
Brasil
Maceió
Piscinas naturais da Pajuçara, Praia do Gunga, as Galés de Maragogi e a Lagoa Mundaú
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Um dia é da Pajuçara: jangada para as piscinas naturais na maré baixa, tarde na Ponta Verde e fim de dia na feira de artesanato. Outro é da cidade: o Museu Théo Brandão para entender os folguedos, o Centro e Jaraguá, e o Pontal da Barra com as rendeiras de filé. O terceiro é do litoral sul, com o Gunga e a parada no Francês na volta. O quarto é de Maragogi, para as Galés, num dia de maré baixa entre 0,0 e 0,6 e com reserva feita antes. Com um quinto dia, eu seguiria para São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, de preferência dormindo uma noite por lá. Com três dias, eu deixaria Maragogi para outra viagem; com dois, ficaria com a Pajuçara e o Gunga.
4–5
Quando Setembro a março; abril a agosto concentra as chuvas, com maio e junho como os meses mais chuvosos, e dezembro a fevereiro é a temporada mais cheia e mais cara
Como o guia chega a este número
Maceió é quente o ano todo, com média em torno de 25 °C, e o que muda é a chuva. De abril a agosto chove mais, e maio e junho são os meses mais chuvosos: é a época em que a água das piscinas naturais costuma ficar menos clara e em que o mar pode cancelar passeios. De setembro a março é a temporada seca e a melhor para as piscinas e para as Galés. Dentro dela, dezembro a fevereiro é o período mais cheio e mais caro, com o Réveillon; outubro, novembro e março costumam combinar tempo bom e preços menores. Em qualquer mês, o que decide os dias de mar é a maré: as piscinas da Pajuçara pedem maré abaixo de 0,5 m, e as Galés, entre 0,0 e 0,6.
Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de jangada ou catamarã de cada dia; os bate-voltas ao litoral norte e ao sul mudam bastante o total.
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria quatro dias em Maceió, montados pela tábua de marés. Um dia é da Pajuçara: jangada para as piscinas naturais na maré baixa, tarde na Ponta Verde e fim de dia na feira de artesanato. Outro é da cidade: o Museu Théo Brandão para entender os folguedos, o Centro e Jaraguá, e o Pontal da Barra com as rendeiras de filé. O terceiro é do litoral sul, com o Gunga e a parada no Francês na volta. O quarto é de Maragogi, para as Galés, num dia de maré baixa entre 0,0 e 0,6 e com reserva feita antes. Com um quinto dia, eu seguiria para São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, de preferência dormindo uma noite por lá. Com três dias, eu deixaria Maragogi para outra viagem; com dois, ficaria com a Pajuçara e o Gunga.Em frente à Praia de Pajuçara, uma linha de recifes fica escondida na maré alta. Quando a maré desce, aparecem sobre ela piscinas de água rasa e clara, e as jangadas a vela que esperam na areia passam a fazer a travessia. Em Maceió, a tábua de marés decide o dia do mar, aqui e a 130 km dali, nas Galés de Maragogi. O nome da cidade vem do tupi e lembra as lagoas junto ao mar: a oeste fica a Lagoa Mundaú, onde as rendeiras do Pontal da Barra trabalham o filé e de onde vem o sururu do caldo. Na mesma margem, cinco bairros foram esvaziados desde 2018, depois que a mineração de sal-gema fez o chão ceder, e cerca de 60 mil pessoas deixaram suas casas. Ao sul, o coqueiral do Gunga ocupa uma península de areia entre a lagoa do Roteiro e o mar.
Ficha rápida
- População
- 957.916 habitantes no município (Censo IBGE 2022); 995.134 na estimativa do IBGE para 2026
- Fundação
- Vila desmembrada da Vila de Alagoas (atual Marechal Deodoro) em 5 de dezembro de 1815; cidade e capital da província em 9 de dezembro de 1839
- País e região
- Brasil, região Nordeste: capital do estado de Alagoas; município de cerca de 509 km²
- Idioma
- Português
- Moeda
- Real (BRL, R$). Pix exige acesso a uma conta participante; quem não tem combina cartão e dinheiro
- Fuso horário
- UTC−3 o ano inteiro, sem horário de verão
- Melhor época
- Setembro a março; abril a agosto concentra as chuvas, com maio e junho como os meses mais chuvosos, e dezembro a fevereiro é a temporada mais cheia e mais cara
- Custo médio por dia
- Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de jangada ou catamarã de cada dia; os bate-voltas ao litoral norte e ao sul mudam bastante o total.
Quando ir
Setembro a março; abril a agosto concentra as chuvas, com maio e junho como os meses mais chuvosos, e dezembro a fevereiro é a temporada mais cheia e mais cara
janeiro
Melhor épocafevereiro
Melhor épocamarço
Melhor épocaabril
maio
junho
julho
agosto
setembro
Melhor épocaoutubro
Melhor épocanovembro
Melhor épocadezembro
Melhor épocaO que muda ao longo do ano
Maceió é quente o ano todo, com média em torno de 25 °C, e o que muda é a chuva. De abril a agosto chove mais, e maio e junho são os meses mais chuvosos: é a época em que a água das piscinas naturais costuma ficar menos clara e em que o mar pode cancelar passeios. De setembro a março é a temporada seca e a melhor para as piscinas e para as Galés. Dentro dela, dezembro a fevereiro é o período mais cheio e mais caro, com o Réveillon; outubro, novembro e março costumam combinar tempo bom e preços menores. Em qualquer mês, o que decide os dias de mar é a maré: as piscinas da Pajuçara pedem maré abaixo de 0,5 m, e as Galés, entre 0,0 e 0,6.
Dicas do Nilo
Planeje os dias de mar pela tábua de marés
As piscinas da Pajuçara pedem maré abaixo de 0,5 m, e as Galés, entre 0,0 e 0,6. Eu abriria a tábua de marés antes de comprar a passagem e encaixaria os dois passeios nos dias de maré mais baixa, deixando museus e o Pontal da Barra para os outros.
Jangadeiro credenciado e preço combinado
Eu escolheria a jangada pela segurança, não pelo preço: jangadeiro credenciado, colete para todos e tudo combinado antes de sair, inclusive se o snorkel e as fotos estão incluídos.
Gunga e Francês no mesmo dia
A Praia do Francês fica no caminho entre Maceió e o Gunga. Eu iria direto ao Gunga de manhã, passando pelo mirante, e pararia no Francês na volta, no canto esquerdo, onde os recifes seguram as ondas.
Confira a balneabilidade antes do banho
O IMA publica relatórios de balneabilidade das praias de Alagoas. Eu olharia o mais recente antes de entrar no mar da orla urbana, principalmente na Jatiúca.
Uma ou duas noites na Rota dos Milagres
São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras ficam a cerca de 100 km. Com cinco dias, eu dormiria uma noite por lá em vez de ir e voltar no mesmo dia, para ter a manhã livre nas praias e a visita agendada ao santuário do peixe-boi.
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Abrir o appO que ver
Maceió: Entre o mar e a lagoa
Maceió ocupa cerca de 509 km² no litoral de Alagoas. O bairro de hotéis mais procurado, com a melhor estrutura turística da orla. Na praia saem as jangadas para as piscinas naturais, e ao longo da avenida beira-mar ficam a Feira de Artesanato da Pajuçara e uma ciclovia.

Piscinas Naturais Pajuçara
Sobre os recifes em frente à Praia de Pajuçara, a maré baixa deixa piscinas de água clara e rasa, com peixes pequenos, esponjas e crustáceos. Chega-se de jangada a vela, saindo da areia perto da feira de artesanato: a travessia leva de 15 a 25 minutos, conforme o vento, e a permanência fica entre uma hora e uma hora e meia, antes de a maré voltar a subir. Os guias recomendam ir com a maré abaixo de 0,5 m e escolher jangadeiro credenciado, com coletes para todos. Com vento forte ou mar agitado o passeio pode ser cancelado. Não pise no coral nem alimente os peixes.
É a razão da maioria das viagens a Maceió: as piscinas sobre os recifes só aparecem na maré baixa, de preferência abaixo de 0,5 m, a 15 a 25 minutos de jangada a vela da areia.
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Praia do Gunga
No município de Roteiro, a cerca de 35 km de Maceió, o Gunga é uma península de areia branca coberta por um grande coqueiral, entre a Lagoa do Roteiro, de água calma, e o mar, protegido por recifes no começo da praia. Chega-se de carro pela AL-101 Sul ou de lancha a partir da Barra de São Miguel, num passeio de cerca de uma hora com paradas numa piscina natural e num banco de areia. Na praia há barracas e restaurantes, com cobrança de uso de guarda-sol e cadeira; de buggy ou quadriciclo se vai às falésias, num trajeto de cerca de 13 km ida e volta. O Mirante do Gunga, na AL-101, fica em propriedade particular e cobra uma pequena taxa.
A península de areia e coqueiral entre a Lagoa do Roteiro e o mar, a cerca de 35 km, pede um dia inteiro, de carro pela AL-101 Sul ou de lancha a partir da Barra de São Miguel.
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Feira de Artesanato da Pajuçara
Na avenida beira-mar da Pajuçara, a feira reúne bancas de artesanato alagoano, como peças de renda de filé e de cerâmica, e tapioca doce e salgada. É o lugar mais prático para ver o artesanato do estado reunido, e fica ao lado do embarque das jangadas.
Reúne o artesanato alagoano, como a renda de filé e a cerâmica, e a tapioca, ao lado do embarque das jangadas.
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Praia de Ponta Verde
A ponta entre a Pajuçara e a Jatiúca, com o Farol da Ponta Verde, o Marco dos Corais e a orla com ciclovia para caminhar ou pedalar. Fica a uma caminhada do embarque das jangadas, o que a torna uma boa praia para o resto do dia depois das piscinas.
Fica a uma caminhada do embarque das jangadas, com o farol, o Marco dos Corais e a orla com ciclovia, e completa o dia das piscinas.
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Pontal da Barra
Bairro tombado pelo estado e núcleo tradicional das rendeiras de filé, a renda artesanal mais identificada com Alagoas, à beira da Lagoa Mundaú. Dali saem os passeios de escuna pelas nove ilhas da lagoa, formadas pelos sedimentos dos rios Mundaú e Paraíba do Meio. Desde o fim de 2023, a navegação está proibida, por tempo indeterminado, no trecho da lagoa perto da mina do Mutange: confirme com o operador se o passeio está saindo e por onde passa.
É o núcleo tradicional das rendeiras de filé, à beira da Lagoa Mundaú; o passeio de escuna pelas nove ilhas depende de confirmar com o operador, porque a navegação está proibida no trecho perto da mina do Mutange desde o fim de 2023.
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Museu Théo Brandão
O Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, da Universidade Federal de Alagoas, ocupa desde 1977 um prédio eclético na Avenida da Paz. Reúne a coleção de arte popular doada pelo folclorista Théo Brandão, peças de artistas alagoanos, criações das festas populares de Alagoas, gravações de música regional e folguedos e filmes sobre as manifestações folclóricas do estado. É uma boa introdução à cultura alagoana. Confira o horário no site da UFAL.
A coleção de arte popular de Théo Brandão, com registros e criações dos folguedos alagoanos, explica a cultura do estado em uma visita curta.
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Praia do Francês
No município de Marechal Deodoro, no caminho entre Maceió e o Gunga. O canto esquerdo é protegido pelos recifes, com mar calmo, piscinas naturais, bares e restaurantes; o lado direito tem ondas fortes e é procurado por surfistas.
O canto esquerdo, protegido pelos recifes, tem mar calmo e piscinas naturais, e fica no caminho de volta do Gunga.
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Piscinas Naturais Galés
As Galés de Maragogi são formações de recife que, na maré baixa, formam piscinas naturais a alguns quilômetros da costa, dentro da APA Costa dos Corais, administrada pelo ICMBio, onde a visitação é controlada. Maragogi fica a cerca de 130 km de Maceió pela estrada, de 2h a 2h30 de carro. O passeio de catamarã leva cerca de três horas no total e sai só com maré baixa, entre 0,0 e 0,6; em junho de 2026 custava de R$ 90 a R$ 180 por pessoa, conforme a época e a agência, e há uma taxa de preservação por pessoa que às vezes vem incluída e às vezes é cobrada à parte. Pergunte o que está incluído, reserve com antecedência e confira a maré antes.
As Galés pedem maré entre 0,0 e 0,6, reserva antecipada e um dia inteiro, a cerca de 130 km de Maceió; com esse dia livre, valem a viagem.
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Museu Palácio Floriano Peixoto
A antiga sede do governo de Alagoas, no Centro, guarda mobiliário do fim do século XIX e do começo do XX, prataria, cristais e pinturas de Rosalvo Ribeiro e de outros artistas alagoanos. Vale para quem já está no Centro; confira o horário antes de ir.
A antiga sede do governo, com mobiliário, prataria e pinturas alagoanas, vale para quem já está no Centro, mas não justifica a ida sozinha.
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O roteiro do Nilo
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Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Pajuçara: piscinas naturais na maré baixa e a orla
Na véspera, confira na tábua de marés o horário da maré baixa e se ela fica abaixo de 0,5 m; se não ficar, troque este dia com o dia 2.
Uma hora antes da maré baixa, vá à Praia de Pajuçara, perto da Feira de Artesanato, e combine a jangada com um jangadeiro credenciado: preço por pessoa, duração e coletes.
Faça a travessia de 15 a 25 minutos e fique uma hora a uma hora e meia nas piscinas, sem pisar no coral.
Depois do almoço, caminhe pela orla até a Praia de Ponta Verde e passe a tarde ali.
No fim da tarde, volte à Feira de Artesanato da Pajuçara para ver o filé e a cerâmica e comer uma tapioca.
Dia 2 · Centro, Jaraguá e Pontal da Barra
De manhã, vá ao Museu Théo Brandão, na Avenida da Paz, para conhecer os folguedos de Alagoas; confira antes o horário no site da UFAL.
Siga pelo Centro até o Teatro Deodoro e o Museu Palácio Floriano Peixoto, conferindo os horários de visita.
Almoce e caminhe por Jaraguá, o bairro do porto, com os casarões restaurados e o Museu de Arte Brasileira.
À tarde, pegue um táxi ou aplicativo até o Pontal da Barra para ver o trabalho das rendeiras de filé e a margem da Lagoa Mundaú.
Se o operador confirmar que o passeio das nove ilhas está saindo, faça-o no fim da tarde; volte à orla de táxi ou aplicativo.
Dia 3 · Litoral sul: Praia do Gunga e Praia do Francês
Saia de manhã de carro ou em passeio pela AL-101 Sul em direção a Roteiro.
Pare no Mirante do Gunga, na própria AL-101, em terreno particular de um restaurante, para ver o coqueiral, a praia e a Lagoa do Roteiro do alto; há uma pequena taxa.
Desça à Praia do Gunga e passe o dia entre o lado da lagoa e o lado do mar; se quiser, vá de buggy ou quadriciclo às falésias, cerca de 13 km ida e volta.
Como alternativa à estrada, chegue de lancha a partir da Barra de São Miguel, num passeio de cerca de uma hora com paradas numa piscina natural e num banco de areia.
Na volta para Maceió, pare no fim da tarde na Praia do Francês, no canto esquerdo, protegido pelos recifes.
Dia 4 · Maragogi e as Galés
Bate-volta
Cerca de 130 km ao norte de Maceió pela estrada, de 2h a 2h30 de carro, ou em passeio de um dia com transporte. O catamarã às Galés sai só com maré baixa, entre 0,0 e 0,6, dura cerca de três horas e custava de R$ 90 a R$ 180 por pessoa em junho de 2026, fora a taxa de preservação por pessoa quando ela não vem incluída; com a taxa, o mesmo levantamento dava de R$ 110 a R$ 200 na baixa temporada e de R$ 150 a R$ 250 na alta. A visitação é controlada dentro da APA Costa dos Corais: reserve com antecedência e confira a maré antes de marcar o dia. Maragogi também tem outras piscinas, como as Taocas e as de Barra Grande, e as praias de São Bento e de Barra Grande.
Se ficar mais
Dia 5 · São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras
Bate-volta
A cerca de 100 km ao norte de Maceió, na Rota Ecológica dos Milagres, praias calmas com coqueirais, como as do Toque e do Patacho, e pousadas pequenas. Em Porto de Pedras, perto do Rio Tatuamunha, um santuário de proteção do peixe-boi-marinho recebe visitas agendadas com a associação local, com guia, passarela no mangue e passeio de jangada; ver os animais soltos não é garantido. Vale como dia inteiro de carro, ou como uma ou duas noites numa pousada da rota.
Comida
Sururu
Um mexilhão pequeno (Mytella strigata) que vive nas lagoas Mundaú e Manguaba e foi declarado patrimônio imaterial de Alagoas em 2014. O preparo mais comum é o caldo de sururu, com legumes, leite de coco e dendê ou azeite; também aparece com molho de tomate, com farofa e, em Alagoas, cru com limão e sal. A pesca na Mundaú foi afetada pela proibição de navegar perto da mina, desde 2023: pergunte de onde vem.
Tapioca
Feita com a goma, a fécula extraída da mandioca, e servida com recheio doce ou salgado. Vende-se por toda a cidade, inclusive na Feira de Artesanato da Pajuçara, e serve de café da manhã antes da jangada ou de lanche no fim da tarde.
Peixe e frutos do mar da lagoa
A Massagueira, povoado de Marechal Deodoro, é conhecida como polo gastronômico de peixes e frutos do mar. Na Lagoa do Roteiro, perto do Gunga, pescam-se sururu, peixes e ostras.
Onde comer
- Pajuçara · $
Tapioca doce ou salgada na feira de artesanato, antes da jangada ou no fim da tarde.
- Massagueira (Marechal Deodoro) · $$
Peixe e frutos do mar no polo gastronômico do povoado.
- Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca · $$
Caldo de sururu e frutos do mar nos restaurantes da orla.
$: tapioca e lanche na feira ou na orla · $$: prato de peixe ou frutos do mar em restaurante · $$$: restaurante de cozinha autoral ou de hotel · 2026-10-15
Bate-voltas
Maragogi e as Galés
Cerca de 130 km ao norte de Maceió pela estrada, de 2h a 2h30 de carro, ou em passeio de um dia com transporte. O catamarã às Galés sai só com maré baixa, entre 0,0 e 0,6, dura cerca de três horas e custava de R$ 90 a R$ 180 por pessoa em junho de 2026, fora a taxa de preservação por pessoa quando ela não vem incluída; com a taxa, o mesmo levantamento dava de R$ 110 a R$ 200 na baixa temporada e de R$ 150 a R$ 250 na alta. A visitação é controlada dentro da APA Costa dos Corais: reserve com antecedência e confira a maré antes de marcar o dia. Maragogi também tem outras piscinas, como as Taocas e as de Barra Grande, e as praias de São Bento e de Barra Grande.
São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras
A cerca de 100 km ao norte de Maceió, na Rota Ecológica dos Milagres, praias calmas com coqueirais, como as do Toque e do Patacho, e pousadas pequenas. Em Porto de Pedras, perto do Rio Tatuamunha, um santuário de proteção do peixe-boi-marinho recebe visitas agendadas com a associação local, com guia, passarela no mangue e passeio de jangada; ver os animais soltos não é garantido. Vale como dia inteiro de carro, ou como uma ou duas noites numa pousada da rota.
Marechal Deodoro e a Massagueira
A cerca de 28 km ao sul, a primeira capital de Alagoas, fundada em 1591 como Vila Madalena do Sumaúma, tem igrejas e casarões reconhecidos como patrimônio histórico nacional em 2006 e o Museu Marechal Deodoro da Fonseca, na cidade natal do primeiro presidente do Brasil. Na volta, a Massagueira, à beira da Lagoa Manguaba, é o lugar para comer peixe e frutos do mar.
Por onde começar
Pajuçara: piscinas naturais na maré baixa e a orla

Na véspera, confira na tábua de marés o horário da maré baixa e se ela fica abaixo de 0,5 m; se não ficar, troque este dia com o dia 2.
Centro, Jaraguá e Pontal da Barra

De manhã, vá ao Museu Théo Brandão, na Avenida da Paz, para conhecer os folguedos de Alagoas; confira antes o horário no site da UFAL.
Litoral sul: Praia do Gunga e Praia do Francês

Saia de manhã de carro ou em passeio pela AL-101 Sul em direção a Roteiro.
Dinheiro
A moeda é o real (R$). O Pix, o pagamento instantâneo brasileiro, exige uma conta participante; leve algum dinheiro para jangadeiros, barracas de praia e taxas pequenas, como a do Mirante do Gunga. Em março de 2026, a corrida do aeroporto à orla saía por cerca de R$ 80 de táxi e cerca de R$ 50 de aplicativo. Em fevereiro de 2026, a jangada para as piscinas da Pajuçara custava de R$ 60 a R$ 90 por pessoa, conforme a procura, a duração e o dia da semana, e a jangada privativa, de R$ 350 a R$ 600; snorkel, fotos e bebidas podem ser cobrados à parte. Em junho de 2026, o catamarã às Galés de Maragogi custava de R$ 90 a R$ 180 por pessoa, conforme a época e a agência, e a taxa de preservação pode vir incluída ou à parte. Na lancha do Gunga, combine antes o preço por pessoa e o que está incluído. Nas barracas do Gunga cobra-se pelo uso de guarda-sol e cadeira.
Como chegar e se locomover

Aeroporto Zumbi dos Palmares (MCZ), em Rio Largo
O aeroporto fica em Rio Largo, a cerca de 22 km do Centro de Maceió e a cerca de 24 km da orla, e é administrado pela Aena desde 2019. Em março de 2026, um guia estimava o táxi até a orla em cerca de R$ 80 e o carro de aplicativo em cerca de R$ 50. Quem vai fazer o litoral norte e o sul pode alugar o carro já no aeroporto.
Na cidade: a pé pela orla, de aplicativo para o resto
Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca se ligam por uma avenida beira-mar com ciclovia, e dá para fazer esse trecho a pé. Para o Centro, Jaraguá e o Pontal da Barra, táxi e carro de aplicativo são o caminho mais simples; os ônibus urbanos são operados por quatro empresas. O VLT liga o Centro a Rio Largo passando pelo Bebedouro, área afetada pelo afundamento, e não serve aos roteiros turísticos.
Litoral norte e sul: carro, transfer ou passeio
As praias fora da cidade se alcançam pela AL-101: ao sul, a Praia do Francês, a Barra de São Miguel e o Gunga; ao norte, Ipioca, a Rota Ecológica dos Milagres e Maragogi. Há passeios de um dia saindo de Maceió e transfers combinados com as pousadas; com carro alugado, você escolhe a hora pela maré. Para ir de Porto de Pedras a Maragogi, é preciso atravessar o Rio Manguaba de balsa.
Segurança

Em Maceió, guarde o celular nas ruas vazias, use táxi ou aplicativo à noite fora da orla e cuide dos pertences na areia. A orla da Pajuçara, da Ponta Verde e da Jatiúca concentra movimento e hotéis. No mar, os riscos são outros: no lado direito da Praia do Francês as ondas são fortes, nas piscinas naturais o passeio pode ser cancelado com vento e mar agitado, e nem toda praia está própria para banho todos os dias, por isso confira os relatórios de balneabilidade do IMA. Nas áreas atingidas pelo afundamento do solo, respeite as interdições: são áreas de risco geológico, com mapas atualizados periodicamente pela prefeitura. Nas falésias do Gunga, o Corpo de Bombeiros recomenda equipamento de segurança e guias especializados para atividades de aventura.
Dicas de etiqueta
Não pise no coral nem alimente os peixes
Nas piscinas naturais, os recifes são vivos: flutue em vez de ficar em pé sobre eles e não dê comida aos peixes. Os barcos-restaurante que serviam comida nas piscinas foram proibidos depois de denúncias de lixo jogado no mar, e jogar lixo na água é infração ambiental.
Combine tudo antes de embarcar
Na jangada e na lancha, acerte o preço por pessoa, a duração e o que está incluído antes de sair. Prefira jangadeiro credenciado e confira se há colete para todos.
Pergunte antes de sentar na barraca
No Gunga e em outras praias, guarda-sol e cadeira costumam ser cobrados pelo uso do dia. Pergunte o valor antes de se acomodar.
Os bairros esvaziados não são atração
Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol eram a casa de dezenas de milhares de pessoas que tiveram de sair. Respeite as interdições e não entre em áreas isoladas.
Erros a evitar
Marcar a jangada sem olhar a maré
As piscinas da Pajuçara só existem na maré baixa. Com a maré acima de 0,5 m o passeio perde o sentido, mesmo que alguém ofereça. Olhe a tábua de marés do dia e saia no horário que ela indicar.
Comprar o passeio das Galés para qualquer dia
As Galés pedem maré entre 0,0 e 0,6, e Maragogi fica a mais de duas horas de carro. Escolha o dia pela tábua de marés e reserve com antecedência, sobretudo na temporada.
Achar que o Gunga é praia de Maceió
O Gunga fica em Roteiro, a cerca de 35 km. É um dia inteiro, de carro ou de passeio, e combina bem com a Praia do Francês e a Barra de São Miguel, que ficam no mesmo caminho.
Entrar no mar sem conferir a balneabilidade
Nem toda praia urbana está própria para banho todos os dias, e o mar da Jatiúca costuma aparecer impróprio. O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) publica relatórios de balneabilidade das praias e das lagunas.
Contar com a Lagoa Mundaú como em qualquer guia antigo
Desde o fim de 2023, a navegação está proibida, por tempo indeterminado, no trecho da lagoa perto da mina do Mutange. Antes de reservar o passeio das nove ilhas, confirme com o operador que ele está saindo e por onde passa.
Frases úteis
Maré baixa
O horário em que o mar está mais baixo; é quando as piscinas naturais aparecem
Tábua de marés
A tabela com os horários e as alturas das marés de cada dia, em metros
Jangada
Barco de pesca tradicional a vela, usado para levar visitantes às piscinas da Pajuçara
Piscinas naturais
As poças de água rasa e clara que se formam sobre os recifes na maré baixa
Filé
A renda artesanal alagoana, feita pelas rendeiras do Pontal da Barra
Sururu
O mexilhão das lagoas, servido em caldo
Folguedo
Festa popular com dança, música e personagens, como o Guerreiro e o reisado
Onde ficar
- Pajuçara · Primeira viagem, sem carro · $$: Tem a melhor estrutura turística da orla, com o embarque das jangadas e a feira de artesanato a pé.
- Ponta Verde · Quem quer orla calma e restaurantes perto · $$: Fica ao lado da Pajuçara, com praia protegida pelos recifes e a mesma orla para caminhar até as jangadas.
- Jatiúca · Quem quer mais restaurantes e vida noturna · $$: Concentra hotéis e restaurantes, mas o mar costuma aparecer impróprio para banho; confira o relatório do IMA e, para nadar, considere as praias vizinhas.
- Litoral norte: Ipioca e Garça Torta · Quem tem carro e quer sossego ou resort · $$$: A cerca de 20 km do Centro, com pousadas e resorts à beira de praias com coqueirais, e mais perto da estrada para a Costa dos Corais.
$: pousada simples ou hostel · $$: hotel na orla da Pajuçara ou da Ponta Verde · $$$: resort no litoral norte ou hotel de alto padrão na orla · 2026-10-15
Bairros

Pajuçara
O bairro de hotéis mais procurado, com a melhor estrutura turística da orla. Na praia saem as jangadas para as piscinas naturais, e ao longo da avenida beira-mar ficam a Feira de Artesanato da Pajuçara e uma ciclovia.
Ponta Verde
Vizinha da Pajuçara, na ponta que dá nome ao bairro, com o Farol da Ponta Verde e o Marco dos Corais. Tem hotéis, restaurantes e a mesma orla para caminhar.
Jatiúca
A continuação da orla para o norte, com hotéis, restaurantes e vida noturna. O mar da Jatiúca costuma aparecer impróprio para banho: antes de entrar na água, confira o relatório de balneabilidade mais recente do IMA.

Jaraguá e Centro
O bairro do porto, que deu origem à cidade, tem casarões restaurados nos anos 1990, a sede da prefeitura, a Associação Comercial e o Museu de Arte Brasileira. O Centro, logo ao lado, reúne o Teatro Deodoro, o Museu Palácio Floriano Peixoto e o Museu Théo Brandão.

Pontal da Barra
Bairro tombado pelo estado na ponta entre o mar e a Lagoa Mundaú, núcleo tradicional de rendeiras de filé, com restaurantes de peixes e frutos do mar e passeios de barco pela lagoa. A fábrica da Braskem também fica no Pontal da Barra.

Litoral norte: Garça Torta e Ipioca
Fora da área central, a cerca de 20 km do Centro, o litoral norte do município tem a vila de pescadores da Garça Torta, com pequenas piscinas naturais e coqueirais, e a Praia de Ipioca, com cerca de 8 km de extensão, pousadas e resorts. Faz sentido para quem tem carro e quer mais sossego.
Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol
Os cinco bairros atingidos pelo afundamento do solo, à beira da Lagoa Mundaú. Grande parte foi desocupada e interditada desde 2019, e o mapa das áreas de risco é atualizado pela prefeitura. Não há o que visitar ali; quem passa de carro pelas vias abertas vê ruas e casas vazias.
História
séc. XVI · Terra dos caetés
Quando os primeiros europeus chegam, a região é ocupada pelos caetés, povo tupi. No século XVII, navios portugueses carregam madeira no ancoradouro natural de Jaraguá, que depois passa a embarcar o açúcar dos engenhos.
1673 · O forte e a capela
A Coroa portuguesa manda construir um forte em Jaraguá. O povoado cresce e ganha uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, hoje padroeira da cidade.
1815 · Vila de Maceió
Em 5 de dezembro, Maceió é desmembrada da Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, a Vila de Alagoas, atual Marechal Deodoro.
1839 · Cidade e capital
Em 9 de dezembro, a Resolução Legislativa nº 11 eleva Maceió a cidade e capital da Província das Alagoas, por causa do movimento do porto de Jaraguá.
1844 · Ataques à nova capital
Em outubro, tropas rebeldes vindas do interior atacam Maceió em mais de uma investida e chegam a invadir o consulado britânico, antes de serem derrotadas.
1910 · Teatro Deodoro
O teatro estadual, construído desde 1905 em estilo neoclássico, é inaugurado em 15 de novembro na praça Marechal Deodoro, no Centro.
1912 · A Quebra de Xangô
Em fevereiro, uma milícia ligada à oposição política, a Liga dos Republicanos Combatentes, invade e destrói as casas de culto afro-brasileiro da capital; objetos sagrados são queimados em praça pública.
1975–1977 · Museu Théo Brandão
A Universidade Federal de Alagoas cria em 1975 o museu de antropologia e folclore com a coleção doada pelo folclorista Théo Brandão, que em 1977 ganha sede num prédio eclético na Avenida da Paz.
1997 · A queda de Suruagy
Em 17 de julho, servidores públicos com salários atrasados havia meses protestam diante da Assembleia Legislativa, e o episódio leva à saída do governador Divaldo Suruagy.
2002 · Capital Americana da Cultura
Maceió é a terceira cidade a receber o título, e a primeira do Brasil.
2018–2019 · As rachaduras do Pinheiro
Em fevereiro de 2018 aparecem rachaduras no bairro do Pinheiro, que aumentam depois de um tremor de terra em março. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil liga o afundamento à mineração de sal-gema da Braskem, que no mesmo ano anuncia o fim da extração em Maceió.
2023 · A mina 18
Em 30 de novembro, a prefeitura declara emergência pelo risco de colapso de uma mina no Mutange, e a navegação é proibida no trecho da Lagoa Mundaú perto da mina. Em 10 de dezembro, a mina 18 se rompe.
História completa
Um porto natural e a disputa pela capital
Maceió cresceu em função do mar. No século XVII, navios portugueses carregavam madeira no ancoradouro de Jaraguá, um porto natural protegido, e depois passaram a embarcar ali o açúcar dos engenhos da região, além de tabaco, coco e especiarias. Em 1673 a Coroa mandou erguer um forte em Jaraguá, e o povoado ganhou uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, que hoje é a padroeira. O poder, porém, ficava na Vila de Alagoas, a atual Marechal Deodoro, às margens da Lagoa Manguaba. Maceió só se separou dela em 1815, e em 9 de dezembro de 1839 tornou-se cidade e capital da província, puxada pelo movimento do porto. A mudança não foi pacífica: em outubro de 1844, tropas rebeldes vindas do interior atacaram a nova capital e chegaram a invadir o consulado britânico.
O século XX: perseguição, literatura e crise
Em fevereiro de 1912, uma milícia ligada à oposição política invadiu e destruiu as casas de culto afro-brasileiro da capital, episódio conhecido como Quebra de Xangô ou Quebra de 1912; pais e mães de santo foram espancados e objetos sagrados queimados em praça pública, e o movimento se estendeu ao interior. Na década de 1930, a cidade reuniu escritores do chamado romance regionalista, como Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz e José Lins do Rego. O fim do século trouxe uma crise política que marcou o estado: em 17 de julho de 1997, servidores com meses de salário atrasado protestaram diante da Assembleia Legislativa, e o episódio levou à queda do governador Divaldo Suruagy.
A mineração de sal-gema e os bairros esvaziados
Durante cerca de quatro décadas, a Braskem extraiu sal-gema do subsolo à beira da Lagoa Mundaú, em 35 minas, para produzir soda cáustica e PVC. Em fevereiro de 2018 surgiram rachaduras no bairro do Pinheiro; em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil concluiu que a extração havia desestabilizado as cavidades subterrâneas, e a área de risco, antes concentrada no Pinheiro, foi ampliada ao Mutange e ao Bebedouro; hoje são cinco bairros atingidos, com o Bom Parto e parte do Farol. A empresa encerrou a mineração em 2019. Cerca de 14 mil imóveis foram condenados e cerca de 60 mil pessoas deixaram suas casas; a prefeitura fala em 64 mil. Igrejas, escolas, hospitais, a sede do CSA no Mutange e uma estação do VLT foram fechados. Em 30 de novembro de 2023 a cidade declarou emergência pelo risco de colapso de uma mina no Mutange, a navegação foi proibida no trecho da lagoa perto da mina, e em 10 de dezembro a mina 18 se rompeu. A Braskem não admite oficialmente a responsabilidade, mas assinou na Justiça de Alagoas um acordo que prevê mais de R$ 12 bilhões em indenizações e na realocação de escolas e unidades de saúde, e em novembro de 2024 a Polícia Federal indiciou 20 pessoas ligadas à empresa.
A cidade que o visitante encontra
A Maceió dos hotéis e das jangadas fica a leste, na orla da Pajuçara, da Ponta Verde e da Jatiúca, longe da área afetada. Jaraguá, o bairro do porto, passou por restauração de ruas e casarões nos anos 1990 e reúne a prefeitura e museus, mas voltou a perder movimento nos últimos anos. Na outra ponta, o Pontal da Barra mantém as rendeiras de filé à beira da lagoa. Em 2002, Maceió foi escolhida Capital Americana da Cultura, a primeira cidade do Brasil com o título.
Em 1912, na Quebra de Xangô, as casas de culto afro-brasileiro da capital foram invadidas e destruídas, e os objetos sagrados queimados em praça pública.
Geografia e forma da cidade
Entre o mar e a lagoa
Maceió ocupa cerca de 509 km² no litoral de Alagoas. A leste fica o Atlântico, com praias urbanas protegidas por uma linha de recifes; a oeste e ao sul, a Lagoa Mundaú, uma laguna de 23 km² e cerca de 2 m de profundidade média, que se liga ao mar por uma rede de canais e forma, com a Lagoa Manguaba, o complexo estuarino Mundaú-Manguaba. Os sedimentos dos rios Mundaú e Paraíba do Meio formaram ali um arquipélago de nove ilhas. O nome da cidade vem do tupi e é interpretado como «o que tapa o alagadiço», uma referência a essas lagoas junto ao mar. A parte alta da cidade se espalha pelos tabuleiros, como o Tabuleiro do Martins, onde ficam bairros residenciais e a universidade federal.
Clima tropical úmido
O clima é tropical, quente e úmido, com temperatura média em torno de 25 °C, máximas médias perto de 29 °C e mínimas perto de 22 °C. Chove cerca de 1.800 mm por ano, com as chuvas concentradas de abril a agosto e maio e junho como os meses mais chuvosos.
A Costa dos Corais
Ao norte de Maceió começa a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, criada por decreto em 23 de outubro de 1997 e administrada pelo ICMBio: mais de 413 mil hectares e cerca de 135 km de costa entre Alagoas e Pernambuco, com recifes de coral e o peixe-boi-marinho entre as espécies protegidas. Os limites foram ampliados por decreto em junho de 2025. É nessa faixa que ficam as Galés de Maragogi e as praias de São Miguel dos Milagres e de Porto de Pedras.
O nome Maceió vem do tupi e é interpretado como «o que tapa o alagadiço», uma referência às lagoas junto ao mar.
Cultura

Folguedos e o Guerreiro
Alagoas tem um calendário de folguedos, as festas populares com dança, música e personagens: caboclinho, cavalhada, chegança, coco alagoano, pastoril, reisado, quilombo e o Guerreiro. Surgido entre 1927 e 1929 da fusão de reisados, chegança, pastoris e do auto das caboclinhas, o Guerreiro é um folguedo natalino de trajes multicoloridos, chapéus em forma de igrejas e palácios e muitos personagens, do rei e da rainha ao índio Peri e aos palhaços. É patrimônio imaterial do estado, e o Museu Théo Brandão guarda registros e criações dos folguedos alagoanos.
Filé, música e literatura
A renda de filé é o artesanato mais identificado com Maceió, ao lado da cerâmica, e tem no Pontal da Barra o seu núcleo tradicional. Na música, Maceió é a cidade natal de Djavan, nascido em 1949, que começou a tocar ali antes de ir para o Rio de Janeiro; Hermeto Pascoal também é alagoano. Na literatura, a cidade aparece ligada a Graciliano Ramos e a Jorge de Lima, e nos anos 1930 reuniu autores do romance regionalista. Em 2002, foi a primeira cidade brasileira escolhida Capital Americana da Cultura.
Futebol e teatro
O CSA e o CRB fazem o clássico das multidões, disputado no Estádio Rei Pelé, o Trapichão, com capacidade para cerca de 19 mil pessoas. A sede do CSA, no Mutange, foi fechada em 2020 por causa do afundamento do solo. O Teatro Deodoro, de 1910, e o Teatro Gustavo Leite, o maior da cidade, com cerca de 1.250 lugares, concentram a programação de palco.
Festas e eventos
Festa de Reis: 6 de janeiro
Encerra o ciclo natalino, que em Alagoas é a época dos folguedos como o Guerreiro e o reisado. O Museu Théo Brandão é iluminado no Natal desde 2005.
São João Massayó: junho
As festas juninas da cidade, reunidas no evento que já se chamou Maceió Forró e Folia. Confira a programação do ano.
Nossa Senhora dos Prazeres: 27 de agosto
Dia da padroeira da cidade, cuja devoção vem da capela erguida em Jaraguá depois de 1673.
Aniversário de Maceió: 5 de dezembro
Lembra a criação da vila em 1815. No verão, a cidade promove o Verão Massayó, o antigo Maceió Verão; confira as datas do ano.
Livros e filmes
Milagreiro (2001), Djavan
Disco gravado no estúdio caseiro do cantor nascido em Maceió, descrito como uma volta a Alagoas e à temática nordestina. Ouvido antes da viagem, situa a cidade pela voz do seu músico mais conhecido.
Perguntas frequentes
Maceió: como ir do aeroporto à orla?
O aeroporto fica em Rio Largo, a cerca de 24 km da orla; em março de 2026, um guia estimava o táxi até a orla em cerca de R$ 80 e o carro de aplicativo em cerca de R$ 50.
Maceió: quantos dias ficar?
Eu ficaria quatro dias, montados pela tábua de marés: a Pajuçara, a cidade, o litoral sul com o Gunga e Maragogi. Com três dias, eu deixaria Maragogi para outra viagem; com dois, ficaria com a Pajuçara e o Gunga.
Maceió: como fazer as Galés de Maragogi?
Maragogi fica cerca de 130 km ao norte, de 2h a 2h30 de carro, e o catamarã às Galés sai só com maré baixa, entre 0,0 e 0,6, e dura cerca de três horas; reserve com antecedência e confira a maré antes de marcar o dia.
Maceió: o passeio das nove ilhas na Lagoa Mundaú está saindo?
Desde o fim de 2023, a navegação está proibida, por tempo indeterminado, no trecho da lagoa perto da mina do Mutange. Antes de reservar, confirme com o operador que o passeio está saindo e por onde passa.
Maceió: qual a melhor época?
De setembro a março; abril a agosto concentra as chuvas, com maio e junho como os meses mais chuvosos, e dezembro a fevereiro é a temporada mais cheia e mais cara.
Outras cidades do país
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