatsApp
Contar com Google Maps, WhatsApp, Instagram e Gmail, que não abrem na rede chinesa. Baixe antes de viajar os mapas offline e o Amap, o aplicativo de mapas local, para não ficar sem orientação na primeira tarde.
Viajar na Semana Dourada ou no ano-novo lunar
Viajar na Semana Dourada de outubro ou no ano-novo lunar. Nos dois períodos os trens esgotam com semanas de antecedência e a Muralha vira fila.
Badaling num sábado e as distâncias urbanas de Pequim
Escolher Badaling num sábado e subestimar as distâncias urbanas: da praça Tiananmen ao Templo do Céu são 3 km a pé, e atravessar uma avenida principal pode levar cinco minutos. É fácil achar que o mapa está errado quando na verdade o problema é o passo.
Frases úteis
你好: nǐ hǎo (ni rráo)
Olá; serve para qualquer hora do dia
谢谢: xièxie (siê-siê)
Obrigado; a resposta é 不客气, bú kèqi (bu kê-tchi)
多少钱?: duōshao qián (duô-cháo tchién)
Quanto custa?
买单: mǎidān (mái-dan)
A conta, por favor; em restaurante também vale 结账, jiézhàng (tchié-djang)
听不懂: tīng bù dǒng (tíng bu dông)
Não estou entendendo o que você diz
洗手间在哪儿?: xǐshǒujiān zài nǎr (si-chôu-tchien dzai nár)
Onde fica o banheiro?
Bairros

Dongcheng
Metade leste da cidade velha, dentro do Segundo Anel: Cidade Proibida, Jingshan, Templo do Céu, Templo Yonghe, as torres do Tambor e do Sino, no fim norte do eixo, e os hutongs de Nanluoguxiang. Concentra quase todos os sítios do Eixo Central e a maior parte dos hotéis instalados em casas-pátio.
Xicheng
Metade oeste da cidade velha: os lagos de Shichahai e Houhai, o parque Beihai e, mais ao sul, a Financial Street com o banco central. Dos becos residenciais em volta dos lagos às sedes de estatais da Financial Street são dez minutos de caminhada.

Chaoyang
O maior distrito urbano, a leste do Segundo Anel, com cerca de 3,5 milhões de habitantes: o CBD com a torre China Zun (528 m, 2018) e a sede da CCTV projetada pelo OMA (2012), as embaixadas, Sanlitun e a zona de arte 798. É onde vive e sai a maior parte dos estrangeiros.

Haidian
Noroeste universitário e tecnológico: Beida e Tsinghua a menos de 2 km uma da outra, o parque de Zhongguancun, o Palácio de Verão, o Yuanmingyuan e as Colinas Perfumadas. Trânsito pesado, poucos hotéis turísticos, muita comida barata de estudante.
Fengtai
Sudoeste ferroviário: as estações de Pequim Oeste e de Fengtai, reaberta em junho de 2022 depois de reconstruída, e a ponte de Lugou, de 1192, onde começou a guerra com o Japão em 1937. Zona residencial densa e pouco visitada.
Shijingshan
Oeste industrial, dominado pelo parque Shougang, a siderúrgica desativada em 2010 e convertida em campus de escritórios e sede olímpica. A rampa de Big Air dos Jogos de 2022 continua de pé ao lado das torres de resfriamento.
Tongzhou
Subcentro municipal a 25 km a leste, no ponto final norte do Grande Canal. Recebeu a prefeitura em 2019, o teatro e a biblioteca municipais em 2023 e o Universal Beijing Resort, aberto em setembro de 2021.
Huairou e Yanqing
Distritos de montanha ao norte, a 60–90 km do centro: Mutianyu fica em Huairou, Badaling e as sedes alpinas de 2022 em Yanqing. É para lá que se vai ver a Muralha, e quase ninguém dorme por ali.
História
séc. XI a.C. · Ji, capital do estado de Yan
O povoado de Ji surge alguns quilômetros a sudoeste do centro atual e é capital do estado de Yan até 226 a.C., quando o exército Qin o toma, cinco anos antes de unificar a China, em 221 a.C. O nome Yanjing sobrevive até hoje numa marca de cerveja.
938 · Nanjing, capital secundária dos Liao
A dinastia quitã dos Liao faz da cidade uma de suas cinco capitais, com o nome de Nanjing, “capital do sul” do império deles. É a primeira vez que o sítio recebe uma corte.
1153 · Zhongdu, a capital central dos Jin
Os jurchens transferem a corte para cá e constroem Zhongdu, com muralhas, palácios e um sistema de lagos que ainda é o Beihai.
1215 · Gengis Khan arrasa Zhongdu
O exército mongol toma e incendeia a cidade. A destruição abre espaço para uma refundação total meio século depois.
1267–1272 · Dadu, a capital de Kublai Khan
Kublai Khan ergue Dadu a nordeste das ruínas, com grade cardeal, muralha retangular e o eixo norte-sul. Em 1293 Guo Shoujing prolonga o Grande Canal até dentro da cidade.
1406–1420 · Yongle constrói a Cidade Proibida
O imperador Yongle reconstrói tudo sobre a planta mongol com cerca de um milhão de operários e transfere a capital de Nanquim para cá em 1421. Nascem a Cidade Proibida, o Templo do Céu e o eixo de 7,8 km.
1644 · A queda dos Ming
O exército camponês de Li Zicheng entra pelos portões e o imperador Chongzhen se enforca numa árvore de Jingshan. Semanas depois os manchus tomam a cidade e mantêm a capital intacta.
1860 · O incêndio do Yuanmingyuan
Em outubro, tropas anglo-francesas saqueiam e queimam o palácio de verão dos Qing durante a Segunda Guerra do Ópio. As ruínas foram deixadas de pé como memorial.
1900 · Boxers e as oito nações
O levante dos Boxers termina com o cerco de 55 dias ao bairro das legações e a ocupação da cidade por um exército de oito potências estrangeiras.
1928–1949 · Beiping, a cidade sem corte
O governo nacionalista muda a capital para Nanquim e rebatiza a cidade de Beiping. Em 7 de julho de 1937 o incidente da ponte de Lugou abre a guerra com o Japão, e a ocupação japonesa dura até 1945.

1949–2024 · República Popular, muralhas e Olimpíadas
Mao proclama a RPC em Tiananmen em 1º de outubro de 1949; as muralhas Ming caem entre 1965 e 1969 para abrir o Segundo Anel. A cidade sedia os Jogos de 2008 e os de inverno de 2022, e vê o Eixo Central entrar na Unesco em 2024.
Ilustração com IAHistória completa
Entreposto na borda da planície
A cidade começa como entreposto na borda da planície: o povoado de Ji, capital do estado de Yan até 226 a.C., ficava alguns quilômetros a sudoeste do centro de hoje. A geografia militar transformou o povoado em capital, não a agricultura. O sítio guarda os desfiladeiros que ligam a planície agrícola do sul às estepes do norte. Por isso três dinastias vindas de fora escolheram o mesmo ponto: os quitãs Liao fizeram dela em 938 uma capital secundária a que deram o nome de Nanjing, “capital do sul” do império deles, sem relação com a cidade de Nanquim, no sul da China; os jurchens Jin transferiram a corte para cá em 1153 e a chamaram Zhongdu; e depois que Gengis Khan arrasou Zhongdu em 1215, Kublai Khan mandou construir Dadu a nordeste das ruínas, entre 1267 e 1272. Dadu já era a Pequim reconhecível: grade cardeal, muralha retangular, eixo norte-sul e o Grande Canal prolongado até dentro da cidade em 1293 pelo engenheiro Guo Shoujing, para que o arroz do sul chegasse de barco.
Yongle trouxe a capital para a própria base
O terceiro imperador Ming, Yongle, tinha aqui sua base militar e em 1403 rebatizou a cidade de Beijing, “capital do norte”. Entre 1406 e 1420 ele reconstruiu tudo sobre a planta mongol com cerca de um milhão de operários: a Cidade Proibida, com 72 hectares e aproximadamente 980 edifícios, o Templo do Céu, as muralhas da Cidade Interior e o eixo cerimonial de 7,8 km que ainda organiza o centro. A corte mudou-se de Nanquim para cá em 1421. No século XVI acrescentou-se ao sul a Cidade Externa, uma muralha em forma de chapéu que abraçou os bairros de comércio e teatro de Qianmen. Em abril de 1644 o exército camponês de Li Zicheng entrou pelos portões, Chongzhen enforcou-se numa árvore de Jingshan e, poucas semanas depois, os manchus atravessaram o passo de Shanhai e ocuparam a cidade sem destruí-la.
Os Qing mantiveram a planta e reservaram o centro
Os Qing mantiveram a capital e a planta, mas reservaram a Cidade Interior aos soldados das Oito Bandeiras e empurraram a população han para o sul da muralha. É essa segregação que explica por que Dashilan e Qianmen concentram até hoje as lojas centenárias e os teatros. Kangxi e Qianlong construíram os palácios de verão a noroeste, onde havia nascentes, e a corte passava ali mais tempo do que na Cidade Proibida. O século XIX fez o caminho inverso: em outubro de 1860 tropas anglo-francesas saquearam e incendiaram o Yuanmingyuan durante a Segunda Guerra do Ópio; em 1900 o levante dos Boxers terminou com o cerco às legações e a ocupação por um exército de oito nações. A abdicação de Puyi, em fevereiro de 1912, encerrou o império, mas o menino continuou morando na Cidade Proibida até ser expulso em 1924. Em 1928 o governo nacionalista mudou a capital para Nanquim e a cidade virou Beiping, “paz do norte”; em 7 de julho de 1937 o incidente da ponte de Lugou, a sudoeste, abriu a guerra com o Japão, e a ocupação durou até 1945.
A República Popular e a derrubada das muralhas, de 1949 a 2008
Mao Zedong subiu ao portão de Tiananmen em 1º de outubro de 1949 e anunciou o novo governo; a cidade, então Beiping, voltou a se chamar Pequim. O plano de inspiração soviética dos anos 1950 tratou a cidade histórica como terreno: a praça Tiananmen foi ampliada para 44 hectares e as muralhas Ming, com cerca de 40 km de perímetro, foram derrubadas entre 1965 e 1969 para abrir o Segundo Anel e escavar a Linha 2 do metrô. A Linha 1 tinha aberto em 1969. O arquiteto Liang Sicheng havia proposto preservar as muralhas e erguer o centro administrativo a oeste; perdeu a discussão. A Revolução Cultural (1966–1976) destruiu templos, estelas e coleções inteiras. Depois de 1978 a cidade cresceu para fora em anéis: o Terceiro, concluído em 1994, o Quarto em 2001, o Quinto em 2003 e o Sexto, de 188 km, em 2009. Nos anos 1990 e 2000 as demolições eliminaram cerca de metade dos hutongs históricos, e a preparação para os Jogos de 2008 acrescentou o Terminal 3 de Norman Foster, o Ninho de Pássaro e sete linhas de metrô em oito anos.
A política declarada é encolher o centro
Desde 2014 a política declarada é encolher o centro: a cidade fixou um teto de 23 milhões de habitantes, transferiu mercados atacadistas e fábricas para Hebei e, em 2017, a campanha de “tapar os buracos na parede” fechou milhares de lojinhas abertas em fachadas de hutong. Em 2019 o aeroporto de Daxing entrou em operação a 46 km ao sul e a prefeitura mudou-se para o subcentro de Tongzhou, 25 km a leste; a nova área de Xiong'an, 100 km a sudoeste, recebe órgãos e universidades desde 2023. Para quem visita, a mudança mais visível foi o ar: a média anual de PM2,5 caiu de 89,5 µg/m³ em 2013 para 27,0 µg/m³ em 2025, com 311 dias de ar bom ou moderado e um único dia de poluição pesada no ano. Em 2022 Pequim virou a primeira cidade a sediar Jogos de verão e de inverno, o Eixo Central entrou na lista da Unesco em julho de 2024 e o Museu do Palácio completou cem anos em outubro de 2025.
Geografia e forma da cidade
O anfiteatro de montanhas e a planície
Pequim ocupa a ponta noroeste da Planície do Norte da China, a cerca de 44 m de altitude, dentro de um anfiteatro de montanhas: a cordilheira Yan fecha o norte e o nordeste, as Colinas Ocidentais, ramificação do Taihang, fecham o oeste, e a única saída fácil é para sudeste, rumo ao mar de Bohai, a uns 150 km. Cerca de 62% dos 16.410 km² do município são serra, e quase toda a população se concentra no leque de planície ao sul e a leste.
Rios sazonais e a água de longe
Os dois rios, o Yongding a oeste e o Chaobai a leste, são sazonais e represados; a água de beber vem do reservatório de Miyun e, desde dezembro de 2014, do canal central da Transferência Sul-Norte, que traz o rio Han de 1.270 km de distância.
A grade do Kaogongji e os anéis
A malha urbana segue o manual ritual Kaogongji: um eixo norte-sul de 7,8 km, portões simétricos, ruas cardeais e quarteirões enormes, de 500 m a 1 km de lado. As muralhas viraram anéis (o Segundo Anel, de 32,7 km, corre sobre a linha da muralha Ming) e a cidade cresceu em cascas concêntricas até o Sexto Anel, de 188 km, de modo que os endereços ainda usam “nei” e “wai”, dentro e fora de um portão que já não existe.
Parte da água que Pequim bebe vem do rio Han, por um canal de 1.270 km aberto no fim de 2014.
Quem roda pelo Segundo Anel está sobre o traçado da antiga muralha Ming, posta abaixo nos anos 1960.
Cultura
A ópera de Pequim nasceu aqui
A ópera de Pequim nasceu na própria cidade: em 1790 trupes da província de Anhui vieram para o aniversário de 80 anos de Qianlong e não voltaram, e o cruzamento do repertório delas com o estilo de Hubei produziu, por volta de 1840, a forma que Mei Lanfang levaria ao exterior nos anos 1930. Ainda se assiste a ela no Teatro Chang'an e no Liyuan, em versões curtas de uma a duas horas com legendas em inglês. O outro palco vivo é o xiangsheng, diálogo cômico de dois comediantes que depende inteiramente de trocadilhos em mandarim: a companhia Deyunshe, de Guo Degang, enche casas em Tianqiao todas as noites e é praticamente impenetrável para quem não fala a língua.
O rock chinês começou em 1986
O rock chinês começou em 1986, quando Cui Jian cantou “Nada em Meu Nome” num ginásio pequinês. Desde então a cidade concentra as gravadoras independentes (a Modern Sky, de 1997, organiza o festival Strawberry) e os palcos pequenos de Gulou e Wudaoying. As artes visuais se organizaram no 798 e em Caochangdi a partir de 2002, com os museus privados UCCA e M WOODS; o Centro Nacional de Artes Cênicas, a cúpula de titânio e vidro de Paul Andreu inaugurada em 2007 ao lado do Grande Salão do Povo, abriga ópera, teatro e concerto no mesmo edifício.
Cinema: a Academia de Pequim formou Zhang Yimou e Chen Kaige
Pequim também é a fábrica de imagens do país: a Academia de Cinema de Pequim formou Zhang Yimou, Chen Kaige e Jia Zhangke, e o Festival Internacional de Cinema ocupa a cidade em abril. Beida e Tsinghua sustentam o ecossistema de tecnologia de Zhongguancun, em Haidian. No esporte, o Beijing Guo'an joga no Estádio dos Trabalhadores, demolido e reconstruído entre 2020 e 2023 como arena exclusiva de futebol. A religião é discreta e visível ao mesmo tempo: templos budistas e taoistas funcionam como parques pagos, a mesquita de Niujie existe desde 996 e a catedral de Xuanwumen foi fundada por jesuítas em 1605.
Em Pequim, templos budistas e taoistas em atividade cobram ingresso, como parques.
Festas e eventos

Festa da Primavera (Chunjie)
Ano-novo lunar, em janeiro ou fevereiro: em 2026 caiu em 17 de fevereiro. A folga daquele ano foi de 15 a 23 de fevereiro, nove dias; as feiras de templo (miaohui) de Ditan e Longtan aconteceram de 17 a 23. Confira os horários dos restaurantes durante a festa. Fogos de artifício estão proibidos dentro do Quinto Anel desde 2018.
Ilustração com IAFesta das Lanternas (Yuanxiao)
Décimo quinto dia do primeiro mês lunar, duas semanas depois do ano-novo: lanternas nos parques, adivinhações penduradas nelas e bolinhas de arroz recheadas vendidas na rua. Marca o fim oficial do período de festa.
Ilustração com IASemana Dourada de 1º de outubro
Feriado nacional de 1 a 7 de outubro, com hasteamento da bandeira em Tiananmen ao amanhecer do dia 1º. É a semana de maior movimento doméstico do ano: trens esgotados, ingressos de museu vendidos com dias de antecedência e filas de horas na Muralha.

Festival do Meio do Outono (Zhongqiu)
Lua cheia do oitavo mês lunar, em setembro ou começo de outubro, com três dias de feriado. Trocam-se bolos de lua recheados de pasta de lótus ou gema salgada, e as famílias ocupam os parques ao anoitecer.

Festival Internacional de Cinema de Pequim
Duas semanas em abril, com mostra competitiva, retrospectivas em cópias restauradas e sessões espalhadas por dezenas de salas. Os ingressos das sessões populares esgotam em minutos nos aplicativos de bilheteria.
Livros e filmes
“O Camelo Xiangzi”, de Lao She (1937)
Romance sobre um puxador de riquixá na Pequim dos anos 1920, escrito por um autor nascido num hutong da cidade. É o retrato mais preciso da vida dentro das muralhas antes de 1949, rua por rua.
“O Último Imperador”, de Bernardo Bertolucci (1987)
Filmado dentro da Cidade Proibida, com autorização inédita de rodagem em 1986. Acompanha Puyi da entronização em 1908 à expulsão do palácio em 1924 e à vida de jardineiro em Pequim nos anos 1960.
“The Last Days of Old Beijing”, de Michael Meyer (2008)
Relato de dois anos vividos como professor num hutong de Dashilan durante as demolições da preparação olímpica. Sem tradução em português, explica em detalhe como a cidade histórica encolheu e o que substituiu os becos.
Perguntas frequentes
Pequim: o que resolver antes de embarcar para a China?
Instale o Alipay ou o WeChat Pay, vincule um cartão internacional e contrate eSIM ou roaming ainda em casa. Resolver isso no aeroporto, com a rede filtrada e sem número chinês, costuma tomar horas.
Pequim: como ir do aeroporto Capital (PEK) ao centro?
O aeroporto Capital (PEK), 25 km a nordeste, liga-se ao centro pela Linha do Aeroporto, por 25 CNY e em cerca de 20 minutos até Dongzhimen, onde se troca para as linhas 2 e 13; de táxi são 90 a 130 CNY em 40 a 60 minutos.
Pequim: como é o trecho da Muralha em Jinshanling?
O trecho de Jinshanling fica 130 km a nordeste, a cerca de 2h30 de carro: são 10 km de muralha Ming com restauração mínima e 67 torres de vigia, com uma fração da gente de Mutianyu.
Pequim: quanto custa por dia?
Conte com US$ 40–70 por pessoa por dia, com hotel de três estrelas, comida local e metrô. A moeda é o yuan renminbi (CNY), a cerca de 7 por dólar e 1,3 por real em 2026, e quase tudo se paga por QR code no Alipay ou no WeChat Pay.
Pequim: qual é a melhor época para ir?
Entre 20 de setembro e 25 de outubro: céu seco, 15–25 °C e folhas amarelas nos parques, fora a semana de 1º a 7 de outubro, feriado nacional. Fim de abril e maio também funcionam, com 18–28 °C.
Outras cidades do país
China ↗- Dias
- 1–2
- Quando
- set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 100–250 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- set–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 450–900 CNYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
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