
Japão
Hiroshima
Memorial da Paz, Miyajima, okonomiyaki e bonde
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
No primeiro, deixe espaço para processar a exposição, caminhar pelo memorial e almoçar sem pressa. Com apenas um dia, eu manteria esse conjunto e escolheria uma visita próxima, em vez de comprimir a ilha na tarde. Um terceiro dia pode reunir Shukkei-en e o recinto do castelo; Hijiyama ou Yokogawa entram conforme o interesse e o tempo de deslocamento. O torreão do castelo está fechado desde 22 de março de 2026, mas o exterior e os edifícios reconstruídos do Ninomaru continuam visitáveis. Para o museu, a faixa das 7h30 às 8h30 exige reserva on-line; há ingresso por outros canais no período regular. Confira o calendário antes de escolher a hora, especialmente em 6 de agosto.
2–3
Quando Fim de março a início de abril (flor de cerejeira) e outubro a novembro (folhagem, ostras chegando)
Como o guia chega a este número
O clima é subtropical úmido, mas suavizado pelo mar interior: chove menos que na média japonesa e há muitos dias claros. As duas janelas boas ficam na virada do inverno para a primavera e na virada do outono: um lado traz as cerejeiras do fosso do castelo, do Shukkei-en e do Hijiyama, o outro a folhagem no vale Momijidani de Miyajima com o começo da temporada de ostras, e as máximas ficam entre 18 e 23 °C nos dois casos; eu prefiro essa segunda janela para caminhar pela cidade. De meados de junho a meados de julho vem o tsuyu, a estação chuvosa, com pancadas fortes e risco de deslizamento nas encostas do norte da cidade. Julho e agosto passam dos 33 °C com umidade alta e noites que não esfriam, e é também quando entram tufões, sobretudo de agosto a setembro. O inverno é ameno, de 3 a 10 °C, com neve rara no centro e frequente nas montanhas do norte da província. O mês que exige mais planejamento é agosto: calor extremo, feriado de Obon e a semana do dia 6, quando a cidade lota e os hotéis somem; se a intenção é assistir à cerimônia, reserve com meses de antecedência; se não é, escolha outra data.
Por pessoa/dia ¥9.000–13.000 no modo econômico; ¥18.000–28.000 com hotel de rede e jantar sentado
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu separaria dois dias inteiros: um para o Parque e o Museu da Paz, outro para Miyajima. No primeiro, deixe espaço para processar a exposição, caminhar pelo memorial e almoçar sem pressa. Com apenas um dia, eu manteria esse conjunto e escolheria uma visita próxima, em vez de comprimir a ilha na tarde. Um terceiro dia pode reunir Shukkei-en e o recinto do castelo; Hijiyama ou Yokogawa entram conforme o interesse e o tempo de deslocamento. O torreão do castelo está fechado desde 22 de março de 2026, mas o exterior e os edifícios reconstruídos do Ninomaru continuam visitáveis. Para o museu, a faixa das 7h30 às 8h30 exige reserva on-line; há ingresso por outros canais no período regular. Confira o calendário antes de escolher a hora, especialmente em 6 de agosto.Hiroshima foi a primeira cidade atingida por uma bomba atômica, em 6 de agosto de 1945, e se vem até aqui para entender esse dia no lugar onde ele aconteceu. No centro, entre o museu e a Cúpula da Bomba, o esqueleto de prédio que resistiu a cerca de 160 m do ponto sob a explosão, fica o cenotáfio com os nomes de mais de 340 mil vítimas. Em volta fica uma cidade plana de trabalho, com bonde, beisebol do Carp e o okonomiyaki local, montado em camadas e comido com a espátula direto da chapa. Uma balsa curta leva a Miyajima, onde o torii de 16,6 m aparece sobre a água ou sobre a areia, conforme a maré. De outubro a março, as ostras da baía vão à grelha, ao ensopado dotenabe e ao próprio okonomiyaki. Venha na floração das cerejeiras ou no outono, as duas épocas com máximas entre 18 e 23 °C, e fique dois dias inteiros.
Ficha rápida
- População
- cerca de 1,19 mi na cidade; cerca de 2,05 mi na região metropolitana; cerca de 2,7 mi na província
- Fundação
- 1589, quando Mōri Terumoto ergue o castelo no delta; município moderno desde 1º de abril de 1889
- País e região
- Japão: província de Hiroshima, região de Chūgoku, litoral do mar interior de Seto
- Idioma
- Japonês; o dialeto local é o Hiroshima-ben, com “buchi” no lugar de “muito” e “jakee” fechando as frases
- Moeda
- Iene (¥, JPY); em 2026 gira em torno de ¥150–160 por dólar
- Fuso
- JST, UTC+9, sem horário de verão
- Melhor época
- Fim de março a início de abril (flor de cerejeira) e outubro a novembro (folhagem, ostras chegando)
- Custo médio por dia
- ¥9.000–13.000 no modo econômico; ¥18.000–28.000 com hotel de rede e jantar sentado
Quando ir
Fim de março a início de abril (flor de cerejeira) e outubro a novembro (folhagem, ostras chegando)
janeiro
2° a 10°C
46 mm de chuva
fevereiro
2° a 11°C
64 mm de chuva
maio
15° a 24°C
170 mm de chuva
junho
20° a 27°C
227 mm de chuva
julho
24° a 31°C
280 mm de chuva
agosto
25° a 33°C
131 mm de chuva
setembro
21° a 29°C
163 mm de chuva
dezembro
4° a 12°C
54 mm de chuva
O que muda ao longo do ano

O clima é subtropical úmido, mas suavizado pelo mar interior: chove menos que na média japonesa e há muitos dias claros. As duas janelas boas ficam na virada do inverno para a primavera e na virada do outono: um lado traz as cerejeiras do fosso do castelo, do Shukkei-en e do Hijiyama, o outro a folhagem no vale Momijidani de Miyajima com o começo da temporada de ostras, e as máximas ficam entre 18 e 23 °C nos dois casos; eu prefiro essa segunda janela para caminhar pela cidade. De meados de junho a meados de julho vem o tsuyu, a estação chuvosa, com pancadas fortes e risco de deslizamento nas encostas do norte da cidade. Julho e agosto passam dos 33 °C com umidade alta e noites que não esfriam, e é também quando entram tufões, sobretudo de agosto a setembro. O inverno é ameno, de 3 a 10 °C, com neve rara no centro e frequente nas montanhas do norte da província. O mês que exige mais planejamento é agosto: calor extremo, feriado de Obon e a semana do dia 6, quando a cidade lota e os hotéis somem; se a intenção é assistir à cerimônia, reserve com meses de antecedência; se não é, escolha outra data.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | 2 a 10 | 46 |
| fevereiro | 2 a 11 | 64 |
| março · | 5 a 15 | 118 |
| abril · | 10 a 20 | 141 |
| maio | 15 a 24 | 170 |
| junho | 20 a 27 | 227 |
| julho | 24 a 31 | 280 |
| agosto | 25 a 33 | 131 |
| setembro | 21 a 29 | 163 |
| outubro · | 15 a 24 | 109 |
| novembro · | 9 a 18 | 69 |
| dezembro | 4 a 12 | 54 |
Dicas do Nilo
Escolha a faixa de entrada do museu
Eu reservaria tempo para o Museu Memorial da Paz e uma pausa depois. A faixa das 7h30 às 8h30 exige reserva on-line; no período regular também há máquinas e balcão, e outras faixas reservadas variam pela estação. Confira calendário e avisos para sua data, especialmente em 6 de agosto. Chegar cedo não garante salas vazias.
Confira marés, acesso e retorno de Miyajima
Confira a tábua das marés para escolher como ver o torii de Itsukushima, sobre a água ou sobre a areia, e o horário de acesso ao santuário. Planeje balsa e retorno antes de prolongar a visita. Dormir perto do cais pode facilitar a saída; não garante ilha vazia nem acesso fora do calendário.
Confira o trajeto e a cobertura do seu passe
Para Miyajima, a JR indica cerca de 28 minutos de trem entre Hiroshima e Miyajimaguchi, além do acesso ao cais e da espera pela balsa. O JAPAN RAIL PASS nacional inclui trens locais JR e a balsa JR West Miyajima, mas a taxa de visitante é separada quando aplicável. Confira a validade e as regras do seu passe e do operador escolhido; outros passes e outras balsas têm condições próprias.
Peça o okonomiyaki de Hiroshima com soba
O cozinheiro só pergunta uma coisa, soba ou udon, e para pedir soba basta responder “soba de”. O okonomiyaki de Hiroshima vem montado em camadas, não misturado, e se come direto da chapa, com a hera, a espátula de metal, sem prato. Ele custa de ¥900 a ¥1.500, ou de ¥1.500 a ¥1.800 com ostras entre outubro e março. As casas pequenas preferem dinheiro, por isso separe notas antes de sentar, e chegue antes das 21h, quando a cozinha de muitas delas já parou.
Combine Shukkei-en com o exterior do castelo
Eu começaria no Shukkei-en, que abre às 9h e tem ingresso adulto de ¥350, consultado em outubro de 2026; confira o encerramento sazonal. Depois, seguiria ao recinto do castelo. O torreão está fechado desde março de 2026, mas é possível ver o exterior e visitar gratuitamente os edifícios reconstruídos do Ninomaru, no horário e calendário próprios. Deixe espaço para uma pausa e escolha o ritmo da caminhada.
Sem jogo do Carp, vá de trem a Saijō, a 40 minutos
Saijō, a leste, tem sete cervejarias históricas de saquê a poucas quadras umas das outras, com degustação de ¥300 a ¥600 por casa. As chaminés de tijolo servem de mapa. Em dia de jogo do Carp, no Mazda Zoom-Zoom Stadium, a pé da estação, o bonde enche horas antes, e o mesmo acontece quando o Sanfrecce joga no estádio de futebol novo do centro. Vale entrar num deles mesmo sem entender o jogo.
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Abrir o appO que ver
Hiroshima: O delta, os morros e o mar
O centro de Hiroshima ocupa um delta plano, traçado em quadras regulares entre os canais e cercado por morros baixos que fecham o horizonte: Futabayama a nordeste, Hijiyama a sudeste (71 m) e Ōgonzan a oeste. Ao fundo, do outro lado da baía, sobe o Misen, de 535 m, na ilha de Miyajima.

Cúpula da Bomba Atômica (Genbaku Dome)
Esqueleto do Salão de Promoção Industrial da Província, projetado pelo tcheco Jan Letzel e aberto em 1915. Ficava a cerca de 160 m do ponto sob a explosão, e por isso a estrutura recebeu a onda quase na vertical e permaneceu de pé; é Patrimônio Mundial desde dezembro de 1996 e está estabilizada por reforços internos desde os anos 1960.
O esqueleto ficou de pé porque a onda chegou quase na vertical, e hoje é Patrimônio Mundial com reforço interno; Jan Letzel, aberto em 1915; cerca de 160 m.
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Parque Memorial da Paz
Projeto de Kenzō Tange, vencedor do concurso de 1949, construído sobre o antigo bairro comercial de Nakajima. O cenotáfio em forma de arco, de 1952, está alinhado com a Chama da Paz e com a Cúpula, e guarda o registro de nomes das vítimas, que já passa de 340 mil e recebe novos nomes todo 6 de agosto.
O monumento de 1952 foi colocado no mesmo eixo da Chama da Paz e da Cúpula, e a relação de mortos, que já passa de 340 mil, ganha nomes novos todo 6 de agosto.
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Museu Memorial da Paz
Aberto em 1955 no edifício suspenso sobre pilotis de Tange, reabriu em abril de 2019 depois de reforço sísmico e reformulação completa da exposição. A faixa das 7h30 às 8h30 exige reserva on-line; no período regular a partir das 8h30, também há ingresso por máquina ou balcão. Há outras faixas com reserva no fim do dia, conforme a estação. Confira o ingresso, o encerramento e os avisos para sua data, especialmente em 6 de agosto; reserve tempo para a exposição e uma pausa depois.
Eu priorizaria o museu junto com o Parque da Paz, reservando tempo para a exposição e uma pausa. A entrada das 7h30 às 8h30 exige reserva on-line; o período regular oferece outros canais de ingresso. Confira o calendário e as exceções para sua data.
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Miyajima e o santuário de Itsukushima
Santuário sobre o mar cuja forma atual vem de 1168, sob Taira no Kiyomori, com o grande torii de 16,6 m à frente. O portal foi restaurado entre 2019 e o fim de 2022. Confira marés, ingresso e abertura do santuário, além da balsa e da taxa de visitante. O Misen é opcional: o teleférico exige reserva em certas datas e ainda há caminhada até o cume; confira clima e último retorno.
O santuário sobre o mar tem desde 1168 a forma que se vê hoje, com o torii à frente, e a visita pede a tábua das marés.
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Monumento das Crianças pela Paz
Erguido em 1958 com dinheiro arrecadado por colegas de escola de Sadako Sasaki, que morreu de leucemia aos 12 anos depois de dobrar tsurus de papel. As vitrines em volta recebem milhões de guirlandas de origami por ano, enviadas por escolas do mundo inteiro e trocadas periodicamente.
O monumento de 1958 foi pago pelos colegas de Sadako Sasaki, e as vitrines trocam milhões de guirlandas de origami enviadas por escolas.
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Rest House e o hipocentro
O Rest House do parque é o antigo edifício de quimonos Taishōya, de 1929: um funcionário no porão sobreviveu à explosão, e o porão está aberto à visitação. A poucos minutos a pé, numa rua lateral atrás do Parque, uma placa discreta marca o hipocentro, sobre o antigo Hospital Shima.
Um funcionário no porão sobreviveu à explosão, o porão abre à visita, e uma placa discreta marca o ponto exato a poucos minutos; Taishōya, 1929; Hospital Shima.
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Shukkei-en
Jardim criado a partir de 1620 por Ueda Sōko para Asano Nagaakira, com caminhos em torno do lago Takuei. Entrada adulta de ¥350, consultada em outubro de 2026. Abre às 9h; fecha às 18h de 16 de março a 15 de setembro e às 17h de 16 de setembro a 15 de março, com último acesso meia hora antes. Confira fechamentos e escolha o ritmo da volta.
Eu combinaria os caminhos e o lago de Shukkei-en com o recinto do castelo, deixando espaço para parar no jardim. Confira os horários sazonais e o ingresso; a duração depende do percurso escolhido.
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Orizuru Tower
Torre de escritórios de 2016 vizinha à Cúpula, com terraço aberto a cerca de 50 m de altura, rampa em espiral para descer a pé e um posto onde se dobra um tsuru e se deixa cair dentro de uma parede de vidro. Ingresso do terraço em torno de ¥2.000; é o melhor ponto para entender a geometria do parque de cima.
O terraço aberto, a cerca de 50 m, custa em torno de ¥2.000 e é o ponto de onde a geometria do parque se entende de cima, na torre de 2016 ao lado da Cúpula.
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Castelo de Hiroshima
Fundado em 1589 e destruído em 1945; o torreão foi refeito em concreto armado em 1958 e fechou à visitação em 22 de março de 2026. É possível ver seu exterior e visitar os edifícios reconstruídos do Ninomaru, com entrada gratuita: abril a setembro, 9h–17h30; outubro a março, 9h–16h30, com último acesso meia hora antes. Confira o calendário de fechamentos; os horários dos edifícios não são os do recinto ao ar livre.
Eu incluiria o recinto se houvesse tempo para combinar com Shukkei-en. O torreão está fechado desde 22 de março de 2026; seu exterior e os edifícios reconstruídos do Ninomaru continuam visitáveis, estes com entrada gratuita e horário próprio.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O parque, o museu e a noite no centro
Reserve a manhã para o Museu Memorial da Paz e o parque, com tempo para uma pausa depois da exposição. Se escolher a faixa das 7h30 às 8h30, reserve on-line; a partir das 8h30, o período regular também oferece ingresso por máquina ou balcão. Confira os horários e avisos para sua data, especialmente em 6 de agosto.
Saia do museu pelo eixo do projeto de Tange: cenotáfio, Chama da Paz, Monumento das Crianças e a Cúpula, atravessando a ponte Aioi.
Desça ao porão do Rest House, o antigo prédio de quimonos de 1929, e depois ande até a placa do hipocentro, numa rua lateral atrás do parque.
Almoce okonomiyaki no Okonomimura ou numa casa de balcão de Fukuromachi; peça com soba e coma direto da chapa.
Se houver tempo e interesse, escolha a Orizuru Tower no fim da tarde para olhar o parque de cima; confira ingresso e último acesso. Depois, jante no centro, por exemplo em Nagarekawa ou junto à galeria Hondōri.
Dia 2 · Miyajima do começo ao fim do dia
Conte com trem ou bonde até Miyajimaguchi e balsa até Miyajima. A JR informa cerca de 28 minutos desde a estação Hiroshima até Miyajimaguchi; a travessia leva cerca de 10 minutos. Esses tempos não incluem espera nem acesso ao cais. Confira horários, operação e a taxa de visitante para sua situação.
Vá ao santuário de Itsukushima conforme seu horário de abertura e a tábua das marés: o torii pode estar sobre a água ou sobre a areia.
Faça uma pausa para almoçar anago-meshi e experimentar momiji manjū na rua Omotesandō antes de decidir quanto mais caminhar.
O Misen é uma opção conforme energia e clima. O teleférico não chega ao cume; ainda há caminhada. Confira operação, reserva exigida em datas específicas e último retorno. Se não houver tempo ou condições, mantenha o santuário e a parte baixa da ilha.
Planeje a balsa e o trem ou bonde de volta antes de prolongar a visita; deixe margem para esperas e uma pausa ao retornar à cidade.
Se ficar mais
Dia 3 · Jardim e castelo, com uma tarde à escolha
Comece no Shukkei-en e siga para o recinto do castelo, cujo torreão está fechado desde 22 de março de 2026. É possível ver o exterior e visitar os edifícios reconstruídos do Ninomaru: abril a setembro, 9h–17h30; outubro a março, 9h–16h30, com último acesso meia hora antes. Confira os dias de fechamento.
Almoce no centro e faça uma pausa antes de escolher outra região; tsukemen é uma opção, com a pimenta ajustada ao seu gosto.
Se quiser arte ou mangá, escolha Hijiyama para a tarde e planeje o transporte até o morro. O Museu de Arte Contemporânea abre das 10h às 17h, último acesso às 16h30; normalmente fecha às segundas; quando abre numa segunda que é feriado ou 6 de agosto, fecha no próximo dia útil. Confira os calendários do museu e da biblioteca de mangá; se estiverem fechados, mantenha o passeio no centro.
Um jogo do Carp ou do Sanfrecce, ou uma visita ao Mitaki-dera, pode substituir Hijiyama conforme seu interesse. Confira programação, ingresso e transporte antes de decidir; são alternativas, não visitas para somar na mesma tarde.
Jante no centro ou, se quiser explorar Yokogawa, escolha um estabelecimento e planeje o trajeto de ida e volta. Não é necessário atravessar a cidade apenas para encerrar o dia.
Comida
Ilustração com IAOkonomiyaki de Hiroshima
O okonomiyaki de Hiroshima vem montado em camadas, não misturado, com soba ou udon, e se come no balcão, diante da chapa quente, direto dela com a espátula. Custa de ¥900 a ¥1.500, e de ¥1.500 a ¥1.800 com ostras, entre outubro e março.
Ilustração com IAOstras (kaki)
A província produz a maior parte das ostras cultivadas do Japão, em balsas espalhadas pela baía. A temporada vai de outubro a março: pedem-se grelhadas na casca, empanadas (kaki-fry), no ensopado de missô da panela dotenabe ou dentro do okonomiyaki.
Ilustração com IATsukemen de Hiroshima
Macarrão gelado servido separado de um molho de imersão frio, à base de soja, óleo de gergelim e pimenta, com repolho e pepino por cima. Nasceu na cidade nos anos 1950 e vem em escalas de ardência numeradas; peça a mais baixa na primeira vez.
Ilustração com IAAnago-meshi
Enguia-do-mar grelhada e fatiada sobre arroz cozido no caldo dela, especialidade de Miyajima e Miyajimaguchi desde o início do século XX, quando começou a ser vendida como marmita de estação. Sai por ¥2.000 a ¥3.500 e costuma ter fila no almoço.
Ilustração com IAMomiji manjū
Bolinho em forma de folha de bordo recheado de pasta de feijão doce, criado em Miyajima por volta de 1906 e hoje fabricado em máquinas que se veem funcionando na rua. Come-se quente ali mesmo, ou frito em espeto na versão age-momiji; ¥100 a ¥200 a unidade.
Ilustração com IALimão de Setouchi
A província é a maior produtora de limão do Japão, das ilhas do mar interior. Aparece em tudo: chū-hai de limão nos bares, ramen de limão, molho para frituras e sal de limão para o okonomiyaki.
Ilustração com IASaquê de Saijō
O bairro de Saijō, em Higashi-Hiroshima, tem sete cervejarias históricas em poucas quadras, com chaminés de tijolo e água mineralmente macia que define o estilo local. Muitas abrem a loja para degustação por ¥300 a ¥600.
Ilustração com IAUni-hōren
Ouriço-do-mar sobre espinafre salteado na manteiga, inventado num bar de Nagarekawa e replicado por toda a cidade. É petisco de balcão, custa entre ¥900 e ¥1.500 e serve como prova de que a cidade come de tudo do mar de Seto.
Bate-voltas

Kure
Kure fica a 35 minutos de trem, por cerca de ¥510, e foi o estaleiro que construiu o encouraçado Yamato em 1941. Hoje o Museu Yamato expõe uma maquete de 26 m do navio, e do outro lado da rua se entra no submarino Akishio, exposto em terra.

Iwakuni
45 a 50 minutos pela linha JR Sanyō, cerca de ¥600, já na província de Yamaguchi. A ponte Kintai-kyō, de cinco arcos de madeira, foi construída em 1673, levada por um tufão em 1950 e refeita em 1953; a subida ao castelo se faz por teleférico.

Onomichi e o Shimanami Kaidō
Cerca de 1h30 de trem local ou 1 hora via Shinkansen até Mihara, a partir de ¥1.500. Cidade de ladeiras e templos que serviu de cenário a Yasujirō Ozu, e ponto de partida da rota ciclável de 70 km que cruza seis ilhas até Imabari, com bicicletas alugadas de uma ponta e devolvidas na outra.
Por onde começar
O parque, o museu e a noite no centro

Reserve a manhã para o Museu Memorial da Paz e o parque, com tempo para uma pausa depois da exposição. Se escolher a faixa das 7h30 às 8h30, reserve on-line; a partir das 8h30, o período regular também oferece ingresso por máquina ou balcão. Confira os horários e avisos para sua data, especialmente em 6 de agosto.
Miyajima do começo ao fim do dia

Conte com trem ou bonde até Miyajimaguchi e balsa até Miyajima. A JR informa cerca de 28 minutos desde a estação Hiroshima até Miyajimaguchi; a travessia leva cerca de 10 minutos. Esses tempos não incluem espera nem acesso ao cais. Confira horários, operação e a taxa de visitante para sua situação.
Jardim e castelo, com uma tarde à escolha

Comece no Shukkei-en e siga para o recinto do castelo, cujo torreão está fechado desde 22 de março de 2026. É possível ver o exterior e visitar os edifícios reconstruídos do Ninomaru: abril a setembro, 9h–17h30; outubro a março, 9h–16h30, com último acesso meia hora antes. Confira os dias de fechamento.
Dinheiro
A moeda é o iene, que em 2026 gira em torno de ¥150–160 por dólar. Preço a preço: café ¥400–600; almoço de conjunto ¥900–1.300; okonomiyaki ¥900–1.500; jantar de izakaya com bebida ¥3.000–5.000; chope ou chū-hai ¥500–700; refeição de loja de conveniência ¥500–800; bonde ¥240; hotel de rede tipo “business” ¥9.000–15.000 a diária, hostel ¥3.500–6.000, ryokan em Miyajima a partir de ¥25.000 com jantar. Cartão funciona em redes, hotéis, lojas de departamento e boa parte dos restaurantes, mas leve dinheiro para casas pequenas de okonomiyaki, templos, ônibus e feiras. Os caixas eletrônicos de 7-Eleven e dos correios aceitam cartões estrangeiros. Não se dá gorjeta em lugar nenhum: troco deixado na mesa costuma ser devolvido. O imposto de consumo de 10% já vem embutido no preço mostrado (8% para comida levada), há isenção para compras acima de ¥5.000 com passaporte, e vale confirmar o procedimento em vigor, porque o Japão está migrando para um sistema em que o imposto é cobrado na loja e devolvido no aeroporto. Desde 1º de abril de 2026 há taxa de hospedagem de cerca de ¥200 por pessoa por noite em Hatsukaichi, o município de Miyajima, cobrada na saída do hotel.
Como chegar e se locomover
Aeroporto de Hiroshima: 50 km a leste, sem trem
O aeroporto de Hiroshima (HIJ) fica em Mihara, cerca de 50 km a leste, e não tem trem: a ligação é o ônibus limousine até a estação de Hiroshima, cerca de 50 minutos por algo em torno de ¥1.500. Muita gente chega de Shinkansen: são cerca de 4 horas desde Tóquio, 1h25 de Shin-Osaka e 1 hora de Hakata (Fukuoka). Da estação para o centro são 10 a 15 minutos de bonde, e desde 3 de agosto de 2025 o bonde entra pelo segundo andar do prédio da estação, no mesmo nível das catracas da JR, o que eliminou a travessia da rua com mala.
A maior frota de bondes do Japão
Dentro da cidade, o sistema é o bonde da Hiroden, com oito linhas e a maior frota de bondes do Japão, incluindo carros comprados de Osaka, Quioto e Hannover e dois veículos que estavam em operação em 6 de agosto de 1945 e ainda circulam. A tarifa é única, cerca de ¥240 por viagem, paga na saída em moeda, pelo sistema MOBIRY DAYS ou por aproximação de cartão de crédito no validador. Completam a rede o metrô automático Astram (aberto em 1994, tarifa por distância a partir de cerca de ¥190), os trens JR das linhas Sanyō, Kure e Kabe, ônibus urbanos e as balsas de Ujina. O centro é plano e caminhável de ponta a ponta em 40 minutos, há bicicletas compartilhadas do sistema Peacecle com dezenas de estações, e o táxi começa em torno de ¥700.
Segurança
Hiroshima é uma cidade de crime muito baixo, onde caminhar sozinho à noite no centro é rotina e onde objeto esquecido costuma voltar pelo achados e perdidos da polícia. Os riscos reais são climáticos: além do calor do verão, de agosto a setembro vêm tufões e chuva concentrada. Nas encostas dos vales do norte, os deslizamentos mataram 77 pessoas em Asaminami em 2014 e causaram mortes na província nas enchentes de 2018. Se houver alerta de chuva intensa, siga as instruções municipais e evite bairros de encosta. Golpes são raros, fora a abordagem de bar na calçada de Nagarekawa. Furto de bicicleta é o crime mais comum da cidade. Mochila deixada em cadeira não some, mas guarda-chuva some, por razão que ninguém sabe explicar. Em caso de emergência, 110 é polícia e 119 é bombeiro e ambulância.
Dicas de etiqueta
No Parque da Paz, ande como em cemitério
Sob o Memorial dos Não Identificados estão as cinzas de dezenas de milhares de pessoas, e o parque inteiro é o antigo bairro de Nakajima. Não se faz piquenique, não se senta no cenotáfio e não se posa sorrindo em frente a ele.
Pague o bonde ao descer
Nos bondes novos da Hiroden, suba pela porta que quiser e pague ao descer, ¥240 por viagem. Deixe a moeda ou o cartão pronto antes de chegar à saída, porque a fila de desembarque não espera troco procurado na mochila.
Coma o okonomiyaki direto da chapa
No balcão, o cozinheiro empurra a massa para a sua frente e você come com a espátula de metal, a hera, sem prato. Pedir prato e hashi é aceito, mas em horário de pico atrasa a chapa e a fila.
Não alimente os cervos de Miyajima
São animais selvagens, alimentá-los é proibido na ilha e eles comem papel: mapa, ingresso, sacola de compras. Guarde tudo no bolso ou dentro da mochila fechada.
Peça licença antes de fotografar depoimentos
Sessões de testemunho de hibakusha acontecem em salas do museu e em escolas, e a plateia costuma ser de estudantes. Ouça sem fotografar até que o organizador diga que pode, e não faça perguntas sobre saúde ou família de quem fala.
Leve o seu lixo com você
Quase não há lixeiras nas ruas e as poucas do parque e das estações são para o consumo do lugar. Uma sacola dobrada no bolso resolve o dia inteiro, incluindo o espeto do momiji frito.
Erros a evitar

Reserve tempo para o museu e o parque
Tratar Hiroshima como uma parada rápida entre trens deixa pouco espaço para a exposição e o memorial. Eu reservaria uma manhã para o conjunto, incluindo uma pausa; o tempo de visita varia. Miyajima merece outro dia, com deslocamento de trem ou bonde e balsa, em vez de ser uma obrigação da mesma tarde.
Atravessar o parque ao meio-dia em julho ou agosto
Fazer a caminhada do Parque da Paz até a Cúpula no meio do dia, em julho ou agosto. Com o calor úmido e os alertas de índice térmico dessa época, a insolação é o risco real da cidade: ande pelo parque logo cedo, ao sair do museu, carregue água e sal e guarde o meio do dia para lugares fechados.
Aceitar convite de bar na calçada de Nagarekawa
Seguir quem aborda na calçada de Nagarekawa com convite para um bar. É o golpe do “catch”, em que a conta chega inflada por taxas de assento, e a saída é recusar o convite feito na rua e escolher o bar você mesmo.
Procurar o cartão PASPY, aposentado em 2025
Procurar o cartão PASPY, que guias antigos ainda recomendam para o bonde. Ele foi aposentado em 2025 e substituído pelo sistema MOBIRY DAYS, e o validador aceita também cartão de crédito por aproximação: confirme a forma de pagamento antes de embarcar.
Confira os últimos acessos e pedidos
Planejar o jantar ou uma visita apenas pela hora de fechamento pode dar errado: o último pedido e o último acesso costumam ocorrer antes. Consulte o restaurante e a instituição escolhidos. O Museu Memorial da Paz tem horários sazonais e faixas com reserva; não presuma que todos os museus da cidade fecham na mesma hora.
Frases úteis
こんにちは: Konnichiwa (kon-nitchi-uá)
Olá, usado do meio da manhã ao fim da tarde
すみません: Sumimasen (sumi-massên)
Com licença, desculpe e também “por favor, me atenda”: serve para chamar o garçom
お好み焼き一枚ください: Okonomiyaki ichimai kudasai (oconomiiáki itchimai cudassai)
Um okonomiyaki, por favor
そばで: Soba de (sóba dê)
Com macarrão soba: a escolha entre soba e udon que sempre perguntam no balcão
いくらですか: Ikura desu ka (ikura dess ka)
Quanto custa?
ぶちうまいじゃけぇ: Buchi umai jakee (butchi umái jaquê)
“Está muito gostoso” no dialeto local: buchi é “muito” e jakee fecha a frase
Bairros
Kamiya-chō e Hatchōbori
Centro financeiro e comercial, onde cruzam quase todas as linhas de bonde e ficam as lojas de departamento. É o ponto de troca de linha mais usado da cidade e a área com maior concentração de hotéis de rede.
Hondōri
Galeria coberta de pedestres com cerca de 570 m, entre Kamiya-chō e Fukuromachi, com lojas, farmácias, cafés e a estação inicial do metrô Astram. Funciona com chuva e é o caminho natural entre o centro e o Parque da Paz.
Nagarekawa e Yagenbori
Área de vida noturna do bairro de Naka-ku, com centenas de izakayas, bares de dose e casas de música em ruas estreitas. Movimenta-se das 19h às 2h e é onde nasceu o uni-hōren, prato de ouriço com espinafre servido no balcão.
Entorno da estação (Minami-ku)
Onde estão a estação de Shinkansen, o novo edifício comercial aberto em 2025 e o corredor de casas de okonomiyaki do Ekimae Hiroba. Bom para dormir se você chega tarde ou sai cedo de trem.
Hijiyama e Danbara
Morro de 71 m com parque de cerejeiras, museu de arte contemporânea e a biblioteca pública de mangá.
Yokogawa
Subcentro ao norte, em torno da estação JR de mesmo nome, de onde partiu a primeira linha de ônibus urbano do Japão em 1905. Concentra bares pequenos, cafés independentes e casas de show de porte médio.
Ujina e Motoujina
Frente portuária ao sul, com o terminal de passageiros de onde saem balsas para Miyajima, Etajima, Ninoshima e Matsuyama. Área de armazéns, parque à beira-mar e o hotel que sediou a cúpula do G7 em 2023.
Miyajimaguchi (Hatsukaichi)
Base junto ao cais da balsa para Miyajima, em Hatsukaichi. A JR indica cerca de 28 minutos de trem desde Hiroshima, sem contar espera e acesso ao cais. Pode facilitar uma saída para a ilha; compare esse ganho com os deslocamentos aos lugares de Hiroshima e confira as balsas para ida e volta.
História
1589 · Mōri Terumoto funda a cidade
Terumoto escolhe uma das ilhas de aluvião do delta do Ōta para erguer um castelo e batiza o lugar de Hiroshima, “ilha larga”. A cidade nasce sendo praça-forte e porto ao mesmo tempo.
1600–1619 · Fukushima e depois os Asano
Derrotado em Sekigahara, o clã Mōri perde o domínio para Fukushima Masanori em 1600. A partir de 1619 o clã Asano governa Hiroshima sem interrupção até a abolição dos domínios.
1871–1889 · Do domínio à cidade moderna
A reforma Meiji dissolve o domínio e cria a província de Hiroshima em 1871. Em 1º de abril de 1889 a cidade é oficialmente incorporada e o porto de Ujina é inaugurado no mesmo ano.
1894–1895 · Capital de guerra provisória
Na guerra contra a China, o quartel-general imperial se muda para o castelo de Hiroshima e a Dieta chega a se reunir na cidade. Ujina vira o principal ponto de embarque de tropas do país, papel que se repete em 1904 e nas décadas seguintes.
1912 · Chegam os bondes
A Hiroshima Denki Kidō, hoje Hiroden, abre a primeira linha elétrica em novembro de 1912. A rede sobreviveu a tudo e continua sendo o eixo do transporte urbano.
6 ago 1945 · A bomba atômica
Às 8h15 uma bomba de urânio explode a cerca de 600 m de altura sobre o centro, perto da ponte Aioi. Morrem entre 70 e 80 mil pessoas de imediato e cerca de 140 mil até o fim de dezembro, entre ferimentos, queimaduras e radiação.

1949 · Lei da Cidade Memorial da Paz
Uma lei nacional promulgada em 6 de agosto de 1949 destina terreno e verba do Estado para reconstruir Hiroshima como cidade-memorial. No mesmo ano o projeto de Kenzō Tange vence o concurso do parque.

1950–1958 · Carp, museu e castelo
O time de beisebol Hiroshima Carp é criado em 1950 com dinheiro doado pela população em barris de rua e vira símbolo civil da retomada. O Museu Memorial da Paz abre em 1955 e o torreão do castelo é refeito em concreto armado em 1958.

1996 · Cúpula da Bomba e Itsukushima no Patrimônio Mundial
A Cúpula da Bomba Atômica e o santuário de Itsukushima, em Miyajima, entram na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO na mesma sessão, em dezembro de 1996. A inscrição da Cúpula foi contestada por Estados Unidos e China na época.

2016 · A visita de Obama
Em 27 de maio de 2016 Barack Obama se torna o primeiro presidente americano no cargo a visitar o parque memorial. Ficou cerca de 50 minutos, depositou uma coroa, abraçou o sobrevivente Shigeaki Mori e apertou a mão de Sunao Tsuboi.
Ilustração com IA2023–2026 · G7, Nobel e obras
A cidade sediou a cúpula do G7 em maio de 2023, e em 2024 a Nihon Hidankyo, confederação de sobreviventes, recebeu o Nobel da Paz. Em março de 2025 abriu o novo prédio da estação, em agosto de 2025 o bonde passou a entrar no segundo andar dela, e em 22 de março de 2026 o torreão do castelo fechou para visitação.

História completa
Mōri Terumoto projeta a cidade no delta do Ōta em 1589
Hiroshima é uma cidade projetada. Em 1589 Mōri Terumoto desceu do castelo de montanha de Yoshida-Kōriyama para o delta do Ōta em busca de água navegável e terra plana, e fundou uma cidade-castelo de traçado geométrico entre os braços do rio. Depois de Sekigahara, em 1600, o domínio passou a Fukushima Masanori e, em 1619, ao clã Asano, que governou por 250 anos e deixou o jardim Shukkei-en e a rede de canais que ainda organiza o centro. Quando os domínios foram abolidos em 1871, Hiroshima já era o maior mercado do oeste japonês.
Hiroshima vira base militar do Japão
Foi a presença militar que transformou a cidade. Em 1889 a cidade foi incorporada e o porto militar de Ujina inaugurado; cinco anos depois, na guerra contra a China, o imperador Meiji mudou o quartel-general imperial para dentro do castelo e a Dieta se reuniu ali. Hiroshima virou a articulação logística das guerras do Japão: o Segundo Exército Geral tinha sede na cidade, havia depósitos, arsenais, hospitais militares e o estaleiro em Kure, a 20 km. Foi essa concentração militar, somada ao terreno plano e à ausência de campos de prisioneiros aliados conhecidos, que colocou a cidade no topo da lista de alvos americanos em 1945.
8h15 de 6 de agosto de 1945
Às 8h15 de 6 de agosto de 1945 a bomba explodiu a cerca de 600 m de altitude, sobre o bairro comercial de Nakajima. O bairro inteiro, com seus milhares de moradores, deixou de existir; o centro foi apagado num raio de dois quilômetros; entre 70 e 80 mil pessoas morreram no mesmo dia e cerca de 140 mil até dezembro, numa cidade que tinha em torno de 350 mil habitantes contando os militares. Os anos seguintes trouxeram a doença da radiação, o estigma sobre os sobreviventes, os hibakusha, e a censura da ocupação americana sobre as imagens e os relatos, que só se afrouxou em 1952.
A reconstrução foi decidida por lei
A reconstrução foi decidida por lei. A Lei da Cidade Memorial da Paz, de 6 de agosto de 1949, deu à cidade terrenos do Estado e recursos, e o projeto vencedor de Kenzō Tange desenhou o Parque Memorial exatamente sobre o antigo Nakajima, com um eixo que alinha o museu, o cenotáfio e a ruína da Cúpula. A avenida da Paz, de 100 metros de largura, foi aberta como aceiro contra incêndios e virou o eixo leste-oeste da cidade. Ao mesmo tempo, a economia se reergueu com a indústria naval e siderúrgica da baía e com a Toyo Kogyo, a futura Mazda, fundada em Hiroshima em 1920 e instalada na vizinha Fuchū desde 1931. Depois da bomba, foi no prédio dela que o governo da província de Hiroshima funcionou provisoriamente.
Memória e obra pública ao mesmo tempo
Da década de 1990 para cá a cidade conjuga duas agendas. Como cidade-memorial, mantém a rede Mayors for Peace, sediou a cúpula do G7 em maio de 2023 e viu a Nihon Hidankyo receber o Nobel da Paz em 2024, num momento em que a média de idade dos sobreviventes já passava dos 85 anos. Como cidade comum, investe em obras: o novo edifício da estação, aberto em março de 2025, a entrada do bonde no segundo andar dela em agosto de 2025, o estádio Edion Peace Wing inaugurado em fevereiro de 2024 ao lado do castelo, e o fechamento do torreão de concreto em março de 2026 enquanto se decide se ele será refeito em madeira ou apenas reforçado.
Entre 70 e 80 mil pessoas morreram no dia da bomba, e cerca de 140 mil até dezembro de 1945, numa cidade de uns 350 mil habitantes.
Geografia e forma da cidade
O delta, os morros e o mar
Hiroshima ocupa o delta do rio Ōta, que se abre em seis braços antes de entrar na baía: praticamente todo o centro está sobre aluvião e sobre aterro, o que explica o nome “ilha larga” e a quantidade de pontes (mais de 2.500 na cidade). O centro é plano e traçado em quadras regulares entre os canais, cercado por morros baixos que fecham o horizonte: Futabayama a nordeste, Hijiyama a sudeste (71 m), Ōgonzan a oeste, e ao fundo o Misen, de 535 m, na ilha de Miyajima. O mar interior de Seto, protegido por ilhas em quase todos os lados, dá à região o clima Setouchi: pouca chuva, muitos dias de sol, verões abafados sem vento.
A malha do pós-guerra e as encostas
A malha atual é resultado do plano de reconstrução do pós-guerra: a avenida da Paz com 100 m de largura cortando a cidade no sentido leste-oeste, o Parque Memorial ocupando a ponta entre os rios Motoyasu e Honkawa, e as linhas de bonde da Hiroden costurando Aioi-dōri e Rijō-dōri. A expansão recente subiu pelos vales dos afluentes, em Asaminami e Asakita, terreno de encosta que já produziu deslizamentos graves em 2014 e nas chuvas de 2018.
A avenida da Paz, de 100 metros de largura, foi aberta na reconstrução como faixa para barrar incêndios.
Cultura
Beisebol e futebol movimentam Hiroshima
Duas instituições organizam a vida coletiva. O Hiroshima Carp, time de beisebol criado em 1950 com doações depositadas em barris na rua, é literalmente propriedade de uma empresa local e joga no Mazda Zoom-Zoom Stadium desde 2009; em dia de jogo, o vermelho toma o bonde e a estação. O Sanfrecce Hiroshima, do futebol, tem três títulos nacionais na década de 2010 e desde fevereiro de 2024 joga no Edion Peace Wing, estádio novo no centro, ao lado do castelo. Foi a primeira vez em décadas que a cidade teve futebol de primeira divisão a pé do centro.
O museu, as escolas e os bares de jazz
A cultura da memória é uma indústria séria e cotidiana: a Fundação da Cultura de Paz mantém o museu e o arquivo de depoimentos, escolas do país inteiro fazem viagem de estudo à cidade, e sobreviventes ainda dão testemunho em salas do museu, embora a média de idade já passe dos 85 anos. A rede Mayors for Peace foi fundada aqui em 1982 e reúne milhares de prefeituras. Nada disso impede que a cidade tenha uma cena de bares de jazz e de música ao vivo em Yokogawa e Nagarekawa, uma orquestra sinfônica desde 1963 e apresentações noturnas de kagura, o teatro dançado de máscaras do norte da província, com dragões e espadas.
Livros, mangá e cinema sobre a bomba atômica
Hiroshima também é o assunto de obras que a explicam melhor que qualquer folheto: a reportagem “Hiroshima”, de John Hersey, publicada de uma vez na New Yorker em agosto de 1946; o romance “Chuva Negra”, de Masuji Ibuse, de 1965, filmado por Shohei Imamura em 1989; o mangá “Gen Pés Descalços”, que Keiji Nakazawa começou em 1973 a partir da própria infância; e a animação “Neste Canto do Mundo” (2016), que trata do cotidiano doméstico em Kure e Hiroshima antes e depois de agosto de 1945.
Um vagão cheio de gente vestida de vermelho é sinal de dia de jogo do Carp, o time de beisebol da cidade.
Festas e eventos

Cerimônia Memorial da Paz
6 de agosto, das 8h às 8h45 no Parque da Paz, com um minuto de silêncio às 8h15 e a leitura da declaração de paz do prefeito. À noite, milhares de lanternas de papel descem o rio Motoyasu diante da Cúpula; a cidade lota e os hotéis costumam esgotar com meses de antecedência.

Hiroshima Flower Festival
3 a 5 de maio, na avenida da Paz, com desfiles, bandas escolares e palcos ao longo de mais de um quilômetro. É o maior evento de rua do ano, com público que passa de um milhão de pessoas em três dias.
Ilustração com IATōkasan
Primeiro fim de semana de junho, em torno do templo Enryū-ji, perto de Hondōri. Marca a abertura da temporada de yukata: milhares de pessoas circulam de quimono leve entre barracas, e muitas lojas alugam a roupa para quem chegou sem.

Kangensai de Miyajima
Entre julho e agosto, conforme o calendário lunar (17º dia do 6º mês); em 2026, cai em 30 de julho. Barcas iluminadas levam músicos de corte tocando gagaku pelo mar em frente ao torii, num rito que vem do século XII.

Sake Matsuri de Saijō
Um fim de semana de outubro em Higashi-Hiroshima, a 40 minutos de trem. Centenas de saquês de todo o país são servidos em degustação por ingresso único, e as sete cervejarias do bairro abrem os pátios.
Livros e filmes
“Hiroshima”, de John Hersey (1946)
Reportagem publicada de uma vez só em toda uma edição da New Yorker em agosto de 1946, seguindo seis sobreviventes hora a hora. É o texto que fez o mundo entender a bomba em escala de pessoas e não de tonelagem.
“Gen Pés Descalços”, de Keiji Nakazawa (1973)
Mangá autobiográfico de um autor que tinha 6 anos em 6 de agosto de 1945 e perdeu quase toda a família. Mostra também o pós-guerra, a fome, o mercado negro e o estigma sobre os sobreviventes.
“Neste Canto do Mundo”, de Sunao Katabuchi (2016)
Animação sobre uma jovem que se casa em Kure e leva a vida doméstica entre 1944 e 1945, com Hiroshima ao fundo. Reconstrói ruas, preços e receitas da época e explica a região melhor que qualquer documentário.
Perguntas frequentes
Hiroshima: quanto tempo reservar para o Parque e o Museu da Paz?
Eu reservaria uma manhã para o Museu e o Parque da Paz, incluindo uma pausa; a duração varia com a exposição e o ritmo de cada pessoa. Miyajima merece outro dia, contando o deslocamento de trem ou bonde e balsa.
Hiroshima: quanto tempo leva o Shinkansen desde Tóquio e Osaka?
Muita gente chega de Shinkansen: são cerca de 4 horas desde Tóquio, 1h25 de Shin-Osaka e 1 hora de Hakata (Fukuoka).
Hiroshima: como chegar a Kure e o que há lá?
Kure fica a 35 minutos de trem, por cerca de ¥510, e foi o estaleiro que construiu o encouraçado Yamato em 1941. Hoje o Museu Yamato expõe uma maquete de 26 m do navio, e do outro lado da rua se entra no submarino Akishio, exposto em terra.
Hiroshima: como é o clima?
O clima é subtropical úmido, mas suavizado pelo mar interior: chove menos que na média japonesa e há muitos dias claros.
Hiroshima: por que o Parque da Paz é tratado como cemitério?
Sob o Memorial dos Não Identificados estão as cinzas de dezenas de milhares de pessoas, e o parque inteiro é o antigo bairro de Nakajima.
Outras cidades do país
Japão ↗- Dias
- 3–5
- Quando
- mar–abr · out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 20.000–30.000 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Sem voos; compras maiores variam. Os valores são uma estimativa do guia.
- Dias
- 3–4
- Quando
- Primavera e outono
- Por pessoa/dia
- Média de 15.000–20.000 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- mar–abr · out–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 9.000–15.000 JPYPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.







