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Jardim Botânico de Curitiba
ccFoto: Rodrigo.Argenton · CC BY-SA 4.0

Brasil

Curitiba

Jardim Botânico, Largo da Ordem, Ópera de Arame e o trem da Serra do Mar até Morretes

Ver o roteiro de 3 diasAbrir Curitiba no mapa

Dias3
Quandoabr–mai · ago
Por pessoa/diaMédia de 478 BRLPerfil médio · por pessoa/dia

Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.

Como o guia chega a este número

Dois são da cidade: um a pé pelo Setor Histórico, pela Rua XV e pelo Museu Oscar Niemeyer, com jantar em Santa Felicidade; outro pelos parques, do Jardim Botânico ao Bosque Alemão, à Ópera de Arame e ao Parque Tanguá no fim da tarde, de Linha Turismo ou aplicativo. O terceiro é do trem: descer a Serra do Mar até Morretes de manhã, almoçar barreado e voltar de ônibus. Como o trem fora da alta temporada só sai de sexta a domingo e nos feriados, e o MON e o Parque das Pedreiras fecham às segundas, eu montaria a viagem de quarta a sexta, com o museu de graça na quarta e o trem na sexta, ou de sexta a domingo, com o trem no domingo.

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Quando Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio.

Como o guia chega a este número

Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.

Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio. Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.

Por pessoa/dia Econômico cerca de 195 BRL; médio cerca de 478 BRL; confortável cerca de 1.120 BRL por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).

Como o guia chega a este número

Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.

O que o Nilo acha
Eu ficaria três dias. Dois são da cidade: um a pé pelo Setor Histórico, pela Rua XV e pelo Museu Oscar Niemeyer, com jantar em Santa Felicidade; outro pelos parques, do Jardim Botânico ao Bosque Alemão, à Ópera de Arame e ao Parque Tanguá no fim da tarde, de Linha Turismo ou aplicativo. O terceiro é do trem: descer a Serra do Mar até Morretes de manhã, almoçar barreado e voltar de ônibus. Como o trem fora da alta temporada só sai de sexta a domingo e nos feriados, e o MON e o Parque das Pedreiras fecham às segundas, eu montaria a viagem de quarta a sexta, com o museu de graça na quarta e o trem na sexta, ou de sexta a domingo, com o trem no domingo.

Curitiba é uma cidade em que o passeio acontece entre parques. A estufa de vidro do Jardim Botânico fica diante de um jardim francês; a Ópera de Arame é um teatro de tubos de aço montado sobre o lago de uma pedreira desativada; o Parque Tanguá ocupa outras duas pedreiras e termina num mirante sobre a água. No centro, quinze quadras de casario em volta do Largo da Ordem guardam a cidade antiga, e o trecho central da Rua XV de Novembro mostra a cidade que, em 1972, tirou os carros de uma rua comercial. Os imigrantes estão no prato, com a carne de onça na broa de centeio e o rodízio de massas e polenta de Santa Felicidade, e também no Memorial Ucraniano, que guarda pêssankas, ovos pintados à mão. E a 70 km fica o trem que desce a Serra do Mar por túneis e Mata Atlântica até Morretes, onde o almoço é o barreado.

Ficha rápida

População
1.773.718 habitantes no município (Censo IBGE 2022); 1.830.795 na estimativa do IBGE para 2025
Fundação
Povoação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais em meados de 1661; vila em 29 de março de 1693; cidade em 1842; capital da Província do Paraná desde 1853
País e região
Brasil, capital do estado do Paraná, no Primeiro Planalto, a cerca de 934 m de altitude média
Idioma
Português
Moeda
Real (R$, BRL)
Fuso horário
UTC−3 (horário de Brasília)
Melhor época
Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio. Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.
Custo médio por dia
Econômico cerca de 195 BRL; médio cerca de 478 BRL; confortável cerca de 1.120 BRL por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).

Quando ir

Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio. Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.

hojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojehojejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdezJFMAMJJASOND
melhor épocaNenhuma estação perto daqui mediu temperatura e chuva por tempo suficiente para uma média confiável. Os meses destacados são a época que o guia recomenda.

O que muda ao longo do ano

Na normal climatológica de 1991 a 2020 da estação de Curitiba, os meses de menos chuva são agosto (82 mm), abril (88 mm) e maio (96 mm). Janeiro é o mais chuvoso, com 226 mm; janeiro e fevereiro são os mais quentes, com máximas médias em torno de 27 °C. O inverno é frio: julho tem máxima de 20,1 °C e mínima de 9,3 °C, e a geada é comum. Para quem vai pelos parques e pelo trem, abril e maio juntam pouca chuva e temperatura amena; agosto é seco, mas pede casaco. O calendário do trem também pesa: em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro há saída todos os dias, e a operadora recomenda comprar com pelo menos sete dias de antecedência nesses meses e em novembro; nos outros meses, só às sextas, sábados, domingos e feriados. O pinhão chega aos mercados a partir de 15 de abril.

Dicas do Nilo

Encaixe o trem primeiro

Fora da alta temporada, o trem para Morretes só sai às sextas, sábados, domingos e feriados. Eu marcaria a data do trem antes de tudo e distribuiria os dois dias de cidade em volta dele, longe da segunda-feira.

MON de graça às quartas

O Museu Oscar Niemeyer é gratuito às quartas e no último domingo do mês. Se um dos dias de cidade cair numa quarta, eu poria o museu nele e chegaria cedo, porque nesses dias a bilheteria pode fechar antes das 17h30.

Linha Turismo no dia dos parques

O bilhete de R$ 50 vale por 24 horas de reembarque. Eu o usaria no dia do Jardim Botânico, do Bosque Alemão, da Ópera de Arame e do Tanguá, descendo nessa ordem, que é a do circuito, e faria o centro a pé.

Domingo no Largo

A Feira do Largo da Ordem vai das 9h às 14h e o ônibus custa R$ 3. Se o domingo não for o dia do trem, eu colocaria nele o dia do centro, sabendo que o Mercado Municipal fecha às 13h.

Volta de Morretes

Eu compraria o ônibus de volta na rodoviária de Morretes logo depois de descer do trem, porque os últimos horários costumam esgotar aos domingos.

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O que ver

Curitiba: O planalto

Curitiba ocupa o Primeiro Planalto Paranaense, com altitude média de cerca de 934 m, entre 865 m às margens do rio Iguaçu, no sul do município, e 1.021 m na Lamenha Pequena, ao norte. A Rua XV de Novembro, com o trecho de pedestres chamado Rua das Flores, a Praça Tiradentes, a Catedral, o Passeio Público e o comércio de rua. É o ponto de partida a pé para o Largo da Ordem e para o Centro Cívico.

O volume em forma de olho do Museu Oscar Niemeyer, branco e de vidro escuro, sobre o pilar amarelo pintado com figuras, sob céu azul.
Museu Oscar Niemeyer

Museu Oscar Niemeyer

EssencialCuritiba · Uma a duas horas

O MON ocupa um prédio projetado por Oscar Niemeyer em 1967 e um anexo em forma de olho, sobre uma torre de 30 m, que deu ao museu o apelido de Museu do Olho. O acervo, de artes visuais, arquitetura e design, inclui a coleção de Poty Lazzarotto doada em 2022. Abre de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada até as 17h30; o ingresso custa R$ 36 (meia de R$ 18), e a entrada é gratuita às quartas e no último domingo do mês, quando a bilheteria pode encerrar antes das 17h30 (site do museu, consultado em outubro de 2026).

Arte, arquitetura e design num prédio de Niemeyer com o anexo em forma de olho; fecha às segundas, e às quartas e no último domingo do mês a entrada é gratuita.

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O calçamento de pedra do Largo da Ordem com o casario histórico ao redor e a torre de uma igreja ao fundo, sob sol forte.
Largo da Ordem

Largo da Ordem

EssencialCuritiba · Até meia hora

O Largo Coronel Enéas, conhecido como Largo da Ordem, é o centro do Setor Histórico, quinze quadras de casario, igrejas e as Ruínas de São Francisco. Aos domingos, das 9h às 14h, a Feira do Largo da Ordem ocupa a Praça Garibaldi com artesanato e comida, da Rua São Francisco à Rua Martin Afonso. Nos outros dias o largo é mais calmo, com bares que servem a carne de onça.

É o que sobra da cidade antiga, em quinze quadras a pé; no domingo de manhã a feira de artesanato ocupa a Praça Garibaldi até as 14h.

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O palco e a plateia da Ópera de Arame sob a estrutura de tubos de metal e cobertura transparente, cercada de mata.
Ópera de Arame

Ópera de Arame

Vale a visitaCuritiba · Até meia hora

Teatro de tubos de aço e cobertura transparente, erguido em 75 dias e inaugurado em 1992 sobre o lago de uma antiga pedreira. O projeto é do arquiteto Domingos Bongestabs, e o acesso se faz por uma passarela sobre a água. Fica dentro do Parque das Pedreiras Jaime Lerner, que abre de terça a domingo, das 10h às 18h, e reúne também a Pedreira Paulo Leminski e a Rua da Música, polo de bares e restaurantes aberto em julho de 2025. Na abertura da Rua da Música, o ingresso da Experiência Música & Natureza, que dá acesso à Ópera, à Rua da Música e à programação de música instrumental, custava R$ 25 (meia de R$ 12,50), com entrada gratuita para moradores de Curitiba e região metropolitana de terça a sexta, mediante cadastro. Confira o valor atual na bilheteria do parque antes de ir.

O teatro de aço sobre o lago da pedreira se vê em menos de uma hora, mas fica longe do centro e o ingresso do parque é pago para quem não mora na região; vale junto com o Bosque Alemão e o Tanguá, de terça a domingo.

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O calçadão de pedra portuguesa da Rua XV de Novembro, com arcos de metal sobre o caminho, árvores e gente passando.
Rua XV de Novembro

Rua XV de Novembro

Vale a visitaParaná · Até meia hora

O trecho de pedestres, chamado Rua das Flores, foi fechado aos carros em 20 de maio de 1972 e tem piso de petit-pavé, canteiros e sobrados centenários. O prédio mais conhecido é o Palácio Avenida, cujas janelas recebem o coral de Natal em dezembro. É o eixo da caminhada pelo centro, entre a Avenida Luiz Xavier e a Rua Presidente Faria.

O calçadão de 1972 é o caminho natural entre o Setor Histórico e o Passeio Público, e se percorre em meia hora; atenção ao celular, porque o Centro concentra furtos.

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Sacos abertos de feijões, grãos e temperos com plaquinhas de preço numa banca do Mercado Municipal.
Mercado Municipal de Curitiba

Mercado Municipal de Curitiba

Vale a visitaCuritiba · Até meia hora

Bancas de frutas, queijos, embutidos e produtos regionais, além de restaurantes, na Avenida Sete de Setembro, 1865. Abre de terça a sábado das 8h às 18h e aos domingos das 8h às 13h, com os restaurantes até as 15h; às segundas a abertura é facultativa, das 8h às 14h. Feriados alteram o horário.

Bom para o café antes do Jardim Botânico, na mesma direção; aos domingos fecha às 13h, e às segundas a abertura é facultativa, das 8h às 14h.

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As duas torres e o mirante do Parque Tanguá, com os jatos da fonte na frente sob céu azul.
Parque Tanguá

Parque Tanguá

Vale a visitaAté meia hora

Aberto em 1996 em duas pedreiras desativadas, ao norte, no Pilarzinho e no Taboão. Tem lagos, um túnel e, na parte de cima, o Jardim Poty Lazzarotto com um mirante 65 m acima do lago. Abre das 6h às 20h; o mirante sobre o lago é a razão da visita.

O mirante sobre as pedreiras é o fecho do dia dos parques; fica no norte e abre até as 20h.

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O portal de entrada do bairro de Santa Felicidade, com a torre e o arco iluminados à noite sobre a avenida.
Santa Felicidade

Santa Felicidade

Vale a visitaCuritiba · Uma a duas horas

O bairro dos colonos italianos, no noroeste, conhecido pelos restaurantes de rodízio de massas, frango e polenta, e por casas do fim do século XIX como a Casa Culpi, de 1887, e a Casa dos Gerânios, de 1891. Vale para um jantar, de táxi ou aplicativo.

O jantar de rodízio italiano é a razão de ir; o bairro fica no noroeste, a uma corrida de táxi ou aplicativo.

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O portal de entrada do Passeio Público, branco e em arcos, com as árvores do parque atrás.
Passeio Público

Passeio Público

Se sobrar tempoCuritiba · Até meia hora

O parque mais antigo da cidade, inaugurado em 1886 sobre um banhado do rio Belém, que virou lago. Fica no Centro, entre a Rua XV e o caminho para o Centro Cívico, e serve de pausa curta na caminhada.

O parque mais antigo da cidade, de 1886, cabe como pausa no caminho para o Centro Cívico, mas não justifica um desvio.

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O roteiro do Nilo

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  1. Dia 1 · O Setor Histórico, a Rua XV e o Museu Oscar Niemeyer

    1. Evite que este dia caia numa segunda-feira, quando o MON fecha; se cair numa quarta, a entrada do museu é gratuita.

    2. Comece às 9h no Largo da Ordem e nas quadras do Setor Histórico; se for domingo, percorra a Feira do Largo da Ordem na Praça Garibaldi, que vai até as 14h.

    3. Desça até a Praça Tiradentes e a Catedral e entre na Rua XV de Novembro para oeste, pelo calçadão da Rua das Flores, até o Palácio Avenida, na ponta junto à Avenida Luiz Xavier.

    4. Volte pelo mesmo calçadão no sentido leste e almoce no Centro, ou suba de novo ao Largo da Ordem para a carne de onça.

    5. No fim do calçadão, na Rua Presidente Faria, siga para o norte até o Passeio Público e, dali, a pé ou de táxi ou aplicativo, até o Centro Cívico.

    6. Entre no Museu Oscar Niemeyer até as 17h30 (abre de terça a domingo, das 10h às 18h); às quartas e no último domingo do mês a entrada é gratuita e a bilheteria pode fechar antes.

    7. À noite, vá de táxi ou aplicativo a Santa Felicidade para o jantar de rodízio na Avenida Manoel Ribas.

  2. Dia 2 · Mercado, Jardim Botânico e os parques do norte

    1. Escolha um dia de terça a domingo, quando o Parque das Pedreiras abre.

    2. Às 8h30, tome o café no Mercado Municipal, na Avenida Sete de Setembro, 1865.

    3. Siga ao Jardim Botânico, aberto das 6h às 19h30, para a estufa, o jardim francês e o Espaço Cultural Frans Krajcberg.

    4. Pegue a Linha Turismo no ponto do Jardim Botânico (R$ 50, reembarque por 24 horas). O circuito tem sentido único e, na lista de paradas da URBS, passa pelo Bosque Alemão antes da Ópera de Arame e do Parque Tanguá; desça nessa ordem. De táxi ou aplicativo, a ordem pode ser a mesma.

    5. No Bosque Alemão, aberto das 6h às 20h, suba à Torre dos Filósofos.

    6. Volte à linha e desça no Parque das Pedreiras Jaime Lerner para a Ópera de Arame. O ingresso da Experiência Música & Natureza dá acesso à Ópera e à Rua da Música; almoce no restaurante de cardápio do dia todo, ao lado do Mirante da Ópera.

    7. Termine no Parque Tanguá, no mirante do Jardim Poty Lazzarotto. A Linha Turismo circula até o fim da tarde e o parque fica aberto até as 20h; para ficar até o pôr do sol, volte ao centro de táxi ou aplicativo.

  3. Dia 3 · Morretes pelo trem da Serra do Mar

    Bate-volta

    1. Morretes fica a 70 km de Curitiba, ao pé da serra. O trem da Serra Verde Express sai às 8h30 da Estação Rodoferroviária (Avenida Presidente Affonso Camargo, 330, nos fundos da rodoviária, bloco 3, Jardim Botânico), com chegada recomendada às 7h30, e leva cerca de 4h30, segundo a operadora, pela ferrovia de 1885, com 13 túneis, Mata Atlântica, vales e cascatas. A única parada para descer no caminho é o Pico do Marumbi, para quem vai ao parque; o trem não segue a Paranaguá nem a Antonina. Em 2026 há saídas diárias em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro, e nos outros meses às sextas, sábados, domingos e feriados. O bilhete só de trem, num sentido, parte de R$ 206, e o pacote com volta de van, de R$ 488 (consultado em 16 de outubro de 2026). Em Morretes, o centro histórico se percorre a pé às margens do rio Nhundiaquara, e o almoço é o barreado. Para voltar, os ônibus da Viação Graciosa saem da rodoviária local e chegam a Curitiba em pouco mais de uma hora; compre a passagem ao chegar. Quem prefere a serra no fim do dia pode fazer o inverso: ir de ônibus e voltar no trem que sai de Morretes às 15h; no verão de 2026, de 1º de janeiro a 1º de março, a saída foi às 16h, e o horário de cada temporada está no calendário da operadora. Antonina fica a cerca de 15 km de Morretes, por ônibus intermunicipal.

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Comida

Carne de onça

Prato típico de Curitiba desde a década de 1940: broa de centeio coberta de carne bovina moída fresca, servida crua, com cebola branca e cebolinha picadas. Foi declarada patrimônio imaterial da cidade em 2016 e recebeu do INPI a Indicação de Procedência em 20 de maio de 2025. Mais de 200 bares e restaurantes a servem, segundo a associação que pediu o registro.

Barreado

O prato do litoral do Paraná que se come em Morretes: carne bovina e toucinho, temperados e cozidos por quase um dia em panela de barro selada. Vem misturado à farinha de mandioca e acompanhado de banana em rodelas.

Pinhão

A semente da araucária, cozida ou assada, vendida em saquinhos e usada em pratos de inverno. Em 2026 a colheita, o transporte e a venda só são permitidos no Paraná a partir de 15 de abril, e o pinhão verde não pode ser vendido.

Rodízio de Santa Felicidade

O rodízio clássico dos restaurantes do bairro italiano traz massas artesanais, frango à passarinha, polenta frita e acompanhamentos, servidos à mesa em sequência.

Broa de centeio

O pão escuro de centeio dos imigrantes, base da carne de onça, também reconhecido com Indicação Geográfica.

Onde comer

  • Bar do Alemão · Largo da Ordem (São Francisco)

    Carne de onça: broa de centeio com carne bovina crua moída, cebola e cebolinha. O bar serve o prato desde a abertura e completou 46 anos em 2025; fica no Setor Histórico, no caminho da caminhada pelo Largo.

    Fonte · 2026-10-16

  • Madalosso · Santa Felicidade

    Rodízio italiano com massas artesanais, frango à passarinha e polenta frita, na casa que a família Madalosso, de origem italiana, abriu em 1963 num restaurante de 24 lugares e que hoje recebe cerca de 4,5 mil pessoas, na Avenida Manoel Ribas. É a escolha para um jantar longo em grupo; vá de táxi ou aplicativo.

    Fonte · 2026-10-16

  • Mercado Municipal de Curitiba · Mercado Municipal (Avenida Sete de Setembro)

    Café da manhã ou almoço entre bancas de queijos, embutidos e produtos regionais, com restaurantes dentro do mercado. Funciona de terça a sábado das 8h às 18h e aos domingos das 8h às 13h, com os restaurantes até as 15h.

    Fonte · 2026-10-16

  • Morretes (bate-volta)

    Barreado servido com farinha e banana, nos restaurantes da rua principal à beira do rio Nhundiaquara. Chegando de trem por volta do horário de almoço, é a refeição do dia.

$: carne de onça ou lanche de bar no Setor Histórico · $$: almoço em restaurante do Centro ou do Mercado Municipal · $$$: rodízio em Santa Felicidade · 2026-10-16

Bate-voltas

Morretes pelo trem da Serra do Mar

Morretes fica a 70 km de Curitiba, ao pé da serra. O trem da Serra Verde Express sai às 8h30 da Estação Rodoferroviária (Avenida Presidente Affonso Camargo, 330, nos fundos da rodoviária, bloco 3, Jardim Botânico), com chegada recomendada às 7h30, e leva cerca de 4h30, segundo a operadora, pela ferrovia de 1885, com 13 túneis, Mata Atlântica, vales e cascatas. A única parada para descer no caminho é o Pico do Marumbi, para quem vai ao parque; o trem não segue a Paranaguá nem a Antonina. Em 2026 há saídas diárias em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro, e nos outros meses às sextas, sábados, domingos e feriados. O bilhete só de trem, num sentido, parte de R$ 206, e o pacote com volta de van, de R$ 488 (consultado em 16 de outubro de 2026). Em Morretes, o centro histórico se percorre a pé às margens do rio Nhundiaquara, e o almoço é o barreado. Para voltar, os ônibus da Viação Graciosa saem da rodoviária local e chegam a Curitiba em pouco mais de uma hora; compre a passagem ao chegar. Quem prefere a serra no fim do dia pode fazer o inverso: ir de ônibus e voltar no trem que sai de Morretes às 15h; no verão de 2026, de 1º de janeiro a 1º de março, a saída foi às 16h, e o horário de cada temporada está no calendário da operadora. Antonina fica a cerca de 15 km de Morretes, por ônibus intermunicipal.

Por onde começar

Dinheiro

As duas torres e o mirante do Parque Tanguá, com os jatos da fonte na frente sob céu azul.
Parque Tanguá

A moeda é o real (R$). Em 2026 o ônibus urbano custa R$ 6, ou R$ 3 aos domingos e feriados, e a Linha Turismo R$ 50 por 24 horas de reembarque. O Jardim Botânico, o Parque Tanguá e o Bosque Alemão têm entrada gratuita. O Museu Oscar Niemeyer cobra R$ 36 (meia de R$ 18) e é gratuito às quartas e no último domingo do mês. No Parque das Pedreiras, o ingresso que inclui a Ópera de Arame custava R$ 25 (meia de R$ 12,50) na abertura da Rua da Música, em julho de 2025; o valor atual se confere na bilheteria. No trem para Morretes, o bilhete só de trem, num sentido, parte de R$ 206, e o pacote com ida de trem e volta de van parte de R$ 488 (site da Serra Verde Express, consultado em 16 de outubro de 2026, sem data de vigência publicada); vagões superiores custam mais. A operadora informa que, como transporte ferroviário regulado pela ANTT, não é obrigada a conceder os descontos previstos para atividades culturais.

Como chegar e se locomover

O volume em forma de olho do Museu Oscar Niemeyer, branco e de vidro escuro, sobre o pilar amarelo pintado com figuras, sob céu azul.
Museu Oscar Niemeyer

Do aeroporto

O Aeroporto Internacional Afonso Pena (CWB) fica em São José dos Pinhais, a 18 km do centro, e não tem trem. A linha metropolitana E32, Aeroporto/Terminal Boqueirão, sai a cada 20 minutos, das 5h40 às 23h20, todos os dias (horário em vigor desde 2 de março de 2026), e corre em boa parte por canaleta exclusiva; no Terminal Boqueirão, troque para o expresso 503 Boqueirão, que segue pelo eixo até o centro. Táxi e aplicativo fazem o trajeto direto.

Ônibus, ligeirinhos e estações-tubo

A Rede Integrada de Transporte usa corredores exclusivos com ônibus biarticulados, linhas diretas chamadas ligeirinhos e embarque em nível nas estações-tubo. A tarifa é R$ 6 em 2026, congelada pela Prefeitura, e cai para R$ 3 aos domingos e feriados.

Linha Turismo

Ônibus de dois andares que faz um circuito de sentido único por 26 pontos, a partir da Rua 24 Horas, com saídas a cada 30 minutos e cerca de três horas de volta completa. Na lista de paradas da URBS, a ordem é Jardim Botânico, Rodoferroviária e Mercado Municipal, depois Museu Oscar Niemeyer, Bosque Alemão, Ópera de Arame, Parque Tanguá e Santa Felicidade. O bilhete custa R$ 50 e permite reembarcar por 24 horas a partir do primeiro embarque; aceita dinheiro e cartão. Desde agosto de 2023 a linha roda todos os dias, das 8h30 às 17h30; confira na URBS se o horário mudou.

A pé e de carro

O Centro, o Setor Histórico e o Passeio Público se percorrem a pé. Os parques do norte, Santa Felicidade e a rodoferroviária pedem ônibus, táxi ou aplicativo. A Estação Rodoferroviária, onde saem o trem para Morretes e os ônibus intermunicipais, fica na Avenida Presidente Affonso Camargo, no bairro Jardim Botânico.

Segurança

Os furtos se concentram no Centro: de janeiro a março de 2026 foi o bairro com mais ocorrências da cidade, cerca de 1,6 mil furtos simples e 332 qualificados, segundo a Secretaria de Segurança do Paraná, efeito do grande movimento de pedestres e comércio. Guarde o celular ao andar pela Rua XV e pela Praça Tiradentes, e à noite prefira táxi ou aplicativo para atravessar ruas vazias. Em outubro de 2026 a Prefeitura criou uma patrulha da Guarda Municipal de atendimento ao turista, com guardas que falam inglês e espanhol, que passa a atender num posto na Rua Barão do Cerro Azul, 81, perto da Praça Tiradentes. Emergências: 190 para a Polícia Militar, 192 para o SAMU, 193 para os Bombeiros e 153 para a Guarda Municipal.

Dicas de etiqueta

O calçamento de pedra do Largo da Ordem com o casario histórico ao redor e a torre de uma igreja ao fundo, sob sol forte.
Largo da Ordem

No trem, o grupo paga junto

Os assentos são distribuídos automaticamente pela ordem do pagamento, e não se escolhe o lado da janela. Quem quer viajar ao lado de alguém precisa comprar na mesma transação.

Bebida e vidro vão no bagageiro

A operadora não permite bebida alcoólica, garrafa de vidro nem caixa térmica nos vagões de passageiros; esses itens são despachados no vagão-bagageiro.

Feira de domingo

A Feira do Largo da Ordem vai das 9h às 14h, e as barracas são desmontadas logo depois. Quem quer circular com calma chega no começo da manhã.

Erros a evitar

Deixar o museu e a Ópera para a segunda-feira

O Museu Oscar Niemeyer e o Parque das Pedreiras Jaime Lerner abrem de terça a domingo. Uma segunda livre serve melhor ao Jardim Botânico, que abre todos os dias.

Planejar o trem num dia de semana fora da alta temporada

De março a novembro, exceto na segunda quinzena de julho, o trem só sai às sextas, sábados, domingos e feriados. Confira o calendário de saídas antes de fechar as datas.

Chegar à estação em cima da hora

O trem parte às 8h30 e a operadora pede uma hora de antecedência. Quem compra no dia precisa estar na estação até as 7h30, sujeito a lugar disponível.

Esquecer o documento das crianças

Menores de 16 anos embarcam com documento original com foto; até 12 anos, vale a certidão de nascimento original. Sem documento, o embarque pode ser negado.

Deixar a passagem de volta de Morretes para depois

Os ônibus de volta a Curitiba costumam esgotar os últimos horários, sobretudo aos domingos. Compre na rodoviária de Morretes assim que chegar.

Contar com o Mercado Municipal no domingo à tarde

Aos domingos o Mercado fecha às 13h e os restaurantes às 15h.

Frases úteis

Vina

Salsicha, como no cachorro-quente com vina

Piá

Menino, garoto

Penal

Estojo escolar

Ligeirinho

Ônibus expresso de linha direta, com poucas paradas e embarque nas estações-tubo

Tubo

A estação-tubo de vidro onde se embarca nos ônibus expressos e diretos

Onde ficar

  • Centro · Primeira viagem, sem carro, para fazer a pé o Setor Histórico, a Rua XV e o Passeio Público: O Largo da Ordem, a Rua das Flores e a Praça Tiradentes ficam a poucas quadras, e o Centro Cívico e o MON a uma caminhada ou corrida curta. A Linha Turismo passa pela região. A desvantagem: é o bairro com mais furtos da cidade, por causa do movimento, e à noite convém táxi ou aplicativo para trechos vazios. Para os parques do norte e para a rodoferroviária, é preciso ônibus ou carro.
  • Jardim Botânico e Rodoferroviária · Quem vai pegar o trem das 8h30 e quer acordar perto da estação: A Estação Rodoferroviária, de onde saem o trem e os ônibus intermunicipais, e o Jardim Botânico ficam no mesmo bairro, e o Mercado Municipal está na mesma direção. A desvantagem: a área fica fora do circuito a pé do Setor Histórico, e para jantar e para o centro conte com táxi, aplicativo ou ônibus.

$: hostel ou hotel simples · $$: hotel de categoria média no Centro · $$$: hotel de categoria alta · 2026-10-16

Bairros

O calçamento de pedra do Largo da Ordem com o casario histórico ao redor e a torre de uma igreja ao fundo, sob sol forte.
Largo da Ordem

Centro

A Rua XV de Novembro, com o trecho de pedestres chamado Rua das Flores, a Praça Tiradentes, a Catedral, o Passeio Público e o comércio de rua. É o ponto de partida a pé para o Largo da Ordem e para o Centro Cívico.

São Francisco (Setor Histórico)

As quinze quadras do Setor Histórico, em volta do Largo da Ordem e da Praça Garibaldi, com casario do século XIX, igrejas, bares e a feira de artesanato de domingo.

O volume em forma de olho do Museu Oscar Niemeyer, branco e de vidro escuro, sobre o pilar amarelo pintado com figuras, sob céu azul.
Museu Oscar Niemeyer

Centro Cívico

Ao norte do Centro, reúne as sedes do governo estadual e o Museu Oscar Niemeyer. É uma área de prédios públicos e avenidas largas, traçada pelo Plano Agache.

Jardim Botânico

O bairro do Jardim Botânico e da Estação Rodoferroviária, de onde sai o trem para Morretes. O Mercado Municipal fica na mesma direção, na Avenida Sete de Setembro.

O palco e a plateia da Ópera de Arame sob a estrutura de tubos de metal e cobertura transparente, cercada de mata.
Ópera de Arame

Abranches, Pilarzinho e Vista Alegre

O norte dos parques: Parque das Pedreiras Jaime Lerner, com a Ópera de Arame, o Parque Tanguá e o Bosque Alemão. Fica a uma corrida de táxi ou aplicativo do centro, ou na rota da Linha Turismo.

O portal de entrada do bairro de Santa Felicidade, com a torre e o arco iluminados à noite sobre a avenida.
Santa Felicidade

Santa Felicidade

Bairro de colonização italiana no noroeste, ao longo da Avenida Manoel Ribas, com restaurantes de rodízio, vinícolas e casas de imigrantes do fim do século XIX.

História

séc. XVII · Ouro no planalto

Bandeirantes vindos do litoral de Paranaguá subiram a serra atrás de ouro; a expedição de Eleodoro Ébano Pereira é de 1649. O território era ocupado por povos caingangues, xoclengues e guaranis.

1661 · Nossa Senhora da Luz dos Pinhais

Em meados de 1661 forma-se a povoação que daria origem à cidade; em 1668 Gabriel de Lara ergue um pelourinho.

1693 · Vila

Em 29 de março de 1693 a povoação vira vila, criada por Mateus Martins Leme.

1720–1721 · O nome Curitiba

O ouvidor Rafael Pires Pardinho adota o nome Curitiba, de origem tupi e associado ao pinheiro, a araucária.

1730 · Caminho das tropas

A vila passa a integrar a rota de gado entre o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e vive do pouso dos tropeiros.

1853 · Capital do Paraná

Pela Lei Imperial nº 704, de 29 de agosto, o Paraná se separa de São Paulo e Curitiba vira capital da nova província. Curitiba já era cidade desde 1842.

1833–1895 · Os imigrantes

Chegam alemães desde 1833, poloneses em 1871, italianos em 1872 e ucranianos em 1895. Em 1876 havia vinte colônias agrícolas em volta da cidade.

1885 · A ferrovia desce a serra

Em 2 de fevereiro de 1885 é inaugurada a Estrada de Ferro Paranaguá–Curitiba, construída entre 1880 e 1885, a que hoje leva o trem turístico a Morretes.

1912 · Universidade do Paraná

Em 19 de dezembro de 1912 é criada a universidade que hoje é a Universidade Federal do Paraná.

1971–1974 · O urbanismo de Jaime Lerner

Jaime Lerner assume a prefeitura em 1971; em 20 de maio de 1972 parte da Rua XV de Novembro vira calçadão de pedestres, e em 1974 começa a operar a primeira linha do sistema de ônibus em corredores exclusivos.

1991–2002 · Os cartões-postais

Abrem o Jardim Botânico (5 de outubro de 1991), a Ópera de Arame (18 de março de 1992) e o Museu Oscar Niemeyer (22 de novembro de 2002, com o nome atual desde 2003).

História completa

Do ouro ao pouso dos tropeiros

A cidade começou como passagem. No século XVII, mineradores subiram da baía de Paranaguá ao planalto atrás de ouro, num território ocupado por caingangues, xoclengues e guaranis. Em meados de 1661 formou-se a povoação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, que em 1693 virou vila. O ouro rendeu pouco e declinou no fim daquele século, mas a vila ganhou outra função a partir de 1730, quando entrou na rota das tropas de gado que iam do Rio Grande do Sul a Minas Gerais. O nome Curitiba, adotado por volta de 1720, vem do tupi e é ligado ao pinheiro: a araucária, que ainda aparece em bosques e parques e cuja semente, o pinhão, se vende cozida a partir de meados de abril.

Capital de uma província nova

No século XIX, a erva-mate e a madeira devolveram o crescimento. Em 1853 o Paraná se separou da Província de São Paulo, e Curitiba, cidade desde 1842, virou capital. A ligação com o litoral, até então feita pela Estrada da Graciosa, ganhou em 1885 a ferrovia até Paranaguá, uma obra de cinco anos que atravessa a Serra do Mar por túneis e viadutos. Um ano depois, em 1886, a cidade inaugurou o Passeio Público, aberto sobre um banhado do rio Belém com dinheiro de ervateiros como o Barão do Serro Azul.

Uma cidade de imigrantes

Entre 1833 e o fim do século XIX chegaram alemães, poloneses, italianos e ucranianos, que formaram colônias agrícolas em volta do núcleo urbano. Esse desenho ainda se lê na cidade: Santa Felicidade, que recebeu muitos colonos do Vêneto e de Trento, é hoje o bairro dos restaurantes italianos; o Bosque Alemão homenageia a imigração alemã; e o Memorial Ucraniano, no Parque Tingui, guarda a réplica de uma igreja do interior do estado. No século XX vieram também japoneses, sírios e libaneses.

O planejamento como marca

O Plano Agache, dos anos 1940, abriu avenidas largas, previu o Centro Cívico e o Mercado Municipal. A virada veio com Jaime Lerner, prefeito a partir de 1971: o calçadão da Rua XV de Novembro em 1972, os corredores exclusivos de ônibus em 1974 e, nos anos 1990, as estações-tubo e os ônibus biarticulados. Os parques nasceram junto, alguns para conter enchentes, como o Barigui, de 1972, e outros em pedreiras desativadas, como a Ópera de Arame e o Parque Tanguá. É por isso que a visita a Curitiba combina um centro antigo pequeno com passeios a parques espalhados pelos bairros.

O trecho central da Rua XV de Novembro, entre a Avenida Luiz Xavier e a Rua Presidente Faria, foi fechado aos carros em 20 de maio de 1972, numa das primeiras obras de Jaime Lerner como prefeito.

A Ópera de Arame foi montada em 75 dias e inaugurada em 18 de março de 1992.

Geografia e forma da cidade

O planalto

Curitiba ocupa o Primeiro Planalto Paranaense, com altitude média de cerca de 934 m, entre 865 m às margens do rio Iguaçu, no sul do município, e 1.021 m na Lamenha Pequena, ao norte. A leste, a Serra do Mar separa a cidade do litoral; Morretes, ao pé da serra, fica a 70 km.

Clima

O clima é temperado oceânico (Cfb). Na normal 1991–2020 da estação de Curitiba, janeiro tem máxima média de 27,1 °C e 226 mm de chuva, e julho tem máxima de 20,1 °C e mínima de 9,3 °C. Agosto é o mês mais seco, com 82 mm. No inverno a geada é comum; neve é rara.

Rios, parques e eixos

Os rios Belém, Barigui e Iguaçu cortam a cidade, e vários parques foram desenhados ao longo deles para segurar as cheias. A vegetação original é a floresta com araucárias, hoje protegida por lei onde sobrevive. A cidade cresceu ao longo dos eixos de ônibus, e por isso os parques mais procurados ficam fora do centro, ao norte e a oeste.

Cultura

A igreja de madeira com cúpula em bulbo e o campanário do Memorial Ucraniano sobre o gramado, entre araucárias.
Memorial Ucraniano

Teatro e festivais

O Festival de Curitiba, de teatro, ocupa palcos, praças e ruas da cidade todo ano entre março e abril; a 34ª edição foi de 30 de março a 12 de abril de 2026. O Centro Cultural Teatro Guaíra, na Praça Santos Andrade, abriga a Orquestra Sinfônica do Paraná e o Balé Teatro Guaíra.

Escritores e artistas

Dalton Trevisan (1925–2024), contista de O Vampiro de Curitiba, e o poeta Paulo Leminski (1944–1989), que deu nome à Pedreira, são os nomes da literatura da cidade. Poty Lazzarotto (1924–1998), gravurista e muralista, deixou painéis em espaços públicos e tem a obra no MON.

Comunidades de imigrantes

Os descendentes de ucranianos e poloneses mantêm festas religiosas e de colheita, e o Memorial Ucraniano, no Parque Tingui, é o lugar das celebrações da comunidade ucraniana apoiadas pela Prefeitura. Santa Felicidade guarda a tradição italiana na comida e nos grupos folclóricos.

Festas e eventos

Festival de Curitiba

Março e abril. Teatro, dança, circo e música em teatros e ruas; em 2026 foi de 30 de março a 12 de abril, com ingressos de graça a R$ 85, mais taxas, conforme o espetáculo.

Natal de Curitiba

Fim de novembro a dezembro. Em 2026 a abertura está marcada para 24 de novembro na Praça Santos Andrade, com programação até 30 de dezembro. O coral de crianças e adolescentes nas janelas do Palácio Avenida se apresenta em 11, 12, 13, 18, 19 e 20 de dezembro, às 20h15.

Festas ucranianas

Bênção dos alimentos no sábado de Aleluia, Festa Nacional da Ucrânia em agosto, Festa da Colheita em outubro e São Nicolau em novembro, no Memorial Ucraniano. As datas exatas saem a cada ano.

Livros e filmes

O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan (1965)

Contos curtos sobre a vida miúda da cidade, do autor curitibano mais conhecido, que viveu em Curitiba até morrer, em 2024.

Perguntas frequentes

Curitiba: como ir do aeroporto ao centro?

O aeroporto, a 18 km do centro, não tem trem. A linha metropolitana E32 sai a cada 20 minutos, das 5h40 às 23h20, até o Terminal Boqueirão, onde se troca para o expresso 503 Boqueirão até o centro; táxi e aplicativo fazem o trajeto direto.

Curitiba: quantos dias ficar?

Três dias: um a pé pelo Setor Histórico e pelo MON, outro pelos parques e o terceiro no trem até Morretes. Fora da alta temporada o trem só sai de sexta a domingo e nos feriados, e o MON e o Parque das Pedreiras fecham às segundas: monte a viagem de quarta a sexta ou de sexta a domingo.

Curitiba: como funciona o trem para Morretes?

Sai às 8h30 da Estação Rodoferroviária, com chegada recomendada às 7h30, e leva cerca de 4h30. Em 2026 sai todo dia em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro, e nos outros meses às sextas, sábados, domingos e feriados; nos meses diários e em novembro, compre com sete dias de antecedência.

Curitiba: como voltar de Morretes?

O bilhete só de trem vale num sentido e partia de R$ 206 em outubro de 2026. A volta mais rápida é de ônibus da Viação Graciosa, em pouco mais de uma hora; compre a passagem na rodoviária de Morretes ao chegar, porque os últimos horários costumam esgotar aos domingos. O pacote com volta de van partia de R$ 488.

Curitiba: qual é a melhor época?

Abril e maio juntam pouca chuva e temperatura amena; agosto também é seco, mas pede casaco. O inverno é frio, com geada comum em julho, e janeiro é o mês mais chuvoso.

Curitiba: onde ficar?

No Centro, para fazer a pé o Setor Histórico e a Rua XV; é o bairro com mais furtos, e à noite convém táxi ou aplicativo nos trechos vazios. Quem vai pegar o trem das 8h30 pode dormir no Jardim Botânico, perto da Rodoferroviária, fora do circuito a pé.

Outras cidades do país

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