
Brasil
Campos do Jordão
Araucárias do Horto Florestal, o Palácio Boa Vista e fondue no Capivari
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
O primeiro, no sul e no oeste da cidade: os jardins do Amantikir de manhã, a visita gratuita ao Palácio Boa Vista à tarde e o circuito de esculturas do Museu Felícia Leirner até o fechamento, com jantar de fondue no Capivari. O segundo, nas araucárias do Parque Estadual de manhã, de ônibus desde a Praça Capivari, e a tarde no calçadão e no Morro do Elefante, com a noite numa choperia da Rua Djalma Forjaz. Quem está de carro pode trocar a manhã no Horto pelo Pico do Itapeva, ou o segundo dia inteiro pela Pedra do Baú. Dois dias bastam porque as atrações se dividem em dois lados da cidade, e cada lado ocupa um dia sem pressa. Eu iria em abril, maio ou setembro, com o tempo seco do inverno e menos gente; julho só vale a disputa para quem quer o Festival de Inverno. Eu não contaria com o trem: a ferrovia está parada desde 2024.
2
Quando Abril, maio e setembro: tempo seco e frio, fora das férias escolares de julho; quem vai pelo Festival de Inverno escolhe julho (de 4 de julho a 2 de agosto em 2026), e de outubro a março é a estação das chuvas, mais forte de dezembro a fevereiro
Como o guia chega a este número
O ano em Campos do Jordão se divide entre o inverno seco e o verão chuvoso. Nas normais do Inmet de 1981 a 2010, medidas na Vila Capivari, julho tem máxima média de 17,9 °C, mínima de 4,6 °C e 46 mm de chuva, enquanto janeiro tem máxima de 22,5 °C, mínima de 13,9 °C e 253 mm. De abril a setembro chove pouco, e em ondas de frio a temperatura fica abaixo de zero de madrugada, com geada. Junho, julho e agosto formam a alta temporada: julho reúne as férias escolares, o Festival de Inverno e a maior lotação, e no feriado de 9 de julho de 2026 a ocupação hoteleira passou de 85%. Abril, maio e setembro têm o mesmo tempo seco e frio, com menos disputa por hotel e restaurante do que em julho; no outono, entre o fim de abril e maio, acontece a Festa do Pinhão. De outubro a março é a estação das chuvas, mais forte de dezembro a fevereiro, quando cada mês passa de 200 mm; a cidade fica mais tranquila, exceto no Natal e no Réveillon.
Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os ingressos de parques e museus que escolher; julho, com o Festival de Inverno, muda bastante o total.
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria dois dias. O primeiro, no sul e no oeste da cidade: os jardins do Amantikir de manhã, a visita gratuita ao Palácio Boa Vista à tarde e o circuito de esculturas do Museu Felícia Leirner até o fechamento, com jantar de fondue no Capivari. O segundo, nas araucárias do Parque Estadual de manhã, de ônibus desde a Praça Capivari, e a tarde no calçadão e no Morro do Elefante, com a noite numa choperia da Rua Djalma Forjaz. Quem está de carro pode trocar a manhã no Horto pelo Pico do Itapeva, ou o segundo dia inteiro pela Pedra do Baú. Dois dias bastam porque as atrações se dividem em dois lados da cidade, e cada lado ocupa um dia sem pressa. Eu iria em abril, maio ou setembro, com o tempo seco do inverno e menos gente; julho só vale a disputa para quem quer o Festival de Inverno. Eu não contaria com o trem: a ferrovia está parada desde 2024.Campos do Jordão é uma cidade de montanha feita para o frio. A 1.628 m na Serra da Mantiqueira, nasceu como povoado de fazendas, cresceu no começo do século XX como lugar de cura para doentes de tuberculose e hoje recebe quem sobe de São Paulo atrás de noites geladas, lareira e mesa farta. As vilas se enfileiram pelo vale, e cada uma tem sua função: a Abernéssia é o comércio dos moradores, o Capivari é o bairro dos chalés, das chocolaterias e das panelas de fondue, e o Alto da Boa Vista guarda o Palácio Boa Vista, a residência de inverno do governo paulista aberta à visita, e o Museu Felícia Leirner, com esculturas espalhadas pela mata. Em volta, a paisagem é de araucárias, que o Parque Estadual protege em quase um terço do município, e de mirantes que olham para o Vale do Paraíba. Em julho, a cidade vira palco de música erudita, com o Festival de Inverno ocupando auditório, parque e praça.
Ficha rápida
- População
- 46.974 habitantes no município (Censo IBGE 2022); 47.956 na estimativa do IBGE para 2025
- Fundação
- 29 de abril de 1874, quando Mateus da Costa Pinto comprou terras junto ao Rio Imbiri e formou o povoado de São Mateus do Imbiri; município desde 19 de junho de 1934, desmembrado de São Bento do Sapucaí
- País e região
- Brasil: Serra da Mantiqueira, leste do estado de São Paulo, região Sudeste; sede a 1.628 m de altitude, a cerca de 170 km de São Paulo por estrada
- Idioma
- Português
- Moeda
- Real (R$, BRL)
- Fuso horário
- UTC−3 o ano inteiro; o Brasil não adota horário de verão desde 2019
- Melhor época
- Abril, maio e setembro: tempo seco e frio, fora das férias escolares de julho; quem vai pelo Festival de Inverno escolhe julho (de 4 de julho a 2 de agosto em 2026), e de outubro a março é a estação das chuvas, mais forte de dezembro a fevereiro
- Custo médio por dia
- Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os ingressos de parques e museus que escolher; julho, com o Festival de Inverno, muda bastante o total.
Quando ir
Abril, maio e setembro: tempo seco e frio, fora das férias escolares de julho; quem vai pelo Festival de Inverno escolhe julho (de 4 de julho a 2 de agosto em 2026), e de outubro a março é a estação das chuvas, mais forte de dezembro a fevereiro
janeiro
fevereiro
março
abril
Melhor épocamaio
Melhor épocajunho
julho
agosto
setembro
Melhor épocaoutubro
novembro
dezembro
O que muda ao longo do ano

O ano em Campos do Jordão se divide entre o inverno seco e o verão chuvoso. Nas normais do Inmet de 1981 a 2010, medidas na Vila Capivari, julho tem máxima média de 17,9 °C, mínima de 4,6 °C e 46 mm de chuva, enquanto janeiro tem máxima de 22,5 °C, mínima de 13,9 °C e 253 mm. De abril a setembro chove pouco, e em ondas de frio a temperatura fica abaixo de zero de madrugada, com geada. Junho, julho e agosto formam a alta temporada: julho reúne as férias escolares, o Festival de Inverno e a maior lotação, e no feriado de 9 de julho de 2026 a ocupação hoteleira passou de 85%. Abril, maio e setembro têm o mesmo tempo seco e frio, com menos disputa por hotel e restaurante do que em julho; no outono, entre o fim de abril e maio, acontece a Festa do Pinhão. De outubro a março é a estação das chuvas, mais forte de dezembro a fevereiro, quando cada mês passa de 200 mm; a cidade fica mais tranquila, exceto no Natal e no Réveillon.
Dicas do Nilo
O Palácio tem dia e hora
Visita espontânea só às quartas, sextas, sábados e domingos, com portões abrindo às 10h e às 14h e senhas por ordem de chegada. Eu planejaria o primeiro dia em volta disso e chegaria na abertura do portão.
Domingo no museu é de graça
O Museu Felícia Leirner não cobra entrada aos domingos e fecha às segundas. Eu deixaria o domingo para ele.
Leve Pix ou dinheiro
O Amantikir recebia em dinheiro, transferência ou Pix em outubro de 2026. Eu levaria Pix ou algum dinheiro para os parques.
O ônibus resolve o Horto
A linha Horto Florestal sai da Praça Capivari e evita os R$ 30 de estacionamento do parque. Eu iria nela de manhã, porque a venda de ingresso termina às 17h e a Trilha da Cachoeira tem 4,5 km.
Itapeva só com céu limpo
A neblina fecha o Pico do Itapeva com frequência. Eu olharia o céu antes de subir e iria cedo.
Explorar o mapa
Explore o mapa, consulte os outros lugares e monte os dias da sua viagem no app.
Abrir o appO que ver
Campos do Jordão: Um planalto alto na Mantiqueira
Campos do Jordão ocupa um planalto da Serra da Mantiqueira, no leste de São Paulo, na divisa com Minas Gerais. O bairro turístico, com o calçadão da Avenida Macedo Soares, a Praça Capivari, a Rua Djalma Forjaz e a maior parte dos restaurantes, chocolaterias e bares.

Parque Estadual de Campos do Jordão
O Horto Florestal, criado em 1941, ocupa cerca de 30% do município e protege a mata de araucária que é o símbolo da serra. Fica a cerca de 14 km a nordeste do Capivari, com linha de ônibus municipal saindo da Praça Capivari. A trilha mais simples é a da Cachoeira, plana, com 4,5 km; há também trilhas das Pontes, do Rio Sapucaí e dos Campos, esta de dificuldade intermediária. Em junho de 2026 o parque abria das 9h às 18h, com venda de ingresso até as 17h, e cobrava R$ 27 a inteira, R$ 13,50 a meia e R$ 30 de estacionamento para carro. Arborismo, tirolesa e outras atividades são pagos à parte.
A mata de araucária protegida em cerca de 30% do município é a paisagem que distingue a serra, e a Trilha da Cachoeira, plana e com 4,5 km, a mostra sem exigir preparo; chega-se de ônibus desde a Praça Capivari.
Consultar acesso

Vila Capivari
O Capivari é o bairro que a maior parte dos visitantes associa a Campos do Jordão: chalés, o calçadão da Avenida Macedo Soares, a Praça Capivari e a Rua Djalma Forjaz, com restaurantes de fondue, chocolaterias e choperias. Ao lado da praça ficam a Estação Emílio Ribas, ponto final da antiga ferrovia, hoje sem trens, e o Parque Capivari, de entrada gratuita, com atrações pagas como o teleférico. De dia é um passeio de uma hora; o movimento real começa no fim da tarde, quando os restaurantes abrem para o jantar.
É onde ficam os restaurantes, as chocolaterias e o calçadão, e por isso entra na viagem de qualquer jeito; de dia se vê em uma hora, e o bairro faz mais sentido à noite, na hora do jantar.
Consultar acesso

Palácio Boa Vista
A residência de inverno do governo paulista, em estilo Tudor projetado por Georg Przyrembel, foi começada em 1938 e inaugurada em 1964; desde 1970 é aberta ao público e guarda um acervo de arte e mobiliário reunido para transformá-la em centro cultural. Ao lado ficam a Capela de São Pedro Apóstolo, de Paulo Mendes da Rocha, de 1989, e um campanário japonês. A visita é gratuita e guiada, com cerca de 30 minutos, em grupos formados por ordem de chegada, com distribuição de senhas; as visitas espontâneas são às quartas, sextas, sábados e domingos, das 10h às 12h e das 14h às 17h, e a quinta fica para grupos agendados. Os portões abrem às 10h e às 14h, e na alta temporada convém chegar nesses horários. Celular, bolsa e câmera ficam no guarda-volumes, e a visita pode ser suspensa com mau tempo ou na presença de autoridades.
A residência de inverno do governo paulista, aberta desde 1970, tem visita guiada gratuita e a capela de Paulo Mendes da Rocha ao lado; só recebe visita espontânea em quatro dias da semana, com senhas limitadas por ordem de chegada e sem celular, e por isso pede planejamento.
Consultar acesso

Museu Felícia Leirner
Um museu de esculturas ao ar livre, aberto em 1978 numa área de Mata Atlântica, com mais de oitenta obras da escultora Felícia Leirner em bronze, cimento branco e granito, dispostas ao longo de caminhos pela mata. Divide o terreno com o Auditório Claudio Santoro, de 1979, palco do Festival de Inverno. Abre de terça a domingo, das 9h às 18h, e fecha às segundas. Em outubro de 2026 a inteira custava R$ 20 e a meia, R$ 10; a entrada é gratuita aos domingos e para moradores.
As esculturas de Felícia Leirner espalhadas pela mata formam um passeio ao ar livre que combina com o Palácio no mesmo lado da cidade, e a entrada é gratuita aos domingos.
Consultar acesso

Parque Amantikir
Um parque de jardins aberto em 2007 pelo paisagista Walter Vasconcellos, com 26 jardins inspirados em estilos de vários países, labirintos e mirante, em cerca de 60 mil m² no bairro Gavião Gonzaga. Abre todos os dias a partir das 9h, com permanência até as 16h, sem agendamento. A visita média leva até duas horas. Em outubro de 2026 a inteira custava R$ 100, a meia R$ 50, e o parque aceitava dinheiro, transferência e Pix. O estacionamento é cobrado, e 90% dos jardins têm acesso para cadeira de rodas.
Os 26 jardins e os labirintos rendem uma manhã bem cuidada para quem gosta de paisagismo, mas a inteira de R$ 100 em outubro de 2026 pesa no orçamento e o parque não menciona cartão.
Consultar acesso

Pico do Itapeva
O mirante a 2.030 m, a cerca de 10 km do Capivari por estrada asfaltada e cheia de curvas, olha para o Vale do Paraíba e para várias cidades da região. Fica tecnicamente em Pindamonhangaba, dentro de um parque particular que cobra entrada e estacionamento, com o último trecho em estrada de terra. A neblina é frequente, mesmo com tempo bom no Capivari.
A 2.030 m, é a vista mais ampla do Vale do Paraíba, mas pede carro ou táxi com preço combinado, cobra entrada no parque particular e perde a vista quando a neblina fecha, o que acontece com frequência.
Consultar acesso

Morro do Elefante
O mirante logo acima do Capivari, a cerca de 1.800 m, com vista do bairro e das montanhas. Sobe-se pelo teleférico do Parque Capivari, de cadeira ou cabine, em poucos minutos, com ida e volta no mesmo bilhete pago à parte; o morro em si não cobra entrada.
O teleférico sobe em poucos minutos ao lado da praça e mostra o Capivari do alto, mas a vista é do próprio bairro; vale como fecho de tarde para quem já está ali, não como passeio à parte.
Consultar acesso
O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O sul e o oeste: Amantikir, Palácio Boa Vista e Museu Felícia Leirner
Escolha uma quarta, sexta, sábado ou domingo, os dias de visita espontânea ao Palácio Boa Vista.
Às 9h, chegue de táxi ou aplicativo ao Parque Amantikir, no bairro Gavião Gonzaga, com dinheiro ou Pix para o ingresso; reserve até duas horas para os jardins e os labirintos.
Siga para a Abernéssia e almoce no centro comercial dos moradores, onde há self-service e prato executivo.
Às 14h, quando o portão do Palácio Boa Vista reabre, esteja no Alto da Boa Vista para entrar na fila das senhas da tarde; deixe celular e bolsa no guarda-volumes, faça a visita guiada de cerca de 30 minutos e veja depois a capela de Paulo Mendes da Rocha.
Do Palácio, vá de táxi ou aplicativo ao Museu Felícia Leirner, a poucos quilômetros a oeste, na Avenida Doutor Luís Arrobas Martins, e percorra o circuito de esculturas pela mata até o fechamento, às 18h; aos domingos a entrada é gratuita, e às segundas o museu fecha.
Se chover e o Palácio suspender a visita, faça o museu se a chuva permitir caminhar pela mata, ou troque a tarde por um café numa chocolateria do Capivari.
À noite, volte ao Capivari de táxi ou aplicativo e jante fondue na Rua Djalma Forjaz ou no calçadão da Avenida Macedo Soares.
Dia 2 · As araucárias do Horto e o Capivari visto do alto
Pegue cedo, na Praça Capivari, o ônibus da linha Horto Florestal até o Parque Estadual de Campos do Jordão, a cerca de 14 km, para chegar perto da abertura, às 9h.
Faça a Trilha da Cachoeira, plana e com 4,5 km, pela mata de araucária e pelo Rio Sapucaí; quem quer mais esforço emenda a Trilha dos Campos. Arborismo e tirolesa são pagos à parte.
Volte ao Capivari no começo da tarde e almoce no centrinho, onde há truta, massas e self-service.
Depois do almoço, caminhe pelo calçadão e pelas chocolaterias da Avenida Macedo Soares e entre no Parque Capivari, ao lado da praça, que tem entrada gratuita.
No fim da tarde, suba de teleférico do Parque Capivari ao Morro do Elefante para ver o bairro do alto antes de escurecer.
Quem está de carro pode trocar a manhã no Horto pelo Pico do Itapeva, a cerca de 10 km do Capivari, indo cedo, antes que a neblina feche a vista, ou trocar o dia inteiro pela Pedra do Baú, descrita nos bate-voltas.
Feche a noite numa choperia da Rua Djalma Forjaz, com cerveja da Baden Baden e cozinha alemã.
Comida
Fondue
O prato do inverno no Capivari. Muitos restaurantes servem fondue à la carte, de queijo, carne ou chocolate, e cada vez mais casas oferecem a sequência, em três rodadas: queijo, depois carne, depois chocolate. Quando a sequência inclui reposição, chama-se rodízio de fondue. No inverno, nas ruas do centrinho, também se vende uma versão mini numa bandeja de isopor, para comer de pé.
Truta
Peixe de água fria servido grelhado ou com molhos nos restaurantes da cidade, ao lado de pratos de carne e massa. É um dos sabores que os guias locais apontam como próprios da serra, junto com o chocolate e a cerveja.
Pinhão
A semente da araucária, colhida do outono ao começo do inverno, aparece cozida e em pratos com pinhão nos restaurantes do Capivari, como a batata rostie com pinhão, bacon, muçarela e cebola. A Festa do Pinhão celebra a safra com pratos à base da semente.
Chocolate
Capivari tem várias chocolaterias na Avenida Macedo Soares, e a fábrica de Chocolate Araucária, na região da Vila Jaguaribe, tem café com fondues e bebidas quentes. O chocolate quente é a bebida das noites frias.
Cerveja artesanal
A Baden Baden nasceu em Campos do Jordão em 1999 como uma das pioneiras na produção de cerveja artesanal, e a fábrica recebe visitas. A choperia da marca, na Rua Djalma Forjaz, serve pratos de cozinha alemã, como salsichas, eisbein e chucrute.
Onde comer
- Só Queijo · Vila Capivari (Avenida Macedo Soares)
Fondue à la carte, com oito opções de fondue e duas de raclette, para quem prefere escolher uma panela em vez de encarar a sequência inteira.
Fonte · 2026-10-16
- Ludwig · Vila Capivari
Sequência de fondue, com as rodadas de queijo, carne e chocolate, num dos endereços mais requintados do formato. Bom para o jantar especial da viagem.
Fonte · 2026-10-16
- Baden Baden · Vila Capivari (Rua Djalma Forjaz)
Choperia da cervejaria nascida na cidade, com cerveja própria e cozinha alemã, como salsichas, eisbein e chucrute. É a mais procurada da rua: na temporada, chegue cedo.
Fonte · 2026-10-16
- Vila Chã · Vila Capivari (entrada do calçadão)
Cozinha portuguesa feita com ingredientes orgânicos e de fornecedores locais, para quem quer fugir do fondue sem sair do centrinho.
Fonte · 2026-10-16
- Vila Capivari (Avenida Engenheiro Diogo José de Carvalho)
Antes do calçadão ficam restaurantes de comida caseira e self-service, mais baratos. É a opção para o almoço rápido entre passeios.
- Vila Jaguaribe (Avenida Doutor Januário Miraglia)
Comida caseira, prato feito, buffet e cantina, a preços mais baixos que no Capivari, no caminho da Pedra do Baú. A avenida também tem casas de café que servem strudel.
$: prato executivo de frango, média de R$ 41,36 por pessoa (Procon-SP, coleta em 11 de junho de 2026) · $$: self-service a preço fixo, média de R$ 51,92 por pessoa (mesmo levantamento) · 2026-06-10
Bate-voltas
Pedra do Baú (São Bento do Sapucaí)
O Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú reúne três blocos de rocha, o Bauzinho, a Pedra do Baú e a Ana Chata, com a Pedra do Baú a cerca de 1.950 m de altitude. Do centro de Campos do Jordão até a portaria do monumento são cerca de 40 minutos de carro, com trecho de estrada de terra que fica difícil com chuva; sem carro, a solução é táxi com preço combinado ou passeio de agência. A trilha do Bauzinho é fácil e serve a quase todos; a subida da Pedra do Baú é feita por escadas na rocha, é difícil e pede preparo. A portaria pública cobra uma taxa de preservação.
Santo Antônio do Pinhal e o Pico Agudo
A cidade vizinha, a sudoeste de Campos do Jordão, fica a cerca de 20 km, de carro, táxi ou aplicativo. O Pico Agudo, a 1.634 m, tem mirante com vista panorâmica da região e rampa de voo livre, com decolagem por rampa de madeira e natural. A cidade é menor que Campos do Jordão, e a visita cabe numa manhã ou numa tarde; para o mirante, confirme o acesso na cidade antes de subir.
Por onde começar
O sul e o oeste: Amantikir, Palácio Boa Vista e Museu Felícia Leirner

Escolha uma quarta, sexta, sábado ou domingo, os dias de visita espontânea ao Palácio Boa Vista.
As araucárias do Horto e o Capivari visto do alto

Pegue cedo, na Praça Capivari, o ônibus da linha Horto Florestal até o Parque Estadual de Campos do Jordão, a cerca de 14 km, para chegar perto da abertura, às 9h.
Dinheiro

A moeda é o real (R$). Cartão e Pix são comuns, mas nem todo lugar aceita cartão: o Parque Amantikir, por exemplo, recebia em dinheiro, transferência bancária ou Pix em outubro de 2026. A pesquisa de inverno do Procon-SP, feita em junho de 2026 para o fim de semana de 4 e 5 de julho, encontrou em Campos do Jordão diária média de R$ 1.139,80 em hotéis, a mais alta das três cidades pesquisadas, e de R$ 772,80 em pousadas, sempre para casal, com café da manhã e estacionamento. Nos restaurantes, a mesma pesquisa achou média de R$ 41,36 pelo prato executivo de frango, R$ 51,92 pelo self-service a preço fixo e R$ 90,90 pelo quilo no self-service por peso. Os ingressos somam rápido: em 2026, R$ 100 a inteira do Amantikir, R$ 27 a do Parque Estadual mais R$ 30 de estacionamento, e R$ 20 a do Museu Felícia Leirner, gratuito aos domingos. O Palácio Boa Vista e o Parque Capivari não cobram entrada; o teleférico e as atividades de aventura são pagos à parte.
Como chegar e se locomover

Chegar de carro: cerca de 170 km de São Paulo
De São Paulo são cerca de 170 km, pouco mais de duas horas sem trânsito, com pedágios. Segue-se pela Rodovia Ayrton Senna e pela Carvalho Pinto até o entroncamento com a Via Dutra, e dali pela Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), de pista simples, que sobe a serra a partir de Taubaté de cerca de 630 m a 1.600 m de altitude. O carro facilita os passeios distantes do Capivari, como o Pico do Itapeva e a Pedra do Baú.
Chegar de ônibus e de avião
A Pássaro Marron liga a Rodoviária do Tietê, em São Paulo, à rodoviária de Campos do Jordão, na Vila Jaguaribe, em cerca de 3 horas, com parada em São José dos Campos. A cidade não tem aeroporto; o mais próximo com voos regulares é o de Guarulhos (GRU), a cerca de 150 km. A linha direta do aeroporto foi desativada: a Pássaro Marron leva de Guarulhos a São José dos Campos, em cerca de 1h30, e outro ônibus da mesma empresa segue até Campos do Jordão, em cerca de 1h30. Confira horários e conexões na hora da compra.
Dentro da cidade: ônibus, táxi e a pé
O Capivari se percorre a pé. Para o resto, a Viação na Montanha opera os ônibus municipais, que custavam R$ 4,10 em novembro de 2025; da Praça Capivari saem as linhas Horto Florestal, Alto da Boa Vista (para o Palácio) e Pica-Pau (para o Museu Casa da Xilogravura e a fábrica da Baden Baden), e em geral é preciso caminhar um pouco depois do ponto. Há ponto de táxi na Praça Capivari, e uma corrida até a rodoviária sai por cerca de R$ 30, segundo um guia atualizado em janeiro de 2026. Uber e 99 servem para trajetos curtos, mas a volta de passeios fora da cidade é incerta, e vale combinar preço fechado com um taxista.
A ferrovia está parada
A Estrada de Ferro Campos do Jordão, de 1914, ligava Pindamonhangaba à cidade em 47 km. O trecho de serra não opera desde 2017, e a operação que restava, incluindo os bondes turísticos dentro da cidade, está suspensa desde 2024. Em outubro de 2026 a Assembleia Legislativa aprovou a transferência provisória da ferrovia para a CPTM, sem fixar horários, tarifas ou reabertura; os planos de concessão anteriores previam a volta gradual de trechos curtos só alguns anos depois da assinatura do contrato. Para esta viagem, não conte com trem nem bonde.
Segurança
Para quem visita Campos do Jordão, os cuidados principais são de estrada e de clima. A SP-123 sobe a serra em pista simples e com curvas, e a neblina é frequente nas partes altas, como no Pico do Itapeva; dirija com calma e evite descer a serra cansado à noite. As madrugadas de inverno ficam perto de zero ou abaixo, e quem vai às trilhas do Parque Estadual deve levar agasalho e água, seguir as trilhas sinalizadas e respeitar o horário de fechamento. Quem bebe no Capivari volta de táxi ou aplicativo: há blitze da Lei Seca na saída do centrinho. No calçadão cheio das noites de julho, cuide de bolsa e celular como em qualquer aglomeração.
Dicas de etiqueta

No Palácio, celular fica no guarda-volumes
Não se entra no Palácio Boa Vista com bolsa, sacola, celular, guarda-chuva, câmera, brinquedo ou comida; o guarda-volumes da entrada é gratuito. A visita segue o guia, em grupo, e, sem celular nem câmera, o interior não é fotografado.
Ensaio fotográfico no Amantikir é agendado
Fotos pessoais são livres no Amantikir, mas ensaios fotográficos precisam ser agendados com o parque. Cães de todos os tamanhos entram, conforme as regras do parque.
Fondue à la carte e sequência são pedidos diferentes
À la carte, escolhe-se uma panela de queijo, carne ou chocolate. Na sequência, as três rodadas vêm em ordem, e o rodízio inclui reposição. Pergunte qual é o formato antes de sentar, porque o preço varia com ele e com os ingredientes.
Erros a evitar
Contar com trem ou bonde
A Estrada de Ferro Campos do Jordão está sem operação desde 2024, e isso inclui os bondes turísticos dentro da cidade; o trecho de serra parou em 2017. Para subir e circular, os meios são carro, ônibus, táxi e aplicativo.
Ir ao Palácio Boa Vista no dia errado
As visitas espontâneas são às quartas, sextas, sábados e domingos; segunda e terça não há visita, e quinta é dia de grupos agendados. Com mau tempo a visita pode ser suspensa, e as senhas são limitadas.
Chegar ao Amantikir só com cartão
Em outubro de 2026 o parque aceitava dinheiro, transferência e Pix. Leve uma dessas formas de pagamento.
Dormir longe do Capivari sem carro
Os hotéis fora do centrinho ficam em estradas sinuosas, e a noite é no Capivari. Sem carro, cada jantar vira uma corrida de táxi ou aplicativo, e há blitze da Lei Seca na saída do centrinho.
Deixar julho para reservar em cima da hora
Julho, com as férias escolares e o Festival de Inverno, é o mês de maior lotação, e hotéis e restaurantes de fondue lotam; no feriado de 9 de julho de 2026 a ocupação hoteleira passou de 85%. Reserve com antecedência ou escolha abril, maio ou setembro.
Frases úteis
Tem mesa para o fondue hoje?
Pergunta útil para reservar no Capivari em julho e nos feriados
Aceita Pix?
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro; alguns lugares não aceitam cartão
Qual ônibus vai para o Horto?
Para achar a linha Horto Florestal, que sai da Praça Capivari
Já estão distribuindo as senhas?
Para a visita guiada do Palácio Boa Vista, com senhas por ordem de chegada
Jordanense
Quem nasceu ou mora em Campos do Jordão
Onde ficar
- Vila Capivari · Primeira viagem, quem não vai alugar carro e quem quer jantar fora todas as noites: Restaurantes, chocolaterias, a Praça Capivari, a Estação Emílio Ribas e o teleférico ficam a pé, e é daqui que saem as linhas de ônibus para o Horto e o Alto da Boa Vista. Sem carro, não há problema de estacionamento nem de blitz na volta do jantar. É a área mais cara e mais movimentada, com barulho nas noites de julho.
- Arredores do Capivari (Morro do Elefante e Ducha de Prata) · Quem tem carro e quer silêncio perto do centrinho: As pousadas e hotéis ficam a um ou poucos quilômetros do Capivari, muitas com lareira e vista para a mata, e no caminho do Pico do Itapeva. A desvantagem é depender de carro, táxi ou aplicativo para as saídas noturnas.
- Vila Jaguaribe e Vila Abernéssia · Quem procura preço menor e chega de ônibus: A rodoviária fica na Vila Jaguaribe, e a Abernéssia tem o comércio dos moradores, com hospedagem e refeições que costumam custar menos que no Capivari. Ficam a caminho do Alto da Boa Vista e da Pedra do Baú. A noite turística é no Capivari, a alguns quilômetros, e pede ônibus, táxi ou carro.
- Alto da Boa Vista · Quem viaja de carro, quer natureza e vai pelo Festival de Inverno: Pousadas e chalés em meio à mata, perto do Palácio, do Museu Felícia Leirner e do Auditório Claudio Santoro, onde acontecem concertos do festival. Fica longe dos restaurantes do Capivari, e as estradinhas sinuosas pedem atenção à noite.
$$: pousada, média de R$ 772,80 a diária de casal com café da manhã no fim de semana de 4 e 5 de julho de 2026 (Procon-SP) · $$$: hotel, média de R$ 1.139,80 a diária de casal com café da manhã no mesmo fim de semana (Procon-SP) · 2026-06-10
Bairros

Vila Capivari
O bairro turístico, com o calçadão da Avenida Macedo Soares, a Praça Capivari, a Rua Djalma Forjaz e a maior parte dos restaurantes, chocolaterias e bares. É daqui que saem as linhas de ônibus para o Horto e o Alto da Boa Vista, e é onde ficam a Estação Emílio Ribas e o Parque Capivari, com o teleférico para o Morro do Elefante. Fica cheio à noite e nos fins de semana de inverno.
Vila Jaguaribe
Entre a Abernéssia e o Capivari, guarda o nome do antigo dono das terras e tem a rodoviária. A Avenida Doutor Januário Miraglia concentra restaurantes mais simples e cafés, e é o caminho para a Pedra do Baú.
Vila Abernéssia
O centro comercial dos moradores, com bancos, lojas e o comércio do dia a dia. Cresceu em volta dos sanatórios de tuberculose e é a primeira vila de quem chega pela estrada. Hospedagem e refeições costumam custar menos do que no Capivari.

Alto da Boa Vista
A parte alta a oeste da Abernéssia, com o Palácio Boa Vista, o Museu Felícia Leirner, o Auditório Claudio Santoro e o Mercado Municipal no caminho. É mais residencial e verde, com pousadas em meio à mata, e se percorre de carro ou pela linha de ônibus Alto da Boa Vista.
Horto Florestal
A região a nordeste do Capivari, ao longo da estrada do Parque Estadual e do Rio Sapucaí, com atrações de trilha e aventura no caminho. Quem dorme aqui fica perto da mata e longe dos restaurantes.
História
Antes de 1790 · Território indígena
Os primeiros habitantes da região foram povos indígenas, entre eles puris, caetés, guarulhos e cataguás.
1790 · A Fazenda Bonsucesso
Inácio Caetano Vieira de Carvalho chega à Fazenda Bonsucesso em 20 de setembro. As terras passam depois ao Brigadeiro Jordão, que dá nome aos campos da serra.
1874 · São Mateus do Imbiri
Em 29 de abril, Mateus da Costa Pinto compra terras junto ao Rio Imbiri e forma o povoado de São Mateus do Imbiri. A data é a fundação oficial da cidade.
1891 · Vila Jaguaribe
Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho compra as terras de Mateus Pinto, e a vila passa a se chamar Vila Jaguaribe, nome que o bairro mantém.
1914 · O trem dos sanitaristas
Em 15 de novembro é inaugurada a Estrada de Ferro Campos do Jordão, idealizada pelos médicos Emílio Ribas e Victor Godinho para levar doentes de tuberculose de Pindamonhangaba até a serra.
1915–1931 · A cidade dos sanatórios
O povoado vira distrito de São Bento do Sapucaí em 1915, com o nome de Campos do Jordão. A Vila Abernéssia cresce em volta dos sanatórios, e entre 1926 e 1931 funciona uma prefeitura sanitária.
1934 · Município
Em 19 de junho, Campos do Jordão se separa de São Bento do Sapucaí e ganha autonomia político-administrativa.
1941 · O Parque Estadual
É criado o Parque Estadual de Campos do Jordão, o Horto Florestal, que protege a mata de araucária em cerca de 30% do território do município.
1964 · O Palácio Boa Vista
Em 21 de julho é inaugurado o Palácio Boa Vista, residência de inverno do governo paulista, depois de obras começadas em 1938 e paradas por décadas.
1970 · Concertos de Inverno
O palácio é aberto à visitação pública e recebe em julho os primeiros Concertos de Inverno, que no ano seguinte viram o Festival de Inverno de Campos do Jordão.
2017–2024 · A ferrovia para
O trecho de serra deixa de operar em 2017, por falta de segurança, e furtos de cabos em 2021 atingem o resto da linha. A operação que restava é interrompida em 2020, volta em parte em 2022 e está suspensa desde 2024, bondes turísticos incluídos.
2026 · A ferrovia passa à CPTM
Em 6 de outubro, a Assembleia Legislativa aprova a transferência provisória da Estrada de Ferro Campos do Jordão para a CPTM, enquanto a concessão à iniciativa privada segue suspensa. A lei não fixa data de reabertura.
História completa
Dos campos de fazenda ao povoado
Antes das fazendas, a serra era território de povos indígenas como os puris. Em 1790, Inácio Caetano Vieira de Carvalho se instalou na Fazenda Bonsucesso, e as terras passaram depois ao Brigadeiro Jordão, de quem os campos do alto da Mantiqueira herdaram o nome. O povoado propriamente dito começou em 29 de abril de 1874, quando Mateus da Costa Pinto comprou lotes junto ao Rio Imbiri e formou São Mateus do Imbiri. Em 1891 as terras passaram a Domingos Jaguaribe, e a vila ganhou o nome dele, que hoje é o de um dos bairros da cidade.
O ar da serra contra a tuberculose
No começo do século XX, o clima frio e seco da montanha era indicado para doentes do pulmão, e foi essa ideia que fez a cidade. Os sanitaristas Emílio Ribas e Victor Godinho idealizaram uma ferrovia para levar os pacientes de Pindamonhangaba até o alto da serra, e a Estrada de Ferro Campos do Jordão foi inaugurada em 1914. Em volta dela cresceram vilas com funções diferentes: a Abernéssia concentrou os sanatórios, e a Vila Emílio Ribas começou a ser construída em 1920. O peso da saúde pública era tanto que, de 1926 a 1931, a cidade teve uma prefeitura sanitária. O romance Floradas na Serra, de Dinah Silveira de Queiroz, retrata esse período de pensões e sanatórios.
De estação de cura a estância turística
Campos do Jordão se separou de São Bento do Sapucaí em 1934. Em 1941 o governo criou o Parque Estadual, que ainda hoje ocupa cerca de 30% do município. A partir dos anos 1950, com os avanços no tratamento da tuberculose, os sanatórios perderam a razão de ser e a cidade se voltou ao turismo. O Palácio Boa Vista, começado em 1938 como residência de inverno do governador, foi inaugurado em 1964, e em 1970 o secretário Luís Arrobas Martins o transformou em centro cultural e organizou os Concertos de Inverno, origem do festival que acontece todo mês de julho.
A cidade de hoje
A Campos do Jordão atual é uma estância climática de economia turística, com o Capivari como bairro de restaurantes e hotéis e a Abernéssia como centro comercial dos moradores. A ferrovia que deu origem à cidade parou de subir a serra em 2017 e está inteiramente sem operação desde 2024; em outubro de 2026 a Assembleia Legislativa aprovou sua transferência provisória para a CPTM, sem data para a volta dos trens. O clima frio, que no começo do século XX atraía doentes, é hoje o principal motivo das viagens de inverno.
Geografia e forma da cidade

Um planalto alto na Mantiqueira
Campos do Jordão ocupa um planalto da Serra da Mantiqueira, no leste de São Paulo, na divisa com Minas Gerais. A sede fica a 1.628 m de altitude, e o município tem cerca de 290 km². O clima é temperado oceânico (Cfb), com média anual de 14,5 °C: verões amenos e chuvosos e invernos secos, com madrugadas frias e geadas em ondas de frio. A neve é rara e foi registrada em 1928, 1942, 1947 e 1966.
As vilas em fila pelo vale
A cidade não tem um centro único. As vilas se alinham ao longo do vale e da antiga ferrovia, numa sequência que quem chega pela SP-123 atravessa em ordem: o Portal da cidade, a Abernéssia, a Vila Jaguaribe e, no fim, a Vila Capivari, onde fica a Estação Emílio Ribas. Entre a estação de Abernéssia e a de Emílio Ribas, a ferrovia percorre cerca de 4 km. O Alto da Boa Vista, com o Palácio e o Museu Felícia Leirner, fica a oeste da Abernéssia, em terreno mais alto.
Mata de araucária e mirantes
A paisagem que dá identidade à cidade é a mata de araucária, protegida em grande parte pelo Parque Estadual de Campos do Jordão, a cerca de 14 km a nordeste do Capivari, ao longo do Rio Sapucaí. Os mirantes ficam nas bordas do planalto: o Morro do Elefante, logo acima do Capivari, e o Pico do Itapeva, a 2.030 m, que já fica no município de Pindamonhangaba e olha para o Vale do Paraíba.
Amantikir, Palácio e Museu Felícia Leirner ficam no sul e no oeste; o Horto fica a nordeste do Capivari. Eu juntaria cada lado num dia para não cruzar a cidade duas vezes.
Com o ônibus municipal, táxi e caminhada no Capivari, os dois dias funcionam sem carro. Eu só alugaria um para a Pedra do Baú ou o Pico do Itapeva.
Cultura
O Festival de Inverno
O Festival de Inverno de Campos do Jordão começou com os Concertos de Inverno de julho de 1970, no Palácio Boa Vista, idealizados por Luís Arrobas Martins com inspiração no festival americano de Tanglewood. É um festival de música erudita, com concertos e ópera. A 56ª edição foi de 4 de julho a 2 de agosto de 2026, com mais de 80 apresentações gratuitas, abertura da Osesp ao ar livre no Parque Capivari e A Flauta Mágica, de Mozart, no Auditório Claudio Santoro, que tem 814 lugares.
Escultura e paisagem
Felícia Leirner, escultora nascida em Varsóvia em 1904, trocou São Paulo por Campos do Jordão depois de 1962 e passou os últimos anos de trabalho ampliando a coleção que hoje forma o museu com seu nome, inaugurado em 1978. As obras, das fases figurativa à orgânica, estão espalhadas pela mata, e o circuito se faz caminhando.
A memória dos sanatórios
A cidade conserva a marca do período em que recebia doentes de tuberculose. O sociólogo Oracy Nogueira estudou a experiência social desses doentes em Vozes de Campos do Jordão, nascido de uma dissertação de 1945, e o dramaturgo Nelson Rodrigues, que se tratou na cidade, escreveu sobre o sanatório público que chamava de sanatorinho.
A Festa da Cerejeira
No Parque da Cerejeira, na Vila Albertina, a Festa da Cerejeira em Flor acompanha a florada das cerejeiras com dança odôri, koto, taikô, cerimônia do chá, oficinas, concurso de cosplay e praça de alimentação japonesa. É organizada pelo Sakura Home, unidade da Associação Nipo-Brasileira de Assistência Social Enkyo, e a 55ª edição foi em fins de semana de 25 de julho a 16 de agosto de 2026.
Festas e eventos
Festival de Inverno
Em julho, com concertos de música erudita, ópera e apresentações gratuitas em vários palcos da cidade. Em 2026 foi de 4 de julho a 2 de agosto.
Festa da Cerejeira em Flor
Nos fins de semana do fim de julho e de agosto, no Parque da Cerejeira, com a florada, cultura e comida japonesas. Em 2026, de 25 de julho a 16 de agosto, das 9h às 16h.
Festa do Pinhão
No outono, com pratos à base da semente da araucária. A 60ª edição estava programada pela prefeitura de 6 a 10 de maio de 2026; as datas mudam de um ano para outro.
Aniversário da cidade
Em 29 de abril, data da fundação de 1874.
Livros e filmes
Floradas na Serra (1939), Dinah Silveira de Queiroz, e o filme de Luciano Salce (1954)
O romance acompanha Elza, uma jovem com tuberculose que vai se tratar em Campos do Jordão, e os outros doentes das pensões e sanatórios da serra. Foi filmado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz em 1954, com Cacilda Becker, e mostra a cidade do tempo em que se ia para lá em busca de cura.
Vozes de Campos do Jordão, Oracy Nogueira
Estudo sociológico nascido de uma dissertação de 1945 sobre a experiência social dos doentes do pulmão no estado de São Paulo, reeditado pela Fiocruz em 2009. Ajuda a entender o período em que a Abernéssia e as outras vilas cresceram em volta dos sanatórios.
Perguntas frequentes
Campos do Jordão: como chegar de São Paulo?
De carro são cerca de 170 km, pouco mais de duas horas sem trânsito, com pedágios e a subida da serra pela SP-123, de pista simples. De ônibus, a Pássaro Marron liga a Rodoviária do Tietê à rodoviária da cidade, na Vila Jaguaribe, em cerca de 3 horas.
Campos do Jordão: como chegar do aeroporto de Guarulhos?
A linha direta do aeroporto foi desativada. A Pássaro Marron leva de Guarulhos a São José dos Campos em cerca de 1h30, e outro ônibus da mesma empresa segue até Campos do Jordão em mais cerca de 1h30; confira horários e conexões na hora da compra.
Campos do Jordão: quantos dias ficar?
Dois dias: um no sul e no oeste, com o Amantikir, o Palácio Boa Vista e o Museu Felícia Leirner, e outro nas araucárias do Parque Estadual e no Capivari. Quem está de carro pode trocar a manhã no Horto pelo Pico do Itapeva, ou o segundo dia pela Pedra do Baú.
Campos do Jordão: dá para visitar sem carro?
Sim. O Capivari se percorre a pé, e da Praça Capivari saem os ônibus municipais para o Horto Florestal e o Alto da Boa Vista. Aplicativo serve para trajetos curtos, mas a volta de passeios fora da cidade é incerta; para esses, combine preço fechado com um taxista, que tem ponto na praça.
Campos do Jordão: qual é a melhor época?
Abril, maio e setembro têm o tempo seco e frio do inverno, com menos disputa por hotel e restaurante do que julho. Julho reúne as férias, o Festival de Inverno e a maior lotação, e de outubro a março é a estação das chuvas, mais forte de dezembro a fevereiro.
Campos do Jordão: quanto custam as atrações?
Em 2026, a inteira custava R$ 100 no Amantikir, R$ 27 no Parque Estadual, com R$ 30 de estacionamento para quem vai de carro, e R$ 20 no Museu Felícia Leirner, gratuito aos domingos. O Palácio Boa Vista e o Parque Capivari não cobram entrada; o teleférico e as atividades de aventura são pagos à parte.
Campos do Jordão: como ir à Pedra do Baú?
Do centro à portaria são cerca de 40 minutos de carro, com trecho de terra que fica difícil com chuva; sem carro, vá de táxi com preço combinado ou com agência. A trilha do Bauzinho é fácil; a subida da Pedra do Baú, por escadas na rocha, é difícil.
Outras cidades do país
Brasil ↗- Dias
- 4
- Quando
- abr–jun
- Por pessoa/dia
- Média de 615 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- abr–mai · set
- Por pessoa/dia
- Média de 400–700 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- jan–mar · set–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 350–550 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 1–2
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Média de 260–520 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Média de 400–700 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- abr–jun
- Por pessoa/dia
- Média de 350–550 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- mar–abr · nov
- Por pessoa/dia
- Média de 397 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–4
- Quando
- mar–mai · set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- ago–nov
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jul–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- set–nov
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–4
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- jun–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jun–ago
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- jan–mar · set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- out–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 1.110 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- ago–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–7
- Quando
- abr–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- jan · set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2
- Quando
- ago–dez
- Por pessoa/dia
- Média de 442 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- jan–fev · set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 2–3
- Quando
- abr–set
- Por pessoa/dia
- Média de 484 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- abr–mai · ago
- Por pessoa/dia
- Média de 478 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–4
- Quando
- ago–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- set–dez
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3–5
- Quando
- abr–nov
- Por pessoa/dia
- Média de 427 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4
- Quando
- jul–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 4–5
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
- Dias
- 3
- Quando
- mai–set
- Por pessoa/dia
- Consultar custosEstimativa do guia
Escopo do custo
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.



































