
Brasil
Curitiba
Jardim Botânico, Largo da Ordem, Ópera de Arame e o trem da Serra do Mar até Morretes
Dias Comece pelo programa básico e escolha as extensões conforme o tempo disponível.
Como o guia chega a este número
Dois são da cidade: um a pé pelo Setor Histórico, pela Rua XV e pelo Museu Oscar Niemeyer, com jantar em Santa Felicidade; outro pelos parques, do Jardim Botânico ao Bosque Alemão, à Ópera de Arame e ao Parque Tanguá no fim da tarde, de Linha Turismo ou aplicativo. O terceiro é do trem: descer a Serra do Mar até Morretes de manhã, almoçar barreado e voltar de ônibus. Como o trem fora da alta temporada só sai de sexta a domingo e nos feriados, e o MON e o Parque das Pedreiras fecham às segundas, eu montaria a viagem de quarta a sexta, com o museu de graça na quarta e o trem na sexta, ou de sexta a domingo, com o trem no domingo.
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Quando Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio.
Como o guia chega a este número
Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.
Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio. Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.
Por pessoa/dia Econômico cerca de 195 BRL; médio cerca de 478 BRL; confortável cerca de 1.120 BRL por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Como o guia chega a este número
Por pessoa e por dia: hospedagem, refeições, transporte urbano, visitas e uma margem para extras. Voos não incluídos; compras maiores variam. Estimativa editorial, não cotação.
O que o Nilo achaEu ficaria três dias. Dois são da cidade: um a pé pelo Setor Histórico, pela Rua XV e pelo Museu Oscar Niemeyer, com jantar em Santa Felicidade; outro pelos parques, do Jardim Botânico ao Bosque Alemão, à Ópera de Arame e ao Parque Tanguá no fim da tarde, de Linha Turismo ou aplicativo. O terceiro é do trem: descer a Serra do Mar até Morretes de manhã, almoçar barreado e voltar de ônibus. Como o trem fora da alta temporada só sai de sexta a domingo e nos feriados, e o MON e o Parque das Pedreiras fecham às segundas, eu montaria a viagem de quarta a sexta, com o museu de graça na quarta e o trem na sexta, ou de sexta a domingo, com o trem no domingo.Curitiba é uma cidade em que o passeio acontece entre parques. A estufa de vidro do Jardim Botânico fica diante de um jardim francês; a Ópera de Arame é um teatro de tubos de aço montado sobre o lago de uma pedreira desativada; o Parque Tanguá ocupa outras duas pedreiras e termina num mirante sobre a água. No centro, quinze quadras de casario em volta do Largo da Ordem guardam a cidade antiga, e o trecho central da Rua XV de Novembro mostra a cidade que, em 1972, tirou os carros de uma rua comercial. Os imigrantes estão no prato, com a carne de onça na broa de centeio e o rodízio de massas e polenta de Santa Felicidade, e também no Memorial Ucraniano, que guarda pêssankas, ovos pintados à mão. E a 70 km fica o trem que desce a Serra do Mar por túneis e Mata Atlântica até Morretes, onde o almoço é o barreado.
Ficha rápida
- População
- 1.773.718 habitantes no município (Censo IBGE 2022); 1.830.795 na estimativa do IBGE para 2025
- Fundação
- Povoação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais em meados de 1661; vila em 29 de março de 1693; cidade em 1842; capital da Província do Paraná desde 1853
- País e região
- Brasil, capital do estado do Paraná, no Primeiro Planalto, a cerca de 934 m de altitude média
- Idioma
- Português
- Moeda
- Real (R$, BRL)
- Fuso horário
- UTC−3 (horário de Brasília)
- Melhor época
- Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio. Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.
- Custo médio por dia
- Econômico cerca de 195 BRL; médio cerca de 478 BRL; confortável cerca de 1.120 BRL por pessoa, segundo o gasto que viajantes relatam ao Budget Your Trip (consulta de outubro de 2026).
Quando ir
Abril, maio e agosto; são os meses de menos chuva na normal 1991–2020, com agosto ainda frio. Junho e julho também têm pouca chuva, mas são os meses das noites mais frias, com geada comum. Janeiro é o mês mais chuvoso.
janeiro
fevereiro
março
abril
Melhor épocamaio
Melhor épocajunho
julho
agosto
Melhor épocasetembro
outubro
novembro
dezembro
O que muda ao longo do ano
Na normal climatológica de 1991 a 2020 da estação de Curitiba, os meses de menos chuva são agosto (82 mm), abril (88 mm) e maio (96 mm). Janeiro é o mais chuvoso, com 226 mm; janeiro e fevereiro são os mais quentes, com máximas médias em torno de 27 °C. O inverno é frio: julho tem máxima de 20,1 °C e mínima de 9,3 °C, e a geada é comum. Para quem vai pelos parques e pelo trem, abril e maio juntam pouca chuva e temperatura amena; agosto é seco, mas pede casaco. O calendário do trem também pesa: em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro há saída todos os dias, e a operadora recomenda comprar com pelo menos sete dias de antecedência nesses meses e em novembro; nos outros meses, só às sextas, sábados, domingos e feriados. O pinhão chega aos mercados a partir de 15 de abril.
Dicas do Nilo
Encaixe o trem primeiro
Fora da alta temporada, o trem para Morretes só sai às sextas, sábados, domingos e feriados. Eu marcaria a data do trem antes de tudo e distribuiria os dois dias de cidade em volta dele, longe da segunda-feira.
MON de graça às quartas
O Museu Oscar Niemeyer é gratuito às quartas e no último domingo do mês. Se um dos dias de cidade cair numa quarta, eu poria o museu nele e chegaria cedo, porque nesses dias a bilheteria pode fechar antes das 17h30.
Linha Turismo no dia dos parques
O bilhete de R$ 50 vale por 24 horas de reembarque. Eu o usaria no dia do Jardim Botânico, do Bosque Alemão, da Ópera de Arame e do Tanguá, descendo nessa ordem, que é a do circuito, e faria o centro a pé.
Domingo no Largo
A Feira do Largo da Ordem vai das 9h às 14h e o ônibus custa R$ 3. Se o domingo não for o dia do trem, eu colocaria nele o dia do centro, sabendo que o Mercado Municipal fecha às 13h.
Volta de Morretes
Eu compraria o ônibus de volta na rodoviária de Morretes logo depois de descer do trem, porque os últimos horários costumam esgotar aos domingos.
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Abrir o appO que ver
Curitiba: O planalto
Curitiba ocupa o Primeiro Planalto Paranaense, com altitude média de cerca de 934 m, entre 865 m às margens do rio Iguaçu, no sul do município, e 1.021 m na Lamenha Pequena, ao norte. A Rua XV de Novembro, com o trecho de pedestres chamado Rua das Flores, a Praça Tiradentes, a Catedral, o Passeio Público e o comércio de rua. É o ponto de partida a pé para o Largo da Ordem e para o Centro Cívico.

Jardim Botânico de Curitiba
Aberto em 1991, o Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter tem 278 mil m², com um jardim em estilo francês diante da estufa de ferro e vidro de três abóbadas, inspirada no Palácio de Cristal de Londres. Dentro, a estufa mantém espécies da Mata Atlântica. O conjunto inclui o Espaço Cultural Frans Krajcberg, com esculturas feitas de restos de árvores queimadas, e o Jardim das Sensações, um percurso de meia hora. O parque abre todos os dias das 6h às 19h30, com entrada gratuita; o Jardim das Sensações funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. A estufa pode fechar para manutenção, como em abril de 2026; a visita pode ser interrompida com chuva forte.
É o cartão-postal da cidade e abre todos os dias, das 6h às 19h30, de graça: a estufa e o jardim francês pedem uma manhã, e funcionam até numa segunda-feira, quando o museu e a Ópera fecham.
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Museu Oscar Niemeyer
O MON ocupa um prédio projetado por Oscar Niemeyer em 1967 e um anexo em forma de olho, sobre uma torre de 30 m, que deu ao museu o apelido de Museu do Olho. O acervo, de artes visuais, arquitetura e design, inclui a coleção de Poty Lazzarotto doada em 2022. Abre de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada até as 17h30; o ingresso custa R$ 36 (meia de R$ 18), e a entrada é gratuita às quartas e no último domingo do mês, quando a bilheteria pode encerrar antes das 17h30 (site do museu, consultado em outubro de 2026).
Arte, arquitetura e design num prédio de Niemeyer com o anexo em forma de olho; fecha às segundas, e às quartas e no último domingo do mês a entrada é gratuita.
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Largo da Ordem
O Largo Coronel Enéas, conhecido como Largo da Ordem, é o centro do Setor Histórico, quinze quadras de casario, igrejas e as Ruínas de São Francisco. Aos domingos, das 9h às 14h, a Feira do Largo da Ordem ocupa a Praça Garibaldi com artesanato e comida, da Rua São Francisco à Rua Martin Afonso. Nos outros dias o largo é mais calmo, com bares que servem a carne de onça.
É o que sobra da cidade antiga, em quinze quadras a pé; no domingo de manhã a feira de artesanato ocupa a Praça Garibaldi até as 14h.
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Ópera de Arame
Teatro de tubos de aço e cobertura transparente, erguido em 75 dias e inaugurado em 1992 sobre o lago de uma antiga pedreira. O projeto é do arquiteto Domingos Bongestabs, e o acesso se faz por uma passarela sobre a água. Fica dentro do Parque das Pedreiras Jaime Lerner, que abre de terça a domingo, das 10h às 18h, e reúne também a Pedreira Paulo Leminski e a Rua da Música, polo de bares e restaurantes aberto em julho de 2025. Na abertura da Rua da Música, o ingresso da Experiência Música & Natureza, que dá acesso à Ópera, à Rua da Música e à programação de música instrumental, custava R$ 25 (meia de R$ 12,50), com entrada gratuita para moradores de Curitiba e região metropolitana de terça a sexta, mediante cadastro. Confira o valor atual na bilheteria do parque antes de ir.
O teatro de aço sobre o lago da pedreira se vê em menos de uma hora, mas fica longe do centro e o ingresso do parque é pago para quem não mora na região; vale junto com o Bosque Alemão e o Tanguá, de terça a domingo.
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Rua XV de Novembro
O trecho de pedestres, chamado Rua das Flores, foi fechado aos carros em 20 de maio de 1972 e tem piso de petit-pavé, canteiros e sobrados centenários. O prédio mais conhecido é o Palácio Avenida, cujas janelas recebem o coral de Natal em dezembro. É o eixo da caminhada pelo centro, entre a Avenida Luiz Xavier e a Rua Presidente Faria.
O calçadão de 1972 é o caminho natural entre o Setor Histórico e o Passeio Público, e se percorre em meia hora; atenção ao celular, porque o Centro concentra furtos.
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Mercado Municipal de Curitiba
Bancas de frutas, queijos, embutidos e produtos regionais, além de restaurantes, na Avenida Sete de Setembro, 1865. Abre de terça a sábado das 8h às 18h e aos domingos das 8h às 13h, com os restaurantes até as 15h; às segundas a abertura é facultativa, das 8h às 14h. Feriados alteram o horário.
Bom para o café antes do Jardim Botânico, na mesma direção; aos domingos fecha às 13h, e às segundas a abertura é facultativa, das 8h às 14h.
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Parque Tanguá
Aberto em 1996 em duas pedreiras desativadas, ao norte, no Pilarzinho e no Taboão. Tem lagos, um túnel e, na parte de cima, o Jardim Poty Lazzarotto com um mirante 65 m acima do lago. Abre das 6h às 20h; o mirante sobre o lago é a razão da visita.
O mirante sobre as pedreiras é o fecho do dia dos parques; fica no norte e abre até as 20h.
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Santa Felicidade
O bairro dos colonos italianos, no noroeste, conhecido pelos restaurantes de rodízio de massas, frango e polenta, e por casas do fim do século XIX como a Casa Culpi, de 1887, e a Casa dos Gerânios, de 1891. Vale para um jantar, de táxi ou aplicativo.
O jantar de rodízio italiano é a razão de ir; o bairro fica no noroeste, a uma corrida de táxi ou aplicativo.
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Passeio Público
O parque mais antigo da cidade, inaugurado em 1886 sobre um banhado do rio Belém, que virou lago. Fica no Centro, entre a Rua XV e o caminho para o Centro Cívico, e serve de pausa curta na caminhada.
O parque mais antigo da cidade, de 1886, cabe como pausa no caminho para o Centro Cívico, mas não justifica um desvio.
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O roteiro do Nilo
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Organizar meus dias no app ↗Dia 1 · O Setor Histórico, a Rua XV e o Museu Oscar Niemeyer
Evite que este dia caia numa segunda-feira, quando o MON fecha; se cair numa quarta, a entrada do museu é gratuita.
Comece às 9h no Largo da Ordem e nas quadras do Setor Histórico; se for domingo, percorra a Feira do Largo da Ordem na Praça Garibaldi, que vai até as 14h.
Desça até a Praça Tiradentes e a Catedral e entre na Rua XV de Novembro para oeste, pelo calçadão da Rua das Flores, até o Palácio Avenida, na ponta junto à Avenida Luiz Xavier.
Volte pelo mesmo calçadão no sentido leste e almoce no Centro, ou suba de novo ao Largo da Ordem para a carne de onça.
No fim do calçadão, na Rua Presidente Faria, siga para o norte até o Passeio Público e, dali, a pé ou de táxi ou aplicativo, até o Centro Cívico.
Entre no Museu Oscar Niemeyer até as 17h30 (abre de terça a domingo, das 10h às 18h); às quartas e no último domingo do mês a entrada é gratuita e a bilheteria pode fechar antes.
À noite, vá de táxi ou aplicativo a Santa Felicidade para o jantar de rodízio na Avenida Manoel Ribas.
Dia 2 · Mercado, Jardim Botânico e os parques do norte
Escolha um dia de terça a domingo, quando o Parque das Pedreiras abre.
Às 8h30, tome o café no Mercado Municipal, na Avenida Sete de Setembro, 1865.
Siga ao Jardim Botânico, aberto das 6h às 19h30, para a estufa, o jardim francês e o Espaço Cultural Frans Krajcberg.
Pegue a Linha Turismo no ponto do Jardim Botânico (R$ 50, reembarque por 24 horas). O circuito tem sentido único e, na lista de paradas da URBS, passa pelo Bosque Alemão antes da Ópera de Arame e do Parque Tanguá; desça nessa ordem. De táxi ou aplicativo, a ordem pode ser a mesma.
No Bosque Alemão, aberto das 6h às 20h, suba à Torre dos Filósofos.
Volte à linha e desça no Parque das Pedreiras Jaime Lerner para a Ópera de Arame. O ingresso da Experiência Música & Natureza dá acesso à Ópera e à Rua da Música; almoce no restaurante de cardápio do dia todo, ao lado do Mirante da Ópera.
Termine no Parque Tanguá, no mirante do Jardim Poty Lazzarotto. A Linha Turismo circula até o fim da tarde e o parque fica aberto até as 20h; para ficar até o pôr do sol, volte ao centro de táxi ou aplicativo.
Dia 3 · Morretes pelo trem da Serra do Mar
Bate-volta
Morretes fica a 70 km de Curitiba, ao pé da serra. O trem da Serra Verde Express sai às 8h30 da Estação Rodoferroviária (Avenida Presidente Affonso Camargo, 330, nos fundos da rodoviária, bloco 3, Jardim Botânico), com chegada recomendada às 7h30, e leva cerca de 4h30, segundo a operadora, pela ferrovia de 1885, com 13 túneis, Mata Atlântica, vales e cascatas. A única parada para descer no caminho é o Pico do Marumbi, para quem vai ao parque; o trem não segue a Paranaguá nem a Antonina. Em 2026 há saídas diárias em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro, e nos outros meses às sextas, sábados, domingos e feriados. O bilhete só de trem, num sentido, parte de R$ 206, e o pacote com volta de van, de R$ 488 (consultado em 16 de outubro de 2026). Em Morretes, o centro histórico se percorre a pé às margens do rio Nhundiaquara, e o almoço é o barreado. Para voltar, os ônibus da Viação Graciosa saem da rodoviária local e chegam a Curitiba em pouco mais de uma hora; compre a passagem ao chegar. Quem prefere a serra no fim do dia pode fazer o inverso: ir de ônibus e voltar no trem que sai de Morretes às 15h; no verão de 2026, de 1º de janeiro a 1º de março, a saída foi às 16h, e o horário de cada temporada está no calendário da operadora. Antonina fica a cerca de 15 km de Morretes, por ônibus intermunicipal.
Comida
Carne de onça
Prato típico de Curitiba desde a década de 1940: broa de centeio coberta de carne bovina moída fresca, servida crua, com cebola branca e cebolinha picadas. Foi declarada patrimônio imaterial da cidade em 2016 e recebeu do INPI a Indicação de Procedência em 20 de maio de 2025. Mais de 200 bares e restaurantes a servem, segundo a associação que pediu o registro.
Barreado
O prato do litoral do Paraná que se come em Morretes: carne bovina e toucinho, temperados e cozidos por quase um dia em panela de barro selada. Vem misturado à farinha de mandioca e acompanhado de banana em rodelas.
Pinhão
A semente da araucária, cozida ou assada, vendida em saquinhos e usada em pratos de inverno. Em 2026 a colheita, o transporte e a venda só são permitidos no Paraná a partir de 15 de abril, e o pinhão verde não pode ser vendido.
Rodízio de Santa Felicidade
O rodízio clássico dos restaurantes do bairro italiano traz massas artesanais, frango à passarinha, polenta frita e acompanhamentos, servidos à mesa em sequência.
Broa de centeio
O pão escuro de centeio dos imigrantes, base da carne de onça, também reconhecido com Indicação Geográfica.
Onde comer
- Bar do Alemão · Largo da Ordem (São Francisco)
Carne de onça: broa de centeio com carne bovina crua moída, cebola e cebolinha. O bar serve o prato desde a abertura e completou 46 anos em 2025; fica no Setor Histórico, no caminho da caminhada pelo Largo.
Fonte · 2026-10-16
- Madalosso · Santa Felicidade
Rodízio italiano com massas artesanais, frango à passarinha e polenta frita, na casa que a família Madalosso, de origem italiana, abriu em 1963 num restaurante de 24 lugares e que hoje recebe cerca de 4,5 mil pessoas, na Avenida Manoel Ribas. É a escolha para um jantar longo em grupo; vá de táxi ou aplicativo.
Fonte · 2026-10-16
- Mercado Municipal de Curitiba · Mercado Municipal (Avenida Sete de Setembro)
Café da manhã ou almoço entre bancas de queijos, embutidos e produtos regionais, com restaurantes dentro do mercado. Funciona de terça a sábado das 8h às 18h e aos domingos das 8h às 13h, com os restaurantes até as 15h.
Fonte · 2026-10-16
- Morretes (bate-volta)
Barreado servido com farinha e banana, nos restaurantes da rua principal à beira do rio Nhundiaquara. Chegando de trem por volta do horário de almoço, é a refeição do dia.
$: carne de onça ou lanche de bar no Setor Histórico · $$: almoço em restaurante do Centro ou do Mercado Municipal · $$$: rodízio em Santa Felicidade · 2026-10-16
Bate-voltas
Morretes pelo trem da Serra do Mar
Morretes fica a 70 km de Curitiba, ao pé da serra. O trem da Serra Verde Express sai às 8h30 da Estação Rodoferroviária (Avenida Presidente Affonso Camargo, 330, nos fundos da rodoviária, bloco 3, Jardim Botânico), com chegada recomendada às 7h30, e leva cerca de 4h30, segundo a operadora, pela ferrovia de 1885, com 13 túneis, Mata Atlântica, vales e cascatas. A única parada para descer no caminho é o Pico do Marumbi, para quem vai ao parque; o trem não segue a Paranaguá nem a Antonina. Em 2026 há saídas diárias em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro, e nos outros meses às sextas, sábados, domingos e feriados. O bilhete só de trem, num sentido, parte de R$ 206, e o pacote com volta de van, de R$ 488 (consultado em 16 de outubro de 2026). Em Morretes, o centro histórico se percorre a pé às margens do rio Nhundiaquara, e o almoço é o barreado. Para voltar, os ônibus da Viação Graciosa saem da rodoviária local e chegam a Curitiba em pouco mais de uma hora; compre a passagem ao chegar. Quem prefere a serra no fim do dia pode fazer o inverso: ir de ônibus e voltar no trem que sai de Morretes às 15h; no verão de 2026, de 1º de janeiro a 1º de março, a saída foi às 16h, e o horário de cada temporada está no calendário da operadora. Antonina fica a cerca de 15 km de Morretes, por ônibus intermunicipal.
Por onde começar
O Setor Histórico, a Rua XV e o Museu Oscar Niemeyer

Evite que este dia caia numa segunda-feira, quando o MON fecha; se cair numa quarta, a entrada do museu é gratuita.
Mercado, Jardim Botânico e os parques do norte

Escolha um dia de terça a domingo, quando o Parque das Pedreiras abre.
Dinheiro

A moeda é o real (R$). Em 2026 o ônibus urbano custa R$ 6, ou R$ 3 aos domingos e feriados, e a Linha Turismo R$ 50 por 24 horas de reembarque. O Jardim Botânico, o Parque Tanguá e o Bosque Alemão têm entrada gratuita. O Museu Oscar Niemeyer cobra R$ 36 (meia de R$ 18) e é gratuito às quartas e no último domingo do mês. No Parque das Pedreiras, o ingresso que inclui a Ópera de Arame custava R$ 25 (meia de R$ 12,50) na abertura da Rua da Música, em julho de 2025; o valor atual se confere na bilheteria. No trem para Morretes, o bilhete só de trem, num sentido, parte de R$ 206, e o pacote com ida de trem e volta de van parte de R$ 488 (site da Serra Verde Express, consultado em 16 de outubro de 2026, sem data de vigência publicada); vagões superiores custam mais. A operadora informa que, como transporte ferroviário regulado pela ANTT, não é obrigada a conceder os descontos previstos para atividades culturais.
Como chegar e se locomover

Do aeroporto
O Aeroporto Internacional Afonso Pena (CWB) fica em São José dos Pinhais, a 18 km do centro, e não tem trem. A linha metropolitana E32, Aeroporto/Terminal Boqueirão, sai a cada 20 minutos, das 5h40 às 23h20, todos os dias (horário em vigor desde 2 de março de 2026), e corre em boa parte por canaleta exclusiva; no Terminal Boqueirão, troque para o expresso 503 Boqueirão, que segue pelo eixo até o centro. Táxi e aplicativo fazem o trajeto direto.
Ônibus, ligeirinhos e estações-tubo
A Rede Integrada de Transporte usa corredores exclusivos com ônibus biarticulados, linhas diretas chamadas ligeirinhos e embarque em nível nas estações-tubo. A tarifa é R$ 6 em 2026, congelada pela Prefeitura, e cai para R$ 3 aos domingos e feriados.
Linha Turismo
Ônibus de dois andares que faz um circuito de sentido único por 26 pontos, a partir da Rua 24 Horas, com saídas a cada 30 minutos e cerca de três horas de volta completa. Na lista de paradas da URBS, a ordem é Jardim Botânico, Rodoferroviária e Mercado Municipal, depois Museu Oscar Niemeyer, Bosque Alemão, Ópera de Arame, Parque Tanguá e Santa Felicidade. O bilhete custa R$ 50 e permite reembarcar por 24 horas a partir do primeiro embarque; aceita dinheiro e cartão. Desde agosto de 2023 a linha roda todos os dias, das 8h30 às 17h30; confira na URBS se o horário mudou.
A pé e de carro
O Centro, o Setor Histórico e o Passeio Público se percorrem a pé. Os parques do norte, Santa Felicidade e a rodoferroviária pedem ônibus, táxi ou aplicativo. A Estação Rodoferroviária, onde saem o trem para Morretes e os ônibus intermunicipais, fica na Avenida Presidente Affonso Camargo, no bairro Jardim Botânico.
Segurança
Os furtos se concentram no Centro: de janeiro a março de 2026 foi o bairro com mais ocorrências da cidade, cerca de 1,6 mil furtos simples e 332 qualificados, segundo a Secretaria de Segurança do Paraná, efeito do grande movimento de pedestres e comércio. Guarde o celular ao andar pela Rua XV e pela Praça Tiradentes, e à noite prefira táxi ou aplicativo para atravessar ruas vazias. Em outubro de 2026 a Prefeitura criou uma patrulha da Guarda Municipal de atendimento ao turista, com guardas que falam inglês e espanhol, que passa a atender num posto na Rua Barão do Cerro Azul, 81, perto da Praça Tiradentes. Emergências: 190 para a Polícia Militar, 192 para o SAMU, 193 para os Bombeiros e 153 para a Guarda Municipal.
Dicas de etiqueta

No trem, o grupo paga junto
Os assentos são distribuídos automaticamente pela ordem do pagamento, e não se escolhe o lado da janela. Quem quer viajar ao lado de alguém precisa comprar na mesma transação.
Bebida e vidro vão no bagageiro
A operadora não permite bebida alcoólica, garrafa de vidro nem caixa térmica nos vagões de passageiros; esses itens são despachados no vagão-bagageiro.
Feira de domingo
A Feira do Largo da Ordem vai das 9h às 14h, e as barracas são desmontadas logo depois. Quem quer circular com calma chega no começo da manhã.
Erros a evitar
Deixar o museu e a Ópera para a segunda-feira
O Museu Oscar Niemeyer e o Parque das Pedreiras Jaime Lerner abrem de terça a domingo. Uma segunda livre serve melhor ao Jardim Botânico, que abre todos os dias.
Planejar o trem num dia de semana fora da alta temporada
De março a novembro, exceto na segunda quinzena de julho, o trem só sai às sextas, sábados, domingos e feriados. Confira o calendário de saídas antes de fechar as datas.
Chegar à estação em cima da hora
O trem parte às 8h30 e a operadora pede uma hora de antecedência. Quem compra no dia precisa estar na estação até as 7h30, sujeito a lugar disponível.
Esquecer o documento das crianças
Menores de 16 anos embarcam com documento original com foto; até 12 anos, vale a certidão de nascimento original. Sem documento, o embarque pode ser negado.
Deixar a passagem de volta de Morretes para depois
Os ônibus de volta a Curitiba costumam esgotar os últimos horários, sobretudo aos domingos. Compre na rodoviária de Morretes assim que chegar.
Contar com o Mercado Municipal no domingo à tarde
Aos domingos o Mercado fecha às 13h e os restaurantes às 15h.
Frases úteis
Vina
Salsicha, como no cachorro-quente com vina
Piá
Menino, garoto
Penal
Estojo escolar
Ligeirinho
Ônibus expresso de linha direta, com poucas paradas e embarque nas estações-tubo
Tubo
A estação-tubo de vidro onde se embarca nos ônibus expressos e diretos
Onde ficar
- Centro · Primeira viagem, sem carro, para fazer a pé o Setor Histórico, a Rua XV e o Passeio Público: O Largo da Ordem, a Rua das Flores e a Praça Tiradentes ficam a poucas quadras, e o Centro Cívico e o MON a uma caminhada ou corrida curta. A Linha Turismo passa pela região. A desvantagem: é o bairro com mais furtos da cidade, por causa do movimento, e à noite convém táxi ou aplicativo para trechos vazios. Para os parques do norte e para a rodoferroviária, é preciso ônibus ou carro.
- Jardim Botânico e Rodoferroviária · Quem vai pegar o trem das 8h30 e quer acordar perto da estação: A Estação Rodoferroviária, de onde saem o trem e os ônibus intermunicipais, e o Jardim Botânico ficam no mesmo bairro, e o Mercado Municipal está na mesma direção. A desvantagem: a área fica fora do circuito a pé do Setor Histórico, e para jantar e para o centro conte com táxi, aplicativo ou ônibus.
$: hostel ou hotel simples · $$: hotel de categoria média no Centro · $$$: hotel de categoria alta · 2026-10-16
Bairros

Centro
A Rua XV de Novembro, com o trecho de pedestres chamado Rua das Flores, a Praça Tiradentes, a Catedral, o Passeio Público e o comércio de rua. É o ponto de partida a pé para o Largo da Ordem e para o Centro Cívico.
São Francisco (Setor Histórico)
As quinze quadras do Setor Histórico, em volta do Largo da Ordem e da Praça Garibaldi, com casario do século XIX, igrejas, bares e a feira de artesanato de domingo.

Centro Cívico
Ao norte do Centro, reúne as sedes do governo estadual e o Museu Oscar Niemeyer. É uma área de prédios públicos e avenidas largas, traçada pelo Plano Agache.
Jardim Botânico
O bairro do Jardim Botânico e da Estação Rodoferroviária, de onde sai o trem para Morretes. O Mercado Municipal fica na mesma direção, na Avenida Sete de Setembro.

Abranches, Pilarzinho e Vista Alegre
O norte dos parques: Parque das Pedreiras Jaime Lerner, com a Ópera de Arame, o Parque Tanguá e o Bosque Alemão. Fica a uma corrida de táxi ou aplicativo do centro, ou na rota da Linha Turismo.

Santa Felicidade
Bairro de colonização italiana no noroeste, ao longo da Avenida Manoel Ribas, com restaurantes de rodízio, vinícolas e casas de imigrantes do fim do século XIX.
História
séc. XVII · Ouro no planalto
Bandeirantes vindos do litoral de Paranaguá subiram a serra atrás de ouro; a expedição de Eleodoro Ébano Pereira é de 1649. O território era ocupado por povos caingangues, xoclengues e guaranis.
1661 · Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Em meados de 1661 forma-se a povoação que daria origem à cidade; em 1668 Gabriel de Lara ergue um pelourinho.
1693 · Vila
Em 29 de março de 1693 a povoação vira vila, criada por Mateus Martins Leme.
1720–1721 · O nome Curitiba
O ouvidor Rafael Pires Pardinho adota o nome Curitiba, de origem tupi e associado ao pinheiro, a araucária.
1730 · Caminho das tropas
A vila passa a integrar a rota de gado entre o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e vive do pouso dos tropeiros.
1853 · Capital do Paraná
Pela Lei Imperial nº 704, de 29 de agosto, o Paraná se separa de São Paulo e Curitiba vira capital da nova província. Curitiba já era cidade desde 1842.
1833–1895 · Os imigrantes
Chegam alemães desde 1833, poloneses em 1871, italianos em 1872 e ucranianos em 1895. Em 1876 havia vinte colônias agrícolas em volta da cidade.
1885 · A ferrovia desce a serra
Em 2 de fevereiro de 1885 é inaugurada a Estrada de Ferro Paranaguá–Curitiba, construída entre 1880 e 1885, a que hoje leva o trem turístico a Morretes.
1912 · Universidade do Paraná
Em 19 de dezembro de 1912 é criada a universidade que hoje é a Universidade Federal do Paraná.
1971–1974 · O urbanismo de Jaime Lerner
Jaime Lerner assume a prefeitura em 1971; em 20 de maio de 1972 parte da Rua XV de Novembro vira calçadão de pedestres, e em 1974 começa a operar a primeira linha do sistema de ônibus em corredores exclusivos.
1991–2002 · Os cartões-postais
Abrem o Jardim Botânico (5 de outubro de 1991), a Ópera de Arame (18 de março de 1992) e o Museu Oscar Niemeyer (22 de novembro de 2002, com o nome atual desde 2003).
História completa
Do ouro ao pouso dos tropeiros
A cidade começou como passagem. No século XVII, mineradores subiram da baía de Paranaguá ao planalto atrás de ouro, num território ocupado por caingangues, xoclengues e guaranis. Em meados de 1661 formou-se a povoação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, que em 1693 virou vila. O ouro rendeu pouco e declinou no fim daquele século, mas a vila ganhou outra função a partir de 1730, quando entrou na rota das tropas de gado que iam do Rio Grande do Sul a Minas Gerais. O nome Curitiba, adotado por volta de 1720, vem do tupi e é ligado ao pinheiro: a araucária, que ainda aparece em bosques e parques e cuja semente, o pinhão, se vende cozida a partir de meados de abril.
Capital de uma província nova
No século XIX, a erva-mate e a madeira devolveram o crescimento. Em 1853 o Paraná se separou da Província de São Paulo, e Curitiba, cidade desde 1842, virou capital. A ligação com o litoral, até então feita pela Estrada da Graciosa, ganhou em 1885 a ferrovia até Paranaguá, uma obra de cinco anos que atravessa a Serra do Mar por túneis e viadutos. Um ano depois, em 1886, a cidade inaugurou o Passeio Público, aberto sobre um banhado do rio Belém com dinheiro de ervateiros como o Barão do Serro Azul.
Uma cidade de imigrantes
Entre 1833 e o fim do século XIX chegaram alemães, poloneses, italianos e ucranianos, que formaram colônias agrícolas em volta do núcleo urbano. Esse desenho ainda se lê na cidade: Santa Felicidade, que recebeu muitos colonos do Vêneto e de Trento, é hoje o bairro dos restaurantes italianos; o Bosque Alemão homenageia a imigração alemã; e o Memorial Ucraniano, no Parque Tingui, guarda a réplica de uma igreja do interior do estado. No século XX vieram também japoneses, sírios e libaneses.
O planejamento como marca
O Plano Agache, dos anos 1940, abriu avenidas largas, previu o Centro Cívico e o Mercado Municipal. A virada veio com Jaime Lerner, prefeito a partir de 1971: o calçadão da Rua XV de Novembro em 1972, os corredores exclusivos de ônibus em 1974 e, nos anos 1990, as estações-tubo e os ônibus biarticulados. Os parques nasceram junto, alguns para conter enchentes, como o Barigui, de 1972, e outros em pedreiras desativadas, como a Ópera de Arame e o Parque Tanguá. É por isso que a visita a Curitiba combina um centro antigo pequeno com passeios a parques espalhados pelos bairros.
O trecho central da Rua XV de Novembro, entre a Avenida Luiz Xavier e a Rua Presidente Faria, foi fechado aos carros em 20 de maio de 1972, numa das primeiras obras de Jaime Lerner como prefeito.
A Ópera de Arame foi montada em 75 dias e inaugurada em 18 de março de 1992.
Geografia e forma da cidade
O planalto
Curitiba ocupa o Primeiro Planalto Paranaense, com altitude média de cerca de 934 m, entre 865 m às margens do rio Iguaçu, no sul do município, e 1.021 m na Lamenha Pequena, ao norte. A leste, a Serra do Mar separa a cidade do litoral; Morretes, ao pé da serra, fica a 70 km.
Clima
O clima é temperado oceânico (Cfb). Na normal 1991–2020 da estação de Curitiba, janeiro tem máxima média de 27,1 °C e 226 mm de chuva, e julho tem máxima de 20,1 °C e mínima de 9,3 °C. Agosto é o mês mais seco, com 82 mm. No inverno a geada é comum; neve é rara.
Rios, parques e eixos
Os rios Belém, Barigui e Iguaçu cortam a cidade, e vários parques foram desenhados ao longo deles para segurar as cheias. A vegetação original é a floresta com araucárias, hoje protegida por lei onde sobrevive. A cidade cresceu ao longo dos eixos de ônibus, e por isso os parques mais procurados ficam fora do centro, ao norte e a oeste.
Cultura

Teatro e festivais
O Festival de Curitiba, de teatro, ocupa palcos, praças e ruas da cidade todo ano entre março e abril; a 34ª edição foi de 30 de março a 12 de abril de 2026. O Centro Cultural Teatro Guaíra, na Praça Santos Andrade, abriga a Orquestra Sinfônica do Paraná e o Balé Teatro Guaíra.
Escritores e artistas
Dalton Trevisan (1925–2024), contista de O Vampiro de Curitiba, e o poeta Paulo Leminski (1944–1989), que deu nome à Pedreira, são os nomes da literatura da cidade. Poty Lazzarotto (1924–1998), gravurista e muralista, deixou painéis em espaços públicos e tem a obra no MON.
Comunidades de imigrantes
Os descendentes de ucranianos e poloneses mantêm festas religiosas e de colheita, e o Memorial Ucraniano, no Parque Tingui, é o lugar das celebrações da comunidade ucraniana apoiadas pela Prefeitura. Santa Felicidade guarda a tradição italiana na comida e nos grupos folclóricos.
Festas e eventos
Festival de Curitiba
Março e abril. Teatro, dança, circo e música em teatros e ruas; em 2026 foi de 30 de março a 12 de abril, com ingressos de graça a R$ 85, mais taxas, conforme o espetáculo.
Natal de Curitiba
Fim de novembro a dezembro. Em 2026 a abertura está marcada para 24 de novembro na Praça Santos Andrade, com programação até 30 de dezembro. O coral de crianças e adolescentes nas janelas do Palácio Avenida se apresenta em 11, 12, 13, 18, 19 e 20 de dezembro, às 20h15.
Festas ucranianas
Bênção dos alimentos no sábado de Aleluia, Festa Nacional da Ucrânia em agosto, Festa da Colheita em outubro e São Nicolau em novembro, no Memorial Ucraniano. As datas exatas saem a cada ano.
Livros e filmes
O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan (1965)
Contos curtos sobre a vida miúda da cidade, do autor curitibano mais conhecido, que viveu em Curitiba até morrer, em 2024.
Perguntas frequentes
Curitiba: como ir do aeroporto ao centro?
O aeroporto, a 18 km do centro, não tem trem. A linha metropolitana E32 sai a cada 20 minutos, das 5h40 às 23h20, até o Terminal Boqueirão, onde se troca para o expresso 503 Boqueirão até o centro; táxi e aplicativo fazem o trajeto direto.
Curitiba: quantos dias ficar?
Três dias: um a pé pelo Setor Histórico e pelo MON, outro pelos parques e o terceiro no trem até Morretes. Fora da alta temporada o trem só sai de sexta a domingo e nos feriados, e o MON e o Parque das Pedreiras fecham às segundas: monte a viagem de quarta a sexta ou de sexta a domingo.
Curitiba: como funciona o trem para Morretes?
Sai às 8h30 da Estação Rodoferroviária, com chegada recomendada às 7h30, e leva cerca de 4h30. Em 2026 sai todo dia em janeiro, fevereiro, na segunda quinzena de julho e em dezembro, e nos outros meses às sextas, sábados, domingos e feriados; nos meses diários e em novembro, compre com sete dias de antecedência.
Curitiba: como voltar de Morretes?
O bilhete só de trem vale num sentido e partia de R$ 206 em outubro de 2026. A volta mais rápida é de ônibus da Viação Graciosa, em pouco mais de uma hora; compre a passagem na rodoviária de Morretes ao chegar, porque os últimos horários costumam esgotar aos domingos. O pacote com volta de van partia de R$ 488.
Curitiba: qual é a melhor época?
Abril e maio juntam pouca chuva e temperatura amena; agosto também é seco, mas pede casaco. O inverno é frio, com geada comum em julho, e janeiro é o mês mais chuvoso.
Curitiba: onde ficar?
No Centro, para fazer a pé o Setor Histórico e a Rua XV; é o bairro com mais furtos, e à noite convém táxi ou aplicativo nos trechos vazios. Quem vai pegar o trem das 8h30 pode dormir no Jardim Botânico, perto da Rodoferroviária, fora do circuito a pé.
Outras cidades do país
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