
Brasil
João Pessoa
O Centro Histórico de 1585, as piscinas de Picãozinho na maré baixa e o pôr do sol do Jacaré
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
O primeiro é do Centro Histórico: o Centro Cultural São Francisco às 9h, a Lagoa, o Varadouro e o Hotel Globo, e no fim da tarde o pôr do sol com o Bolero de Ravel na Praia do Jacaré, em Cabedelo. O segundo é do mar e do Cabo Branco: Picãozinho na hora da maré baixa (ou Areia Vermelha, para quem prefere banco de areia a recife, se a maré baixa cair dentro do horário do parque), a Estação Cabo Branco antes ou depois do barco, conforme a maré, o farol e a orla a pé até o jantar. O terceiro eu passaria no litoral sul do Conde, entre Coqueirinho, Tabatinga e Tambaba, de carro ou em passeio de agência, num dia de maré baixa. Com dois dias, eu juntaria o essencial da cidade e deixaria o Conde de fora; em junho, eu acrescentaria uma noite em Campina Grande para o São João.
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Quando Setembro a dezembro: os meses mais secos, com 21 a 74 mm de chuva por mês na normal climatológica de 1991–2020; janeiro e fevereiro seguem com pouca chuva, de abril a julho chove mais, com junho como o mês mais chuvoso (369 mm), e setembro tem a menor diária média de quarto de hotel do ano segundo o Kayak (consulta de 16/10/2026)
Como o guia chega a este número
Faz calor o ano inteiro: na normal de 1991–2020 da estação de João Pessoa (OMM), as máximas vão de 28,7 °C em julho a 31,2 °C em março, e as mínimas não descem de 21,9 °C. O que muda é a chuva. De setembro a dezembro ela é baixa, de 21 mm em novembro a 74 mm em setembro, e são os meses mais firmes para praia e para os passeios de maré. Janeiro (86 mm) e fevereiro (106 mm) ainda têm pouca chuva, mas são as férias de verão no Brasil, com a orla mais cheia. De março em diante a chuva sobe, e de abril a julho é a estação chuvosa, com junho no topo (369 mm), e o mar mais agitado pode atrapalhar os passeios de barco. Em qualquer época, o que decide o dia de Picãozinho ou de Areia Vermelha é a tábua de marés, não o mês: as marés mais baixas acontecem perto das luas cheia e nova.
Por pessoa/dia Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de barco às piscinas naturais e ao litoral sul que escolher; dezembro, janeiro e o São João de Campina Grande mudam bastante o total.
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria três dias em João Pessoa. O primeiro é do Centro Histórico: o Centro Cultural São Francisco às 9h, a Lagoa, o Varadouro e o Hotel Globo, e no fim da tarde o pôr do sol com o Bolero de Ravel na Praia do Jacaré, em Cabedelo. O segundo é do mar e do Cabo Branco: Picãozinho na hora da maré baixa (ou Areia Vermelha, para quem prefere banco de areia a recife, se a maré baixa cair dentro do horário do parque), a Estação Cabo Branco antes ou depois do barco, conforme a maré, o farol e a orla a pé até o jantar. O terceiro eu passaria no litoral sul do Conde, entre Coqueirinho, Tabatinga e Tambaba, de carro ou em passeio de agência, num dia de maré baixa. Com dois dias, eu juntaria o essencial da cidade e deixaria o Conde de fora; em junho, eu acrescentaria uma noite em Campina Grande para o São João.João Pessoa é uma viagem de ritmo de praia com um centro histórico barroco a cerca de 10 km da orla. O que a distingue é o mar raso: na maré baixa, os catamarãs saem de Tambaú para as piscinas de Picãozinho, sobre os recifes, e de Cabedelo para Areia Vermelha, um banco de areia que some quando a maré sobe; é a tábua de marés, mais do que o calendário, que organiza os dias. No fim da tarde, o ritual é do outro lado, no rio Paraíba, onde desde 2001 o Bolero de Ravel acompanha o pôr do sol na Praia do Jacaré, todos os dias. Na mesa, a cidade tem pratos próprios: a tapioca de queijo coalho das tapioqueiras de Tambaú, o rubacão, arroz com feijão-verde, carne de sol, queijo coalho e nata, e a agulhinha frita dos restaurantes de beira-mar. E, a cerca de 40 km ao sul, as falésias e coqueiros do Conde justificam um dia inteiro fora da cidade.
Ficha rápida
- População
- 906.093 habitantes no município (estimativa do IBGE para 2026); 833.932 no Censo de 2022
- Fundação
- 5 de agosto de 1585, data oficial, como Cidade Real de Nossa Senhora das Neves; o povoamento começou em 31 de outubro do mesmo ano, junto ao atual Porto do Capim
- País e região
- Brasil: capital do estado da Paraíba, no Nordeste
- Idioma
- Português
- Moeda
- Real (R$, BRL)
- Fuso horário
- UTC−3 o ano inteiro, sem horário de verão
- Melhor época
- Setembro a dezembro: os meses mais secos, com 21 a 74 mm de chuva por mês na normal climatológica de 1991–2020; janeiro e fevereiro seguem com pouca chuva, de abril a julho chove mais, com junho como o mês mais chuvoso (369 mm), e setembro tem a menor diária média de quarto de hotel do ano segundo o Kayak (consulta de 16/10/2026)
- Custo médio por dia
- Some hospedagem por noite, refeições por pessoa e os passeios de barco às piscinas naturais e ao litoral sul que escolher; dezembro, janeiro e o São João de Campina Grande mudam bastante o total.
Quando ir
Setembro a dezembro: os meses mais secos, com 21 a 74 mm de chuva por mês na normal climatológica de 1991–2020; janeiro e fevereiro seguem com pouca chuva, de abril a julho chove mais, com junho como o mês mais chuvoso (369 mm), e setembro tem a menor diária média de quarto de hotel do ano segundo o Kayak (consulta de 16/10/2026)
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
Melhor épocaoutubro
Melhor épocanovembro
Melhor épocadezembro
Melhor épocaO que muda ao longo do ano

Faz calor o ano inteiro: na normal de 1991–2020 da estação de João Pessoa (OMM), as máximas vão de 28,7 °C em julho a 31,2 °C em março, e as mínimas não descem de 21,9 °C. O que muda é a chuva. De setembro a dezembro ela é baixa, de 21 mm em novembro a 74 mm em setembro, e são os meses mais firmes para praia e para os passeios de maré. Janeiro (86 mm) e fevereiro (106 mm) ainda têm pouca chuva, mas são as férias de verão no Brasil, com a orla mais cheia. De março em diante a chuva sobe, e de abril a julho é a estação chuvosa, com junho no topo (369 mm), e o mar mais agitado pode atrapalhar os passeios de barco. Em qualquer época, o que decide o dia de Picãozinho ou de Areia Vermelha é a tábua de marés, não o mês: as marés mais baixas acontecem perto das luas cheia e nova.
Dicas do Nilo
O dia da maré manda no roteiro
Eu escolheria primeiro o dia de Picãozinho pela tábua de marés do Porto de Cabedelo e só depois encaixaria o Centro Histórico e o Cabo Branco, que funcionam com qualquer maré. As marés mais baixas caem perto das luas cheia e nova.
Estação Cabo Branco e a maré
A Estação fecha às 16h, inclusive nos fins de semana. Com a maré baixa de manhã, eu iria no começo da tarde, depois do barco; com a maré baixa à tarde, eu iria na abertura, às 9h nos dias úteis ou 10h nos fins de semana. O farol, ao lado e ao ar livre, fica para o fim.
Centro de manhã, com telefonema antes
O Centro Cultural São Francisco está em restauro em 2026 e não publica horário atual, e o Hotel Globo só tem horário de domingo publicado. Eu ligaria para o São Francisco na véspera, começaria por ele às 9h e terminaria o Centro no Hotel Globo antes de sair para o Jacaré.
A volta do Jacaré
O trem urbano tem estação no Jacaré, mas passa poucas vezes e, na grade de 2025, não rodava aos domingos. Eu iria e voltaria de carro de aplicativo, combinando a volta logo depois do pôr do sol, quando todo mundo sai ao mesmo tempo.
Tambaba tem regra
Na área naturista, a nudez é obrigatória e fotografar sem autorização é proibido. Eu conferiria a regra de entrada da associação antes de ir, sobretudo se for um homem sozinho.
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Abrir o appO que ver
João Pessoa: Entre o rio e o mar
A cidade ocupa um tabuleiro baixo entre o estuário do rio Paraíba, a oeste, e o Atlântico, a leste; o ponto mais alto do município tem 74 m. O Centro Histórico fica no alto da colina sobre o rio Sanhauá, e a orla, cerca de 10 km a leste, corre de norte a sul por Bessa, Manaíra, Tambaú e Cabo Branco até a falésia do Cabo Branco e a Ponta do Seixas. Inclui a Cidade Alta, com o Centro Cultural São Francisco, a Catedral e o Mosteiro de São Bento, e o Varadouro, na parte baixa, junto ao rio Sanhauá, com o Hotel Globo e os casarões da Praça Antenor Navarro.

Centro Cultural São Francisco
O conjunto franciscano reúne a Igreja e o Convento de Santo Antônio, a Capela Dourada, um claustro, o Museu de Arte Sacra e o adro com o cruzeiro. Os franciscanos chegaram entre 1588 e 1589, e a obra atravessou dois séculos: o claustro é de cerca de 1730, a fachada leva gravada a data de 1779, e as obras se estenderam até 1788. Daí a mistura de barroco e rococó, com pinturas no forro, azulejos portugueses e talha dourada. O Iphan tombou o conjunto em 1952; restaurado a partir de 1979, reabriu em 1990 como centro cultural. A visita é conduzida por um guia. Em 2026 o conjunto passa por um novo restauro, que já tratou do adro e dos azulejos e em fevereiro estava na torre, com o interior como etapa seguinte. Horário e ingresso não estão publicados de forma atual: confirme pelo telefone (83) 3218-4505 antes de ir.
É o conjunto barroco mais completo da cidade, com igreja, convento, claustro, a Capela Dourada e o adro com o cruzeiro, e a visita é guiada. Está em restauro em 2026 e não tem horário atual publicado, por isso vale ligar antes e ir de manhã, como primeiro programa do dia.
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Praia de Tambaú
O trecho central da orla, com o calçadão, a feirinha de artesanato, a praça de alimentação das tapioqueiras e o prédio circular do Hotel Tambaú, fechado. O mar é calmo, sobretudo na maré baixa. É daqui que saem os catamarãs para Picãozinho, vendidos num quiosque da associação de embarcações na própria praia.
É o centro da orla: o calçadão, a feirinha de artesanato, as tapioqueiras e o embarque para Picãozinho ficam ali. O mar é calmo, e a praia serve de ponto de partida para quase tudo.
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Picãozinho
Piscinas naturais sobre os recifes, a cerca de 2 km de Tambaú, que só aparecem na maré baixa. A travessia de catamarã leva de 15 a 20 minutos, e o passeio inteiro, cerca de três horas, conforme a maré. O horário de embarque muda todo dia e segue a tábua de marés do Porto de Cabedelo; confira na véspera. Não se pisa nos recifes nem se alimentam os peixes.
As piscinas sobre os recifes, a cerca de 2 km da praia, são o passeio mais característico da cidade. Só funcionam na maré baixa, e o horário de embarque muda todo dia conforme a tábua de marés.
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Hotel Globo
O antigo hotel no Largo de São Frei Pedro Gonçalves, no Varadouro, foi aberto no fim dos anos 1920, serviu de hospital durante a Segunda Guerra e deixou de receber hóspedes em 1965. Tombado pelo patrimônio estadual em 1978, hoje recebe exposições e eventos, e o terraço é procurado pela vista do rio Sanhauá e do pôr do sol sobre ele. A entrada é gratuita. O único horário publicado recente é o de domingo, das 8h às 17h (agosto de 2026); nos outros dias, confirme antes.
O antigo hotel tem a vista mais aberta do rio Sanhauá, de onde a cidade começou, e a entrada é gratuita. O pôr do sol sobre o rio também se vê daqui, mas o único horário publicado é o de domingo, até as 17h; nos outros dias, confirme antes.
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Estação Cabo Branco
A Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, uma das últimas obras de Oscar Niemeyer, abriu em 2008 no Altiplano, ao lado do farol. Mantida pela prefeitura, tem exposições de arte e ciência com entrada gratuita. Em março de 2026, abria das 9h às 16h nos dias úteis e das 10h às 16h nos fins de semana.
O prédio de Oscar Niemeyer, com exposições gratuitas, fica ao lado do Farol do Cabo Branco e completa a mesma ida. Fecha às 16h, inclusive nos fins de semana.
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Farol do Cabo Branco
O farol de 18 m, inaugurado em 1972, fica no alto da falésia do Cabo Branco, perto da Ponta do Seixas. O mirante ao lado mostra a orla para o norte até Tambaú. A área é ao ar livre; em agosto de 2026, ficava aberta aos domingos das 9h às 20h. A falésia sofre erosão, então fique atrás das grades e longe da borda.
O farol sobre a falésia é um dos símbolos da cidade, e o mirante ao lado dá a vista da orla até Tambaú. A visita é curta e combina com a Estação Cabo Branco, que fica ao lado.
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Praia do Jacaré
Em Cabedelo, na margem do rio Paraíba, a cerca de 11 km de Tambaú. Desde 2001, todos os dias, o saxofonista Jurandy do Sax toca o Bolero de Ravel de um barco enquanto o sol se põe. O pôr do sol acontece por volta das 17h05 em outubro e das 17h45 em janeiro. Dá para assistir dos decks da beira do rio ou de barcos de passeio; em janeiro de 2026, um desses passeios custava R$ 90 por pessoa. Há uma estação do trem urbano no Jacaré.
O pôr do sol no rio Paraíba com o Bolero de Ravel tocado ao sax, todos os dias, é o programa de fim de tarde mais conhecido da cidade. Fica em Cabedelo, a cerca de 11 km de Tambaú.
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Mercado de Artesanato Paraibano
Aberto em 1991, em Tambaú, reúne peças de artesãos de várias regiões da Paraíba. Os horários publicados divergem entre as fontes; ligue antes ou confira nos canais da prefeitura.
Reúne em um prédio só peças de artesãos de várias regiões do estado, a poucos passos da orla. É a compra de lembrança mais prática da viagem.
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Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha
Um banco de areia em frente à Praia de Camboinha, em Cabedelo, que aparece na maré baixa e volta a ser coberto quando a maré sobe. Os barcos saem de Camboinha e de Ponta de Campina, levam cerca de meia hora e dão cerca de duas horas no banco. Por ser parque estadual, não há quiosque, cadeira nem guarda-sol; bebida e petisco são vendidos nos catamarãs. O plano de manejo, de 2017, prevê visita das 8h às 16h30 e com maré de até 0,9 m; em março de 2026, a Deliberação nº 5.851 do Copam vedou expressamente qualquer visita fora desse horário. Como em Picãozinho, o dia se escolhe pela tábua de marés.
O banco de areia que aparece na maré baixa em frente a Camboinha é a alternativa a Picãozinho para quem prefere uma faixa de areia no meio do mar a piscinas entre recifes. A visita só vale com maré baixa dentro do horário do parque, das 8h às 16h30, que desde março de 2026 é vedação expressa.
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O roteiro do Nilo
Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · Centro Histórico e o pôr do sol no Jacaré
Na véspera, ligue para o Centro Cultural São Francisco, (83) 3218-4505, para confirmar o horário da visita guiada, que em 2026 convive com obras de restauro.
Às 9h, comece pelo Centro Cultural São Francisco, na Cidade Alta: igreja, convento, claustro e a Capela Dourada, com guia.
Caminhe cerca de 1 km até o Parque Sólon de Lucena e dê a volta na Lagoa, sob as palmeiras-imperiais.
Almoce no Centro e desça ao Varadouro: a Praça Antenor Navarro, com os casarões art déco, e o Largo de São Frei Pedro Gonçalves.
Entre no Hotel Globo para a vista do rio Sanhauá do terraço. Só o horário de domingo está publicado (8h às 17h); nos outros dias, confirme antes.
Por volta das 16h, vá de carro de aplicativo até a Praia do Jacaré, em Cabedelo, a cerca de 14 km. Chegue antes do pôr do sol (por volta das 17h05 em outubro, 17h45 em janeiro) para ver o Bolero de Ravel do deck ou de um barco de passeio. Quem prefere não sair do Centro pode ver o pôr do sol sobre o Sanhauá do próprio Hotel Globo, nos dias em que ele ainda estiver aberto.
Volte de aplicativo para a orla e jante em Manaíra ou Tambaú.
Dia 2 · Picãozinho, a orla e o Cabo Branco
Na véspera, consulte a tábua de marés do Porto de Cabedelo e compre o passeio para Picãozinho no quiosque da associação de embarcações, na Praia de Tambaú, para o horário de maré baixa.
Se a maré baixa for de manhã, faça o passeio primeiro: de 15 a 20 minutos de catamarã até os recifes e cerca de três horas no total, sem pisar nos corais. Quem prefere um banco de areia a piscinas entre recifes pode trocar por Areia Vermelha, com embarque em Camboinha, em Cabedelo, desde que a maré baixa caia entre 8h e 16h30, o horário do parque.
Almoce na orla: tapioca na praça de alimentação em frente à feirinha de Tambaú, ou peixe e frutos do mar num restaurante de beira-mar.
Até as 14h30, siga de carro de aplicativo para a Estação Cabo Branco, no Altiplano, cerca de 8 km ao sul de Tambaú; ela fecha às 16h.
Se a maré baixa for à tarde, inverta o dia: Estação Cabo Branco a partir da abertura (9h nos dias úteis, 10h nos fins de semana), farol e almoço, e o barco depois.
A pé, vá da Estação ao Farol do Cabo Branco e ao mirante sobre a orla. Se quiser, desça à Ponta do Seixas.
No fim da tarde, volte a Tambaú para o Mercado de Artesanato Paraibano, se o horário do dia permitir, e caminhe pelo calçadão até Cabo Branco ou Manaíra para jantar.
Dia 3 · Litoral sul do Conde: Coqueirinho, Tabatinga e Tambaba
Bate-volta
Cerca de 37 km de Tambaú até Coqueirinho e 40 km até Tambaba, de 40 a 45 minutos de carro pela PB-008, com o último trecho em estrada de terra que carro comum enfrenta. Coqueirinho tem falésias, coqueiros e piscinas entre recifes; Tabatinga mistura banho de mar e de rio, com argila nas falésias; Tambaba tem um lado com roupa e uma área naturista, que foi a primeira praia do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal. Vá de carro alugado, de aplicativo combinado para a volta ou em passeio de agência, e escolha um dia de maré baixa para as piscinas.
Comida
Tapioca
Disco de goma de mandioca cozido na chapa e dobrado sobre o recheio. Na Paraíba, os recheios mais comuns são manteiga e queijo coalho. Na orla, as tapioqueiras ficam na praça de alimentação em frente à Feirinha de Artesanato de Tambaú.
Rubacão
O prato paraibano de panela: arroz e feijão-verde cozidos juntos com carne de sol, cubos de queijo coalho e nata, mais cremoso que o baião de dois. Algumas versões usam o arroz vermelho da Paraíba. Aparece nos restaurantes de comida regional.
Carne de sol
Carne salgada e seca por pouco tempo, mais macia que a carne-seca e o charque. Vem com macaxeira cozida ou frita e manteiga de garrafa, ou na nata.
Queijo coalho
Queijo firme que vai à brasa sem derreter. Aparece assado no espeto, dentro da tapioca e em cubos no rubacão.
Agulhinha frita
Peixe pequeno e fino, frito e servido como petisco nos restaurantes de beira-mar, ao lado da peixada com camarões, do bolinho de peixe e do caranguejo.
Paçoca de carne seca
Carne seca pilada com farinha de mandioca, servida como acompanhamento nos restaurantes de comida típica.
Cajá e mangaba
Frutas da região, vendidas em feiras e na beira da estrada, sobretudo no litoral norte. Viram suco, sorvete e doce.
Onde comer
- Tambaú · $
Tapioca de queijo coalho ou de manteiga, feita na chapa pelas tapioqueiras da praça de alimentação em frente à Feirinha de Artesanato. É o lanche mais barato da orla e funciona bem antes ou depois do passeio de Picãozinho.
- Mangai · Manaíra
Bufê de comida regional paraibana e nordestina, com rubacão, carne de sol, buchada de bode, frutos do mar e doces, pago por peso. É a forma mais rápida de provar vários pratos do estado numa refeição; a casa também tem padaria e mercearia de produtos típicos. Em setembro de 2026, abria aos domingos das 7h às 22h.
Fonte · 2026-10-16
- Gulliver Mar · Cabo Branco
Restaurante de beira-mar no fim da Praia do Cabo Branco, conhecido pelo polvo grelhado com risoto de camarão. Em setembro de 2026, abria aos domingos das 11h30 às 22h30.
Fonte · 2026-10-16
- Orla, de Manaíra a Cabo Branco
Peixada com camarões, agulhinha frita, bolinho de peixe e caranguejo nos restaurantes de beira-mar. Em várias casas, os pratos servem duas pessoas ou mais; pergunte pela porção antes de pedir.
- Restaurantes de comida regional
Rubacão, carne de sol na nata ou com macaxeira e manteiga de garrafa, e paçoca de carne seca. São os pratos que distinguem a mesa paraibana da de outras capitais do litoral.
$: tapioca, lanche e petisco na praça de alimentação e nas barracas da orla · $$: prato de peixe, frutos do mar ou comida regional em restaurante, muitas vezes para duas pessoas · $$$: restaurante de beira-mar com cozinha mais elaborada ou restaurante de hotel de alto padrão · 2026-10-16
Bate-voltas
Litoral sul do Conde: Coqueirinho, Tabatinga e Tambaba
Cerca de 37 km de Tambaú até Coqueirinho e 40 km até Tambaba, de 40 a 45 minutos de carro pela PB-008, com o último trecho em estrada de terra que carro comum enfrenta. Coqueirinho tem falésias, coqueiros e piscinas entre recifes; Tabatinga mistura banho de mar e de rio, com argila nas falésias; Tambaba tem um lado com roupa e uma área naturista, que foi a primeira praia do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal. Vá de carro alugado, de aplicativo combinado para a volta ou em passeio de agência, e escolha um dia de maré baixa para as piscinas.
Campina Grande
A cerca de 133 km, quase duas horas de carro pela BR-230. Vale a viagem em junho, durante o São João (em 2026, de 3 de junho a 5 de julho, no Parque do Povo); nesse período, considere dormir lá em vez de voltar na mesma noite.
Recife e Olinda
A cerca de 125 km, perto de duas horas de carro pela BR-101. Dá para ver o essencial de Recife e Olinda num dia longo, mas os dois pedem mais tempo e costumam ser uma viagem própria.
Por onde começar
Centro Histórico e o pôr do sol no Jacaré

Na véspera, ligue para o Centro Cultural São Francisco, (83) 3218-4505, para confirmar o horário da visita guiada, que em 2026 convive com obras de restauro.
Picãozinho, a orla e o Cabo Branco

Na véspera, consulte a tábua de marés do Porto de Cabedelo e compre o passeio para Picãozinho no quiosque da associação de embarcações, na Praia de Tambaú, para o horário de maré baixa.
Dinheiro

A moeda é o real (R$). Cartão e Pix costumam ser aceitos; o trem urbano aceita dinheiro ou Pix. Alguns preços conferidos, cada um com a data da fonte: ônibus urbano, R$ 5,45 (desde 25/1/2026); trem da CBTU, R$ 2,50 (junho de 2025); Fortaleza de Santa Catarina, R$ 4 (janeiro de 2026); Estação Cabo Branco e Jardim Botânico, gratuitos; passeio de barco no pôr do sol do Jacaré, R$ 90 por pessoa (janeiro de 2026). O ingresso do Centro Cultural São Francisco se confirma por telefone. Para hotel, numa consulta ao Kayak em 16/10/2026 para a noite de 17 para 18/10/2026, havia quartos de três estrelas a partir de R$ 130 e de quatro estrelas a partir de R$ 227 por noite; na mesma página, a diária média de quarto de hotel era de R$ 277 em setembro, o mês mais barato, e de R$ 505 em março, o mais caro. Esses valores mudam de um dia para o outro. O preço dos passeios de catamarã a Picãozinho e a Areia Vermelha varia com a embarcação; pergunte no quiosque ou na marina.
Como chegar e se locomover
Do aeroporto à orla
O Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto (JPA), administrado pela Aena, fica na região metropolitana, a cerca de 11 km do Centro e a cerca de 19 km de Tambaú pela estrada. Uber e 99 atendem o terminal, e há táxi credenciado; é o jeito prático de chegar à orla com bagagem. Para ir de ônibus, consulte antes na Semob, a secretaria de mobilidade de João Pessoa, as linhas que passam perto do aeroporto.
Ônibus
A passagem de ônibus convencional custa R$ 5,45 desde 25 de janeiro de 2026. Confira na Semob as linhas e as formas de pagamento. Para os trajetos entre os bairros da orla e o Centro Histórico, o carro de aplicativo é a opção mais simples, sobretudo à noite.
Trem urbano
A CBTU opera uma linha de 30 km entre Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo, com estação no Jacaré. Na grade divulgada em junho de 2025, eram 32 viagens de segunda a sexta e 16 aos sábados, a primeira por volta das 4h30 e a última às 19h16; a grade não previa viagens aos domingos. A passagem custava R$ 2,50, paga em dinheiro ou Pix nas estações João Pessoa, Várzea Nova e Jacaré. Confira a grade atual antes de contar com o trem para o pôr do sol.
A pé e de bicicleta
O calçadão contínuo de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco se percorre a pé. O Centro Histórico se visita a pé, mas a Cidade Alta e o Varadouro ficam em níveis diferentes, ligados por ladeiras.
Segurança
Os cuidados são os de qualquer cidade grande. Na praia, não deixe celular e bolsa sozinhos na areia enquanto entra no mar, e evite trechos vazios da orla à noite. O Centro Histórico se visita de dia: museus e igrejas fecham no meio da tarde, e o movimento cai depois disso; para ir e voltar à noite, use carro de aplicativo. No mar, os recifes cortam, e o sol é forte o ano inteiro. Para os passeios de barco, use operadores credenciados: em 2026, o Ministério Público da Paraíba recomendou às marinas conferir a habilitação dos condutores e cumprir os horários das áreas protegidas. No Cabo Branco, a falésia sofre erosão e tem risco de deslizamento; fique longe da borda.
Dicas de etiqueta
Recife não é chão
Nas piscinas de Picãozinho e de Areia Vermelha, não se pisa nos recifes nem se alimentam os peixes. As áreas de visita são delimitadas, e o lixo volta no barco.
As regras de Tambaba
Na área naturista de Tambaba, no Conde, a nudez é obrigatória, e fotografar ou filmar sem autorização é proibido. A associação que administra a área tem regras próprias de acesso, que podem restringir a entrada de homens desacompanhados; confira antes de ir.
Igreja em uso
A Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves é a sede da arquidiocese e continua sendo local de culto, assim como outras igrejas do Centro Histórico. Durante as missas, a visita espera.
Erros a evitar

Marcar Picãozinho sem olhar a maré
O embarque segue a maré baixa do dia, não um horário fixo, e com maré alta não há piscina. Consulte a tábua do Porto de Cabedelo na véspera e escolha o dia pelo mar.
Chegar à Estação Cabo Branco no fim da tarde
Ela fecha às 16h, inclusive nos fins de semana. Quem deixa para depois da praia encontra a porta fechada; vá no começo da tarde e termine no farol ao lado.
Ir ao Centro Histórico sem confirmar horários
O Centro Cultural São Francisco está em restauro em 2026 e não publica horário atual, e o Hotel Globo só tem horário publicado para domingo. Ligue antes para o São Francisco, (83) 3218-4505, e faça o Centro de manhã, quando tudo está aberto.
Contar com o trem para o pôr do sol
O trem urbano passa poucas vezes por dia, tem grade reduzida aos sábados e, na grade de 2025, não rodava aos domingos. Para voltar do Jacaré depois do pôr do sol, o carro de aplicativo é o caminho seguro.
Confundir Cabo Branco com Ponta do Seixas
São bairros e praias diferentes, vizinhos. O farol fica no alto da falésia, no Cabo Branco; o ponto mais oriental do continente americano é a Ponta do Seixas, embaixo.
Frases úteis
Bom dia / Boa tarde / Boa noite
Cumprimentos usados ao entrar em loja, barraca ou táxi
Por favor / Obrigado (obrigada)
Por favor / Obrigado; «obrigada» quando quem agradece é mulher
Quanto custa?
Quanto custa?
A maré está baixa?
A maré está baixa? (a pergunta que decide o passeio de barco)
Uma tapioca de queijo coalho, por favor
Uma tapioca de queijo coalho, por favor
Massa!
Que bom, legal (gíria muito usada na Paraíba e no Nordeste)
Arretado
Muito bom; conforme o contexto, também quer dizer irritado
Oxente!
Interjeição de surpresa, comum no Nordeste
Onde ficar
- Tambaú · Primeira viagem, sem carro, para quem quer fazer quase tudo a pé · $$: É o bairro que concentra a maior parte das lojas, bares e restaurantes da orla, com o embarque para Picãozinho, a feirinha e o Mercado de Artesanato a poucos passos. A desvantagem é a distância do Centro Histórico, cerca de 10 km de carro, e da Praia do Jacaré, cerca de 11 km.
- Cabo Branco · Quem quer orla contínua para caminhar e o farol perto · $$: Continua Tambaú para o sul, com o calçadão na frente dos hotéis, e fica mais perto da Estação Cabo Branco e do farol. A desvantagem é ficar no extremo oposto do Jacaré e do embarque para Areia Vermelha, em Cabedelo.
- Manaíra · Quem escolhe a viagem pela comida · $$: É o polo de restaurantes da cidade, com casas de comida regional e de frutos do mar, e tem hotéis de frente para o mar. Fica a cerca de 7 km do Centro e a uma caminhada de Tambaú pelo calçadão.
- Bessa · Quem prefere praia calma e bairro residencial: É a ponta norte da orla, mais residencial. Fica mais perto do Jacaré, a cerca de 6,5 km, mas a cerca de 13 km do farol, e quase todo passeio pede carro.
$: quarto em hotel de três estrelas, a partir de R$ 130 por quarto por noite (Kayak, consulta de 16/10/2026 para a noite de 17 para 18/10/2026) · $$: quarto em hotel de quatro estrelas, a partir de R$ 227 por quarto por noite (Kayak, mesma consulta de 16/10/2026) · $$$: hotel de alto padrão de frente para o mar, em Cabo Branco ou Manaíra · 2026-10-16
Bairros

Centro Histórico
Inclui a Cidade Alta, com o Centro Cultural São Francisco, a Catedral e o Mosteiro de São Bento, e o Varadouro, na parte baixa, junto ao rio Sanhauá, com o Hotel Globo e os casarões da Praça Antenor Navarro. É a parte da cidade que se visita de dia, com horários de museu e igreja que terminam no meio da tarde.

Tambaú
O centro da orla: o calçadão, a feirinha de artesanato e as tapioqueiras, o Mercado de Artesanato Paraibano e o embarque para Picãozinho. Concentra a maior parte das lojas, bares e restaurantes da orla, e por isso é a base mais prática para quem não tem carro.

Cabo Branco
Continua Tambaú para o sul, com calçadão contínuo e hotéis de frente para o mar, até a falésia onde fica o farol. Tem restaurantes na avenida da praia e acesso rápido à Estação Cabo Branco e à Ponta do Seixas.
Manaíra
Ao norte de Tambaú, é o principal polo de restaurantes da cidade, com casas de comida regional e de frutos do mar a poucas quadras da praia. Tem hotéis de frente para o mar e fica a cerca de 7 km do Centro.

Bessa
A ponta norte da orla, mais residencial. É o bairro da orla mais perto da Praia do Jacaré, a cerca de 6,5 km, e o mais longe do Cabo Branco.

Ponta do Seixas e Altiplano
O sul da cidade, no alto e no pé da falésia: a Estação Cabo Branco no Altiplano e, embaixo, a Praia do Seixas e o Aquário Paraíba. O farol fica logo ao lado, no bairro do Cabo Branco. Costuma ser visitado a partir dos bairros da orla.

Cabedelo
Município vizinho, ao norte, na ponta entre o rio Paraíba e o mar. Ali ficam a Praia do Jacaré, a Fortaleza de Santa Catarina e o embarque para Areia Vermelha, na Praia de Camboinha.
História
1585 · Fundação à beira do Sanhauá
Em 5 de agosto, um acordo de paz com o chefe tabajara Piragibe encerra a conquista da Paraíba, e nasce a Cidade Real de Nossa Senhora das Neves. O povoamento começa em 31 de outubro, junto ao porto fluvial que hoje se chama Porto do Capim.
1588 · Filipeia e os franciscanos
A cidade passa a se chamar Filipeia de Nossa Senhora das Neves, em homenagem a Filipe II, rei da Espanha e de Portugal durante a União Ibérica. Entre 1588 e 1589 chegam os franciscanos, que começam o conjunto do atual Centro Cultural São Francisco; a fachada da igreja leva a data de 1779, e as obras vão até 1788.
1634–1654 · Domínio holandês
Depois de duas tentativas frustradas, os holandeses tomam a cidade em 24 de dezembro de 1634 e a chamam de Frederikstad. Rendem-se em 26 de janeiro de 1654, e a cidade volta a se chamar Parahyba.
1926 · As palmeiras da Lagoa
A lagoa do Centro vira parque, e o anel interno recebe as palmeiras-imperiais que fazem do Parque Sólon de Lucena o postal da cidade.
1930 · A cidade ganha o nome de um governador
O presidente do estado, João Pessoa, é assassinado no Recife em 26 de julho, um dos estopins da Revolução de 1930. Em 4 de setembro, a lei estadual nº 700 dá o nome dele à capital.
1940 · A avenida até o mar
Fica pronta a Avenida Epitácio Pessoa, com cerca de 5 km entre o Centro e Tambaú. Ela orienta o crescimento da cidade em direção à praia.
1941 · O extremo leste
Uma perícia do Ministério da Marinha reconhece a Ponta do Seixas como o ponto mais oriental do território continental brasileiro, título que ela disputava com a Ponta de Pedras, em Pernambuco.
1971 · O Hotel Tambaú
É inaugurado o hotel circular de Sérgio Bernardes, construído sobre a areia da Praia de Tambaú, que vira referência da orla. Hoje está fechado, à espera de reforma.
1972 · O farol na falésia
É inaugurado o Farol do Cabo Branco, de 18 m, no alto da falésia perto da Ponta do Seixas.
1989 · A regra da orla
A Constituição da Paraíba, no artigo 229, mantém a proteção da faixa costeira e escalona a altura dos prédios perto do mar, o que explica a orla baixa de hoje.
2007 · Centro Histórico tombado
Em 6 de dezembro, o Centro Histórico, com cerca de 700 edificações em partes do Centro, do Varadouro, do Roger, de Jaguaribe e de Tambiá, passa a ser patrimônio nacional.
2008 · A Estação Cabo Branco
Abre em 3 de julho a Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, projeto de Oscar Niemeyer ao lado do farol.
História completa
Uma cidade fundada no rio
João Pessoa começou em 1585 como Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, no alto de uma colina sobre o rio Sanhauá, braço do estuário do rio Paraíba. Segundo a historiadora Letícia Hellen, o lugar foi escolhido pensando na proteção contra invasões de outras nações; a costa da Paraíba era disputada pelos franceses e, no século XVII, pelos holandeses. O porto fluvial ficava embaixo, no Varadouro, e as ordens religiosas ergueram em cima as igrejas e conventos que ainda dão forma ao Centro Histórico. O conjunto franciscano, começado entre 1588 e 1589, levou dois séculos para ficar pronto: a fachada da igreja tem a data de 1779, e as obras foram até 1788.
Os nomes da cidade
O nome mudou com quem mandava. Virou Filipeia em 1588, para homenagear Filipe II durante a União Ibérica; Parahyba em 1599, depois da paz com os potiguaras; Frederikstad durante o domínio holandês, de 1634 a 1654; e de novo Parahyba, depois Parahyba do Norte. Os holandeses só tomaram a cidade na terceira tentativa, em dezembro de 1634, e se renderam em janeiro de 1654.
1930 e o nome atual
Em 26 de julho de 1930, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, presidente do estado e candidato a vice-presidente da República, foi morto no Recife por João Duarte Dantas. O crime, cuja motivação política ainda é discutida, está entre os estopins da Revolução de 1930, e em setembro a capital recebeu o nome dele. A troca não foi unânime: o dramaturgo Ariano Suassuna, nascido na cidade em 1927 e filho de um ex-presidente do estado assassinado no mesmo ano de 1930, recusava o nome novo da cidade natal.
Do rio ao mar
Por mais de três séculos, a cidade cresceu em torno do rio. A Avenida Epitácio Pessoa, terminada em 1940 com cerca de 5 km, ligou o Centro a Tambaú e puxou a cidade para o leste. Nas décadas seguintes vieram os bairros da orla, o Hotel Tambaú, inaugurado em 1971 sobre a areia, e o Farol do Cabo Branco, em 1972. O resultado é a cidade de hoje, com o centro antigo de um lado e a vida de praia do outro.
Proteger o que ficou
Duas proteções explicam o que o visitante vê. O Centro Histórico, tombado pelo Iphan em 6 de dezembro de 2007, conserva cerca de 700 edificações, do barroco das igrejas ao art déco dos casarões da Praça Antenor Navarro. Na orla, o artigo 229 da Constituição estadual escalona a altura dos prédios numa faixa de 500 m a partir do mar. Uma lei municipal de 2024 mudou o ponto de onde essa faixa é medida, o Tribunal de Justiça da Paraíba a declarou inconstitucional, e em fevereiro de 2026 a prefeitura levou o caso ao Supremo Tribunal Federal.
Geografia e forma da cidade

Entre o rio e o mar
A cidade ocupa um tabuleiro baixo entre o estuário do rio Paraíba, a oeste, e o Atlântico, a leste; o ponto mais alto do município tem 74 m. O Centro Histórico fica no alto da colina sobre o rio Sanhauá, e a orla, cerca de 10 km a leste, corre de norte a sul por Bessa, Manaíra, Tambaú e Cabo Branco até a falésia do Cabo Branco e a Ponta do Seixas. Ao norte, o município vizinho de Cabedelo ocupa a ponta entre o rio e o mar, com a Praia do Jacaré virada para o rio.
Recifes, falésia e mata
Sobre uma linha de recifes a cerca de 2 km da praia de Tambaú formam-se, na maré baixa, as piscinas de Picãozinho; mais ao norte, em frente a Camboinha, em Cabedelo, aparece o banco de areia de Areia Vermelha. No sul da orla, a falésia do Cabo Branco sofre erosão marinha, e o Tribunal de Contas da União apontou risco de deslizamento. Dentro da cidade sobrevive a Mata do Buraquinho, com 517,8 hectares de mata atlântica protegidos como Jardim Botânico Benjamim Maranhão.
Clima
O clima é tropical com chuvas de outono e inverno. Na normal de 1991–2020 da estação de João Pessoa (OMM), as máximas ficam entre 28,7 °C em julho e 31,2 °C em março, as mínimas entre 21,9 °C e 25,2 °C, e chovem cerca de 1.840 mm por ano. A chuva se concentra de abril a julho, com junho no topo (369 mm), e é baixa de setembro a dezembro, com novembro como o mês mais seco (21 mm).
O Centro Histórico e a orla ficam a cerca de 10 km. Eu dormiria na orla e iria ao Centro de carro de aplicativo, uma vez, de manhã.
O prédio redondo na areia de Tambaú está fechado e sem data firme para reabrir. Ele aparece em toda foto da orla, mas não é opção de hospedagem.
É um marco geográfico, não uma paisagem diferente do resto da orla. Eu iria pelo farol e pela Estação Cabo Branco, logo acima, e desceria à Ponta só se sobrasse tempo.
Cultura

Forró e São João
O forró foi registrado como patrimônio cultural do Brasil em 2021, num processo que começou em João Pessoa, em 2018. Em junho, a festa mais conhecida do estado é o São João de Campina Grande, a cerca de 133 km, que em 2026 teve 33 dias de programação.
Carnaval e prévias
A cidade tem um carnaval de tradição que remonta a 1914 e, desde os anos 1980, as prévias da Folia de Rua nas semanas anteriores. A maior é a do bloco Muriçocas do Miramar, na quarta-feira antes do carnaval, que desce a Avenida Epitácio Pessoa com trios elétricos; em 2026, ano dos 40 anos do bloco, saiu em 11 de fevereiro.
Artesanato
A Feirinha de Tambaú funciona desde os anos 1980, e o Mercado de Artesanato Paraibano, aberto em 1991, reúne peças de várias regiões do estado. No verão, o Salão do Artesanato Paraibano monta uma estrutura ao lado do Hotel Tambaú; a 41ª edição terminou em 1º de fevereiro de 2026.
Literatura e cinema
Ariano Suassuna nasceu na cidade em 1927 e levou o sertão paraibano ao teatro no «Auto da Compadecida», de 1955. O documentário «Aruanda», de 1960, de Linduarte Noronha, filmado na Serra do Talhado, no interior do estado, é considerado um dos precursores do Cinema Novo.
Festas e eventos
Muriçocas do Miramar
Na quarta-feira antes do carnaval (11 de fevereiro em 2026), o bloco mais tradicional das prévias concentra no Miramar e desce a Avenida Epitácio Pessoa a partir das 22h, depois dos grupos de cultura popular.
São João de Campina Grande
Em junho e começo de julho, a cerca de 133 km da capital. Em 2026, foi de 3 de junho a 5 de julho, no Parque do Povo. As datas mudam a cada ano.
Festa das Neves
De 27 de julho a 5 de agosto, a festa da padroeira, Nossa Senhora das Neves. O dia 5 de agosto é o aniversário da cidade e feriado municipal.
Romaria da Penha
No último fim de semana de novembro, uma caminhada de cerca de 14 km até o santuário de Nossa Senhora da Penha, celebrada desde 1763.
Livros e filmes
«Auto da Compadecida», de Ariano Suassuna (1955)
A peça do autor nascido em João Pessoa leva ao palco o sertão da Paraíba, com o humor e a religiosidade popular do interior do estado. Ganhou uma versão para o cinema em 2000.
«Aruanda», de Linduarte Noronha (1960)
Documentário de 21 minutos sobre a comunidade quilombola da Serra do Talhado, no interior da Paraíba. Mostra o estado fora do litoral e é considerado um dos precursores do Cinema Novo.
Perguntas frequentes
João Pessoa: como chegar do aeroporto à orla?
O Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto (JPA) fica a cerca de 19 km de Tambaú pela estrada. Uber, 99 e táxi credenciado são o jeito prático com bagagem; para ir de ônibus, consulte antes na Semob as linhas que passam perto do aeroporto.
João Pessoa: quantos dias ficar?
Três dias: um para o Centro Histórico e o pôr do sol no Jacaré, um para Picãozinho e o Cabo Branco, e um para o litoral sul do Conde. Com dois dias, dá para juntar o essencial da cidade e deixar o Conde de fora.
João Pessoa: a que horas sai o passeio a Picãozinho?
Não há horário fixo: as piscinas só aparecem na maré baixa, e o embarque em Tambaú muda todo dia conforme a tábua de marés do Porto de Cabedelo, que se confere na véspera. A travessia leva de 15 a 20 minutos, e o passeio, cerca de três horas.
João Pessoa: qual é a melhor época?
A melhor época vai de setembro a dezembro, os meses mais secos e mais firmes para praia e passeios de maré. De abril a julho é a estação chuvosa, e o mar agitado pode atrapalhar os barcos. Em qualquer mês, quem decide o dia do passeio é a tábua de marés.
João Pessoa: em que bairro se hospedar?
Na orla. Tambaú é a base mais prática sem carro, com o embarque para Picãozinho a poucos passos; Cabo Branco fica perto do farol, e Manaíra é o polo de restaurantes. O Centro Histórico fica a cerca de 10 km de Tambaú.
João Pessoa: como ir e voltar do pôr do sol no Jacaré?
De carro de aplicativo, combinando a volta logo depois do pôr do sol, quando todo mundo sai ao mesmo tempo. O trem urbano tem estação no Jacaré, mas passa poucas vezes, tem grade reduzida aos sábados e, na grade de 2025, não rodava aos domingos.
João Pessoa: como ir ao litoral sul do Conde?
Coqueirinho fica a cerca de 37 km de Tambaú e Tambaba a 40 km, de 40 a 45 minutos de carro, com o último trecho em estrada de terra, que carro comum enfrenta. Vá de carro alugado, de aplicativo com a volta combinada ou com agência, num dia de maré baixa.
Outras cidades do país
Brasil ↗- Dias
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