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Angkor Wat
ccFoto: Reinhard Onasch · CC BY-SA 3.0

Camboja

Siem Reap

Os templos de Angkor, o Tonlé Sap e a cozinha khmer

Ver o roteiro de 3 diasAbrir Siem Reap no mapa

Dias3
Quandojan–fev · nov–dez
Por pessoa/diaMédia de 60–90 USDPerfil médio · por pessoa/dia≈ R$ 311–466 · câmbio de 24 de set. de 2026

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

No primeiro, faça Angkor Wat ao nascer do sol, Angkor Thom e Ta Prohm; no segundo, vá a Banteay Srei e Kbal Spean e feche no museu. No terceiro, pegue o barco no Tonlé Sap, se for de setembro a janeiro, ou fique nas oficinas e na feira da Rua 60. Quem procura vida noturna longa vai se frustrar, porque ela cabe em três quarteirões da Pub Street que esvaziam por volta de uma da manhã. Quem não aguenta calor nem madrugada também sofre, porque os templos se veem cedo. Com um dia só, veja o nascer do sol em Angkor Wat e entre no Bayon às 9h30. Às 11h, almoce um amok num restaurante khmer, descanse até as 15h e chegue a Ta Prohm no fim da tarde, tudo no mesmo tuk-tuk contratado pelo dia. Nesse ritmo não sobra tempo para ler com calma os 800 m de baixos-relevos de Angkor Wat. Decepciona quem chega entre março e maio esperando aldeia flutuante, porque o lago recua e o barco não sai do canal. Em compensação, com 387.772 visitantes no primeiro semestre de 2026, muitos corredores dos templos ficam vazios, e isso não deve durar.

3

Quando Novembro a fevereiro: seco, 22–33 °C, umidade menor

Como o guia chega a este número

Siem Reap tem três estações, e cada uma muda o que dá para fazer nos templos e no lago. De novembro a fevereiro o tempo é seco e relativamente fresco, entre 22 e 33 °C, com umidade menor e céu limpo. É a alta temporada, com preços de hotel mais altos e mais gente no nascer do sol. De março a maio vem o calor seco, com máximas de 35 a 38 °C e sensação térmica pior ao meio-dia, entre pedras claras. Abril soma a isso o Ano-Novo Khmer, quando a cidade lota de cambojanos e muitos serviços param por três ou quatro dias. De junho a outubro é a monção do sudoeste: chove quase todo dia, em geral em pancadas de fim de tarde que duram uma ou duas horas. O parque fica verde, os fossos enchem e os preços caem: é a melhor época para fotografar, e a pior para quem não tolera lama e umidade. Setembro e outubro trazem o pico da cheia do Tonlé Sap: é quando a floresta alagada de Kampong Phluk e a reserva de aves de Prek Toal enchem de água. No fim da seca, de março a maio, essas mesmas rotas ficam baixas demais para o barco. Se precisar cortar um mês, corte abril, que junta o pico do calor com o feriado que fecha a cidade. Para planejar a madrugada, conte com o sol nascendo por trás das torres de Angkor Wat perto das 6h em novembro e das 6h30 em janeiro e fevereiro. O alinhamento exato sobre a torre central acontece perto dos equinócios, em torno de 21 de março e 22 de setembro.

Por pessoa/dia US$ 25–35 no básico; US$ 60–90 com conforto, sem contar o Angkor Pass

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Eu reservaria três dias para Siem Reap, a medida que o passe de US$ 62 pressupõe, com despertador às quatro e meia em pelo menos um deles. No primeiro, faça Angkor Wat ao nascer do sol, Angkor Thom e Ta Prohm; no segundo, vá a Banteay Srei e Kbal Spean e feche no museu. No terceiro, pegue o barco no Tonlé Sap, se for de setembro a janeiro, ou fique nas oficinas e na feira da Rua 60. Quem procura vida noturna longa vai se frustrar, porque ela cabe em três quarteirões da Pub Street que esvaziam por volta de uma da manhã. Quem não aguenta calor nem madrugada também sofre, porque os templos se veem cedo. Com um dia só, veja o nascer do sol em Angkor Wat e entre no Bayon às 9h30. Às 11h, almoce um amok num restaurante khmer, descanse até as 15h e chegue a Ta Prohm no fim da tarde, tudo no mesmo tuk-tuk contratado pelo dia. Nesse ritmo não sobra tempo para ler com calma os 800 m de baixos-relevos de Angkor Wat. Decepciona quem chega entre março e maio esperando aldeia flutuante, porque o lago recua e o barco não sai do canal. Em compensação, com 387.772 visitantes no primeiro semestre de 2026, muitos corredores dos templos ficam vazios, e isso não deve durar.

A 6 km do centro de Siem Reap começam os cerca de 400 km² do Parque Arqueológico de Angkor, o que resta da capital do império Khmer. Ali estão Angkor Wat, o maior monumento religioso do mundo em área, o Bayon, com 216 faces de pedra, e Ta Prohm, onde a conservação decidiu deixar as raízes das figueiras sobre as galerias. Veja pelo menos uma vez o sol nascer por trás das torres de Angkor Wat, e guarde o meio do dia para a sombra, porque a pedra clara esquenta demais e os templos ficam longe uns dos outros. Na cidade, prove o amok, peixe em curry com leite de coco cozido no vapor numa cesta de folha de bananeira. Ao sul, o lago Tonlé Sap tem aldeias sobre estacas que se visitam de barco quando a água está alta. Venha de novembro a fevereiro, na seca, e reserve três dias, a medida que o passe de Angkor pressupõe.

Ficha rápida

População
cerca de 250 mil na área urbana; cerca de 1,1 mi na província (estimativas 2024–2026)
Fundação
Angkor a partir de 802; a cidade moderna se organiza depois de 1907
País e região
Camboja, província de Siem Reap, ao norte do Tonlé Sap
Idioma
Khmer; inglês corrente no setor de turismo; francês entre pessoas mais velhas
Moeda
Riel (KHR) e dólar americano em circulação paralela, cerca de 4.000 KHR = US$ 1
Fuso
UTC+7, sem horário de verão: 10 horas à frente de Brasília
Melhor época
Novembro a fevereiro: seco, 22–33 °C, umidade menor
Custo médio por dia
US$ 25–35 no básico; US$ 60–90 com conforto, sem contar o Angkor Pass

Quando ir

Novembro a fevereiro: seco, 22–33 °C, umidade menor

hojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdezJFMAMJJASOND
melhor épocaNenhuma estação perto daqui mediu temperatura e chuva por tempo suficiente para uma média confiável. Os meses destacados são a época que o guia recomenda.

O que muda ao longo do ano

Barco comprido e estreito com várias crianças de uniforme branco sentadas em fila.
Tonlé Sap: Kampong Phluk e Kampong Khleang · Tonlé Sap

Siem Reap tem três estações, e cada uma muda o que dá para fazer nos templos e no lago. De novembro a fevereiro o tempo é seco e relativamente fresco, entre 22 e 33 °C, com umidade menor e céu limpo. É a alta temporada, com preços de hotel mais altos e mais gente no nascer do sol. De março a maio vem o calor seco, com máximas de 35 a 38 °C e sensação térmica pior ao meio-dia, entre pedras claras. Abril soma a isso o Ano-Novo Khmer, quando a cidade lota de cambojanos e muitos serviços param por três ou quatro dias. De junho a outubro é a monção do sudoeste: chove quase todo dia, em geral em pancadas de fim de tarde que duram uma ou duas horas. O parque fica verde, os fossos enchem e os preços caem: é a melhor época para fotografar, e a pior para quem não tolera lama e umidade. Setembro e outubro trazem o pico da cheia do Tonlé Sap: é quando a floresta alagada de Kampong Phluk e a reserva de aves de Prek Toal enchem de água. No fim da seca, de março a maio, essas mesmas rotas ficam baixas demais para o barco. Se precisar cortar um mês, corte abril, que junta o pico do calor com o feriado que fecha a cidade. Para planejar a madrugada, conte com o sol nascendo por trás das torres de Angkor Wat perto das 6h em novembro e das 6h30 em janeiro e fevereiro. O alinhamento exato sobre a torre central acontece perto dos equinócios, em torno de 21 de março e 22 de setembro.

Dicas do Nilo

O passe se resolve na véspera, a 4 km do centro

O passe de três e o de sete dias só são vendidos no escritório da Angkor Enterprise, na Apsara Road, a 4 km a leste do centro. No portão de Angkor Wat, as máquinas do portão oeste e do Heritage Walk emitem apenas o de um dia. Vá na véspera, no fim da tarde, porque o balcão tira sua foto na hora e o passe não é transferível. São US$ 37 por um dia, US$ 62 por três, usáveis em dez, e US$ 72 por sete. O passe comprado no fim da tarde costuma já valer para o pôr do sol do mesmo dia, mas essa regra mudou mais de uma vez, então confirme no balcão.

Combine o tuk-tuk das 4h45 na véspera e fique no tanque sul

Às 4h45 não há ninguém na rua para negociar, e no tanque sul a multidão é bem menor. O tuk-tuk do dia inteiro custa US$ 15–20 pelo circuito pequeno, e a hora de saída se combina na noite anterior. Diante de Angkor Wat, o tanque sul fica à direita de quem entra e tem reflexo parecido com o do tanque norte, o da foto clássica, que lota primeiro. A luz vem por trás das torres, então a fachada demora a acender. Entre no templo às 6h30, quando os grupos saem para o café.

Das 11h às 15h, troque o templo por museu ou massagem

Das 11h às 15h, fuja da pedra quente dos templos e passe essas horas num lugar coberto. O Museu Nacional de Angkor, na avenida Charles de Gaulle, pede uma hora e meia, e uma massagem de uma hora sai por US$ 8–12. Quando voltar ao parque, leve dois litros de água por pessoa, porque os pontos de venda lá dentro são poucos e caros.

Pule a fila do Bakheng e jante na Rua 60

No topo de Phnom Bakheng cabem 300 pessoas por vez, e quem chega às 17h30 costuma ficar de fora. A fila começa às 16h e a subida leva vinte minutos. Troque o Bakheng por Pre Rup, Srah Srang ou o fosso de Angkor Wat, que têm a mesma luz de fim de tarde e não têm cota de entrada. Depois do pôr do sol, siga para a feira noturna da Rua 60, com grelhados e roda-gigante, onde a comida sai a preço de cidade e não de Pub Street.

Barco no Tonlé Sap só de set. a jan., com agência fixa

Na seca o lago recua e o barco encalha antes de chegar às casas e à floresta alagada, que só é navegável de setembro a janeiro. Kampong Phluk, a 16 km ao sul, é a aldeia que o roteiro propõe e a da floresta alagada. Kampong Khleang, a 50 km, tem mais casas e menos turistas e pede a manhã inteira; Chong Kneas, a 12 km, é a mais cheia de grupos. Feche por uma agência com endereço fixo, com preço total, destino e duração por escrito, porque o esquema local é a segunda taxa cobrada no meio do lago.

No caixa eletrônico: notas limpas, saque grande e riel

O caixa eletrônico cobra US$ 4 a 6 por saque, além da tarifa do seu banco, então tire muito de uma vez. Leve dólares limpos, porque nota rasgada ou rabiscada é recusada com frequência no balcão. O troco de qualquer compra vem em riel: 2.000 riel são 50 centavos, e é com eles que se paga o café da manhã de rua. O KHQR está em todo lugar, e o visitante consegue pagar por ele com o aplicativo Bakong Tourists, sem conta cambojana; mesmo assim, para mercado, templo e tuk-tuk, leve dinheiro.

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O que ver

Siem Reap: O Tonlé Sap e o platô de Kulen

Siem Reap fica a cerca de 15 metros acima do nível do mar, numa planície aluvial entre o Tonlé Sap, a 12 km ao sul, o maior lago de água doce do Sudeste Asiático, e o platô de Phnom Kulen, a 48 km a nordeste, que chega a 487 m e deu a água e o arenito com que Angkor foi construída.

Estátua de pedra com um rosto sorridente esculpido no topo, numa fileira de estátuas iguais.
Guardião do Portão Sul, Angkor Thom

Angkor Thom e o Bayon

EssencialSiem Reap Municipality

Cidade murada de 9 km² fundada por Jayavarman VII por volta de 1200, com cinco portões monumentais e calçadas de 54 divindades puxando uma serpente. No centro está o Bayon, com 216 faces de pedra em 54 torres e uma galeria externa que registra cenas cotidianas do século XII: mercado, rinha de galo, cozinha, parto.

Jayavarman VII fundou por volta de 1200 a cidade murada de 9 km², e o Bayon no meio soma 216 faces de pedra em 54 torres, enquanto a galeria de fora mostra mercado e parto do século XII; há cinco portões e 54 divindades puxando a serpente.

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Figura feminina esculpida em relevo numa parede de pedra cinza, com coroa e colar.
Devata numa parede de Ta Prohm

Ta Prohm

EssencialSiem Reap

Mosteiro budista de 1186 em que a conservação decidiu deixar as raízes de figueiras e tetrameles sobre as galerias, em vez de removê-las. Uma inscrição encontrada no local menciona 12.640 pessoas a serviço do templo, e o restauro é conduzido desde 2004 pelo Archaeological Survey of India em parceria com a APSARA.

Quem conserva o sítio decidiu deixar as raízes de figueiras e tetrameles sobre as galerias em vez de as retirar por completo dali.

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Pequeno edifício de pedra rosa-avermelhada com um frontão coberto de talha profunda.
Biblioteca sul, Banteay Srei

Banteay Srei

EssencialSiem Reap

A 37 km ao norte do centro, templo de 967 dedicado a Shiva, construído em arenito rosa por um brâmane e não por um rei. A escultura em alto-relevo é a mais profunda e mais bem preservada do conjunto angkoriano; foi daqui que André Malraux tentou levar peças em 1923, episódio que terminou em processo.

O deslocamento de 37 km ao norte vale pelo entalhe mais profundo e mais bem preservado de todo Angkor, obra de um brâmane em 967 e não de um rei, e em 1923 Malraux acabou processado depois de tentar retirar obras.

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Prédio de dois andares com fileiras de colunas redondas de pedra, sem paredes.
Edifício de colunas redondas, Preah Khan

Preah Khan e Neak Pean

Vale a visitaSiem Reap · Até meia hora

Preah Khan (1191) ocupa 56 hectares, tem corredores que estreitam progressivamente e um edifício de dois andares com colunas redondas, raro em Angkor; o World Monuments Fund trabalha ali desde 1991. A poucos minutos, Neak Pean é uma ilha artificial com cinco tanques ligados, provavelmente um complexo terapêutico, cercado pelo Baray de Jayatataka.

Dois recintos próximos se visitam juntos, um com passagens que vão apertando e um pavilhão de colunas redondas, outro numa ilha com tanques ligados; Preah Khan, de 1191, tem 56 hectares; World Monuments Fund, desde 1991.

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Galeria de dois andares do Museu Nacional de Angkor, com balaustrada branca, telhado vermelho e um espelho d’água.
Museu Nacional de Angkor

Museu Nacional de Angkor

Vale a visitaAté meia hora

Aberto em 2007 na avenida Charles de Gaulle, a que leva aos templos, organiza oito galerias temáticas com originais retirados dos templos, entre elas uma sala com mais de mil imagens de Buda. Serve melhor como preparação antes da primeira visita ao parque do que como programa isolado; reserve cerca de uma hora e meia.

Funciona melhor como preparo do que como programa solto, porque reúne originais retirados dos santuários em salas temáticas. Abriu em 2007 na avenida Charles de Gaulle, e uma das salas passa de mil imagens de Buda.

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Barco comprido e estreito com várias crianças de uniforme branco sentadas em fila.
Tonlé Sap

Tonlé Sap: Kampong Phluk e Kampong Khleang

Vale a visitaSiem Reap

Aldeias sobre estacas de 6 a 10 metros de altura, construídas para a variação anual do lago. Kampong Phluk fica a 16 km ao sul da cidade; Kampong Khleang, a 50 km, é bem maior e recebe muito menos visitantes. A floresta alagada só é navegável de setembro a janeiro, e entre março e maio o barco não sai do canal.

A mata inundada só se atravessa de setembro a janeiro, mas de março a maio a embarcação não deixa o canal.

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Duas bandejas de folhas de amoreira cobertas de bichos-da-seda, sobre um balcão de madeira.
Bichos-da-seda na Artisans Angkor

Artisans Angkor e Phare, o circo cambojano

Vale a visita

A oficina de Artisans Angkor, criada em 1992 como escola de ofício para jovens do interior, é visitável de graça e mostra escultura em pedra, laca e tecelagem de seda. À noite, o Phare reúne artistas formados pela escola Phare Ponleu Selpak, de Battambang, num espetáculo diário de acrobacia desde 2013.

De dia dá para ver o trabalho em pedra, laca e seda sem pagar entrada, e à noite há acrobacia de quem estudou longe da capital; Artisans Angkor, escola desde 1992; Phare, desde 2013, vem de Battambang.

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Torre de pedra escura em formato de espiga, com uma porta estreita na base.
Bakong, no Grupo de Roluos

Grupo de Roluos

Se sobrar tempoRɔluəh, Prasat Bakong District

Treze quilômetros a sudeste, os templos mais antigos da região: Preah Ko (879), Bakong (881) e Lolei (893), o que sobrou de Hariharalaya, a capital anterior a Angkor. Bakong é o primeiro templo-montanha em arenito do império e ainda tem um mosteiro em atividade no seu recinto.

O grupo de Roluos guarda o começo da arquitetura angkoriana, com Bakong como primeiro templo-montanha em arenito. Mas fica fora dos circuitos pequeno e grande, e só compensa para quem tem uma quarta manhã.

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O roteiro do Nilo

Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

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  1. Dia 1 · Angkor Wat, Angkor Thom e o circuito pequeno

    1. Compre o Angkor Pass na véspera, na Angkor Enterprise da Apsara Road, e combine com o motorista de tuk-tuk a saída às 4h45 (US$ 15–20 pelo dia).

    2. Veja o nascer do sol do tanque sul de Angkor Wat, que junta menos gente do que o norte, o da foto clássica, e entre no templo por volta das 6h30.

    3. Percorra primeiro as galerias oeste e sul, pelos 800 m de baixos-relevos, e depois entre na fila do Bakan, o terceiro nível, com ombros e joelhos cobertos.

    4. Entre em Angkor Thom pelo portão sul às 9h30 para ver o Bayon, o Baphuon, o Terraço dos Elefantes e o Terraço do Rei Leproso, e faça a pausa longa para almoço e calor das 11h às 15h.

    5. Chegue a Ta Prohm no fim da tarde, quando a luz baixa entre as raízes, e volte à cidade às 17h para jantar em Wat Bo, fora da Pub Street.

  2. Dia 2 · Banteay Srei, Kbal Spean e o museu

    1. Saia às 8h para Banteay Srei, 37 km ao norte, e chegue antes dos ônibus; reserve uma hora para a escultura em arenito rosa de 967.

    2. Siga mais 12 km até Kbal Spean, com 1,5 km de trilha subindo até os lingas esculpidos no leito do rio. Leve calçado fechado e água.

    3. Volte pelo circuito grande, parando em Pre Rup ou Banteay Samré, e almoce em uma das barracas na estrada, não dentro do parque.

    4. Visite o Museu Nacional de Angkor, na avenida Charles de Gaulle, no fim da tarde, por cerca de uma hora e meia, e procure a sala das mil imagens de Buda.

    5. Assista ao Phare, o circo cambojano, às 20h, com ingresso comprado no mesmo dia se não for alta temporada.

  3. Dia 3 · Tonlé Sap, oficinas e a cidade khmer

    1. Passe a manhã em Kampong Phluk, 16 km ao sul, num barco de cerca de uma hora e meia entre as casas sobre estacas, passeio que só faz sentido de setembro a janeiro.

    2. Volte à cidade e almoce amok ou banh chok num restaurante de bairro, fora da Pub Street.

    3. Visite à tarde as oficinas de escultura e seda de Artisans Angkor, com visita guiada gratuita, e siga para o Wat Bo e seus murais do século XIX.

    4. Termine a tarde na Rua 60, na feira noturna cambojana, com grelhados, roda-gigante e preços de cidade.

    5. Volte a pé pelo Psar Chas, veja o mercado fechando por volta das 18h e termine com uma massagem de uma hora por US$ 8–12.

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Comida

Ilustração com IA

Amok trey

Peixe de água doce em pasta de curry kroeung com leite de coco e ovo, cozido no vapor dentro de uma cesta de folha de bananeira até virar um creme firme, com folha de noni no fundo. É o prato mais associado ao Camboja e custa US$ 4–7 em restaurante khmer.

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Lok lak

Cubos de carne salteados em molho escuro, servidos sobre alface e cebola com arroz e, quase sempre, um ovo frito. Vem acompanhado de tuk marij: pimenta-do-reino de Kampot moída na hora com sal e limão, que é onde está o sabor.

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Num banh chok

Macarrão de arroz fermentado com um curry verde de peixe fino, servido com um monte de flor de bananeira, pepino, broto de feijão e ervas cruas por cima. É café da manhã: sai de cestas em bicicletas e de barracas de mercado entre 6h e 9h, por 4.000–6.000 riel.

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Bai sach chrouk

Porco marinado grelhado sobre carvão e servido em arroz quebrado com picles de pepino e um caldo claro à parte. Café da manhã de rua padrão no país, US$ 1,50–2,50, encontrado nas esquinas de Wat Bo e da Rua 60.

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Prahok e prahok ktis

O prahok é a pasta de peixe fermentado que é a base salgada da cozinha khmer; o prahok ktis é a versão de mesa, cozida com porco moído, leite de coco e kroeung, comida com legumes crus. Cheiro forte, sabor menos agressivo do que se espera.

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Kralan

Arroz glutinoso com feijão-preto, coco e um pouco de sal, cozido dentro de um tubo de bambu sobre brasa; descasca-se a fibra em tiras para comer. Vende-se na beira das estradas para Phnom Kulen e Kampong Thom por US$ 1–1,50 o tubo.

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Kuy teav

Sopa matinal de macarrão de arroz em caldo de porco, com alho frito, cebolinha e o prato de ervas e limão ao lado para você ajustar. É a primeira refeição do dia para boa parte da cidade e custa US$ 1,50–3.

Ilustração com IA

Cerveja Angkor, tuk kolok e sombai

A Angkor é fabricada em Sihanoukville desde 1992 e o chope custa US$ 0,50–1 na Pub Street, US$ 2–3 fora dela. Tuk kolok são os batidos de fruta com gelo das barracas de mercado, US$ 1–2; sombai é um licor de arroz com frutas e especiarias engarrafado localmente, comum como digestivo.

Bate-voltas

Muro de pedra do templo Beng Mealea, com janelas de balaústres, coberto de musgo e raízes de árvores, degraus tomados de verde e uma passarela de madeira à esquerda.
Beng Mealea · Gary Todd · CC0

Beng Mealea e Koh Ker

Beng Mealea fica a 77 km a leste, cerca de 1h20 de carro: templo do século XII do mesmo porte de Angkor Wat, deixado em colapso e percorrido por passarelas de madeira. Mais 45 km adiante está Koh Ker, capital do império entre 928 e 944 e Patrimônio da Unesco desde 2023, com a pirâmide de sete níveis de Prasat Thom, de 36 m. Os dois têm ingresso próprio, não coberto pelo Angkor Pass, e a viagem completa toma um dia inteiro.

Cachoeira fina caindo sobre rochas escuras em uma piscina rasa, com samambaias e cipós na beira, no Phnom Kulen.
Phnom Kulen, a cachoeira · yeowatzup · CC BY 2.0

Phnom Kulen

A 48 km a nordeste, 1h30 de estrada, fica o parque nacional onde o império foi proclamado em 802. No alto há a cachoeira de cerca de 20 m, o Buda reclinado esculpido em rocha de Preah Ang Thom e um trecho de rio com lingas esculpidos no leito, que não é Kbal Spean: esse fica no sopé do platô e entra no passe de Angkor. Kulen cobra taxa própria de US$ 20 e a estrada de acesso funciona em mão única: sobe-se de manhã e desce-se à tarde.

Casas de palafita coloridas, com escadas verdes, às margens de um rio marrom, com barcos amarrados e um barco a motor com dois jovens passando na frente, em Kampong Khleang.
Kampong Khleang · Radek Kucharski · CC BY 2.0

Kampong Khleang

É a maior aldeia sobre estacas do Tonlé Sap, e a mais tranquila das opções por perto. Reserve a manhã inteira: ida e volta consomem a maior parte do passeio, e o barco anda em ritmo de canal, não de lago aberto.

Por onde começar

Angkor Wat, Angkor Thom e o circuito pequeno

Angkor Wat, Angkor Thom e o circuito pequeno

Compre o Angkor Pass na véspera, na Angkor Enterprise da Apsara Road, e combine com o motorista de tuk-tuk a saída às 4h45 (US$ 15–20 pelo dia).

Banteay Srei, Kbal Spean e o museu

Banteay Srei, Kbal Spean e o museu

Saia às 8h para Banteay Srei, 37 km ao norte, e chegue antes dos ônibus; reserve uma hora para a escultura em arenito rosa de 967.

Tonlé Sap, oficinas e a cidade khmer

Tonlé Sap, oficinas e a cidade khmer

Passe a manhã em Kampong Phluk, 16 km ao sul, num barco de cerca de uma hora e meia entre as casas sobre estacas, passeio que só faz sentido de setembro a janeiro.

Dinheiro

O Camboja funciona com duas moedas ao mesmo tempo, e a divisão de trabalho entre elas fica clara na terceira compra. O dólar americano é amplamente aceito, sobretudo nas despesas maiores. O riel aparece nas compras pequenas e no troco, com conversão aproximada de 4.000 KHR por dólar; nessa conta, 2.000 riel são 50 centavos. Confira a taxa usada pelo estabelecimento. Notas de dólar rasgadas, rabiscadas ou muito gastas são recusadas com frequência: leve cédulas limpas e algumas pequenas. Caixas eletrônicos entregam dólar e riel, e cobram entre US$ 4 e US$ 6 por saque, além da tarifa do seu banco, o que recomenda saques maiores e menos frequentes. Faixas indicativas de setembro de 2026: café em cafeteria US$ 1,50–3; refeição em restaurante khmer simples US$ 3–6; jantar completo em casa voltada a turistas US$ 8–15. Chope US$ 0,50–1 na Pub Street; massagem de uma hora US$ 8–12. Dormitório US$ 5–8, guesthouse com ar-condicionado US$ 12–20, hotel médio com piscina US$ 30–60, resort US$ 120 para cima. O Angkor Pass é o gasto que desequilibra o orçamento: US$ 37 por um dia, US$ 62 por três dias, usáveis dentro de dez, e US$ 72 por sete, dentro de um mês. Gorjeta não é obrigatória, mas é esperada e importa: 5% a 10% em restaurante turístico, US$ 1–2 por corrida de tuk-tuk e US$ 5–10 por dia para guia. Cartão passa em hotéis e restaurantes maiores, às vezes com 3% de acréscimo. O KHQR é amplamente usado no comércio local. Visitantes podem pagar pelo aplicativo Bakong Tourists, sem abrir conta bancária cambojana: cadastre-se, confira a verificação de identidade e as opções de recarga, incluindo cartões Visa e Mastercard compatíveis. Consulte taxas e limites antes de transferir dinheiro. Ande com dinheiro para mercados, templos e tuk-tuks.

Como chegar e se locomover

As torres em forma de flor de lótus de Angkor Wat entre palmeiras, refletidas num espelho d'água calmo, sob céu azul com nuvens.
Angkor Wat · Angkor Wat, refletido na água

Aeroporto novo desde 2023, a 45 km

O Siem Reap Angkor International Airport (SAI) abriu em 16 de outubro de 2023, 45–50 km a leste do centro, longe dos templos por causa de vibração e ruído. O antigo aeroporto, a 7 km da cidade, foi desativado. No primeiro semestre de 2026, movimentou 714.133 passageiros. Do saguão para o centro há táxi oficial com tarifa fixa em torno de US$ 30–35, e van compartilhada por US$ 10–12, ambos em 45 a 60 minutos pela Estrada Nacional 6. Chamar carro pelo aplicativo costuma sair um pouco mais barato, mas nem sempre há motorista esperando. Por terra, ônibus de Phnom Penh levam 6 a 7 horas por US$ 10–18, com Giant Ibis e Vireak Buntham como os operadores mais previsíveis. Não existe ligação ferroviária com Siem Reap. A fronteira terrestre com a Tailândia, em Poipet, está fechada desde junho de 2025 por causa do conflito de fronteira, sem data de reabertura, então quem vem da Tailândia precisa voar. Todo passageiro que chega por via aérea precisa preencher o Cambodia e-Arrival Card até sete dias antes do voo, e o e-visa turístico custa US$ 30 por 30 dias de estada, emitido em geral em três dias úteis.

Sem linha e sem bilhete: tudo é tuk-tuk

Dentro da cidade não há transporte público de linha, nem bilhete integrado. Tudo é tuk-tuk, em dois tipos: o remorque tradicional, moto puxando uma carreta com bancos, e o modelo elétrico fechado dos aplicativos. Baixe o PassApp, o mais usado e o mais barato, e o Grab como reserva. Uma corrida dentro do centro sai por US$ 1–3, e do centro até Angkor Wat, US$ 3–5 por trecho. Para os templos, o padrão é contratar o dia inteiro: US$ 15–20 pelo circuito pequeno, US$ 22–30 pelo grande, e US$ 10 a mais para incluir Banteay Srei; combine a hora de saída na véspera se o plano incluir nascer do sol. Bicicleta comum custa US$ 2–5 por dia; o circuito pequeno tem cerca de 17 km em terreno plano, viável de manhã cedo e desconfortável depois das 11h. E-bikes custam US$ 10–15. O aluguel de motos a estrangeiros segue restrito em Siem Reap, e exige habilitação cambojana ou permissão internacional; pergunte antes e não conte com isso. O centro é caminhável: do Psar Chas a Wat Bo são dez minutos a pé, e as calçadas foram refeitas na obra das 38 ruas, entre 2020 e 2023.

Segurança

Em Siem Reap a violência contra visitantes é rara, e o risco realista é patrimonial. O padrão é furto de bolsa por dupla em moto, na Sivatha Boulevard e nas ruas ao redor da Pub Street depois das 22h, e subtração em quarto de guesthouse sem cofre. Ande com a bolsa do lado oposto à rua, não use o celular na mão dentro do tuk-tuk e leve cópia do passaporte em vez do original. O perigo estatisticamente maior é o trânsito: motos sem farol, contramão sistemática em vias secundárias e nenhuma preferência real para pedestres. Atravesse em ritmo constante, sem correr nem parar, e use capacete se andar de moto. Os golpes correntes são poucos e repetidos: o motorista que oferece espera gratuita e cobra depois, a compra de leite em pó para uma criança em uma loja combinada, o câmbio com taxa escondida e a venda de ingressos falsos de Angkor fora da bilheteria oficial. Minas terrestres e munição não detonada continuam existindo nas províncias do noroeste, sobretudo Banteay Meanchey, Oddar Meanchey e Preah Vihear: não saia de trilhas marcadas fora do parque, que é limpo e sinalizado. Dengue é o problema sanitário local mais comum e o mosquito pica de dia, então repelente pela manhã e no fim da tarde; malária é risco rural e florestal, não urbano. A fronteira com a Tailândia teve confrontos armados a partir de julho de 2025 e tensões recorrentes desde então: Siem Reap fica a cerca de 150 km e não foi afetada diretamente, mas evite pontos de fronteira e áreas militarizadas e confira avisos consulares antes de qualquer travessia por terra. Emergências: 117 polícia, 118 bombeiros, 119 ambulância; o Royal Angkor International Hospital atende adultos com padrão internacional, e o Angkor Hospital for Children atende crianças gratuitamente.

Dicas de etiqueta

Roupa cobrindo ombros e joelhos no parque

Cubra ombros e joelhos em todo o parque arqueológico. A regra é fiscalizada por guardas na entrada do Bakan, o terceiro nível de Angkor Wat, onde quem estiver de regata, short curto ou vestido acima do joelho é barrado. Leve um lenço ou uma calça leve na mochila, porque não há onde comprar perto da fila.

Sampeah e a distância dos monges

O cumprimento cambojano, o sampeah, se faz com as palmas juntas diante do peito, e quanto maior o respeito, mais altas ficam as mãos. Não estenda a mão a um monge esperando aperto; mulheres não devem tocar em monges nem entregar objetos diretamente às mãos deles, e sim colocá-los sobre um pano ou passá-los a um homem próximo.

Sapatos, chapéu e a direção dos pés

Tire sapatos e chapéu ao entrar em pagodes em atividade e em casas particulares. Sentado no chão de um templo, dobre as pernas para trás com os pés apontando para longe da imagem do Buda; apontar o pé para uma pessoa ou para uma imagem sagrada é ofensivo.

Nada de subir, tocar ou posar de forma indevida nas ruínas

Escalar esculturas, encostar nos relevos e sentar em cabeças de pedra é proibido e multado. Posar nu ou seminu nos templos dá detenção, multa, deportação e proibição de voltar ao país, com casos documentados desde 2015.

Não dê dinheiro nem compre de crianças nos templos

Comprar postais, pulseiras ou bebidas de crianças que trabalham no parque sustenta a evasão escolar e é desaconselhado pela APSARA e por ONGs locais. Pela mesma razão, evite visitas turísticas a orfanatos, prática que ONGs cambojanas pedem para acabar desde os anos 2010.

Cabeça, mãos e o jeito de apontar

Não toque na cabeça de ninguém, inclusive de crianças, que é a parte mais alta e mais respeitada do corpo. Aponte com a mão aberta, nunca com o indicador, e entregue e receba dinheiro ou cartão com a mão direita, com a esquerda apoiando o cotovelo em situações formais.

Erros a evitar

Figura feminina esculpida em relevo numa parede de pedra cinza, com coroa e colar.
Ta Prohm · Devata numa parede de Ta Prohm

Querer comprar o Angkor Pass na porta do templo

Contar com comprar o passe de três ou de sete dias na porta de Angkor Wat. Esses dois só se compram fora do parque, num balcão que fecha no fim da tarde. Quem chega para o nascer do sol sem eles perde a manhã inteira.

Reservar meio dia para Angkor

Tratar Angkor como um monumento só e reservar meio dia. O parque tem cerca de 400 km², o circuito pequeno soma 17 km e o grande passa de 26, e só Angkor Wat consome duas a três horas se você quiser ver os relevos com calma. Um dia inteiro mal dá para Angkor Wat, o Bayon e Ta Prohm, e ainda com pressa: por isso compre o passe de três dias, de US$ 62.

Phnom Bakheng sem contar a fila

Ir ao pôr do sol em Phnom Bakheng sem contar a fila. Grupos inteiros sobem a ladeira e têm de voltar sem entrar, porque o topo já lotou. Pre Rup, Srah Srang e o fosso de Angkor Wat têm a mesma luz, sem cota de entrada.

Entre 11h e 15h, a pedra fica mais quente que o ar

Subestimar calor e água. Entre 11h e 15h o arenito fica muito mais quente do que o termômetro sugere, e não há sombra nas calçadas dos templos. Leve dois litros por pessoa, comece às 5h e faça uma pausa longa ao meio-dia, como a cidade inteira faz.

Fechar passeio de barco na rua, na estação errada

Fechar passeio de barco na rua, sem checar a estação certa. O golpe mais comum da região é cobrar uma segunda taxa no meio do lago, ou desviar para uma loja de artesanato no caminho de volta.

Frases úteis

សួស្តី: Suosdei (suos-dei)

Olá, em qualquer hora do dia

អរគុណច្រើន: Arkun chran (a-kun tchran)

Muito obrigado; junte as palmas das mãos ao dizer

សូមទោស: Som toh (som tôh)

Desculpe, ou com licença para passar

នេះថ្លៃប៉ុន្មាន: Nih thlai ponman? (nih tlai pon-man)

Quanto custa isto?

ថ្លៃណាស់: Thlai nas (tlai nãh)

Está caro; abertura educada de negociação em mercado

ឆ្ងាញ់ណាស់: Chgnanh nas (tchnhanh nãh)

Está muito gostoso; funciona bem em barraca de comida

Bairros

Psar Chas (Mercado Velho)

O núcleo turístico, entre a margem oeste do rio e a Sivatha Boulevard, com o mercado coberto dos anos 1920 vendendo peixe seco, prahok, especiarias e roupa. Ali estão a Pub Street, a Alley West e The Lane, três quarteirões de bares e restaurantes que concentram quase toda a vida noturna da cidade.

Wat Bo

Margem leste do rio, mais residencial e mais silenciosa, com guesthouses de porte médio e restaurantes bons a preço local. O pagode que dá nome ao bairro guarda murais do século XIX com cenas do Reamker, a versão khmer do Ramayana.

Kandal Village

Poucas quadras a oeste do Mercado Velho, em torno da Hup Guan Street, com lojas de design cambojano, cafés de torra local e spas instalados em casas dos anos 1960. Foi requalificado a partir de 2013 e é o bairro mais caminhável para uma tarde sem templo.

Sala Kamreuk e Wat Damnak

Ao sul do centro, do outro lado da ponte, reúne o Angkor Night Market e o Wat Damnak, que abriga o Center for Khmer Studies e sua biblioteca aberta ao público. Área de hotéis médios e de escritórios de ONGs.

Slor Kram e os Jardins Reais

Faixa norte do centro, com o parque Royal Independence Gardens, o Raffles Grand Hotel d’Angkor (1932) e o santuário Preah Ang Chek Preah Ang Chorm, onde cambojanos vão fazer oferendas. Ao entardecer as árvores do jardim se enchem de morcegos frugívoros.

Taphul e Steung Thmey

Oeste do centro, com hospedagem barata, casas de aluguel de longa temporada e a maior parte dos moradores estrangeiros de longa data. Preços de comida e lavanderia caem sensivelmente em relação ao Psar Chas.

Rua 60 (Road 60)

Avenida que sai para o norte em direção ao parque, com uma feira noturna cambojana de barracas de grelhados, parque de diversões e roda-gigante, frequentada quase só por moradores. É o lugar mais direto para comer e comprar a preço de cidade, não de turista.

Charles de Gaulle e a Ring Road

Corredor de resorts grandes entre a cidade e o portão sul do parque, mais o anel viário concluído nos anos 2010 para desviar o tráfego pesado do centro. Cômodo se você prioriza distância até os templos, inconveniente para jantar a pé.

História

802 · Jayavarman II funda o império

No alto do Phnom Kulen, 48 km a nordeste da cidade atual, Jayavarman II se declara chakravartin e rompe com a tutela javanesa. É a data fundadora do império Khmer.

889–915 · A capital se muda para Angkor

Yasovarman I transfere a corte de Hariharalaya, no atual grupo de Roluos, para Yasodharapura, em torno da colina de Phnom Bakheng. Escava o Baray Oriental, reservatório de 7 por 1,8 km.

1113–1150 · Suryavarman II ergue Angkor Wat

Templo-montanha dedicado a Vishnu, voltado para o oeste, com recinto de 162 hectares cercado por um fosso de cerca de 190 m de largura. A obra, no reinado de Suryavarman II, levou cerca de três décadas.

1177 · Os chams saqueiam a cidade

Uma frota de Champa sobe o Tonlé Sap e toma Angkor, matando o rei. A batalha naval aparece esculpida nos baixos-relevos externos do Bayon.

1181–1218 · Jayavarman VII e o Bayon

Rei budista mahayana, refunda a capital como Angkor Thom, 9 km² murados, e constrói o Bayon, Ta Prohm (1186) e Preah Khan (1191). As inscrições atribuem a ele 102 hospitais e uma rede de estradas com casas de descanso.

1431 · Ayutthaya toma Angkor

Depois de décadas de secas e cheias extremas registradas em anéis de árvores da região, tropas siamesas saqueiam a capital. A corte desce para Longvek e, mais tarde, Phnom Penh.

1795–1907 · Um século de domínio siamês

Siem Reap e Battambang ficam sob controle do Sião até o tratado de 1907. Angkor Wat nunca foi abandonado de fato: seguiu funcionando como mosteiro budista theravada e destino de peregrinação.

Um mapa de jornal com o Sião no centro e os nomes Angkor, Battambang e Cambodge.
Mapa publicado em 8 de março de 1903 no Le Petit Journal, com Angkor e Battambang na fronteira entre o Sião e o Camboja. Siem Reap e Battambang ficaram sob o Sião até o tratado de 1907, que devolveu a província ao Camboja. Angkor Wat seguiu como mosteiro budista theravada. A folha é de 1903. · Le Petit Journal

1860–1908 · França, EFEO e a devolução

Henri Mouhot descreve as ruínas para o público europeu em relatos publicados em 1863; o protetorado francês começa em 1863 e o tratado de 1907 devolve a província ao Camboja. Em 1908 a École française d’Extrême-Orient assume a conservação dos templos.

Uma ponte de madeira estreita atravessa o rio Siem Reap, com um barco coberto de palha ancorado abaixo e palmeiras na margem.
Uma ponte de madeira sobre o rio Siem Reap, c. 1880 · Autor desconhecido

1932–1946 · Primeiro turismo e ocupação tailandesa

O Grand Hotel d’Angkor abre em 1932 e chegam os primeiros grupos organizados. Entre 1941 e 1946 a Tailândia reocupa a província, devolvida ao Camboja no pós-guerra.

1970–1998 · Guerra, Khmer Vermelho e minas

A cidade é esvaziada em 1975 e a população, deportada para o campo. A região continua minada e sob ataque de guerrilha até a rendição final de 1998, com Angkor praticamente fechado ao público por duas décadas.

Cinco torres de pedra refletidas num lago com lírios e palmeiras.
O templo e o lago · Balon Greyjoy

1992–2026 · Unesco e o ciclo do turismo

Angkor entra na lista da Unesco em 1992, já como patrimônio em perigo, e sai dessa lista em 2004. Os visitantes estrangeiros passam de cerca de 2,2 milhões em 2019 a quase zero em 2020, e a recuperação ainda não veio: 387.772 no primeiro semestre de 2026, 31,7% menos que no mesmo período de 2025.

Torres de pedra e palmeiras refletidas num fosso, sob um céu azul.
Angkor Wat e o reflexo no fosso, 2022 · Satdeep Gill
História completa

Jayavarman II funda o império angkoriano em 802

Em 802, Jayavarman II se declara soberano universal no planalto de Phnom Kulen e inaugura o período angkoriano, e a corte se instala primeiro em Hariharalaya, o grupo de Roluos, 13 km a sudeste da Siem Reap de hoje, onde Bakong (881) é o primeiro templo-montanha em arenito. Entre 889 e 915, Yasovarman I muda a capital para a planície ao redor de Phnom Bakheng e escava o Baray Oriental. Essa aglomeração chegou a algo entre 700 mil e um milhão de pessoas nos séculos XI e XII, segundo o mapeamento a laser LiDAR de 2012 e 2015, e se sustentava numa rede hidráulica de barays, canais e diques que estocavam a água da monção e a distribuíam na estação seca.

Suryavarman II e Jayavarman VII: Angkor Wat e o Bayon

O apogeu de Angkor tem dois construtores: Suryavarman II e Jayavarman VII. No reinado de Suryavarman II (1113–1150), numa obra de cerca de três décadas, sobe Angkor Wat, voltado para o oeste e dedicado a Vishnu, com 800 metros contínuos de baixos-relevos na galeria externa, entre eles a Agitação do Oceano de Leite, o mito em que deuses e demônios puxam uma serpente para bater o mar. Depois do saque cham de 1177, Jayavarman VII responde com Angkor Thom: 9 km² murados, o Bayon com suas 216 faces em 54 torres, Ta Prohm (1186) e Preah Khan (1191), e uma virada do hinduísmo para o budismo mahayana que o século seguinte tentaria apagar a cinzel, raspando budas das paredes. A partir do século XIV a manutenção da rede hidráulica falha, secas e cheias extremas se alternam, o comércio marítimo desloca o eixo econômico para o sul e, em 1431, Ayutthaya saqueia a capital. A corte se muda rio abaixo, e os templos permanecem no lugar.

Do domínio siamês ao protetorado francês, 1795–1967

Em 1795 o Sião assume o controle de Siem Reap e de Battambang, e até 1907 a província é, na prática, siamesa. Nesse período Angkor Wat continua ocupado por monges theravada, ao contrário da floresta virgem e vazia que a narrativa colonial descreveria. A cidade moderna nasce da administração: em 1907 o tratado franco-siamês devolve Siem Reap, Battambang e Sisophon ao Camboja sob protetorado francês, e em 1908 a EFEO começa a limpeza e a anastilose dos templos; o primeiro curador, Jean Commaille, é assassinado em serviço em 1916. O Grand Hotel d’Angkor abre em 1932 e a estrada de Bangkok traz os primeiros grupos, até que, entre 1941 e 1946, a Tailândia reocupa a província, devolvida ao Camboja no pós-guerra. Em 1967, Jacqueline Kennedy visita as ruínas em plena Guerra Fria.

No século XX, a guerra civil e o Khmer Vermelho esvaziam a cidade em 1975

A guerra civil chega a Siem Reap em 1970, e em abril de 1975 o Khmer Vermelho esvazia a cidade e manda a população para cooperativas agrícolas; a província perde uma parte enorme de seus habitantes por execução, fome e doença. Depois de 1979 a região vira zona de insurgência, com minas terrestres, emboscadas na estrada 6 e templos usados como posição militar. Mesmo assim, Angkor entra na lista da Unesco em 1992, e em 1995 é criada a Autoridade APSARA, que passa a controlar zoneamento, gabarito e uso do solo em toda a área do parque e no seu entorno. O turismo só abre de fato com a rendição de 1998 e a estabilização política.

Três décadas de crescimento acelerado

A cidade de hoje é o resultado de três décadas de crescimento acelerado e de dois colapsos. Os quartos de hotel se multiplicaram entre 1998 e 2019, quando Angkor recebeu cerca de 2,2 milhões de visitantes estrangeiros; a pandemia zerou esse fluxo em 2020 e serviu de janela para a obra das 38 ruas, mais de 100 km de vias e drenagem refeitas entre 2020 e 2023. Em 2023 a cidade ganhou um aeroporto novo, construído longe o bastante dos templos para não vibrá-los, e o antigo, quase dentro da cidade, fechou de vez. A reabertura não trouxe os números de volta: o conflito de fronteira com a Tailândia a partir de julho de 2025 derrubou a chegada por terra, e no primeiro semestre de 2026 Angkor registrou 387.772 visitantes estrangeiros e US$ 18,47 milhões em bilheteria, quedas de 31,7% e 29,8% na comparação anual. A cidade está mais vazia e mais barata do que esteve em vinte anos. Em paralelo, a gestão do parque virou tema político: entre 2022 e 2024 milhares de famílias que viviam dentro da zona protegida foram transferidas para os novos assentamentos de Run Ta Ek e Peak Sneng, processo que o governo apresenta como voluntário e que organizações de direitos humanos contestam desde 2023.

Angkor Wat nunca foi abandonado: monges theravada o ocuparam durante todos os séculos que antecederam a “redescoberta” francesa.

Geografia e forma da cidade

O Tonlé Sap e o platô de Kulen

Siem Reap fica a cerca de 15 metros acima do nível do mar, numa planície aluvial plana entre dois acidentes que explicam tudo: ao sul, a 12 km, o Tonlé Sap, maior lago de água doce do Sudeste Asiático, que passa de aproximadamente 2.500 km² na seca para até 15 mil km² na cheia, quando o rio Tonlé Sap inverte o fluxo e represa a água do Mekong entre junho e outubro; a nordeste, a 48 km, o platô de Phnom Kulen, que chega a 487 m e é a fonte tanto da água quanto do arenito com que Angkor foi construída.

O rio e os barays

O rio Siem Reap desce das Kulen e corta a cidade de norte a sul, atravessado por uma dúzia de pontes curtas; do lado do parque, o sistema de barays angkorianos continua visível, e o Baray Ocidental, de 8 por 2,2 km, ainda armazena água.

A malha e a cidade horizontal

A malha urbana é simples: a Estrada Nacional 6 corta a cidade a leste-oeste ligando o aeroporto novo a Sisophon, a Sivatha Boulevard é o eixo norte-sul comercial e a Charles de Gaulle sai do centro rumo noroeste até o portão de Angkor Wat, 6 km adiante. Não há prédios altos: o zoneamento da APSARA limita gabarito e cores em torno do parque, e o resultado é uma cidade horizontal de dois e três andares que se atravessa a pé em meia hora.

A cidade fica a 15 m de altitude, numa planície tão plana que não há ponto alto para se orientar.

Cultura

Duas bandejas de folhas de amoreira cobertas de bichos-da-seda, sobre um balcão de madeira.
Artisans Angkor e Phare, o circo cambojano · Bichos-da-seda na Artisans Angkor

Dança khmer: a arte de referência da cidade

A dança clássica khmer é a arte de referência da cidade, e sua história recente explica muita coisa: o repertório foi remontado a partir dos anos 1940 sob a rainha Sisowath Kossamak e depois pela princesa Norodom Buppha Devi, quase perdido de novo entre 1975 e 1979, quando a maioria dos dançarinos e mestres foi morta, e reconstituído nos anos 1980 pelos poucos sobreviventes. A Unesco inscreveu o Ballet Real do Camboja como patrimônio imaterial em 2008; em Siem Reap você vê versões curtas do robam tep apsara em jantares de hotel e apresentações mais sérias em teatros ligados a escolas de arte. Também sobrevivem aqui o sbek thom, teatro de sombras com painéis de couro de quase dois metros (Unesco, 2008), e o chapei dang veng, canto improvisado com alaúde de braço longo reconhecido em 2016.

Artisans Angkor e o Phare Circus formam artistas locais

A cidade é hoje um pequeno polo de produção cultural, e não só de consumo turístico. Artisans Angkor forma escultores e tecelãs desde os anos 1990; o Phare, the Cambodian Circus, funciona diariamente desde 2013 com artistas da escola Phare Ponleu Selpak, criada em 1994 por sobreviventes que voltaram dos campos de refugiados na fronteira tailandesa; o Center for Khmer Studies, no Wat Damnak, mantém a maior biblioteca de pesquisa fora de Phnom Penh e um programa de bolsas. No cinema, o país é lido internacionalmente por Rithy Panh, e parte de Primeiro Mataram Meu Pai, dirigido por Angelina Jolie em 2017, foi rodada na província.

A vida religiosa é visível todo dia

A vida religiosa é budista theravada e visível todos os dias: monges de manto laranja recolhendo alimento entre 5h30 e 7h, pagodes que funcionam como escola, hospedaria e salão de festa, e uma camada anterior, brâmane e animista, que continua nos santuários de neak ta e nas oferendas ao Preah Ang Chek Preah Ang Chorm. A noite comercial é curta e concentrada: a Pub Street esvazia por volta de 1h, os moradores jantam cedo, e o programa noturno cambojano típico é a feira da Rua 60 ou um campo de futebol de aluguel, quase nunca um bar.

Festas e eventos

Tigela de água e um monte de pó branco sobre uma mesa de madeira clara, ao sol.Ilustração com IA
Água e talco · Nilo pelo mundo

Chaul Chnam Thmey: Ano-Novo Khmer

13 a 16 de abril, a maior data do calendário. Siem Reap recebe o Angkor Sangkranta, com jogos tradicionais, danças e concertos perto dos templos; a cidade lota de cambojanos, muitos negócios fecham por dias e água e talco são jogados em quem passa na rua.

Duas bandejas de folhas com rosas e bastões de incenso, preparadas para o Pchum Ben e fotografadas em 28 de outubro de 2020.
Oferendas do Pchum Ben, 28 de outubro de 2020 · PhotographerCambodia · CC BY-SA 4.0

Pchum Ben

Quinze dias entre setembro e outubro, terminando na lua nova do décimo mês. As famílias levam oferendas de arroz aos pagodes antes do amanhecer para alimentar os ancestrais; é o feriado mais introspectivo do país e boa parte dos funcionários viaja para a aldeia de origem.

Barco comprido e vazio, com cabeça de dragão esculpida na proa, na água de um rio largo.Ilustração com IA
Barco-dragão no rio · Nilo pelo mundo

Bon Om Touk: Festival da Água

Três dias na lua cheia de novembro, marcando a inversão do fluxo do rio Tonlé Sap. As grandes regatas de barcos-dragão são em Phnom Penh, mas Siem Reap tem corridas menores no seu próprio rio, com barracas e fogos.

Faixa de pano branco estendida entre dois postes sobre uma estrada ao amanhecer, com uma mesa de copos de água.Ilustração com IA
Fita branca e copos na estrada · Nilo pelo mundo

Meia Maratona Internacional de Angkor

Primeiro domingo de dezembro, desde 1996. O percurso passa por Angkor Wat, pelos portões de Angkor Thom e por Ta Prohm ao amanhecer, e a renda vai para programas de reabilitação de vítimas de minas terrestres; inscrições fecham semanas antes.

Fileira de velas acesas e flores de lótus brancas sobre um parapeito de pedra, ao anoitecer.Ilustração com IA
Velas e lótus brancos · Nilo pelo mundo

Visak Bochea e Bon Kathen

Visak Bochea, na lua cheia de maio, marca nascimento, iluminação e morte do Buda com procissão de velas em Angkor Wat. Bon Kathen, nas semanas depois de Pchum Ben, é a oferta de mantos aos monges: cortejos com música alta em caminhão cruzam a cidade nos fins de semana de outubro e novembro.

Livros e filmes

Angkor and the Khmer Civilization, Michael D. Coe (2003)

A síntese arqueológica mais clara em um volume: cronologia dos reis, função dos templos e o papel decisivo da rede de barays e canais, que é o que explica o tamanho e o fim da cidade antiga.

O Portão, François Bizot (2000)

Bizot era pesquisador da EFEO em Angkor quando foi capturado por guerrilheiros khmers vermelhos em 1971, a poucos quilômetros dos templos. O relato liga diretamente o parque arqueológico e o regime que esvaziou Siem Reap quatro anos depois.

A Imagem que Falta, Rithy Panh (2013)

Documentário que reconstrói com bonecos de barro o que não foi filmado entre 1975 e 1979, porque as imagens do período foram feitas pelo próprio regime. É o melhor caminho para entender a geração que hoje dirige, cozinha e guia na cidade.

Perguntas frequentes

Siem Reap: o que é Beng Mealea e a que distância fica?

Beng Mealea fica a 77 km a leste, cerca de 1h20 de carro: templo do século XII do mesmo porte de Angkor Wat, deixado em colapso e percorrido por passarelas de madeira.

Siem Reap: pago em dólar ou em riel?

Em Siem Reap os números inteiros se pagam em dólar e as frações voltam em riel, na mesma compra, a cerca de 4.000 riel por dólar. Leve notas de dólar limpas: cédula rasgada, rabiscada ou muito gasta é recusada com frequência.

Siem Reap: como é o clima ao longo do ano?

Siem Reap tem três estações, e cada uma muda o que dá para fazer nos templos e no lago. De novembro a fevereiro o tempo é seco e relativamente fresco, entre 22 e 33 °C, com umidade menor e céu limpo.

Siem Reap: a cidade é segura para o visitante?

Em Siem Reap a violência contra visitantes é rara, e o risco realista é patrimonial.

Siem Reap: o que é o amok trey?

Peixe de água doce em pasta de curry kroeung com leite de coco e ovo, cozido no vapor dentro de uma cesta de folha de bananeira até virar um creme firme, com folha de noni no fundo.

Roteiros que passam por aqui