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Nilo pelo mundo
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Igreja de Santa Rita em Paraty, com torre, galo, cruzes, fachada e anexo visíveis por inteiro.
ccFoto: Rodrigojordy · CC BY-SA 4.0

Brasil

Paraty

Centro colonial sem carros, baía de ilhas, Trindade e cachaça de alambique

Ver o roteiro de 3 diasAbrir Paraty no mapa

Dias3–5
Quandojun–set
Por pessoa/diaConsultar custosEstimativa do guia

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

O primeiro é do centro histórico a pé, de manhã cedo pelas ruas laterais e pelas igrejas, e à tarde no Forte Defensor Perpétuo e na Praia do Pontal. O segundo é da baía, de escuna ou de traineira, porque as ilhas e as praias de água clara de Paraty quase só se alcançam pelo mar. O terceiro é de Trindade, que tem as praias de mar aberto e a Piscina Natural do Cachadaço. Com um quarto dia, eu iria à Penha para o Caminho do Ouro com guia, a Cachoeira do Tobogã e um alambique; com um quinto, ao Saco do Mamanguá, saindo de barco de Paraty-Mirim. Com um dia só, eu faria o centro histórico de manhã e embarcaria na escuna das 11h. Eu evitaria os feriados prolongados e as datas da Flip se o plano for passear com calma: a cidade lota, as pousadas do centro sobem de preço e Trindade fica sem lugar para estacionar. Fora dessas datas, um dia de semana em Paraty é bem mais tranquilo que o fim de semana.

3–5

Quando Junho a setembro: junho, julho e agosto são os meses mais secos, bons para o barco e as trilhas, e setembro já pode ter chuva; de dezembro a março chove mais, e feriados prolongados e férias escolares enchem a cidade em qualquer mês

Como o guia chega a este número

Paraty tem verão quente e chuvoso e inverno mais seco, sujeito a frentes frias. Junho, julho e agosto são os meses mais secos e os melhores para o barco e as trilhas; são também os mais frios, com mínimas médias perto de 11 °C, e quando passa uma frente fria o dia esfria e o banho de mar fica menos convidativo. Setembro já pode ter chuva. De dezembro a março chove mais, e janeiro é o mês mais chuvoso, com cerca de 19 dias de chuva; chuvas fortes nessa época já provocaram deslizamentos e bloquearam estradas, como em abril de 2022. As máximas médias vão de 23 °C a 29 °C ao longo do ano, e a água do mar fica entre cerca de 22 °C e 26 °C. Mais que o clima, quem enche a cidade são os feriados prolongados, as férias escolares, o Carnaval, o Réveillon e a Flip, que em 2026 foi em julho; em qualquer mês, os dias de semana são mais calmos e as pousadas, mais baratas. Com chuva, o centro histórico, as igrejas, os museus e os alambiques continuam valendo a visita.

Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de barco ou a Trindade de cada dia; a Flip e os feriados mudam bastante o total.

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Fique três dias. O primeiro é do centro histórico a pé, de manhã cedo pelas ruas laterais e pelas igrejas, e à tarde no Forte Defensor Perpétuo e na Praia do Pontal. O segundo é da baía, de escuna ou de traineira, porque as ilhas e as praias de água clara de Paraty quase só se alcançam pelo mar. O terceiro é de Trindade, que tem as praias de mar aberto e a Piscina Natural do Cachadaço. Com um quarto dia, eu iria à Penha para o Caminho do Ouro com guia, a Cachoeira do Tobogã e um alambique; com um quinto, ao Saco do Mamanguá, saindo de barco de Paraty-Mirim. Com um dia só, eu faria o centro histórico de manhã e embarcaria na escuna das 11h. Eu evitaria os feriados prolongados e as datas da Flip se o plano for passear com calma: a cidade lota, as pousadas do centro sobem de preço e Trindade fica sem lugar para estacionar. Fora dessas datas, um dia de semana em Paraty é bem mais tranquilo que o fim de semana.

Paraty foi o porto por onde descia o ouro de Minas Gerais no século XVIII, e depois ficou quase cem anos fora do caminho de todo mundo. Por isso o centro histórico chegou inteiro até hoje: casarões coloniais, igrejas de irmandades que separavam libertos, pessoas escravizadas e senhoras da elite, e ruas de pedra irregular onde carro não entra. Nas marés altas de lua cheia, a baía ainda entra pelas ruas perto do cais. Em volta, a Serra do Mar desce coberta de mata até uma baía de dezenas de ilhas, e Trindade, ao sul, tem as praias de mar aberto. Nos alambiques da estrada para Cunha se faz a cachaça que já deu o nome da cidade à bebida, e nas festas do Divino e do Rosário a cidade ainda coroa imperador, rei e rainha. Nos cinco dias da Flip, a praça se enche de escritores e leitores.

Ficha rápida

População
47.694 habitantes no município (estimativa do IBGE para 2026); 45.243 no Censo de 2022
Fundação
Povoado no Morro da Vila Velha na virada do século XVI para o XVII; mudança para o sítio atual na década de 1640; vila criada por Carta Régia de 28 de fevereiro de 1667; cidade desde 1844
País e região
Brasil, estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste; município da Costa Verde, na divisa com São Paulo, a 249 km do Rio de Janeiro pela Rodovia Rio-Santos
Idioma
Português
Moeda
Real (R$, BRL)
Fuso horário
UTC−3 o ano inteiro, sem horário de verão
Melhor época
Junho a setembro: junho, julho e agosto são os meses mais secos, bons para o barco e as trilhas, e setembro já pode ter chuva; de dezembro a março chove mais, e feriados prolongados e férias escolares enchem a cidade em qualquer mês
Custo médio por dia
Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de barco ou a Trindade de cada dia; a Flip e os feriados mudam bastante o total.

Quando ir

Junho a setembro: junho, julho e agosto são os meses mais secos, bons para o barco e as trilhas, e setembro já pode ter chuva; de dezembro a março chove mais, e feriados prolongados e férias escolares enchem a cidade em qualquer mês

hojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdezJFMAMJJASOND
melhor épocaNenhuma estação perto daqui mediu temperatura e chuva por tempo suficiente para uma média confiável. Os meses destacados são a época que o guia recomenda.

O que muda ao longo do ano

Paraty tem verão quente e chuvoso e inverno mais seco, sujeito a frentes frias. Junho, julho e agosto são os meses mais secos e os melhores para o barco e as trilhas; são também os mais frios, com mínimas médias perto de 11 °C, e quando passa uma frente fria o dia esfria e o banho de mar fica menos convidativo. Setembro já pode ter chuva. De dezembro a março chove mais, e janeiro é o mês mais chuvoso, com cerca de 19 dias de chuva; chuvas fortes nessa época já provocaram deslizamentos e bloquearam estradas, como em abril de 2022. As máximas médias vão de 23 °C a 29 °C ao longo do ano, e a água do mar fica entre cerca de 22 °C e 26 °C. Mais que o clima, quem enche a cidade são os feriados prolongados, as férias escolares, o Carnaval, o Réveillon e a Flip, que em 2026 foi em julho; em qualquer mês, os dias de semana são mais calmos e as pousadas, mais baratas. Com chuva, o centro histórico, as igrejas, os museus e os alambiques continuam valendo a visita.

Dicas do Nilo

Reserve o barco para o primeiro dia de sol

A baía só mostra a cor da água com sol, e o tempo muda depressa entre a serra e o mar. Por isso eu deixaria o dia do barco em aberto e trocaria com o dia do centro histórico se amanhecer nublado. A escuna é o jeito mais barato, com cerca de cinco horas e saída às 10h30 ou 11h; a traineira de madeira, combinada no cais, pode sair às 9h e chegar às paradas antes das escunas.

Confira os dias de abertura antes de montar o dia das igrejas

Os horários são curtos e não coincidem: a Matriz abre de quarta a domingo de manhã e no começo da tarde, a Igreja do Rosário de terça a sábado, o Museu de Arte Sacra de quarta a domingo e a Capelinha só no sábado à tarde. Entre quarta e sábado, de manhã, quase todas estão abertas.

Vá a Trindade num dia de semana, de ônibus

Nos fins de semana e feriados, a vila não tem onde estacionar e a Piscina Natural do Cachadaço lota. O ônibus da Colitur sai da rodoviária a cada uma ou duas horas e leva cerca de uma hora; confira a tabela do dia na rodoviária. Para a piscina, eu chegaria cedo, antes que ela lote.

Combine cachoeira e alambique na estrada para Cunha

Na Penha, a cerca de 9 km, ficam a entrada do Caminho do Ouro, a Cachoeira do Tobogã e alambiques abertos à visita. Num dia nublado, é o programa que mais aproveita o tempo fora do centro.

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O que ver

Paraty: Entre a serra e a baía

Paraty ocupa uma faixa estreita de planície no fundo da Baía de Paraty, parte da Baía da Ilha Grande, no ponto mais ao sul e a oeste do estado do Rio de Janeiro. O núcleo colonial entre os rios Perequê-Açu e Patitiba, fechado aos carros, com as quatro igrejas coloniais, a Casa da Cultura, o cais e a maior parte das pousadas de charme, restaurantes, lojas e ateliês.

A Igreja de Santa Rita, em Paraty, branca com contornos amarelos, uma torre sineira e uma pequena capela ao lado, sobre o gramado, sob céu azul intenso.
Igreja de Santa Rita

Igreja de Santa Rita

EssencialAté meia hora

Erguida em 1722 pelos pardos libertos, é a igreja mais antiga do centro histórico e a imagem mais conhecida de Paraty, junto ao cais. Funciona ali o Museu de Arte Sacra de Paraty, do Ibram, com peças de barro, madeira e metal dos séculos XVII ao XX vindas das igrejas do município, entre elas a custódia de Corpus Christi, as coroas do Imperador do Divino e as do Rei e da Rainha do Rosário. Abre de quarta a domingo, das 9h às 12h e das 14h às 17h, com entrada gratuita; não se fotografa nem se entra de traje de banho. Ao lado fica a Antiga Cadeia, sede do Instituto Histórico e Artístico de Paraty.

A igreja dos pardos libertos, de 1722, é a mais antiga do centro histórico e abriga o Museu de Arte Sacra, gratuito, com as coroas do Divino e a custódia de Corpus Christi que saem nas festas.

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Uma escuna de passeio navegando na água verde da baía de Paraty, diante de uma encosta coberta de mata atlântica.
Baía de Paraty

Baía de Paraty

EssencialMeio dia ou mais

A baía abrigada tem dezenas de ilhas e praias que só se alcançam pelo mar. As escunas saem do cais do centro histórico por volta das 10h30 e das 11h para roteiros de cerca de cinco horas, com paradas para banho e snorkel em lugares como a Ilha Comprida, a Lagoa Azul e a Praia da Lula; a refeição a bordo é paga à parte. Para grupos pequenos, as traineiras de madeira e as lanchas se alugam no cais, com roteiro e paradas combinados.

As ilhas e as praias de água clara da baía quase só se alcançam pelo mar, e a escuna de cerca de cinco horas sai do próprio cais do centro histórico.

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A Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, em Paraty, de fachada clara com pilastras de pedra, ao lado de palmeiras e carros estacionados na praça, sob céu nublado.
Matriz dos Remédios

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios

Vale a visitaParaty · Até meia hora

A maior igreja da cidade ocupa uma quadra inteira na Praça da Matriz. As obras começaram em 1787 e só terminaram com o dinheiro de Geralda Maria da Silva, que custeou o fim da construção; a igreja abriu ao culto em 7 de setembro de 1873. É neoclássica, com as torres inacabadas, e guarda imagens da Semana Santa em tamanho natural e uma pia batismal do século XVII. Abre de quarta a domingo, das 9h às 11h e das 13h30 às 16h.

A maior igreja da cidade, de 1787 a 1873, com as torres inacabadas e as imagens da Semana Santa em tamanho natural; só abre de quarta a domingo, em dois turnos curtos.

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A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em Paraty, branca com cantos alaranjados, porta verde e uma cruz no topo, contra o céu azul.
Igreja do Rosário e São Benedito

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Vale a visitaParaty · Até meia hora

A igreja das pessoas escravizadas, começada em 1725 e reedificada por volta de 1757 pela irmandade do Rosário dos Pretos. É a única de Paraty com altares dourados, mas o douramento é do começo do século XX. A talha dos altares de São Benedito e de São João Batista é a mais importante das igrejas da cidade. É o centro da festa de novembro, com Rei e Rainha. Abre de terça a sábado, das 9h às 11h e das 14h às 17h.

A igreja das pessoas escravizadas, de 1725, tem a talha mais importante de Paraty nos altares de São Benedito e São João Batista, e é a única com altares dourados, num douramento do começo do século XX.

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O prédio baixo e branco do Forte Defensor Perpétuo, em Paraty, com janelas de madeira, um caminho de terra, um muro de pedra coberto de musgo e árvores grandes.
Forte Defensor Perpétuo

Forte Defensor Perpétuo

Vale a visitaParaty · Uma a duas horas

Bateria construída em 1793 no morro onde começou o povoado, para proteger o porto do ouro e do açúcar, e reconstruída em 1822 com o nome que homenageia D. Pedro I. Hoje é museu do Ibram, com canhões ingleses, tachos de açúcar, um tronco de castigo de pessoas escravizadas e tambores de jongo. Fica a cerca de 1,3 km do Largo de Santa Rita, pelo Pontal, com a subida final por um caminho na mata. O museu abre de quarta a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h; a área externa, com vista da baía e do centro, fica aberta todos os dias das 7h às 19h.

A bateria de 1793 no morro onde o povoado começou dá a vista da baía e do centro, e o museu guarda canhões ingleses, tachos de açúcar e tambores de jongo; a área externa abre todos os dias.

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Teatro Espaço

Vale a visitaParaty · Até meia hora

Sala no centro histórico onde se apresenta teatro de bonecos para adultos, em sessões às 21h às quartas e aos sábados, com horários extras nas férias e feriados. A programação muda, e os lugares são limitados: confira o espetáculo e compre o ingresso com antecedência.

O teatro de bonecos para adultos é o programa noturno mais próprio de Paraty, com sessões às quartas e aos sábados e lugares limitados.

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Caminho do Ouro

Vale a visitaUma a duas horas

Trecho preservado da antiga Estrada Real, calçado com pedras por mão de obra escravizada, que sobe a serra dentro da mata do Parque Nacional da Serra da Bocaina. A entrada fica no bairro da Penha, em frente à igreja sobre a pedra, a cerca de 9 km do centro. Como o caminho passa por propriedades particulares, a visita só é permitida com guia autorizado e precisa ser agendada.

É o trecho preservado da rota por onde descia o ouro de Minas, calçado em pedra por mão de obra escravizada, e só se percorre com guia autorizado e agendamento.

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A Cachoeira do Tobogã, uma laje de pedra lisa e inclinada por onde a água escorre até um poço, cercada pela mata.
Cachoeira do Tobogã

Cachoeira do Tobogã

Vale a visitaParaty · Até meia hora

Também chamada Cachoeira da Penha, é uma grande pedra lisa por onde a água corre até uma piscina natural, e é parada da maioria dos passeios de jipe às cachoeiras e alambiques. Desce-se sentado; a descida em pé já causou acidentes. Fica atrás do Centro de Informações Turísticas do Caminho do Ouro, na Penha, e um pouco acima está o Poço do Tarzan, com uma ponte pênsil.

A rampa de pedra lisa até a piscina natural fica ao lado do Caminho do Ouro e dos alambiques, o que permite juntar os três na mesma manhã; desce-se sentado.

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O roteiro do Nilo

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  1. Dia 1 · O centro histórico, as igrejas e o forte

    1. Faça este dia entre quarta-feira e sábado, quando as três igrejas abertas à visita funcionam. Comece às 8h pelo Largo de Santa Rita, junto ao cais, e ande pelas ruas laterais à Rua do Comércio antes de o movimento aumentar.

    2. Às 9h, entre no Museu de Arte Sacra, na Igreja de Santa Rita (de quarta a domingo, entrada gratuita), e siga para a Igreja do Rosário, que abre de terça a sábado.

    3. Antes das 11h, chegue à Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, na Praça da Matriz, e passe pela Casa da Cultura, na esquina ao lado.

    4. Almoce no centro e, à tarde, atravesse a ponte para o Pontal e suba a pé ao Forte Defensor Perpétuo, a cerca de 1,3 km do Largo de Santa Rita; nos fins de semana o museu fecha às 14h, mas a área externa fica aberta até as 19h.

    5. Desça para a Praia do Pontal no fim da tarde e coma camarão casadinho num dos quiosques.

    6. Se for quarta ou sábado, termine a noite no Teatro Espaço; nos outros dias, nos bares em torno da Praça da Matriz.

  2. Dia 2 · A baía de barco

    1. Confirme na véspera a previsão do tempo e reserve a escuna ou combine uma traineira no cais.

    2. Embarque no cais do centro histórico: as escunas saem por volta das 10h30 e das 11h, e a traineira pode sair às 9h para chegar às paradas antes delas.

    3. Leve máscara de mergulho, protetor solar e dinheiro para o que consumir a bordo; o roteiro de escuna dura cerca de cinco horas, com paradas para banho em ilhas e praias como a Ilha Comprida e a Praia da Lula.

    4. Volte ao cais no fim da tarde e atravesse a passarela do Largo de Santa Rita até o Mercado de Peixe, na Ilha das Cobras, se ainda estiver aberto.

    5. Jante no centro histórico.

  3. Dia 3 · Trindade

    Bate-volta

    1. Vila caiçara a 25 km ao sul, cerca de 30 minutos de carro pela Rio-Santos e pela estrada do morro do Deus-me-livre, ou cerca de 1 hora no ônibus de linha da Colitur, que sai da rodoviária a cada uma ou duas horas. A Praia do Cepilho, na chegada, é de surfistas; a dos Ranchos tem restaurantes; a Praia do Meio, a não ser em dia de ressaca, tem água calma. Da Praia do Meio, uma trilha de cerca de 5 minutos leva à Praia do Cachadaço; depois de atravessá-la, em cerca de 10 minutos, mais cerca de 25 minutos de trilha pela mata chegam à Piscina Natural do Cachadaço, entre grandes pedras. Quem prefere contrata um barquinho na Praia do Meio. Vá num dia de semana: nos feriados a piscina lota e falta lugar para estacionar. Vans e ônibus de turismo não entram na vila.

Se ficar mais

  1. Dia 4 · Penha: Caminho do Ouro, cachoeira e alambique

    1. Agende com antecedência a caminhada com guia autorizado no Caminho do Ouro.

    2. Siga cedo de carro, táxi ou ônibus de linha até a Penha, a cerca de 9 km pela estrada para Cunha; a entrada do caminho fica em frente à igreja sobre a pedra.

    3. Depois da caminhada, pegue a trilha curta atrás do Centro de Informações Turísticas até a Cachoeira do Tobogã e suba até o Poço do Tarzan.

    4. Almoce na Penha e visite um alambique da estrada para Cunha, como o Engenho d'Ouro, no km 8, para ver a produção e provar a cachaça.

    5. Volte a Paraty antes do anoitecer.

  2. Dia 5 · Saco do Mamanguá e Paraty-Mirim

    Bate-volta

    1. Paraty-Mirim fica a cerca de 16 km do centro, 20 minutos de carro por estrada em parte de terra que atravessa terra guarani, e também tem ônibus de linha. Dali saem os barcos para o Saco do Mamanguá, enseada de 8 km de comprimento e 2 km de largura com 33 praias e oito comunidades caiçaras, cercada de mata e sem acesso por estrada. No fundo há um mangue que só se percorre de caiaque ou canoa, e uma trilha sobe ao Pico do Pão de Açúcar, com vista da enseada. Vá com guia ou barqueiro local e reserve o dia inteiro.

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Comida

Cachaça de Paraty

Aguardente de caldo de cana destilada em Paraty desde o século XVII. Foi tão conhecida que “parati” virou sinônimo de cachaça, e em 2007 recebeu do INPI a Indicação de Procedência: só a produzida no município leva o nome no rótulo. Dos mais de 150 alambiques que havia na região por volta de 1820, seis funcionam hoje abertos à visita, a maioria na estrada para Cunha.

Farofa de feijão

Comida dos tropeiros que subiam e desciam o Caminho do Ouro, citada pela cidade na candidatura a Cidade Criativa da gastronomia. É servida no almoço comunitário da Festa do Divino, no sábado da festa.

Peixe com banana na panela de barro

Posta de peixe cozida com banana numa panela de barro, prato da cozinha caiçara que restaurantes do centro histórico servem.

Camarão casadinho

Petisco de camarão com farofa servido nos quiosques do Pontal, junto com peixinho frito, espetinho de camarão e água de coco.

Bolos e doces de tabuleiro

A partir do meio da tarde, carrinhos-tabuleiros com bolos e doces caseiros param em pontos do centro histórico. É a sobremesa mais simples da cidade.

Peixe do Mercado de Peixe

O mercado, junto ao Cais de Pesca na Ilha das Cobras, vende peixe e frutos do mar frescos ao lado de onde atracam os barcos de pesca. A Ilha do Araújo faz um festival do camarão em junho.

Onde comer

  • Banana da Terra · Centro Histórico · $$$

    Cozinha caiçara da chef Ana Bueno, como a posta de peixe cozida com banana na panela de barro.

    Fonte · 2026-10-15

  • Quintal das Letras · Centro Histórico · $$$

    Cozinha contemporânea com legumes e verduras orgânicos da Fazenda Murycana, no restaurante da Pousada Literária, aberto ao público na Rua do Comércio.

    Fonte · 2026-10-15

  • Thai Brasil · Centro Histórico · $$

    Cozinha tailandesa na Rua do Comércio.

    Fonte · 2026-10-15

  • Quiosque do Lapinha · Pontal · $

    Quiosque de praia frequentado por moradores, com petiscos como o camarão casadinho com farofa.

    Fonte · 2026-10-15

  • Rua da Cadeia · $$

    Bares e botecos ao lado da Praça da Matriz, para beber e petiscar à noite.

  • Trindade, Praia dos Ranchos · $$

    Restaurantes no canto da praia da vila, para almoçar peixe no dia de Trindade.

$: quiosque de praia, padaria ou bolo de tabuleiro · $$: prato principal em restaurante do centro · $$$: restaurante de cozinha autoral no centro histórico · 2026-10-15

Bate-voltas

Trindade

Vila caiçara a 25 km ao sul, cerca de 30 minutos de carro pela Rio-Santos e pela estrada do morro do Deus-me-livre, ou cerca de 1 hora no ônibus de linha da Colitur, que sai da rodoviária a cada uma ou duas horas. A Praia do Cepilho, na chegada, é de surfistas; a dos Ranchos tem restaurantes; a Praia do Meio, a não ser em dia de ressaca, tem água calma. Da Praia do Meio, uma trilha de cerca de 5 minutos leva à Praia do Cachadaço; depois de atravessá-la, em cerca de 10 minutos, mais cerca de 25 minutos de trilha pela mata chegam à Piscina Natural do Cachadaço, entre grandes pedras. Quem prefere contrata um barquinho na Praia do Meio. Vá num dia de semana: nos feriados a piscina lota e falta lugar para estacionar. Vans e ônibus de turismo não entram na vila.

Saco do Mamanguá e Paraty-Mirim

Paraty-Mirim fica a cerca de 16 km do centro, 20 minutos de carro por estrada em parte de terra que atravessa terra guarani, e também tem ônibus de linha. Dali saem os barcos para o Saco do Mamanguá, enseada de 8 km de comprimento e 2 km de largura com 33 praias e oito comunidades caiçaras, cercada de mata e sem acesso por estrada. No fundo há um mangue que só se percorre de caiaque ou canoa, e uma trilha sobe ao Pico do Pão de Açúcar, com vista da enseada. Vá com guia ou barqueiro local e reserve o dia inteiro.

Por onde começar

Dinheiro

A Igreja de Santa Rita, em Paraty, branca com contornos amarelos, uma torre sineira e uma pequena capela ao lado, sobre o gramado, sob céu azul intenso.
Igreja de Santa Rita

A moeda é o real (R$, BRL). O centro histórico em si não cobra entrada, e vários lugares são gratuitos: o Museu de Arte Sacra, na Igreja de Santa Rita, a Capelinha e a Casa da Cultura. O passeio de escuna de cerca de cinco horas da Estrela da Manhã custava R$ 110 por adulto em outubro de 2026, com metade do preço para crianças de 6 a 9 anos e gratuidade até 5 anos; o valor muda com a temporada, os feriados e os eventos, e o que se consome a bordo é pago à parte, no fim do passeio. Traineira e lancha têm preço combinado no cais, por barco e por hora ou por roteiro, então feche o valor e as paradas antes de embarcar. As pousadas do centro histórico custam mais que as do Pontal e dos bairros em volta da rodoviária, e ficam mais baratas no começo da semana e fora de feriados e férias. Para pagar com Pix é preciso ter conta numa instituição participante; tenha cartão e algum dinheiro para quiosques, barqueiros e ônibus de linha, e confirme o meio de pagamento antes de pedir.

Como chegar e se locomover

Chegar de ônibus ou de carro

O aeroporto de Paraty recebe aviões pequenos e helicópteros; já houve rotas regulares em aviões de pequeno porte, mas o serviço nunca foi constante, então confira se há alguma em operação nas suas datas. Os aeroportos com voos de linha mais próximos são o Galeão, no Rio de Janeiro, a cerca de 240 km, e Guarulhos, em São Paulo, a cerca de 280 km. A Viação Costa Verde liga o Rio a Paraty em cerca de 4h40, com nove saídas por dia, e a Reunidas liga São Paulo a Paraty em seis a sete horas; a Colitur faz a linha para Angra dos Reis. A rodoviária fica na Rua Jango Pádua, a cerca de 10 minutos a pé do centro histórico, e tem ponto de táxi. De carro, são 249 km do Rio pela Rio-Santos, cerca de 3h45 sem trânsito. De São Paulo, o caminho mais curto desce de Cunha pela estrada Paraty-Cunha (269 km), mas o trecho dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina tem limite de 20 km/h e fica fechado ao tráfego à noite (as fontes dão abertura entre 7h e 9h e fechamento às 17h), e não é recomendado com chuva forte; a alternativa por Taubaté e Ubatuba tem 298 km e leva cerca de 4h15.

Dentro da cidade e nos arredores

O centro histórico se percorre a pé, e os carros ficam nas ruas de borda; quem se hospeda no centro ou no Pontal não precisa de carro para o centro, o barco e Trindade. A Colitur opera as linhas municipais a partir da rodoviária: para Trindade há saídas a cada uma ou duas horas, da primeira, às 5h20, até perto das 23h, e também há linhas para Paraty-Mirim e para a Penha. As agências vendem passeios de jipe às cachoeiras e alambiques, ida a Trindade e passeios de barco. Ônibus e vans de turismo precisam de autorização da prefeitura para entrar na cidade e não podem entrar em Trindade. De carro, Trindade é a cerca de 30 minutos, mas estacionar na vila é difícil nos fins de semana.

De barco

As escunas saem do cais do centro histórico por volta das 10h30 e das 11h. Traineiras e lanchas se contratam no próprio cais ou por agência, com preço combinado antes de sair; quem sai às 9h chega às paradas antes das escunas. Para o Saco do Mamanguá, os barcos saem de Paraty-Mirim, e há lanchas que fazem o trajeto a partir do centro.

Segurança

Paraty é uma cidade pequena, e os riscos que mais pesam vêm da natureza e do calçamento. As pedras irregulares do centro histórico causam tropeços e torções, sobretudo à noite e na maré alta, quando parte das ruas perto do cais fica coberta de água. Na chuva forte, a serra e as estradas são o perigo: em abril de 2022, cerca de 300 mm em 48 horas provocaram deslizamentos que mataram oito pessoas e bloquearam as rodovias de acesso. Em dia de alerta, acompanhe a Defesa Civil, evite encostas e rios cheios e adie a estrada para Cunha. Nas cachoeiras, não salte em poço desconhecido nem desça o Tobogã em pé; nos passeios de barco, siga as orientações da tripulação. No movimento da Flip, do Carnaval e do Réveillon, cuide dos pertences nas ruas cheias do centro. Emergências: 190 para a polícia, 192 para o atendimento médico de urgência (Samu) e 193 para os bombeiros.

Dicas de etiqueta

Traje de banho fica fora das igrejas

A Matriz, a Capelinha e o Museu de Arte Sacra proíbem a entrada de quem chega da praia em roupa de banho, e não permitem fotografar nem filmar. No museu, as bolsas vão para os armários da entrada.

Os tapetes de Corpus Christi são para a procissão

Os moradores passam a manhã montando os tapetes de serragem, cal e flores nas ruas do centro. Contorne os desenhos e deixe que a procissão seja a primeira a passar por eles.

No mangue do Mamanguá, só barco sem motor

A área de mangue no fundo do Saco do Mamanguá só pode ser percorrida de caiaque ou canoa. Barco a motor ali destrói o equilíbrio do lugar, e a visita com guia local é a forma recomendada.

Caminho do Ouro e quilombo com quem é de lá

O trecho visitável do Caminho do Ouro passa por propriedades particulares e só se percorre com guia autorizado. O Quilombo do Campinho recebe visitantes pelo seu roteiro étnico-cultural, com visita guiada.

Lixo volta com você

Mais de 80% do município é área protegida, e o guia oficial de turismo pede ao visitante que não deixe lixo e mantenha silêncio e respeito na mata e nas comunidades. Traga de volta o que levou para a praia, a trilha ou o barco.

Erros a evitar

A Cachoeira do Tobogã, uma laje de pedra lisa e inclinada por onde a água escorre até um poço, cercada pela mata.
Cachoeira do Tobogã

Gastar o dia de sol nas igrejas

O tempo muda depressa entre a serra e o mar. Reserve o barco para o primeiro dia de sol e deixe o centro histórico, as igrejas e o forte para um dia nublado ou de chuva.

Contar com as igrejas abertas na segunda-feira

A Matriz e o Museu de Arte Sacra abrem de quarta a domingo, a Igreja do Rosário de terça a sábado e a Capelinha só aos sábados à tarde. Numa segunda-feira, nenhuma delas está aberta à visita.

Ir de carro a Trindade no feriado

Estacionar na vila é difícil nos fins de semana e feriados, e a Piscina Natural do Cachadaço lota. O ônibus de linha da Colitur sai da rodoviária a cada uma ou duas horas, e o melhor é ir num dia de semana.

Descer a serra de Cunha à noite

A estrada Paraty-Cunha atravessa o Parque Nacional da Serra da Bocaina com limite de 20 km/h e fica fechada ao tráfego à noite; as fontes divergem sobre a hora de abertura, entre 7h e 9h, e o fechamento é às 17h. Quem vem de São Paulo no fim da tarde deve descer por Ubatuba.

Ir ao Caminho do Ouro sem agendar

A visita ao trecho preservado só acontece com guia autorizado. Quem chega à Penha sem agendamento fica na cachoeira e no alambique.

Descer o Tobogã em pé

Na Cachoeira do Tobogã, os jovens da cidade descem a pedra em pé, e esse jeito já causou vários acidentes. Desça sentado.

Frases úteis

Que horas sai a escuna?

Pergunta para o cais ou a agência; as escunas costumam sair entre 10h30 e 11h

Quanto fica a traineira até a Praia da Lula?

Quanto custa o barco de madeira até a Praia da Lula? Combine preço, paradas e horário de volta antes de embarcar

A maré está enchendo?

A maré está subindo? Útil perto do cais, onde a água entra nas ruas na maré alta

Caiçara

Morador tradicional do litoral entre o Rio de Janeiro e São Paulo, que vive da pesca, da roça e, hoje, do turismo

Pé de moleque

O calçamento de pedras irregulares das ruas do centro histórico

Uma dose de cachaça de Paraty, por favor

Pedido no balcão; nos alambiques e cachaçarias costuma-se provar antes de comprar a garrafa

Onde ficar

  • Centro Histórico · Primeira viagem e quem quer fazer tudo a pé · $$$: As pousadas ocupam casarões coloniais a poucos passos das igrejas, do cais e dos restaurantes. É a hospedagem mais cara da cidade, e as pousadas da Praça da Matriz e da Rua da Cadeia têm barulho de bar à noite, sobretudo nos fins de semana.
  • Pontal · Quem quer praia, preço menor e o centro a uma ponte · $$: Fica do outro lado do Perequê-Açu, com a praia urbana, pousadas e hostels de frente para o mar e o caminho do forte. Ao centro histórico se vai a pé.
  • Centro e Chácara · Pouco dinheiro e quem chega de ônibus · $: Em volta da rodoviária e da Avenida Roberto Silveira estão os hostels e as pousadas mais simples, a cerca de 10 minutos a pé do centro histórico, com as ruas onde o carro circula.
  • Jabaquara · Famílias com crianças e quem está de carro · $$: As pousadas ficam perto da praia sem ondas, mas o centro histórico fica a uma caminhada mais longa ou a um trajeto curto de carro ou táxi.
  • Trindade · Quem vai pelas praias e trilhas, e campistas · $: Dormir na vila evita a ida e volta diária de 25 km e permite chegar cedo à Piscina Natural do Cachadaço. As pousadas e os campings são simples, e o centro histórico de Paraty fica a cerca de 30 minutos de carro.

$: hostel ou pousada simples perto da rodoviária · $$: pousada no Pontal ou no Jabaquara · $$$: pousada em casarão do centro histórico · 2026-10-15

Bairros

Centro Histórico

O núcleo colonial entre os rios Perequê-Açu e Patitiba, fechado aos carros, com as quatro igrejas coloniais, a Casa da Cultura, o cais e a maior parte das pousadas de charme, restaurantes, lojas e ateliês. A Rua do Comércio e a Praça da Matriz concentram o movimento; uma ou duas quadras ao lado, as ruas ficam vazias.

O prédio baixo e branco do Forte Defensor Perpétuo, em Paraty, com janelas de madeira, um caminho de terra, um muro de pedra coberto de musgo e árvores grandes.
Forte Defensor Perpétuo

Pontal

Do outro lado da ponte sobre o Perequê-Açu, a partir do fim da Rua do Comércio. Tem a praia urbana mais próxima do centro, com quiosques e saída de veleiros, ruas calmas com pousadas e hostels, e o caminho para o Forte Defensor Perpétuo.

Jabaquara

Bairro de praia além do morro do forte, a cerca de 1,3 km do centro por estrada. A praia é longa, sem ondas, com quiosques e lama que dá nome ao Bloco da Lama do Carnaval; serve a famílias e a quem faz caiaque e stand up paddle.

Centro e Chácara

A parte nova da cidade, em volta da rodoviária e da Avenida Roberto Silveira, a cerca de 10 minutos a pé do centro histórico. Tem comércio do dia a dia, pousadas e hostels mais baratos e ruas onde o carro circula.

Ilha das Cobras

Bairro ligado ao Largo de Santa Rita por uma passarela de pedestres. Ali ficam o Cais de Pesca e o Mercado de Peixe, onde se acompanha o movimento dos barcos e se compra pescado.

A Cachoeira do Tobogã, uma laje de pedra lisa e inclinada por onde a água escorre até um poço, cercada pela mata.
Cachoeira do Tobogã

Penha

Na estrada para Cunha, a cerca de 9 km do centro. Reúne a igreja sobre a pedra, a entrada do trecho visitável do Caminho do Ouro, a Cachoeira do Tobogã e alambiques de cachaça.

Trindade

Vila caiçara a cerca de 25 km ao sul, dentro da Área de Proteção Ambiental de Cairuçu e do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Tem as praias de mar aberto mais procuradas do município, pousadas e campings simples.

Paraty-Mirim e Mamanguá

O antigo povoado de Paraty-Mirim, a cerca de 16 km por estrada em parte de terra, com praia e a pequena igreja de Nossa Senhora da Conceição. Dali saem os barcos para o Saco do Mamanguá, enseada com comunidades caiçaras sem acesso por estrada.

História

cerca de 1000 · Os tupis chegam à baía

A região era habitada pelos guaianás, do tronco macro-jê. Por volta do ano 1000 chegam os tupis, ancestrais dos tamoios que os portugueses encontraram no século XVI. A trilha dos guaianás, que subia a Serra do Mar até o vale do Paraíba, é a origem do Caminho do Ouro.

1597 · A expedição de Martim Correia de Sá

Saindo do Rio de Janeiro com cerca de 700 portugueses e 2 mil indígenas, a expedição desembarca na enseada de Paraty e sobe a serra pela trilha dos guaianás. Pouco depois, colonos vindos de São Vicente se fixam no morro hoje chamado da Vila Velha, em torno de uma capela de São Roque.

década de 1640 · A doação de Maria Jácome de Melo

O povoado muda para a área plana entre os rios Perequê-Açu e Patitiba, doada por Maria Jácome de Melo com duas condições: uma capela a Nossa Senhora dos Remédios e que não se molestassem os indígenas que viviam ali. Nossa Senhora dos Remédios continua sendo a padroeira da cidade.

1667 · Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty

Depois de um protesto da Câmara de Angra dos Reis, a que o povoado pertencia, uma Carta Régia de 28 de fevereiro de 1667 cria a vila. A primeira Câmara toma posse em outubro do mesmo ano.

1703 · O registro do ouro

Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, o caminho pela serra se torna rota oficial, e Paraty ganha a primeira Casa de Registro do Ouro, onde o metal era tributado antes de seguir por mar para o Rio de Janeiro e daí para Lisboa.

1722–1725 · O Caminho do Ouro oficializado

A Coroa formaliza a rota até Vila Rica, atual Ouro Preto, e trechos de serra recebem calçamento de pedra feito por mão de obra escravizada. Em 1722 os pardos libertos erguem a Igreja de Santa Rita, hoje a mais antiga do centro histórico.

1728 · Os piratas e o caminho por terra

Por causa de corsários, piratas e naufrágios no trecho de mar entre Paraty e Sepetiba, D. João V recomenda trocar a rota. Um caminho por terra até o Rio de Janeiro passa a concorrer com Paraty, e o porto perde importância com o fim do ciclo do ouro, no fim do século XVIII.

séc. XVIII–XIX · Cachaça e café

A economia passa a girar em torno da cana e da aguardente: por volta de 1820 havia mais de 150 alambiques na região, e “parati” virou sinônimo de cachaça. No século XIX o porto também escoa café do vale do Paraíba.

1844 · Cidade, e depois o isolamento

Uma lei provincial de 12 de março de 1844 eleva a vila a cidade. Na década de 1870, a ferrovia entre Rio e São Paulo pelo vale do Paraíba leva o café para outros portos, e Paraty entra num longo período de isolamento.

1958 · Tombamento pelo Iphan

Depois de ser declarada monumento estadual em 1945, Paraty tem o centro histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1958.

anos 1970 · A Rio-Santos

A abertura da Rodovia Rio-Santos (BR-101) acaba com o isolamento e traz o turismo e a especulação imobiliária. Em Trindade, os moradores caiçaras vencem na Justiça a disputa com uma empresa que queria a área para um condomínio.

2003 · A primeira Flip

A Festa Literária Internacional de Paraty, idealizada pela editora inglesa Liz Calder com o festival de Hay-on-Wye como modelo, faz a primeira edição de 31 de julho a 3 de agosto, em homenagem a Vinicius de Moraes.

2019 · Patrimônio Mundial misto

Em 5 de julho de 2019, reunido em Baku, o Comitê do Patrimônio Mundial inscreve Paraty e Ilha Grande como o primeiro sítio misto do Brasil. A área de cerca de 149 mil hectares inclui o centro histórico, o Morro da Vila Velha, o Parque Nacional da Serra da Bocaina e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, entre outras unidades.

2022 · As chuvas de abril

Entre 31 de março e 2 de abril de 2022, Paraty recebe cerca de 300 mm de chuva em 48 horas. Deslizamentos matam oito pessoas de uma mesma família, e a interdição das rodovias de acesso, a Rio-Santos entre elas, chega a isolar a cidade.

História completa

Um porto no pé da serra

Paraty existe por causa de um caminho. Os guaianás já subiam a Serra do Mar a partir desta enseada até o vale do Paraíba, e foi por essa trilha que a expedição de Martim Correia de Sá entrou no interior em 1597. O povoado começou no morro que hoje se chama da Vila Velha e, na década de 1640, desceu para a planície entre os rios Perequê-Açu e Patitiba, em terra doada por Maria Jácome de Melo. A vila, criada em 1667, ficava protegida no fundo de uma baía cheia de ilhas e encostada numa serra que separava o litoral do planalto.

O ouro de Minas e a cachaça

Quando se achou ouro em Minas Gerais, no fim do século XVII, a velha trilha virou a primeira rota oficial da Estrada Real. A viagem até as minas levava cerca de 95 dias; subiam por ele pessoas escravizadas, ferramentas e mantimentos, e descia o ouro, registrado em Paraty a partir de 1703 e embarcado para o Rio de Janeiro e Lisboa. O trecho de mar atraía corsários, e em 1728 a Coroa recomendou trocá-lo por um caminho terrestre. Com o fim do ouro, a vila voltou-se para a cana: em 1820 havia mais de 150 alambiques, e a aguardente daqui ficou tão conhecida que “parati” virou sinônimo de cachaça no país. O porto ainda escoou café do vale do Paraíba até a ferrovia levar essa carga para outros caminhos, na década de 1870.

O isolamento que conservou a cidade

Sem porto nem estrada que importassem, Paraty passou quase cem anos com pouca atividade além da pesca, da roça e da aguardente. As casas e igrejas não foram trocadas por prédios novos, e o traçado de ruas de pedra de antes de 1820 chegou inteiro ao século XX. O estado declarou a cidade monumento em 1945, e o Iphan tombou o centro histórico em 1958. Uma estrada para Cunha, aberta em meados do século, trouxe os primeiros veranistas; a Rio-Santos, nos anos 1970, trouxe o turismo em escala e a disputa por terra com as comunidades caiçaras, como a de Trindade.

Patrimônio da cultura e da natureza

O reconhecimento da Unesco em 2019 juntou o que costuma vir separado: o centro colonial, o Morro da Vila Velha e as matas e o mar em volta, com as comunidades caiçaras, quilombolas e guaranis que vivem nelas. Mais de 80% do município está em unidades de conservação. A Festa do Divino, registrada como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2013, a Flip, criada em 2003, e o título de Cidade Criativa da gastronomia, de 2017, mostram como a cidade passou a viver da cultura que o isolamento guardou. As chuvas de abril de 2022, que mataram oito pessoas e isolaram a cidade, lembram o outro lado de morar entre a serra e o mar.

Geografia e forma da cidade

Uma escuna de passeio navegando na água verde da baía de Paraty, diante de uma encosta coberta de mata atlântica.
Baía de Paraty

Entre a serra e a baía

Paraty ocupa uma faixa estreita de planície no fundo da Baía de Paraty, parte da Baía da Ilha Grande, no ponto mais ao sul e a oeste do estado do Rio de Janeiro. Atrás da cidade, a Serra do Mar sobe a cerca de 1.300 m coberta de Mata Atlântica, com rios e cachoeiras que descem para o mar. A baía é abrigada e tem dezenas de ilhas e de praias, muitas delas acessíveis só de barco. A sudeste, a península da Reserva Ecológica da Joatinga, sem estrada, guarda o Saco do Mamanguá e praias de comunidades caiçaras.

O traçado do centro histórico

O centro histórico fica numa planície quase ao nível do mar, entre os rios Perequê-Açu e Patitiba. As ruas foram traçadas nos eixos nascente-poente e norte-sul, com calçamento de pé de moleque, e as construções seguiam regras municipais. Os rios, as marés e o porto definiram o desenho: nas marés altas de lua cheia, a água entra pelas ruas mais próximas do cais e recua pouco depois. Correntes fecham o centro aos carros, que circulam só pelas ruas de borda, como a Patitiba, a Domingos Gonçalves de Abreu, a Aurora e a Rua Fresca. Muitas ruas têm dois nomes: a Rua do Comércio, por exemplo, também é Tenente Francisco Antônio.

O clima

O clima é tropical úmido. As mínimas médias ficam entre 11 °C e 19 °C e as máximas entre 23 °C e 29 °C, conforme o mês; janeiro é o mais chuvoso, e junho, julho e agosto são os mais secos. A serra retém a umidade que alimenta a mata, e no inverno a passagem de frentes frias traz dias mais frios que a média. A água do mar varia de cerca de 22 °C a 26 °C ao longo do ano.

Nas marés altas de lua cheia, a baía entra pelas aberturas do cais e cobre as ruas mais baixas do centro histórico por pouco tempo.

Cultura

O calendário das festas religiosas

As festas católicas organizam o ano em Paraty, e muitas mantêm formas do período colonial. Na Festa do Divino, registrada pelo Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2013, um adolescente é coroado Imperador, carne é distribuída aos pobres, o almoço é servido à população e o Imperador liberta simbolicamente um preso; à noite se apresentam a Dança das Fitas, a Dança dos Velhos, a congada chamada Marrapaiá e os bonecos do Boi, do Cavalinho, da Peneirinha e da Miota. A festa de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em novembro, tem Rei e Rainha e foi chamada de “a Festa do Divino dos pretos de Paraty”. No Corpus Christi, as ruas recebem tapetes de serragem, cal e flores para a procissão.

Livros, bonecos e música

Desde 2003, a Flip leva a Paraty autores de vários países, de Toni Morrison a Salman Rushdie e Conceição Evaristo, em mesas, lançamentos e programação para crianças e jovens, e a Off Flip ocupa a cidade com uma programação paralela. O Teatro Espaço apresenta teatro de bonecos para adultos, a Casa da Música é sede da banda Santa Cecília, e o Cinema da Praça e o Sesc mantêm programação ao longo do ano. Em maio, o Bourbon Festival leva jazz e blues para palcos na Praça da Matriz e no Largo de Santa Rita.

Caiçaras, quilombolas e guaranis

Fora do centro vivem as comunidades que pesaram no título da Unesco. Há pelo menos 40 comunidades caiçaras, de pescadores e roceiros de origem indígena, africana e europeia, que fazem canoas escavadas em tronco e disputam a permanência na terra desde a chegada das estradas. O Quilombo do Campinho da Independência, no km 584 da Rio-Santos, recebe visitantes com restaurante, loja de artesanato e roteiro étnico-cultural. As aldeias guarani-mbya de Paraty-Mirim e de Araponga vendem artesanato também no centro histórico.

No domingo de Pentecostes, último dia da Festa do Divino, o Imperador, um adolescente coroado na Matriz na véspera, liberta simbolicamente um preso no Paço Municipal.

Festas e eventos

Carnaval e Bloco da Lama, fevereiro ou março

No sábado anterior ao Carnaval, o Bloco da Lama se concentra no fim da Praia do Jabaquara, onde os foliões se cobrem de lama.

Semana Santa, março ou abril

Procissões no centro histórico e a única época do ano em que abrem os seis Passos da Paixão. Em 2026 foi de 30 de março a 5 de abril.

Festa do Divino Espírito Santo, maio ou junho

Dez dias que terminam no domingo de Pentecostes, com missas, leilões, o almoço do Divino, a coroação do Imperador, danças tradicionais e a libertação simbólica de um preso. Em 2026 foi de 15 a 24 de maio. É Patrimônio Cultural Brasileiro desde 2013.

Corpus Christi, maio ou junho

Na quinta-feira de Corpus Christi, moradores fazem tapetes de serragem colorida, cal, pó de café e flores nas ruas do centro a partir da manhã, para a procissão que sai da Matriz no fim da tarde.

Flip, geralmente no meio do ano

A Festa Literária Internacional de Paraty dura cinco dias, com mesas de autores, lançamentos e programação paralela. O mês muda de uma edição para outra: em 2026 foi de 22 a 26 de julho. Confira as datas em flip.org.br. A cidade lota e as pousadas são reservadas com muita antecedência.

Festival da Cachaça, Cultura e Sabores, agosto

Realizado desde 1983, antes com o nome de Festival da Pinga, reúne os produtores locais, shows e comida na Praça da Matriz. A edição de 2026 foi de 20 a 23 de agosto.

Festa de Nossa Senhora dos Remédios, setembro

A festa da padroeira vai de 30 de agosto a 8 de setembro, com procissões, a transladação das imagens da Igreja de Santa Rita para a Matriz no dia 7 e crianças vestidas de anjo na procissão do dia 8.

Festa de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, novembro

Missas, procissões noturnas com bandeiras, a coroação do Rei e da Rainha, o mastro com as imagens dos santos e distribuição de doces depois da missa de domingo. Em 2026, de 6 a 16 de novembro.

Livros e filmes

Paraty, a Cidade e as Festas (2008), Marina de Mello e Souza

Livro sobre as festas de Paraty e o lugar delas na memória e no cotidiano da cidade, citado pelo guia municipal de turismo. Ajuda a entender o calendário que o visitante encontra nas ruas.

Gabriela, Cravo e Canela (1983), Bruno Barreto

O filme, com Sônia Braga e Marcello Mastroianni, usou Paraty no papel da cidade baiana de Ilhéus. Mostra o centro histórico como cenário de época, poucos anos depois da chegada da Rio-Santos.

Camisa Listrada, de Assis Valente, na voz de Carmen Miranda

A marchinha diz que o personagem, em vez de tomar chá com torrada, “bebeu parati”. É o registro mais conhecido do tempo em que o nome da cidade era sinônimo de cachaça.

Trindadeiros: 30 Anos Depois, de Davi Paiva e Silvio Delfim

Documentário sobre a luta dos moradores de Trindade contra a empresa que, nos anos 1970, quis a vila para um condomínio de luxo. Ajuda a entender a disputa por terra que a Rio-Santos trouxe ao litoral de Paraty.

Perguntas frequentes

Paraty: como chegar do Rio ou de São Paulo?

A Viação Costa Verde liga o Rio a Paraty em cerca de 4h40, com nove saídas por dia, e a Reunidas liga São Paulo a Paraty em seis a sete horas; de carro, são 249 km do Rio pela Rio-Santos, cerca de 3h45 sem trânsito.

Paraty: quantos dias ficar?

Três dias: um para o centro histórico a pé, um para a baía, de escuna ou de traineira, e um para Trindade. Com um dia só, eu faria o centro histórico de manhã e embarcaria na escuna das 11h.

Paraty: escuna ou traineira para o passeio de barco?

A escuna é o jeito mais barato, com cerca de cinco horas e saída às 10h30 ou 11h; a traineira de madeira, combinada no cais, pode sair às 9h e chegar às paradas antes das escunas.

Paraty: como ir a Trindade?

Trindade fica a 25 km ao sul, cerca de 30 minutos de carro ou cerca de 1 hora no ônibus de linha da Colitur, que sai da rodoviária a cada uma ou duas horas; vá num dia de semana, porque nos feriados a piscina lota e falta lugar para estacionar.

Paraty: qual a melhor época?

De junho a setembro: junho, julho e agosto são os meses mais secos, bons para o barco e as trilhas; de dezembro a março chove mais, e feriados prolongados e férias escolares enchem a cidade em qualquer mês.

Outras cidades do país

Brasil ↗
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    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    3–5
    Quando
    mai–set
    Por pessoa/dia
    Consultar custosEstimativa do guia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    2–3
    Quando
    abr–set
    Por pessoa/dia
    Média de 484 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    3
    Quando
    abr–mai · ago
    Por pessoa/dia
    Média de 478 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    3–4
    Quando
    ago–dez
    Por pessoa/dia
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    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    2
    Quando
    abr–mai · set
    Por pessoa/dia
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    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    3
    Quando
    set–dez
    Por pessoa/dia
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    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    3–5
    Quando
    abr–nov
    Por pessoa/dia
    Média de 427 BRLPerfil médio · por pessoa/dia
    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    4
    Quando
    jul–set
    Por pessoa/dia
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    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

  • Dias
    4–5
    Quando
    mai–set
    Por pessoa/dia
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  • Dias
    3
    Quando
    mai–set
    Por pessoa/dia
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    Escopo do custo

    Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

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