
Estados Unidos
Nova York
Broadway, museus, parques e bairros para comer
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Não é viagem de descanso: a cidade não tem hora vazia, e um quarto silencioso custa caro, com diárias de US$ 280–420. Com um único dia, pegue a balsa de Staten Island às 8h30 e suba a pé até o Memorial do 11 de Setembro. Almoce no Chinatown e atravesse a Ponte do Brooklyn no fim da tarde. A Times Square decepciona, com personagens fantasiados cobrando pela foto e painéis acesos por lei da prefeitura, e quinze minutos bastam. O que vale ali é o guichê do TKTS, que vende ingresso do dia para a Broadway com até 50% de desconto.
4–5
Quando Abril a junho, e setembro a outubro
Como o guia chega a este número
As duas janelas confortáveis são abril a junho e setembro a outubro, com 15–25 °C, dias longos e chuva curta. O verão vai de meados de junho a meados de setembro, com máximas de 28–33 °C, umidade alta e ondas de calor em que a sensação passa de 38 °C; a plataforma do metrô é mais quente que a rua e os trens são gelados, então vale levar uma camisa a mais em agosto. O inverno vai de dezembro a março, com máximas de 3–7 °C, mínimas abaixo de zero e cerca de 65 cm de neve por ano em média, concentrados em janeiro e fevereiro. A chuva se distribui pelos doze meses, cerca de 1.200 mm por ano, sem estação seca; setembro e outubro trazem restos ocasionais de furacão. A alta temporada de preço vai do fim de novembro a 1º de janeiro, quando a diária de hotel chega a dobrar, e volta em maio e junho; janeiro e fevereiro têm os hotéis mais baratos do ano. Agosto pesa: calor abafado, cidade cheia de turistas e metade dos moradores fora.
Por pessoa/dia US$ 180–320 por pessoa em padrão médio (2026)
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaReserve quatro ou cinco dias, o bastante para sair de Manhattan e conhecer o Brooklyn e o Queens. Não é viagem de descanso: a cidade não tem hora vazia, e um quarto silencioso custa caro, com diárias de US$ 280–420. Com um único dia, pegue a balsa de Staten Island às 8h30 e suba a pé até o Memorial do 11 de Setembro. Almoce no Chinatown e atravesse a Ponte do Brooklyn no fim da tarde. A Times Square decepciona, com personagens fantasiados cobrando pela foto e painéis acesos por lei da prefeitura, e quinze minutos bastam. O que vale ali é o guichê do TKTS, que vende ingresso do dia para a Broadway com até 50% de desconto.Do convés da balsa gratuita de Staten Island, a ponta sul de Manhattan aparece inteira, com os arranha-céus saindo da água. Nova York reúne cinco distritos sob uma só prefeitura desde 1898, e 36% dos moradores nasceram em outro país. Por isso a comida segue as linhas do metrô: dim sum no Chinatown, jantar sulista no Harlem, balcões chineses em Flushing e bagel em Williamsburg. Arte e parque dividem o eixo da Quinta Avenida. O Metropolitan fica na borda do Central Park de Olmsted e Vaux, e mais ao sul, na rua 53, o MoMA guarda “A Noite Estrelada”. À noite, escolha entre um musical da Broadway, com desconto no guichê do TKTS, e os sets de jazz do Village Vanguard. Venha de abril a junho ou em setembro e outubro, e reserve quatro ou cinco dias para cruzar o East River até o Brooklyn e o Queens.
Ficha rápida
- População
- cerca de 8,5 mi na cidade; cerca de 20 mi na região metropolitana
- Fundação
- 1624, como Nova Amsterdã, posto holandês; rebatizada Nova York em 1664
- País e região
- Estados Unidos, estado de Nova York, costa atlântica nordeste
- Idioma
- Inglês; espanhol como segunda língua de rua; mais de 200 idiomas na cidade
- Moeda
- Dólar americano (US$); o imposto de 8,875% não vem no preço da etiqueta
- Fuso
- UTC−5 no inverno; UTC−4 no horário de verão (2º domingo de março a 1º domingo de novembro)
- Melhor época
- Abril a junho, e setembro a outubro
- Custo médio por dia
- US$ 180–320 por pessoa em padrão médio (2026)
Quando ir
Abril a junho, e setembro a outubro
janeiro
-2° a 4°C
93 mm de chuva
fevereiro
-1° a 6°C
81 mm de chuva
março
2° a 10°C
109 mm de chuva
julho
21° a 29°C
117 mm de chuva
agosto
21° a 29°C
116 mm de chuva
novembro
6° a 12°C
91 mm de chuva
dezembro
1° a 7°C
111 mm de chuva
O que muda ao longo do ano
As duas janelas confortáveis são abril a junho e setembro a outubro, com 15–25 °C, dias longos e chuva curta. O verão vai de meados de junho a meados de setembro, com máximas de 28–33 °C, umidade alta e ondas de calor em que a sensação passa de 38 °C; a plataforma do metrô é mais quente que a rua e os trens são gelados, então vale levar uma camisa a mais em agosto. O inverno vai de dezembro a março, com máximas de 3–7 °C, mínimas abaixo de zero e cerca de 65 cm de neve por ano em média, concentrados em janeiro e fevereiro. A chuva se distribui pelos doze meses, cerca de 1.200 mm por ano, sem estação seca; setembro e outubro trazem restos ocasionais de furacão. A alta temporada de preço vai do fim de novembro a 1º de janeiro, quando a diária de hotel chega a dobrar, e volta em maio e junho; janeiro e fevereiro têm os hotéis mais baratos do ano. Agosto pesa: calor abafado, cidade cheia de turistas e metade dos moradores fora.
Os mesmos números em tabela
| Mês | Temperatura °C | Chuva mm |
|---|---|---|
| janeiro | -2 a 4 | 93 |
| fevereiro | -1 a 6 | 81 |
| março | 2 a 10 | 109 |
| abril · | 8 a 17 | 104 |
| maio · | 13 a 22 | 101 |
| junho · | 18 a 27 | 115 |
| julho | 21 a 29 | 117 |
| agosto | 21 a 29 | 116 |
| setembro · | 17 a 25 | 110 |
| outubro · | 11 a 18 | 111 |
| novembro | 6 a 12 | 91 |
| dezembro | 1 a 7 | 111 |
Dicas do Nilo
No OMNY, use um só cartão a semana inteira
A 13ª viagem e as seguintes saem de graça, com teto de US$ 35. Cada pessoa precisa do seu cartão ou do seu telefone: dividir um entre duas joga o teto fora. Um cartão OMNY físico custa US$ 2 para quem não quer usar o do banco.
No fim de semana, confira as obras no cartaz da plataforma
O mapa da parede ignora as obras, e várias linhas trocam de rota. Confira também o aplicativo antes de descer. De sexta à noite a segunda de manhã, conte alguns minutos a mais em cada trajeto.
Pegue a balsa gratuita de Staten Island às 8h30
Às 8h30 dá para voltar no barco seguinte e subir a pé até o Memorial do 11 de Setembro. Sai do Whitehall a cada 15–30 minutos e leva 25 minutos. A Estátua da Liberdade fica a estibordo. Fique no deque de fora.
Peça a fatia que sai do forno, por US$ 4–5
Não peça a que espera na vitrine. A fatia se come dobrada ao meio. No carrinho halal, o frango com arroz amarelo sai por US$ 10–14, e a fila costuma ser menor ao meio-dia do que à noite.
No TKTS, compre só no guichê
Na fila, gente oferece ingresso “do TKTS”, mas o TKTS só vende no guichê. O ingresso do dia sai com até 50% de desconto, e a fila começa a se formar às 15h. Na bilheteria cheia, a Broadway custa US$ 80–250, e uma peça off-Broadway sai por US$ 40–70.
No Metropolitan, pergunte na bilheteria antes do totem
Quem não mora no estado paga cerca de US$ 30, e moradores do estado de Nova York e estudantes de NY, NJ e CT pagam quanto quiserem. O bilhete vale três dias e inclui os Cloisters, em Washington Heights. No MoMA, vá cedo, porque a partir das 13h as galerias lotam, e as noites gratuitas de sexta são de quem mora no estado.
Explorar o mapa
Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Nova York: O arquipélago, o xisto e o East River
Nova York ocupa um arquipélago na foz do Hudson, e de todos os distritos só o Bronx fica em terra continental. Manhattan tem 21,6 km de comprimento por 3,7 km na parte mais larga: acima da rua 14, a grade de 1811 organiza as ruas numeradas e as avenidas, e abaixo dela continua o traçado colonial, com ruas de nome que viram sem aviso.

Central Park
341 hectares desenhados por Olmsted e Vaux a partir de 1858, com rochas, lagos e passagens em desnível para separar carro de pedestre, uma solução inédita na época. A entrada é franca, e do Bethesda Terrace ao Reservoir é cerca de 1 km de caminhada.
É o melhor passeio gratuito de Manhattan: 341 hectares de rochas, lagos e passagens em desnível desenhados por Olmsted e Vaux. Vá cedo e caminhe do Bethesda Terrace ao Reservoir, cerca de 1 km.
Consultar acesso

Memorial e Museu do 11 de Setembro
Duas piscinas quadradas ocupam as pegadas exatas das torres, e na borda estão gravados em bronze os 2.983 nomes das vítimas de 2001 em Nova York, no Pentágono e no voo 93, e das seis do atentado de 1993. O memorial ao ar livre é gratuito; o museu subterrâneo cobra entrada e leva 2–3 horas.
É essencial porque o memorial ao ar livre é gratuito, se vê em pouco tempo e reúne no bronze os nomes das vítimas de 2001 e de 1993 sobre as pegadas das torres. Se tiver de 2 a 3 horas, desça também ao museu subterrâneo, que cobra entrada.
Consultar acesso

Metropolitan Museum of Art
Dois milhões de peças em 5 mil anos, do templo egípcio de Dendur às armaduras e à pintura europeia. Não residentes pagam entrada cheia (cerca de US$ 30); moradores do estado de Nova York e estudantes de NY, NJ e CT pagam quanto quiserem. O bilhete vale três dias, incluindo os Cloisters.
Vai do templo de Dendur às armaduras e à pintura europeia; o de fora paga a cheia, cerca de US$ 30.
Consultar acesso

Ponte do Brooklyn
Aberta em 1883, primeira ponte pênsil de cabos de aço do mundo, 1,8 km de passarela de madeira suspensa acima do tráfego. São cerca de 40 minutos a pé. No sentido Brooklyn → Manhattan, o skyline fica de frente durante toda a travessia; saindo de Manhattan no fim da tarde, a vista de frente vem na chegada, do Brooklyn Bridge Park, com o pôr do sol atrás dos prédios.
É essencial porque a passarela de madeira de 1,8 km, suspensa sobre o tráfego, dá o skyline de Manhattan durante a travessia inteira. Atravesse no sentido Brooklyn → Manhattan para ter a vista de frente nos 40 minutos de caminhada, ou saia de Manhattan no fim da tarde e veja o pôr do sol do Brooklyn Bridge Park.
Consultar acesso

Museum of Modern Art (MoMA)
Coleção que define o cânone da arte moderna: “A Noite Estrelada”, “Les Demoiselles d'Avignon”, os nenúfares de Monet numa sala própria. Fica na rua 53 e enche depois das 13h. As noites gratuitas de sexta valem só para residentes do estado de Nova York, com reserva, e o visitante de fora paga a entrada.
Vale pela coleção que define o cânone da arte moderna, com A Noite Estrelada, Les Demoiselles d'Avignon e os nenúfares de Monet numa sala própria. Chegue cedo, porque o museu enche depois das 13h, e conte com pagar a entrada: as noites gratuitas de sexta são só para residentes do estado de Nova York.
Consultar acesso

Empire State Building
381 m até o telhado, 443 m com a antena; terminado em 1931 em 410 dias de obra. Os mirantes ficam no 86º andar, ao ar livre, e no 102º, fechado; cerca de US$ 45–90 conforme o andar e o horário, com fila menor logo na abertura.
Vale pelo mirante ao ar livre do 86º andar, no prédio de 381 m terminado em 1931. Vá logo na abertura, quando a fila é menor, e decida antes se o 102º andar, fechado, justifica pagar perto de US$ 90 em vez de US$ 45.
Consultar acesso

Grand Central Terminal
Inaugurada em 1913, 44 plataformas, o maior número de qualquer estação do mundo. O teto do saguão traz um céu de 2.500 estrelas pintado ao contrário, erro nunca corrigido; embaixo, a galeria dos sussurros leva a voz de um canto ao outro do arco.
Inaugurada em 1913, com 44 plataformas, mostra no forro do vestíbulo um céu de 2.500 estrelas pintado ao contrário e nunca corrigido, e o arco leva um cochicho de um canto ao outro.
Consultar acesso

The High Line
2,3 km de parque linear sobre um ramal ferroviário elevado de 1934, desativado em 1980 e reaberto como parque a partir de 2009. Vai da Gansevoort Street à rua 34, atravessa Chelsea e termina no complexo de Hudson Yards; entrada franca.
A entrada é franca e o parque de 2,3 km atravessa Chelsea, da Gansevoort Street à rua 34, sobre o ramal de 1934 reaberto a partir de 2009.
Consultar acesso

Estátua da Liberdade e Ellis Island
Inaugurada em 28 de outubro de 1886, 93 m com o pedestal, cobre repuxado sobre estrutura de Gustave Eiffel. A balsa parte do Battery Park e o ingresso inclui Ellis Island; o acesso à coroa exige reserva com meses de antecedência e 162 degraus.
Os 93 m da estátua se veem de graça do deque da balsa de Staten Island, em 25 minutos de travessia com ela a estibordo. Subir à coroa exige reserva com meses de antecedência e 162 degraus, e a travessia com Ellis Island ocupa o dia inteiro.
Consultar acesso
O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · A baía, o sul da ilha e a ponte
Embarque às 8h30 na balsa de Staten Island, no Whitehall Terminal, gratuita e com saídas a cada 15–30 minutos. São 25 minutos de travessia com a Estátua da Liberdade a estibordo, e dá para voltar no barco seguinte.
Suba a pé até o Memorial do 11 de Setembro, onde as duas piscinas ocupam as pegadas exatas das torres; o memorial ao ar livre é gratuito e o museu subterrâneo pede 2–3 horas.
Almoce no Chinatown, entre as ruas Mott, Bayard e Grand: dim sum ou uma tigela de macarrão por US$ 10–18.
Atravesse a passarela da Ponte do Brooklyn até DUMBO, 1,8 km em cerca de 40 minutos, e desça ao Brooklyn Bridge Park para o pôr do sol com Manhattan de frente.
Jante no Brooklyn e volte pelas linhas A, F ou R, 20 minutos até o centro de Manhattan.
Dia 2 · Parque, museus e Harlem
Entre no Central Park pela rua 59 e siga até o Bethesda Terrace e o Lago; 3–4 km de caminhada levam cerca de 1h30 com paradas.
Visite o Metropolitan Museum of Art, na 5ª Avenida com a rua 82, onde duas horas dão para o templo de Dendur, a ala americana e a pintura europeia. Confira na bilheteria a política de preço: moradores do estado e estudantes de NY, NJ e CT pagam quanto quiserem.
Almoce no Upper West Side ou compre um pretzel e um hot dog de carrinho e coma sentado no parque, US$ 8–12.
Pegue o metrô da linha 2 ou 3 até a 125th Street, no Harlem, para ver a fachada do Apollo Theater (1914) e o Studio Museum, e jante comida sulista ou senegalesa na Frederick Douglass Boulevard.
Termine com jazz no Village Vanguard, aberto em 1935, com sets às 20h e às 22h e US$ 30–45 de entrada. O ingresso só se compra no site do clube, até uma hora antes do show.
Dia 3 · Brooklyn, Queens e um espetáculo
Tome o café da manhã com bagel no Brooklyn, em Williamsburg ou Park Slope, por US$ 6–12.
Ande pela Bedford Avenue e desça até a margem do East River para ver Manhattan do outro lado; de abril a outubro, o Smorgasburg reúne dezenas de barracas de comida aos sábados.
Pegue a linha 7 até Flushing, no Queens: almoce nos balcões do Golden Shopping Mall ou nos salões da Main Street, US$ 10–18.
Volte pela 7 até Long Island City e escolha entre o MoMA PS1 e o Gantry Plaza State Park no fim da tarde, com vista frontal de Midtown.
À noite, veja um espetáculo: o guichê TKTS da Times Square vende ingresso do dia com até 50% de desconto, com fila a partir das 15h, e uma peça off-Broadway sai por US$ 40–70.
Dia 4 · Prospect Park, Greenpoint e Bushwick
Comece de manhã no Prospect Park, dos mesmos autores do Central Park, e entre no Museu do Brooklyn logo ao lado.
Ande pelas casas de arenito de Park Slope e pegue a linha G, que corta o Brooklyn sem passar por Manhattan, até Greenpoint, no norte do bairro, na margem do East River.
Em Greenpoint, onde ainda vive uma colônia polonesa, peça um egg cream numa lanchonete de balcão: leite, água com gás e o xarope de chocolate Fox's U-Bet, inventado no Brooklyn.
Siga a pé pelos murais e as lojas de disco até Bushwick e reserve a noite para um dos clubes do bairro, que só enchem depois da 1h.
Os bares da cidade fecham às 4h: não tenha pressa de voltar para Manhattan.
Se ficar mais
Dia 5 · Astoria e Jackson Heights
Comece a manhã em Astoria, o bairro grego e do Oriente Médio do Queens, o distrito mais diverso do país em idiomas.
Pegue a linha 7 até Jackson Heights e ande pelos dez quarteirões em que colombianos, tibetanos e indianos moram lado a lado.
Almoce no carrinho halal, que tem fila menor ao meio-dia do que à noite: frango grelhado sobre arroz amarelo, salada, molho branco e molho picante vermelho, por US$ 10–14.
À noite, jante num restaurante colombiano ou tibetano de Jackson Heights, perto da estação da linha 7.
Volte a Manhattan de metrô pela mesma linha 7.
Comida
Ilustração com IAFatia de pizza (“slice”)
Massa fina de forno a gás, dobrada ao meio para comer em pé. US$ 4–5 a fatia simples nas pizzarias de balcão; a regra local é comprar onde a fatia sai quente do forno, não da vitrine.
Ilustração com IABagel com cream cheese e lox
Massa fervida antes de assar, o que dá a casca lisa; “lox” é salmão curado em salmoura, servido com alcaparra e cebola roxa. Café da manhã de US$ 6–12; peça “toasted with a schmear” para o pão tostado com a porção de cream cheese.
Ilustração com IAPastrami on rye
Peito bovino curado, defumado e cozido no vapor, fatiado alto sobre pão de centeio com mostarda. Nasceu nos delis judaicos do Lower East Side no fim do século XIX; o sanduíche custa US$ 25–30 nas casas antigas e dá para dois.
Ilustração com IAFrango com arroz do carrinho halal
Frango grelhado picado sobre arroz amarelo, salada, molho branco e molho picante vermelho. Vendido em carrinhos por egípcios, bangladeshis e afegãos desde os anos 1990; US$ 10–14 o prato, à noite as filas são maiores que ao meio-dia.
Ilustração com IAHot dog e pretzel de carrinho
A salsicha vem de água quente, com mostarda e cebola cozida em molho vermelho; o pretzel é assado, salgado grosso, do tamanho de duas mãos. US$ 3–6 cada; é comida de calçada, não de refeição.
Ilustração com IACheesecake nova-iorquino
Cream cheese em quantidade, base de biscoito, assado em banho-maria: denso, sem gelatina, servido gelado e sem cobertura na versão clássica. Uma fatia alimenta duas pessoas e custa US$ 10–14.
Ilustração com IADim sum e comida chinesa regional
Bolinhos servidos em carrinhos no Chinatown de Manhattan e nos salões de Flushing, no Queens, onde há também cozinha de Sichuan, Xi'an e Dongbei. Almoço de US$ 10–18; em Flushing, o Golden Shopping Mall funciona como praça de alimentação de balcões independentes.
Ilustração com IAEgg cream e black-and-white cookie
O egg cream não leva ovo nem creme: é leite, água com gás e xarope de chocolate Fox's U-Bet, inventado no Brooklyn por volta de 1900. O biscoito preto e branco é um bolo achatado com metade de glacê de baunilha e metade de chocolate, vendido em qualquer padaria por US$ 3–5.
Bate-voltas

Beacon, no vale do Hudson
80 km ao norte. Trem Metro-North da linha Hudson saindo do Grand Central, 1h20 e US$ 20–35 ida e volta, com o rio à esquerda o percurso inteiro. O museu Dia Beacon ocupa uma antiga fábrica de embalagens da Nabisco, com 28 mil m² de arte minimalista iluminada só por luz natural; fecha em alguns dias da semana fora do verão.

Storm King Art Center
O Storm King Art Center fica 95 km ao norte, em New Windsor, a cerca de 1h30 de carro ou 2h de ônibus com traslado saindo da Port Authority. São 200 hectares de colinas com esculturas ao ar livre de Calder, Serra e di Suvero; abre de abril a novembro e fecha no inverno.

Filadélfia
150 km a sudoeste. Amtrak da Penn Station em 1h15–1h30, US$ 40–120 conforme a antecedência, ou ônibus em 2h–2h30 por US$ 15–30. Dá para ver o Independence Hall, o Sino da Liberdade e o Museu de Arte no mesmo dia e voltar à noite.
Por onde começar
A baía, o sul da ilha e a ponte

Embarque às 8h30 na balsa de Staten Island, no Whitehall Terminal, gratuita e com saídas a cada 15–30 minutos. São 25 minutos de travessia com a Estátua da Liberdade a estibordo, e dá para voltar no barco seguinte.
Parque, museus e Harlem

Entre no Central Park pela rua 59 e siga até o Bethesda Terrace e o Lago; 3–4 km de caminhada levam cerca de 1h30 com paradas.
Brooklyn, Queens e um espetáculo

Tome o café da manhã com bagel no Brooklyn, em Williamsburg ou Park Slope, por US$ 6–12.
Dinheiro
A moeda é o dólar americano e o cartão é aceito em praticamente tudo, inclusive em carrinhos de rua e ônibus; algumas mercearias ainda exigem mínimo de US$ 10 no cartão, e caixas eletrônicos de loja cobram US$ 3–5 de taxa. Duas somas não aparecem no preço anunciado, então a etiqueta nunca é o preço final: o imposto de vendas de 8,875%, cobrado no caixa (roupas e calçados abaixo de US$ 110 por peça são isentos) e a gorjeta, que em restaurante com serviço de mesa é de 18–20% e no balcão de bar é de US$ 1–2 por bebida; as maquininhas costumam sugerir 20%, 25% e 30%, e você pode digitar outro valor sem que nada aconteça. Faixas de 2026: café filtrado US$ 4–6, fatia de pizza US$ 4–5, almoço rápido US$ 15–25, jantar médio US$ 45–80 por pessoa com uma bebida, chope US$ 9–12, drinque US$ 18–22, ingresso de museu US$ 25–35, Broadway US$ 80–250. Hotel de padrão médio fica em US$ 280–420 a diária, mais cerca de 15% de impostos e taxas fixas por quarto; hostel ou quarto compartilhado, US$ 60–110. Brasileiros precisam de visto B1/B2, porque o Brasil não participa do programa de isenção; a taxa do formulário DS-160 é de US$ 185 e há uma taxa adicional de integridade de US$ 250 aprovada em 2025 cuja cobrança para turismo seguia suspensa em 2026: confirme no consulado antes de viajar.
Do aeroporto ao centro
Estimativa do guia
Deslize para comparar todas as colunas
| Trajeto | Tempo | Preço |
|---|---|---|
| JFK → Penn Station · AirTrain e LIRR | 50–70 min | AirTrain cerca de US$ 8,50, mais o trem |
| JFK → Manhattan · táxi amarelo | 45–90 min | US$ 95–115 na prática |
| LaGuardia → metrô em Jackson Heights · ônibus Q70 | 10–15 min | grátis |
| LaGuardia → Midtown · táxi | varia | US$ 40–60 |
| Newark → Penn Station · AirTrain e NJ Transit | 45 min | cerca de US$ 17 |
| Newark → Manhattan · táxi ou aplicativo | varia | mais de US$ 90 |
Como chegar e se locomover

Aeroportos de Nova York: JFK, LaGuardia e Newark
São três aeroportos, e a escolha decide o seu primeiro dia. JFK fica a 24 km do centro: o AirTrain (cerca de US$ 8,50) liga os terminais ao metrô das linhas A e E, em Howard Beach ou Jamaica, ou ao trem LIRR até a Penn Station, que é o caminho mais rápido, entre 50 e 70 minutos no total; o táxi amarelo cobra tarifa fixa JFK–Manhattan de US$ 70, mais pedágios, taxas e gorjeta, o que dá US$ 95–115 na prática, em 45–90 minutos. LaGuardia fica a 13 km e não tem trem: o ônibus Q70 SBS é gratuito e leva aos metrôs 7, E, F, M e R em Jackson Heights e Woodside em 10–15 minutos, enquanto o táxi custa US$ 40–60 até Midtown. Newark (EWR) fica em Nova Jersey, a 26 km: AirTrain mais trem da NJ Transit até a Penn Station custa cerca de US$ 17 e leva 45 minutos, e o táxi ou carro de aplicativo passa de US$ 90 com o pedágio do túnel. Reserve 60–90 minutos de deslocamento para qualquer aeroporto, e mais em dia de chuva.
Metrô: 24 horas, 472 estações, tarifa única
O metrô funciona 24 horas, com 472 estações e 36 linhas, e é o meio mais rápido em quase todo trajeto. A tarifa é única, US$ 3,00 desde 4 de janeiro de 2026, paga por aproximação no OMNY com cartão de crédito, débito ou celular. O MetroCard saiu de circulação e a última recarga foi em 31 de dezembro de 2025; um cartão OMNY físico custa US$ 2. Com o mesmo cartão ou dispositivo em todas as viagens, a 13ª viagem da semana e as seguintes são gratuitas, com teto de US$ 35 por semana, de segunda a domingo. O ônibus cobra o mesmo valor, com transferência gratuita em duas horas; nas linhas SBS (azul-claro), pague na máquina da calçada antes de embarcar e guarde o recibo. Três coisas fazem pagar tarifa à toa: as plataformas “uptown” e “downtown” muitas vezes não se conectam depois da catraca; de sexta à noite a segunda de manhã, várias linhas trocam de rota por causa de obras; e os trens “express” pulam estações. Fora do metrô, a balsa de Staten Island é gratuita e passa ao lado da Estátua da Liberdade, o NYC Ferry custa cerca de US$ 4,50, o Citi Bike cobra por passe diário ou por minuto, o táxi amarelo e os aplicativos funcionam em toda parte, e desde 5 de janeiro de 2025 os carros pagam pedágio urbano de US$ 9 para entrar em Manhattan abaixo da rua 60, repassado na corrida. Caminhar resolve as distâncias curtas: dez ruas numeradas dão cerca de 800 m e se fazem em dez minutos, mas cada quarteirão entre duas avenidas vale por umas três ruas.
Segurança
Nova York está entre as grandes cidades mais seguras dos Estados Unidos por habitante, com cerca de 350–400 homicídios por ano nos últimos anos, quase todos concentrados em conflitos locais e longe das áreas de visita. O risco real para quem chega é de oportunidade: carteirista em vagão lotado, na escada rolante e no aperto da Times Square; bolsa aberta na cadeira do restaurante; celular na mão perto da porta do metrô quando ela está fechando. Na Times Square, personagens fantasiados cobram pela foto depois de tirá-la, vendedores oferecem CD “de graça” e depois exigem pagamento, e há cambistas de ingresso de mirante que vendem bilhete inválido. O preço oficial só existe no guichê ou no site do prédio. À noite, prefira os vagões com mais gente ou o do condutor, marcado por uma placa preta e branca listrada no meio da plataforma, e espere o trem na área demarcada com câmeras. Áreas com índices mais altos, como partes do sul do Bronx, Brownsville e East New York, não estão nos trajetos turísticos. Emergência é 911; para tudo que não é emergência (reclamação, informação, achados e perdidos) o número é 311.
Dicas de etiqueta
Ande à direita e pare fora do fluxo
A calçada funciona como via de trânsito. Quem quer olhar o mapa, atender o telefone ou tirar foto encosta na parede ou no meio-fio; parar no meio da corrente é a infração social mais notada da cidade.
Na escada rolante, direita para ficar, esquerda para andar
No metrô, nos aeroportos e nas lojas, fique à direita na escada rolante e deixe a esquerda livre para quem sobe andando. Bloquear os dois lados com bagagem gera comentário imediato.
Deixe sair antes de entrar no vagão
Posicione-se ao lado da porta, não à frente dela, e entre depois que o fluxo de saída terminar. Segurar a porta atrasa a linha inteira e não reabre nada. O mecanismo não tem sensor como o de elevador.
Gorjeta é parte do salário
Garçons e bartenders podem receber salário-base reduzido por lei estadual, e a gorjeta completa a renda. 18–20% em serviço de mesa, US$ 1–2 por bebida no balcão, US$ 1–2 por mala com carregador, 15–20% no táxi.
Chegue ao balcão com o pedido pronto
Em delis, carrinhos, cafés e pizzarias a fila anda rápido e espera que você já saiba o que quer, inclusive o pão, o queijo e se é para viagem. Decidir na hora trava a fila e provoca impaciência visível.
O cumprimento “How are you?” espera só “good, you?”
A resposta esperada é “good, you?” e a conversa segue. Do mesmo modo, “we should grab coffee sometime” é uma despedida cordial que raramente vira convite com data marcada.
Erros a evitar
Ficar só em Midtown e na Times Square
Ficar só em Midtown e na Times Square e concluir que a cidade é aquilo. É um erro comum no primeiro dia. Mais da metade dos moradores vive no Brooklyn e no Queens, e o metrô leva 20 a 30 minutos até lá.
Não conferir o serviço de fim de semana
Não conferir as mudanças de serviço de fim de semana. Entre sexta à noite e segunda de manhã, linhas mudam de trajeto, pulam estações ou não circulam; o aviso está no cartaz da plataforma e no aplicativo, nunca no mapa impresso, que continua mentindo com muita segurança.
As plataformas uptown e downtown, sem conexão após a catraca
Confundir a plataforma “uptown” com a “downtown”. Em muitas estações locais as duas não se conectam depois da catraca, e corrigir o erro custa uma nova tarifa e uma travessia de rua.
Achar que a etiqueta é o preço final
Achar que o preço da etiqueta é o preço final. Some 8,875% de imposto no caixa e mais 18–20% de gorjeta na conta do restaurante: uma refeição anunciada a US$ 40 sai por cerca de US$ 51.
Abrir bebida alcoólica na rua
Abrir uma lata ou garrafa de bebida alcoólica na rua, no parque ou na praia. É infração de posse de recipiente aberto, com multa de cerca de US$ 25, e a polícia aborda com regularidade.
Frases úteis
“On line”
Na fila. Em Nova York se fica “on line”, não “in line” como no resto do país.
“The city”
Manhattan. Quem mora no Brooklyn ou no Queens diz que “vai à cidade”, mesmo já estando nela.
“Bodega”
Mercearia de esquina aberta até tarde, com sanduíche de ovo no balcão e, quase sempre, um gato residente.
“Regular coffee”
Café com leite e açúcar. Se você pedir só “coffee” num carrinho ou deli, é isso que vem.
“A bagel with a schmear”
Bagel com a porção de cream cheese. “Schmear” vem do iídiche e significa a camada espalhada.
“Stand clear of the closing doors, please”
Aviso gravado do metrô. A porta fecha logo depois e não reabre.
Bairros
Midtown Manhattan
Faixa entre as ruas 34 e 59: escritórios, Times Square, os 41 teatros da Broadway, Grand Central e o Empire State. Serve para ver espetáculo e pegar transporte; é caro para dormir e esvazia à noite fora do eixo dos teatros.

Lower Manhattan e Financial District
Wall Street, a Bolsa, o memorial do 11 de Setembro e o traçado colonial de ruas tortas. Virou bairro residencial depois de 2001, com hotéis mais baratos que Midtown e acesso direto às balsas da baía.
Greenwich Village, SoHo e Lower East Side
O sul da ilha fora da grade: prédios de quatro andares, escadas de incêndio, lojas de rua e a maior concentração de bares e clubes de jazz. O Village guarda o Stonewall Inn (1969); o Lower East Side foi o bairro dos cortiços de imigrantes e hoje é vida noturna.

Upper West Side e Upper East Side
Os dois lados residenciais do Central Park. A oeste, prédios de família, o Museu de História Natural e o Lincoln Center; a leste, a Museum Mile com o Met, o Guggenheim e o Frick, e o comércio caro da Madison Avenue.
Harlem e Washington Heights
Do norte do parque até a ponta da ilha. Harlem é o centro histórico da cultura negra americana, com o Apollo Theater (1914), igrejas de coral aos domingos e restaurantes sulistas e da África Ocidental; Washington Heights é dominicano, com merengue na rua e o museu The Cloisters no alto do parque.
Williamsburg, Greenpoint e Bushwick
Norte do Brooklyn, na margem do East River. De Manhattan, a linha L chega a Williamsburg e Bushwick em 15–25 minutos; Greenpoint fica na linha G, que liga o Brooklyn ao Queens sem entrar em Manhattan. Bares, restaurantes, murais e lojas de disco; Greenpoint mantém a colônia polonesa e Bushwick concentra os clubes que abrem depois da 1h.
Park Slope, Prospect Heights e DUMBO
Brooklyn central e o cais sob as pontes. Casas de arenito, o Prospect Park (dos mesmos autores do Central Park, 1867), o Museu do Brooklyn e o Brooklyn Bridge Park, de onde sai a foto clássica do skyline entre os pilares da ponte de Manhattan.
Queens: Astoria, Long Island City, Jackson Heights e Flushing
O distrito mais diverso do país em idiomas. Astoria é grega e do Oriente Médio, Long Island City tem os arranha-céus novos e o MoMA PS1, Jackson Heights junta colombianos, tibetanos e indianos em dez quarteirões, e Flushing tem o maior bairro chinês da cidade, maior que o de Manhattan.
História
até 1624 · Lenapehoking, terra lenape
O arquipélago era ocupado pelos lenapes, que chamavam a ilha maior de Manna-hata. Em 1609 o inglês Henry Hudson, a serviço de uma companhia holandesa, entra na baía e sobe o rio que hoje leva seu nome; o relatório sobre peles de castor decide o destino comercial do lugar.

1624–1664 · Nova Amsterdã vira Nova York
A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais instala um posto na ponta sul de Manhattan; em 1626 Peter Minuit registra a compra da ilha dos lenapes por mercadorias avaliadas em 60 florins. Em setembro de 1664 uma esquadra inglesa chega ao porto, Peter Stuyvesant se rende sem um tiro e a cidade é rebatizada em homenagem ao duque de York.

1776–1789 · Incêndio, ocupação e a posse de Washington
Um incêndio destrói cerca de um quarto da cidade em setembro de 1776 e os britânicos a ocupam por sete anos, até novembro de 1783. Entre 1785 e 1790 Nova York é a capital do país; George Washington toma posse na sacada do Federal Hall, em Wall Street, em 30 de abril de 1789.

1811 · O plano da grade
O Commissioners' Plan impõe a Manhattan acima da rua 14 uma malha de 12 avenidas e 155 ruas numeradas, sobre terreno que ainda era pasto e pântano. É por isso que até hoje um endereço na cidade se explica com dois números.

1825 · Canal Erie
O canal liga os Grandes Lagos ao Hudson e a produção do interior passa a sair pelo porto de Nova York em vez de Nova Orleans ou Montreal. A população salta de 123 mil, em 1820, para 1,2 milhão em 1880.

1883–1886 · A ponte e a estátua
A Ponte do Brooklyn abre em 24 de maio de 1883 depois de 14 anos de obra, com 486 m de vão, então o maior do mundo. Em 28 de outubro de 1886 a Estátua da Liberdade, presente francês projetado por Bartholdi com estrutura de Gustave Eiffel, é inaugurada na ilha da baía.

1892–1954 · Ellis Island
Cerca de 12 milhões de imigrantes passam pela estação federal na baía em 62 anos, com pico de cerca de 1 milhão em 1907. A lei de cotas de 1924 fecha boa parte dessa porta e a estação vira quase só centro de detenção até fechar.

1898–1904 · Cinco distritos e o primeiro metrô
Em 1º de janeiro de 1898 Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island se fundem numa só prefeitura de 3,4 milhões de habitantes. Em 27 de outubro de 1904 abre o primeiro trecho do metrô IRT, e cada estação nova passa a decidir onde a cidade cresce.

1929–1945 · Crash, arranha-céus e Robert Moses
A quebra da bolsa em outubro de 1929 não para as obras: o Chrysler termina em 1930 e o Empire State em 1931, erguido em 410 dias. A partir de 1934 Robert Moses, sem nunca ter sido eleito, começa a reescrever a cidade com pontes, parques e vias expressas.

1975–1990 · Quase falência e pico da violência
Em 1975 a prefeitura fica sem caixa e o governo federal recusa o socorro imediato, o que rende a manchete “Ford to City: Drop Dead”. A violência chega ao auge em 1990, com 2.245 homicídios; o número cai a menos de 300 em 2017 e 2018 e volta a passar de 400 entre 2020 e 2022.

2001–2026 · 11 de setembro e o que veio depois
Os ataques ao World Trade Center matam 2.753 pessoas em Manhattan em 11 de setembro de 2001 e reorganizam o sul da ilha, hoje mais residencial do que antes. Em 2012 o furacão Sandy inunda o metrô, em 2020 a cidade é o primeiro epicentro da pandemia nos EUA, em janeiro de 2025 entra em vigor o pedágio urbano abaixo da rua 60 e em janeiro de 2026 a tarifa do metrô sobe para US$ 3.

História completa
Da viagem de Hudson à tomada inglesa (1609–1664)
Nova York existe por causa do porto. A baía é funda, protegida por Staten Island e Long Island, não congela no inverno e liga o Atlântico ao interior por um rio navegável por mais de 200 km. Foi isso que os holandeses viram quando Henry Hudson subiu o rio em 1609 atrás de peles de castor, e o que a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais explorou a partir de 1624, com um posto na ponta sul de Manhattan chamado Nova Amsterdã. A colônia era pequena: cerca de 1.500 pessoas em 1664, mas já se falavam ali 18 idiomas e qualquer religião que pagasse imposto era tolerada, porque a prioridade era o comércio. Quando os ingleses tomaram a cidade sem disparo, em setembro de 1664, herdaram essa regra e a mantiveram: a cidade nunca teve uma identidade étnica única para defender.
No século XIX, o plano de 1811 organiza a expansão de Manhattan
O século XIX fez a escala. O Commissioners' Plan de 1811 traçou uma grade retangular sobre toda a Manhattan acima da rua 14, com 12 avenidas e 155 ruas numeradas em terreno que ainda era fazenda e pântano. Era um instrumento imobiliário, que permitia vender lotes idênticos antes de existir cidade. Em 1825 o Canal Erie ligou os Grandes Lagos ao Hudson e o porto passou a escoar o continente inteiro. A imigração acompanhou: irlandeses fugindo da fome dos anos 1840, alemães depois de 1848, italianos e judeus do Leste Europeu entre 1880 e 1920, que se empilharam nos cortiços do Lower East Side com densidades de até 700 pessoas por hectare. O Central Park, desenhado por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux em 1858, é do mesmo momento que esses cortiços, e foi em parte uma resposta a eles.
Em 1898 e 1904, a cidade ganha cinco distritos e o metrô
A virada entre 1898 e 1904 montou a máquina urbana que ainda funciona. Em 1º de janeiro de 1898, Manhattan, Brooklyn (até então a quarta maior cidade dos Estados Unidos), Queens, Bronx e Staten Island viraram uma prefeitura única de 3,4 milhões de habitantes. Seis anos depois abriu o metrô, e a lógica se inverteu: em vez de a linha seguir o bairro, o bairro passou a seguir a linha. Bronx e Queens se povoaram nas três décadas seguintes, quarteirão por quarteirão, atrás das estações novas. Ao mesmo tempo o aço e o elevador subiram o centro: Woolworth em 1913, Chrysler em 1930, Empire State em 1931, no fundo da Depressão, com 102 andares levantados em 410 dias.
Reconstrução e quase colapso
O século XX foi de reconstrução e quase colapso. Entre 1934 e 1968 Robert Moses, que nunca disputou uma eleição, construiu 13 pontes, centenas de quilômetros de vias expressas, 658 playgrounds e conjuntos habitacionais inteiros, e demoliu bairros no caminho. A Cross Bronx Expressway rasgou o Bronx ao meio nos anos 1950 e é apontada até hoje como uma das causas do abandono e dos incêndios da década seguinte. A indústria e a classe média saíram para os subúrbios, a base tributária encolheu e em 1975 a prefeitura ficou sem dinheiro para pagar a folha. A violência chegou ao auge em 1990, com 2.245 homicídios. A queda da criminalidade nos anos 1990 e 2000 devolveu a cidade aos moradores e, na mesma proporção, a encareceu: o aluguel médio de um apartamento de um quarto em Manhattan passa de US$ 4.000 por mês (2026).
O presente da cidade: 11 de setembro, Sandy e pandemia
Três crises e uma reforma do transporte desenharam a cidade de hoje. Em 11 de setembro de 2001 os ataques ao World Trade Center mataram 2.753 pessoas em Manhattan e transformaram o Financial District, hoje mais residencial do que era. Em outubro de 2012 o furacão Sandy inundou túneis do metrô e todo o litoral baixo, e virou o argumento das obras de proteção costeira em andamento em Lower Manhattan e no Brooklyn. Em março de 2020 a cidade foi o primeiro epicentro da pandemia nos Estados Unidos, perdeu mais de 40 mil moradores para a covid e viu a população cair cerca de 5% em dois anos, recuperada em boa parte desde então. No transporte, em janeiro de 2025 Nova York passou a cobrar pedágio urbano de US$ 9 abaixo da rua 60, o primeiro dos Estados Unidos, e em janeiro de 2026 a tarifa do metrô subiu para US$ 3 e o MetroCard, em circulação desde 1993, saiu de cena.
Geografia e forma da cidade
O arquipélago, o xisto e o East River
Nova York ocupa um arquipélago na foz do Hudson: de todos os distritos, só o Bronx fica em terra continental. Manhattan tem 21,6 km de comprimento por 3,7 km na parte mais larga e se apoia sobre uma base de xisto. Apesar do nome, o East River é um estreito de maré entre a baía e o Long Island Sound, e por isso tem correnteza forte e tantas pontes e túneis.
A grade de 1811 e o traçado colonial
Acima da rua 14, a grade de 1811 organiza tudo: avenidas correm norte-sul, ruas numeradas correm leste-oeste, 20 ruas equivalem a cerca de 1,6 km e um quarteirão entre avenidas tem 250–280 m; por isso caminhar dez ruas é rápido e atravessar duas avenidas é longo. Abaixo da rua 14 permanece o traçado colonial, com ruas de nome que viram sem aviso, e a Broadway atravessa a ilha na diagonal seguindo em parte uma antiga trilha lenape, criando as praças triangulares onde cruza avenidas (Union, Madison, Herald, Times).
O litoral e o clima
A cidade tem cerca de 837 km de litoral e o ponto natural mais alto é o Todt Hill, em Staten Island, com 124 m. O clima é de transição entre continental e subtropical úmido: verões quentes e abafados, invernos frios com neve, e chuva distribuída pelos doze meses.
A pedra cinzenta que brota da grama no Central Park é o xisto sobre o qual Manhattan inteira se apoia, ali exposto à flor da terra.
No sentido leste-oeste, um só quarteirão de Manhattan entre duas avenidas tem 250 a 280 m, mais que o triplo da distância entre duas ruas numeradas, e por isso o trajeto de lado demora mais do que o mapa sugere.
Cultura
Broadway: 41 salas e 12 milhões de ingressos na temporada
Nova York vende teatro. Os 41 salões da Broadway, quase todos entre as ruas 41 e 54, venderam cerca de 12 milhões de ingressos na temporada 2024–25, e o off e o off-off-Broadway somam centenas de salas menores, de 99 a 499 lugares, onde a maior parte do que vira sucesso é testada antes. O Lincoln Center reúne a Metropolitan Opera, a Filarmônica de Nova York (fundada em 1842, uma das mais antigas do mundo em atividade) e o New York City Ballet num complexo aberto em 1962 sobre um bairro porto-riquenho demolido para isso: o mesmo bairro de “Amor, Sublime Amor”, filmado ali pouco antes da demolição.
Quase todo gênero americano passou aqui
Quase todo gênero popular americano do século XX passou por aqui, e quase sempre por um bairro específico. O jazz saiu do Harlem dos anos 1920 e ainda toca em salas antigas como o Village Vanguard, aberto em 1935, com dois sets por noite. O hip-hop nasceu em 11 de agosto de 1973, numa festa de aniversário conduzida por DJ Kool Herc no salão de festas da 1520 Sedgwick Avenue, no Bronx. A salsa foi codificada pelo selo Fania, fundado em 1964 pelo músico dominicano Johnny Pacheco e pelo advogado nova-iorquino Jerry Masucci, com os músicos porto-riquenhos e cubanos do Bronx e do Harlem espanhol. O punk saiu do CBGB, na Bowery, entre 1974 e 1978. A cidade também é a maior praça de arte contemporânea do mundo, com cerca de 300 galerias concentradas em Chelsea e no Lower East Side e leilões de maio e novembro que fixam preço internacional.
Yankees, Knicks e o US Open dividem o calendário esportivo
Esporte funciona como calendário: os Yankees, com 27 títulos da World Series, jogam no Bronx e os Mets no Queens de abril a outubro; Knicks e Rangers dividem o Madison Square Garden de outubro a abril; o US Open toma Flushing Meadows do fim de agosto à primeira quinzena de setembro; a maratona atravessa os cinco distritos no primeiro domingo de novembro. A cidade abriga as sedes das grandes editoras americanas, do New York Times (1851) e da revista The New Yorker (1925), e é onde se produz boa parte da televisão do país. A vida noturna é descentralizada e tardia: os bares fecham às 4h, os clubes de Bushwick e Ridgewood só enchem depois da 1h, e desde 2017 a prefeitura mantém um escritório dedicado à economia noturna.
A Filarmônica de Nova York toca desde 1842, antes de a cidade ter metrô, arranha-céus ou Central Park.
Festas e eventos

Desfile de Ação de Graças da Macy's
Quarta quinta-feira de novembro, das 8h30 ao meio-dia, do Upper West Side até a rua 34. Balões gigantes desde 1927; para ver de perto é preciso estar na grade antes das 7h, e na véspera dá para assistir ao enchimento dos balões perto do Museu de História Natural.

NYC Pride
Última semana de junho, com a marcha no último domingo descendo a 5ª Avenida até o Village. Marca a revolta do Stonewall Inn, em 28 de junho de 1969, e reúne cerca de 2 milhões de pessoas na rua.

West Indian American Day Carnival
Segunda-feira do Labor Day, primeira de setembro, na Eastern Parkway, no Brooklyn. Carnaval caribenho com carros de som e fantasias; a madrugada anterior tem o J'Ouvert, que começa às 6h com tinta e tambores de aço.
Ilustração com IAUS Open
A chave principal vai do fim de agosto à primeira quinzena de setembro, no Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows; a semana anterior é a do qualifying. As sessões diurnas das primeiras rodadas são as mais baratas e dão acesso a várias quadras com o mesmo ingresso.

Maratona de Nova York
Primeiro domingo de novembro, cerca de 50 mil corredores atravessando os cinco distritos de Staten Island ao Central Park. Fecha pontes e avenidas o dia inteiro; a 4ª Avenida no Brooklyn e a 1ª Avenida em Manhattan são os trechos com mais público.
Livros e filmes
“Aqui é Nova York”, E. B. White (1949)
Ensaio de trinta páginas que separa a cidade em três tipos de morador: o nascido ali, o que chega e volta todo dia para o subúrbio, e o que veio de longe atrás de alguma coisa. Escrito no verão de 1948, continua descrevendo o presente.
“Faça a Coisa Certa”, Spike Lee (1989)
Um dia de calor num quarteirão de Bed-Stuy, no Brooklyn. Mostra como raça, comércio de esquina e temperatura se combinam em cem metros de rua, e como o resto da cidade só aparece de longe.
“Morte e Vida de Grandes Cidades”, Jane Jacobs (1961)
Escrito no Village enquanto Robert Moses tentava rasgar uma via expressa pelo bairro. Explica por que a calçada movimentada, o quarteirão curto e o uso misto funcionam, e por que o urbanismo do século XX quase acabou com eles.
Perguntas frequentes
Nova York: dá para conhecer a cidade ficando só em Midtown e na Times Square?
Não: Midtown e a Times Square são a Nova York dos escritórios e dos teatros da Broadway, e mais da metade dos moradores vive no Brooklyn e no Queens, a 20 a 30 minutos de metrô.
Nova York: como ir do JFK a Manhattan?
JFK fica a 24 km do centro: o AirTrain (cerca de US$ 8,50) liga os terminais ao metrô das linhas A e E, em Howard Beach ou Jamaica, ou ao trem LIRR até a Penn Station, que é o caminho mais rápido, entre 50 e 70 minutos no total. O táxi amarelo cobra tarifa fixa de US$ 70 entre o JFK e Manhattan, mais pedágios, taxas e gorjeta, o que dá US$ 95 a 115 na prática, em 45 a 90 minutos.
Nova York: como chegar a Beacon, no vale do Hudson?
Beacon fica 80 km ao norte, a 1h20 de trem Metro-North da linha Hudson saindo do Grand Central, por US$ 20 a 35 ida e volta, com o rio à esquerda o percurso inteiro.
Nova York: como pagar, com cartão ou dinheiro?
A moeda é o dólar americano e o cartão é aceito em praticamente tudo, inclusive em carrinhos de rua e ônibus; algumas mercearias ainda exigem mínimo de US$ 10 no cartão, e caixas eletrônicos de loja cobram US$ 3 a 5 de taxa.
Nova York: qual é a melhor época para ir?
As duas janelas confortáveis são abril a junho e setembro a outubro, com 15 a 25 °C, dias longos e chuva curta.
Outras cidades do país
Estados Unidos ↗- Dias
- 4–5
- Quando
- abr–mai · nov
- Por pessoa/dia
- Média de 220–330 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 180–280 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4
- Quando
- mai–jun · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 150–260 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–abr · nov–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 200–350 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- fev–mai · out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 250–350 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- mar–mai · out–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 200–350 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- mar–mai
- Por pessoa/dia
- Média de 220–320 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 190–330 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Média de 130–220 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 5–6
- Quando
- jan–abr · nov–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 368 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–6
- Quando
- abr–mai · set
- Por pessoa/dia
- Média de 329 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2
- Quando
- abr–mai · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 203 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- abr · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 251 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- mai–jun · set–out
- Por pessoa/dia
- Média de 158 USDPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.



















