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Parque Estadual Encontro das Águas
ccFoto: Ary Nascimento Bassous · CC BY-SA 3.0

Brasil

Pantanal Norte

Pantanal Norte: a Transpantaneira de Poconé a Porto Jofre e os barcos que procuram a onça-pintada

Ver o roteiro de 4 diasAbrir Pantanal Norte no mapa

Dias4
Quandojul–set
Por pessoa/diaConsultar custosEstimativa do guia

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

O primeiro é de estrada: asfalto até Poconé, a entrada da Transpantaneira e uma noite numa pousada da primeira metade, com o passeio do fim da tarde. O segundo começa com as aves ao amanhecer e termina em Porto Jofre, depois de descer a estrada com calma. O terceiro é inteiro no rio, com as duas saídas de barco para procurar a onça no Parque Estadual Encontro das Águas. O quarto tem um último barco cedo e a volta a Cuiabá. Como o avistamento da onça nunca é garantido, eu daria ao rio essas três ou quatro saídas: três dias dão para ir e voltar, mas sobra uma única tarde no barco, e eu não faria a viagem para isso. Eu iria entre julho e setembro, e só pensaria na Chapada dos Guimarães como outra parte da viagem, a partir de Cuiabá.

4

Quando Julho a setembro; maio e junho já estão na seca, antes da janela mais procurada para a onça, outubro traz calor forte e as primeiras chuvas, e de novembro a abril a estrada pode ficar difícil para carro comum.

Como o guia chega a este número

O Pantanal muda de cara com a água. De maio a setembro vem a vazante e a seca: a estrada fica transitável, a vegetação fica menos densa e o ICMBio indica que a observação de fauna melhora a partir de maio, quando as águas começam a baixar. Para a onça-pintada, a janela mais procurada vai de julho a outubro, com pico em agosto e setembro, quando hospedagens e barcos de Porto Jofre lotam e precisam de reserva com antecedência; mesmo na melhor época, o avistamento não é garantido. Setembro e outubro são os meses mais quentes, com médias de máxima acima de 35 °C em Cuiabá, e a fumaça de queimadas pode cobrir a paisagem. As chuvas começam em outubro e vão até março ou abril, com janeiro e fevereiro como os meses mais chuvosos; a partir de dezembro os mosquitos aumentam, o calor é intenso e o trecho final da Transpantaneira pode ficar intransitável. Quem vai pescar precisa olhar o calendário da piracema, que em 2026/27 fecha a pesca amadora de 1º de outubro a 31 de janeiro. Maio e junho, já na seca e antes da janela mais procurada para a onça, servem a quem prioriza aves e paisagem.

Por pessoa/dia Some hospedagem com pensão completa por noite, os passeios de barco e de observação que escolher e o transporte desde Cuiabá; a temporada da onça, de julho a outubro, muda bastante o total.

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Eu ficaria quatro dias no Pantanal Norte, sem contar a viagem até Cuiabá. O primeiro é de estrada: asfalto até Poconé, a entrada da Transpantaneira e uma noite numa pousada da primeira metade, com o passeio do fim da tarde. O segundo começa com as aves ao amanhecer e termina em Porto Jofre, depois de descer a estrada com calma. O terceiro é inteiro no rio, com as duas saídas de barco para procurar a onça no Parque Estadual Encontro das Águas. O quarto tem um último barco cedo e a volta a Cuiabá. Como o avistamento da onça nunca é garantido, eu daria ao rio essas três ou quatro saídas: três dias dão para ir e voltar, mas sobra uma única tarde no barco, e eu não faria a viagem para isso. Eu iria entre julho e setembro, e só pensaria na Chapada dos Guimarães como outra parte da viagem, a partir de Cuiabá.

Muitas pousadas do Pantanal Norte são antigas fazendas de gado que passaram a receber visitantes, e é por elas que se entra no ritmo do lugar: a cavalo pelos campos, de canoa nos corixos, do alto de torres de observação. Na seca, a própria Transpantaneira serve de ponto de observação, e os guias param nas margens e nas pontes para mostrar tuiuiús, jacarés e capivaras. Poconé, a cidade de ouro e de gado na entrada da estrada, guarda as festas de santo e, em junho, a Cavalhada dos mouros e cristãos. No fim, em Porto Jofre, a estrada encontra o rio Cuiabá, e os barcos seguem até o Parque Estadual Encontro das Águas, onde as onças-pintadas caçam capivaras e jacarés nas margens.

Ficha rápida

População
Poconé: 31.138 habitantes (estimativa do IBGE para 2026; o Censo de 2022 contou 31.217). Cuiabá, onde fica o aeroporto de chegada: 698.917 (estimativa do IBGE para 2026).
Fundação
Poconé foi fundada em 21 de janeiro de 1781, como Arraial de São Pedro d'El-Rei. A Transpantaneira foi aberta em 1972 e declarada Estrada Parque em 1996.
País e região
Brasil, estado de Mato Grosso. A Transpantaneira fica inteira no município de Poconé, a cerca de 100 km de Cuiabá.
Idioma
Português.
Moeda
Real (R$).
Fuso horário
UTC−4, o horário de Mato Grosso.
Melhor época
Julho a setembro; maio e junho já estão na seca, antes da janela mais procurada para a onça, outubro traz calor forte e as primeiras chuvas, e de novembro a abril a estrada pode ficar difícil para carro comum.
Custo médio por dia
Some hospedagem com pensão completa por noite, os passeios de barco e de observação que escolher e o transporte desde Cuiabá; a temporada da onça, de julho a outubro, muda bastante o total.

Quando ir

Julho a setembro; maio e junho já estão na seca, antes da janela mais procurada para a onça, outubro traz calor forte e as primeiras chuvas, e de novembro a abril a estrada pode ficar difícil para carro comum.

hojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdezJFMAMJJASOND
melhor épocaNenhuma estação perto daqui mediu temperatura e chuva por tempo suficiente para uma média confiável. Os meses destacados são a época que o guia recomenda.

O que muda ao longo do ano

O rio em Porto Jofre ao pôr do sol, com um banco de areia em curva, uma moita na água e a mata escura na outra margem.
Porto Jofre

O Pantanal muda de cara com a água. De maio a setembro vem a vazante e a seca: a estrada fica transitável, a vegetação fica menos densa e o ICMBio indica que a observação de fauna melhora a partir de maio, quando as águas começam a baixar. Para a onça-pintada, a janela mais procurada vai de julho a outubro, com pico em agosto e setembro, quando hospedagens e barcos de Porto Jofre lotam e precisam de reserva com antecedência; mesmo na melhor época, o avistamento não é garantido. Setembro e outubro são os meses mais quentes, com médias de máxima acima de 35 °C em Cuiabá, e a fumaça de queimadas pode cobrir a paisagem. As chuvas começam em outubro e vão até março ou abril, com janeiro e fevereiro como os meses mais chuvosos; a partir de dezembro os mosquitos aumentam, o calor é intenso e o trecho final da Transpantaneira pode ficar intransitável. Quem vai pescar precisa olhar o calendário da piracema, que em 2026/27 fecha a pesca amadora de 1º de outubro a 31 de janeiro. Maio e junho, já na seca e antes da janela mais procurada para a onça, servem a quem prioriza aves e paisagem.

Dicas do Nilo

Divida as noites entre a fazenda e o rio

Eu usaria as pousadas do começo da estrada para aves, cavalgada e paisagem, e Porto Jofre para a onça. Eu dormiria uma noite no começo e duas no fim, em vez de quatro no mesmo lugar.

Reserve hospedagem e barco juntos

Em Porto Jofre, o passeio de barco pode ser cobrado à parte da diária, e na alta temporada as vagas acabam com meses de antecedência. Eu fecharia os dois na mesma conversa, com o que está incluído por escrito.

Use as horas frescas

Os passeios se concentram no começo da manhã e no fim da tarde, fora do calor mais forte. Eu planejaria os trechos longos de carro para o fim da manhã e guardaria as primeiras horas para a observação.

Binóculo e teleobjetiva

Eu levaria binóculo para a estrada e para o barco, e quem fotografa fauna ganha com uma lente longa.

Junho tem Cavalhada

Se a viagem cair nas primeiras semanas de junho, eu reservaria uma tarde em Poconé para ver os cavaleiros mouros e cristãos; é a única época em que a cidade pede mais do que uma parada.

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O que ver

Pantanal Norte: Uma planície que enche e seca

O Pantanal é uma planície baixa (Poconé está a 142 m de altitude) que recebe a água das terras mais altas em volta. A capital de Mato Grosso e a cidade vizinha onde fica o aeroporto.

Uma onça-pintada atravessando a água rasa na beira do rio, com o capim alto da margem atrás.
Parque Estadual Encontro das Águas

Parque Estadual Encontro das Águas

EssencialBarão de Melgaço · Meio dia ou mais

Criado em 2004, o parque tem 108.960 hectares entre Poconé e Barão de Melgaço, no ponto em que o rio Cuiabá se junta ao São Lourenço. Abriga muitas onças-pintadas, que caçam capivaras e jacarés nas margens, e por isso se tornou um dos lugares mais procurados para observá-las. A visita é de barco, a partir de Porto Jofre, com piloteiro e guia contratados pela hospedagem ou por um operador; o formato mais comum tem duas saídas por dia, uma logo cedo e outra depois do almoço. A procura maior vai de julho a outubro, na estação seca. Mesmo nessa época o avistamento não é garantido: depende de onde os animais estão naquele dia, e cada saída a mais aumenta a chance. A conduta no barco está em «Etiqueta».

É onde se procura a onça-pintada de barco, nos rios que cercam o parque; o passeio se reserva com a hospedagem ou um operador, a temporada mais procurada vai de julho a outubro, e o avistamento nunca é garantido.

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O rio em Porto Jofre ao pôr do sol, com um banco de areia em curva, uma moita na água e a mata escura na outra margem.
Porto Jofre

Porto Jofre

Vale a visitaMato Grosso do Sul · Uma a duas horas

Localidade no fim da Transpantaneira, na margem do rio Cuiabá, dentro do município de Poconé. É ponto de embarque para os passeios de onça, para a pesca e para os barcos-hotéis, conhecidos no Pantanal como chalanas. O Hotel Porto Jofre Pantanal Norte funciona ali desde 1984, e há uma pista de pouso particular. Dormir aqui elimina a ida e volta de carro até o rio e permite estar no barco ao amanhecer.

Fim da estrada e ponto de partida dos barcos; vale pelas noites à beira do rio Cuiabá, que encurtam a ida ao parque estadual.

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O portal de entrada de Poconé sobre a estrada, com duas torres pintadas e o letreiro da cidade no arco.
Poconé

Poconé

Se sobrar tempoMato Grosso · Até meia hora

A cidade de entrada da Transpantaneira nasceu do ouro em 1781 e ainda convive com o garimpo, visível nas crateras em volta do centro. Para o visitante, é a parada para abastecer o carro, comprar o que faltar e comer peixe frito com farofa de banana ou a baguncinha local. Nas primeiras semanas de junho, durante a festa de São Benedito, a Cavalhada transforma a cidade num torneio entre cavaleiros mouros, de vermelho, e cristãos, de azul.

Na maior parte do ano é a parada para abastecer e comer antes da estrada; nas primeiras semanas de junho, a Cavalhada justifica ficar.

Consultar acesso

A planície alagada do Pantanal coberta de plantas aquáticas, até o horizonte, sob nuvens escuras.
Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

Se sobrar tempoPoconé · Meio dia ou mais

Criado em 1981 com cerca de 135 mil hectares, é a maior área de proteção integral de Poconé e faz parte do sítio do Patrimônio Mundial. Fica rio abaixo de Porto Jofre, e o ICMBio cita os pousos e dormitórios de aves da Baía do Burro e a observação de fauna embarcada entre seus atrativos. Quem quiser incluí-lo precisa combinar transporte de barco e confirmar as condições de visita com o ICMBio, que administra o parque.

Protege uma área enorme rio abaixo, mas fica fora do alcance de uma viagem de quatro dias pela estrada; as condições de visita se confirmam com o ICMBio.

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O roteiro do Nilo

Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

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  1. Dia 1 · De Cuiabá ao começo da Transpantaneira

    1. Chegue cedo ao aeroporto de Cuiabá (CGB) e pegue o carro alugado ou o traslado da pousada.

    2. Siga cerca de 100 km de asfalto até Poconé; abasteça e almoce peixe com farofa de banana ou uma baguncinha.

    3. Entre na Transpantaneira e siga até uma pousada da primeira metade da estrada antes de escurecer: a Pousada Piuval fica no km 10; o Araras Eco Lodge fica mais ao sul, já depois do posto de fiscalização do km 17, onde começa a Estrada Parque.

    4. No fim da tarde, faça o passeio guiado da pousada pelos campos e, se ela oferecer, a focagem noturna de jacarés.

  2. Dia 2 · Amanhecer no campo e descida até Porto Jofre

    1. Acorde antes do sol para a observação de aves, a cavalgada ou a canoagem da pousada, nas horas mais frescas do dia.

    2. Depois do café, siga para o sul pela Transpantaneira, parando nas pontes e nas poças à beira da estrada para ver aves, jacarés e capivaras.

    3. Chegue a Porto Jofre, no fim da estrada, com luz do dia, e deixe as malas na hospedagem.

    4. Se a hospedagem oferecer saída de barco no fim da tarde, use-a como primeiro reconhecimento do rio Cuiabá.

  3. Dia 4 · Último barco e volta a Cuiabá

    1. Faça uma saída curta de barco ao amanhecer, se a hospedagem oferecer.

    2. Pegue a estrada de volta até o fim da manhã para fazer os 147 km da Transpantaneira com luz.

    3. Abasteça e coma em Poconé e siga pelo asfalto até Cuiabá.

    4. Marque o voo para a noite ou, com mais folga, para a manhã seguinte, dormindo em Cuiabá.

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Comida

Peixe de rio

Pacu, pintado, tambaqui e outros peixes de rio são a base da cozinha regional, fritos ou assados e servidos com farofa de banana, arroz e pirão. Aparecem nos restaurantes de Poconé e de Cuiabá.

Maria Isabel

Arroz cozido com carne seca, também chamado de arroz carreteiro. Aparece na cozinha cuiabana e nas festas de Poconé: a de São João Batista, no bairro Areião, em 24 de junho, tem missa, fogueira e Maria Isabel.

Farofa de banana

Farinha de mandioca com banana frita, o acompanhamento que vai ao lado do peixe na mesa cuiabana e pantaneira.

Baguncinha poconeana

O hambúrguer de Poconé, que leva banana-da-terra frita no recheio. A banana também entra na pizza e na linguiça que a cidade chama de pantaneiras.

Furrundum

Doce de mamão verde ralado com rapadura e canela, típico da cozinha cuiabana.

Pixé

Farinha de milho torrado com canela e açúcar, um doce seco tradicional de Cuiabá.

Pequi

Fruto do cerrado que entra na cozinha cuiabana e no licor de pequi.

Onde comer

  • Pousadas da Transpantaneira e de Porto Jofre

    Ao longo da estrada, come-se onde se dorme: pousadas e barcos-hotéis costumam incluir café, almoço e jantar na diária. Avise restrições alimentares na reserva, porque não há alternativa por perto.

  • Poconé

    A parada antes da estrada. Peixe frito ou assado com farofa de banana, a baguncinha com banana-da-terra frita e, em dia de festa, Maria Isabel. Funciona para o almoço do primeiro dia e do último.

  • Cuiabá

    A cozinha cuiabana em versão completa: pacu, pintado e caldo de piranha, Maria Isabel, farofa de banana e doces como furrundum e pixé. É onde há mais opções para provar o peixe de rio antes ou depois da Transpantaneira.

$: Lanchonetes e restaurantes simples de Poconé e de Cuiabá, com prato feito, peixe frito e baguncinha, pagos por refeição. · $$: Restaurantes de cozinha regional de Cuiabá, com peixe de rio servido em porções para dividir. · 2026-10-16

Bate-voltas

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Fora do Pantanal, no planalto de arenito acima de Cuiabá. A cachoeira do Véu de Noiva, no rio Coxipó, é a paisagem mais conhecida do parque, e o endereço do parque, na área do Véu de Noiva, é o km 50 da MT-251, a rodovia que sobe de Cuiabá. É um dia separado da Transpantaneira, feito de carro ou com agência a partir de Cuiabá; as regras de visita, os horários e a exigência de guia em cada trilha se confirmam com o ICMBio.

Por onde começar

De Cuiabá ao começo da Transpantaneira

De Cuiabá ao começo da Transpantaneira

Chegue cedo ao aeroporto de Cuiabá (CGB) e pegue o carro alugado ou o traslado da pousada.

Amanhecer no campo e descida até Porto Jofre

Amanhecer no campo e descida até Porto Jofre

Acorde antes do sol para a observação de aves, a cavalgada ou a canoagem da pousada, nas horas mais frescas do dia.

Um dia inteiro no rio, atrás da onça

Um dia inteiro no rio, atrás da onça

Embarque na saída da manhã rumo ao Parque Estadual Encontro das Águas, pelos rios Cuiabá, Três Irmãos e seus braços.

Dinheiro

A moeda é o real (R$). A região funciona em pacotes: a maioria das pousadas e dos barcos-hotéis vende a diária com pensão completa (café, almoço e jantar) e um passeio guiado, e os pacotes com traslado e guia são montados pelas próprias pousadas ou por agências de Cuiabá. O Plano Municipal de Turismo de Poconé, com dados de 2022, registrou uma diária média de R$ 300 por pessoa, calculada sobre todos os hotéis, pousadas e barcos-hotéis da região e já combinando alta e baixa temporada; não é o preço de uma categoria nem de uma época, e as hospedagens de Porto Jofre na temporada da onça ficam na faixa mais cara. O mesmo plano registrou pacotes de pesca em barco-hotel com média de R$ 15.000 por pessoa para 7 a 10 dias. São números de 2022, e os preços atuais se confirmam na reserva. A legislação municipal prevê uma taxa de turismo sustentável (Lei 1.869, de 2017), recolhida pelos estabelecimentos, e uma taxa de conservação ecológica por pessoa, cobrada com voucher, pela metade no uso por um dia (Leis 1.553, de 2009, e 1.588, de 2010); pergunte na reserva quais taxas a diária já inclui. Bebidas, traslado e o passeio de barco em Porto Jofre também podem ser cobrados à parte. Leve dinheiro em espécie de Poconé e confirme com a pousada se aceita cartão.

Como chegar e se locomover

O portal de entrada de Poconé sobre a estrada, com duas torres pintadas e o letreiro da cidade no arco.
Poconé

Chegada por Cuiabá

O aeroporto da região é o Marechal Rondon (CGB), em Várzea Grande, colado a Cuiabá. De lá até Poconé são cerca de 100 km de asfalto. Quem dirige aluga carro em Cuiabá. Quem não dirige depende do traslado que várias pousadas e agências oferecem a partir de Cuiabá, incluído em parte dos pacotes e cobrado à parte em outros; combine com a hospedagem também os deslocamentos ao longo da estrada.

Abastecer em Poconé

Poconé é o último ponto com posto de combustível antes da estrada: não há posto ao longo da Transpantaneira. Saia com tanque cheio e dinheiro em espécie.

A Transpantaneira

A Estrada Parque começa no posto de fiscalização do km 17, e o trecho pantaneiro segue sem pavimentação até Porto Jofre, 147 km depois de Poconé, sobre mais de cem pontes. Na seca, de maio a setembro, um carro comum costuma bastar se for dirigido com cuidado. Outubro é transição: as primeiras chuvas podem chegar. Na época das chuvas, um 4x4 é o indicado, e a partir de dezembro a estrada pode ficar praticamente intransitável perto de Porto Jofre. Dirigir à noite não é recomendado: buracos e pontes de madeira pedem atenção, e o sinal de celular é fraco ou inexistente em boa parte do percurso.

De barco

Em Porto Jofre acaba a estrada. Dali em diante, tudo é de barco: os passeios de onça, a pesca e os barcos-hotéis. Os passeios se contratam com a hospedagem, com um operador ou com guias locais.

Segurança

Uma das pontes da Transpantaneira atravessando um alagado, com a vegetação refletida na água parada sob céu limpo.
Transpantaneira

Os riscos principais são da estrada e do clima. Na Transpantaneira, dirija devagar, evite a noite e atravesse as pontes de madeira com atenção; leve água e avise a hospedagem do horário de chegada, porque o sinal de celular é fraco ou inexistente em boa parte do percurso. Jacarés e onças são animais selvagens: não desça do barco ou do carro perto deles, não alimente nenhum bicho e siga a orientação do guia. O calor é intenso em setembro e outubro, com máximas médias acima de 35 °C em Cuiabá; use chapéu, protetor solar e beba água com frequência. As queimadas costumam aumentar no fim da seca; acompanhe as notícias e a previsão do INMET, e não acenda fogo nem jogue bituca. Para saúde, o CDC dos Estados Unidos recomenda a vacina contra a febre amarela para quem vai a Mato Grosso e lista o estado entre os que têm transmissão de malária, com casos raros em Cuiabá; consulte um serviço de medicina de viagem antes de ir e use repelente, principalmente a partir de dezembro, quando os mosquitos aumentam.

Dicas de etiqueta

Deixe o barco manter distância da onça

Pesquisadores relatam que o tráfego frequente de barcos pode alterar o comportamento das onças. Não peça ao piloteiro para encostar mais, mantenha a voz baixa e aceite quando o grupo decide sair.

O gado tem preferência

A Transpantaneira passa por fazendas em funcionamento, e o manejo do gado usa a estrada. Pare o carro, desligue o motor se a boiada for grande e espere a comitiva passar.

Festa de santo é devoção

Novenas e rezas cantadas fazem parte da fé local. Peça licença antes de fotografar pessoas e altares, e acompanhe o ritmo da celebração.

Pesca tem calendário e lista de espécies

Nos rios da bacia do Paraguai, a piracema fecha a pesca amadora todo ano em datas fixadas pelo conselho estadual de pesca: em 2026/27, de 1º de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027 (Resolução Cepesca nº 1, de 24 de abril de 2026), quando só se permite a pesca de subsistência desembarcada de populações ribeirinhas. Fora da piracema continua valendo a Lei do Transporte Zero (Lei estadual 12.434, de 2024), que proíbe até 2029 capturar, transportar, armazenar e vender doze espécies nativas: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado, piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Confirme as normas vigentes com a SEMA-MT ou com a pousada antes de levar equipamento.

Erros a evitar

Contar com bate-volta até Porto Jofre

São cerca de 100 km de asfalto até Poconé e mais 147 km de Transpantaneira só de ida, em velocidade baixa. Sair de Cuiabá e voltar no mesmo dia quase não deixa tempo no rio, que é onde se procuram as onças.

Sair de Poconé com meio tanque

Não há posto de combustível na Transpantaneira. Abasteça em Poconé e calcule o combustível da ida e da volta.

Dirigir depois do pôr do sol

Buracos e pontes de madeira ficam difíceis de ver no escuro. Planeje chegar à pousada com luz.

Ir na cheia com carro comum

De dezembro em diante, a chuva pode deixar a estrada intransitável perto de Porto Jofre. Na época das chuvas, prefira 4x4 ou o traslado da pousada, e confirme se a hospedagem está aberta.

Deixar a reserva para a última hora na alta

Entre julho e outubro, as hospedagens de Porto Jofre e os barcos de observação são disputados. Reserve hospedagem e passeio juntos, meses antes.

Confundir Pantanal Norte e Pantanal Sul

São viagens diferentes. O Norte, deste guia, sai de Cuiabá; o Sul se acessa por Miranda, em Mato Grosso do Sul, a cerca de 130 km de Bonito.

Frases úteis

Corixo

Riacho perene, que corre o ano inteiro.

Chalana

Barco-hotel usado sobretudo por grupos de pesca.

Piloteiro

Quem pilota o barco nos passeios e na pesca.

Comitiva

Grupo de peões que conduz o gado de um pasto a outro.

Focagem

Passeio noturno de observação de jacarés e outros animais.

Tuiuiú

Cegonha grande, considerada a ave-símbolo do Pantanal.

Vazante

O período em que a água começa a baixar, depois da cheia.

Onde ficar

  • Transpantaneira, primeira metade · Quem quer o Pantanal das fazendas: aves, cavalgadas, canoagem e safáris guiados, com refeições incluídas.: As pousadas ficam nos primeiros quilômetros da estrada, entre elas a Pousada Piuval, no km 10, e o Araras Eco Lodge, com torres de observação. A desvantagem é a distância até o rio das onças: daqui a Porto Jofre são mais de cem quilômetros de estrada sem pavimentação, e por isso elas funcionam melhor como as primeiras noites da viagem.
  • Porto Jofre · Quem vai pela onça-pintada e quer estar no barco ao amanhecer.: É o fim da estrada, à beira do rio Cuiabá, e elimina o deslocamento até o embarque. O Hotel Porto Jofre Pantanal Norte opera ali desde 1984, e há barcos-hotéis ancorados. A desvantagem é a disputa por vagas entre julho e outubro; na época das chuvas, o acesso por estrada pode ficar difícil.
  • Estrada Parque Poconé-Porto Cercado · Quem tem pouco tempo ou prefere um hotel estruturado perto da cidade.: A estrada parque leva de Poconé ao Hotel Sesc Porto Cercado. Fica fora da Transpantaneira e longe de Porto Jofre, a área mais procurada para ver onças.
  • Cuiabá · Quem chega tarde ou parte cedo, ou quer somar a Chapada dos Guimarães.: Tem a maior oferta de hotéis e restaurantes da região e fica junto ao aeroporto. Não serve como base para o Pantanal: Poconé está a cerca de 100 km, e Porto Jofre, o rio das onças, a mais 147 km de Transpantaneira.

$: Hotéis simples de Poconé e de Cuiabá, cobrados por quarto, sem refeições nem passeios incluídos. · $$: Pousadas em fazendas da primeira metade da Transpantaneira, em geral cobradas por pessoa, com pensão completa e um passeio guiado. · $$$: Hospedagens de Porto Jofre voltadas à observação de onça e barcos-hotéis de pesca, cobrados por pessoa em pacotes. · 2026-10-16

Bairros

O portal de entrada de Poconé sobre a estrada, com duas torres pintadas e o letreiro da cidade no arco.
Poconé

Cuiabá e Várzea Grande

A capital de Mato Grosso e a cidade vizinha onde fica o aeroporto. Servem para chegar, alugar carro e dormir antes ou depois da estrada; também são a base para a Chapada dos Guimarães. Ficam a cerca de 100 km de asfalto de Poconé.

Uma das pontes da Transpantaneira atravessando um alagado, com a vegetação refletida na água parada sob céu limpo.
Transpantaneira

Poconé

Cidade de garimpo e pecuária na entrada da Transpantaneira. Tem os últimos postos de combustível antes da estrada, comércio, hotéis na cidade e um calendário de festas de santo que culmina na Cavalhada de junho.

Transpantaneira, primeira metade

Os quilômetros iniciais da estrada, antes e depois do posto de fiscalização do km 17, com pousadas em fazendas e torres de observação. Na vazante, é onde se concentra a maior parte dos visitantes, porque a vegetação é menos densa e os guias usam as margens como paradas para observar aves, jacarés e capivaras.

Uma onça-pintada atravessando a água rasa na beira do rio, com o capim alto da margem atrás.
Parque Estadual Encontro das Águas

Porto Jofre

O fim da estrada, à beira do rio Cuiabá, com hotel, pista de pouso e barcos-hotéis. Daqui em diante só se segue de barco, e é a base para procurar a onça-pintada no Parque Estadual Encontro das Águas.

Estrada Parque Poconé-Porto Cercado

A segunda estrada parque do município, que liga Poconé ao Hotel Sesc Porto Cercado. É uma alternativa à Transpantaneira para quem quer um Pantanal mais perto da cidade.

História

1719 · O ouro de Cuiabá

A descoberta de ouro perto do rio Cuiabá levou bandeirantes a fundar Cuiabá em 8 de abril de 1719 e transformou o rio, que alimenta o Pantanal, numa rota de gente e mercadorias.

1781 · Arraial de São Pedro d'El-Rei

Depois de achados de ouro por volta de 1777, a ata de fundação do arraial foi lavrada em 21 de janeiro de 1781. O nome Poconé vem dos indígenas Beripoconé, que viviam na região.

1831 · Vila de Poconé

Um decreto do governo regencial criou o município de Villa de Poconé; a vila recebeu o estatuto de cidade em 1863.

1972 · A Transpantaneira

A rodovia foi aberta com o plano de chegar a Corumbá. As áreas alagadas e as preocupações ambientais pararam a obra em Porto Jofre, e o turismo de natureza começou a crescer na década de 1970.

1981 · Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

Criado por decreto em 24 de setembro de 1981, com cerca de 135 mil hectares rio abaixo de Porto Jofre.

1996 · Estrada Parque

O Decreto estadual 1.028, de 26 de julho de 1996, transformou a Transpantaneira em unidade de conservação, com área de 8.646 hectares, toda em Poconé.

2000 · Patrimônio Mundial

A UNESCO inscreveu a Área de Conservação do Pantanal, que reúne o parque nacional e reservas vizinhas, como Patrimônio Natural da Humanidade.

2004 · Parque Estadual Encontro das Águas

O Decreto 4.881, de 22 de dezembro de 2004, criou o parque de 108.960 hectares entre Poconé e Barão de Melgaço, onde o rio Cuiabá encontra o São Lourenço.

2020 · O ano do fogo

Uma temporada de incêndios sem precedente queimou cerca de um quarto do Pantanal, e a prevenção de queimadas passou a figurar nos planos de turismo de Poconé.

História completa

Ouro e gado

A história do Pantanal Norte começa no ouro. Em 1719, a descoberta de ouro perto do rio Cuiabá atraiu bandeirantes e transformou o rio numa estrada de canoas. Por volta de 1777 apareceu ouro também perto de onde hoje está Poconé, e em 1781 nasceu o Arraial de São Pedro d'El-Rei. O trabalho nas minas usou assalariados e pessoas escravizadas, que também trabalharam nas fazendas de gado criadas para alimentar os garimpos. Os campos naturais fizeram o rebanho crescer até abastecer outros estados.

Os pantaneiros

Dessa mistura de povos indígenas, colonizadores portugueses e espanhóis e africanos escravizados saiu a população que o Pantanal chama de pantaneira. A pecuária em campos naturais sustentou a região por mais de dois séculos, e muitas das pousadas de hoje são antigas fazendas de gado que passaram a receber visitantes.

A estrada que parou no rio

A Transpantaneira foi aberta em 1972 para ligar Poconé a Corumbá, do outro lado do Pantanal. A água e as discussões ambientais interromperam a obra em Porto Jofre, na divisa com Mato Grosso do Sul, e a estrada ficou sem continuação por terra: entra na planície e termina na margem do rio Cuiabá. Foi ela que tornou o norte do Pantanal acessível: o turismo começou nos anos 1970 e cresceu nos anos 1990, quando o bioma ganhou visibilidade internacional. Antes da pandemia de covid-19, segundo empresários ouvidos pelo plano municipal de turismo, mais de 70% dos hóspedes das pousadas de Poconé vinham de fora do Brasil.

Proteção e fogo

A partir dos anos 1980 o Estado criou camadas de proteção: o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense em 1981, a Estrada Parque Transpantaneira em 1996 e o Parque Estadual Encontro das Águas em 2004. Em 2000 a UNESCO inscreveu a Área de Conservação do Pantanal como Patrimônio Mundial. O garimpo de ouro continua ativo em volta de Poconé e convive com o turismo, e os incêndios de 2020, que queimaram cerca de um quarto do Pantanal, mostraram o quanto a seca pesa sobre a região.

Geografia e forma da cidade

Uma onça-pintada atravessando a água rasa na beira do rio, com o capim alto da margem atrás.
Parque Estadual Encontro das Águas

Uma planície que enche e seca

O Pantanal é uma planície baixa (Poconé está a 142 m de altitude) que recebe a água das terras mais altas em volta. As chuvas caem com força de outubro a março; a água leva meses para escoar, alarga os rios e enche os corixos, riachos que correm o ano inteiro. De maio a setembro vem a vazante e a seca: as águas baixam, a vegetação fica mais rala e a observação de fauna melhora.

Os rios do fim da estrada

Porto Jofre fica à beira do rio Cuiabá. Pouco adiante, dentro do Parque Estadual Encontro das Águas, o Cuiabá se junta ao São Lourenço, e o rio Piquiri marca o limite com Mato Grosso do Sul. Esses rios e seus braços, como o Três Irmãos, são o território dos passeios de barco.

Clima

O clima é quente o ano todo. Em Cuiabá, a estação de referência mais próxima, a média das máximas fica entre 31,6 °C em maio e 35,6 °C em setembro (normal do INMET de 1991 a 2020); julho é o mês mais seco, com 10,2 mm de chuva, e fevereiro o mais chuvoso, com 261,9 mm. O recorde de calor da cidade é de 44,2 °C, em outubro de 2023.

Fauna

O Pantanal registra centenas de espécies de aves, além de jacarés, capivaras, cervos-do-pantanal, ariranhas e a onça-pintada. O tuiuiú, uma cegonha que passa de 1,4 m de comprimento, é considerado a ave-símbolo da região, e a arara-azul-grande é ameaçada pelo tráfico.

Cuiabá fica a cerca de 100 km de Poconé, e de Poconé a Porto Jofre, na beira do rio onde se procura a onça, são 147 km de Transpantaneira. Dormir em Porto Jofre permite embarcar ao amanhecer sem dirigir antes.

O Pantanal Sul, pelo lado de Mato Grosso do Sul, se combina com Bonito a partir de Miranda. O Norte é outra viagem, com chegada por Cuiabá, e eu não tentaria juntar os dois numa viagem curta.

Cultura

Cururu, siriri e viola de cocho

A música tradicional da região se toca com a viola de cocho, feita de um tronco inteiriço escavado como um cocho; o modo de fazer o instrumento está registrado no Livro dos Saberes do patrimônio imaterial brasileiro. Ela acompanha o cururu e o siriri, ritmos cantados e dançados nas festas populares de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Festas de santo

Em Poconé, o calendário gira em torno dos santos: Divino Espírito Santo, São Benedito, Santo Antônio, São João e São Pedro, com novenas, rezas cantadas em capelas de quintal e visitas a benzedeiras. A Dança dos Mascarados, só de homens com máscaras e chapéus de plumas, aparece nesses dias de festa.

A vida pantaneira

A população pantaneira nasceu da mistura de povos indígenas, colonizadores e africanos escravizados, e o gado continua no centro da vida rural: ao longo da Transpantaneira, o manejo do rebanho divide a estrada com o turismo. Em Poconé, a comunidade quilombola de São Benedito mantém a produção de farinha de mandioca.

Manoel de Barros

O poeta nasceu em Cuiabá, em 1916, e fez do Pantanal o fundo da sua poesia a partir dos anos 1940. Morreu em 2014, em Campo Grande.

Festas e eventos

Cavalhada de Poconé

Nas primeiras semanas de junho, durante a festa de São Benedito. Doze cavaleiros mouros, de vermelho, enfrentam doze cristãos, de azul, numa sequência de provas a cavalo na pista do clube Cidade Rosa, na parte alta da cidade. É um dos maiores eventos culturais de Mato Grosso e divide a cidade em torcidas.

Festa de São Benedito (Poconé)

Em junho, a festa do santo protetor dos poconeanos, dentro da qual acontece a Cavalhada.

Festa do Divino Espírito Santo (Poconé)

Precedida por uma novena, com alvorada festiva, fogos, shows e a bandeira do Divino visitando as casas. A data muda a cada ano; confira o calendário da prefeitura.

São João e São Pedro (Poconé)

São João Batista no bairro Areião, em 24 de junho, com missa, fogueira e Maria Isabel; São Pedro no bairro Jurumirim, em 29 de junho.

Festa de São Benedito (Cuiabá)

Em julho, na Igreja do Rosário e São Benedito, fundada por escravizados em 1764.

Livros e filmes

Livro de Pré-Coisas, de Manoel de Barros (1985)

O poeta nasceu em Cuiabá e fez do Pantanal o fundo da sua poesia; é uma boa leitura para levar na viagem.

Pantanal (TV Globo, 2022)

Remake da novela de 1990 da Rede Manchete, escrita por Benedito Ruy Barbosa e adaptada por Bruno Luperi. Foi gravada no Pantanal de Mato Grosso do Sul, na Nhecolândia e em Aquidauana; retrata o bioma e a vida de fazenda, não a Transpantaneira.

Perguntas frequentes

Pantanal: como chegar à Transpantaneira?

O aeroporto é o Marechal Rondon (CGB), em Várzea Grande, colado a Cuiabá. Dali a Poconé são cerca de 100 km de asfalto, de carro alugado ou no traslado que pousadas e agências oferecem; depois, o trecho pantaneiro segue sem pavimentação até Porto Jofre.

Pantanal: quantos dias ficar?

Quatro dias, sem contar a viagem até Cuiabá: uma noite numa pousada do começo da estrada e duas em Porto Jofre, com três ou quatro saídas de barco para procurar a onça. Com três dias dá para ir e voltar, mas sobra uma única tarde no barco.

Pantanal: é garantido ver a onça-pintada?

Não: o avistamento nunca é garantido, nem na época mais procurada, de julho a outubro. Depende de onde os animais estão naquele dia, e cada saída de barco a mais, a partir de Porto Jofre, aumenta a chance.

Pantanal: dá para ir de carro comum?

Na seca, de maio a setembro, um carro comum costuma bastar se for dirigido com cuidado; outubro é transição, e as primeiras chuvas podem chegar. Na época das chuvas, prefira 4x4 ou o traslado da pousada e confirme se ela está aberta: a partir de dezembro, a estrada pode ficar intransitável perto de Porto Jofre.

Pantanal: qual é a melhor época?

De julho a setembro, na seca, com a estrada transitável e a época mais procurada para a onça; em setembro, as máximas médias em Cuiabá passam de 35 °C e pode haver fumaça de queimadas. Maio e junho servem a quem prioriza aves e paisagem; outubro traz as primeiras chuvas.

Pantanal: dá para ir e voltar de Cuiabá a Porto Jofre no mesmo dia?

Não vale a pena: são cerca de 100 km de asfalto até Poconé e mais 147 km de Transpantaneira só de ida, em velocidade baixa. Quem sai de Cuiabá e volta no mesmo dia quase não tem tempo no rio, onde se procuram as onças.

Pantanal: o que a diária costuma incluir?

A maioria das pousadas e dos barcos-hotéis vende a diária com pensão completa e um passeio guiado. Bebidas, traslado e o barco em Porto Jofre podem ser cobrados à parte; pergunte na reserva também quais taxas municipais a diária já inclui.

Pantanal: é preciso tomar vacina?

O CDC dos Estados Unidos recomenda a vacina contra a febre amarela para quem vai a Mato Grosso e lista o estado entre os que têm transmissão de malária. Consulte um serviço de medicina de viagem antes de ir e use repelente, sobretudo a partir de dezembro.

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