
Japão
Okinawa
Okinawa Honto: o reino de Ryukyu em Shuri, a memória de 1945 no sul, o aquário no norte e as ilhas Kerama a 50 minutos de barco
Dias Eu ficaria cinco dias na ilha principal, e quatro é o mínimo que eu defenderia.
Como o guia chega a este número
Um dia vai para Shuri e o centro de Naha; outro para o sul, com os museus e memoriais da Batalha de Okinawa e o Sefa Utaki; um dia de barco para as ilhas Kerama; e um dia inteiro de carro para o norte, com o aquário de Churaumi, a vila de Bise e o castelo de Nakijin. O quinto dia desce do norte pelo cabo Manzamo e pelos castelos de Katsuren e Nakagusuku até o fim de tarde em Chatan. Eu dormiria em Naha, perto de uma estação do monotrilho, nas três primeiras noites, porque o porto de Tomari, o aeroporto e as saídas para o sul ficam a poucos minutos, e passaria a noite do dia do norte em Motobu ou na costa de Onna, para não refazer a estrada à noite. Para Yanbaru e o cabo Hedo, eu acrescentaria um sexto dia, com uma segunda noite no norte.
4–5
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Quando Abril, outubro e novembro; a primeira metade de maio também funciona fora da Golden Week, o verão é a época de praia e mergulho, com chance de tufão de junho a setembro, e a estação chuvosa costuma ir de meados de maio ao fim de junho.
Como o guia chega a este número
Os melhores meses para combinar castelos, museus, estrada e praia são abril, outubro e novembro: os dias são quentes, o mar continua bom para nadar e mergulhar em boa parte desse tempo e o risco de tufão é menor que no verão, embora outubro ainda possa ter algum. A primeira metade de maio também serve, mas a Golden Week, feriado do fim de abril ao início de maio, enche voos, hotéis e barcos, e a estação chuvosa costuma começar em meados de maio e ir até o fim de junho, com pancadas que raramente duram o dia todo. O verão, de junho a setembro, é a temporada de praia e mergulho, com temperatura média de 29,1 °C em julho em Naha e o mar perto de 30 °C em agosto; é também quando há chance de tufões, que cancelam barcos e voos, e quando a prefeitura mantém o alerta de águas-vivas habu-kurage, de junho a 30 de setembro. O inverno é ameno, com média de 17,3 °C em janeiro, vento norte e mar mais agitado; é a época das baleias-jubarte em Kerama, de janeiro a abril, e das cerejeiras, no fim de janeiro e começo de fevereiro. Muitas praias com salva-vidas ficam fora de temporada nesses meses.
Por pessoa/dia Econômico cerca de 8.250 JPY; médio cerca de 18.500 JPY; confortável cerca de 33.500 JPY por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Como o guia chega a este número
Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
Econômico cerca de 8.250 JPY; médio cerca de 18.500 JPY; confortável cerca de 33.500 JPY por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026). Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
Salta · entre as mais baratasZermatt · entre as mais caras
Bem no meio delas. O traço marca a mediana. Comparação pelo meio da faixa diária de cada cidade, convertida pelo câmbio de 24 de set. de 2026.
O que o Nilo achaEu indicaria Okinawa para quem gosta de cerâmica feita à mão, de música tradicional e de cozinha de porco cozido sem pressa. No Obon, grupos dançam eisa pelas ruas ao som de sanshin e tambores de mão para homenagear os antepassados, e no verão a camisa kariyushi, estampada como uma havaiana, serve até para o escritório. À mesa, o rafute, barriga de porco cozida em shoyu e açúcar mascavo, vem da cozinha da corte, e o zenzai de feijão kintoki com gelo raspado é um doce gelado de Okinawa. Dos castelos, se só houvesse tempo para um, eu escolheria Nakagusuku: sofreu poucos danos na guerra e mostra, recinto por recinto, três maneiras diferentes de assentar a pedra, de blocos naturais a peças cortadas sob medida. Katsuren pede fôlego na escada íngreme e dá em troca a vista do alto. Quem gosta de karatê encontra mais de 400 dojôs na ilha principal, onde a arte marcial nasceu.Okinawa se reconhece pelos detalhes antes das paisagens: telhados de telha vermelha com um shisa de cerâmica na beirada, muralhas curvas de calcário de coral no alto dos morros, bancas de mercado com umibudo, a alga que estala na boca, e cortes de porco agu. A ilha principal guarda, em pouco mais de 100 km, as marcas de um reino que comerciava com a China e o Sudeste Asiático, os museus que contam a guerra pela voz de quem sobreviveu e cidades em que a presença americana deixou tacos, hambúrgueres e bares de música ao vivo. Na cozinha, champuru quer dizer misturar e dá nome a um refogado de melão amargo com tofu; no copo, o awamori é destilado de arroz tailandês. E em volta de tudo há um mar de recifes de coral, com praias de areia branca na costa oeste e, a menos de uma hora de barco de Naha, as ilhas Kerama, onde baleias-jubarte passam o inverno.
Ficha rápida
- População
- 308.884 habitantes em Naha e 1.466.024 na prefeitura de Okinawa, estimativas da prefeitura para 1º de setembro de 2026 (base no Censo de 2020).
- Fundação
- Sem fundação única. Shuri foi a capital do Reino de Ryukyu de 1429 a 1879; Naha é a capital da prefeitura de Okinawa, criada em 1879.
- País e região
- Japão, prefeitura de Okinawa. A ilha principal (Okinawa Honto) fica no sul do arquipélago japonês, entre o mar da China Oriental e o oceano Pacífico.
- Idioma
- Japonês. Parte dos mais velhos fala também o uchinaaguchi, a língua de Okinawa; nas áreas turísticas, cardápios em inglês são comuns, sem garantia em toda parte.
- Moeda
- Iene japonês (JPY).
- Fuso horário
- Asia/Tokyo: UTC+9, sem horário de verão.
- Melhor época
- Abril, outubro e novembro; a primeira metade de maio também funciona fora da Golden Week, o verão é a época de praia e mergulho, com chance de tufão de junho a setembro, e a estação chuvosa costuma ir de meados de maio ao fim de junho.
- Custo médio por dia
- Econômico cerca de 8.250 JPY; médio cerca de 18.500 JPY; confortável cerca de 33.500 JPY por pessoa e por dia, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026). Valores indicativos, sem passagem de chegada ao destino.
O que mudou
Mudanças recentes que alteram o plano, com a data e a fonte.
- nov. de 2026
O parque do castelo de Shuri anunciou a reabertura do Seiden, o salão principal reconstruído depois do incêndio de 2019, com visita ao interior por horário reservado em blocos de 30 minutos e ingresso novo para a área paga. Confira o calendário e o preço no site do parque. fonte
Quando ir
Abril, outubro e novembro; a primeira metade de maio também funciona fora da Golden Week, o verão é a época de praia e mergulho, com chance de tufão de junho a setembro, e a estação chuvosa costuma ir de meados de maio ao fim de junho.
janeiro
15° a 20°C
102 mm de chuva
10h41 de luz
Feriados nacionais
1 – 3 de jan. de 2027 · feriado prolongado · New Year's Day
9 – 11 de jan. de 2027 · feriado prolongado · Coming of Age Day
1 de jan. de 2028 · New Year's Day
8 – 10 de jan. de 2028 · feriado prolongado · Coming of Age Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
fevereiro
15° a 20°C
115 mm de chuva
11h17 de luz
Feriados nacionais
11 – 14 de fev. de 2027 · feriado prolongado · Foundation Day
20 – 23 de fev. de 2027 · feriado prolongado · The Emperor's Birthday
11 – 13 de fev. de 2028 · feriado prolongado · Foundation Day
23 de fev. de 2028 · The Emperor's Birthday
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
março
17° a 22°C
143 mm de chuva
12h00 de luz
Feriados nacionais
21 de mar. de 2027 · Vernal Equinox Day
18 – 20 de mar. de 2028 · feriado prolongado · Vernal Equinox Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
abril
19° a 24°C
161 mm de chuva
Melhor época12h47 de luz
Feriados nacionais
29 de abr. – 5 de mai. de 2027 · feriado prolongado · Shōwa Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
maio
22° a 27°C
245 mm de chuva
13h26 de luz
Feriados nacionais
29 de abr. – 5 de mai. de 2027 · feriado prolongado · Constitution Memorial Day, Greenery Day, Children's Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
junho
25° a 30°C
284 mm de chuva
13h46 de luz
julho
27° a 32°C
188 mm de chuva
13h37 de luz
Feriados nacionais
17 – 19 de jul. de 2027 · feriado prolongado · Marine Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
agosto
27° a 32°C
240 mm de chuva
13h04 de luz
Feriados nacionais
11 de ago. de 2027 · Mountain Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
setembro
26° a 31°C
275 mm de chuva
12h19 de luz
Feriados nacionais
18 – 20 de set. de 2027 · feriado prolongado · Respect for the Aged Day
23 – 26 de set. de 2027 · feriado prolongado · Autumnal Equinox Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
outubro
24° a 28°C
179 mm de chuva
Melhor época11h33 de luz
Feriados nacionais
9 – 11 de out. de 2027 · feriado prolongado · Sports Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
novembro
20° a 25°C
119 mm de chuva
Melhor época10h52 de luz
Feriados nacionais
31 de out. – 3 de nov. de 2026 · feriado prolongado · Culture Day
21 – 23 de nov. de 2026 · feriado prolongado · Labour Thanksgiving Day
3 de nov. de 2027 · Culture Day
20 – 23 de nov. de 2027 · feriado prolongado · Labour Thanksgiving Day
Fonte: Nager.Date. Datas de feriado mudam; confira perto da viagem.
dezembro
17° a 22°C
110 mm de chuva
10h31 de luz
Alta, média e baixa temporada
Média · Abril, outubro e novembro
Os meses recomendados para combinar castelos, museus, estrada e praia, com mar ainda bom em boa parte do tempo e menos risco de tufão que no verão. A primeira metade de maio funciona igual, exceto na Golden Week, do fim de abril ao início de maio, quando voos, hotéis e barcos para Kerama lotam.
Alta · Julho a setembro
Férias escolares japonesas e temporada de praia e mergulho, com o aquário de Churaumi aberto até mais tarde. Barcos para Kerama exigem reserva, há chance de tufão que cancela barcos e voos, e vale o alerta de águas-vivas até 30 de setembro.
Baixa · Meados de maio a junho
Estação chuvosa, com pancadas frequentes que raramente duram o dia inteiro, e começo da temporada de tufões e do alerta de águas-vivas. Bom para museus e castelos, com planos flexíveis para o mar.
Baixa · Dezembro a março
Inverno ameno, com média de 17,3 °C em janeiro e vento norte. É a época das baleias-jubarte em Kerama e das cerejeiras de fim de janeiro, mas muitas praias com salva-vidas estão fora de temporada.
O que muda ao longo do ano
Os melhores meses para combinar castelos, museus, estrada e praia são abril, outubro e novembro: os dias são quentes, o mar continua bom para nadar e mergulhar em boa parte desse tempo e o risco de tufão é menor que no verão, embora outubro ainda possa ter algum. A primeira metade de maio também serve, mas a Golden Week, feriado do fim de abril ao início de maio, enche voos, hotéis e barcos, e a estação chuvosa costuma começar em meados de maio e ir até o fim de junho, com pancadas que raramente duram o dia todo. O verão, de junho a setembro, é a temporada de praia e mergulho, com temperatura média de 29,1 °C em julho em Naha e o mar perto de 30 °C em agosto; é também quando há chance de tufões, que cancelam barcos e voos, e quando a prefeitura mantém o alerta de águas-vivas habu-kurage, de junho a 30 de setembro. O inverno é ameno, com média de 17,3 °C em janeiro, vento norte e mar mais agitado; é a época das baleias-jubarte em Kerama, de janeiro a abril, e das cerejeiras, no fim de janeiro e começo de fevereiro. Muitas praias com salva-vidas ficam fora de temporada nesses meses.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | 15 a 20 | 102 |
| fevereiro | 15 a 20 | 115 |
| março | 17 a 22 | 143 |
| abril · | 19 a 24 | 161 |
| maio | 22 a 27 | 245 |
| junho | 25 a 30 | 284 |
| julho | 27 a 32 | 188 |
| agosto | 27 a 32 | 240 |
| setembro | 26 a 31 | 275 |
| outubro · | 24 a 28 | 179 |
| novembro · | 20 a 25 | 119 |
| dezembro | 17 a 22 | 110 |
Dicas do Nilo
Carro em dois tempos
O monotrilho resolve Shuri e o centro, e o bilhete de 24 horas custa 1.000 ienes. Eu alugaria o carro duas vezes: um dia para o sul, devolvendo à noite, e de novo na volta do barco de Kerama, no fim da tarde, para os dois dias seguidos de norte e centro. Assim o carro não fica parado em Naha no dia do barco e a estrada do norte começa cedo, sem o ônibus até a locadora.
Seiden com hora marcada
O interior do Seiden é vendido em blocos de 30 minutos pelo site oficial, e o resto da área paga não exige reserva. Se sobrar vaga, a bilheteria do portão Kōfukumon vende até 15 minutos antes do horário. Confira no site se o salão está aberto na data da sua visita.
O barco certo para Kerama
Para ir e voltar no mesmo dia, eu escolheria o barco rápido da manhã, que deixa mais horas na ilha. O Queen Zamami sai do lado norte do porto de Tomari, que tem bilheteria própria: vá direto para lá, e não ao terminal Tomarin, a 10 minutos a pé.
Aquário na abertura
Eu chegaria ao Churaumi na abertura, às 8h30, para ter a manhã inteira no aquário antes de seguir para Nakijin e Kouri, que ficam perto.
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Abrir o appO que ver
Deixe por último, se sobrar tempo: Santuário Naminoue · Okinawa World · Mihama American Village · Castelo de Zakimi

Castelo de Shuri
Sede do Reino de Ryukyu por cerca de 450 anos, o castelo ocupa uma colina de Shuri dentro do Parque do Castelo de Shuri e faz parte do Patrimônio Mundial. O Seiden, salão principal pintado de vermelhão que mistura técnicas chinesas e japonesas, foi destruído pelo incêndio de outubro de 2019 e reconstruído. O parque anunciou a reabertura, com o interior visitado por horário reservado em blocos de 30 minutos, o restante da área paga sem reserva e um preço novo; confira no site o ingresso e as condições do dia. A área paga abre às 8h30 e fecha às 19h de abril a novembro e às 18h de dezembro a março, com última entrada meia hora antes. Cinco minutos antes da abertura, a cerimônia ukeejo anuncia a abertura do parque diante do portão Houshinmon. A estação Shuri do monotrilho fica a cerca de 15 minutos a pé.
É a antiga sede do Reino de Ryukyu e a melhor introdução à história da ilha; o interior do Seiden reconstruído tem horário reservado e regras próprias, a conferir no site do parque.
Consultar acesso
Reabertura do Seiden ao público, com o interior visitado por horário reservado: 23 de novembro de 2026 (conferido em out. de 2026) fonte
Abertura mais tarde (área gratuita às 11h15, área paga e Seiden ao meio-dia): 23 de novembro de 2026 (conferido em out. de 2026) fonte
Ingresso: JP¥ 400 (conferido em out. de 2026) fonte
Parque do Castelo de Shuri inteiro fechado (cerimônia de conclusão do Seiden): 22 de novembro de 2026 (conferido em out. de 2026) fonte

Museu da Paz Himeyuri
Conta a história das estudantes e professoras de uma escola de moças mobilizadas como enfermeiras nos hospitais militares instalados em cavernas do sul, onde muitas morreram. Tem sinalização em inglês e depoimentos em vídeo de sobreviventes com legendas. Abre das 9h às 17h25, com última entrada às 17h, e fica a cerca de 10 minutos de ônibus do Parque Memorial da Paz.
Conta a guerra pela experiência das estudantes mobilizadas, com depoimentos de sobreviventes legendados em inglês.
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Parque Memorial da Paz de Okinawa
Parque em Mabuni, Itoman, no extremo sul da ilha, onde terminou a batalha. Reúne a Pedra Angular da Paz, com 242.659 nomes de mortos de todas as nacionalidades em junho de 2026, o Salão da Paz e o Museu Memorial da Paz da Prefeitura de Okinawa, que explica a batalha e a reconstrução. O museu abre das 9h às 17h, com última entrada às 16h30, fecha de 29 de dezembro a 3 de janeiro, e o ingresso adulto custa 300 ienes.
Reúne a Pedra Angular da Paz e o museu da prefeitura no lugar onde a batalha terminou; é a visita central do dia do sul.
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Sefa Utaki
O mais sagrado dos utaki, os locais de culto do reino, no cabo de Chinen, em Nanjo: um caminho de pedra entre floresta e rochas leva a altares naturais formados por grandes blocos de calcário. No tempo do reino, homens de fora da família real não podiam entrar, e os da família real entravam vestidos de mulher; as cerimônias eram conduzidas por sacerdotisas. A ilha de Kudaka, a leste no mar, é venerada como o lugar onde desceu a divindade criadora das ilhas. O ingresso adulto (16 anos ou mais) custa 600 ienes e é vendido só no centro de produtos regionais de Nanjo, até 17h15 de março a outubro e até 16h45 de novembro a fevereiro. A área de Sanguui, o túnel triangular entre duas rochas, está fechada à visitação, e o local fecha seis dias por ano, em datas do calendário lunar publicadas no site oficial. É Patrimônio Mundial.
É o local sagrado mais importante do reino e explica a religião de Ryukyu; exige respeito às áreas fechadas, aos dias de fechamento e ao horário da bilheteria.
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Sefa Utaki fechado (dias do calendário lunar): 9 – 11 de novembro de 2026 (conferido em out. de 2026) fonte

Aquário Churaumi de Okinawa
O aquário do Ocean Expo Park, em Motobu, é conhecido pelo tanque Kuroshio, de 7.500 metros cúbicos, com tubarões-baleia e raias-manta vistos por uma grande janela de acrílico. Na baixa temporada abre das 8h30 às 18h30, com última entrada às 17h30, e fica aberto até mais tarde em períodos de férias. O ingresso adulto custa 2.180 ienes. Do aeroporto de Naha, vizinho do centro, são cerca de 2 horas de carro pela via expressa, ou 3 horas de ônibus expresso, e o estacionamento do parque é gratuito.
O tanque Kuroshio, com tubarões-baleia e raias-manta, justifica sozinho o dia no norte; chegue na abertura.
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Tamaudun
Mausoléu dos reis da segunda dinastia Sho, construído em 1501 e escavado na rocha calcária com telhado de telhas, a poucos minutos a pé do castelo. Tem três câmaras: uma para a purificação dos restos, outra para reis e rainhas e a terceira para o resto da família real. Danificado na guerra e restaurado em 1977, é Patrimônio Mundial e Tesouro Nacional. A estela do pátio é considerada a mais antiga inscrição em kana, o alfabeto silábico japonês.
Fica a poucos minutos do castelo e mostra como a dinastia Sho enterrava seus reis, numa arquitetura funerária própria de Ryukyu.
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Shikinaen
Jardim e vila de recreio da família real, construídos em 1799 para receber os enviados da China. O lago com ponte em arco de estilo chinês, o pavilhão hexagonal e a casa de telhas vermelhas mostram como o reino misturava referências japonesas e chinesas. Restaurado entre 1975 e 1996 a partir de fotografias anteriores à guerra, fica a cerca de 30 minutos de ônibus do terminal de Naha e faz parte do Patrimônio Mundial.
É o jardim real do Patrimônio Mundial e mostra a diplomacia do reino, mas fica fora do eixo do monotrilho e pede ônibus ou táxi; entra bem num segundo dia em Naha.
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Kinjo-cho Ishidatami-michi
Ladeira calçada de calcário de Ryukyu, construída no século XVI como parte do caminho de Shuri ao porto de Naha. Cerca de 300 metros sobreviveram à guerra, entre muros de pedra e casas de telhado vermelho. É íngreme e pode escorregar quando molhada.
O trecho de calçamento do século XVI que sobreviveu à guerra liga o castelo à descida para Naha e se percorre em poucos minutos.
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Kokusai-dori
A rua principal de Naha, com 1,6 km de lojas, cafés e bares e palco dos grandes desfiles da cidade. O interesse está mais nas galerias cobertas e ruelas que saem dela, com lojas de camisas kariyushi e restaurantes pequenos, do que na fileira de lembranças da via principal.
A rua principal vale pelas galerias cobertas e ruelas laterais, melhores no fim da tarde e à noite, mais do que pelas lojas de lembranças.
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Mais lugares do guia
Mercado Público de Makishi
Mercado de peixarias, açougues e mercearias perto do Kokusai-dori, nascido no pós-guerra, com espaço para comer pratos locais. É o lugar para ver o que entra na cozinha de Okinawa: peixes de recife, cortes de porco e algas como o umibudo.
Mostra os ingredientes da cozinha de Okinawa num só lugar e resolve um almoço no centro.
Tsuboya Yachimun Street
A rua das olarias do antigo centro cerâmico do reino, ao lado do mercado. Várias oficinas são de famílias com gerações de ceramistas, e o museu de cerâmica de Tsuboya explica a tradição da yachimun, como se chama a cerâmica de Okinawa.
As oficinas de famílias de ceramistas mantêm a tradição da yachimun a poucos passos do mercado.
Museu e Museu de Arte da Prefeitura de Okinawa
Em Omoromachi, a cerca de 10 minutos a pé da estação do monotrilho, o museu da prefeitura apresenta a natureza, a história e a cultura de Okinawa, do reino ao pós-guerra, e o museu de arte, no mesmo prédio, a arte da ilha. É a melhor alternativa coberta em Naha num dia de chuva e um bom contexto antes dos castelos. Fecha às segundas-feiras (ou no dia útil seguinte, se a segunda for feriado) e de 29 de dezembro a 3 de janeiro; abre das 9h às 18h, até 20h às sextas e sábados, com última entrada meia hora antes. Na consulta de outubro de 2026, a exposição permanente do museu custava 530 ienes e a coleção do museu de arte, 400 ienes.
Dá o contexto do reino, da guerra e da natureza antes dos castelos e é a melhor opção coberta de Naha num dia de chuva.
Antigo Quartel-General Subterrâneo da Marinha
Complexo de túneis de 450 metros escavado numa colina de Tomigusuku, cerca de 4 km ao sul do centro de Naha, que serviu de quartel-general à Marinha japonesa na Batalha de Okinawa. Um pequeno museu tem parte da sinalização em inglês. Abre das 9h às 17h, com bilheteria até 16h30; confira o preço do ingresso no site oficial.
Os túneis da Marinha dão escala física à batalha e ficam no caminho do sul, logo na saída de Naha.
Castelo de Nakagusuku
Ruínas de um castelo de seis recintos sobre uma colina que olha para o Pacífico, construído em fases com três técnicas de alvenaria diferentes. Sofreu poucos danos na guerra, e dá para seguir a evolução das muralhas do recinto principal para fora. Fica a cerca de 50 minutos de ônibus de Naha, mais 30 minutos de caminhada desde o ponto. Patrimônio Mundial.
Sofreu poucos danos na guerra e permite comparar as técnicas de alvenaria de cada recinto, com vista para o Pacífico.
Castelo de Katsuren
Ruínas no alto de um morro de calcário de 98 metros, em Uruma, com muralhas escalonadas que lembram a proa de um navio de pedra. Foi a sede de Amawari, destruída em 1458. A escada até o topo é íngreme e pode escorregar. De ônibus, são cerca de 1h40 desde o terminal de Naha. Patrimônio Mundial.
A subida ao topo e a história de Amawari justificam a visita no dia do centro; a escada exige cuidado.
Cabo Manzamo
Penhasco de calcário de 20 metros sobre o mar, na costa de Onna, com centro de visitantes. A área do penhasco cobra uma pequena taxa de entrada e fecha no começo da noite, em horário que muda com a estação; confira antes de ir. Fica à beira da Rota 58, no caminho entre o norte e o centro da ilha.
É uma parada curta à beira da Rota 58 entre o norte e o centro, melhor com luz da manhã ou do fim da tarde.
Bise Fukugi Tree Road
Ruas da vila de Bise, vizinha do Ocean Expo Park, sombreadas por fileiras de fukugi, uma árvore perene usada como quebra-vento, entre casas de arquitetura antiga. Percorre-se a pé ou de bicicleta.
As ruas de fukugi ao lado do parque do aquário são o passeio natural depois dele, a pé ou de bicicleta.
Castelo de Nakijin
Sede do reino de Hokuzan e o segundo maior castelo da ilha depois de Shuri, cercado por 1,5 km de muralhas onduladas de calcário paleozoico, pedras sem lapidar empilhadas a seco, sem argamassa. Os cerejeiros florescem no fim de janeiro e início de fevereiro, quando há festival. Há visitas guiadas em japonês, inglês e espanhol. Patrimônio Mundial.
As muralhas onduladas de Nakijin contam a história dos três reinos e ficam perto do aquário, no mesmo dia.
Ilha de Kouri
Ilha pequena ligada à península de Motobu por pontes através da ilha de Yagaji, com praia e uma formação rochosa em forma de coração que dá à ilha o apelido de ilha do amor. Fecha bem o dia do norte, perto das hospedagens de Motobu e a caminho da costa de Onna.
A travessia das pontes e a praia fecham o dia do norte perto da hospedagem em Motobu ou a caminho de Onna.
Santuário Naminoue
Santuário xintoísta sobre um penhasco acima da praia de Naminoue, a única praia de banho de Naha, que tem rede contra águas-vivas e salva-vidas. Vale como pausa no fim da tarde para quem está no centro, não como destino de praia.
É uma pausa agradável sobre a única praia de banho de Naha, mas não justifica um desvio para quem tem pouco tempo.
Okinawa World
Parque temático em Nanjo que dá acesso à caverna Gyokusendo, de 5 km, dos quais 890 metros abertos à visita, com estalactites e estalagmites. É uma alternativa coberta no sul para dia de chuva.
A caverna é a melhor alternativa coberta do sul num dia de chuva, mas o parque temático em volta acrescenta pouco à viagem.
Mihama American Village
Complexo de lojas, bares, restaurantes, cinema e boliche de fachadas coloridas em Chatan, ligado ao Depot Island e ao calçadão Sunset Walk. Mostra a mistura de Okinawa com a presença americana e funciona como parada de fim de tarde, não como atração própria.
Funciona como fim de tarde com pôr do sol e jantar, mas não como atração própria.
Castelo de Zakimi
Ruínas do século XV numa colina de Yomitan, com muralhas curvas que avançam para fora e são consideradas o exemplo mais bem preservado da defesa de um gusuku. A entrada é gratuita, há um museu junto e, em dia claro, as ilhas Kerama aparecem no horizonte. Patrimônio Mundial.
Tem as muralhas curvas mais bem preservadas e entrada gratuita, mas só compensa para quem já está em Yomitan ou na costa de Onna.
O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Shuri e o centro de Naha
Pegue o monotrilho até a estação Shuri e caminhe cerca de 15 minutos até o Parque do Castelo de Shuri; a área paga abre às 8h30. Chegando um pouco antes, você assiste à cerimônia de abertura diante do portão Houshinmon.
Reserve cerca de duas horas para os portões e as exposições. O interior do Seiden reconstruído é visitado por horário reservado: confira no site do parque se ele está aberto na data da visita e compre o horário antes.
Caminhe até o mausoléu Tamaudun, a poucos minutos do castelo, e desça a ladeira de pedra Kinjo-cho Ishidatami-michi.
Volte de táxi ou ônibus ao monotrilho e desça na estação Makishi. Almoce no Mercado Público de Makishi.
À tarde, percorra a Tsuboya Yachimun Street e as oficinas de cerâmica, com o museu de cerâmica de Tsuboya para quem quer contexto.
No fim do dia, caminhe pelo Kokusai-dori e pelas galerias cobertas que saem dele, e jante num izakaya das ruas laterais. Durma em Naha.
Dia 2 · O sul: a memória de 1945 e Sefa Utaki
Retire o carro alugado cedo e comece às 9h no Antigo Quartel-General Subterrâneo da Marinha, em Tomigusuku, cerca de 4 km ao sul do centro de Naha. Uma hora basta para os túneis e o museu.
Siga para Itoman e visite o Museu da Paz Himeyuri, com tempo para os depoimentos em vídeo.
Continue até o Parque Memorial da Paz de Okinawa, em Mabuni, e reserve cerca de duas horas para a Pedra Angular da Paz e o museu da prefeitura, cuja última entrada é às 16h30. Almoce na região.
Cruze para Nanjo até as 16h e caminhe pelo Sefa Utaki. O ingresso só é vendido no centro de produtos regionais de Nanjo, até 17h15 de março a outubro e até 16h45 de novembro a fevereiro; confira antes se a data não é um dos dias de fechamento.
Volte a Naha pela costa leste, devolva o carro e durma em Naha. Sem carro, faça só um dos dois blocos (Itoman ou Sefa Utaki) de ônibus a partir do terminal de Naha.
Dia 3 · Ilhas Kerama (Zamami e Aka)
Bate-volta
As ilhas do Parque Nacional Keramashoto ficam a cerca de 50 minutos de barco rápido do porto de Tomari, em Naha, ou de 1h30 a 2 horas de balsa. Em outubro de 2026, o barco rápido custava 3.950 ienes só ida e 7.510 ida e volta (adulto), e a balsa 2.900 e 5.510, mais 100 ienes de taxa de entrada na ilha. Os horários mudam por dia e por mês: consulte a tabela do mês no site da vila de Zamami e reserve, porque nas férias de verão e nos feriados prolongados pode não haver lugar. Em Zamami, de 6,7 km², a praia de Furuzamami tem mais de 800 metros e há ônibus local para as praias; de janeiro a abril, há passeios para ver baleias-jubarte. Mau tempo cancela os barcos. Na volta, quem segue para o norte no dia seguinte pode retirar o carro alugado ainda no fim da tarde.
Dia 4 · O norte: Churaumi, Bise e Nakijin
Com o carro retirado na noite anterior, na volta do barco de Kerama, saia de Naha por volta das 6h30 pela Okinawa Expressway até Nago e siga para o Ocean Expo Park: do aeroporto de Naha, vizinho do centro, são cerca de 2 horas. O aquário de Churaumi abre às 8h30.
Reserve de duas a três horas para o aquário e o tanque Kuroshio. Estacione no estacionamento norte (P7), o mais próximo da entrada.
Caminhe ou alugue bicicleta na vila vizinha de Bise e percorra as ruas de fukugi. Almoce soba de Okinawa ou peixe na península.
À tarde, visite as ruínas do castelo de Nakijin, a poucos minutos de carro, e caminhe pelas muralhas.
Atravesse as pontes até a ilha de Kouri para o fim da tarde, já perto da hospedagem.
Durma na península de Motobu ou na costa de Onna, para não fazer a estrada de volta à noite e começar o dia seguinte já no centro da ilha.
Se ficar mais
Dia 5 · Manzamo, castelos do centro e o fim de tarde em Chatan
Desça pela Rota 58 até o cabo Manzamo, em Onna, para ver o penhasco com luz da manhã.
Cruze a ilha até as ruínas do castelo de Katsuren, em Uruma, e suba a escada até o topo com calçado firme.
Se houver tempo, cruze a estrada para as ilhas de Uruma, como Henza e Hamahiga, e almoce frutos do mar por lá.
À tarde, visite as ruínas do castelo de Nakagusuku e percorra os recintos do principal para fora para ver a mudança da alvenaria.
No fim da tarde, siga para Chatan, caminhe pela Mihama American Village e veja o pôr do sol no calçadão Sunset Walk.
Volte a Naha, cerca de 40 minutos de Chatan ao aeroporto, e devolva o carro. Quem fica mais uma noite pode jantar antes na Gate 2 Street, em Koza, onde os bares têm música ao vivo.
Comida
Soba de Okinawa
Macarrão de farinha de trigo, e não de trigo-sarraceno como o soba do resto do Japão, servido em caldo com carne de porco. Cada ilha e cada casa tem sua variação; o soki soba leva costela. O dia do soba de Okinawa é 17 de outubro.
Goya champuru
Refogado de goya, o melão amargo, com tofu e legumes, muitas vezes com carne de porco enlatada. Champuru quer dizer misturar, e o nome vale para vários refogados da cozinha doméstica.
Rafute
Barriga de porco com a pele, cozida longamente em shoyu e açúcar mascavo. Começou como prato da cozinha real de Ryukyu.
Ashi tibichi
Pé de porco cozido devagar com alga kombu e nabo daikon, prato da cozinha popular.
Porco agu
Raça de porco introduzida no reino a partir da China e criada nas ilhas há mais de 600 anos, de carne marmorizada. A forma mais comum de prová-la é em shabu-shabu, fatias finas cozidas num caldo leve.
Umibudo
Alga em pequenas bolinhas, chamada uva do mar, que estala na boca. Come-se crua, em saladas ou sobre arroz com frutos do mar; Onna é uma das principais regiões produtoras.
Taco rice
Arroz coberto com carne moída temperada, queijo, alface e tomate. Nasceu nos anos 1980 em Kin, perto da base americana de Camp Hansen, e hoje está em cardápios de toda a ilha.
Onigiri de porco e ovo
Bolinho de arroz envolto em alga com uma fatia de carne de porco processada e ovo frito. Vendido em lojas especializadas e em lojas de conveniência.
Sata andagi
Bolinho frito de açúcar, farinha e ovo, crocante por fora e úmido por dentro, também em versões de açúcar mascavo e batata-doce roxa.
Zenzai de Okinawa
Feijão kintoki cozido com açúcar, servido frio com bolinhas de farinha de arroz e gelo raspado.
Awamori
Destilado de arroz tailandês fermentado com o fungo koji preto, o mais antigo destilado do Japão. O envelhecido por três anos ou mais se chama kusu; os moradores costumam bebê-lo com gelo e água.
Cerveja Orion
A cerveja de Okinawa, feita em Nago, onde a cervejaria recebe visitas. Está em quase todo restaurante e loja.
Buku-buku cha
Chá de arroz torrado com chá verde ou de jasmim, batido numa tigela de madeira até formar espuma alta e coberto com amendoim moído. Servido aos enviados chineses no tempo do reino, hoje é raro e se encontra em Shuri.
Onde comer
- Mercado Público de Makishi (Naha)
Peixarias, açougues e mercearias com espaço para comer pratos de Okinawa. Bom para um almoço que mostre os ingredientes da ilha, como peixes de recife, cortes de porco e umibudo.
- Ruas laterais do Kokusai-dori e Sakurazaka (Naha)
Izakaya com goya champuru, rafute e awamori, além de casas de yakitori em ruelas estreitas. Sakurazaka é uma área de bares e restaurantes acolhedora ao público LGBTQ+.
- Shuri
Lojas e uma destilaria de awamori, onde se aprende sobre o destilado e se compra uma garrafa, e um café que serve buku-buku cha, o chá de arroz batido em espuma.
- Omoromachi
Restaurantes mais caros de várias cozinhas perto da estação; uma boa área para procurar porco agu em shabu-shabu ou yakiniku de carne de Okinawa.
- Monotrilho entre Kenchomae e Miebashi (centro de Naha)
Restaurantes e pequenas cervejarias artesanais ao longo da linha, para uma cerveja local depois do Kokusai-dori.
- Chatan (Sunabe e costa de Miyagi)
Cafés de frente para o mar e casas de sanduíche, hambúrguer, tacos e burritos, a herança americana à mesa, com restaurantes no Chatan Fisharina para o pôr do sol.
- Kin
A cidade onde o taco rice foi criado nos anos 1980, perto de Camp Hansen, numa pausa no caminho entre o centro e o norte.
- Península de Motobu
Soba de Okinawa e peixe. Motobu é um dos centros da pesca do bonito, consumido em sashimi ou tataki do fim de março a outubro, e tem marca própria de carne bovina.
· 2026-10-19
Bate-voltas
Ilhas Kerama (Zamami e Aka)
As ilhas do Parque Nacional Keramashoto ficam a cerca de 50 minutos de barco rápido do porto de Tomari, em Naha, ou de 1h30 a 2 horas de balsa. Em outubro de 2026, o barco rápido custava 3.950 ienes só ida e 7.510 ida e volta (adulto), e a balsa 2.900 e 5.510, mais 100 ienes de taxa de entrada na ilha. Os horários mudam por dia e por mês: consulte a tabela do mês no site da vila de Zamami e reserve, porque nas férias de verão e nos feriados prolongados pode não haver lugar. Em Zamami, de 6,7 km², a praia de Furuzamami tem mais de 800 metros e há ônibus local para as praias; de janeiro a abril, há passeios para ver baleias-jubarte. Mau tempo cancela os barcos. Na volta, quem segue para o norte no dia seguinte pode retirar o carro alugado ainda no fim da tarde.
Yanbaru e cabo Hedo
O norte florestal da ilha fica a cerca de 2h30 de carro de Naha pela via expressa, e a viagem rende mais saindo de uma base em Nago ou Motobu. O cabo Hedo é o ponto mais ao norte da ilha; a cachoeira de Hiji, com 25,7 metros, é a mais alta da ilha principal e se alcança por uma trilha na floresta; os manguezais da baía de Gesashi têm passarelas e passeios de canoa. Na estrada da costa leste, dirija devagar: o Okinawa rail, uma ave que não voa, atravessa a pista. O transporte público é escasso.
Por onde começar
Shuri e o centro de Naha

Pegue o monotrilho até a estação Shuri e caminhe cerca de 15 minutos até o Parque do Castelo de Shuri; a área paga abre às 8h30. Chegando um pouco antes, você assiste à cerimônia de abertura diante do portão Houshinmon.
O sul: a memória de 1945 e Sefa Utaki

Retire o carro alugado cedo e comece às 9h no Antigo Quartel-General Subterrâneo da Marinha, em Tomigusuku, cerca de 4 km ao sul do centro de Naha. Uma hora basta para os túneis e o museu.
O norte: Churaumi, Bise e Nakijin

Com o carro retirado na noite anterior, na volta do barco de Kerama, saia de Naha por volta das 6h30 pela Okinawa Expressway até Nago e siga para o Ocean Expo Park: do aeroporto de Naha, vizinho do centro, são cerca de 2 horas. O aquário de Churaumi abre às 8h30.
Manzamo, castelos do centro e o fim de tarde em Chatan

Desça pela Rota 58 até o cabo Manzamo, em Onna, para ver o penhasco com luz da manhã.
Dinheiro

A moeda é o iene. Cartões são aceitos em hotéis, shoppings e redes, mas leve dinheiro para bancas do mercado, restaurantes pequenos e ônibus, que cobram em dinheiro ou com o cartão OKICA. Alguns preços para orientar (consultados em outubro de 2026, adulto): o aquário de Churaumi custa 2.180 ienes; o Sefa Utaki, 600 ienes; o Museu Memorial da Paz da Prefeitura de Okinawa, 300 ienes. A área paga do castelo de Shuri tem preço novo anunciado pelo parque para a visita ao Seiden reconstruído; confira o valor do dia no site. No monotrilho, a passagem do aeroporto a Shuri custa 360 ienes e o bilhete de 24 horas, 1.000. Para Zamami e Aka, o barco rápido custa 3.950 ienes só ida e 7.510 ida e volta, e a balsa 2.900 e 5.510, mais 100 ienes de taxa de entrada na vila de Zamami por visitante adulto. O valor de uma diária completa depende muito do carro alugado e da hospedagem; o custo médio por dia da ficha resume o gasto relatado por viajantes.
Como chegar e se locomover
O aeroporto de Naha (OKA) recebe voos domésticos de todo o Japão e internacionais de cidades da Ásia, e fica a poucos quilômetros do centro. O monotrilho Yui Rail sai do aeroporto e tem 19 estações até Tedako-Uranishi, em 37 minutos. Do aeroporto, a passagem adulta custa 290 ienes até Kenchomae (13 minutos), 320 até Makishi (16 minutos) e 360 até Shuri (27 minutos). Os bilhetes de QR de 24 horas (1.000 ienes) e 48 horas (1.800 ienes) valem a partir da compra. O monotrilho aceita o cartão OKICA e cartões IC de outras regiões do Japão, como o Suica.
Fora do monotrilho, os ônibus partem do terminal de Naha para quase toda a ilha, mas os horários são espaçados longe da capital, com esperas que podem chegar a duas horas. O pagamento é em dinheiro ou com OKICA; confirme na empresa se outros cartões IC são aceitos na linha. Ônibus expressos ligam o aeroporto a Nago e à península de Motobu, como as linhas 111 e 117 e o Yanbaru Express; até o aquário de Churaumi, são cerca de 3 horas.
O carro alugado é a forma mais prática de ver o sul, o centro e o norte. As locadoras ficam fora do aeroporto, e um ônibus da empresa leva até o pátio, o que pode levar meia hora. A mão é inglesa, os limites de velocidade costumam ficar entre 40 e 60 km/h e o sul da ilha congestiona. A Okinawa Expressway (57,3 km, pedágio) liga Naha a Nago mais rápido que a Rota 58. Quem dirige no Japão com habilitação estrangeira precisa, em regra, da permissão internacional do modelo da Convenção de Genebra de 1949, emitida antes da viagem; algumas nacionalidades usam uma tradução oficial no lugar dela. Confira a regra para o seu país antes de reservar.
Para as ilhas Kerama, os barcos saem do porto de Tomari, em Naha. O barco rápido Queen Zamami parte do lado norte do porto, que tem bilheteria própria junto ao embarque, e chega a Zamami em cerca de 50 minutos; a balsa Ferry Zamami sai do lado sul, junto ao terminal Tomarin, e leva de 1h30 a 2 horas. A reserva por telefone abre um mês antes e vai até a véspera, sem reserva no próprio dia, e pela internet abre 55 dias antes; a passagem é paga no dia, na bilheteria, com o número da reserva. Uma balsa de carros também liga o porto de Naha a Motobu em cerca de 2 horas.
Segurança

Okinawa tem os riscos de um destino de mar e estrada mais do que os de cidade. De junho a 30 de setembro, a prefeitura mantém alerta para a habu-kurage, uma água-viva-caixa de veneno forte: nade dentro das redes, em praias com salva-vidas, cubra a pele e leve vinagre, que é o primeiro socorro recomendado, sem esfregar a área atingida e procurando atendimento médico. Tufões podem passar de junho a setembro, e ainda em outubro; quando chegam, barcos para Kerama e voos são cancelados, às vezes por mais de um dia, então deixe folga no fim da viagem. Na estrada, a mão é inglesa e a tolerância ao álcool é zero. Em emergência no mar, ligue 118, o número da Guarda Costeira do Japão. No sul, as trilhas de Sefa Utaki e a escada do castelo de Katsuren escorregam com chuva.
Antes de ir
- Tomada
- tipos A e B
- Voltagem
- 100 V
- Mão de direção
- pela esquerda
- Emergência
- Bombeiros 119 · Polícia 110a fonte não diz o número da ambulância: confira o de lá antes de ir
- Código do país
- +81
- Idioma oficial
- japonês
- Moeda
- iene (JPY)
Fonte: Wikidata (CC0), conferido em setembro de 2026.
Dicas de etiqueta
Utaki são locais de culto
Em Sefa Utaki e nos outros utaki, as próprias rochas e pedras são sagradas: não suba nelas, não as danifique e não leve nada. Respeite as áreas fechadas, como Sanguui.
Awamori com gelo e água
O costume local é beber o awamori com gelo e água. Nos izakaya, pergunte qual é envelhecido (kusu).
Álcool e direção
No Japão, a tolerância é zero: qualquer quantidade de álcool no sangue basta para a acusação de dirigir sob efeito. Se vai beber awamori no jantar, deixe o carro.
Nade onde há rede
Nas praias com salva-vidas, o banho é permitido dentro da área delimitada e com rede contra águas-vivas. Com mar alto, as águas-vivas podem passar por cima da rede.
Erros a evitar
Calcular o tempo de estrada pela distância no mapa: com limites de 40 a 60 km/h e trânsito no sul, trajetos curtos demoram, e a volta ao aeroporto precisa de folga.
Esquecer que as locadoras de carro ficam fora do aeroporto de Naha. O ônibus até o pátio pode levar meia hora na chegada e outra meia hora na devolução.
Chegar ao Japão sem a permissão internacional para dirigir exigida para a sua habilitação. Ela é emitida no seu país, antes da viagem, e não no balcão da locadora.
Contar com ônibus frequentes fora de Naha. No norte, a espera entre dois horários pode chegar a duas horas, e um roteiro de vários lugares no mesmo dia não fecha.
Deixar o barco para Kerama para o próprio dia: a vila de Zamami só aceita reserva até a véspera, e nas férias de verão e nos feriados prolongados quem chega sem reserva pode não embarcar.
Nadar fora das redes de proteção entre junho e setembro, quando a prefeitura mantém o alerta de habu-kurage, uma água-viva de veneno forte.
Frases úteis
はいさい / はいたい (haisai / haitai)
Olá, em uchinaaguchi; haisai é a forma dos homens e haitai a das mulheres.
にふぇーでーびる (nifee deebiru)
Muito obrigado, em uchinaaguchi.
ありがとうございます (arigatō gozaimasu)
Muito obrigado, em japonês.
すみません (sumimasen)
Com licença; desculpe.
これをください (kore o kudasai)
Quero este, por favor.
沖縄そばをください (Okinawa soba o kudasai)
Um soba de Okinawa, por favor.
お会計お願いします (okaikei onegaishimasu)
A conta, por favor.
英語のメニューはありますか (eigo no menyū wa arimasu ka)
Tem cardápio em inglês?
Onde ficar
- Centro de Naha (Kokusai-dori e Makishi) · Quem chega sem carro, faz Shuri e o centro a pé e de monotrilho e vai a Kerama de barco.: É onde se concentra a maior parte da hospedagem da ilha, de albergues a hotéis, perto das estações Kenchomae, Miebashi e Makishi e perto do porto de Tomari. A desvantagem são as ruas de bares agitadas à noite; quem aluga carro precisa conferir se o hotel tem estacionamento, e os dias do norte começam com o trânsito do sul da ilha.
- Omoromachi · Quem prefere um bairro de shoppings e restaurantes e quer continuar no monotrilho.: Fica em volta da estação Omoromachi do monotrilho, com shopping centers, restaurantes mais caros e o museu da prefeitura a poucos minutos. Tem menos o clima das ruelas antigas, e para o mercado e Tsuboya é preciso pegar o monotrilho.
- Chatan (Mihama e Sunabe) · Quem viaja de carro e quer dividir a viagem entre o sul e o norte, com restaurantes e pôr do sol perto.: Naha, Yomitan e a costa de Onna ficam a menos de uma hora de carro, e o aeroporto a cerca de 40 minutos. Os hotéis de resort estão em Mihama, e guesthouses e albergues em Sunabe. Sem carro, depende de ônibus, e o porto de Tomari, para Kerama, exige sair cedo.
- Costa de Onna · Quem quer hotel de praia, seja só na noite do dia do norte, seja para mais dias de mar.: É a principal faixa de resorts da ilha, com praias com salva-vidas e o cabo Manzamo; o aeroporto fica a cerca de 1 hora de carro. É área de hotéis de luxo; as opções mais em conta ficam mais adiante na Rota 58. Para o barco de Kerama, que sai de Naha cedo, e para o sul, é longe demais: deixe esses dias para as noites em Naha.
- Península de Motobu · Quem quer chegar cedo a Churaumi, Nakijin e Yanbaru sem enfrentar a estrada desde Naha.: Tem hotéis de resort, guesthouses e casas de temporada perto do aquário e das ilhas de Kouri e Sesoko. Fica a cerca de 90 minutos de carro de Naha, e os ônibus na península são raros, então só faz sentido com carro, como a noite do dia do norte ou como base para Yanbaru.
· 2026-10-19
Bairros

Centro de Naha (Kokusai-dori, Makishi e Tsuboya)
O eixo comercial da capital: os 1,6 km do Kokusai-dori, as galerias cobertas que saem dele, o Mercado Público de Makishi e as olarias de Tsuboya, servidos pelas estações Kenchomae, Miebashi e Makishi do monotrilho. Serve a quem chega sem carro e quer restaurantes e vida noturna a pé.

Shuri
A antiga capital do reino, hoje bairro de Naha numa colina a leste do centro: o parque do castelo, o mausoléu Tamaudun, a ladeira de pedra de Kinjo-cho e lojas e destilaria de awamori. Tem estação própria do monotrilho e pouca hospedagem.

Omoromachi
Bairro de Naha ao norte do centro, em volta da estação Omoromachi do monotrilho, com shopping centers, restaurantes mais caros e o Museu e Museu de Arte da Prefeitura de Okinawa.

Sul (Tomigusuku, Itoman e Nanjo)
O sul da ilha: em Tomigusuku, logo ao sul de Naha, o antigo quartel-general subterrâneo da Marinha; em Itoman e Nanjo, campos de cana, os memoriais e museus da Batalha de Okinawa, o local sagrado de Sefa Utaki, cavernas de calcário e praias como Mibaru e Azama Sun Sun. Funciona melhor de carro.
Uruma e Nakagusuku
As colinas do centro-leste, com as ruínas dos castelos de Nakagusuku e Katsuren e, em Uruma, ilhas pequenas ligadas por estrada, como Henza, Miyagi e Hamahiga.

Chatan e Koza
O centro marcado pela presença americana: em Chatan, a Mihama American Village, o calçadão do pôr do sol e cafés à beira-mar em Sunabe; em Koza (Okinawa City), a Gate 2 Street junto à base aérea de Kadena, com bares e música ao vivo, e o maior festival de eisa da ilha.

Yomitan e costa de Onna
Yomitan reúne mais de 50 ceramistas e as ruínas do castelo de Zakimi; a costa de Onna, de Yomitan a Nago, é a principal faixa de resorts da ilha, com o cabo Manzamo e praias com salva-vidas.

Península de Motobu
O noroeste da ilha: o Ocean Expo Park com o aquário de Churaumi, a vila de Bise e seus fukugi, o castelo de Nakijin e as ilhas de Kouri e Sesoko, ligadas por pontes. Fica a cerca de 90 minutos de carro de Naha.
Yanbaru
O norte florestal, Patrimônio Natural da UNESCO desde 2021: o cabo Hedo, a cachoeira de Hiji, manguezais e o Okinawa rail, ave que não voa e só vive ali. Pede carro e um dia próprio.
História
séc. XIV · Três reinos na mesma ilha
Hokuzan no norte, Chuzan no centro e Nanzan no sul disputavam a ilha principal. O castelo de Nakijin, na península de Motobu, era a sede do rei de Hokuzan.
1429 · Sho Hashi funda o Reino de Ryukyu
O rei de Chuzan, que havia tomado Nakijin em 1416, unificou a ilha e fez de Shuri a capital. O castelo de Shuri seria o centro político, diplomático e cultural do reino por cerca de 450 anos.
1458 · A queda de Katsuren
Amawari, senhor do castelo de Katsuren, rebelou-se contra o trono de Shuri e morreu quando o castelo foi destruído. Algumas crônicas o tratam como traidor; outras, como governante sábio.
1501 · Tamaudun
O rei Sho Shin construiu o mausoléu da segunda dinastia Sho, que governou até 1879, como símbolo do poder central sobre as ilhas.
1609 · Invasão de Satsuma
O domínio de Satsuma, no sul do Japão, invadiu o reino e passou a controlá-lo, mantendo a relação de tributo com a China que lhe permitia comerciar com ela.
1799 · Shikinaen
O reino construiu o jardim e a vila de Shikinaen, onde recebia os enviados chineses que confirmavam cada novo rei.
1879 · Fim do reino
O Japão anexou Ryukyu e criou a prefeitura de Okinawa, com capital em Naha.
1945 · Batalha de Okinawa
As tropas americanas desembarcaram em 1º de abril, e a batalha terminou em junho. Mais de 200 mil combatentes e civis morreram; Shuri e Naha ficaram quase inteiramente destruídas.
1945–1972 · Administração americana
As ilhas ficaram sob controle dos Estados Unidos até a devolução ao Japão, em 1972. As bases militares americanas permaneceram, e a convivência com elas moldou cidades como Koza.
1975 · Expo 75
Motobu sediou a exposição internacional de tema oceânico. O Ocean Expo Park, onde fica o aquário de Churaumi, é herança dela.
2000 · Patrimônio Mundial
Os Sítios Gusuku e Bens Associados do Reino de Ryukyu, com Shuri, Tamaudun, Shikinaen, Sefa Utaki e quatro castelos, entraram na lista da UNESCO. Em 2021, o norte da ilha, Yanbaru, foi inscrito como patrimônio natural.
2019 · O incêndio de Shuri
Em outubro de 2019, um incêndio destruiu o Seiden e outros prédios do castelo, reconstruídos em 1992. O Seiden foi reconstruído de novo.
História completa
Antes de ser japonesa, a ilha principal de Okinawa foi o coração de um reino. No século XIV, três reinos dividiam a ilha, cada um com seus castelos de pedra, os gusuku. Em 1429, Sho Hashi unificou o território e instalou a capital em Shuri, numa colina acima do porto de Naha. O Reino de Ryukyu viveu do comércio: mandava tributo à China, negociava com o Japão, a Coreia e o Sudeste Asiático, e trouxe desses contatos o arroz tailandês do awamori, o porco, a arquitetura que mistura técnicas chinesas e japonesas e uma cozinha de corte servida aos enviados estrangeiros.
A partir de 1609, o reino passou a responder também ao domínio de Satsuma, no sul do Japão, sem deixar de mandar tributo à China. Em 1879, o governo Meiji aboliu o reino e criou a prefeitura de Okinawa. Os castelos que se visitam hoje, de Nakijin a Katsuren, são ruínas desse passado anterior à anexação. Shuri e Shikinaen foram reconstruídos a partir de fotografias, desenhos e lembranças de quem conheceu os prédios antes da guerra, e Tamaudun foi restaurado.
A Batalha de Okinawa, de abril a junho de 1945, foi a razão dessas reconstruções. Mais de 200 mil pessoas morreram, entre soldados dos dois lados e civis, muitos deles abrigados em cavernas do sul da ilha. A Pedra Angular da Paz, no Parque Memorial da Paz, em Itoman, grava os nomes dos mortos sem distinguir nacionalidade: eram 242.659 em junho de 2026. Depois da guerra, as ilhas ficaram 27 anos sob administração dos Estados Unidos e voltaram ao Japão em 1972, com as bases militares americanas mantidas no centro da ilha.
A economia de Okinawa passou a depender cada vez mais do turismo, que encontrou na herança do reino, nas praias e no mar das ilhas Kerama seus atrativos. Em 2019, o incêndio do castelo de Shuri destruiu de novo o salão principal, e o Seiden foi reconstruído outra vez, a partir dos mesmos desenhos e registros da obra de 1992.
Geografia e forma da cidade
Okinawa Honto tem mais de 100 km de norte a sul e pouca largura, entre o mar da China Oriental, a oeste, e o oceano Pacífico, a leste. O sul, onde ficam Naha e Shuri, é a parte mais povoada: colinas de calcário de coral, cavernas usadas como abrigo em 1945 e campos de cana entre Itoman e Nanjo. O centro concentra cidades como Okinawa City (Koza) e Chatan, bases militares americanas como Kadena e os castelos de Nakagusuku e Katsuren nas colinas. A partir de Yomitan, a costa oeste vira faixa de resorts em Onna até Nago, onde começa a península de Motobu, com o aquário de Churaumi e ilhas ligadas por pontes. Mais ao norte fica Yanbaru, nome que quer dizer montanhas de floresta densa: mata subtropical, manguezais e o cabo Hedo, protegidos em parque nacional. A Rota 58 percorre a costa oeste de Naha ao extremo norte, e a Okinawa Expressway, com 57,3 km, liga Naha a Nago por dentro. O clima é subtropical úmido: em Naha, a média de janeiro é de 17,3 °C e a de julho de 29,1 °C (normais de 1991 a 2020), e o mar varia de cerca de 21 °C em fevereiro a quase 30 °C em agosto. A oeste de Naha, as ilhas Kerama formam um parque nacional de recifes e águas transparentes.
Cultura
A cultura de Okinawa vem de um reino que vivia de trocas, e a palavra champuru, misturar, é usada para descrever tanto um refogado quanto a cidade de Koza, onde mais de 75 anos de convivência com a base aérea de Kadena produziram bares de rock, blues e música folclórica na mesma rua. O sanshin, instrumento de três cordas, acompanha as canções tradicionais e o eisa, a dança com tambores de mão que os grupos apresentam no Obon, o período de homenagem aos antepassados; o Okinawa Zento Eisa Matsuri, em Koza, é o maior festival dessa dança.
Okinawa é o berço do karatê, com mais de 400 dojôs na ilha principal e um Dia do Karatê, em 25 de outubro. Os ofícios do reino continuam vivos: o bingata, tecido tingido em cores fortes; a cerâmica yachimun, de Tsuboya e da vila de olarias de Yomitan; o vidro de Ryukyu; e as camisas kariyushi, parecidas com as havaianas, usadas no verão até no trabalho e em ocasiões formais. Nos telhados e portões, o shisa, um leão-cão de cerâmica, guarda as casas.
A memória da guerra é parte da vida pública. Os museus do sul trazem depoimentos de sobreviventes, e a Pedra Angular da Paz continua a receber nomes: 95 foram acrescentados em 2026. O uchinaaguchi, a língua de Okinawa, é falado sobretudo pelos mais velhos, mas palavras dele aparecem em nomes de pratos como o sata andagi, que quer dizer açúcar frito.
Festas e eventos
Floração das cerejeiras
Do fim de janeiro ao início de fevereiro, as cerejeiras de Okinawa, as primeiras do Japão a florir, têm festivais em lugares como o castelo de Nakijin e Motobu.
Naha Hari
A maior regata de barcos-dragão de Okinawa, no porto novo de Naha, durante o feriado de início de maio, com barcos de 14,5 metros, música e fogos. Os hari pedem boa colheita e segurança no mar. Em 2026, foi de 3 a 5 de maio.
Okinawa Zento Eisa Matsuri
Três dias de eisa no Koza Sports Park, em Okinawa City, no fim do verão, com grupos de toda a ilha, a dança coletiva kachashi e fogos. Em 2026, foi de 4 a 6 de setembro.
Naha Great Tug-of-War
Cabo de guerra com uma corda de palha de arroz de 200 metros e 43 toneladas, puxada por milhares de pessoas no cruzamento de Kumoji, na Rota 58, depois de um desfile no Kokusai-dori. Acontece em outubro; em 2026, de 10 a 12 de outubro.
Dia do Karatê
Em 25 de outubro, demonstrações em dojôs e eventos pela ilha celebram a arte marcial nascida em Okinawa.
Festival do Castelo de Shuri
No outono, o parque do castelo recebe desfile, cerimônias e apresentações tradicionais; a programação sai a cada ano no site do parque e do órgão de turismo.
Livros e filmes
Até o Último Homem (Hacksaw Ridge, 2016)
Filme de Mel Gibson sobre Desmond Doss, médico do Exército americano que se recusou a portar armas e salvou feridos durante a Batalha de Okinawa. Mostra a batalha do ponto de vista americano; os museus do sul completam com a experiência dos civis.
With the Old Breed, de Eugene Sledge (1981)
Memórias de um fuzileiro americano que lutou em Peleliu e Okinawa, escritas a partir de notas guardadas durante os combates. Ajuda a entender por que o sul da ilha ficou arrasado.
Shima Uta, The Boom
Canção com sanshin e guitarra elétrica que se tornou um hino informal de Okinawa, embora a banda seja de Yamanashi, no Japão central. Uma boa porta para a música da ilha antes de ouvi-la ao vivo.
Perguntas frequentes
Okinawa: como ir do aeroporto de Naha ao centro?
O aeroporto de Naha (OKA) fica a poucos quilômetros do centro, e o monotrilho Yui Rail sai do próprio aeroporto. A passagem adulta custa 290 ienes até Kenchomae (13 minutos), 320 até Makishi (16 minutos) e 360 até Shuri (27 minutos). Os bilhetes de QR de 24 horas (1.000 ienes) e 48 horas (1.800 ienes) valem a partir da compra. O monotrilho aceita o cartão OKICA e cartões IC de outras regiões do Japão, como o Suica.
Okinawa: preciso alugar carro ou consigo fazer o roteiro de ônibus e monotrilho?
O monotrilho resolve Naha e Shuri. Fora dele, os ônibus partem do terminal de Naha para quase toda a ilha, mas os horários são espaçados longe da capital, com esperas que podem chegar a duas horas. O carro alugado é a forma mais prática de ver o sul, o centro e o norte. As locadoras ficam fora do aeroporto, e um ônibus da empresa leva até o pátio, o que pode levar meia hora. A mão é inglesa, os limites de velocidade costumam ficar entre 40 e 60 km/h e o sul da ilha congestiona. Quem dirige no Japão com habilitação estrangeira precisa, em regra, da permissão internacional do modelo da Convenção de Genebra de 1949, emitida antes da viagem; algumas nacionalidades usam uma tradução oficial no lugar dela. Confira a regra para o seu país antes de reservar.
Okinawa: como ir às ilhas Kerama?
Os barcos saem do porto de Tomari, em Naha. O barco rápido Queen Zamami parte do lado norte do porto, que tem bilheteria própria junto ao embarque, e chega a Zamami em cerca de 50 minutos; a balsa Ferry Zamami sai do lado sul, junto ao terminal Tomarin, e leva de 1h30 a 2 horas. A reserva por telefone abre um mês antes e vai até a véspera, sem reserva no próprio dia, e pela internet abre 55 dias antes; a passagem é paga no dia, na bilheteria, com o número da reserva. Em outubro de 2026, o barco rápido custava 3.950 ienes só ida e 7.510 ida e volta (adulto), e a balsa 2.900 e 5.510, mais 100 ienes de taxa de entrada na ilha. Os horários mudam por dia e por mês, e mau tempo cancela os barcos.
Okinawa: quantos dias ficar?
Eu ficaria cinco dias na ilha principal, e quatro é o mínimo que eu defenderia. Um dia vai para Shuri e o centro de Naha; outro para o sul, com os museus e memoriais da Batalha de Okinawa e o Sefa Utaki; um dia de barco para as ilhas Kerama; e um dia inteiro de carro para o norte, com o aquário de Churaumi, a vila de Bise e o castelo de Nakijin. O quinto dia desce do norte pelo cabo Manzamo e pelos castelos de Katsuren e Nakagusuku até o fim de tarde em Chatan. Eu dormiria em Naha, perto de uma estação do monotrilho, nas três primeiras noites, porque o porto de Tomari, o aeroporto e as saídas para o sul ficam a poucos minutos, e passaria a noite do dia do norte em Motobu ou na costa de Onna, para não refazer a estrada à noite. Para Yanbaru e o cabo Hedo, eu acrescentaria um sexto dia, com uma segunda noite no norte.
Okinawa: qual é a melhor época para ir?
Abril, outubro e novembro; a primeira metade de maio também funciona fora da Golden Week, o verão é a época de praia e mergulho, com chance de tufão de junho a setembro, e a estação chuvosa costuma ir de meados de maio ao fim de junho.
Okinawa: como ir ao aquário de Churaumi?
O aquário fica no Ocean Expo Park, em Motobu. Do aeroporto de Naha, vizinho do centro, são cerca de 2 horas de carro pela via expressa, ou 3 horas de ônibus expresso, como as linhas 111 e 117 e o Yanbaru Express, e o estacionamento do parque é gratuito. Na baixa temporada abre das 8h30 às 18h30, com última entrada às 17h30, e fica aberto até mais tarde em períodos de férias. O ingresso adulto custa 2.180 ienes.
Okinawa: é seguro nadar no mar?
De junho a 30 de setembro, a prefeitura mantém alerta para a habu-kurage, uma água-viva-caixa de veneno forte: nade dentro das redes, em praias com salva-vidas, cubra a pele e leve vinagre, que é o primeiro socorro recomendado, sem esfregar a área atingida e procurando atendimento médico. Nas praias com salva-vidas, o banho é permitido dentro da área delimitada e com rede contra águas-vivas; com mar alto, as águas-vivas podem passar por cima da rede. Em emergência no mar, ligue 118, o número da Guarda Costeira do Japão.
Outras cidades do país
Japão ↗- Dias
- 3–5
- Quando
- mar–abr · out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 20.000–30.000 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Sem voos; compras maiores variam. Os valores são uma estimativa do guia.
- Dias
- 3–4
- Quando
- Primavera e outono
- Por pessoa/dia
- Média de 15.000–20.000 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- mar–abr · out–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 9.000–15.000 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- mar–abr · out–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 18.000–28.000 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- fev · jun–set
- Por pessoa/dia
- Média de 19.600 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.









