
Brasil
Belo Horizonte
Pampulha de Niemeyer, Mercado Central, Praça da Liberdade e o Inhotim a 60 km
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Um para o centro planejado: o Mercado Central de manhã, o Parque Municipal, a Praça da Estação e os murais da Rua Sapucaí, a tarde nos museus gratuitos da Praça da Liberdade e o pôr do sol no Mirante do Mangabeiras. Outro para a Pampulha, de preferência de quarta a sexta, quando a Igrejinha, a Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek recebem visitas no mesmo dia e o tour do Mineirão funciona; no sábado e no domingo a Pampulha ainda funciona, com a igreja dependendo da agenda de celebrações. O terceiro é do Inhotim, que pede o dia inteiro, da abertura ao fechamento. Com um quarto dia eu não ficaria em Belo Horizonte: iria para Ouro Preto e dormiria lá.
3
Quando Maio a setembro; é a estação seca, com chuva mínima entre junho e agosto e noites mais frescas em junho e julho.
Como o guia chega a este número
De novembro a março chove muito, com dezembro e janeiro acima de 330 mm na normal climatológica.
Maio a setembro; é a estação seca, com chuva mínima entre junho e agosto e noites mais frescas em junho e julho. De novembro a março chove muito, com dezembro e janeiro acima de 330 mm na normal climatológica.
Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa, as entradas de museus e o dia em Inhotim com o transporte até Brumadinho; feriados e grandes eventos mudam bastante o total.
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria três dias. Um para o centro planejado: o Mercado Central de manhã, o Parque Municipal, a Praça da Estação e os murais da Rua Sapucaí, a tarde nos museus gratuitos da Praça da Liberdade e o pôr do sol no Mirante do Mangabeiras. Outro para a Pampulha, de preferência de quarta a sexta, quando a Igrejinha, a Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek recebem visitas no mesmo dia e o tour do Mineirão funciona; no sábado e no domingo a Pampulha ainda funciona, com a igreja dependendo da agenda de celebrações. O terceiro é do Inhotim, que pede o dia inteiro, da abertura ao fechamento. Com um quarto dia eu não ficaria em Belo Horizonte: iria para Ouro Preto e dormiria lá.Belo Horizonte foi inventada numa prancheta. No fim do século XIX, Minas precisava de uma capital nova, e os engenheiros traçaram ruas em grade, avenidas em diagonal e um anel, a Avenida do Contorno, ao pé da Serra do Curral. A serra aparece no fim de muitas avenidas, e do Mirante do Mangabeiras a cidade surge inteira, espalhada muito além do desenho original. Ao norte, em volta de uma lagoa, Juscelino Kubitschek deu a um jovem Oscar Niemeyer a chance de testar curvas de concreto: a Igrejinha da Pampulha, com a Via-Sacra de Portinari e os jardins de Burle Marx, faz parte do conjunto que hoje é Patrimônio Mundial. No centro, o Mercado Central explica a cozinha mineira corredor por corredor, do queijo à cachaça, e os botecos fazem do tira-gosto um programa da noite. A 60 km, o Inhotim espalha galerias de arte contemporânea por um jardim botânico, e a cidade vira base para conhecer as cidades do ouro.
Ficha rápida
- População
- 2.415.451 habitantes no município, na estimativa do IBGE com referência a 1º de julho de 2026; 2.315.560 no Censo de 2022. A região metropolitana tem cerca de 6,0 milhões (IBGE, estimativa de 2025)
- Fundação
- Inaugurada em 12 de dezembro de 1897 como Cidade de Minas, sobre o antigo arraial do Curral del-Rei; o nome Belo Horizonte passou a valer em 1901
- País e região
- Brasil: capital de Minas Gerais, região Sudeste, ao pé da Serra do Curral; a 852 m de altitude na sede do município, 38 km do Aeroporto Internacional de Confins e 96 km de Ouro Preto por estrada
- Idioma
- Português, no falar mineiro
- Moeda
- Real (R$, BRL)
- Fuso horário
- UTC−3 o ano inteiro, sem horário de verão
- Melhor época
- Maio a setembro; é a estação seca, com chuva mínima entre junho e agosto e noites mais frescas em junho e julho. De novembro a março chove muito, com dezembro e janeiro acima de 330 mm na normal climatológica.
- Custo médio por dia
- Some hospedagem por noite, refeições por pessoa, as entradas de museus e o dia em Inhotim com o transporte até Brumadinho; feriados e grandes eventos mudam bastante o total.
Quando ir
Maio a setembro; é a estação seca, com chuva mínima entre junho e agosto e noites mais frescas em junho e julho. De novembro a março chove muito, com dezembro e janeiro acima de 330 mm na normal climatológica.
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
Melhor épocajunho
Melhor épocajulho
Melhor épocaagosto
Melhor épocasetembro
Melhor épocaoutubro
novembro
dezembro
O que muda ao longo do ano

Belo Horizonte tem duas estações bem marcadas. De maio a setembro é a seca: na normal de 1991 a 2020, junho, julho e agosto somam pouco mais de 25 mm de chuva, os dias são firmes e as noites de junho e julho ficam em torno de 15 °C. É a melhor época para os mirantes e para andar ao ar livre no Inhotim. De novembro a março chove muito, com dezembro (339 mm) e janeiro (331 mm) como os meses mais úmidos; o Parque da Serra do Curral pode fechar em dia de tempestade. De outubro a março as máximas médias ficam entre 27,7 °C e 29,1 °C. O Carnaval, em fevereiro ou março, enche a cidade. Em janeiro e julho, meses de férias escolares, o Inhotim abre também às terças-feiras.
Dicas do Nilo
Monte a semana pelo calendário
Segunda é o pior dia: fecham o Inhotim, os museus da Pampulha, o Palácio da Liberdade, o MM Gerdau, o Museu Mineiro, o Museu de Artes e Ofícios e o Parque Municipal. De quarta a sexta abre quase tudo; no sábado não há tour do Mineirão, a Igrejinha depende da agenda do santuário, e o Museu de Arte da Pampulha segue fechado para restauro.
Quarta gratuita no Inhotim
Toda quarta-feira e todo último domingo do mês a entrada é gratuita, mas é preciso retirar o ingresso antes no Sympla. O estacionamento cai pela metade nesses dias.
Domingo de feira e ônibus de graça
No domingo, combine a Feira Hippie (8h às 14h) com o Mercado Central (até 13h) e use os ônibus municipais, que não cobram tarifa pelo Catraca Livre.
Pôr do sol no Mangabeiras
O Mirante do Mangabeiras fica aberto até as 21h, de graça. O Parque da Serra do Curral fecha a entrada às 16h.
Museu de Arte da Pampulha
O prédio está fechado para restauro, e o museu faz atividades periódicas nos jardins. Sem programação, ele se vê de fora, da orla.
Explorar o mapa
Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Belo Horizonte: Serra do Curral
A cidade se apoia numa encosta voltada para o norte, com a Serra do Curral como limite sul do município. O miolo comercial do plano original, entre a Praça Sete, a Praça da Estação e a Rodoviária.

Igreja São Francisco de Assis
A Igrejinha da Pampulha é o edifício mais conhecido do conjunto de Oscar Niemeyer: abóbadas parabólicas de concreto, que até então só se usavam em hangares, fazem ao mesmo tempo estrutura e parede. Por fora, o painel figurativo de Portinari, o painel abstrato de Paulo Werneck e o revestimento de pastilhas azul-claro e brancas; por dentro, a Via-Sacra de Portinari em catorze painéis e os baixos-relevos de bronze de Alfredo Ceschiatti no batistério, com jardins de Burle Marx em volta. A arquidiocese se recusou a consagrá-la por anos, e o culto só começou em 1959. As visitas mediadas, de cerca de 40 minutos, vão de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 13h às 17h (na sexta, até as 16h), sujeitas à agenda do santuário, sobretudo aos sábados; no domingo, há visita fora dos horários das missas (7h, 10h e 16h). Grupos com mais de 15 pessoas agendam por e-mail. A visita é paga; o valor não é publicado, e se confere na entrada.
É a obra que justifica a Pampulha como Patrimônio Mundial e se vê em cerca de 40 minutos de visita mediada, de segunda a sábado das 8h às 12h e das 13h às 17h (sexta até 16h); no domingo, só fora das missas.
Consultar acesso

Mercado Central
Mais de 400 lojas sob o mesmo teto na Avenida Augusto de Lima, com corredores de queijos, doces, cachaças, ervas, raízes e artigos religiosos, além de bares de balcão. É o melhor lugar da cidade para entender o que Minas come. Abre de segunda a sábado, das 8h às 18h, e no domingo das 8h às 13h.
É a aula mais direta de comida mineira, com queijo, doce, cachaça e tira-gosto de balcão; vá de manhã, e no domingo antes das 13h.
Consultar acesso

Praça da Liberdade
Foi o centro do poder estadual de 1897 a 2010: jardins de desenho francês, alamedas, coreto e fontes, rodeados pelos prédios das antigas secretarias. Ao redor ficam edifícios de várias épocas, do eclético ao art déco, ao modernista Edifício Niemeyer e ao pós-moderno Rainha da Sucata. Desde 2010, quando o governo se mudou para a Cidade Administrativa, é o eixo do Circuito Liberdade, o conjunto de museus e centros culturais da região.
Concentra o Palácio da Liberdade e os museus gratuitos do Circuito Liberdade, e explica o desenho da capital planejada.
Consultar acesso

Mirante do Mangabeiras
Um dos lugares mais procurados para ver o pôr do sol, a cerca de 1.170 m, com dois deques de madeira, luneta gratuita e paisagismo inspirado em Burle Marx. Abre todos os dias das 8h às 21h (entrada até 20h30), com entrada gratuita; carros não entram, e há vagas apenas para pessoas com mobilidade reduzida. Na mesma encosta fica a Praça do Papa, a Praça Israel Pinheiro, que ganhou o apelido depois da missa campal de João Paulo II em 1980, quando ele teria exclamado «que belo horizonte». Aberta 24 horas, com vista parecida, foi reaberta em 7 de agosto de 2026 depois de obras de revitalização.
É o lugar para ver a cidade inteira e o pôr do sol, de graça e aberto até as 21h; a Praça do Papa, reaberta em 2026, fica na mesma encosta.
Consultar acesso

Lagoa da Pampulha
A represa concluída em 1943, que Juscelino Kubitschek cercou de arquitetura moderna. A orla tem pista de caminhada e de bicicleta e liga as obras de Niemeyer ao Mineirão e ao Parque Ecológico da Pampulha. A água é poluída desde os anos 1980; o programa é andar, pedalar e ver a arquitetura do outro lado do espelho d'água. No caminho fica o Museu de Arte da Pampulha, o antigo cassino de 1943, com fachada de travertino e vidro e jardins de Burle Marx com esculturas de Ceschiatti, Zamoyski e José Pedrosa. O cassino funcionou até 1946 e virou museu em 1957; hoje o prédio está fechado para restauro, e o museu faz atividades periódicas nos jardins. Sem programação, ele se vê de fora.
A orla liga as obras de Niemeyer e se percorre a pé ou de bicicleta, com o antigo cassino, hoje museu em restauro, visto de fora; a água é poluída, e o interesse está na paisagem e na arquitetura.
Consultar acesso

Casa do Baile
Restaurante dançante de 1943 numa ilhota ligada à orla por uma pequena ponte, com a marquise sinuosa que acompanha a margem. Fechou em 1948 e desde 2002 é o Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design, com exposições temporárias. Abre de quarta a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
Pequena, gratuita e no caminho da igreja, mostra as curvas de Niemeyer de perto; abre de quarta a domingo.
Consultar acesso

Museu Casa Kubitschek
A casa de fim de semana que Niemeyer projetou para Juscelino Kubitschek, com jardim e pomar de Burle Marx. O museu, aberto em 2013, mostra o mobiliário e o modo de morar modernista dos anos 1940. Abre de quarta a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
A casa de Juscelino com jardim de Burle Marx explica o modo de morar modernista em uma hora, de graça, de quarta a domingo.
Consultar acesso

Palácio da Liberdade
A antiga sede do governo, inaugurada em 1898, com arquitetura eclética de influência francesa e uma escadaria de ferro e mármore feita na Bélgica. Todas as visitas são gratuitas e sujeitas à lotação, sem ingresso: basta um cadastro no dia. O interior abre de quarta a sexta, das 12h às 17h30 (última entrada às 17h), e no sábado, domingo e feriado das 10h às 17h (última entrada às 16h30); os jardins ficam abertos até as 18h. A visita espontânea entra em grupos de até 50 pessoas, e a mediada, de até 25, acontece de quarta a sexta às 16h30 e no fim de semana às 11h e às 15h. Como o palácio tem uso institucional, os horários podem mudar. No primeiro domingo do mês acontece a troca da guarda.
A antiga sede do governo abre de graça, sem ingresso, de quarta a domingo; o interior eclético pede menos de uma hora.
Consultar acesso
Museu das Minas e do Metal
O MM Gerdau, no Prédio Rosa da Praça da Liberdade, reúne 44 atrações em 18 salas sobre mineração e metalurgia, duas das principais atividades econômicas de Minas, com recursos interativos e projeto arquitetônico de Paulo Mendes da Rocha e Pedro Mendes da Rocha. Entrada gratuita, de terça a domingo das 10h às 17h, com quinta-feira até as 22h.
Explica mineração e metalurgia, a base econômica de Minas, com recursos interativos e entrada gratuita, de terça a domingo.
Consultar acesso
O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Centro, mercados e Praça da Liberdade
Faça este dia de quarta a sábado: o Museu de Artes e Ofícios fecha no domingo e na segunda, o Parque Municipal na segunda e o Palácio da Liberdade na segunda e na terça.
8h: Mercado Central, na Avenida Augusto de Lima. Café com pão de queijo e uma volta pelos corredores de queijo, doces e cachaça antes de encher.
10h: caminhe até o Parque Municipal, na Avenida Afonso Pena (fechado às segundas), e atravesse as alamedas até a saída da Avenida dos Andradas.
11h: Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação (de terça a sábado). Reserve uma hora.
12h30: atravesse para a Floresta e veja os murais do Mirante de Arte Urbana da Rua Sapucaí; almoce num bar da rua ou volte ao Mercado Novo.
14h30: ônibus, táxi ou aplicativo até a Praça da Liberdade. Visite o Palácio da Liberdade (de quarta a domingo) e o MM Gerdau (terça a domingo, até 17h); o Museu Mineiro fica a uma quadra.
17h30: aplicativo até o Mirante do Mangabeiras para o pôr do sol; a Praça do Papa fica no caminho.
20h: jante na Savassi ou volte ao Mercado Novo, que tem bares abertos até a meia-noite de terça a sábado.
Dia 2 · A Pampulha de Niemeyer
Prefira de quarta a sexta: a Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek fecham na segunda e na terça, o tour do Mineirão não funciona no sábado nem no domingo, e no sábado a visita da igreja depende da agenda do santuário. No domingo dá para fazer o dia, com a igreja só fora dos horários das missas (7h, 10h e 16h).
9h: ônibus ou aplicativo até a Igreja São Francisco de Assis, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 3000. A visita mediada dura cerca de 40 minutos e funciona das 8h às 12h e das 13h às 17h (sexta até 16h).
10h: Museu Casa Kubitschek, na mesma avenida, número 4188. Uma hora basta.
11h15: Casa do Baile, na ilhota da orla, com a exposição em cartaz.
12h30: almoço de comida mineira no Trevo, perto da orla, ou num restaurante da Pampulha.
14h: caminhe ou pedale um trecho da orla e veja de fora o antigo cassino, hoje Museu de Arte da Pampulha, fechado para restauro.
15h30: esplanada do Mineirão; o tour do estádio funciona de segunda a sexta, com agendamento.
Fim da tarde: volte ao centro para jantar na Savassi ou em Lourdes.
Dia 3 · Inhotim
Bate-volta
Fica em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte, pela BR-381 (por Contagem e Betim) ou pela BR-040; calcule o tempo de estrada na véspera, porque depende da rota e do trânsito. Segundo o Inhotim, há dois serviços de transfer a partir de BH, e a agência oficial do instituto é a Belvitur. O Inhotim é museu e jardim botânico ao mesmo tempo: galerias dedicadas a Adriana Varejão, Tunga, Cildo Meireles, Lygia Pape, Miguel Rio Branco e Yayoi Kusama e obras ao ar livre de Chris Burden, Olafur Eliasson e outros, espalhadas por mais de 140 hectares de jardins e mata, num encontro de Mata Atlântica e Cerrado. Em 2024 tornou-se o primeiro jardim botânico do Brasil certificado pelo BGCI, segundo o instituto. Abre de quarta a sexta das 9h30 às 16h30 e no fim de semana e feriado das 9h30 às 17h30; em janeiro e julho, também às terças. Ingresso de R$ 65 (meia R$ 32,50), consultado em outubro de 2026; quarta-feira e último domingo do mês são gratuitos, com retirada prévia no Sympla. Algumas galerias e jardins fecham para manutenção: confira a lista do dia no site. Um dia inteiro é o mínimo; o passaporte de dois dias custa R$ 114.
Comida
Pão de queijo
Bolinho de polvilho de mandioca e queijo, assado até ficar elástico por dentro, surgido em Minas Gerais por volta de 1750. Em Belo Horizonte aparece no café da manhã, no lanche da tarde e no balcão de padaria e de mercado.
Feijão-tropeiro
Feijão cozido misturado com farinha de mandioca, linguiça, toucinho, ovo e cheiro-verde, às vezes com torresmo e couve. Nasceu como comida de viagem dos tropeiros que levavam mercadorias no lombo de mula e hoje é prato de almoço.
Torresmo
Pele de porco com gordura, cortada e frita até estalar. É o tira-gosto mais associado à cozinha mineira, servido com cachaça ou cerveja e usado também no feijão-tropeiro.
Fígado com jiló
Fígado acebolado servido com jiló, um fruto pequeno e amargo. É o petisco clássico dos bares de balcão do Mercado Central.
Queijo minas, goiabada e doces
Os corredores do Mercado Central vendem queijos de várias regiões de Minas, goiabada, doce de leite e doces em calda.
Cachaça
A cachaça da roça está entre os produtos mais procurados do Mercado Central, que tem lojas dedicadas a ela. Nos bares, acompanha o tira-gosto.
Comida de boteco
Belo Horizonte se apresenta como capital dos botecos, e o concurso Comida di Buteco, criado na cidade em 2000, elege a cada ano o melhor tira-gosto entre os bares inscritos. O petisco de balcão, servido para dividir, é a forma mais típica de comer na cidade.
Onde comer
- Bar da Lora · Mercado Central (Centro)
Fígado acebolado com jiló e outros tira-gostos de balcão, no bar que venceu o Comida di Buteco de 2010. É a forma mais direta de provar o petisco que o Mercado Central tornou clássico. Abre às 9h e segue o horário do mercado: até as 18h de segunda a sábado e até as 13h no domingo.
Fonte · 2026-10-16
- Casa Cheia · Mercado Central (Centro)
Comida mineira de almoço e petiscos num restaurante aberto desde 1978 dentro do mercado; o prato da casa é o «Mexidoido Chapado». Serve até as 18h nos dias úteis e no sábado, e só até as 13h no domingo.
Fonte · 2026-10-16
- Cozinha Tupis · Mercado Novo (Centro)
Pratos com ingredientes da tradição mineira numa cozinha que divide espaço com uma cervejaria, para provar a versão contemporânea da comida da cidade. Fecha às segundas; no domingo, só até as 16h.
Fonte · 2026-10-16
- Xapuri · Trevo (Pampulha)
Comida mineira à la carte em ambiente rústico, com fogão a lenha e um bufê de mais de 30 doces caseiros. Fica na região da Pampulha e serve de almoço no dia da orla; fecha às segundas.
Fonte · 2026-10-16
- Restaurante Dona Lucinha · São Pedro (Centro-Sul)
Bufê de receitas mineiras tradicionais, para provar vários pratos de uma vez. Abre todos os dias para almoço e, de segunda a sábado, até as 22h.
Fonte · 2026-10-16
- Santa Tereza
Bares de bairro em volta da Praça Duque de Caxias, onde o boteco é o programa da noite e a música do Clube da Esquina é memória local. Bom para quem quer comer e beber longe do circuito da Savassi.
$: pão de queijo e café no balcão, tira-gosto em bar de mercado ou prato feito no almoço · $$: almoço de comida mineira em restaurante ou bufê · $$$: jantar em restaurante de cozinha autoral na Savassi ou em Lourdes · 2026-10-16
Bate-voltas
Inhotim
Fica em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte, pela BR-381 (por Contagem e Betim) ou pela BR-040; calcule o tempo de estrada na véspera, porque depende da rota e do trânsito. Segundo o Inhotim, há dois serviços de transfer a partir de BH, e a agência oficial do instituto é a Belvitur. O Inhotim é museu e jardim botânico ao mesmo tempo: galerias dedicadas a Adriana Varejão, Tunga, Cildo Meireles, Lygia Pape, Miguel Rio Branco e Yayoi Kusama e obras ao ar livre de Chris Burden, Olafur Eliasson e outros, espalhadas por mais de 140 hectares de jardins e mata, num encontro de Mata Atlântica e Cerrado. Em 2024 tornou-se o primeiro jardim botânico do Brasil certificado pelo BGCI, segundo o instituto. Abre de quarta a sexta das 9h30 às 16h30 e no fim de semana e feriado das 9h30 às 17h30; em janeiro e julho, também às terças. Ingresso de R$ 65 (meia R$ 32,50), consultado em outubro de 2026; quarta-feira e último domingo do mês são gratuitos, com retirada prévia no Sympla. Algumas galerias e jardins fecham para manutenção: confira a lista do dia no site. Um dia inteiro é o mínimo; o passaporte de dois dias custa R$ 114.
Ouro Preto
A antiga Vila Rica fica a 96 km, com ônibus da Pássaro Verde a partir da Rodoviária de Belo Horizonte. É possível ir e voltar no mesmo dia, mas as igrejas do Aleijadinho e de Mestre Ataíde, as ladeiras e a vizinha Mariana pedem pelo menos uma noite lá. Veja o guia de Ouro Preto.
Por onde começar
Centro, mercados e Praça da Liberdade

Faça este dia de quarta a sábado: o Museu de Artes e Ofícios fecha no domingo e na segunda, o Parque Municipal na segunda e o Palácio da Liberdade na segunda e na terça.
A Pampulha de Niemeyer

Prefira de quarta a sexta: a Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek fecham na segunda e na terça, o tour do Mineirão não funciona no sábado nem no domingo, e no sábado a visita da igreja depende da agenda do santuário. No domingo dá para fazer o dia, com a igreja só fora dos horários das missas (7h, 10h e 16h).
Dinheiro

A moeda é o real (R$). Cartão e Pix são comuns, mas nem toda banca aceita crédito: o Mercado Central informa dinheiro e débito como formas de pagamento, e vale levar algum dinheiro para a Feira Hippie. Boa parte do que se visita é gratuito: os museus do Circuito Liberdade, o Palácio da Liberdade, a Casa do Baile, o Museu Casa Kubitschek, os parques e os mirantes. O gasto que mais pesa é o Inhotim, consultado em outubro de 2026: R$ 65 a inteira e R$ 32,50 a meia, R$ 114 a inteira para dois dias; o carrinho elétrico interno custa R$ 45 por pessoa e o estacionamento de carro, R$ 35, com metade do preço às quartas e no último domingo do mês. A passagem de ônibus municipal custa R$ 6,25.
Como chegar e se locomover
Do aeroporto de Confins
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (CNF) fica em Confins, a 38 km do centro. O ônibus executivo Conexão Aeroporto liga o terminal ao Terminal Álvares Cabral (Avenida Álvares Cabral, 387, na divisa do Centro com Lourdes) e à Rodoviária, na Praça Rio Branco; há também uma linha convencional, a 5250. Os horários e a tarifa vigentes ficam no quadro de horários do operador, no site conexaoaeroporto.com.br. Táxi e carro de aplicativo também fazem o trajeto. O Aeroporto da Pampulha (Carlos Drummond de Andrade) fica dentro da cidade e também é atendido pelo ônibus executivo.
Ônibus e metrô
A passagem de ônibus municipal custa R$ 6,25, e com o cartão BHBUS dá para trocar de linha em até 90 minutos sem pagar outra tarifa. Aos domingos e feriados nacionais, o programa Catraca Livre, em vigor desde 14 de dezembro de 2025, libera os ônibus municipais sem cobrança; quem não tem cartão passa com a catraca liberada pelo motorista. Nesses dias não há integração com o metrô. O metrô tem uma linha só, de Eldorado, em Contagem, a Vilarinho, em Venda Nova, com 19 estações em 28,1 km; ajuda pouco no roteiro turístico, que fica fora desse eixo.
A pé e de carro
O centro planejado se percorre a pé, mas com ladeiras: a Avenida Afonso Pena sobe do Hipercentro em direção à serra. Entre o centro, a Pampulha e o Mangabeiras as distâncias pedem ônibus, táxi ou aplicativo. Na Pampulha, a orla tem ciclovia e lojas que alugam bicicleta.
Para o Inhotim e as cidades históricas
O Inhotim fica em Brumadinho, a 60 km. De carro, a BR-381, por Contagem e Betim, é o caminho mais curto, e a BR-040 é a alternativa. Segundo o Inhotim, há dois serviços de transfer a partir de Belo Horizonte; a agência oficial do instituto é a Belvitur, que também vende o carrinho elétrico interno. Para Ouro Preto, a 96 km, a Pássaro Verde sai da Rodoviária, na Praça Rio Branco.
Segurança

Os cuidados são os de uma metrópole brasileira. Em aglomerações, como a Feira Hippie de domingo, os blocos de Carnaval e a saída dos estádios, guarde o celular e a carteira na frente do corpo. À noite, no Hipercentro, fique nos trechos movimentados e use táxi ou aplicativo para atravessar ruas vazias. Nos parques e mirantes, respeite os horários: o Parque da Serra do Curral e o das Mangabeiras fecham às 17h, e o da serra pode fechar antes em dia de tempestade, vento forte ou risco de incêndio. A Fundação de Parques Municipais recomenda vacina contra a febre amarela para visitar os parques. Na estação chuvosa, use repelente. Emergências: SAMU 192, Polícia Militar 190, Corpo de Bombeiros 193.
Dicas de etiqueta

Missa na Igrejinha
A Igreja São Francisco de Assis é um santuário em funcionamento. Aos domingos as missas são às 7h, 10h e 16h, com lugares limitados; turista visita fora desses horários e em silêncio durante as celebrações.
Grupos agendam antes
No santuário da Pampulha, grupos de escola ou de turismo com mais de 15 pessoas precisam agendar a visita por e-mail. No Palácio da Liberdade, a visita espontânea entra em grupos de até 50 pessoas por vez, e a mediada, de até 25.
Regras dos parques
Os parques municipais têm regras próprias: o Parque da Serra do Curral e o das Mangabeiras não aceitam animais de estimação; o Mirante do Mangabeiras e o Parque Municipal aceitam cães com coleira e guia. No Inhotim não entram bicicletas, patinetes nem instrumentos musicais.
Erros a evitar

Ir ao Inhotim na segunda ou na terça
O parque abre de quarta a domingo; terça só em janeiro e julho. Chegar à tarde também é erro: são mais de 140 hectares, e o fechamento é às 16h30 nos dias úteis.
Deixar a Pampulha para segunda ou terça
A Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek fecham nesses dias, e o Museu de Arte da Pampulha está com o prédio fechado para restauro. Na segunda e na terça, sobram a orla e a igreja.
Ir ao Mercado Central no domingo à tarde
No domingo ele fecha às 13h, e os bares e restaurantes de dentro seguem esse horário. Combine com a Feira Hippie de manhã.
Contar com o metrô para tudo
A linha única não passa pela Pampulha, pela Praça da Liberdade nem pelo Mangabeiras. Para esses lugares, ônibus, táxi ou aplicativo.
Subir a serra tarde
O Parque da Serra do Curral só deixa entrar até as 16h e limita a 700 visitantes por dia. Para o pôr do sol, o lugar é o Mirante do Mangabeiras, aberto até as 21h.
Frases úteis
Uai
Interjeição muito usada em Minas Gerais para surpresa, dúvida ou confirmação («É isso, uai»)
Trem
Em Minas, além de trem de ferro, quer dizer «coisa», qualquer objeto ou fato
Tira-gosto
Petisco que acompanha a bebida no bar
Me vê um pão de queijo
Pedido de balcão: «me dá um pão de queijo»
A Igrejinha está aberta para visita?
Pergunta útil antes de ir à Pampulha, fora do horário de missa
Esse ônibus passa na Pampulha?
Pergunta para confirmar a linha com o motorista antes de pagar
Onde ficar
- Savassi e Funcionários · Primeira visita, quem quer sair a pé para jantar e fazer o Circuito Liberdade: A Praça da Liberdade e seus museus ficam a uma caminhada, e a Savassi concentra bares, restaurantes e lojas para a noite. A desvantagem: a Pampulha e o Inhotim ficam longe, e o trajeto pede carro, aplicativo ou transfer; o aeroporto de Confins também.
- Lourdes e Santo Agostinho · Quem prefere rua mais calma e boa mesa perto, com acesso fácil ao ônibus do aeroporto: Bairros residenciais, com restaurantes e hotéis, a uma caminhada da Praça da Liberdade e perto do Terminal Álvares Cabral, na divisa com o Centro, onde para o ônibus executivo de Confins. A vida noturna é mais contida que na Savassi, e as ladeiras pesam para quem anda muito a pé.
- Centro · Quem chega e sai de ônibus, vai a Ouro Preto ou quer ficar a pé do Mercado Central: A Rodoviária, o Mercado Central, o Mercado Novo, o Parque Municipal e a Feira Hippie ficam perto, e o ônibus para Ouro Preto sai da Rodoviária. A desvantagem: o Hipercentro é barulhento de dia e, depois que o comércio fecha, pede táxi ou aplicativo para voltar à noite.
- Pampulha · Quem vem para jogo no Mineirão, evento no Mineirinho ou voo no Aeroporto da Pampulha: Fica perto da orla, dos estádios e do aeroporto doméstico, e longe de tudo o mais: o centro, a Praça da Liberdade e o caminho do Inhotim pedem deslocamento longo. Para uma primeira visita sem esses compromissos, a área central funciona melhor.
$: hostel ou hotel simples no Centro · $$: hotel de categoria média na Savassi, em Funcionários ou em Lourdes · $$$: hotel de alto padrão em Lourdes ou na Savassi · 2026-10-16
Bairros

Centro (Hipercentro)
O miolo comercial do plano original, entre a Praça Sete, a Praça da Estação e a Rodoviária. Ali ficam o Mercado Central, o Mercado Novo, o Parque Municipal, o Museu de Artes e Ofícios e, no domingo, a Feira Hippie na Avenida Afonso Pena. Durante o dia é cheio e barulhento; à noite, depois que o comércio fecha, prefira táxi ou aplicativo nos trechos vazios.

Funcionários e Savassi
Em volta da Praça da Liberdade, com o Palácio da Liberdade, o MM Gerdau, o Museu Mineiro e o CCBB. A Savassi, um pedaço do antigo bairro dos Funcionários, é conhecida pela quantidade de bares e pelo comércio, e segue movimentada à noite.
Lourdes e Santo Agostinho
Bairros residenciais a oeste da Praça da Liberdade, com restaurantes e hotéis. Ficam perto do Terminal Álvares Cabral (Avenida Álvares Cabral, 387, na divisa com o Centro), de onde sai o ônibus executivo para o aeroporto.
Floresta e Santa Tereza
A leste do centro, do outro lado da linha do trem. A Rua Sapucaí, na Floresta, virou mirante dos murais gigantes do festival CURA. Santa Tereza, tombado como conjunto urbano em 2015, guarda casas antigas, bares e a memória do Clube da Esquina.

Pampulha
Ao norte, em volta da lagoa: a Igreja São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Museu Casa Kubitschek, o Museu de Arte da Pampulha, o Mineirão e o Mineirinho. É uma região espalhada, que se percorre de carro, de bicicleta pela orla ou de ônibus, e não a pé de ponta a ponta.

Mangabeiras
Bairro nobre na encosta da Serra do Curral, com o Parque das Mangabeiras, o Mirante do Mangabeiras e a Praça do Papa. Vai-se até lá para ver a cidade do alto, de preferência no fim da tarde.
História
1701 · A Fazenda do Cercado
O bandeirante João Leite da Silva Ortiz ocupa a então Serra dos Congonhas, hoje Serra do Curral, e funda ali a Fazenda do Cercado, núcleo do arraial que ganharia o nome de Curral del-Rei.
1750 · Freguesia da Boa Viagem
Por ordem da Coroa é criado o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral. O arraial vive de gado, roça e farinha para abastecer a região do ouro, sem a riqueza de Vila Rica ou Sabará.
1893 · Escolhida para capital
Com a República, Minas decide tirar a capital de Ouro Preto, presa pelas encostas. O Congresso Mineiro, reunido em Barbacena, escolhe o Curral del-Rei, que vira município e capital com o nome de Cidade de Minas.
1894–1897 · A Comissão Construtora
Aarão Reis chefia a construção da nova capital. O arraial antigo é demolido, e seus moradores, sem dinheiro para comprar os terrenos valorizados do centro, vão sobretudo para Venda Nova.
1897 · Inauguração
Em 12 de dezembro a nova capital é inaugurada. O Parque Municipal abre antes, em 26 de setembro, e o Palácio da Liberdade fica pronto no ano seguinte.
1901 · Belo Horizonte
O nome Belo Horizonte, já proposto nos tempos do arraial, passa a valer no lugar de Cidade de Minas.
1943 · A Pampulha de Juscelino
O prefeito Juscelino Kubitschek encomenda a Oscar Niemeyer um conjunto em volta da lagoa artificial da Pampulha: cassino, casa de baile, clube e igreja, com jardins de Burle Marx e painéis de Portinari. O jogo é proibido no Brasil em 1946, e a igreja só é consagrada em 1959.
1957 · O cassino vira museu
O antigo Cassino da Pampulha passa a abrigar o Museu de Arte da Pampulha.
1963–1972 · O Clube da Esquina
Milton Nascimento chega a Belo Horizonte em 1963 e se junta aos irmãos Borges no bairro de Santa Tereza. Desse grupo sai o disco Clube da Esquina, de 1972.
1965 · Mineirão
O estádio é inaugurado em 5 de setembro, com capacidade original para 130 mil torcedores.
1991 · A Feira Hippie vai para a Afonso Pena
A feira de artesanato nascida em 1969 na Praça da Liberdade é transferida para a Avenida Afonso Pena, onde acontece aos domingos.
2010 · Circuito Liberdade
O governo estadual se muda para a Cidade Administrativa, no norte da cidade, e os prédios das antigas secretarias em volta da Praça da Liberdade viram museus e centros culturais.
2016 · Patrimônio Mundial
Em 17 de julho a UNESCO inscreve o Conjunto Moderno da Pampulha na lista do Patrimônio Mundial, como paisagem cultural.
2019 · Gastronomia e luto
A UNESCO inclui Belo Horizonte na Rede de Cidades Criativas, na área de gastronomia. No mesmo ano, em 25 de janeiro, a barragem da Vale na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, município do Inhotim, se rompe e mata 272 pessoas.
História completa
Do curral do rei à capital
Antes de ser capital, o lugar era um arraial de criadores de gado. O bandeirante João Leite da Silva Ortiz se instalou em 1701 nas encostas da serra que hoje se chama do Curral, e o povoado cresceu vendendo carne, farinha e roça para as cidades do ouro. Quando a República chegou, Ouro Preto não tinha onde crescer entre os morros, e Minas resolveu construir uma capital nova. Em 1893 a escolha caiu sobre o Curral del-Rei.
Uma cidade traçada antes de existir
A Comissão Construtora, chefiada por Aarão Reis, desenhou entre 1894 e 1897 uma cidade de quarteirões regulares, ruas em grade e avenidas em diagonal, com os edifícios do governo no alto da Praça da Liberdade. A Avenida do Contorno marcava o limite da zona urbana. O preço desse plano foi o arraial antigo, demolido; os moradores que não podiam pagar os novos terrenos foram para fora do traçado, sobretudo para Venda Nova. Os planejadores imaginaram 100 mil habitantes em um século, e a cidade passou disso muito antes: só nos anos 1950 a população dobrou de 350 mil para 700 mil.
Juscelino e a Pampulha
Nos anos 1940, o prefeito Juscelino Kubitschek usou a represa que vinha sendo construída no Ribeirão Pampulha para levar a cidade para o norte. Chamou um arquiteto jovem, Oscar Niemeyer, que fez ali suas primeiras grandes curvas de concreto, com o engenheiro Joaquim Cardozo, jardins de Roberto Burle Marx e a Via-Sacra de Cândido Portinari na igreja. O cassino durou até 1946, quando o jogo foi proibido no país; a igreja, recusada pela arquidiocese por causa da forma e do painel de Portinari, esperou até 1959 para ser consagrada. Em 2016 o conjunto virou Patrimônio Mundial.
A metrópole de hoje
A partir da segunda metade do século XX, a cidade ganhou arranha-céus, o Mineirão e uma região metropolitana de 34 municípios. Em 2010 o governo do estado saiu da Praça da Liberdade para a Cidade Administrativa, e os palácios das secretarias viraram o Circuito Liberdade, um conjunto de museus quase todos gratuitos. A mesma década trouxe de volta o Carnaval de rua, que tinha praticamente sumido nos anos 1990. Em 2019, o título da UNESCO de Cidade Criativa da Gastronomia reconheceu o que os mercados e botecos já mostravam.
Em 25 de janeiro de 2019, a barragem da Vale na Mina Córrego do Feijão, no mesmo município do Inhotim, se rompeu e matou 272 pessoas. O museu não foi atingido. A tragédia ainda é presente em Brumadinho, e vale lembrar disso ao atravessar a cidade.
O Conjunto Moderno da Pampulha completou dez anos na lista da UNESCO em 17 de julho de 2026, e a prefeitura mantém uma programação comemorativa nos meses seguintes.
Geografia e forma da cidade

Serra do Curral
A cidade se apoia numa encosta voltada para o norte, com a Serra do Curral como limite sul do município. É a linha de montanha que aparece no fim de muitas avenidas. No alto dela ficam o Parque da Serra do Curral, a Praça do Papa e o Mirante do Mangabeiras, a cerca de 1.170 m de altitude, de onde se vê a cidade inteira.
O centro dentro do Contorno
A área planejada no século XIX fica dentro da Avenida do Contorno: ruas em grade cortadas por avenidas diagonais, como a Afonso Pena, eixo que atravessa o centro em direção à serra. Dentro desse anel estão o Centro, a Praça da Liberdade, a Savassi e Lourdes. Os bairros fora dele cresceram sem o mesmo traçado, e as ladeiras são parte da rotina: quase todo trajeto a pé sobe ou desce.
Rios escondidos
Belo Horizonte não é cortada por um grande rio. O Ribeirão Arrudas atravessa a cidade de oeste para leste, quase todo canalizado, e mais ao norte corre o Ribeirão da Onça; os dois deságuam no Rio das Velhas, da bacia do São Francisco. A Lagoa da Pampulha é uma represa feita entre 1936 e 1943.
Clima
O clima é tropical com estação seca. Na normal de 1991 a 2020 da estação meteorológica da cidade, julho tem máxima média de 24,9 °C e mínima de 15,2 °C, com 5 mm de chuva no mês; janeiro chega a 28,7 °C de máxima e 331 mm de chuva, e dezembro a 339 mm.
Cultura

Clube da Esquina
A música é a contribuição mais famosa da cidade. Nos anos 1960, Milton Nascimento, os irmãos Márcio e Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso e Fernando Brant se juntaram no bairro de Santa Tereza, e o disco Clube da Esquina, de 1972, misturou bossa nova, jazz, rock dos Beatles e música mineira. Do mesmo bairro saíram, décadas depois, o Sepultura e o Skank.
Botecos e mercados
A vida social acontece em volta de uma mesa de bar. O título de Cidade Criativa da Gastronomia, dado pela UNESCO em 2019, parte dessa cultura e dos mercados: o Mercado Central, tradicional, e o Mercado Novo, onde uma geração de cozinheiros e cervejeiros reinterpretou a comida mineira.
Carnaval de rua
Depois de quase duas décadas apagado, o Carnaval voltou a partir de 2009 com blocos de rua e com o movimento Praia da Estação, que ocupou a praça em protesto contra a restrição de eventos. Hoje reúne milhões de pessoas em blocos espalhados pela cidade, e em 2025 uma lei municipal o reconheceu como manifestação cultural.
Arte e museus
O Circuito Liberdade concentra museus gratuitos em volta da praça. A Escola Guignard, dirigida pelo pintor Alberto da Veiga Guignard, formou artistas como Amilcar de Castro. A 60 km, o Inhotim reúne galerias e obras ao ar livre de arte contemporânea.
Futebol
O Mineirão é o maior estádio de Minas, com capacidade para cerca de 62 mil pessoas, e é considerado a casa do Cruzeiro desde 1965. O Atlético tem a Arena MRV, e o América joga no Independência.
Festas e eventos
Carnaval
Fevereiro ou março, conforme o calendário de cada ano: blocos de rua em vários bairros, desfiles de escolas de samba e de blocos caricatos. É a época mais cheia da cidade.
Comida di Buteco
Entre abril e maio, durante cerca de um mês: os bares inscritos criam um petisco para o concurso, e o público vota circulando entre eles.
Arraial de Belô
Festa junina municipal no Mineirinho, com concurso de quadrilhas, shows e vila gastronômica, de entrada gratuita. Nas edições de 2025 e 2026 aconteceu em julho; a 47ª edição começou em 24 de julho de 2026.
Festa de São Francisco
Em outubro, o santuário da Pampulha celebra o padroeiro com missas e a bênção dos animais.
Aniversário da cidade
12 de dezembro, data da inauguração em 1897.
Livros e filmes
Clube da Esquina (Milton Nascimento e Lô Borges, 1972)
O disco que saiu das reuniões em Santa Tereza e mostra o que a música da cidade fez com bossa nova, rock e canção mineira.
O encontro marcado (Fernando Sabino)
Romance que acompanha a formação de Eduardo Marciano e sua geração na Belo Horizonte dos anos 1940.
Os sonhos não envelhecem (Márcio Borges)
As histórias do Clube da Esquina contadas por um dos letristas do grupo.
Perguntas frequentes
Belo Horizonte: como chegar do aeroporto de Confins?
Confins (CNF) fica a 38 km do centro. O ônibus executivo Conexão Aeroporto vai ao Terminal Álvares Cabral e à Rodoviária, e há a linha convencional 5250; horários e tarifa ficam em conexaoaeroporto.com.br. Táxi e aplicativo também fazem o trajeto.
Belo Horizonte: quantos dias ficar?
Três dias: um para o centro planejado e a Praça da Liberdade, um para a Pampulha, de preferência de quarta a sexta, e um para o Inhotim, da abertura ao fechamento. Com um quarto dia, vale ir a Ouro Preto e dormir lá.
Belo Horizonte: como ir ao Inhotim e quando ele abre?
Fica em Brumadinho, a 60 km, de carro ou num dos dois serviços de transfer a partir de BH. Abre de quarta a domingo (também às terças em janeiro e julho), das 9h30 às 16h30 nos dias úteis e até 17h30 no fim de semana e feriado.
Belo Horizonte: quanto custa o Inhotim?
A inteira custa R$ 65 e a meia R$ 32,50; o passaporte de dois dias, R$ 114 (outubro de 2026). Quarta e último domingo do mês são gratuitos, com ingresso retirado antes no Sympla. O estacionamento custa R$ 35, pela metade nesses dias.
Belo Horizonte: qual o melhor dia para a Pampulha?
De quarta a sexta, quando a Igrejinha, a Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek abrem no mesmo dia e o tour do Mineirão funciona. Na segunda e na terça as duas casas fecham; no domingo, a igreja só recebe visita fora das missas (7h, 10h e 16h).
Belo Horizonte: qual é a melhor época?
De maio a setembro, a estação seca, com dias firmes e noites de junho e julho em torno de 15 °C; é a melhor época para os mirantes e para o Inhotim. De novembro a março chove muito, sobretudo em dezembro e janeiro.
Belo Horizonte: em que bairro se hospedar?
Savassi e Funcionários, na primeira visita, a pé da Praça da Liberdade e dos bares; Lourdes, mais calmo e perto do ônibus do aeroporto; o Centro, para quem chega de ônibus ou vai a Ouro Preto, com táxi ou aplicativo para voltar à noite. A Pampulha serve para jogo, evento ou voo ali.
Belo Horizonte: onde ver o pôr do sol?
No Mirante do Mangabeiras, aberto todos os dias até as 21h (entrada até 20h30), com entrada gratuita. O Parque da Serra do Curral não serve para isso: só deixa entrar até as 16h e fecha às 17h.
Belo Horizonte: o que fazer no domingo?
De manhã, combine a Feira Hippie (8h às 14h) com o Mercado Central, que no domingo fecha às 13h; à tarde, a Pampulha funciona, com a Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek abertos e a Igrejinha fora das missas (7h, 10h e 16h). Os ônibus municipais não cobram tarifa.
Outras cidades do país
Brasil ↗- Dias
- 4
- Quando
- abr–jun
- Por pessoa/dia
- Média de 615 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- abr–mai · set
- Por pessoa/dia
- Média de 400–700 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–mar · set–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 350–550 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 1–2
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Média de 260–520 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Média de 400–700 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- abr–jun
- Por pessoa/dia
- Média de 350–550 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- mar–abr · nov
- Por pessoa/dia
- Média de 397 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–4
- Quando
- mar–mai · set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- ago–nov
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jul–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- set–nov
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–4
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jun–ago
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- jan–mar · set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 1.110 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- ago–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–7
- Quando
- abr–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jan · set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2
- Quando
- ago–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 442 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- jan–fev · set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- abr–set
- Por pessoa/dia
- Média de 484 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- abr–mai · ago
- Por pessoa/dia
- Média de 478 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- ago–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2
- Quando
- abr–mai · set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- abr–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 427 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4
- Quando
- jul–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.








































