
Brasil
Bonito
Rios de água transparente para flutuar, a Gruta do Lago Azul e passeios com vaga contada e voucher
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
O primeiro é de chegada, com o Aquário Natural à tarde, a 7 km do centro. O segundo é da Gruta do Lago Azul de manhã e do Abismo Anhumas, se houver vaga, ou das Grutas de São Miguel à tarde. O terceiro é inteiro em Jardim: o Rio da Prata de manhã e o Buraco das Araras à tarde. O quarto junta o Rio Sucuri e as cachoeiras da Estância Mimosa. Com três dias eu cortaria o quarto, porque Gruta, Rio da Prata e Buraco das Araras são os três passeios que eu não trocaria; com menos de três, a estrada come o tempo dos rios. Com mais tempo, eu seguiria para o Pantanal de Miranda, a cerca de 130 km, e dormiria lá pelo menos uma noite.
3–4
Quando Setembro a novembro: fica fora dos meses mais chuvosos, de dezembro a março, e das férias escolares de julho, que no calendário de temporada da prefeitura vão até o começo de agosto, e já é o período, de setembro a fevereiro, em que a luz do sol deixa azul o lago da Gruta do Lago Azul; os rios podem ser visitados o ano inteiro
Como o guia chega a este número
Bonito tem clima tropical, com média de 24 °C, e chove de 1.500 a 1.700 mm por ano, com os meses mais chuvosos de dezembro a março; nesses meses uma chuva forte pode cancelar ou interromper uma flutuação. A água das nascentes não muda com a estação: no Rio Olho d'Água, que se desce no Rio da Prata, fica a 24 °C o ano inteiro. Na Gruta do Lago Azul, o sol entra até o lago e o deixa azul entre setembro e fevereiro. O movimento de visitantes pesa tanto quanto o clima: no primeiro semestre de 2026, janeiro foi o mês mais cheio (34.159 turistas) e junho o mais vazio (11.971), e o calendário de temporada da prefeitura marca as férias escolares de meados de julho ao começo de agosto e o fim de dezembro.
Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de cada dia, todos com voucher; a taxa ambiental diária e o transporte até os atrativos mudam bastante o total.
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria quatro dias em Bonito. O primeiro é de chegada, com o Aquário Natural à tarde, a 7 km do centro. O segundo é da Gruta do Lago Azul de manhã e do Abismo Anhumas, se houver vaga, ou das Grutas de São Miguel à tarde. O terceiro é inteiro em Jardim: o Rio da Prata de manhã e o Buraco das Araras à tarde. O quarto junta o Rio Sucuri e as cachoeiras da Estância Mimosa. Com três dias eu cortaria o quarto, porque Gruta, Rio da Prata e Buraco das Araras são os três passeios que eu não trocaria; com menos de três, a estrada come o tempo dos rios. Com mais tempo, eu seguiria para o Pantanal de Miranda, a cerca de 130 km, e dormiria lá pelo menos uma noite.Bonito fica ao pé da Serra da Bodoquena, um maciço de calcário cheio de grutas, abismos e nascentes, espalhados pelas fazendas em volta da cidade: nascentes de onde se desce o rio boiando, de máscara e snorkel, sobre água a 24 °C; uma gruta cujo lago fica azul quando o sol entra, de setembro a fevereiro; um abismo de 72 m com um lago no fundo; e, na vizinha Jardim, uma dolina de cerca de 100 m de profundidade onde moram araras-vermelhas. Desde 1995 o município controla a visita: cada atrativo tem vagas contadas por dia, todo grupo anda com guia e ninguém entra sem um voucher emitido por agência. Por isso a viagem se monta antes de sair de casa, com os passeios fechados e o horário de cada um marcado.
Ficha rápida
- População
- 25.294 habitantes no município de Bonito (IBGE, estimativa para 2026); 23.659 no Censo de 2022
- Fundação
- O capitão Luiz da Costa Leite Falcão se instalou na Fazenda Rincão Bonito em 1869; o distrito foi criado em 1915 e o município em 2 de outubro de 1948
- País e região
- Brasil, Centro-Oeste; sudoeste de Mato Grosso do Sul, na Serra da Bodoquena, a cerca de 300 km de Campo Grande
- Idioma
- Português
- Moeda
- Real (BRL, R$)
- Fuso horário
- UTC−4 o ano inteiro (horário de Mato Grosso do Sul, sem horário de verão)
- Melhor época
- Setembro a novembro: fica fora dos meses mais chuvosos, de dezembro a março, e das férias escolares de julho, que no calendário de temporada da prefeitura vão até o começo de agosto, e já é o período, de setembro a fevereiro, em que a luz do sol deixa azul o lago da Gruta do Lago Azul; os rios podem ser visitados o ano inteiro
- Custo médio por dia
- Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de cada dia, todos com voucher; a taxa ambiental diária e o transporte até os atrativos mudam bastante o total.
Quando ir
Setembro a novembro: fica fora dos meses mais chuvosos, de dezembro a março, e das férias escolares de julho, que no calendário de temporada da prefeitura vão até o começo de agosto, e já é o período, de setembro a fevereiro, em que a luz do sol deixa azul o lago da Gruta do Lago Azul; os rios podem ser visitados o ano inteiro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
Melhor épocaoutubro
Melhor épocanovembro
Melhor épocadezembro
O que muda ao longo do ano

Bonito tem clima tropical, com média de 24 °C, e chove de 1.500 a 1.700 mm por ano, com os meses mais chuvosos de dezembro a março; nesses meses uma chuva forte pode cancelar ou interromper uma flutuação. A água das nascentes não muda com a estação: no Rio Olho d'Água, que se desce no Rio da Prata, fica a 24 °C o ano inteiro. Na Gruta do Lago Azul, o sol entra até o lago e o deixa azul entre setembro e fevereiro. O movimento de visitantes pesa tanto quanto o clima: no primeiro semestre de 2026, janeiro foi o mês mais cheio (34.159 turistas) e junho o mais vazio (11.971), e o calendário de temporada da prefeitura marca as férias escolares de meados de julho ao começo de agosto e o fim de dezembro.
Dicas do Nilo
Reserve os passeios antes do voo
A Gruta do Lago Azul, o Abismo Anhumas e o Rio da Prata têm limite diário. Eu escolheria a agência, fecharia esses três e só depois marcaria voo e hotel, principalmente para janeiro, julho e o fim de dezembro.
Ponha Jardim num dia só
O Rio da Prata, a 45 km, e o Buraco das Araras, a 55 km, ficam no mesmo município. Eu faria o Rio da Prata de manhã, com o almoço incluído, e o Buraco das Araras à tarde, para não repetir a estrada.
Gruta de setembro a fevereiro
Se a Gruta do Lago Azul é a razão da viagem, eu iria entre setembro e fevereiro, quando o sol entra até o lago e o deixa azul, e evitaria dezembro a março se a prioridade fosse não perder flutuação por chuva.
Peça o preço completo
Eu pediria à agência o valor por pessoa com transporte, almoço e equipamento, e somaria os R$ 15 diários da taxa ambiental. Os passeios vão de R$ 90 a R$ 1.900 (a Gruta do Lago Azul sozinha custa R$ 120 a R$ 180), e o transporte muda a conta para quem não tem carro.
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Abrir o appO que ver
Bonito: Uma serra de calcário
Bonito ocupa 5.373 km² no sudoeste de Mato Grosso do Sul, e a sede fica a 315 m de altitude, ao pé da Serra da Bodoquena. No centro ficam o Centro de Atendimento ao Turista, na Rua Coronel Pilad Rebuá (de segunda a sexta, das 7h às 17h), e a Praça da Liberdade, palco do réveillon e da programação de Natal, além da maior parte dos hotéis, agências e restaurantes.

Gruta do Lago Azul
A 21 km da cidade, a gruta é o cartão-postal de Bonito: uma caverna de calcário com um lago de mais de 50 m de comprimento, iluminado pela entrada circular. Entre setembro e fevereiro a luz do sol bate na água e deixa o lago azul. A descida é feita por cerca de 300 degraus, com tênis obrigatório, e o lago é só para olhar: o mergulho é permitido apenas em pesquisa, e foi assim que se acharam ossos de preguiças-gigantes e tigres-dentes-de-sabre. A área é protegida desde 1978, e a visita tem limite diário, por isso se reserva com antecedência. O site da gruta cobra R$ 120 por pessoa na baixa temporada e R$ 180 na alta, sem transporte (consulta de outubro de 2026). Ocupa meio período.
É o cartão-postal de Bonito: o lago de mais de 50 m no fundo de cerca de 300 degraus fica azul quando o sol entra, de setembro a fevereiro, e a visita tem limite diário.
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Recanto Ecológico Rio da Prata
Em Jardim, a 45 km de Bonito por estrada asfaltada, o Recanto abriu em 1995, é reserva particular (RPPN) desde 1999 e só recebe visita agendada por agência de turismo. Depois de uma caminhada pela mata ciliar, a descida começa na nascente do Rio Olho d'Água, a 24 °C o ano inteiro, e segue cerca de 1,7 km até a barra, mais cerca de 600 m pelo Rio da Prata. O passeio leva 4 horas, inclui roupa de neoprene, máscara, snorkel e colete, e o almoço, servido das 11h30 às 15h30. Aceita a partir de 5 anos, e menores de 12 vão com os pais. Saia de Bonito pelo menos 45 minutos antes do horário marcado.
A flutuação desde a nascente do Olho d'Água, a 24 °C o ano inteiro, com 4 horas de passeio e almoço incluído, é a experiência que define a viagem; o horário da manhã deixa a tarde livre para o Buraco das Araras.
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Buraco das Araras
Em Jardim, a 55 km de Bonito, é uma dolina de cerca de 100 m de profundidade e 500 m de circunferência, onde vivem araras-vermelhas. Uma trilha de 970 m contorna a borda, com dois mirantes, e é fácil para qualquer idade; o lugar registra 160 espécies de aves. Ocupa meio período e combina com o Rio da Prata no mesmo dia.
A dolina de cerca de 100 m de profundidade com araras-vermelhas se vê por uma trilha fácil de 970 m, e combina com o Rio da Prata no mesmo dia.
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Aquário Natural
A 7 km do centro, na estrada para Guia Lopes da Laguna, a reserva tem a nascente do Rio Baía Bonita. Depois de uma trilha até a nascente, a flutuação percorre cerca de 900 m em uns 40 minutos, com um barco acompanhando o grupo; o passeio inteiro dura em média duas horas e meia. Fica perto o bastante para caber numa manhã ou tarde de chegada.
A 7 km do centro, os cerca de 900 m de flutuação no Baía Bonita cabem na tarde de chegada.
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Abismo Anhumas
A 23 km da cidade, é uma abertura no chão por onde se descem 72 m, por rapel elétrico, até um lago subterrâneo de água cristalina, com cones submersos. No fundo há passeio de bote, flutuação com snorkel e mergulho com cilindro: o batismo, a partir de 12 anos e sem certificação, vai até cerca de 8 m. Os grupos são pequenos e o horário de cada um é definido pela equipe no dia anterior.
A descida de 72 m por rapel elétrico até um lago subterrâneo com cones submersos é um passeio sem equivalente na região. Os grupos são pequenos, as vagas acabam cedo e o horário é definido na véspera.
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Rio Sucuri
A 19 km da cidade, a flutuação do Sucuri tem cerca de 1.800 m e começa depois de uma trilha leve até as nascentes, com barco de apoio durante todo o trajeto. Quem não quiser entrar na água pode fazer o percurso só de barco. Ocupa meio período.
Os cerca de 1.800 m de flutuação, com opção só de barco, são uma boa segunda descida de rio para quem tem um quarto dia.
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Estância Mimosa
A 25 km da cidade, a fazenda tem trilhas pela mata que terminam em cachoeiras. O almoço regional é servido na sede, perto da lagoa, feito em fogão a lenha. É o passeio de cachoeira para quem já flutuou e quer outro tipo de dia.
Trilhas que terminam em cachoeiras e almoço regional no fogão a lenha dão um dia diferente de quem só flutuou.
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Grutas de São Miguel
A 18 km da cidade, é uma caverna seca com iluminação artificial e lanternas, com estalactites e estalagmites. O acesso passa por uma ponte suspensa no meio do cerrado, na altura das copas, com mirante para aves. Ocupa meio período.
A caverna seca iluminada e a ponte suspensa sobre o cerrado são a alternativa quando não há vaga no Abismo Anhumas, sem o lago que faz a Gruta do Lago Azul.
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Balneário Municipal
A 7 km do centro, num trecho de cerca de 200 m do Rio Formoso, tem áreas rasas para crianças e outras mais fundas, cheias de piraputangas, e às vezes macacos-prego e araras nas árvores. Tem estacionamento, lanchonetes, restaurante e quiosques com churrasqueira. Confirme o horário e se a entrada exige voucher com a Secretaria de Turismo, pelo (67) 99254-8990, ou no Centro de Atendimento ao Turista, aberto de segunda a sexta.
O banho no Rio Formoso, com piraputangas e áreas rasas para crianças, fecha um dia livre, mas não é razão de viagem.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Chegada, taxa ambiental e o Aquário Natural
Chegue a Bonito pelo aeroporto da cidade ou de carro de Campo Grande, cerca de 4 horas de estrada.
Confira que a Taxa de Conservação Ambiental está paga e que a agência emitiu os vouchers dos próximos dias.
À tarde, vá ao Aquário Natural, a 7 km do centro, e faça a trilha até a nascente e a flutuação de cerca de 900 m no Rio Baía Bonita; reserve duas horas e meia.
No fim do dia, volte ao centro para jantar.
Dia 2 · Gruta do Lago Azul e Abismo Anhumas
De manhã, siga para a Gruta do Lago Azul, a 21 km, de tênis; são cerca de 300 degraus para descer e os mesmos para subir.
Se conseguiu vaga no Abismo Anhumas, a 23 km, ele ocupa a outra metade do dia, com a descida de 72 m e o lago subterrâneo; a equipe define o horário na véspera, e se ele cair de manhã, deixe a gruta para a tarde.
Sem Anhumas, use a tarde nas Grutas de São Miguel, a 18 km, com a ponte suspensa sobre o cerrado.
Durma em Bonito: o dia seguinte começa cedo na estrada para Jardim.
Dia 3 · Rio da Prata e Buraco das Araras, em Jardim
Saia de Bonito pelo menos 45 minutos antes do horário marcado no Recanto Ecológico Rio da Prata, a 45 km por estrada asfaltada; prefira um horário de manhã.
Faça a trilha e a flutuação desde a nascente do Rio Olho d'Água; o passeio leva 4 horas e o almoço está incluído.
À tarde, siga para o Buraco das Araras, também em Jardim, e faça a trilha de 970 m pela borda da dolina, com dois mirantes. Peça à agência os horários dos dois passeios em sequência.
Volte a Bonito para dormir.
Se ficar mais
Dia 4 · Rio Sucuri e cachoeiras da Estância Mimosa
De manhã, faça a flutuação de cerca de 1.800 m no Rio Sucuri, a 19 km, ou o mesmo percurso de barco.
À tarde, vá à Estância Mimosa, a 25 km, para as trilhas com cachoeiras; se quiser o almoço regional da fazenda, marque a Mimosa de manhã e o Sucuri à tarde.
Termine com um banho de rio no Balneário Municipal, a 7 km, se o horário dele permitir.
Comida
Pintado e pacu
Os dois peixes de rio mais citados na cozinha de Mato Grosso do Sul, que aparecem em muitos pratos de peixe do estado.
Chipa
Pão de queijo em forma de ferradura, um dos salgados tradicionais de Mato Grosso do Sul.
Sopa paraguaia
Apesar do nome, não é sopa: é uma torta salgada de milho com cebola e queijo, assada e servida em fatias como acompanhamento.
Arroz carreteiro
Arroz cozido com carne-seca, um dos pratos salgados tradicionais do estado.
Caldo de piranha
Caldo feito com piranha, peixe dos rios da região, listado entre os preparos tradicionais do estado.
Tereré
Erva-mate preparada com água gelada, bebida em roda e com regras próprias. É a bebida de reunião de amigos e família em Mato Grosso do Sul.
Guavira
Fruta pequena do Cerrado, que dá nome a um festival gastronômico em Bonito em novembro, onde aparece em pratos tradicionais e contemporâneos.
Onde comer
- Centro · $
Chipa e café em padaria antes da saída para o passeio.
- Centro · $$
Peixe de rio, como pintado e pacu, com arroz carreteiro e sopa paraguaia nos restaurantes regionais.
- Atrativos · $$
Almoço regional em fogão a lenha: incluído no passeio do Rio da Prata e servido na sede da Estância Mimosa.
$: chipa, salgado e café em padaria · $$: prato de peixe ou almoço regional em restaurante do centro · $$$: jantar em restaurante de hotel ou de cozinha autoral · 2026-10-15
Bate-voltas
Pantanal de Miranda
Miranda, conhecida como Portal do Pantanal, fica a cerca de 130 km de Bonito por estrada, umas 2 horas de carro, à beira do Rio Miranda e da BR-262, que liga Campo Grande a Corumbá. Fica no caminho para o Pantanal, e por isso é a extensão mais comum de quem sai de Bonito. Ir e voltar no mesmo dia gasta quatro horas de estrada: para ver o Pantanal com calma, conte com pelo menos uma noite na região, em hospedagem que organize os passeios de observação de fauna, e combine o traslado com a agência de Bonito.
Por onde começar
Gruta do Lago Azul e Abismo Anhumas

De manhã, siga para a Gruta do Lago Azul, a 21 km, de tênis; são cerca de 300 degraus para descer e os mesmos para subir.
Rio da Prata e Buraco das Araras, em Jardim

Saia de Bonito pelo menos 45 minutos antes do horário marcado no Recanto Ecológico Rio da Prata, a 45 km por estrada asfaltada; prefira um horário de manhã.
Rio Sucuri e cachoeiras da Estância Mimosa

De manhã, faça a flutuação de cerca de 1.800 m no Rio Sucuri, a 19 km, ou o mesmo percurso de barco.
Dinheiro
A moeda é o real (R$). Os passeios são pagos à parte e variam muito: em julho de 2026 iam de R$ 90 a R$ 1.900 por pessoa, segundo o Correio do Estado. Como referência, o site da Gruta do Lago Azul cobrava em outubro de 2026 R$ 120 por pessoa na baixa temporada e R$ 180 na alta, sem transporte. Pela regra municipal, o passeio é pago à agência credenciada que emite o voucher, e o almoço, quando incluído, como no Rio da Prata, já vem no pacote. Some a Taxa de Conservação Ambiental, de R$ 15 por pessoa por dia desde 20 de dezembro de 2025, paga em turistapornatureza.com.br, e o transporte até os atrativos, que é contratado à parte se você não tiver carro. Peça à agência o valor total por pessoa, com transporte e almoço, antes de fechar.
Como chegar e se locomover
Chegar: voo direto ou por Campo Grande
O Aeroporto Regional de Bonito (BYO) fica a cerca de 15 km do centro, uns 16 minutos de carro. Segundo a prefeitura (página consultada em outubro de 2026), Gol (de Congonhas, em São Paulo), Azul (de Campinas) e Latam operam voos diretos para lá, de cerca de 2h05 em média; confira as datas de operação, porque a oferta é menor que a de Campo Grande. Campo Grande (CGR) tem mais voos e costuma ter tarifas mais baixas, e de lá são cerca de 300 km e 4 horas de carro, pela BR-060 até Sidrolândia, a BR-419 até Guia Lopes da Laguna e a MS-382 até Bonito. A Viação Cruzeiro do Sul faz o trajeto de ônibus, e há vans compartilhadas e carro fretado.
Andar entre os atrativos
Não há transporte público para os atrativos, que ficam a 7 a 55 km da cidade, e o transporte não está incluído no ingresso. Ou se aluga carro, ou se contrata o transporte com a agência que vende o passeio, de van ou carro. Para o Rio da Prata, a 45 km, saia pelo menos 45 minutos antes do horário marcado.
Na cidade
O centro se percorre a pé: hotéis, agências, restaurantes e a Praça da Liberdade ficam perto uns dos outros.
Segurança

O que pede atenção em Bonito é a água e o caminho até ela. Todo atrativo tem guia, que dá as regras de segurança no começo do passeio; siga a posição de flutuação, porque os rios têm troncos e pedras que não se veem com a cabeça fora da água. Chuva forte pode cancelar ou interromper a atividade; no Rio da Prata não há reembolso depois que o passeio começa, e a regra para chuva de cada atrativo se confirma com a agência. Na Gruta do Lago Azul são cerca de 300 degraus de descida e de subida, com tênis obrigatório. No Rio da Prata a idade mínima é 5 anos, e gestantes só até 24 semanas, sem gravidez de risco. O Rio da Prata não recomenda a flutuação a quem fez cirurgia invasiva nos últimos 30 dias, tem epilepsia, histórico de AVC, infarto ou choque anafilático, ou usa marca-passo (nesses casos se assina um termo de responsabilidade), avisa que problemas respiratórios, cardíacos e labirintite podem se agravar, e não tem máscara com lente de grau: use lente de contato. No Abismo Anhumas a descida é de 72 m. Quem dirige até os atrativos deve contar com distâncias de até 55 km de estrada.
Dicas de etiqueta
Posição de flutuação
Nas flutuações se fica de barriga para baixo, pernas paradas e braços ao longo do corpo, seguindo o guia. Quem não se adapta ao equipamento ou à posição não flutua, por segurança; no Rio da Prata, essa pessoa escolhe entre o passeio alternativo e o reembolso.
Protetor solar e repelente no mínimo
No Rio da Prata a orientação é usar o mínimo de protetor, só onde o neoprene não cobre (rosto, nuca, atrás das pernas), de preferência ecológico, e repelente natural. Uma legging por baixo do neoprene protege do sol.
Sem nadadeira, sem óculos de natação, sem álcool
Na flutuação do Rio da Prata não se usa nadadeira nem óculos de natação, e não se bebe álcool antes nem durante o passeio. Não se entra no parque com comida ou bebida; o almoço está incluído.
Voucher e taxa à mão
Guarde o voucher do passeio e o comprovante da Taxa de Conservação Ambiental: a agência confere o pagamento da taxa antes de liberar o voucher.
Erros a evitar

Comprar a passagem antes dos passeios
A Gruta do Lago Azul, o Abismo Anhumas e o Rio da Prata têm limite diário de visitantes. Feche os passeios com a agência e só então marque as datas de voo e hotel, principalmente em janeiro, julho e no fim de dezembro.
Ir ao atrativo sem voucher
Em Bonito não se compra ingresso na porta dos atrativos da regra municipal: a reserva passa por agência credenciada, que emite o voucher e marca o horário.
Esquecer a taxa ambiental
A Taxa de Conservação Ambiental, de R$ 15 por pessoa por dia, é paga à parte, no portal turistapornatureza.com.br. Resolva antes de chegar.
Subestimar as distâncias
O Rio da Prata fica a 45 km e o Buraco das Araras a 55 km, em estrada. Sem carro, contrate o transporte junto com o passeio, e não marque dois passeios em direções opostas no mesmo dia.
Passar protetor como na praia
O protetor e o repelente vão no mínimo, só onde o neoprene não cobre.
Frases úteis

Voucher
O comprovante de reserva emitido pela agência, sem o qual não se entra no atrativo
Flutuação
Descer o rio boiando de bruços, com máscara, snorkel, colete e roupa de neoprene
Balneário
Trecho de rio com estrutura para banho, como o Balneário Municipal
Dolina
Buraco no terreno de calcário formado pelo desabamento do teto de uma cavidade, como o Buraco das Araras
TCA
Taxa de Conservação Ambiental, cobrada por pessoa por dia
Tereré
Erva-mate com água gelada, bebida em roda
Onde ficar
- Centro · Primeira vez, quem não vai alugar carro e quem quer jantar a pé · $$: Agências, restaurantes, o Centro de Atendimento ao Turista e a Praça da Liberdade ficam perto uns dos outros.
- Arredores da cidade, nas estradas dos atrativos · Quem tem carro e quer natureza em volta · $$$: Os hotéis-fazenda e resorts fora do centro ficam mais perto das nascentes, mas cada jantar vira uma viagem de carro.
- Centro, em pousada simples · Pouco dinheiro · $: Uma pousada simples no centro deixa mais orçamento para os passeios, que são pagos à parte, e mantém agências e restaurantes a pé.
$: pousada simples no centro · $$: hotel no centro · $$$: hotel-fazenda ou resort fora da cidade · 2026-10-15
Bairros
Centro
No centro ficam o Centro de Atendimento ao Turista, na Rua Coronel Pilad Rebuá (de segunda a sexta, das 7h às 17h), e a Praça da Liberdade, palco do réveillon e da programação de Natal, além da maior parte dos hotéis, agências e restaurantes. É onde se dorme sem carro e onde se compra passeio.

Zona rural de Bonito
Os atrativos ficam em fazendas e reservas espalhadas pelas estradas que saem da cidade: o Aquário Natural e o Balneário Municipal a 7 km, as Grutas de São Miguel a 18 km, o Rio Sucuri a 19 km, a Gruta do Lago Azul a 21 km, o Abismo Anhumas a 23 km e a Estância Mimosa a 25 km.

Jardim
O município vizinho, ao sul, tem dois dos passeios mais procurados da região: o Recanto Ecológico Rio da Prata, a 45 km de Bonito por estrada asfaltada, e o Buraco das Araras, a 55 km. Os dois cabem no mesmo dia.
Serra da Bodoquena
O Parque Nacional da Serra da Bodoquena, criado em 2000, cobre partes de Bonito, Jardim, Bodoquena e Porto Murtinho. A cidade de Bodoquena, ao norte, tem atrativos próprios de cachoeira e flutuação.
História
1632 · Xerez é destruída
A povoação espanhola de Xerez, na região, é destruída pela bandeira de Antônio Raposo Tavares. Os primeiros habitantes da área foram os guaicurus.
1869 · A Fazenda Rincão Bonito
O capitão Luiz da Costa Leite Falcão se instala nas terras da Fazenda Rincão Bonito, onde nasce o núcleo da cidade. O nome do município vem da fazenda.
1915 · Distrito de Miranda
Uma lei estadual cria o distrito de paz de Bonito, subordinado a Miranda.
1948 · Município
Em 2 de outubro a Lei Estadual nº 145 eleva Bonito a município, separado de Miranda. Ele é instalado em 1º de janeiro de 1949.
1977 · Mato Grosso do Sul
Com a divisão de Mato Grosso, Bonito passa a pertencer ao novo estado de Mato Grosso do Sul.
1978 · A Gruta do Lago Azul protegida
A Gruta do Lago Azul e as Grutas de Nossa Senhora Aparecida são protegidas como monumentos naturais.
1985 · A primeira grade na gruta
A Gruta do Lago Azul ganha a primeira grade para limitar a passagem de turistas, num tempo em que as visitas ainda eram informais.
1995 · Voucher único e guia obrigatório
O Conselho Municipal de Turismo institui o voucher único, o acompanhamento de guia passa a ser obrigatório nos atrativos e abre o Recanto Ecológico Rio da Prata, um dos primeiros passeios de trilha e flutuação.
2000 · Parque Nacional da Serra da Bodoquena
É criado o parque nacional, com cerca de 76 mil hectares em Bonito, Jardim, Bodoquena e Porto Murtinho.
2025 · Taxa de Conservação Ambiental
Em 20 de dezembro começa a cobrança de R$ 15 por visitante por dia, paga num portal da prefeitura.
História completa
Uma fazenda que virou cidade
Antes dos colonos, a região era território dos guaicurus, e no século XVII teve uma povoação espanhola, Xerez, destruída em 1632 por uma bandeira paulista. O núcleo de Bonito nasceu bem depois, em 1869, quando o capitão Luiz da Costa Leite Falcão se instalou na Fazenda Rincão Bonito, que deu nome à cidade. Da Guerra do Paraguai, quando tropas paraguaias invadiram a região, restam vigas de aroeira de uma ponte sobre o Rio Formoso. Até 1948 Bonito pertenceu a Miranda: virou distrito em 1915 e município em 2 de outubro de 1948.
Do banho de rio ao voucher
O turismo começou informal nos anos 1970 e 1980, com visitas à Gruta do Lago Azul e à Ilha do Padre, e nos anos 1990 com banhos e flutuações no Aquário Natural e nos rios do Peixe, Sucuri e Formoso, sem regra de acesso. A gruta recebeu a primeira grade em 1985. A virada veio em 1995: o Conselho Municipal de Turismo criou o voucher único, que registra cada visitante e cada atrativo, e o guia passou a ser obrigatório. No mesmo ano abriu o Recanto Ecológico Rio da Prata, e em 1996 o primeiro resort da cidade. É esse sistema, com limite diário por atrativo, que explica por que em Bonito não se compra ingresso na porta.
O debate de hoje
Em 2025 a cidade recebeu 293.712 turistas, segundo o Observatório do Turismo e Eventos de Bonito, e no fim daquele ano começou a cobrar uma taxa ambiental diária. Em 2026 o modelo está em discussão: parte dos atrativos defende vender o passeio direto ao visitante, mantendo o controle de vagas, e as agências locais defendem a intermediação. Em agosto de 2026 a prefeitura abriu licitação para uma plataforma de voucher digital. Atrativos de Jardim, Bodoquena e Miranda não seguem a regra municipal de Bonito, e parte deles já vende direto.
Desde 1995 o guia é obrigatório nos atrativos de Bonito, e cada visita passa por um voucher único.
Geografia e forma da cidade
Uma serra de calcário
Bonito ocupa 5.373 km² no sudoeste de Mato Grosso do Sul, e a sede fica a 315 m de altitude, ao pé da Serra da Bodoquena. A serra é de calcário, e a água que corre por ela abriu cavernas, abismos, condutos subterrâneos e dolinas, buracos formados pelo desabamento do teto de uma cavidade, como o Buraco das Araras. Nos rios, o calcário forma tufas, barreiras naturais que criam pequenas cachoeiras.
Rios que nascem transparentes
O Rio Formoso, que a prefeitura descreve como o principal rio de Bonito, passa pelo Balneário Municipal; o Sucuri e o Baía Bonita, onde fica o Aquário Natural, são outros rios de nascente em que se flutua. Na vizinha Jardim, a nascente do Rio Olho d'Água tem água a 24 °C o ano inteiro. Como os passeios começam nas nascentes, dentro de fazendas, quase tudo o que se visita fica de 7 a 55 km da cidade.
Clima
O clima é tropical, com média de 24 °C e de 1.500 a 1.700 mm de chuva por ano. Os meses mais chuvosos vão de dezembro a março; chuva forte pode cancelar ou interromper uma flutuação.
A Serra da Bodoquena é de calcário: a água abriu nela grutas, abismos e dolinas, e é dela que nascem os rios em que se flutua.
Cultura
Uma cidade organizada em torno do turismo
O turismo moldou Bonito: em 2022 a cidade tinha cerca de 85 hotéis e mais de 7 mil leitos para 23.659 habitantes no Censo daquele ano, e desde 2006 a rede municipal de ensino tem uma disciplina de noções básicas de turismo. Desde 1995 nenhum atrativo da regra municipal recebe visitante sem guia.
Festival de Inverno, cinema e livros
O calendário cultural vai além da natureza. O Festival de Inverno de Bonito, organizado pelo governo do estado com a prefeitura, chegou à 25ª edição em 2026, com música, teatro, dança, circo e cinema gratuitos em vários pontos da cidade. Em julho acontecem a Feira Literária de Bonito e o Bonito CineSur, festival de cinema sul-americano com sessões ao ar livre.
Laço, rodeio e São Pedro
A cultura de fazenda aparece nas festas: o Carnalaço, encontro estadual de laço comprido, em fevereiro; a Festa do Peão, em maio; e a Festa de São Pedro Apóstolo, no fim de junho, que chegou à 96ª edição em 2026, com missas, quermesse e cavalgada.
Festas e eventos
Festival de Inverno de Bonito: fim de agosto
Música, teatro, dança, circo, artes visuais, cinema e literatura, com programação gratuita em vários espaços da cidade. Em 2026 foi de 26 a 30 de agosto, na 25ª edição.
Festa de São Pedro Apóstolo: fim de junho
Festa religiosa e cultural, com missas, quermesses e cavalgada. Em 2026 foi de 26 a 29 de junho.
Bonito CineSur: fim de julho
Festival de cinema sul-americano com mostras, sessões ao ar livre e oficinas gratuitas. Em 2026 foi de 24 de julho a 1º de agosto.
Festival da Guavira: novembro
Festival gastronômico em torno da fruta do Cerrado, com cozinha show, feira de produtores, artesanato e música, de entrada gratuita. Em 2026, a 20ª edição é em 20 e 21 de novembro.
Natal Mais Bonito e réveillon: dezembro
Decoração e apresentações na Praça da Liberdade a partir do fim de novembro, e na virada do ano shows na mesma praça e fogos silenciosos à meia-noite. Confirme as datas da decoração com a Secretaria de Turismo.
Perguntas frequentes
Bonito: vale o voo direto ou ir por Campo Grande?
O Aeroporto Regional de Bonito (BYO), a cerca de 15 km do centro, recebe voos diretos de Gol, Azul e Latam, com oferta menor; Campo Grande (CGR) tem mais voos e costuma ter tarifas mais baixas, e de lá são cerca de 300 km e 4 horas de carro.
Bonito: dá para comprar o ingresso na porta do atrativo?
Nos atrativos sujeitos à regra municipal de Bonito, não: a reserva passa por agência credenciada, que emite o voucher e marca o horário, e a Taxa de Conservação Ambiental, de R$ 15 por pessoa por dia, é paga à parte no portal turistapornatureza.com.br, antes de chegar.
Bonito: quantos dias ficar?
Eu ficaria quatro dias. Com três, eu cortaria o quarto, porque Gruta do Lago Azul, Rio da Prata e Buraco das Araras são os três passeios que eu não trocaria; com menos de três, a estrada come o tempo dos rios.
Bonito: qual a melhor época?
De setembro a novembro: fica fora dos meses mais chuvosos, de dezembro a março, e das férias escolares de julho, e já é o período em que a luz do sol deixa azul o lago da Gruta do Lago Azul; os rios podem ser visitados o ano inteiro.
Bonito: dá para ir ao Pantanal num dia?
Miranda, a porta do Pantanal, fica a cerca de 130 km, umas 2 horas de carro, e ir e voltar no mesmo dia gasta quatro horas de estrada: para ver o Pantanal com calma, conte com pelo menos uma noite na região e combine o traslado com a agência de Bonito.
Outras cidades do país
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